im osten frankreichs, da steht ein kreuz aus stein
birgt einen schläfer, hier am wiesenrain
lausch meiner weise, komm, mein fremder, komm:
“les grands champs de bataille du vieil armand”
[refrain]
nach hundert jahren weiß keiner mehr
das leben ist das leben wert
dein schweigen raunt durch alle zeit
wir mahnen fort, sind wohl bereit
[strophe 2]
im süden belgiens steht eine frau aus stein
mit off’nen armen lädt sie zum verweilen ein
und in der ferne hör ich ein leises lied:
“aux citoyens de mons morts pour la patrie”
[refrain]
nach hundert jahren weiß keiner mehr
das leben ist das leben wert
ihr schweigen raunt durch alle zeit
wir mahnen fort, sind wohl bereit
[strophe 3]
ein goldner sommer erfüllt nun unser herz
jedoch auf jedem feld, da weht ein hauch von schmerz
mohnblumen stehen hier am wegesrand
in diesen weiten haben wir erkannt:
[refrain]
nach hundert jahren weiß keiner mehr
das leben ist das leben wert
ihr schweigen raunt durch alle zeit und jedes lied:
“nous prévenons, nous prévenons, nous sommes perdus!”
Esta música remete fortemente ao local real chamado Hartmannswillerkopf — também conhecido como “Vieil-Armand” —, um monte nas montanhas dos Vosges, na Alsácia, palco de uma violenta batalha durante a Primeira Guerra Mundial.
A dureza dos combates, o terreno montanhoso, o clima rigoroso e o alto número de baixas deram-lhe o apelido de “a montanha que devora homens” (ou “Man-Eater Mountain”)
Hoje, Hartmannswillerkopf / Vieil-Armand é um memorial: existem criptas, ossuário, túmulos e monumentos em homenagem aos soldados mortos, além de trilhos que percorrem as antigas trincheiras.
Significado da canção
Memória e luto histórico: a música parece querer preservar a lembrança dos soldados caídos, resistindo ao esquecimento. A letra lamenta que “depois de cem anos ninguém mais sabe” — ou seja, a maioria das vítimas e sacrifícios foram esquecidos com o tempo.
Crítica ao horror da guerra e à futilidade da morte em massa: ao associar “paz”, “vida” e “silêncio eterno”, a canção transmite o absurdo da guerra — vidas perdidas, dor repetida, paisagens marcadas por destruição.
Reflexão sobre sacrifício e memória coletiva: usar o nome real de um campo de batalha famoso dá peso simbólico; transforma a música numa homenagem histórica, quase ritualística — um lembrete de que muitas mortes anônimas moldam a história e, sem memória, correm o risco de serem apagadas.
Ligações com identidade, dor e natureza: Darkwood, conforme descrito por fãs e sites, costuma lidar com “temas históricos ou psicológicos”, traumas de guerra, a influência de eventos extremos na psique individual — hanseando entre passado, tradição, natureza e tragédia.
Conclusão
“Vieil Armand” não é apenas uma canção, mas um memorial sonoro. Através da evocação de um local real marcado por uma das batalhas mais brutais da Primeira Guerra Mundial, a música tenta manter viva a memória dos que morreram — uma mistura de lamento, homenagem e aviso. É um acto de lembrança contra o esquecimento, com forte carga emocional, melancólica e histórica.
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