quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Celebrando o 20º Aniversário da Convenção de Estocolmo

The Stockholm Convention was adopted on 22 May 2001 in Stockholm, Sweden, and entered into force on 17 May 2004.

As of its 20th anniversary in 2021 the Convention has 184 Parties, making it near universal in its geographical coverage.

To celebrate this milestone, the Secretariat is producing the a video series “Twenty Voices for Twenty Years” in order to gather, document and share stories, experiences, successes from the Convention’s first 20 years.

This video series is made possible thanks to the funding generously provided by the Government of Sweden.


Rolph Payet, Executive Secretary of the Basel, Rotterdam and Stockholm Conventions


John Buccini, Chair of the Intergovernmental Negotiating Committee


Bo Walstromm, Former Senior Scientific Advisor of the Stockholm Convention


Jim Willis, Former Head of UNEP Chemicals and Executive Secretary of the Stockholm Convention

Ted Talks: Neuroplasticidade, por Lara Boyd

Convenção de Estocolmo


Portugal aprovou através do Decreto nº 15/2004 de 3 de Junho, a Convenção sobre Poluentes Orgânicos Persistentes (POP), adoptada em Estocolmo em 22 de Maio de 2001.
Os poluentes orgânicos persistentes designados por “POP”(persistent organic pollulants), são substâncias químicas que resistem à degradação sob condições naturais e que, dispersas no ambiente, se propagam através dos elementos (vento, chuva e água) ou de vectores animais, a distâncias consideráveis das suas fontes. Estas substâncias são bio-acumuláveis através da rede alimentar e podem pôr em risco a saúde humana e o ambiente.

São dois os instrumentos definidos pela comunidade internacional como ponto de referência para a resolução da questão dos poluentes orgânicos persistentes :

O Protocolo UNECE, aberto à adesão de todas as partes da Convenção das Nações Unidas sobre a Poluição Atmosférica Transfronteiras a Longa Distância (CLRTAP). Foi assinado pela Comunidade Europeia e por todos os Estados- Membros em 24 de Junho de 1998. Centra-se numa lista de 16 substâncias
(onze pesticidas, dois produtos químicos industriais e três subprodutos de produção não deliberada). O protocolo entrou em vigor em 23 de Outubro de 2003;

A Convenção de Estocolmo, adoptada em Maio de 2001, com a participação activa e a assinatura da Comunidade Europeia e de todos os Estados-Membros em 22 de Maio de 2001. Esta regulamenta uma acção a nível mundial relativamente a um agregado inicial de doze POP, com referência específica à aplicação do princípio da precaução e estabelece as regras para o alargamento progressivo da convenção a outras substâncias com características de persistência que requerem uma acção global.
Já em 1995, e integrado no programa ambiental das Nações Unidas, reuniram-se vários peritos da UNEP ( United Nations Environment Program), para que fosse negociado o controlo do uso, produção e libertação de Poluentes Orgânicos Persistentes e tendo esse grupo de peritos identificado de acordo com critérios científicos, os doze poluentes que deveriam ser objecto da Convenção:

oito pesticidas : aldrina e dieldrina, endrina, clordano, heptacloro, DDT, toxafeno e mirex;
dois químicos de aplicação industrial: hexaclorobenzeno e PCBs;
dois resíduos (sub-produtos não intencionais): dioxinas e furanos.

As negociações decorreram durante um longo período e culminaram com a Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes, que defende:

O princípio da precaução: onde existam ameaças de riscos sérios ou irreversíveis não será utilizada a falta de certeza científica como razão para o adiamento de medidas eficazes em termos de custo para evitar a degradação ambiental;
obrigações de financiamento: consagra o Fundo Global para o Ambiente (GEF) como o mecanismo de financiamento principal, e obriga os países desenvolvidos a prestar auxílio financeiro aos países em desenvolvimento;

A eliminação dos POPs produzidos intencionalmente, existentes e futuros: dos oito pesticidas mencionados, a maior parte é banida do mercado com a entrada em vigor da Convenção. Para os PCBs prevê-se uma eliminação gradual, assim como para o DDT, embora se admita o seu uso para controlo de vectores (fundamentalmente, o mosquito transmissor da malária). As Partes ficam ainda obrigadas a “tomar medidas reguladoras com o objectivo de prevenir” a produção e uso de quaisquer novos POPs;

A eliminação, como objectivo último, dos sub-produtos orgânicos persistentes: para as dioxinas, furanos e hexaclorobenzeno, as Partes deverão reduzir as emissões totais “com o objectivo de as minimizar continuamente e, sempre que praticável, as eliminar”. Para tal devem recorrer a processos, materiais e produtos alternativos – prevenindo, na fonte, a produção dos poluentes – em detrimento de tecnologias fim-de-linha;

A gestão e deposição sustentáveis de POPs

Limites estritos e interdições ao comércio de POPs: o comércio de POPs passa a ser permitido apenas para assegurar a sua correcta deposição ou em circunstâncias muito limitadas em que o Estado importador garante o seu empenho na protecção da saúde e do ambiente e o cumprimento de todos os requisitos consagrados na Convenção;

Reservas limitadas e transparentes: a maior parte das reservas à Convenção – ou seja, excepções à sua aplicação – são específicas para certos países ou certos químicos. Excepções mais genéricas incluem o uso de POPs para fins científicos, a sua ocorrência vestigial como contaminante e a posse de pequenas quantidades por um utilizador final.




terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Is the World poor, or unjust?


"Poor countries are not 'under-developed', they are over-exploited." —Michael Parenti

By Jason Hickel

Social media has been ablaze with this question recently. We know we face a crisis of mass poverty: the global economy is organized in such a way that nearly 60% of humanity is left unable to meet basic needs. But the question at stake this time is different. A couple of economists on Twitter have claimed that the world average income is $16 per day (PPP). This, they say, is proof that the world is poor in a much more general sense: there is not enough for everyone to live well, and the only way to solve this problem is to press on the accelerator of aggregate economic growth.

This narrative is, however, hobbled by several empirical problems.

1. $16 per day is not accurate
First, let me address the $16/day claim on its own terms. This is a significant underestimate of world average income. The main problem is that it relies on household surveys, mostly from Povcal. These surveys are indispensable for telling us about the income and consumption of poor and ordinary households, but they do not capture top incomes, and are not designed to do so. In fact, Povcal surveys are not even really legitimate for capturing the income of “normal” high-income households. Using this method gives us a total world household income of about $43 trillion (PPP). But we know that total world GDP is $137 trillion (PPP). So, about two-thirds of global income is unaccounted for.

What explains this discrepancy? Some of the “missing” income is the income of the global rich. Some of it is consumption that’s related to housing, NGOs, care homes, boarding schools, etc, which are also not captured by these surveys (but which are counted as household consumption in national accounts). The rest of it is various forms of public expenditure and public provisioning.

This final point raises a problem that’s worth addressing. The survey-based method mixes income- and consumption-based data. Specifically, it counts non-income consumption in poor countries (including from commons and certain kinds of public provisioning), but does not count non-income consumption or public provisioning in richer countries. This is not a small thing. Consider people in Finland who are able to access world-class healthcare and higher education for free, or Singaporeans who live in high-end public housing that’s heavily subsidized by the government. The income equivalent of this consumption is very high (consider that in the US, for instance, people would have to pay out of pocket for it), and yet it is not captured by these surveys. It just vanishes.

Of course, not all government expenditure ends up as beneficial public provisioning. A lot of it goes to wars, arms, fossil fuel subsidies and so on. But that can be changed. There’s no reason that GDP spent on wars could not be spent on healthcare, education, wages and housing instead.

For these reasons, when assessing the question of whether the world is poor in terms of income, it makes more sense to use world average GDP, which is $17,800 per capita (PPP). Note that this is roughly consistent with the World Bank’s definition of a “high-income” country. It is also well in excess of what is required for high levels of human development. According to the UNDP, some nations score “very high” (0.8 or above) on the life expectancy index with as little as $3,300 per capita, and “very high” on the education index with as little as $8,700 per capita. In other words, the world is not poor, in aggregate. Rather, income is badly maldistributed.

To get a sense for just how badly it is maldistributed, consider that the richest 1% alone capture nearly 25% of world GDP, according to the World Inequality Database. That’s more than the GDP of 169 countries combined, including Norway, Argentina, all of the Middle East and the entire continent of Africa. If income was shared more fairly (i.e., if more of it went to the workers who actually produce it), and invested in universal public goods, we could end global poverty many times over and close the health and education gap permanently.

2. GDP accounting does not reflect economic value
But even GDP accounting is not adequate to the task of determining whether or not the world is poor. The reason is because GDP is not an accurate reflection of value; rather, it is a reflection of prices, and prices are an artefact of power relations in political economy. We know this from feminist economists, who point out that labour and resources mobilized for domestic reproduction, primarily by women, is priced at zero, and therefore “valued” at zero in national accounts, even though it is in reality essential to our civilization. We also know this from literature on unequal exchange, which points out that capital leverages geopolitical and commercial monopolies to artificially depress or “cheapen” the prices of labour in the global South to below the level of subsistence.

Let me illustrate this latter point with an example. Beginning in the 1980s, the World Bank and IMF (which are controlled primarily by the US and G7), imposed structural adjustment programmes across the global South, which significantly depressed wages and commodity prices (cutting them in half) and reorganized Southern economies around exports to the North. The goal was to restore Northern access to the cheap labour and resources they had enjoyed during the colonial era. It worked: during the 1980s the quantity of commodities that the South exported to the North increased, and yet their total revenues on this trade (i.e., the GDP they received for it) declined. In other words, by depressing the costs of Southern labour and commodities, the North is able to appropriate a significant quantity effectively for free.

The economist Samir Amin described this as “hidden value”. David Clelland calls it “dark value” – in other words, value that is not visible at all in national or corporate accounts. Just as the value of female domestic labour is “hidden” from view, so too are the labour and commodities that are net appropriated from the global South. In both cases, prices do not reflect value. Clelland estimates that the real value of an iPad, for example, is many times higher than its market price, because so much of the Southern labour that goes into producing it is underpaid or even entirely unpaid. John Smith points out that, as a result, GDP is an illusion that systematically underestimates real value.

There is a broader fact worth pointing to here. The whole purpose of capitalism is to appropriate surplus value, which by its very nature requires depressing the prices of inputs to a level below the value that capital actually derives from them. We can see this clearly in the way that nature is priced at zero, or close to zero (consider deforestation, strip mining, or emissions), despite the fact that all production ultimately derives from nature. So the question is, why should we use prices as a reflection of global value when we know that, under capitalism, prices by their very definition do not reflect value?

We can take this observation a step further. To the extent that capitalism relies on cheapening the prices of labour and other inputs, and to the extent that GDP represents these artificially low prices, GDP growth will never eradicate scarcity because in the process of growth scarcity is constantly imposed anew.

So, if GDP is not an accurate measure of the value of the global economy, how can we get around this problem? One way is to try to calculate the value of hidden labour and resources. There have been many such attempts. In 1995, the UN estimated that unpaid household labour, if compensated, would earn $16 trillion in that year. More recent estimates have put it at many times higher than that. Similar attempts have been made to value “ecosystem services”, and they arrive at numbers that exceed world GDP. These exercises are useful in illustrating the scale of hidden value, but they bump up against a problem. Capitalism works precisely because it does not pay for domestic labour and ecosystem services (it takes these things for free). So imagining a system in which these things are paid requires us to imagine a totally different kind of economy (with a significant increase in the money supply and a significant increase in the price of labour and resources), and in such an economy money would have a radically different value. These figures, while revealing, compare apples and oranges.

3. What matters is resources and provisioning
There is another approach we can use, which is to look at the scale of the useful resources that are mobilized by the global economy. This is preferable, because resources are real and tangible and can be accurately counted. Right now, the world economy uses 100 billion tons of resources per year (i.e., materials processed into tangible goods, buildings and infrastructure). That’s about 13 tons per person on average, but it is highly unequal: in low and lower-middle income countries it’s about 2 tons, and in high-income countries it’s a staggering 28 tons. Research in industrial ecology indicates that high standards of well-being can be achieved with about 6-8 tons per per person. In other words, the global economy presently uses twice as much resources as would be required to deliver good lives for all.

We see the same thing when it comes to energy. The world economy presently uses 400 EJ of energy per year, or 53 GJ per person on average (again, highly unequal between North and South). Recent research shows that we could deliver high standards of welfare for all, with universal healthcare, education, housing, transportation, computing etc, with as little as 15 GJ per capita. Even if we raise that figure by 75% to be generous it still amounts to a global total of only 26 GJ. In other words, we presently use more than double the energy that is required to deliver good lives for everyone.

When we look at the world in terms of real resources and energy (i.e., the stuff of provisioning), it becomes clear that there is no scarcity at all. The problem isn’t that there’s not enough, the problem, again, is that it is maldistributed. A huge chunk of global commodity production is totally irrelevant to human needs and well-being. Consider all the resources and energy that are mobilized for the sake of fast fashion, throwaway gadgets, single-use stadiums, SUVs, bottled water, cruise ships and the military-industrial complex. Consider the scale of needless consumption that is stimulated by manipulative advertising schemes, or enforced by planned obsolescence. Consider the quantity of private cars that people have been forced to buy because the fossil fuel industry and automobile manufactures have lobbied so aggressively against public transportation. Consider that the beef industry alone uses nearly 60% of the world’s agricultural land, to produce only 2% of global calories.

There is no scarcity. Rather, the world’s resources and energy are appropriated (disproportionately from the global South) in order to service the interests of capital and affluent consumers (disproportionately in the global North). We can state it more clearly: our economic system is not designed to meet human needs; it is designed to facilitate capital accumulation. And in order to do so, it imposes brutal scarcity on the majority of people, and cheapens human and nonhuman life. It is irrational to believe that simply “growing” such an economy, in aggregate, will somehow magically achieve the social outcomes we want.

We can think of this in terms of labour, too. Consider the labour that is rendered by young women in Bangladeshi sweatshops to produce fast fashion for Northern consumption; and consider the labour rendered by Congolese miners to dig up coltan for smartphones that are designed to be tossed every two years. This is an extraordinary waste of human lives. Why? So that Zara and Apple can post extraordinary profits.

Now imagine what the world would be like if all that labour, resources and energy was mobilized instead around meeting human needs and improving well-being (i.e., use-value rather than exchange-value). What if instead of appropriating labour and resources for fast fashion and Alexa devices it was mobilized around providing universal healthcare, education, public transportation, social housing, organic food, water, energy, internet and computing for all? We could live in a highly educated, technologically advanced society with zero poverty and zero hunger, all with significantly less resources and energy than we presently use. In other words we could not only achieve our social goals, but we could meet our ecological goals too, reducing excess resource use in rich countries to bring them back within planetary boundaries, while increasing resource use in the South to meet human needs.

There is no reason we cannot build such a society (and it is achievable, with concrete policy, as I describe here, here and here), except for the fact that those who benefit so prodigiously from the status quo do everything in their power to prevent it.

Biografia

Página oficial

Novo relatório denuncia recuo das proteções ambientais e sociais de governos face à recuperação económica



A pandemia de Covid-19 trouxe o recuo das proteções ambientais e sociais dos povos indígenas por parte dos governos, em nome da recuperação económica, indica o novo relatório “Rolling back social and environmental safeguards in the time of COVID-19″ das Escolas de direito da Universidade de Yale e da Universidade de Middlesex, do Forest Peoples Programme e do Lowenstein International Human Rights Clinic.

Nos cinco países onde existe a maior área de floresta tropical, Peru, Colômbia, República Democrática do Congo e Indonésia, estão a ser apontadas violações aos direitos destes povos, nomeadamente, a exclusão da sua opinião em decisões, a expansão da atividade industrial no setor da energia, da madeira e da agricultura, mudanças nas legislações, o aumento de desflorestação e da mineração ilegal junto dos seus territórios, e ainda uma crescente violência contra os mesmos e contra os defensores dos direitos humanos.

“As corporações nas indústrias extrativas têm pressionado agressivamente os governos para que os deixem explorar os recursos em terras indígenas, prometendo a revitalização económica, mas ignorando o efeito devastador nas comunidades indígenas. O resultado é uma cascata de violações dos direitos humanos e contribuições cada vez maiores para o aquecimento global”, aponta James Silk, um dos autores do relatório, da Universidade de Yale.

O relatório indica ainda várias recomendações que os governos devem seguir para reverter esta situação. Entre elas, aprovar uma legislação que reconheça os direitos dos povos indígenas, respeitá-los e ao seu território e cancelar as concessões de licenças para projetos industriais que prejudicam o ambiente e os povos.

“Os estudos mostram repetidamente que a melhor e mais conservada biodiversidade e as florestas estão em terras onde existem comunidades indígenas. Dependemos deles para enfrentar as crises existenciais que enfrentaremos nas próximas décadas”, sublinha a autora Cathal Doyle, da Universidade de Middlesex.


Portugal Livre de Minas - Publicação colaborativa gratuita


A publicação "Portugal Livre de Minas" é um projecto colaborativo criado em defesa de todas as terras portuguesas em risco de exploração mineira, em particular de lítio. Inclui uma compilação de textos, poemas, fotos e artivismo criados por vários indivíduos e colectivos, e pretende sensibilizar a população portuguesa para o impacto que a exploração de lítio terá nas zonas ameaçadas, nas quais muitos de nós temos raízes. 
DOWNLOAD AQUI

Sabemos que as baterias de lítio são promovidas como uma solução para a criação da tão desejada "energia limpa". Porém, é sabido que os impactos da mineração de lítio são enormes, incluindo a poluição das águas e dos solos, a degradação da vida e saúde das comunidades locais, e a alteração irreversível da paisagem. A "energia verde" não pode nem deve ser criada a qualquer custo. É urgente repensar as soluções que temos na mesa, mantendo as populações locais e as futuras gerações no centro na conversa. 

AJUDEM-NOS A DIVULGAR ESTE PROJECTO 
O nosso desejo é que esta publicação chegue longe, como sementes ao vento, e que o máximo número de pessoas possa ter acesso a ela, independentemente de terem ou não acesso a um computador ou à internet. Assim, incentivamos que divulguem esta zine não só nas redes sociais, mas também fora delas, imprimindo-a em casa da melhor forma que conseguirem e distribuindo-a nas vossas comunidades. 

Pela nossa terra livre, soberana e sagrada

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Documentário: O Extremo da Extrema-Direita



O Extremo da Extrema-Direita: Com filmagens secretas, realizadas durante um ano aos principais intervenientes da organização, o documentário revela pela primeira vez quem são e as políticas que representam.
Patrik é um jovem sueco que passou um ano a tentar estabelecer amizade com a Extrema-Direita e a entender quem realmente são e o que defendem.
Numa jornada ao interior das trevas, descobrimos como a Extrema-Direita reúne supremacistas brancos da era digital que visam especificamente jovens homens brancos insatisfeitos na esperança de que se tornem soldados na luta contra o liberalismo.
Através da internet, operam de forma semelhante ao ISIS, inspirando e encorajando atos de ódio através das redes sociais, tentando "normalizar" as suas visões extremas. Vamos descobrir a profundidade do seu ódio: a judeus, muçulmanos, afro-americanos, mulheres liberais e praticamente qualquer pessoa que acredita na igualdade. Estão insatisfeitos, com raiva e são perigosos.

Novo estudo alerta para fraca qualidade ecológica e perda de biodiversidade dos rios em todo o mundo



Uma equipa de 29 peritos de todos os continentes, liderada por Maria João Feio, do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), fez o ponto da situação sobre a qualidade ecológica dos rios no mundo e as notícias não são boas.

O estudo, que abrangeu 88 países, revela fraca qualidade ecológica dos rios em todo o mundo e a sua elevada perda de biodiversidade. Cerca de metade dos troços ou rios analisados encontra-se abaixo do nível aceitável na Europa e nos Estados Unidos, um terço na Austrália e um quarto na Coreia do Sul.

Uma das consequências da fraca qualidade ecológica dos rios «é uma perda muito elevada de biodiversidade. Por exemplo, na Nova Zelândia 70% das espécies de peixes de água doce estão em perigo, enquanto no Japão 40% estão ameaçadas. Noutros países a monitorização físico-química mostra um grau de poluição muito elevado que põe em risco a saúde humana», assinala Maria João Feio no artigo científico publicado na revista Water, intitulado “The Biological Assessment and Rehabilitation of the World’s Rivers: An Overview”.

Os cientistas avaliaram também o estado de implementação da biomonitorização dos rios, ou seja, a avaliação dos rios com base nas comunidades aquáticas – por exemplo, peixes, invertebrados bentónicos, algas ou outras plantas –, e as medidas que estão a ser tomadas para os recuperar, tendo concluído que, «na maioria dos países do mundo, a monitorização biológica dos rios de forma regular não está a ser feita. Numa grande parte dos países existe, no máximo, uma análise físico-química da água o que é insuficiente para traduzir a degradação destes sistemas resultantes das ações humanas (tais como a artificialização das margens, corte de vegetação, presença de espécies não nativas e espécies invasoras, açudes e barragens que alteram a circulação da água, sedimentos e espécies ao longo das bacias hidrográficas)», expõe Maria João Feio.

Em relação à implementação de medidas de reabilitação dos rios, o panorama também não é animador. Segundo os autores do estudo, «apesar de existirem bons exemplos, tanto na Europa (principalmente no norte) como nos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, concluímos que a este nível muito pouco tem sido feito a nível global».

«Se recuperados, os rios podem fornecer serviços muito importantes às pessoas, desde o fornecimento de água e alimento, e contribuir para a melhoria da qualidade do ar, do solo, a mitigação de extremos climáticos e ainda proporcionar zonas de lazer essenciais ao bem-estar humano», comenta a investigadora da FCTUC.

No que respeita aos rios portugueses, Maria João Feio diz que seguimos o padrão europeu, «com cerca de metade das massas de água analisadas em bom estado ecológico. E temos situações muito críticas ao nível dos grandes rios que estão muito alterados por barragens. Em todo o país, existem ainda casos de poluição pontual e difusa e também fortes alterações na vegetação ribeirinha, que é essencial tanto para o funcionamento do ecossistema aquático como para melhorar a qualidade do ar e do solo e filtrar as águas de escorrência que vão ter aos rios».

Tendo em vista a melhoria da qualidade dos rios, a equipa internacional de peritos produziu ainda um conjunto de recomendações, destacando-se, por exemplo, «a necessidade de definição de objetivos ecológicos realistas e claros para os planos de reabilitação/restauro; a obrigatoriedade de fazer planos de reabilitação/restauro ecológico com base em dados recolhidos, a priori, em programas de monitorização e fazer o acompanhamento desses planos também com monitorização ecológica».

Os especialistas defendem ainda a necessidade da criação de equipas interdisciplinares na elaboração dos referidos planos – cientistas conhecedores dos ecossistemas, engenheiros e ainda cientistas sociais –, de modo a «permitir envolver todos os tipos de utilizadores da água (população, indústria, decisores) num objetivo comum. É ainda essencial existir financiamento adequado e que a recuperação dos rios seja colocada nas prioridades políticas nacionais e internacionais».

Bacias hidrográficas do mundo quase todas afectadas pela acção humana


As bacias hidrográficas de água doce do planeta já sofreram quase todas a acção humana e mais de metade foram fortemente afectadas, indica um estudo divulgado esta quinta-feira. A investigação, de uma equipa de investigadores de França e da China e publicada na revista Science, avaliou até que ponto a biodiversidade mudou devido à actividade humana nos últimos 200 anos em 2456 bacias hidrográficas do mundo.

Os investigadores usaram um índice para medir as mudanças numa determinada área com base em seis indicadores de biodiversidade, e atribuíram uma pontuação de zero a 12, sendo que quanto mais alta a pontuação maiores os impactos humanos (seis indica já uma alteração substancial da biodiversidade). Os resultados mostram que 53% das bacias hidrográficas do mundo sofreram alterações acentuadas na biodiversidade, particularmente nas regiões temperadas.

As bacias hidrográficas menos afectadas eram na maioria de pequenas dimensões, ocupando apenas 13,4% da superfície total da bacia hidrográfica mundial. Situam-se especialmente na região afro-tropical e na Austrália e suportam 3876 espécies, apenas 21,7% da fauna piscícola mundial.

Os investigadores notam que a conservação da diversidade de peixes de água doce apenas nos rios menos afectados pela actividade humana fica abaixo dos objectivos de protecção de espécies que as organizações ambientais defendem (30%). E dizem que é preciso proteger também as regiões mais afectadas. No estudo salienta-se ainda que embora os rios e os lagos cubram menos de 1% da superfície do planeta suportam uma componente substancial da biodiversidade da Terra, incluindo um quarto dos vertebrados.

Os sistemas de água doce apoiam também o funcionamento e a estabilidade de variados ecossistemas, incluindo os que contribuem para o bem-estar humano. A sobrepesca, a introdução de espécies não nativas, a poluição, as construções nos rios e as alterações climáticas são algumas das acções que afectam directamente a biodiversidade da água doce e ameaçam os sistemas fluviais.

On Social Justice, Leadership and DEI - November 2018


Saber mais:
5 ways to drive social justice in the workplace, starting with leadership

Como é que a biodiversidade nos traz felicidade?

Um novo estudo científico concluiu que a diversidade de aves onde se vive é tão importante para a satisfação com a vida como os rendimentos.

A pesquisa foi feita por cientistas do Centro de Pesquisa Climática e de Biodiversidade Senckenberg, do Centro Alemão para a Pesquisa em Biodiversidade Integrativa (iDiv) e da Universidade de Kiel, na Alemanha, e os resultados foram publicados recentemente na revista Ecological Economics.

A influência positiva da natureza na saúde mental já tem sido documentada através de vários estudos locais. O que a equipa fez foi investigar essa questão numa escala europeia. Para isso, analisaram os dados do Inquérito de qualidade de vida na Europa de 2012 para compararem o sentimento de satisfação pessoal de mais de 26.000 adultos em 26 países europeus, explicam em comunicado.
Chapim-real. Foto: Sylvain Haye/Wiki Commons
Já a variedade de espécies foi analisada a partir de informação sobre as aves, no primeiro Atlas Europeu das Aves Nidificantes, e ainda sobre mamíferos e megafauna, na União Internacional para a Conservação da Natureza, e sobre árvores, numa base de dados sobre as florestas europeias.

No final, a equipa concluiu que a riqueza de aves num local é um factor importante para o bem-estar mental de quem ali vive. “De acordo com os nossos resultados, os europeus mais felizes são aqueles que contactam com inúmeras espécies diferentes de aves na sua vida diária, ou que vivem em paisagens quase naturais que abrigam muitas espécies”, indica o autor principal do artigo, Joel Methorst, investigador no centro Senckenberg e no iDiv.

Os investigadores acreditam que as aves são um bom indicador da diversidade de fauna e flora, uma vez que estão entre os elementos naturais mais visíveis, em especial nos ambientes urbanos. “Além do mais, as suas canções podem ser ouvidas mesmo que as aves não sejam visíveis e muitas são populares e as pessoas gostam de as observar”, acrescentam no comunicado.
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Toutinegra-de-barrete. Foto: Markel Olavo/Creative Commons
Por outro lado, notam que é comum haver muitas espécies diferentes de aves em locais onde as paisagens são mais diversas e quase naturais, com muitos espaços verdes e corpos de água.

A equipa comparou também outras informações sobre os inquiridos e concluiu que “a diversidade aviária é tão importante para a satisfação com a vida como o rendimento”, indica Katrin Böhning-Gaese, directora do centro Senckenberg e também ligada ao iDiv.

Por exemplo, o nível de satisfação cresce ao mesmo nível quando qualquer um destes dois factores aumenta 10%, explicam os cientistas. Assim, ter mais 14 espécies diferentes de aves na vizinhança de onde se mora equivale a um aumento de 124 euros por mês, baseado num rendimento médio mensal de 1.237 euros na Europa.
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Coruja-das-torres. Foto: Edd Deane/Wiki Commons
No entanto, a equipa chama também a atenção para os efeitos negativos na saúde mental que pode ter o “declínio dramático” das populações de aves que está a acontece hoje em muitas paisagens agrícolas da Europa. Assim, isso significa que “o bem-estar humano também vai sofrer com uma natureza mais pobre”, avisa Joel Methorst. “A conservação da natureza não só assegura a base material para a vida, mas também constitui um investimento no bem-estar de nós todos.”
Fonte: Wilder

Dia do Pensamento

Este dia, também conhecido como Dia do Fundador, foi criado com o intuito de promover a reflexão a nível mundial de variadas temáticas e a fraternidade.

Nos diversos países do mundo faz-se uma corrente de pensamentos e realiza-se uma angariação de fundos para ajudar na missão dos mais de 10 milhões de Guias (o "Tostão Mundial") a nível global. Como não bastam pensamentos, este é também um dia de ação, para alcançar a amizade mundial.

Outro objetivo do dia é incentivar mais raparigas e jovens a juntarem-se ao movimento das Guias e Escuteiras.

Origem do Dia do Pensamento

O “Thinking Day” ou “Founder’s Day” remonta a 1926, por altura da quarta conferência mundial das Guias e Escuteiras (Girl Guide/Girl Scout International Conference), em homenagem a Lord Baden-Powell e sua esposa Lady Baden-Powell, fundador e chefe mundial das Guias, respetivamente, nascidos no mesmo dia 22 de fevereiro.

"Um tostão pelos teus pensamentos" foi o mote sugerido na altura para ajudar a implementar o guidismo pelo mundo. Com o passar dos anos, o Dia do Pensamento tornou-se numa iniciativa universal, deixando a esfera única das Guias e Escuteiras. O seu significado mantém-se porém, tanto para escoteiros como para não escoteiros: reflexão, fraternidade, união e harmonia universal, sem fronteiras e impedimentos políticos ou religiosos.

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Baruch De Spinoza




Você sabia que quando Einstein deu uma conferência em várias universidades dos EUA, a pergunta recorrente que os alunos fizeram foi:
- Você acredita em Deus?
E ele sempre respondia:
Eu acredito no Deus de Spinoza.
Quem não leu Spinoza não entendia a resposta.
Baruch De Spinoza foi um filósofo holandês considerado um dos três grandes racionalistas do século da filosofia, junto com o francês Descartes.
Este é o Deus ou a natureza de Spinoza:
Deus teria dito:
“Pare de ficar rezando e batendo no peito! O que quero que faça é que saia pelo mundo e desfrute a vida. Quero que goze, cante, divirta-se e aproveite tudo o que fiz para você.
Pare de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que você mesmo construiu e acredita ser a minha casa! Minha casa são as montanhas, os bosques, os rios, os lagos, as praias, onde vivo e expresso Amor por você.
Pare de me culpar pela sua vida miserável! Eu nunca disse que há algo mau em você, que é um pecador ou que sua sexualidade seja algo ruim. O sexo é um presente que lhe dei e com o qual você pode expressar amor, êxtase, alegria. Assim, não me culpe por tudo o que o fizeram crer.
Pare de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo! Se não pode me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de seus amigos, nos olhos de seu filhinho, não me encontrará em nenhum livro.
Confie em mim e deixe de me dirigir pedidos! Você vai me dizer como fazer o meu trabalho?
Pare de ter medo de mim! Eu não o julgo, nem o critico, nem me irrito, nem o incomodo, nem o castigo. Eu sou puro Amor.
Pare de me pedir perdão! Não há nada a perdoar. Se eu o fiz, eu é que o enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso culpá-lo se responde a algo que eu pus em você? Como posso castigá-lo por ser como é, se eu o fiz?
Crê que eu poderia criar um lugar para queimar todos os meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que Deus faria isso? Esqueça qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei, que são artimanhas para manipulá-lo, para controlá-lo, que só geram culpa em você!
Respeite seu próximo e não faça ao outro o que não queira para você! Preste atenção na sua vida, que seu estado de alerta seja o seu guia!
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é só o que há aqui e agora, e só de que você precisa.
Eu o fiz absolutamente livre. Não há prémios, nem castigos. Não há pecados, nem virtudes. Ninguém leva um placard. Ninguém leva um registo. Você é absolutamente livre para fazer da sua vida um céu ou um inferno.
Não lhe poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso lhe dar um conselho: Viva como se não o houvesse, como se esta fosse sua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não houver nada, você terá usufruído da oportunidade que lhe dei.
E, se houver, tenha certeza de que não vou perguntar se você foi comportado ou não. Vou perguntar se você gostou, se se divertiu, do que mais gostou, o que aprendeu.
Pare de crer em mim! Crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que você acredite em mim, quero que me sinta em você. Quero que me sinta em você quando beija sua amada, quando agasalha sua filhinha, quando acaricia o seu cão, quando toma banho de mar.
Pare de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra você acredita que eu seja? Aborrece-me que me louvem. Cansa-me que me agradeçam. Você se sente grato? Demonstre-o cuidando de você, da sua saúde, das suas relações, do mundo. Sente-se olhado, surpreendido? Expresse sua alegria! Esse é um jeito de me louvar.
Pare de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que o ensinaram sobre mim! A única certeza é que você está aqui, que está vivo e que este mundo está cheio de maravilhas.
Para que precisa de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procure fora. Não me achará. Procure-me dentro de você. É aí que estou, batendo em você"

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Debate: Democracia e os códigos invisíveis: como os algoritmos estão modulando comportamentos e escolhas políticas


Encontro virtual para conversar sobre o livro “Democracia e os códigos invisíveis: como os algoritmos estão modulando comportamentos e escolhas políticas”. Participam Sergio Amadeu da Silva – autor do livro e professor associado da Universidade Federal do ABC; Brenda de Fraga Espíndula – doutoranda em Sociologia (PPGS/UFRGS) e integrante do grupo de pesquisa Associativismo, Contestação e Engajamento; e Sérgio Braga – professor associado nível 2 da Universidade Federal do Paraná.