quinta-feira, 16 de julho de 2015

Minerais de Conflito ("O que esconde o seu telemóvel"): boas notícias do Parlamento Europeu em matéria de regulação

O Parlamento Europeu aprovou no passado dia 20 de Maio alterações a uma proposta que visa dificultar o financiamento das actividades de grupos armados em zonas de conflito e de alto risco através da exploração e do comércio de minerais.

Parlamento EuropeuA proposta do Parlamento exige o aprovisionamento responsável de minerais por parte das 880.000 empresas da União Europeia que usam os chamados “minerais de conflito” para a produção de bens de consumo (sobretudo produtos tecnológicos), passando a ser obrigatório informarem a sua proveniência. Os minerais em causa são o estanho, tântalo, tungsténio, respectivos minérios e ouro.

O Parlamento Europeu quer ainda que as obrigações sejam aplicáveis a todos os importadores da UE que se aprovisionem em minerais abrangidos por esta medida, indo além do sistema de auto-certificação proposto pelo executivo comunitário e da posição da comissão parlamentar do Comércio Internacional.
A FGS celebra este resultado que significa uma vitória dos Direitos Humanos face aos interesses económicos de empresas e grandes grupos.

Em conjunto com a FEC, a FGS juntou-se à entidade jesuíta promotora desta iniciativa, a ONG espanhola Alboan, trazendo para Portugal a campanha “O que esconde o seu telemóvel?” (Lo que tu móvil esconde?), já subscrita por mais de 10.500 pessoas a favor de uma tecnologia livre de conflito.

Próximos passos
O Parlamento Europeu aprovou o texto emendado por 402 votos a favor, 118 contra e 171 abstenções. Decidiu, no entanto, adiar a votação da resolução legislativa. Os próximos meses serão, por isso, de diálogo entre o Parlamento Europeu, o Conselho de Ministros e a Comissão Europeia de forma a alcançar-se um acordo sobre o texto final.

A FGS, a FEC e a Alboan continuam a apelar para que a legislação definitiva englobe eficazmente todo a cadeia de comércio, ajudando a quebrar a relação entre o comércio de minerais, os conflitos armados e situações de abuso de direitos humanos.

Para mais informações
Campanha “O que esconde o seu telemóvel?”
Comunicado de Imprensa do Parlamento Europeu

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Encontros Improváveis- Mia Couto e Handel - Bramo aver mille vite


Só há um modo de escapar de um lugar: é sairmos de nós. 
Só há um modo de sairmos de nós: é amarmos alguém. - Mia Couto in "A Confissão da Leoa"

Eu desejo ter mil vidas
Ariodante:
Bramo aver mille vite, per consacrarle a te.
Ginevra:
Bramo aver mille cori, per consacrarli a te.
A Due:
Ma in questo che ti dono,
più ch'in mille, vi sono
amor, costanza e fè.
Ariodante:
Bramo aver…

terça-feira, 14 de julho de 2015

Casa-móvel produz sua própria energia e pode ir para qualquer lugar do mundo

A Ecocapsule é a casa ideal para quem sempre sonhou em viver de maneira independente e viajar o mundo, ao mesmo tempo em que preza pelo conforto de um lar. Criada pelo escritório eslovaco Nice Archtects, esta pequena residência atende a todos esses desejos e vai além: é sustentável.

Um dos grandes destaques desta casa é o fato de não necessitar da energia fornecida pelas redes de transmissão. Sua superfície é coberta por placas fotovoltaicas e uma pequena turbina eólica, com 750 watts. Juntas, as duas estruturas garantem toda a energia necessária para o seu funcionamento. Para garantir o abastecimento, independente das condições ambientais, os criadores também usaram uma bateria que armazena o excedente energético para uso posterior.

Apesar de pequena, a Ecocapsule possui todos os elementos essenciais necessários para uma estadia prolongada confortável, sem a necessidade de recargas ou reabastecimento. De acordo com os arquitetos responsáveis pelo projeto, ela abriga confortavelmente dois adultos.

Esta casa-móvel é capaz de oferecer o mesmo tipo de conforto disponível em uma residência tradicional. Os moradores contam com torneiras, chuveiro quente e banheiros equipado com vasos sanitários com descarga. A água, assim como a energia, também é obtida de maneira sustentável. Sua forma esférica é otimizada para recolher a água da chuva e do orvalho. O recurso passa por um filtro e pode ser usado para o consumo humano. O mesmo sistema serve para limpar água de outros mananciais.

Segundo os criadores, a Ecocapsule se encaixa em qualquer contêiner de tamanho padrão e também pode ser transportada através de reboque para qualquer lugar do mundo.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

A fórmula certa para recuperar solos pobres foi criada por portugueses

Vinte variedades de plantas dão nova vida a solos. As Pastagens Semeadas Biodiversas sugam mais dióxido de carbono do ar, enriquecem a terra e alimentam o gado. Projecto ganhou prémio europeu ambiental [Fonte: Público, 2013]
O montado é um ecossistema excelente para a plantação das pastagens biodiversas, que tornam os sobreiros mais saudáveis TERRAPRIMA
Os agricultores precisam de ver para crer, diz-nos Tiago Domingos. O professor de engenharia ambiental do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, e director da EMPRESA de serviços ambientais Terraprima conseguiu que mil agricultores lhe dessem ouvidos. Hoje, em Portugal, há muitos terrenos onde as pastagens biodiversas crescem. A maioria está nos montados alentejanos, fortalecendo os sobreiros e prestando um serviço ambiental a todos.
Estas pastagens capturam uma quantidade anormal de dióxido de carbono, evitando a acumulação de parte do gás que mais contribui para o efeito de estufa, responsável pelo aquecimento global. Essa foi uma das razões para o projecto da Terraprima Pastagens Semeadas Biodiversas GANHAR o concurso da Comissão Europeia "Um Mundo Que me Agrada", entre os 269 projectos concorrentes.

Sempre que Tiago Domingos fala sobre este projecto, o nome de David Crespo surge imediatamente. No púlpito do Teatro Real Dinamarquês, em Copenhaga, quando na quinta-feira à noite lhe foi atribuído o prémio, voltou a contar a história do engenheiro agrónomo que, na década de 1960, começou a pensar nas pastagens biodiversas.

David Crespo é hoje director do programa de investigação e desenvolvimento da Fertiprado, a EMPRESA que fundou em 1990. Em 1966 trabalhava na Estação Nacional de Melhoramento de Plantas. Inspirado pelas pastagens que os australianos semeavam, onde utilizavam duas ou três variedades de plantas, o engenheiro começou a pensar como poderia resgatar os solos pobres portugueses.

"Em Portugal temos imensos solos diferentes. No mesmo hectare, cada pedaço de terra muda", explica Tiago Domingos. Os topos dos montes são mais secos e têm menos solo, a terra debaixo das copas das árvores é mais húmida. A geologia, fundamental na natureza dos solos, é variada no território português.

David Crespo pensou numa solução holística. O engenheiro agrícola desenvolveu uma fórmula de 20 variedades diferentes de plantas que, quando semeadas, respondem localmente. Algumas tornam-se mais dominantes consoante as condições da terra onde crescem.

O cientista escolheu espécies de leguminosas e de gramíneas. As primeiras, como o trevo-subterrâneo, têm uma relação simbiótica com bactérias que se desenvolvem em nódulos nas raízes. Estas bactérias captam azoto do ar, metabolizam e disponibilizam o azoto à planta. Desta forma, este nutriente entra no ecossistema sem ser necessário usar adubos, é depois absorvido pelas gramíneas, que se tornam uma parte importante do pasto dos animais.

Esta mistura tem uma série de benefícios. Como as espécies são anuais, resistem ao clima mediterrânico, produzem sementes e criam no solo um banco de sementes que pode manter a pastagem por décadas. As raízes das plantas, que também morrem anualmente, alimentam o solo com nutrientes.

Passados uns anos, estes solos triplicam a matéria orgânica. As pastagens alimentam mais cabeças de gado e captam mais dióxido de carbono. Também se verificou que os sobreiros que crescem nestas pastagens são mais saudáveis, e o solo é mais húmido, resistindo à seca.

Estes benefícios foram bem quantificados na última década pela equipa de Tiago Domingos. Foi assim que se descobriu que as pastagens biodiversas captam cinco toneladas de dióxido de carbono por ano por hectare.

A partir de 2008, a Terraprima obteve financiamento do Fundo Português de Carbono (FPM) para três projectos que envolveram mil agricultores. Estes tinham de comprar sementes para a pastagem, de aceitar cuidar delas segundo as regras da Terraprima e recebiam o apoio dos seus técnicos. Desta maneira, podiam GANHAR entre 150 e 130 euros por hectare, pelo dióxido de carbono que as suas pastagens captam. É uma ajuda que seduz os agricultores, mas o trabalho só compensa a longo prazo, com todos os outros benefícios.

Os projectos do FPM já terminaram, mas Tiago Domingos espera envolver EMPRESAS para assim compensarem as suas emissões e a indústria alimentar para que os alimentos produzidos nestas pastagens tenham uma marca distintiva. O prémio europeu "pode ajudar a expandir este sistema dentro de Portugal e em muitos países".

domingo, 12 de julho de 2015

Música do BioTerra: The Sisters of Mercy - Amphetamine Logic


Watch them do
The falling over
Watch them do
The standing still

CHORUS
Nothing but the knife to live for
One life all I need
Give me one good reason
Give me more s...

(Women)
And the women come and go
(Talk)
Talking about me like they know
(Men)
Bought and sold
And the world keeps turning
People cold
And people burning

CHORUS [x2]
(Amphetamine logic)

Hit up
Steel in hand
Lit up
Like candles
Burning
Like Catherine wheels
Turning
On

CHORUS [x3]
(Amphetamine logic)
CHORUS [x3]

sábado, 11 de julho de 2015

Musica do BioTerra: The Psychedelic Furs - House


This day is not my life
The passing time is not my life
The thorn that's in my side
Is all these scenes that we regret
The wasted words we can't forget
Through the windows of my room
I hear the traffic breathing slowly
Someplace miles away
Make promises pay

Shame, will shake this house
Shame, will shake this house
Your dreams are not my life
These broken words are not my life
Your lies are none of my invention
Your promises were not plan
Now the party girls have gone
I hear the rattle of their heels
Before their footsteps fade
Make promises pay
Shame, will shake this house
Shame, will shake this house
The passing time is not my life
I've been counted down and shouted out
I had everything I wanted
Nothing I can't rise above
To let it show was not my plan
Headlines and frontpages
Sell weddings and divorces
Make promises pay
Make promises pay
Shame, will shake this house
Shame, will shake this house

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Jardins filtrantes: tratam rios, esgotos e resíduos industriais sem produtos químicos


A empresa francesa Phytorestore, detentora da marca Jardins filtrantes, é especializada no tratamento ecológico de água, solo e ar contaminados feito através das raízes de plantas locais e sem produtos químicos. Thierry Jacquet, fundador da Phytorestore na França, aplicou este tratamento na gestão do esgoto do bairro de Wuhan (China) e na limpeza de 3 rios também na China. Além disto, o método foi utilizado no tratamento de despoluição das águas do Rio Sena em Nanterre, Paris, na França.

O tratamento é através da fitorestauração, tecnologia em que as plantas são o principal agente de tratamento das contaminações. Além do tratamento, o projeto consiste em elaborar um paisagismo funcional, onde são criados espaços com o uso de vegetação local.

Deste modo, se confere funcionalidade adicional aos espaços verdes que além de espaços de lazer, captam a poluição através da ação radicular da vegetação, evitando que se poluam rios e canais da cidade.

Os jardins filtrantes e o paisagismo funcional: uma das principais características da tecnologia é UTILIZAR a raiz de flores e plantas para filtrar os poluentes químicos da água.Muitos tipos de plantas locais podem ser utilizadas, além de flores. No Brasil, de 30 a 40 tipos de plantas poderiam ser usadas como filtro, dependendo de sua capacidade de filtragem.

Com o tratamento com vegetação, a água pode ficar semi-potável, com aspecto de piscina e é possível CRIAR lagos com plantas aquáticas.
Para mais informações veja: Phyto Restore

terça-feira, 7 de julho de 2015

Palestra "Alimentos sanos, un mundo más justo es posible" por Jairo Restrepo Rivera


“A Agricultura Orgânica é entregar-se a tarefa de desenterrar e resgatar o velho paradigma (não esgotado) das sociedades agrárias que praticavam e proporcionavam durante muito tempo a autodeterminação dos alimentos de suas comunidades, a partir do desenho de autênticos modelos de empreendimentos familiares rurais, onde conjugam a sabedoria e as habilidades para garantir a sustentabilidade e o respeito pela natureza. Esta mesma agricultura, é muito mais que uma simples revolução de técnicas agrícolas de produção. É a formação pratica de um movimento espiritual, de uma revolução  para mudar a forma de viver dos seres humanos”.(RESTREPO,2007)
      

Palestra: O Novo Capitalismo - Pavan Sukhdev


O palestrante internacional será o economista indiano Pavan Sukhdev, principal autor do relatório The Economics of Ecossystems and Biodiversity (TEEB), da ONU, que falará a respeito da importância e do valor da biodiversidade para a sociedade e as empresas, e autor do livro “Corporação 2020 – Como transformar as empresas para o mundo de amanhã.” A obra traz uma visão perspicaz a respeito da história das empresas no mundo, chamando a atenção para as características marcantes da “corporação 1920” – que prioriza o crescimento a qualquer custo e a publicidade voltada, exclusivamente, para a ampliação dos mercados – e para a necessidade de fazer a transição para a “corporação 2020”.

O novo modelo corporativo proposto por Sukhdev é baseado em novos incentivos e regulamentações que permitam às empresas aumentar o bem-estar humano e a igualdade social, diminuir os riscos ambientais e os prejuízos ecológicos e continuar a gerar lucro. Para ele, o tempo, porém, está passando. O indiano trabalha com um horizonte de apenas sete anos para consolidar as mudanças corporativas.

Em seu livro, no prefácio, alerta: “O principal agente da economia atual – a corporação – não foi ainda persuadido ou incentivado a produzir uma economia verde. Se isso não acontecer, o relatório Teeb ficará apenas decorando prateleiras, sem nunca ser usado”.

Sukhdev diz que não se trata de querer mudar o mercado global. “Estamos nos concentrando em criar algumas políticas corporativas específicas, sobretudo mecanismos de cooperação e de transparência global. E, por outro lado, estabelecer ferramentas de regulação e controle para atividades importantes, entre elas o financiamento e a tributação internacional. Também é importante ter regras relacionadas à propaganda e, finalmente, divulgar o impacto ambiental da atividade comercial. O que queremos destes diferentes setores é a cooperação para chegarmos à economia verde, na qual os custos naturais de produção também são agregados ao mercado”, afirma.

Segundo ele, em janeiro de 2009, em seu discurso de posse, o presidente Barack Obama foi eloquente sobre a sua visão de “aproveitar o sol e os ventos e o solo para abastecer nossos carros e movimentar nossas fábricas”. Dessa forma, parecia claro que a ideia era alcançar a independência energética dos EUA por meio do combustível alternativo e isso era de fato um objetivo nobre, tanto para a segurança nacional e para a sobrevivência da biosfera.

“Mas, claro, pouco se ouviu falar sobre essa meta nos próximos anos de seu mandato, e quando fez finalmente ouvir, a visão tinha se transformado além do reconhecimento. Não era mais sobre as energias renováveis, mas sim mais combustíveis fósseis. E o herói improvável foi o gás natural. Os investimentos foram feitos e quem seria o maior beneficiado: a indústria de petróleo e gás, apoiados por seus banqueiros”.

Acrescenta que uma estratégia ostensiva da Arábia Saudita e da OPEP parece ser a de colocar o xisto fora do negócio e os seus objetivos são claros: eles estão produzindo petróleo bruto suficiente para manter os preços abaixo de US $ 75-80/bbl (barril). “Eles parecem estar muitos confortáveis com a ideia de fazer isso, porque os seus custos de produção são mais perto de USD 5/bbl. Além disso, alguns analistas encontraram evidências de uma visão estratégica entre as autoridades sauditas que as suas receitas petrolíferas são mais bem aproveitado internamente para transformar seu país para uma economia mais ampla, mais diversificada, mais duradoura. Se eles estiverem certos, a produção saudita tem outra razão mais estratégica para continuar alta”.

“A aposta estratégica da Arábia tem sérias consequências: ela põe em causa quanto tempo outros países da OPEP (não menos importante Irã, Rússia, Venezuela) poderão manter os preços baixos do petróleo em uma época de estresse orçamental. O que isto significa em termos de instabilidade política é sempre uma incógnita, e que poderia ser um final macabro de baixos preços do petróleo se um desses países produtores de petróleo não suportar a pressão orçamental mais e explodir em caos”.

Ele acha que os grandes produtores nacionais de petróleo e as principais empresas de petróleo e gás terão de repensar todos os seus investimentos de alto custo, especialmente em novas instalações no mar e em xisto. Contudo, não são apenas os grandes produtores que estão em risco. “Nos EUA, a produção de xisto é tradicionalmente liderada pelos chamadas wildcatters ou empresas independentes, e apenas cerca de 30% é com os grandes produtores. Quão seguras é o futuro dessas empresas menores? O colapso dos preços do petróleo vai prejudicar os produtores de petróleo e gás de xisto, especialmente os produtores de gás de xisto e seus subprodutos (indexado ao preço do petróleo) para financiar as operações de perfuração. Formações de xisto oferecem plena produção por períodos curtos e reduzem significativamente depois. Portanto, normalmente estes produtores de xisto dos EUA operam em com linhas de crédito mensais e necessitam de injeções de capital frequentes para perfurar e gerar fluxo de caixa livre. Tal necessidade de regular capital e a perfuração, coloca esses produtores em uma posição muito diferente em comparação com os convencionais, que podem investir e manter a produção a partir de um único ativo de dez a 30 anos. Sem uma perspectiva de lucro de curto prazo positivo, o refinanciamento do xisto poderia secar e as falências podem se tornar mais regra do que exceção”, assegura.

Conforme revela, até agora, os grandes exploradores de petróleo e os produtores estão muito bem capitalizados através de algumas décadas de operações de alta margem de lucros com base em concessões de baixo custo de perfuração, exploração eficaz e os preços elevados do petróleo. “No entanto”, observa, “nem esses recursos valem mais, então o meu palpite é que os EUA e outros governos terão de tomar uma decisão difícil: ganhar a ira da sociedade, fazendo o que sempre fizeram: salvar os seus amigos no mundo dos negócios, ou admitir que eles tenham uma política energética completamente errada. Eles não seriam o primeiro a fazê-lo”.

A visão do Antropoceno, uma era onde nós, seres humanos, tornaram-se a força geológica dominante, era de fato a do presidente Obama em 2008 ou 2009. Ou seja, a estratégia era de investir em combustíveis alternativos e não mais em combustível fóssil. “A política seria reduzir e eliminar gradualmente os subsídios de USD 1 trilião aos preços e produção concedidos aos combustíveis fósseis (esse número sobe para USD 2 triliões) se for incluído, como quer Fundo Monetário Internacional (FMI), os custos económicos das emissões. Em vez disso, na medida em que se refere à energia, estamos continuando coletivamente em 2015 com a visão nublada, estratégia errada, políticas confusas e maus investimentos. Eu tenho um simples pedido aos governos em 2015. Por favor, não resgatem aqueles que fazem más decisões económicas mais uma vez , apenas permitam que falhem. Vai ser bom para a economia e emprego, e ainda melhor para a nossa existência planetária segura”, acrescenta.

Pavan Sukhdev é fundador presidente da IST Advisory, uma consultoria colaborativa que avalia o desempenho de governos, empresas e ONGs. Pavan foi premiado em 2011 com o McCluskey Fellowship da Universidade de Yale, e escreveu seu livro “Corporação 2020”, enquanto ensinava na Universidade de Yale entre 2011 e 2012.

E-Livro: Corporation 2020

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Cientistas revelam: DNA possui funções mediúnicas: telepatia, irradiação e contato interdimensional!

“Nosso DNA é um biocomputador”, dizem cientistas russos.

Pesquisas científicas estão explicando os fenômenos como a clarividência, a intuição, atos espontâneos de cura e autocura e outros.

Quando os cientistas começaram a desvendar o mundo da genética, compreenderam a utilidade de apenas 10% do nosso DNA.

O restante (90%) foi considerado “DNA LIXO”, ou seja: sem função alguma para o corpo humano.

Porém, este fato foi motivo de questionamentos, pois alguns cientistas não acreditaram que o corpo físico traria algum elemento que não tivesse alguma utilidade.

E foi assim que o biofísico russo e biólogo molecular Pjotr Garjajev e seus colegas iniciaram pesquisas com equipamentos “de ponta”, com a finalidade de investigar os 90% do DNA não compreendido.

E os resultados apresentados são fantásticos, atingindo aspectos antes considerados “esotéricos” do nosso DNA.

O QUE AS PESQUISAS ESTÃO CONCLUINDO?

O DNA tem capacidade telepática

A PARTIR  das últimas pesquisas, cientistas concluíram que o nosso DNA é receptor e transmissor de informações além do tempo-espaço.

Segundo essas pesquisas, o nosso DNA gera padrões que atuam no vácuo, produzindo os chamados “buracos de minhoca” magnetizados! São “buracos de minhocas” microscópicos, semelhantes aos “buracos de minhocas” percebidos no Universo.

Sabe-se que “buracos de minhocas” são como pontes ou túneis de conexões entre áreas totalmente diferentes no universo, através das quais a informação é transmitida fora do espaço e do tempo.

Isto significa que o DNA atrai informação e as passa para as células e para a consciência, uma função que os cientistas estão considerando como a internet do corpo físico, porém muito mais avançada que a internet que entra em nossos computadores.

Esta descoberta leva a crer que o DNA possui algo que se pode chamar de telepatia interespacial e interdimensional. Em outras palavras, O DNA está aberto á comunicações e mostra-se suscetível a elas.

Pesquisas relacionadas à recepção e transmissão de informações através do DNA estão explicando os fenômenos como a clarividência, a intuição, atos espontâneos de cura e autocura e outros.
Reprogramação do DNA através da mente e das palavras

O grupo de Garjajev descobriu também que o DNA possui uma linguagem própria, contendo uma espécie de sintaxe gramatical, semelhante á gramática da linguagem humana, levando-os a CONCLUIR que o DNA é influenciável por palavras emitidas pela mente e pela voz, confirmando a eficácia das técnicas de afirmação, de hipnose (ou auto hipnose) e de visualizações positivas.

Esta foi uma descoberta impressionante, pois diz que se nós adequarmos as frequências da nossa linguagem verbal e das imagens geradas por nosso pensamento, o DNA se reprogramará, aceitando uma nova ordem e uma nova regra, a PARTIR da ideia que está sendo transmitida.

O DNA, neste caso, RECEBE a informação das palavras e das imagens do pensamento e as transmite para todas as células e moléculas do corpo, que passam a ser comandadas segundo o novo padrão emitido pelo DNA.

Os cientistas russos estão sendo capazes de reprogramar o DNA em organismos vivos, usando as frequências de ressonância de DNA corretas e estão obtendo resultados bastante positivos, especialmente na regeneração do DNA danificado!

Utilizam para isso a Luz Laser codificada como a linguagem humana para TRANSMITIR informações saudáveis ao DNA e essa técnica já está sendo aplicada em alguns hospitais universitários europeus, com sucesso em vários tipos de câncer de pele. O câncer é curado, sem cicatrizes remanescentes.
O DNA RESPONDE à interferências da Luz Laser

Continuando nessa linha de pesquisas, o pesquisador russo Dr. Vladimir Poponin, colocou o DNA em um tubo e enviou feixes de Luz Laser através dele. Quando o DNA foi removido do tubo, a Luz Laser continuou a espiralar no DNA, formando como que pequenos chacras e um novo campo magnético ao redor do mesmo, maior e mais iluminado que o anterior.

O DNA mostrou-se agir como um cristal quando faz a refração da Luz, concluindo que o DNA irradia a Luz que recebe.

Esta descoberta levou os cientistas a uma maior compreensão sobre os campos eletromagnéticos ao redor das pessoas, assim como também compreenderam que as irradiações emitidas por curadores e sensitivos acontecem segundo esse mesmo padrão: receber e irradiar, aumentando e preenchendo com Luz o campo eletromagnético ao redor.

Assuma o Comando do seu Ser!

As pesquisas estão ainda em fases iniciais, e os cientistas acreditam que ainda vão DESCOBRIR muitas outras coisas interessantes!

Por enquanto, as conclusões nos estimulam a continuarmos com as técnicas de afirmações positivas, cuidando dos nossos pensamentos e das imagens por ele geradas, a fim de que as transmissões sejam correspondentes a saúde, ao bem ESTAR e a harmonia, enviadas não apenas ao DNA como também para todo o corpo!

Tenho certeza de que o nosso DNA agradece por suas informações positivas transmitidas a ele!

Que tal melhorar as suas transmissões verbais e mentais?

Comunique-se positivamente com seu corpo e reprograme seu DNA!

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Todas as informações do texto acima estão contidas no livro “Vernetzte Intelligenz” von Grazyna Fosar und Franz Bludorf, ISBN 3930243237, resumidos e comentados por Baerbel

sábado, 4 de julho de 2015

Musica do BioTerra: U2-Dancing Barefoot (Patti Smith) 1989

She is benediction 
She is addicted to he 
She is the root connection and 
She is connecting with me 
Here I go and I don't know why I spin so ceaselessly 
Could it be he's taking over me
I'm dancing barefoot 
Headed for a spin 
Some strange music drags me in It makes me come up like some heroine 

She is sublimation 
She is the essence of thee 
She is concentrating on 
He who is chosen by she 
Here I go when I don't know why I spin so ceaselessly 
Could it be he's taking over me
I'm dancing barefoot 
Headed for a spin 
Some strange music drags me in It makes me come up like some heroine 

She is recreation She intoxicated by thee 
She has the slow sensation that 
He is levitating with she 
Here I go when I don't know why I spin so ceaselessly 
'Til I lose my sense of gravity 
I'm dancing barefoot 
Heading for a spin 
Some strange music drives me on 
Makes me come up like some heroine 
O God I feel for you 
(Patti Smith & Ivan Kral)

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Descoberto fóssil mais antigo do grupo que deu origem às aves actuais

O Archaeornithura meemannae viveu há 130 milhões de anos na China. Dois fósseis agora encontrados ainda tinham as penas bem preservadas.

O Archaeornithura meemannae era uma ave de poucos centímetros de altura que terá vivido em terra, junto de lagos, num mundo dominado por dinossauros. Esta nova espécie foi agora descoberta, depois de se desenterrarem dois fósseis na China em estratos geológicos com 130,7 milhões de anos, revela um artigo publicado no dia 5 de Maio na revista Nature Communications.

Nessa altura, a Terra estava no início do Cretácico, o último período do Mesozóico, que ficou conhecido como a era dos dinossauros, mas onde as aves também surgiram. O Mesozóico iniciou-se há 252 milhões de anos e terminou há 66 milhões de anos, quando um meteorito colidiu com a Terra. Nessa colisão, muitos grupos de aves (e de outros animais, como muitos dos dinossauros) desapareceram. Mas alguns descendentes de um grande grupo de aves chamado Ornithuromorpha subsistiram na era Cenozóica e deram origem às aves modernas.

As características morfológicas do Archaeornithura meemannae, que viveu muitos milhões de anos antes daquele evento de extinção planetária, mostram que esta espécie é, até agora, o mais antigo membro dos Ornithuromorpha. Por isso, representa o antepassado mais antigo do grupo de aves que deu origem às aves modernas.

“Antes, o fóssil mais antigo dos Ornithuromorpha tinha 125 milhões de anos. Por isso, esta descoberta recua a origem dos Ornithuromorpha em, pelo menos, cinco milhões de anos”, explica ao PÚBLICO Min Wang, investigador da Academia Chinesa das Ciências, e um dos autores do estudo.

As aves terão surgido há cerca de 150 milhões de anos, ainda no período Jurássico. Pensa-se que, nos 50 milhões de anos anteriores, os dinossauros que deram origem a este grupo voador foram diminuindo de tamanho, ao mesmo tempo que foram colonizando as árvores, que até então estavam vazio. Encontram-se várias características anatómicas nas aves que não existiam antes nos dinossauros, como a fúrcula, o osso em forma de forquilha que resulta da fusão das clavículas, um esqueleto oco, membros superiores maiores, ou penas complexas que permitem voar e não são apenas ornamentos, como noutros dinossauros.

Além dos Ornithuromorpha, existiam nesta altura outros grupos de aves, como os Enantiornithes, com dentes e garras nas asas, ou os famosos Archaeopteryx. Nem os Enantiornithes” nem o Archaeopteryx sobreviveram até hoje. Os fósseis da Archaeornithura meemannae foram encontrados na formação geológica de Huajiying, que contém estratos formados entre o final do Jurássico e o início do Cretácico, na província de Hebei, no Nordeste da China. “Os fósseis representantes dos Ornithuromorpha assemelham-se mais às aves modernas do que a outras aves do Mesozóico, como osEnantiornithes e o Archaeopteryx”, explica Min Wang.

Algumas das características morfológicas dos Ornithuromorpha estão ligadas ao voo. Estas aves tinham uma quilha (osso existente na maioria das aves que se estende a partir do externo e faz lembrar a quilha de um barco) alta e o osso sinsacro (resultante da fusão de muitas vértebras do sacro, no final da coluna vertebral) com pelo menos nove vértebras. Através de uma análise da árvore evolutiva das aves, a equipa de Min Wang descobriu que a nova espécie pertence à família Hongshanornithidae, que, além das características já descritas para os Ornithuromorpha, tem uma fúrcula em forma de “U” e as pernas mais compridas do que as asas.

Os novos fósseis não só têm um conjunto de características que levou os cientistas a criar um novo género, como mantêm a plumagem quase toda. Segundo a equipa, a forma das penas está associada a aves com grande capacidade de manobra durante o voo. Além disso, a proporção dos membros e as patas faz pensar que estas aves viviam perto de lagos.

O estudo da nova espécie mostrou ainda outro aspecto interessante sobre a evolução dos Ornithuromorpha. Apesar do Archaeornithura meemannae ser até agora o representante mais antigo deste grupo de aves, já apresentava características muito evoluídas. Segundo o artigo, este facto obriga que “a data de origem dos Ornithuromorpha seja muito anterior”. Agora, só falta descobrir esses fósseis ainda mais antigos.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Encontros Improváveis- Vergílio Ferreira e Grey Miller


Tempo de conhecer... Time to Know... It's now the time.

| Não esperes, sê agora |
"Não penses para amanhã. Não lembres o que foi de ontem. A memória teve o seu tempo quando foi tempo de alguma coisa durar. Mas tudo hoje é tão efémero. Mesmo o que se pensa para amanhã é para já ter sido, que é o que desejamos que seja logo que for. É o tempo de Deus que não tem futuro nem passado. Foi o que dele nós escolhemos no sonho do nosso absoluto. Não penses para amanhã na urgência de seres agora. Mesmo logo à tarde é muito tarde. Tudo o que és em ti para seres, vê se o és neste instante. Porque antes e depois tudo é morte e insensatez. Não esperes, sê agora."