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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Superpoder das algas marinhas e novas possibilidades de armazenamento


As ervas marinhas têm um superpoder oculto. Por mais insignificante que a planta possa parecer, tem diversas propriedades positivas. Assim, contribui significativamente para a biodiversidade e oferece um habitat protegido para animais como peixes, moluscos e camarões. Com os seus caules e raízes, as ervas marinhas também consolidam a areia e os sedimentos, protegendo assim as costas contra a erosão. Além disso, as ervas marinhas absorvem CO2 do mar e armazenam o seu carbono, o que contribui para a proteção climática.
“Queremos que as ervas marinhas voltem a espalhar-se de forma permanente, sem a nossa ajuda”, afirma Maike Paul, da Universidade de Hanôver, coordenadora do projeto SeaStore. No sul do Mar Báltico, ela e a sua equipa trabalham nas bases científicas para uma renaturalização em grande escala. Em três locais, já reintroduziram as ervas marinhas e analisaram o seu crescimento para garantir o sucesso a longo prazo. Ao mesmo tempo, a equipa de investigação sensibiliza a população costeira e os turistas para a proteção destas plantas. Além disso, vários voluntários apoiam os investigadores, mergulhando também no Mar Báltico e ajudando a plantar novas ervas marinhas.

Desviar chuvas fortes e torná-las utilizáveis
Da proteção contra cheias à prevenção de secas: o projeto de investigação Smart-SWS, iniciado pela Universidade Técnica de Munique e no qual também participa a Universidade Técnica de Deggendorf, no Danúbio, aborda uma gama notável de temas. Em 2013, após dias de chuvas intensas, o rio transbordou, causando grandes danos com as massas de água. A Smart-SWS pretende evitar tais eventos e, ao mesmo tempo, melhorar o abastecimento de águas subterrâneas.
No final de 2024, uma instalação-piloto entrou em funcionamento na localidade de Hüll, na Alta Baviera: esta recolhe a água da chuva forte da superfície, trata-a e disponibiliza-a para o abastecimento de águas subterrâneas. Com o novo sistema, a água acumulada pode escoar muito mais rapidamente do que em circunstâncias normais e ser armazenada por mais tempo no local. Lea Augustin, colaboradora da Smart-SWS, explicou: “Uma grande vantagem é que o sistema pode ser usado em muitos locais e regiões da Alemanha com base nos resultados das nossas análises de adequação.” E provavelmente também mais além: recentemente, a equipa apresentou a instalação-piloto num simpósio em Stellenbosch, na África do Sul.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Calendário Ecológico: Dia Mundial dos Oceanos- A importância das Reservas Marinhas



A reserva marinha da Ilha de Apo é um dos melhores exemplos de protecção das espécies marinhas nas Filipinas. Está comprovado que as reservas marinhas são uma excelente medida para proteger as espécies em vias de extinção e restaurar o equilíbrio aos ecossistemas.

Fonte: Greenpeace Portugal
Existe um crescente volume de provas científicas que demonstram que o estabelecimento de redes de reservas marinhas em larga escala, necessárias urgentemente para proteger as espécies marinhas e os seus habitats, poderia ser a solução para inverter o declínio das pescas em todo o mundo.
As reservas marinhas podem beneficiar as reservas de pesca adjacentes tanto pelo “excedente” de peixe adulto e juvenil que ultrapassaria as fronteiras da reserva, como pela exportação de ovos e larvas. Dentro das reservas, as populações aumentariam de tamanho e os espécimes viveriam mais tempo, cresceriam mais e desenvolveriam um maior potencial reprodutor.

As reservas marinhas podem mesmo vir a beneficiar as espécies altamente migratórias, como os tubarões, o atum e o espadarte, se forem criadas em locais onde essas espécies são actualmente bastante vulneráveis, como os locais de criação, de desova ou de agrupamento, como as montanhas submarinas.

As reservas marinhas em larga escala seriam áreas fechadas a todos os fins extractivos, como a pesca ou a exploração mineira, e também às actividades de eliminação. No interior dessas áreas poderiam existir zonas centrais onde não seriam permitidas actividades humanas, por exemplo áreas que actuassem como zonas de referência científica ou áreas onde existissem habitats ou espécies especialmente sensíveis.

Algumas áreas dentro da zona costeira poderiam estar abertas à pesca não destrutiva e de pequena escala, desde que sustentável dentro dos limites ecológicos, e estabelecidas com recurso à participação total das comunidades locais afectadas.

As Reservas Marinhas (RM) não se limitariam a tratar da sobrepesca – embora uma das principais razões para a criação das RM seja a preservação das populações de peixe. São cada vez mais vistas como um instrumento global essencial para proteger o ambiente marinho, inclusive relativamente à poluição – provocada em especial pela eliminação de resíduos (resíduos radioactivos, munições e dióxido de carbono).


quinta-feira, 22 de maio de 2008

Dia Internacional para a Diversidade Biológica - Em Defesa dos Oceanos


Na sequência da minha reflexão na postagem de ontem, neste dia transcrevo integralmente passagens da campanha Liberdade para os mares: agora e no futuro do sítio da Greenpeace Portugal. aqui a mais recente denúncia das corrupções da pesca à baleia por parte do Japão, após 4 meses de investição da Greenpeace. Clica na ligação e podes conhecer relatórios e o mapa com as áreas que a Greenpeace sugere que sejam protegidas, para que os oceanos possam recuperar e voltar a um cenário de abundância e intervir, apoiando a Greenpeace nesta missão vital.
A vida marinha esteve por demasiado tempo totalmente exposta à exploração por parte de quem possuísse meios para o fazer. Os rápidos avanços tecnológicos implicaram que, actualmente, a capacidade, o alcance e a potência das embarcações e do equipamento usados para explorar a vida marinha exceda de longe a capacidade da Natureza de a preservar. Se isso não for controlado, terá amplas consequências no ambiente marinho e nas pessoas que dele dependem.
A vida nos oceanos possui um incrível conjunto de formas e dimensões – desde o plâncton microscópico até à maior das grandes baleias.
Apesar disso, muitas espécies foram levadas à extinção, ou aproximam-se dela, devido a devastadores impactos humanos.
A campanha Internacional Em Defesa dos Oceanos denuncia essas ameaças, enfrenta os culpados e promove soluções como uma rede global de parques oceânicos designados reservas marinhas.


Entra em acção para recuperar os oceanos!