"The Firm" é uma das músicas mais icónicas do Funker Vogt e encapsula perfeitamente o estilo "militaresco-irónico" da banda. A canção integra o álbum Survivor (2002)
Diferente de outras faixas que focam em campos de batalha físicos, esta música utiliza uma metáfora corporativa para descrever algo muito mais sombrio.
O nome "Funker Vogt" refere-se a um operador de rádio (Funker) chamado Vogt, que serviu com um amigo da banda. Eles utilizam uniformes, temáticas de guerra e conceitos de batalha em quase todas as letras e capas de álbuns.
Temática Provocativa: Como muitas bandas de EBM e Industrial (estilo Laibach), eles exploram a ironia e o papel da guerra na humanidade. Geralmente, as letras são críticas ao conflito e à exploração do poder, e não uma exaltação ao fascismo.
Letra
Our law is rough and hard
I carry the scars with (all my) pride
The years passed by
And I'm still standing here
Red drops on the cold asphalt
The taste of blood is bitter and sweet
I'm fighting for my firm
And take the power from the fire inside of me
Inside of me
Inside of me
And take the power from the fire inside of me
Chorus:
I'll go the way of the warrior
Every fight makes me stronger
Adrenalin pulsates within me
And I will never surrender
No one will ever convert me
I hang my flag in the wind
Giving up is no option
What counts is only victory or disgrace
Chorus (2x):
And I will never surrender
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O Significado Central
A "empresa" (The Firm) mencionada na letra não é uma companhia de seguros ou uma fábrica de tecnologia; é uma metáfora para a máquina de guerra e para as organizações militares/mercenárias que tratam a violência como um negócio lucrativo.
Aqui estão os pontos principais da interpretação:
1. A Guerra como Negócio: A letra sugere que o conflito armado é uma corporação global. Os soldados são os "funcionários", as batalhas são as "tarefas" e o lucro é extraído através da conquista e do poder.
2. Desumanização: A música fala sobre ser "parte da máquina". O indivíduo perde sua identidade para se tornar um recurso descartável da "The Firm". Se você falha ou morre, você é simplesmente substituído, como uma peça de engrenagem quebrada em uma linha de montagem.
3. Controle e Recrutamento: O refrão e os versos passam a ideia de uma organização onipresente que recruta aqueles que buscam propósito ou que não têm para onde ir, oferecendo-lhes uma "carreira" baseada na destruição.
Contexto Estético
Na cultura britânica (e no contexto de subculturas europeias), o termo "The Firm" também é frequentemente usado para se referir a gangues de hooligans ou grupos de crime organizado. O Funker Vogt mistura essa ideia de "lealdade ao grupo/gangue" com a estrutura de um exército moderno.
Não, a banda não se identifica como neonazi. No entanto, a confusão é comum e compreensível por alguns motivos:
Estética Militarista: O nome "Funker Vogt" refere-se a um operador de rádio (Funker) chamado Vogt, que serviu com um amigo da banda. Eles utilizam uniformes, temáticas de guerra e conceitos de batalha em quase todas as letras e capas de álbuns.
Temática Provocativa: Como muitas bandas de EBM e Industrial (estilo Laibach), eles exploram a ironia e o papel da guerra na humanidade. Geralmente, as letras são críticas ao conflito e à exploração do poder, e não uma exaltação ao fascismo.
Controvérsia de 2013: A maior polémica ocorreu quando contrataram Sacha Korn como vocalista. Korn tinha associações conhecidas com a extrema-direita alemã. A reação dos fãs e dos selos musicais foi tão negativa que a banda o demitiu pouco tempo depois, afirmando que não apoiam ideologias de direita e que Funker Vogt é um projeto apolítico/antiguerra.
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