[Verse 1]
The cuckoo sleeps, hungry and wild and crawling
Through the storm that breaks
Clears away the vicious and violent heat
Breathe deep, breathe long and hard
Kiss and caress the hands that feed
Love me primitive, betray my lips
And the treacherous heart, the savage breed
[Verse 2]
Hollow eyes only cry hollow tears
And the tingling flesh that melts away
The scars and fears that the shameless years
Leave laughing and dancing
On a wasted and tattered dream
Cry hollow tears, that stifle the tortured kiss and scream
[Chorus]
Screaming in the darkness, torn and ravaged
Spinning round in circles
Animal crazy and the howl of the naked and savage
[Verse 1]
[Chorus]
Screaming in the darkness, torn and ravaged
Spinning round in circles
Animal crazy and the howl of the naked and savage
[Bridge]
Tarnish, taint and punish me softly
Kiss the heavens where the angels tread
Love is the corpse that crawls on dreams
Rips them apart and tears them to shreds
[Chorus]
Screaming in the darkness, torn and ravaged
Spinning round in circles
Animal crazy and the howl of the naked and savage
Significado da canção
A canção Naked and Savage dos The Mission baseia-se em metáforas sombrias e abstratas para explorar a dualidade da natureza humana, o primitivismo e a intensidade das paixões obsessivas. O título, que se traduz como "Nua e Selvagem", evoca a ideia de despir a humanidade de todas as suas convenções sociais e máscaras civilizadas, deixando apenas os instintos mais puros, animais e viscerais. Através de uma lírica expressionista, o vocalista Wayne Hussey retrata o amor e o desejo não como sentimentos românticos, mas como forças destrutivas e masoquistas, onde a traição, a dor e o prazer caminham de mãos dadas num ambiente de decadência hedonista. Existe também um forte sentimento de desorientação e vazio existencial que reflete o estilo de vida excessivo da cena do rock gótico dos anos 80. Curiosamente, parte desta letra foi originalmente escrita por Hussey quando ele ainda pertencia aos The Sisters of Mercy para ser usada no tema Black Planet, mas acabou por ser rejeitada por Andrew Eldritch e mais tarde reaproveitada para este clássico dos The Mission. É precisamente esta atmosfera desoladora, selvagem e de sobrevivência ao limite que liga perfeitamente a música à estética pós-apocalíptica do filme O Livro de Eli.
Sobre o Filme- The Book of Eli (2010)
O filme O Livro de Eli (The Book of Eli) passa-se num futuro pós-apocalíptico, cerca de trinta anos após um cataclismo nuclear ter devastado a Terra. O cenário é um mundo desolador, árido e violento, onde a água é o recurso mais precioso e a humanidade regrediu a um estado de barbárie. A história acompanha Eli, um homem solitário e mestre em artes marciais que caminha em direção ao oeste dos Estados Unidos guiado por uma voz divina. Ele carrega consigo um objeto de valor inestimável: o último exemplar da Bíblia Sagrada.
Ao longo da sua jornada, Eli chega a uma cidade controlada por Carnegie, um líder tirânico que procura desesperadamente o mesmo livro para usar as suas palavras como uma ferramenta de poder e manipulação das massas. Ao descobrir que Eli tem a Bíblia, Carnegie inicia uma perseguição implacável para lha roubar. Eli conta com a ajuda de Solara, uma jovem que decide segui-lo após se rebelar contra a opressão de Carnegie. O filme foca-se no sacrifício, na preservação do conhecimento, da fé e da esperança, culminando numa revelação surpreendente sobre a verdadeira natureza e determinação do protagonista para cumprir a sua missão.
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