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terça-feira, 19 de julho de 2011

Bailado e Ópera e Teatro - porque mais gente devia ter acesso mais democrático a estes espectáculos



INTRO
Roubaram-me o ordenado e a o congelamento da carreira durante anos impediu-me  o sonho que esperava quando progredisse na vida,  de poder assistir a algo que só uma vez vi e que eu amo IMENSO: BAILADO. Se fui ao Teatro conto pelos meus dedos talvez uns cinco a seis vezes e porque algumas delas foi em visitas de estudo . Ao Teatro Rivoli pré e pós Filipe La Feria nunca consegui reunir nem tempo nem dinheiro para os ver.  Umas vezes diziam-me no Teatro São João e Rivoli que os bilhetes já estavam "reservados" . 
Entretanto pediram-me para fazer mais justificações das notas dos meus alunos e das negativas que eles tinham. Pediram-me que precisava de justificar as faltas disciplinares e justificar a minha autoridade. Depois disseram-me que o meu trabalho  de antiguidade se convertia em trabalho não lectivo, esperando horas vazias na escola porque os alunos não querem o apoio, pois dizem-me que os pais pagam em explicaodores fora. Pediram-me para ser formador profissional (ficava mais barato ao Estado) e dar aulas aos CEF e CNO. Entretanto pediram-me que tinha que reunir-me mais vezes fora de horas, algumas até às 21.30. Depois o meu salário ficou congelado (a bem nacional, disseram-me) mas já há mais de 6 anos que não tem subido de acordo com o custo de vida (que eu não contribui uma migalha de parte para esse aumento da dívida pública). Dizem e baptizaram a todos os portugueses que o trabalho deixou de ser um bom negócio . Desde 1987 o que está a dar é a precariedade. Entretanto que o que  importa é o "tempo de qualidade" com os filhos, 15 minutos é o suficiente, que na  cozinha basta 1euro e  5 minutos. Também o que está a dar é ter  2 e 3 empregos  e mesmo assim sobreendividar a  família. e aumentar o número de divórcios. E o meu país..que se lixe: a vida é para curtir  agora! Também o que está a dar é descredibilizar os sindicatos e os funcionários públicos, mas descredibilizar  as empresas de rating nunca (apenas se mecherem nos bolsos dos "intocáveis"- esses sonsos). Dizem-me que o spread vai aumentar, o IVA vai aumentar, os custos médicos vão aumentar e...portanto e por tudo isto, lá adio os espectáculos de bailado.


O bailado é universal, a linguagem é própria e de elevada espiritualidade e elevação efémera, lúdica ou intemporal, firme e sólida , mas sempre construtiva de novas abstrações e de esforço físico e suor transmutados em paixão, amor, não-violência e/ ou guerra, do ódio, da revolta, da compaixão- sentimentos universais.
O bailado e seus espectáculos então deviam ser mais democratizados. Constituem uma purga de todos os demónios de um dia a dia por vezes cinzentão...nessa hora e meia ou duas perfigura-se um relaxamento e uma revigoração pela Esperança de que o Alvorecer será do Perdão, de Ser Maior e da Decência. Uns acreditam nessa propriedade e corajosos destacam-se do rebanho de políticos, pescadores, dos hackers, financeiros,  autarcas,  investigadores, pedreiros, vendedores, engenheiros e canalizadores e não a abdicam dos demais e fazem trazer/atrair até eles mais companheiros nessa viagem. Obrigado aos meus leitores que me visitam. Fazem acreditar nessa Propriedade e aumentar o seu Território e Tempo.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Dossiê Música Erudita

ATENÇÃO COPYRIGHT-  Ao partilhar, agradeço atempadamente a indicação do autor de do blogue Bioterra. Estes dossiês resultam de um apurado trabalho pessoal e profissional de pesquisa, selecção de qualidade e organização.

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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Música do BioTerra: Max Richter - Three Worlds




Este tema integra o álbum "Three Worlds: Music from Woolf Works", lançado em 2017, é um exemplo paradigmático desta estética híbrida, tendo sido concebido originalmente para a banda sonora de um bailado inspirado na vida e na herança literária da escritora Virginia Woolf. 
Foi composto originalmente para o bailado Woolf Works, de Wayne McGregor, inspirado na vida e obra da escritora Virginia Woolf.
O registo organiza-se em três partes distintas, correspondentes aos romances "Mrs. Dalloway", "Orlando" e "The Waves", onde Richter utiliza uma paleta sonora variada que vai desde arranjos de cordas melancólicos a texturas eletrónicas abstratas e pulsantes. Uma das características mais marcantes deste trabalho é a inclusão da única gravação de voz sobrevivente de Virginia Woolf, o que confere à música uma dimensão documental e quase fantasmagórica, solidificando o papel de Richter como um narrador sonoro que utiliza o som para explorar conceitos de tempo, memória e identidade.

The Royal Ballet rehearse Infra
Woolf Works Insight (The Royal Ballet)

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Companhia Macional de Bailado convida KAMU SUNA Ballet Company- "Amar a Terra"


AMAR A TERRA

KAMU SUNA BALLET COMPANY
Lisboa, Teatro Camões
21 e 22 de Novembro de 2008
21:00
Projecto artístico e cultural que invoca o respeito pelo meio ambiente, tendo sido inspirado nas necessidades urgentes do planeta, que desejamos manter “ vivo”.

A Kamu Suna convidou personalidades e artistas, como a banda Klehpt, os diversos músicos e a apresentadora Isabel Angelino, que, sem reservas, cederam o seu tempo e talento à Companhia, para celebrar esta noite dedicada ao Planeta Terra

Espectáculo enriquecido com imagens digitais, para a criação de uma atmosfera onírica, poética, científica e mística, que esta performance deseja proporcionar.

Amar a Terra oferece, visões e emoções conjugadas de dança e música ao vivo (ópera e rock), que se fundem nos corpos dos intérpretes em busca de dimensões pedagógicas, culturais e espirituais, pretendendo sensibilizar as pessoas a recuperar a harmonia com a natureza e o meio ambiente.

As performances vão além da pura e formal estrutura de espectáculo de dança, reunindo neste espectáculo sete bailarinos, que se juntam em alma ao Contratenor Manuel Brás da Costa e aos músicos, para dar corpo a esta noite de bailado.

Identificar, reflectir sobre – as condutas, as aspirações e os imaginários que movem os indivíduos e as sociedades nos dias de hoje induzindo a uma mudança consciente e positiva do pensamento humano em relação ao futuro do nosso amado planeta.




FICHA TÉCNICA

Concepção e Coreografia César Augusto Moniz · Música e arranjos César Augusto Moniz, Klepht · Figurinos César Augusto Moniz · Desenho de luz João Carlos Andrade, Nicolau Nunes · Cenário/Vídeo Marco Arantes ·

Bailarinos Ana Néné (estagiária), Ana Sofia Leite, Catarina Barba (estagiária), Cátia Brazão, Carina Monteiro (estagiária), Guzman Rosado, João Cabaça, Teresa Alves da Silva

Contratenor Manuel Brás da Costa · Percussão Elisabeth Davies · Piano Ilda Ortin · ViolinoInês Barata · Violoncelo Eduardo Sbaci
Klepht Diogo (voz guitarra e piano), Filipe (baixo), Marco (guitarra), Francisco (guitarra),Mário (bateria)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Bailado - Dansa Serpentina (1900, Anónimo)



Um feliz domingo:) Precisamos de amar mais, conhecer o passado, para compreender e ter forças para minimizar os erros do presente.

quinta-feira, 29 de maio de 2025

M83 - Wait


Send your dreams
Where nobody hides
Give your tears
To the tide
No time
No time

There's no end
There is no goodbye
Disappear
With the night
No time
No time

A canção foi apresentada no nono episódio da série televisiva The Secret Circle, em 2011, e no episódio 14 da quinta temporada de Gossip Girl, The Backup Dan. A canção foi também apresentada no filme Step Up Revolution e no episódio 14 da primeira temporada de "Revenge", em 2012. 

"Wait" foi apresentada na homenagem de fim de ano da Turner Classic Movies, "TCM Remembers", em 2012, que homenageou todos os profissionais do entretenimento que faleceram nesse ano.

Em 2013, a música foi apresentada na série de TV dramática de ficção científica Under The Dome, no episódio 7 da primeira temporada.

O produtor musical norueguês Kygo fez um remix gratuito da música, que lançou em 2014. Mais tarde, lançou o remix oficialmente como uma nova edição no seu quinto álbum, "Kygo", lançado em junho de 2024.

A música teve destaque no filme "A Culpa é das Estrelas", de Josh Boone, de 2014, que este solicitou que fosse incluída como uma das músicas do filme. Também em 2014, a música foi apresentada no final do filme "Perfect Sisters" e no episódio cinco da sexta temporada de "The Vampire Diaries".

A música foi utilizada no bailado de 2018 "Hour Up, We're Dreaming".  Além disso, o episódio 1 da primeira temporada da série Ragnarok da Netflix apresenta esta música logo no início, durante a abertura.

A música foi utilizada no documentário "Chasing the Moon", da PBS American Experience, de 2019, um filme de Robert Stone, que apresenta a corrida humana à lua para uma nova geração com mitologia convencional e no filme de 2019 "Five Feet Apart".

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Bailado, uma das minhas paixões

Mercedes Añoto

"Ser bailarina não é só de corpo, é de alma.
Ser bailarina é contagiar alegria e doçura no olhar.
É dançar como o vento move as folhas,
É sentir a música e emocionar-se,
É amar e amar-se..."

Yasmine Camargo

A origem do ballet no período renascentista

O ballet surgiu na Itália, no período renascentista, como uma forma de apresentação, uma espécie de teatro que envolvia a atuação em si com música e passos de dança, que davam mais expressão à história contada.

As nobres cortes italianas usavam o ballet para entreter seus convidados ilustres e promoviam verdadeiros bailes com as apresentações de dança e música. A importância dessas apresentações e onde aconteciam ajudam a entender o motivo de tanta elegância, graciosidade e disciplina no ballet.

A chegada a França

O ballet chegou a França quando Catarina de Medicis, italiana, casou com o rei Henrique II, francês. Com o título de rainha francesa e com o poder que competia a ela, instaurou a cultura do ballet no país.

Desde então, a dança ganhava mais força na França, sempre sendo promovida dentro de eventos que estimulavam diversas áreas da arte, como a música e a pintura. No século XIV, o rei Luís XIV foi um de seus grandes apoiantes, inclusive se tornando bailarino de muitas apresentações importantes.

A ideia revolucionária de Noverre

O mestre de ballet Jean Georges Noverre queria que a dança desse um passo à frente. Naquele período, as apresentações de ballet estavam sempre associadas às operas, como se fossem interpretações das canções, tanto que o nome das apresentações eram ópera-ballet.

Noverre acreditava que o ballet poderia, sozinho, ser uma forma de arte e ter apresentações próprias e independentes, capazes de retratar histórias por meio de sua expressividade de movimentos e passos complexos e disciplinados. Noverre, então, deu início ao que ficou conhecido por ballet dramático, praticado até hoje.

O surgimento do ballet clássico e a influência russa

O romantismo, durante o século XIX, foi palco para a ascensão do ballet clássico, assim como de outros movimentos artísticos. Um viés sobrenatural e uma imagem de fraqueza feminina influenciaram as apresentações da dança. Naquela época também surgiu a característica da dança na ponta dos pés.

A Rússia esteve sob grande influência do ballet na metade do século XIX, sendo berço de renomeados bailarinos e coreógrafos, o que se estendeu por toda a história, até os dias atuais. Foi neste país que cresceu a exigência por movimentos com extrema classe e de técnica muito apurada.

O cenário atual e as influências do ballet na dança

As companhias de ballet ao redor do mundo estão cada vez mais fortes e a dança é uma forma de arte completamente estabilizada, que influencia diretamente muitos outros estilos de dança.

O surgimento do ballet moderno e contemporâneo deu menos rigidez e mais expressividade à dança, ao permitir a influência urbana e a personalidade de cada um dos bailarinos e coreógrafos, que continuam inventando novos passos e movimentos em prol da evolução e da manutenção dessa cultura. Tradicional, a dança segue conquistando adeptos por todo mundo e sendo fundamental para as danças e para a arte!