domingo, 14 de outubro de 2012

Tratado EURATOM

Paul-Henri Spaak e Jean-Charles Snov et d’Oppuers no momento da assinatura do Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica (Euratom), 25 de março de 1957


Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica

Foram assinados dois tratados em 25 de Março de 1957 – o Tratado que institui a Comunidade Económica Europeia (CEE) e o Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica (CEEA ou EURATOM). Os principais objectivos do Tratado EURATOM são:
  • promover a investigação e assegurar a difusão dos conhecimentos técnicos
  • estabelecer normas de segurança uniformes com vista a proteger a saúde da população e dos trabalhadores da indústria
  • facilitar a investigação
  • garantir que os materiais nucleares não são desviados para fins diferentes daqueles a que se destinam, em particular militares
A importância do Tratado EURATOM pode ser claramente constatada no contexto do alargamento. A energia nuclear é uma importante fonte de energia para muitos países da Europa de Leste, mas as normas de segurança das suas centrais de energia nuclear e o nível de protecção da população e dos trabalhadores nem sempre são suficientes. É no contexto do Tratado EURATOM que se desenvolve a ajuda da UE neste domínio.
Assinado em: Roma (Itália), 25 de Março de 1957
Entrada em vigor: 1 de Janeiro de 1958

sábado, 13 de outubro de 2012

Entrevista da semana- Stanislas Dehaene: "A neurociência deve ir para a sala de aula"


O cientista condena o construtivismo como método de alfabetização e diz como os estudos com cérebro podem ajudar disléxicos a ler [Época- 14.8.12 (Brasil]





Uma das tarefas comuns da ciência é desvendar a complexidade por trás de atividades aparentemente simples. O matemático e neurocientista francês Stanislas Dehaene dedica-se a decifrar as mudanças cerebrais causadas pelo ato de ler. Para ele, a leitura moldou o cérebro humano e preparou-o para assimilar habilidades impossíveis de ser aprendidas por iletrados. Em seu livro Os neurônios da leitura (Editora Penso, R$ 71), ele afirma que o conhecimento do impacto da leitura no cérebro pode melhorar métodos de alfabetização para crianças e dá exemplos de como esse conhecimento tem auxiliado pessoas com dislexia. E mais: Dehaene diz que a pedagogia do construtivismo, altamente disseminada no Brasil, pode ser ineficaz para o ensino da leitura.



NEURÔNIOS EM ATIVIDADE
ÉPOCA – O que suas pesquisas sobre o impacto da leitura no cérebro revelaram?
Stanislas Dehaene – Constatamos que nosso cérebro aprendeu a ler a partir de uma reciclagem dos neurônios. Isso quer dizer que neurônios usados na leitura antes eram empregados em outro tipo de tarefa. Nosso cérebro de primata não teve tempo de amadurecer para aprender a ler. A leitura só foi possível porque conseguimos adaptar os símbolos a formas já conhecidas há milhares de anos. Diferentemente do que disse John Locke, nossa cabeça não é uma página em branco pronta para aprender qualquer tipo de coisa. Esse é um exemplo de como a cultura se adaptou às possibilidades de nossa mente. Concluímos que a leitura despertou em nosso cérebro a capacidade de perceber diferenças sutis e aumentou nossa capacidade de memorizar informações. É interessante observar que o cérebro mobiliza a mesma área para a leitura de qualquer idioma. O processamento da leitura do chinês ou do hebraico, da direita para a esquerda, acontece na mesma região que decodifica o inglês, o francês e o português.

ÉPOCA – O senhor disse que a leitura usou uma parte do cérebro antes destinada a outras funções. Que funções eram essas e o que aconteceu com elas?
Dehaene – Antes de aprendermos a ler, usávamos essa parte do cérebro para reconhecer formas de objetos e de rostos. Se você escanear o cérebro de pessoas que não leem e comparar com as alfabetizadas, a identificação de rostos para as iletradas mobiliza uma parte maior do cérebro que a mesma função nas alfabetizadas. Existe certa competição de competências na mesma região do cérebro. É como se ele tivesse de abrir espaço para a leitura.

ÉPOCA – Isso quer dizer, nesse exemplo, que o cérebro letrado passou a usar um número menor de neurônios para a mesma função? Isso tem impacto na qualidade da função?
Dehaene – Não temos provas científicas de que ocorra perda de competência. Um mesmo neurônio pode ter um número desconhecido de sinapses, de acordo com o estímulo do ambiente. Mas essa é uma suposição lógica. Afinal, temos de dividir um mesmo número de neurônios em várias atividades. Nosso grupo de pesquisas na Amazônia mostrou que o cérebro de pessoas que não leem tem habilidades relacionadas à noção espacial e de matemática muito avançadas. Não temos dados científicos que provem que eles sejam melhores nessas tarefas porque não leem. Mas essa é uma possibilidade.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Howard Zinn - um pensador a conhecer




Howard Zinn (Nova Iorque, 24 de agosto de 1922 – Santa Monica, 27 de janeiro de 2010) foi um historiador, cientista político, ativista libertário e dramaturgo norte-americano, mais conhecido como autor do livro A People's History of the United States, que vendeu mais de um milhão de cópias desde que foi lançado em 1980.

Foi uma figura proeminente dos movimentos pacifista, antibelicista, pelo reconhecimento de direitos e liberdades civis desde os anos 1960. Autoproclamado anarquista em diversas ocasiões, Zinn reconhecia seu pensamento e obra em profunda relação com esta filosofia política. Durante as últimas décadas, participou da dissidência política dos EUA, tecendo profundas críticas às instituições capitalistas e aos estados nacionais.

Companheiro de Zinn no activismo político de esquerda, o professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts Noam Chomsky declarou que "ele deixou uma contribuição incrível para a cultura intelectual e moral americana". "Ele mudou a consciência da América de uma forma muito construtiva. Eu realmente não consigo pensar em ninguém a quem eu posso comparar a ele nesse requesito", acrescentou.
O actor Ben Affleck, amigo da família Zinn durante a infância, lançou uma declaração dizendo que "Howard tinha uma grande mente e foi uma das grandes vozes na vida política americana". "Ele me ensinou o quão valiosa, o quão necessária, a dissidência foi para a democracia e para os próprios Estados Unidos. Ele ensinava que a história foi feita pelo homem comum, e não pelas elites. Tive a sorte de conhecê-lo pessoalmente e vou carregar comigo aquilo que aprendi com ele, e tentar transmitir aos meus próprios filhos", acrescentou.

[ler mais em wikipedia]
Página oficial de Howard Zinn

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O Top Ten dos alimentos transgénicos

Os mais bem cotados em bolsa de mercados! O milho, arroz, soja, algodão e o tomate, principalmente.


1. Milho - Corn. Milho foi modificado para criar seu próprio insecticida  Os EUA Food and Drug Administration (FDA) declarou que toneladas de milho geneticamente modificado foi introduzida para consumo humano. Monsanto revelou que metade das quintas de milho doce nos EUA são plantados com sementes geneticamente modificadas. Ratos alimentados com milho GM foram descobertos a ter menor prole e problemas de fertilidade. 

2 Soja - Soy. A soja também tem sido geneticamente modificado para resistir aos herbicidas. Produtos de soja incluem farinha de soja, tofu, bebidas de soja, óleo de soja e outros produtos que podem incluir doces, produtos assados ​​e óleo comestível. Hamsters alimentados com soja GM foram incapazes de ter filhos e sofreram uma alta taxa de mortalidade. 

3 Algodão - Cotton. Como o milho e soja, o algodão foi concebido para resistir aos pesticidas. Considera-se de alimentos , porque o seu óleo pode ser consumido. A sua introdução na agricultura chinesa produziu uma substância química que mata lagarta do algodão, reduzindo a incidência de pragas não só em culturas de algodão, mas também em campos vizinhos de soja e milho. Aliás, milhares de agricultores indianos sofreram erupções cutâneas graves após a exposição ao algodão Bt. 

4. Papaia- Papaya. A variedade resistente a vírus de mamão foi comercialmente introduzida no Havaí em 1999. Mamoeiros transgénicos compõem três quartos da colheita total de papaia havaiano. Monsanto concedeu Tamil Nadu Agricultural University em tecnologia para o desenvolvimento de Coimbatore mamão resistente ao vírus da mancha anelar na Índia. 

5 Arroz - Rice. Este alimento básico do Sudeste Asiático já foi geneticamente modificado para conter uma elevada quantidade de vitamina A (arroz dourado). Alegadamente, há relatos de variedades de arroz contendo genes humanos para ser cultivadas nos EUA. O arroz irá criar proteínas humanas úteis para lidar com diarréia infantil no mundo. China Daily, um jornal online, informou potenciais graves problemas de saúde pública e meio ambiente com arroz geneticamente modificado considerando sua tendência a causar reações alérgicas com a possibilidade simultânea de transferências de genes . 

6. Tomate - Tomatoes. Os tomates já foram geneticamente modificados para maior durabilidade, impedindo-os de fácil decomposição e degradação. Num teste realizado para determinar a segurança de tomates transgénicos, algumas espécies de animais morreram dentro de algumas semanas após consumir tomates GM. 

7. Colza - No Canadá, essa cultura foi rebatizado de canola para diferenciá-lo de de colza não-comestíveis . Material de alimento produzido a partir de colza inclui óleo de canola usado para processar óleo de cozinha e margarina. Mel pode também ser produzido a partir de colza GM. As autoridades de fiscalização de alimentos alemães descobriram tanto quanto um terço do total de pólen presente no mel canadiano pode ser de pólen GM. Na verdade, alguns produtos de mel do Canadá também foram descobertos ter pólen de canola GM. 

8. Produtos lácteos- foi descoberto que 22 por cento das vacas em os EUA foram injetados com hormona de crescimento recombinante (geneticamente modificados) bovino (rBGH). Esta hormona Monsanto criado artificialmente força vacas para aumentar a sua produção de leite em 15 por cento. O leite de vacas tratadas com esta hormona indutora leite contém níveis elevados de factores IGF-1 (de crescimento insulina-1). Os seres humanos têm também IGF-1 no seu sistema. Os cientistas têm expressado preocupações de que níveis mais elevados de IGF-1 em seres humanos têm sido associados com o cancro da mama e do cólon. 

9. Batatas - Potatoes. Ratos alimentados com batatas modificadas com Bacillus thuringiensis var. Kurstaki Cry 1 foram encontrados para ter toxinas no seu sistema. Apesar das alegações em contrário, isso mostra que Cry1 toxina era estável no intestino dos ratos. Quando os riscos de saúde foram revelados, ele acendeu um debate. 

10. Ervilhas - Peas. As ervilhas que foram geneticamente modificadas provocam respostas imunitárias em ratinhos e, possivelmente, até mesmo em seres humanos. Um gene de feijão foi inserido nas ervilhas, criando uma proteína que funciona como um pesticida. 

Fonte: Natural News


O trigo transgénico não é referido aqui neste estudo, mas sabe-se que é muito apetecível, porque para além da importância económica, o trigo (seja ou não transgénico) é muito utilizado como biocombustível, sobretudo nos EUA. Acompanhar toda a polémica no artigo muito bem referenciado na wikipedia

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Dois cientistas portugueses ganham mais de quatro milhões de euros em bolsas europeias

O dinheiro que Adélio Mendes irá receber, cerca de dois milhões de euros, vai servir para continuar a desenvolver células solares que funcionam com pigmentos. “São células sensibilizadas com corantes, são diferentes das [comuns] células de silício e mimetizam a fotossíntese das plantas”, explicou o investigador ao PÚBLICO. Estes pigmentos transformam a energia vinda do Sol em energia eléctrica. O conceito tem mais de 20 anos. Mas a equipa de Adélio Mendes conseguiu desenvolver várias tecnologias que permitirão construir células mais baratas com materiais muito mais abundantes. Segundo o cientista, estas células poderão funcionar com luz difusa: a luz do início da manhã, do final da tarde ou a que resta durante um nevoeiro. 

O projeto distinguido consiste na criação e desenvolvimento de uma tecnologia inovadora de produção de energia elétrica através de células fotovoltaicas sensibilizadas com corantes. Mimetizando o funcionamento da clorofila das plantas (pigmentos que permitem a fotossíntese), a tecnologia em causa, conhecida como células sensibilizadas com corante (DSC – Dye-sensitized Solar Cells), utiliza corantes para absorver a luz solar e a transformar em energia elétrica.

A solução tecnológica desenvolvida pela equipa de investigação liderada por Adélio Mendes apresenta-se como uma alternativa mais económica, segura e até estética do que as tradicionais células fotovoltaicas em silício e nas aplicações em edifícios também mais eficientes. O grande objetivo passa por construir módulos fotovoltaicos capazes de funcionar como revestimento de edifícios (semelhante a azulejos) ou até mesmo substituir fachadas, permitindo transformar a luz solar em electricidade baixando significativamente a fatura energética.

Esta tecnologia não tinha, até há pouco tempo, viabilidade comercial. No entanto, e com a colaboração da EFACEC, o investigador da FEUP desenvolveu um processo de selagem das células DCS com pasta de vidro, garantindo assim a estabilidade dos módulos fotovoltaicos a longo prazo. Assim, o financiamento de 2 milhões de euros será utilizado no desenvolvimento científico e tecnológico destas células fotovoltaicas tendo como objetivo final células com pelo menos 13 % de eficiência energética e com estabilidade de 25 anos.

Para além do desenvolvimento da selagem com vidro assistida a laser, serão desenvolvidos substratos transparentes com uma condutividade elétrica muito superior à atual, um contra-elétrodo de carbono nanoestruturado substituindo o atual filme de platina e um foto-elétrodo otimizado para receber um pigmento nanoestruturado de carbono. O desafio passa agora por colocar esta tecnologia no mercado no início de 2014, com a ajuda da EFACEC.

Na opinião de Adélio Mendes, este prémio “vai permitir que o sonho de Portugal vir a ser líder mundial nesta tecnologia fotovoltaica seja um pouco mais possível. Deus já fez o seu trabalho e Portugal é um do países europeus com maior radiação solar”.

Adélio Mendes junta-se a Rui L. Reis (Universidade do Minho), ambos distinguidos com uma Advanced Research Grant, que assim passam a integrar o restrito grupo de 1200 investigadores que em 2012 foram reconhecidos com uma bolsa de investigação do ERC, o que revela a dificuldade de alcançar este feito e a competitividade da excelência destas bolsas.

O Ministério da Educação e Ciência veio já felicitar os investigadores Rui L. Reis e Adélio Mendes, que se juntam agora aos sete investigadores portugueses que este ano foram distinguidos com Bolsas do ERC, referindo mesmo, em comunicado, que a atribuição destes prémios são «uma clara prova da excelência e vitalidade do tecido científico nacional, representado pelas instituições científicas portuguesas, reconhecidas internacionalmente».

Nuno Grande. Grande homem.



Até sempre ou até breve. Mas ficam cá portugueses que te seguirão os passos. Tive a honra de o conhecer pessoalmente. Nuno Grande, excelente professor do Instituto Biomédico do Porto, era uma excelente pessoa, um coração de ouro que se dava 110% ao seu trabalho. Dois textos, uma marca: GRANDE homem! 

1. Disse um dia numa entrevista ao jornal do Comércio do Porto: "Tentamos resolver os problemas dos estudantes. Normalmente, mais de estudantes estrangeiros, brasileiros, africanos de todos os países, venezuelanos... Mas também de portugueses que aparecem com problemas muito, muito sérios. Às vezes é terrível. Noutro dia cheguei de manhã à reitoria e estava lá uma rapariga cabo-verdiana que me diz, "desde ontem à tarde não tenho onde dormir". Tive que arranjar solução até ao fim da tarde. Temos problemas desta natureza." 

2. Escrevia no Jornal de Notícias em 2008: "Mudanças foram prometidas no sistema educativo em Portugal e no entanto os estudantes portugueses continuam a ir estudar Medicina para Espanha, outros para a Republica Dominicana e Republica Checa....Tenho pena que não haja uma selecção vocacional, para que deixe de haver médicos que não acabam cursos, outros que entram na politica, e outros que envergonham a juramento de Hipócrates. Parece que bastam computadores para tudo se resolver".


Ó ventos do monte
Ó brisas do mar
A história que vou contar
Dum pastor Florival
Meu irmão de Bensafrim
Natural rezava assim
Passava ele os dias
No seu labutar
E os anos do seu folgar
Serras vai serras vem
Seu cantar não tinha fim
O pastor cantava assim
Ó montes erguidos
Ó prados do mar em flor
Ó bosques antigos
Trajados de negra cor
Voa andorinha
Voa minha irmã
Não te vás embora
Vem volta amanhã
Dizei amigos
Dizei só a mim
Todos só de um lado
Quem vos fez assim
Dizei-me mil prados
Campinas dizei
A história que não contei
Serras vai serras vem
O seu mal não tinha fim
O pastor cantava assim
Ó montes erguidos
Ó prados do mar em flor
Ó bosques antigos
Trajados de negra cor
Voa andorinha
Voa minha irmã
Não te vás embora
Vem volta amanhã
Dizei amigos
Dizei só a mim
Todos só dum lado
Quem vos fez assim
Seu bem que ele vira
Num rio a banhar
Ao vê-lo vir espreitar
Nunca mais apareceu
Ao pastor de Bensafrim
Sua dor chorava assim
Ó montes erguidos
Ó prados do mar em flor
Ó bosques antigos
Trajados de negra cor
Voa andorinha
Não te vás embora
Vem volta amanhã
Dizei amigos
Dizei só a mim
Todos só dum lado
Quem vos fez assim

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Morreu Nuno Grande, fundador do Instituto de Ciências Biomédicas

O Professor Nuno Grande, fundador do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), morreu esta segunda-feira, aos 80 anos, vítima de complicações cardiovasculares e neurológicas.
Natural de Vila Real, Nuno Lídio Pinto Rodrigues Grande formou-se em Medicina pela Universidade do Porto, com 19 valores, onde também se doutorou com a mesma classificação e onde lecionou durante vários anos.

No ICBAS de que foi mentor, dirigiu o Departamento de Anatomia , sendo regente da cadeira de Anatomia Sistemática, tendo realizado investigações reconhecidas internacionalmente.

Foi ainda colaborador do JN, entre 1989 e 2009, tornando-se conselheiro do Comité Científico da NATO, e diretor da Comissão de Gestão do Instituto Nacional de Engenharia.

Foi condecorado pelo Governo português com o grande oficialato da Ordem da Instrução.

No plano político, foi mandatário nacional da candidatura de Maria de Lurdes Pintassilgo à Presidência da República, em 1985.

Para Marques dos Santos, reitor da Universidade do Porto, o professor Nuno Grande "é um exemplo a seguir, quer como académico, quer pela sua intensa intervenção cívica".

Também Luís Portela, charmain da Fundação Bial, lembra o "querido amigo ", como um grande mestre da ciência e da vida, considerando-o "grande no nome, grande na vida e um grande homem, portador de um grande coração".

O funeral do professor Nuno Grande realiza-se amanhã, às 11 horas, da Igreja da Nossa Senhora da Boavista (ao Foco), no Porto, para o cemitério de Matosinhos, onde será cremado.

Saber mais:

domingo, 7 de outubro de 2012

Escola de Redes - Um projeto de coinvestigação sobre a aprendizagem humana


O projeto Humana.social é uma iniciativa de alguns pesquisadores da Escola-de-Redes cujo objetivo é inaugurar uma nova teoria interativista da aprendizagem. No site do projeto é possível encontrar artigos, informações sobre cursos e orientações para quem quiser se tornar um pesquisador associado.
Como seria uma teoria da aprendizagem que não tem por base uma teoria do conhecimento? É o que eles buscam descobrir.  

sábado, 6 de outubro de 2012

Steven Pinker: Linguistics as a Window to Understanding the Brain


Como é que os seres humanos chegaram a adquirir a linguagem? A introdução de Steven Pinker na área inclui pensamentos sobre a evolução da linguagem falada e o debate sobre a existência de uma gramática universal inata, bem como uma exploração do porquê de a linguagem ser uma parte tão fundamental das relações sociais, da biologia humana e da evolução humana. Por fim, Pinker aborda a grande variedade de aplicações da linguística, desde a melhoria da forma como ensinamos a leitura e a escrita até à forma como interpretamos o direito, a política e a literatura.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

E-livro da semana - “Cuidado, Escola”, de autoria de Babette Harper et al.

Este livro é de 1980 e continua surpreendentemente atual. “Cuidado, Escola”, de autoria de Babette Harper, Claudius Ceccon, Miguel Darcy de Oliveira e Rosiska Darcy de Oliveira, oferece uma crítica muito bem fundamentada sobre a crise global do modelo empresarial de escola.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Dia dos Animais - oração shin-budista


Oração Shin-Budista das Crianças
"Eu sou um elo na dourada corrente de amor do Buda Amida que se espalha pelo mundo.
Devo manter meu elo iluminado e forte.
Tentarei ser bondoso e gentil com cada ser vivo e proteger todos que são mais fracos do que eu.
Tentarei ter pensamentos puros e belos, dizer palavras puras e belas e agir com pureza e beleza, sabendo que daquilo que faço agora depende não só a minha felicidade ou infelicidade, mas também a dos outros.
Possa cada elo na dourada corrente de amor do Buda Amida se tornar iluminado e forte, e possamos todos nós alcançar a paz perfeita."

Texto completo aqui

Outras leituras
Para ainda comparar a legislação portuguesa com a existente noutros países consulte a página da Universidade Estadual de Michigan (2004)

Dossiê
Consciência Animal actualizado!

Biografia de Shinran Shonin

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A Relevância da Democracia Directa

Marc Roche defende que "o Banco [G. Sachs], está em todo o lado: a falência do banco Lehman Brothers, a crise grega, a queda do euro, a resistência da finança e até a maré negra do golfo do México", refere a apresentação do livro.

Hoje é dia de um discurso muito longo e lento...de um tal neo-liberal criador de pobres, Vitor Gaspar. (creio que desta feita o texto vem melhorado com requintes de António Borges com um pingo doce)

PS deve abster-se e ser equidistante do neoliberalismo e do neomarxismo - Assis

E que tal neo-inúteis? Não há paciência. "E se antes disso [os políticos] nos explicassem o que é isso de ser de esquerda ou de direita? Nós trabalhamos com papéis que não sabemos se têm cobertura, como no faz-de-conta infantil. Mas o que é curioso é que o comércio político funciona à mesma com os cheques sem cobertura. E ninguém tira a limpo esse abuso de confiança, para as cadeias existirem. Mas o homem é um ser fictício em todo o seu ser. E é precisa a morte para ele enfim ser verdadeiro". A História mostrará que Vergílio Ferreira tem razão. Estes políticos do séc. XXI não prestam!! Democracia directa.


terça-feira, 2 de outubro de 2012

The Poetry of Science: Richard Dawkins and Neil deGrasse Tyson


Hoje proponho algo diferente- uma palestra. Dois dos ilustres cientistas conversam sobre a beleza da ciência (Poetry of Science). Neil de Grasse Tyson, astrofísico e apresentador de NOVA e biólogo evolucionista Richard Dawkins neste programa exploram as maravilhas do Cosmos e da Vida, suas origens, suas inspirações, e porque a ciência não é apenas uma opção, é a única realidade que possuímos. Uma hora bem passada, garantida!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Scientist, Candidate and Planet Earth’s Lifeguard

                                   

Barry Commoner, a founder of modern ecology and one of its most provocative thinkers and mobilizers in making environmentalism a people’s political cause, died on Sunday in Manhattan. He was 95 and lived in Brooklyn Heights.

His wife, Lisa Feiner, confirmed his death.

Dr. Commoner was a leader among a generation of scientist-activists who recognized the toxic consequences of America’s post-World War II technology boom, and one of the first to stir the national debate over the public’s right to comprehend the risks and make decisions about them.

Raised in Brooklyn during the Depression and trained as a biologist at Columbia and Harvard, he came armed with a combination of scientific expertise and leftist zeal. His work on the global effects of radioactive fallout, which included documenting concentrations of strontium 90 in the baby teeth of thousands of children, contributed materially to the adoption of the Nuclear Test Ban Treaty of 1963.

From there it was a natural progression to a range of environmental and social issues that kept him happily in the limelight as a speaker and an author through the 1960s and ’70s, and led to a wobbly run for president in 1980.

In 1970, the year of the first Earth Day, Time magazine put Dr. Commoner on its cover and called him the Paul Revere of Ecology. He was by no means the only one sounding alarms; the movement was well under way by then, building on the impact of Rachel Carson’s book “Silent Spring” in 1962 and the work of many others. But he was arguably the most peripatetic in his efforts to draw public attention to environmental dangers.

(The same issue of Time noted that President Richard M. Nixon had already signed on. In his State of the Union address that January, he said, “The great question of the ’70s is, shall we surrender to our surroundings, or shall we make our peace with nature and begin to make reparations for the damage we have done to our air, to our land and to our water?” And he followed through: Among other steps, the Environmental Protection Agency was established in December 1970.)

Dr. Commoner was an imposing professorial figure, with a strong face, heavy eyeglasses, black eyebrows and a thick head of hair that gradually turned pure white. He was much in demand as a speaker and a debater, especially on college campuses, where he helped supply a generation of activists with a framework that made the science of ecology accessible.

His four informal rules of ecology were catchy enough to print on a T-shirt and take to the street: Everything is connected to everything else. Everything must go somewhere. Nature knows best. There is no such thing as a free lunch.

Although the rules were plain enough, the thinking behind them required leaps of faith. Dr. Commoner’s overarching concern was not ecology as such but rather a radical ideal of social justice in which everything was indeed connected to everything else. Like some other left-leaning dissenters of his time, he believed that environmental pollution, war, and racial and sexual inequality needed to be addressed as related issues of a central problem.

A Critic of Capitalism
Having been grounded, as an undergraduate, in Marxist theory, he saw his main target as capitalist “systems of production” in industry, agriculture, energy and transportation that emphasized profits and technological progress with little regard for consequences: greenhouse gases, nonbiodegradable materials, and synthetic fertilizers and toxic wastes that leached into the water supply.

He insisted that the planet’s future depended on industry’s learning not to make messes in the first place, rather than on trying to clean them up. It followed, by his logic, that scientists in the service of industry could not merely invent some new process or product and then wash their hands of moral responsibility for the side effects. He was a lasting opponent of nuclear power because of its radioactive waste; he scorned the idea of pollution credit swaps because, after all, he said, an industry would have to be fouling the environment in the first place to be rewarded by such a program.

In a “Last Word” interview with The New York Times in 2006, videotaped to accompany this obituary online, Dr. Commoner elaborated on his holistic views and lamented the inability of society to connect the dots among its multitude of challenges, calling it “an unfortunate feature of political development in this country.”

Noting the success of movements that had promoted civil rights, sexual equality, organized labor, environmentalism and an end to the war in Vietnam, he said one might think that “if they would only get together, they could remake the country.” But, he added, that has not happened.

Then he said: “I don’t believe in environmentalism as the solution to anything. What I believe is that environmentalism illuminates the things that need to be done to solve all of the problems together. For example, if you’re going to revise the productive system to make cars or anything else in such a way as to suit the environmental necessities, at the same time why not see to it that women earn as much as men for the same work?”

Dr. Commoner’s diagnoses and prescriptions sometimes put him at odds with other environmental leaders. He is rightly remembered as an important figure in the first Earth Day, April 22, 1970, a nationwide teach-in conceived by Senator Gaylord Nelson of Wisconsin, and he himself regarded the observance as historically important. But Earth Day also illustrated the growing factionalization of a movement in which “environmentalism” comprised a number of agendas, all competing for attention and money, and could mean anything from ending the Vietnam War to growing one’s own cabbages.

That was the context for the rift between Dr. Commoner and advocates of population control, who saw environmental degradation as a byproduct of overpopulation. They had become a force on the strength of Paul R. Ehrlich’s huge best seller “The Population Bomb.” Conservationist groups like the Sierra Club and the National Wildlife Federation were strong supporters of Dr. Ehrlich’s views.

Dr. Commoner took aim at the “neo-Malthusians,” as he called those who, like the English scholar Thomas Malthus, foresaw perils in population growth. In a panel discussion with Dr. Ehrlich in 1970, he said it was “a cop-out of the worst kind” to say that “none of our pollution problems can be solved without getting at population first.”

He elaborated in his best-known book, “The Closing Circle,” published the next year. Reducing population, Dr. Commoner wrote, was “equivalent to attempting to save a leaking ship by lightening the load and forcing passengers overboard.”

“One is constrained to ask if there isn’t something radically wrong with the ship.”

In the science establishment, Dr. Commoner’s standing was ambiguous. Along with eminent figures of the postwar years like the chemist Linus Pauling and the anthropologist Margaret Mead, he was concerned that the integrity of American science had been compromised — first by the government’s emphasis on supporting physics at the expense of other fields during the development of nuclear weapons, and second by the growing privatization of research, in which pure science took a back seat to projects that held short-range promise of marketable technologies.

It was a concern remarkably similar to that of the distinctly unradical Dwight D. Eisenhower, who warned of the dangerous power of “the military-industrial complex” as he was leaving the presidency. But although Dr. Commoner had a record of achievement as a cellular biologist and founding director of the government-financed Center for the Biology of Natural Systems, he was seen primarily as the advocate for a politics that relatively few considered practicable or even desirable. Among other positions, he advocated forgiveness of all third world debt, which he said would decrease poverty and despair and thus act as a natural curb on population growth.

His platform did not get him very far in the 1980 presidential race, which he entered as the head of his own Citizens’ Party. He won only about 234,000 votes as Ronald Reagan swept to victory. Dr. Commoner himself conceded that he would not have made a very good president. Still, he was angry that the questions he had raised had generated so little interest.

His own favorite moment of the campaign, he recalled many years later, was when a reporter in Albuquerque asked, “Dr. Commoner, are you a serious candidate, or are you just running on the issues?”

Barry Commoner was born on May 28, 1917, in the East New York neighborhood of Brooklyn. His parents, the former Goldie Yarmolinsky and Isidore Commoner, were Jewish immigrants from Russia, his father a tailor until he went blind. (The original family name, Comenar, was Anglicized at the suggestion of an uncle of Barry’s, Avrahm Yarmolinsky, chief of the Slavonic department at the New York Public Library.)

Young Barry grew up at a time when it was possible to be both a tough street kid and a studious sort. He spent hours in Prospect Park collecting bits of nature, which he took home to inspect under a microscope that Uncle Avrahm had given him.

He was so shy at James Madison High School that he was referred to a speech correction class, and after graduation he set out on the track of a quiet academic career. With money earned from odd jobs, he put himself through Columbia, earning honors in his major, zoology; election to Phi Beta Kappa and Sigma Xi; and a B.A. degree in 1937, at 20. He went on to do graduate work at Harvard, where he got a Ph.D. in cellular biology. He taught for two years at Queens College and served in the Naval Air Corps in World War II, rising to lieutenant. In 1947 he joined the faculty of Washington University in St. Louis.

Role in Nuclear Test Ban
Parallel to his life as a public figure, Dr. Commoner had a reputation as a brilliant teacher and a painstaking researcher into viruses, cell metabolism and the effects of radiation on living tissue. A research team he led was the first to show that abnormal free radicals — groups of molecules with unpaired electrons — might be the earliest indicator of cancer in laboratory rats.

He found his political voice when he encountered the indifference of government authorities to the high levels of strontium 90 in the atmosphere from atomic tests. Quite simply, he said in an interview with The Chicago Tribune in 1993, “The Atomic Energy Commission turned me into an environmentalist.”

He helped organize the St. Louis Committee for Nuclear Information in 1958, and was eventually its president. Dr. Commoner told Scientific American years later that the committee’s task “was to explain to the public — first in St. Louis and then nationally — how splitting a few pounds of atoms could turn something as mild as milk into a devastating global poison.”

“At about that time,” he continued, “several of us met with Linus Pauling in St. Louis and together drafted the petition, eventually signed by thousands of scientists worldwide.” The petition was part of the scientific underpinning for President John F. Kennedy’s proposal of the Nuclear Test Ban Treaty of 1963 — “the first of continuing international actions to fully cage the nuclear beast,” Dr. Commoner said.

As the founding director of the Center for the Biology of Natural Systems in St. Louis, he led a staff drawn from many disciplines in investigating, among other things, lead poisoning in slums, the ecology of ghetto rats, the economics of conventional versus organic farming, and the pollution of rivers by fertilizer leaching.

Dr. Commoner moved the center from St. Louis to Queens College in 1981. He remained in the thick of things, helping to set up New York City’s trash recycling program and defending it against critics like Mayor Rudolph W. Giuliani, who had declared the recycling law irresponsible.

In 2000, at 82, Dr. Commoner gave up the center’s directorship to concentrate on new research projects, including work on the effects of genetically altering organisms.

Waning Influence
By then he was no longer getting anything like the attention he had enjoyed in earlier times. Some experts had begun to think that his view of the planet, as a place harmoniously balanced by the trial and error of long evolution, left out too much complexity and too much potential for the unexpected.

Stephen Jay Gould, the Harvard paleontologist and evolutionary biologist, reviewing Dr. Commoner’s book “Making Peace With the Planet” for The Times in 1990, said that it “suffers the commonest of unkind fates: to be so self-evidently true and just that we pass it by as a twice-told tale.”

“Although he has been branded by many as a maverick,” Dr. Gould added, “I regard him as right and compassionate on nearly every major issue.”

Dr. Commoner married Ms. Feiner in 1980. He is also survived by two children, Lucy Commoner and Frederic, by his first wife, the former Gloria Gordon; and one granddaughter.

Dr. Commoner practiced what he preached. In his personal habits he was as frugal as a Yankee farmer, and as common-sensical. He drove or took taxis if the route by public transit took him far out of his way. On the other hand, he saw no need to waste electricity by ironing his shirts.

And when a Times writer once asked his Queens College office to mail some material, it arrived in an old brown envelope with the crossed-out return address of the botany department at Washington University — where he had last worked 19 years earlier.

DNA metálico: código genético molda síntese de nanopartículas

Redação do Site Inovação Tecnológica - 13/08/2012
DNA metálico: código genético molda síntese de nanopartículas
O DNA dirige o crescimento das nanopartículas metálicas de forma similar ao que ele faz com a síntese de proteínas, com diferentes letras do alfabeto genético resultando em diferentes formatos das partículas. [Imagem: Zidong Wang/Yi Lu]
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Bibliografia:
Discovery of the DNA "Genetic Code" for biological Gold Nanoparticle Morphologies
Zidong Wang, Longhua Tang, Li Huey Tan, Jinghong Li, Yi Lu