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quinta-feira, 18 de junho de 2026
Patrick Watson - Dream For Dreaming
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segunda-feira, 9 de março de 2026
Tempers - Strange Harvest
Turning them on
Turning them off
[Pre-Chorus]
Sometimes all I've got is other people's windows
Sometimes all I've got is other people's windows
Seeing through me
[Chorus]
Let them find you when you know you're lost
You've been kneeling in a false dawn
Let them take you 'coz you don't belong
In these waves
In these waves
[Verse 2]
Time will come to life again
My strange harvest
Will taste sweet again
[Pre-Chorus]
Something I can't touch is reaching out for me
Something I can't touch is reaching out for mе
Seeing through me
[Chorus] 3X
Let them find you when you know you're lost
You've been kneeling in a false dawn
Let them take you 'coz you don't belong
In these waves
In these waves
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
The Smashing Pumpkins - There It Goes
O significado de "There It Goes" reside na melancolia da impotência e na aceitação dolorosa do fim. A letra descreve o momento exato em que percebemos que algo valioso - seja um amor de juventude ou uma etapa da vida — está a escapar por entre os dedos, e não há absolutamente nada que possamos fazer para o impedir. É uma canção sobre o inevitável.
Billy Corgan explora a frustração da falta de comunicação, onde as palavras falham precisamente quando são mais necessárias, criando um abismo entre duas pessoas que antes eram próximas. O refrão, com a repetição da frase "it's out of my hands" (está fora das minhas mãos), reforça este sentimento de perda de controlo e a resignação de assistir ao tempo a passar enquanto as promessas se desmoronam. No desfecho, a música sugere que, embora o adeus seja difícil, ele traz a libertação de todas as ilusões e mentiras que sustentavam aquela situação. É o retrato de um jovem compositor ainda despido de metáforas complexas, a lidar com a vulnerabilidade crua de ver o seu mundo mudar sem o seu consentimento.
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domingo, 15 de fevereiro de 2026
Encontros Improváveis: Véronique du Boisrouvray e Albert Camus
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| Véronique du Boisrouvray - La Médaille (2018) |
Quando vi este quadro à minha frente, pensei logo em Albert Camus: "Todo o acto de rebeldia expressa uma nostalgia pela inocência e um apelo à essência do ser."
A Condessa Véronique du Boisrouvray nasceu em Paris, em 1951.
É uma artista autodidata de pastel e retrato
Contexto: Oriunda de uma linhagem aristocrática, a sua vida é marcada pela discrição e pela dedicação total ao aperfeiçoamento da sua arte, sendo membro de honra de prestigiadas sociedades de pastellistas.
Estilo e Técnica
A obra de Boisrouvray é frequentemente descrita como Realismo Poético ou Hiper-realismo Suave.
A Técnica do Pastel: ela utiliza o pastel seco com uma precisão cirúrgica. Ao contrário de muitos artistas que procuram um efeito "esfumado" ou impressionista, Véronique trabalha as camadas para obter uma densidade de cor e uma textura que, à primeira vista, muitos confundem com pintura a óleo.
Luz e Sombra: A sua técnica foca-se no chiaroscuro (claro-escuro), onde a luz parece emanar de dentro dos objetos, conferindo-lhes uma qualidade quase sagrada ou eterna.
Precisão: Existe um rigor técnico extremo na representação das texturas — seja a transparência de um vidro, a suavidade de uma pétala ou a rugosidade de uma fruta.
Tema Principal
A artista foca-se no retrato.
Como explora o retrato?
A artista não se limita a reproduzir uma face; ela utiliza o pastel seco para construir uma presença física e psicológica:
A Técnica da Camada: ela sobrepõe inúmeras camadas de pigmento puro para criar a "carne" do rosto. Isso permite-lhe obter tonalidades de pele extremamente realistas, onde a luz parece estar sob a epiderme, e não apenas refletida nela.
O foco no detalhe tátil: Véronique dá a mesma importância à textura de um tecido (como a blusa em "La Médaille") ou ao brilho de um fio de cabelo do que aos traços fisionómicos. Isso cria uma sensação de proximidade quase íntima com o modelo.
Iluminação de Estúdio Clássica: ela utiliza frequentemente fundos neutros e escuros (estilo tenebrismo), o que isola o sujeito e força o observador a concentrar-se na expressão e na interioridade da pessoa retratada.
Qual é a mensagem?
A mensagem central da sua obra foca-se na dignidade do silêncio e na beleza da introspeção:
A pausa no Tempo: num mundo saturado de imagens rápidas e digitais, os seus retratos convidam à lentidão. A mensagem é que existe uma beleza profunda nos momentos comuns e silenciosos.
A humanidade singular: ao pintar modelos contemporâneos com uma técnica que remete aos grandes mestres do passado, ela transmite a ideia de que a dignidade humana é intemporal.
A Espiritualidade no quotidiano: Através do uso magistral da luz, a artista eleva o modelo a algo quase sagrado. A "mensagem" não é política ou social, mas sim estética e contemplativa: um apelo para reconhecer a poesia na luz que incide sobre um rosto ou um objeto.
Prémios e Exposições
Apesar de não ter um currículo académico padrão, a sua qualidade técnica é tão elevada que é reconhecida por instituições de elite. É membro da Sociedade Francesa de Pastel, da Sociedade Francesa de Arte em Pastel e membro efetivo da Sociedade de Pastel da América. Expõe em mostras internacionais, nomeadamente no Festival Internacional de Pastel de Feytiat, e alcançou o estatuto de "Master Circle" na IAPS em 2023.
"A minha busca é a da harmonia e da luz. O pastel permite-me tocar a matéria de uma forma que nenhum outro meio consegue."
Por que a sua obra é relevante?
Num mundo artístico muitas vezes focado no abstrato ou no digital, Véronique du Boisrouvray mantém viva a tradição da observação meticulosa. Ela prova que o pastel, muitas vezes visto como um meio secundário ou de esboço, é capaz de uma profundidade e durabilidade monumentais.
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Twenty One Pilots - Paladin Strait
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Lunatic Soul - The New End
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terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Belle and Sebastian - We Rule the School
O mesmo tema muito adequado ao filme de François Truffaut "Os Quatrocentos Golpes", ou também conhecido por "os Incompreendidos", 1959: cena final
Letra
On a beech tree rudely carved
NC loved me
Why did she do it?
Was she scared?
Was she bored?
On a beech tree rudely carved
NC loved me
Why did she do it?
Was she scared?
Was she pushed?
Do something pretty while you can
Don't fall asleep
Skating a pirouette on ice is cool
Do something pretty while you can
Don't be a fool
Reading the gospel to yourself is fine
On a bus stop in the town
We rule the school
Written for everyone to read and see
On a bus stop in the town
We rule the school
Written for everyone with eies in their head
Do something pretty while you can
Don't fall asleep
Driving from California to New York
Call me a prophet if you like
It's no secret
You know the world is made for men
Not us
We Rule the School é uma das faixas mais delicadas e introspectivas do álbum de estreia da banda, Tiger Milk (1996).
A música 'We Rule The School' da banda Belle and Sebastian é uma reflexão poética sobre a juventude, a rebeldia e a busca por significado em um mundo que muitas vezes parece indiferente. A letra começa com a imagem de uma árvore de faia onde alguém esculpiu 'NC loved me'. Essa ação, aparentemente impulsiva e talvez sem sentido, levanta questões sobre as motivações por trás dela: medo, tédio ou pressão. Essa metáfora inicial já estabelece um tom de introspecção e questionamento que permeia toda a música.
A repetição da frase 'Do something pretty while you can' sugere uma urgência em aproveitar a beleza e a criatividade enquanto se é jovem. A juventude é retratada como um período efémero, onde há uma janela de oportunidade para fazer algo significativo antes que a rotina e as responsabilidades da vida adulta tomem conta. A menção a atividades como patinar no gelo e ler o Evangelho para si mesmo reforça a ideia de encontrar beleza e propósito em ações simples e pessoais.
O refrão 'We Rule The School' escrita num ponto de ónibus na cidade simboliza a rebeldia e a afirmação de identidade dos jovens. (Nós mandamos na escola) é irónico. Refere-se àqueles estudantes que não fazem parte do grupo "popular", que ficam nos cantos, observando tudo. Na mente deles e no seu pequeno círculo de amizades, eles possuem um mundo próprio que é superior à futilidade ao redor.
É um grito de autonomia e poder num mundo que, como a música sugere, é feito para os homens e não para 'nós', possivelmente referindo-se a jovens, mulheres ou qualquer grupo marginalizado. A repetição da linha 'You know the world is made for men' enfatiza a crítica social e a sensação de exclusão. No entanto, a música também carrega uma mensagem de esperança e resistência, incentivando os jovens a fazerem algo bonito e significativo enquanto podem.
domingo, 18 de janeiro de 2026
Josefin Öhrn and The Liberation - Anything So Bright
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025
Björk - Moon
A música “Moon”, de Björk, explora como o fracasso e a vulnerabilidade são partes fundamentais do processo de renovação pessoal, conectando essa ideia ao ciclo lunar. No trecho “Best way to start-a-new / Is to fail miserably / Fail at loving / And fail at giving / Fail at creating a flow / Then realign the whole / And kick into the starthole” (“A melhor forma de recomeçar / É fracassar miseravelmente / Fracassar ao amar / E fracassar ao doar / Fracassar ao criar um fluxo / Então realinhar tudo / E dar o pontapé inicial”), Björk sugere que só é possível recomeçar de verdade ao aceitar os próprios erros e limitações. Essa mensagem se relaciona ao simbolismo da lua, que passa por fases de morte e renascimento, oferecendo sempre uma nova oportunidade de começar de novo.
A artista também utiliza imagens como “adrenalin pearls” (“pérolas de adrenalina”) sendo colocadas “na boca dos deuses”, evocando referências mitológicas e a ideia de que forças superiores participam desse processo de purificação e renovação. Para Björk, a lua representa um espaço de imaginação, melancolia e regeneração, o que se reflete na atmosfera contemplativa da música. A repetição de “All birthed and happy” (“Todos nascidos e felizes”) reforça o sentimento de renascimento após enfrentar o medo e o risco. Já a frase “To risk all is the end all and the beginning all” (“Arriscar tudo é o fim de tudo e o começo de tudo”) resume a mensagem central: arriscar-se é essencial para encerrar um ciclo e iniciar outro, assim como acontece com as fases da lua. A estrutura musical, marcada por sequências de harpas que acompanham as fases lunares, reforça a ideia de transformação constante.
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domingo, 21 de dezembro de 2025
Fleet Foxes - White Winter Hymnal
terça-feira, 9 de dezembro de 2025
The Chameleons - Nathan's Phase
Of all the faces that you wear
Sometimes joy, sometimes despair
The mask has gone, no mystery
Replaced by vague transparency
Oh, it's just a phase you're going through
It's you
It's just a phase you're going through
The streets of London paved with lead
Just as my lungs are paved with Leb
Brush the cobwebs from my head
Feels like I'm stapled to this bed
Oh, it's just a phase you're going through
It's you
It's just a phase you're going through
The streets of London paved with lead
Just as my lungs are paved with Leb
Brush the cobwebs from my head
Feels like I'm stapled to this bed
Oh, it's just a phase you're going through
It's you
It's just a phase you're going through
Out of tune
Yeah, with this phase you're going through
A canção Nathan's Phase da banda britânica The Chameleons foi lançada no álbum Strange Times (1986), e, como muitas das músicas da banda, a letra pode ser interpretada de maneira subjetiva e aberta a diferentes análises.
Nathan's Phase do The Chameleons é uma canção que fala sobre uma fase de confusão e transição na vida de alguém, provavelmente o personagem chamado Nathan. A letra sugere um momento de introspecção, no qual ele se encontra em um processo de autoexploração ou até crise pessoal. A ideia de uma "fase" simboliza que essa situação é passageira, uma etapa que ele precisa atravessar para entender melhor a si mesmo ou seu lugar no mundo. Esse sentimento de transição também se conecta ao tema comum na obra da banda, que é a alienação — a sensação de estar desconectado ou perdido em relação ao que acontece ao redor. A música pode ser interpretada como uma reflexão sobre como as pessoas mudam e se reinventam ao longo do tempo, enfrentando desafios internos e externos que, muitas vezes, são difíceis de compreender ou de expressar. Além disso, a melodia melancólica da música complementa a ideia de uma fase de busca, de distanciamento emocional e de nostalgia, que faz parte da experiência humana de crescimento e transformação. Como muitas das músicas do The Chameleons, Nathan's Phase oferece uma visão aberta e poética sobre o dilema da identidade e da evolução pessoal, temas que são universais e que falam com cada ouvinte de uma forma única.
segunda-feira, 27 de outubro de 2025
Victorian Darkwave - Transcendent
and you see things that I can't see
Sometimes I am blind
And I can be unkind
But my love for you will transcend time.
In this world we're hand in hand
In good times and bad, its our last stand
The end of the road seems so near...
and together, we will face our fears
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segunda-feira, 21 de julho de 2025
Ane Brun - To Let Myself Go
To let myself flow
Is the only way of being?
There′s no use telling me
There's no use taking a step back
A step back for me
A música "To Let Myself Go" de Ane Brun trata, de forma poética e emocional, da libertação interior e do processo de aceitação de si mesmo. A canção fala sobre o desafio de baixar as defesas, permitir-se sentir, e abandonar o controlo — não como sinal de fraqueza, mas como um passo necessário para encontrar paz ou amor verdadeiro.
Libertar-se emocionalmente
O refrão "To let myself go, to let myself flow" sugere o desejo de se libertar de amarras internas — de expectativas, medo ou dor — e simplesmente "fluir" com a vida, aceitar o que vem.
Dor e Cura
Há uma nota de vulnerabilidade: a letra expressa a dificuldade de se entregar emocionalmente, especialmente após experiências dolorosas. Isso pode ser interpretado como alguém que aprendeu a se proteger demais, e agora tenta reaprender a confiar e se abrir.
"To just be me" (ser apenas eu) mostra que a música também fala de autenticidade — parar de se esconder atrás de máscaras e permitir-se ser quem se é, sem medo. É um tipo de transformação espiritual ou pessoal.
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terça-feira, 4 de junho de 2024
Música do BioTerra: Love and Rockets - Express Kundalini
A energia Kundalini, conhecida também como Shakti, é uma energia espiritual que está localizada na base da coluna. O conceito de energia Kundalini existe há séculos e foi mencionado em antigos textos védicos de 1.000 aC.
A Kundalini Shakti é considerada a consciência divina presente no corpo, dividida entre a parte superior e inferior do corpo, ao ativar a energia Kundalini de forma segura, ela ajuda a equilibrar os chakras, aumentar o nível de consciência e bem-estar.
Quando a energia Kundalini Shakti é despertada e se eleva dentro de nós, toda a nossa vida se torna uma dança de alegria e bem-aventurança.
O que é Kundalini
O termo Kundalini vem da palavra em sânscrito kundal, que significa circular. Também se refere a uma cobra enrolada. Essa energia se manifesta no corpo através dos chakras, subindo ou descendo, provocando diferentes emoções.
Quando a kundalini se move para o topo da cabeça, no chakra coronário, é possível experimentar o estado de plenitude e bem-aventurança. Sentimentos de conexão começam a surgir com tudo e todos. Os antigos Rishis retratam cada um dos sete Chakras na forma de uma lótus ou de diferentes pétalas de flores, representando a consciência sutil, fresca e delicada.
Kundalini e os Chakras
A energia kundalini flui através dos chakras, num movimento ascendente ou descendente, provocando diferentes emoções, sentimentos ou sensações. É uma energia que se manifesta de diferentes maneiras nas diferentes regiões do corpo.
Os sete chakras ou sete centros nervosos estão conectados com diferentes glândulas do corpo – glândula tiróide, glândulas adrenal, glândula pituitária, glândula pineal, etc.
A ciência prova o que os antigos Rishis, sábios espirituais, afirmavam nas escrituras sagradas há milhares de anos atrás – cada uma dessas glândulas são responsáveis por diferentes tipos de emoções.
Quando a energia kundalini está adormecida nos chakras é comum sentir sensações como inércia, raiva, apego, preguiça, etc. Quando ela é ativada, a inércia se transforma em entusiasmo, depois em criatividade. Do sentimento criativo, surge a alegria, e quando estamos felizes naturalmente surge a generosidade.
Então a energia se move para o chakra do coração, onde é possível sentir amor por todos ao redor, desencadeando o sentimento de gratidão e logo após, o estado de alerta. Trazendo expansão da consciência e bem-aventurança.
O perigoso despertar de Kundalini
É importante salientar sobre a prática correta da meditação kundalini pois o uso de forças e técnicas erradas, podem causar inúmeras consequências. É como se o fusível da lâmpada explodisse, devido ao excesso e surto descontrolado de energia.
Somente com a orientação correta sobre as técnicas, dieta e descanso, o corpo se torna sintonizado e propício para vivenciar esse fenômeno sutil. É importante respeitar o tempo de cada um, pois ao tentar despertar a kundalini shakti pela força, há grandes chances de perder o equilíbrio mental. Só quem tem anos e anos de prática de yoga e profundo conhecimento sobre isso é capaz de realmente praticar essas técnicas de forma adequada sem nenhum efeito colateral.
Meditação Kundalini
Quando a energia sobe naturalmente e através da técnica adequada, experimenta-se tanto entusiasmo, alegria e pertencimento. Todos estes são sinais de um verdadeiro despertar de shakti (energia).
Só é possível meditar quando a kundalini está desperta. Sempre que acontece a meditação, toda essa energia cintilante flui por todo o seu ser. Isso é o que é Kundalini.
O despertar da energia acontece muito naturalmente durante o Sudarshan Kriya, técnica de respiração da Arte de Viver. Por ser uma prática segura é possível sentir, de forma muito natural, cada célula do corpo desperta e viva.
Não tente fazer tudo isso à força, caso contrário você perderá perder o sono.
Kundalini e a serpente – Compreensão mitológica
A energia kundalini foi simbolicamente comparada a uma serpente. Nas histórias mitológicas, diz-se que a Mãe Terra repousa sobre os capuzes da serpente – Shesha Naag, que simboliza a força centrípeta e a força centrífuga. O planeta Terra é sustentado por esses dois tipos de forças. Essas forças não atuam em uma direção linear. Essas forças atuam de forma circular. Uma cobra também nunca viaja em linha reta. Uma cobra se enrola de maneira quase circular à medida que avança. O movimento da serpente é impulsionado por forças centrípetas e centrífugas.
O Shesha Naag simboliza as duas forças – centrípeta e centrífuga, que sustentam a Terra em sua revolução ao sol, da mesma forma o simbolismo da serpente kundalini representa a força vital que nos sustenta. Isso não significa que você deve procurar uma cobra dentro do seu corpo ou nem que você precise procurar uma flor de lótus.
Kundalini Yoga
O kundalini yoga é praticado para ativar a energia shakti, o que permite que ela se mova para cima e através dos chakras ao longo da coluna. A prática de kundalini yoga combina canto, posturas de yoga e respiração:
Canto de abertura: Cada aula começa com um mantra de abertura.Pranayama ou aquecimento: É comum realizar exercícios de respiração, chamados pranayamas, e às vezes movimentos para alongar a coluna. O objetivo do pranayama é praticar o controle da respiração.Kriya: Palavra em sânscrito que significa purificação, é uma sequência de posturas, pranayama ou mudras – posições das mãos. A duração e intensidade do kriya depende do professor.Relaxamento: Permite que seu corpo e mente absorvam os efeitos de um kriya.Meditação: O professor pode guiar uma meditação para cultivar a expansão da consciência.Canto de encerramento: A aula termina com um mantra de encerramento.
Efeitos do kundalini no corpo
À medida que a energia kundalini desperta, é muito comum se sentir mais conectado espiritualmente consigo mesmo e com os outros, e surgir sentimentos como:
- mais empatia
- aumento da criatividade
- carisma
- aumento de energia
- paz interior
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segunda-feira, 1 de janeiro de 2024
Mensagem de Ano Novo
"Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre." - Carlos Drummond de Andrade
Paz, construir pontes como dizia o meu grande amigo Miguel Portas.
quarta-feira, 19 de julho de 2023
Música do BioTerra: CocteauTwins - Musette And Drums
Did it again
We're fast follow trained, yes
Money and
Watching gets too hard
Writes a song
The favor of Juliet's
Somebody's
She turned thirteen oh
Tragedy end
Am I pretty enough
Musette and drums
Our answer Juliet's
Somebody's
She turned thirteen oh
Writes a song
The favor of Juliet's
Somebody's
She turned thirteen oh
Tragedy end
Am I pretty enough
Musette and drums
Watching is too
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| Musette |
"Musette and Drums" é a peça que encerra o álbum Head Over Heels (1983) com uma grandiosidade quase esmagadora, marcando um ponto de viragem crucial na identidade dos Cocteau Twins. Musicalmente, a faixa é um dos pilares do que viria a ser o Dream Pop e o Shoegaze, fundindo a herança sombria do Post-Punk com uma parede de som densa e atmosférica. A guitarra de Robin Guthrie não funciona aqui apenas como um instrumento melódico, mas como uma massa sonora saturada de reverb e delay, criando uma textura que parece uma orquestra eléctrica em combustão. A bateria, como o próprio título sugere, tem um papel fulcral: é tribal, pesada e propulsiva, conferindo à canção uma urgência que contrasta com a natureza etérea da voz.
No que toca ao significado, entrar no universo de Elizabeth Fraser exige que abandonemos a procura por uma narrativa linear. Nesta fase da carreira, a vocalista já explorava a glossolalia e a fonética pura, escolhendo palavras mais pelo seu impacto sensorial e textura sonora do que pelo seu valor semântico. O título "Musette and Drums" sugere uma dualidade fascinante: a musette (um instrumento de sopro delicado, pastoral) em colisão com a força bruta da percussão. Esta tensão entre o frágil e o monumental é o coração da música. A letra evoca imagens fragmentadas de desorientação e êxtase, funcionando como uma catarse emocional onde o sentimento de urgência e deslumbramento sobrepõe-se a qualquer mensagem literal. No fundo, é uma canção sobre a intensidade da experiência humana, capturada num momento de pura tempestade sonora.
Análise do álbum no wikipedia e no site da banda
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domingo, 1 de janeiro de 2023
Kristin Vestgård
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| Kristin Vestgård (pintora Norueguesa, nascida em 1976) |
Estilo Artístico:
O trabalho de Vestgård é caracterizado por:
- Abordagem intuitiva e poética: ela pinta buscando atmosferas e significados interiores, emergindo de camadas de pintura e de um processo sensível e intuitivo.
- Figuração atmosférica: geralmente figuras — muitas vezes femininas — que não são retratos, mas expressões de estados de humor, presença e introspeção.
- Ambientes etéreos e silenciosos: equilíbrio entre calma e inquietação, luz e sombra, sugerindo espaços além do tempo e da narrativa literal.
- Fluxo entre real e onírico: as obras oscilam entre o mundo real e o imaginário, como uma espécie de “diário sem palavras”.
Temas:
Os temas recorrentes incluem:
- Estados interiores e emoções humanas — nostalgia, silêncio, presença e reflexão.
- Silêncio, poesia e segredo — as figuras carregam uma “vida interior” que evoca mistério e introspecção.
- Lugar e pertencimento — busca por atmosferas onde se possa “pertencer”, entre calmaria e incerteza.
- Tensão entre luz e escuridão — muitas obras exploram esse contraste emocional e visual.
Técnicas e Processos:
- Óleo sobre tela: o meio principal das suas obras.
- Construção por camadas: aplica e raspa camadas de tinta, preservando e alterando marcas anteriores para construir atmosferas e narrativas visuais.
- Processo intuitivo: o trabalho flui de sensações, memórias e experiências, quase como uma escrita visual de um diário interno.
In her own words…..
“It’s an intuitive process. In chaos, I play with figures, altering their spaces, wiping off and keeping marks from previous layers. While creating new spaces over others until I obtain a certain atmosphere and the expression that I want…which is something I find while going along…a history is built into the canvas, and adds weight and poetry to the final image... I paint out of my inner world with all the sights, emotions, thoughts, people, things, atmospheres and the history that runs through me. It all shapes what happens on the canvas…almost like a diary with no words, based in a reality seen through my eyes. It has dreams, fantasies and sort of inner adventures tangled in between the pure reality, playing between the restless and standing still, always in a flux…a playfulness running in and out of the layers of oil paint, with a deep sincere essence holding it together. To me my paintings hold many secrets…and I like it that way. It gives them space to breathe and live their own lives; just like people…they have a sea of secrets too...”
domingo, 30 de junho de 2019
Sofa Surfers - See The Light
Sofa Surfers - see the light feat. Junior Delgado
sexta-feira, 20 de julho de 2018
Black Space Riders - Leaves of life (falling down)
Waiting to give up the fight - falling down
Many before (have) been released - leaves of love
(they) turned into life when deceased – falling down
Falling but feeling secure – leaves of life
Our rebirth will follow for sure – falling down
Resurrection back to life – falling down
Changeling while changing the sides – leaves of love
Like a leaf that's floating downward - falling down
Gently moving down to earth – falling down
Seeds of hope deliver new life – falling down
Giving birth on fields of joy – falling down
Reaching the edge of belief – falling down
(A) mission with hope brings relief - falling down
Glowing and breeding new life – leaves of love
A tearing and dragging at night – leaves of life
terça-feira, 24 de abril de 2018
Mudança de Comportamento para a Sustentabilidade
![]() |
| Behaviour Change Program |
“It’s the behaviour, dear!”
O desenvolvimento sustentável parece um caminho longo, lento e laborioso. Infelizmente, muitas medidas e ações não têm em conta o nosso comportamento. As mudanças necessárias para um mundo mais justo e respeitando os limites planetários e os ecossistemas, não têm muito a ver com ‘mais uma tecnologia’, ou melhor indicadores para ser mais performativos.
Pelo contrário, tem tudo a ver com o próprio ser-humano e como é que nos podemos mudar e mostrar comportamentos sustentáveis!
Como é que podemos então facilitar melhor esse caminho da mudança?!
O esquema (clique na imagem para ampliar) permite uma compreensão clara dos ‘behavioural insights’ e fornece pistas concretas como aplicar isso no vosso contexto e como alcançar as mudanças desejadas de maneira mais eficaz.
Mais informações
Uma vasta lista de publicações sobre Behaviour Change Program e exemplos práticos em países da CEE
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