sexta-feira, 13 de abril de 2018

Marcha "Enterrar de vez o furo"




A ameaça de furos de petróleo paira sobre nós. Adiamentos, prorrogações, avaliações de impacto ambiental, renegociações… É hora de acabar de vez com as ameaças de furo de petróleo em Portugal. A força das populações, movimentos e autarcas, unidos a uma só voz para dizer não, para dizer que um furo de petróleo é uma guerra, será ouvida.

Porque precisamos de deixar de consumir combustíveis fósseis, de parar de investir numa indústria obsoleta que nos empurra a todos para o abismo, dizemos não. Porque precisamos de preservar o nosso litoral e o nosso interior, salvaguardar a sua biodiversidade da poluição catastrófica que significa o petróleo e o gás, dizemos não. Porque respeitamos as populações, actuais e futuras, dizemos não. Porque temos de travar as alterações climáticas e só o faremos se pararmos definitivamente de explorar e queimar hidrocarbonetos, dizemos não! Vamos enterrar de vez este furo, acabar com todos estes contratos e correr de vez para as energias limpas, rumo ao futuro.

Dia 14 de abril marchamos, desde o Largo de Camões até à Assembleia da República. Marchamos, vindos do Norte e do Sul, do Algarve, do Alentejo, de Peniche, do Porto, da Batalha e de Pombal. Marchamos pelo futuro. Vamos enterrar de vez este furo.

Subscritores (em atualização):
Academia Cidadã, Alentejo Litoral pelo Ambiente, ASMAA – Algarve Surf and Maritime Activities Association, Bloco de Esquerda, Climate Reality Project Portugal, Climáximo, Coletivo Clima, Coopérnico, Famalicão em Transição, Futuro Limpo, GAIA – Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, Linha Vermelha, Livre, Movimento Alternativa Socialista, Movimento Ibérico Antinuclear, Núcleo Académico para a Protecção Ambiental do ISCSP, Núcleo do Ambiente da FLUL, Peniche Livre de Petróleo, PAN – Pessoas Animais, Natureza, Partido Ecologista “Os Verdes”, Plataforma Algarve Livre de Petróleo, Preservar Aljezur, Stop Petróleo Vila do Bispo, Sciaena, SOS – Salvem o Surf, Tamera, Tavira em Transição, TROCA – Plataforma por um Comércio Internacional Justo, Um Ativismo por dia, Zero.
As organizações que gostariam de subscrever a convocatória, podem enviar email a enterrardevezofuro@ salvaroclima.pt 

Musica do BioTerra - Klangstabil - Shadowboy (The awakening)

Quite impressive video. Very underground and what a bunch of sweet people.


I create, you destroy, you wake up the shadowboy

I come out in your night sleep
Like the silence in the street
I withdraw, if you come back
Hoody on and fade to black

You strike the bell and bring to heel
The offspring of a lousy deal
Forced into line in every sense
You cage the bird in ignorance

I create, you destroy, you made me the shadowboy

You took the ground, you cut my view
Brought up walls i can't break through
They swallow my identity
Your walls became a part of me

Your barking voice, your caustic smell
Made me a creature in a shell
I've locked myself up like a fist
What survives deserves to live

I create, you destroy, you complete the shadowboy

I found shelter at the darkened corners
Learned from survivors like rodents and crawlers
I became familiar with marten and fox
Allied in the shadows between all the blocks

They warned me to run before i die out
Follow the dead rails and don't turn around
Follow them till the dead-end
And dive into the woods on the left hand

You can trace but you can't destroy the footprint of a shadowboy

I create, i create, i create, i create, i create
You destroy, you made me the shadowboy

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Alterações climáticas podem tornar Portugal mais seco, sem praias e sem turismo, alerta Rajendra Pachauri


Nobel da Paz Rajendra Pachauri alertou, nesta segunda-feira, para as alterações climáticas que afectarão as praias, a agricultura, a pesca e até o vinho.

Portugal pode mudar drasticamente em meio século, com as alterações climáticas a tornarem o país mais desértico, a afectarem as praias, a agricultura, a pesca e até o vinho, alertou nesta segunda-feira o Nobel da Paz Rajendra Pachauri.

Pachauri, que foi Nobel da Paz em 2007, foi nesta segunda-feira um dos oradores numa conferência sobre alterações climáticas no âmbito do ciclo Conferências do Estoril.

O responsável foi presidente do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, e é o fundador e mentor do movimento Protect Our Planet (POP).

Nesta segunda-feira, perante uma sala cheia de jovens na Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, falou do projecto POP e começou por salientar que a melhor forma de lidar com as alterações climáticas é envolver os jovens, exortando-os depois a consumir menos e comer melhor (“Comam menos carne, serão mais saudáveis e é bom para o planeta”) e a plantarem árvores, para que a Península Ibérica não tenha no futuro o clima que hoje tem o Norte de África.

O especialista lembrou aos presentes que as temperaturas e o nível do mar (com tsunamis mais devastadores) têm vindo a subir desde meados do século passado, à medida que as emissões de gases com efeito de estufa também aumentaram, e salientou que situações climáticas extremas observadas desde 1950 estão relacionadas “com a interferência humana”.

“O Árctico deixará de ter gelo”
E depois, acrescentou, se nada for feito em relação a essas emissões, no futuro os fenómenos extremos serão mais frequentes e intensos e, por exemplo, o Árctico deixará de ter gelo. “Já imaginaram isso? Vai ser no vosso tempo”, disse.

E o Sul da Europa, onde Portugal se inclui, vai ver o avanço do mar, mudanças no turismo e na agricultura, o mar terá peixes diferentes dos que se costumam consumir agora, a vinha vai mudar e haverá mais mortes e doenças.

“O que é que estamos a fazer ao nosso planeta? Não temos outro sítio para onde ir”, disse Rajendra Pachauri, que se afirmou, ainda assim, um optimista e que salientou três acções que terão de ser tidas em conta desde já para mitigar os efeitos das alterações climáticas: o uso mais eficiente da energia, usar energias limpas e reduzir a desflorestação.

As alterações climáticas são reais, estão a afectar-nos, são más, são comprovadas cientificamente e ainda há esperança, disse, centrando o seu optimismo no combate às alterações que está a ser feito um pouco por toda a parte.

“Gostaria que o meu país, a Índia, fizesse mais”, disse, concluindo que sem mudanças para reduzir as emissões de gases, a vida no planeta vai tornar-se “muito mais difícil”.

Na mesma linha, o secretário de Estado adjunto e do Ambiente, José Mendes, lembrou que Portugal está a sentir os efeitos das alterações climáticas, como as altas temperaturas, os grandes incêndios ou a erosão costeira, mas salientou que “ninguém no planeta” deixa de ser afectado.

“O tempo de agir é agora”
“Este é o momento para a acção. Já temos o diagnóstico, o tempo de agir é agora. E a acção é a adaptação (às alterações) e a mitigação”, disse, salientando a necessidade de se viajar de forma mais sustentável e de se aumentar a eficiência energética dos veículos. E depois, concluiu, é preciso proteger o planeta, mas proteger também as pessoas mais vulneráveis.

Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais, que encerrou a conferência, alertou para o facto de as alterações climáticas não serem algo que vai apenas afectar as pessoas do futuro. “Já são os meus netos que serão prejudicados, se não fizermos nada, não é ninguém desconhecido”, disse.

Rajendra Pachauri já tinha também chamado a atenção para a proximidade temporal dos efeitos maiores das alterações. E sempre focado nos jovens deixou um último recado: “Os jovens têm se ser parte da solução, não do problema.”

quarta-feira, 11 de abril de 2018

SOS Florestas

@roberta_clubedabiologia
Conservar as florestas não é apenas conservar espécies, o que já é fundamental por si só, mas é também manter as relações ecológicas, a integração com os fatores abióticos e serviços ecossistémicos como remoção de dióxido de carbono da atmosfera, fornecimento de água, purificação do ar, produção de frutos e fármacos, dentre outros. Para garantirmos a sobrevivência das novas gerações é fundamental a manutenção das florestas. Pense nisso e aja sobre isso!

Pintura: Zhou Yansheng 周彦生 (b.1942)


segunda-feira, 9 de abril de 2018

Exposição ao glifosato na gestação e período gestacional encurtado


Um novo estudo sobre a presença de glifosato em mulheres grávidas de Indiana Central confirma que este herbicida amplamente utilizado foi detectado no organismo das grávidas. Os resultados também sugerem que a exposição pré-natal ao glifosato pode estar ligada a parto pré-termo.
Durante este trabalho de investigação foram colhidas amostras de urina das 71 mulheres grávidas, bem como: amostras de alimentos e água consumidos por estas mulheres. Os níveis de glifosato na urina foi então correlacionado com os indicadores de crescimento fetal e duração da gravidez.
O estudo revelou que, em geral, a exposição ao glifosato durante a gravidez foi associada a gestações mais curtas, que por sua vez, foram correlacionados com consequências adversas para a saúde destas crianças ao longo da vida.

Artigo científico da Environmental Health aqui
E também publicado na Pesticide Action Network

Apelo para uma Aliança pela Floresta Autóctone



Lançado ciclo de debates públicos em torno da Floresta Autóctone


São já mais de 1000 os cidadãos que subscreveram um Apelo, lançado no final de setembro de 2017, no qual se exprime a recusa firme da passividade perante o estado em que se encontra o nosso território e o seu coberto vegetal.

Inconformado com as medidas adotadas para fazer frente aos contínuos ciclos de incêndios, um grupo de quatro pessoas tomou a iniciativa de apelar aos seus concidadãos no sentido de assumirem em conjunto uma posição interventiva nesse domínio. Embora a ideia já viesse de trás, e tivesse tido uma primeira formulação em outubro de 2016, a tragédia de Pedrógão Grande em junho de 2017 fez ecoar com maior urgência um sentido de responsabilidade social, moral e ambiental no seio desta iniciativa, que tomou a forma de Apelo para uma Aliança pela Floresta Autóctone.


Os promotores dessa Aliança deram início no Porto, no passado sábado 17 de março, a um ciclo de debates públicos em que diferentes palestrantes, sucessivamente e em diferentes lugares do País, apresentarão a sua visão para o renascimento da Floresta Autóctone em Portugal e a debaterão em seguida com os cidadãos presentes. No primeiro debate foi interveniente inicial Jorge Paiva, professor e investigador da Universidade de Coimbra, botânico, ecólogo e ecologista de reputação nacional e internacional. O segundo deverá decorrer em Aveiro em maio, sábado, sendo interveniente inicial Helena Freitas, Professora e Investigadora da Universidade de Coimbra, que coordena a Unidade de Investigação e Desenvolvimento «Centre for Functional Ecology – Science for People and the Planet» [Centro de Ecologia Funcional] e a Cátedra Unesco em Biodiversidade e Conservação para o Desenvolvimento Sustentável, tendo sido presidente da Sociedade Portuguesa de Ecologia e da Liga para a Proteção da Natureza e, mais recentemente, coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior. Outros intervenientes e outros locais serão anunciados a seu tempo.

O apelo, que tem em vista provocar uma mudança de mentalidade na forma como a Floresta é gerida em Portugal, continua a recolher assinaturas em https://florestautoctone.webnode.pt/ 
Dirige-se aos cidadãos e às entidades que partilhem a vontade de se comprometerem numa profunda mudança do atual paradigma florestal em Portugal.

Primado da Floresta Autóctone

No texto lê-se que os quatro subscritores iniciais do Apelo defendem valores que assentam no primado da Floresta Autóctone e apelam à necessidade de se reabilitarem estruturas humanas e materiais como os Guardas e Viveiros Florestais. Questionam ainda o atual modelo das extensas monoculturas de eucalipto e pinheiro-bravo em território nacional. É com base nestas premissas que os subscritores do Apelo incentivam a que se constituam, nomeadamente a nível concelhio, círculos de entreajuda e de intervenção para salvaguarda do património natural com vista a uma efetiva prevenção contra os incêndios.

Os subscritores esperam que esta iniciativa favoreça uma tomada de consciência capaz de conduzir a uma maior observância da legislação de proteção em vigor e que as instituições públicas assumam o compromisso de agir diligentemente de forma a impedir que a ocorrência de incêndios e o plantio de monoculturas continuem a predominar.

Os autores do apelo acreditam que o restauro da floresta depende de um futuro liberto do flagelo sistemático dos incêndios sendo para isso necessária a recuperação da floresta autóctone em Portugal.



Para mais informações: Email: florestautoctone@gmail.com | 918527653
Fonte: email da Campo Aberto, 17/3/2018 (adaptado)

domingo, 8 de abril de 2018

Peixes incubadores bucais



Entre os peixe-cabeça-amarela (Opistognathus aurifrons) o macho é um incubador bucal. Ou seja, após o acasalamento com a fêmea, ele recolhe os ovos e os carrega com a boca, protegendo-os até que os filhotes estejam desenvolvidos. Durante esse período, o macho não come e fica subnutrido, voltando a se alimentar após a eclosão dos ovos.
Foto de Steve Kovacs

Também vemos este exemplo nos Melanochromis auratus (vulgo Auratus) que é um ciclídeo africano. Porém, é a fêmea que faz esse afago aos futuros alevins.

sábado, 7 de abril de 2018

Arte e Ciência (biológica) neste caso


Estas "colónias" são bordados maravilhosos produzidos pela artista Elin Thomas. Estes não são fungos. Na verdade são bordados!!! A artista mimetiza as colónias na sua obra. Tem mais trabalhos, nomeadamente com corais.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Palhinhas de plástico- Um activismo por dia


Não é só uma palhinha... São milhões!
Feitas de petróleo, libertam gases de efeito de estufa na sua produção (Metano, CO2..), Mil milhões usadas por ano só em Portugal, Não são recicladas, Vão parar a aterros ou ao mar, demoram centenas de anos a degradar.

💡 Curiosidade: A Straw Patrol, numa das suas ações de limpeza de praia apanhou 450 palhinhas, em 1h!

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Encontros Improváveis- Gerald D. Waxman e Van Gogh

Vincent van Gogh, Starry Night Over the Rhône, 1888

PT
A verdade espectacular é - e isso é algo que o seu DNA sempre soube - os próprios átomos do seu corpo - o ferro, cálcio, fósforo, carbono, azoto, oxigénio e assim por diante - foram inicialmente forjados em estrelas mortas . É por isso que, quando está do lado de fora, sob um céu rural sem lua, você se sente um pouco inefável puxando suas entranhas. Nós somos coisas de estrela. Continue olhando para cima. ~ Gerald D. Waxman in Astronomical Tidbits

EN
The spectacular truth is — and this is something that your DNA has known all along— the very atoms of your body — the iron, calcium, phosphorus, carbon, nitrogen, oxygen, and on and on — were initially forged in long-dead stars. This is why, when you stand outside under a moonless, country sky, you feel some ineffable tugging at your innards. We are star stuff. Keep looking up. ~Gerald D. Waxman in Astronomical Tidbits

Música do BioTerra: Lowlife - Eternity Road


I could be frequently picked and was i ever
I could say beautiful things yet i was not so clever
I doubt if i had ever been
A young thing with a sad face
I had my own natural wit
The sad thing was that i meant it

I took this more or less
As my personal load
My very own to struggle with
Down eternity road
As far as i know i was the first and i was somehow the only
As far as i know i won't be the last
It's better to be lonely



quarta-feira, 4 de abril de 2018

Documentário "Life in Syntropy" - Agricultura Regenerativa, Agricultura Sintrópica (assista o video- legends in English)



PT
"Vida em Sintropia" é o novo curta do Agenda Gotsch. Uma edição feita especialmente para ser apresentada em eventos na COP21 em Paris, com um compilado de experiências expressivas em Agricultura Sintrópica. Imagens e entrevistas inéditas.

EN
"Life in Syntropy" is the new short film from Agenda Gotsch made specially to be presented at COP21 - Paris. This film put together some of the most remarkable experiences in Syntropic Agriculture, with brand new images and interviews. 

Saber mais:
Canal Vimeo: Life in Syntropy
Canal Youtube: Agenda Gotsch

segunda-feira, 2 de abril de 2018

160.000 beatas recolhidas em praias de Almada (com video)

Consegues imaginar um cordão de 1.200 metros composto por 160 mil beatas, exposto ao longo da marginal do Seixal?





O vídeo arrepiante captado por Nativa Project, mostra as mais de 160 mil beatas recolhidas em várias ações de limpeza pela Associação 10 Milhões na Berma da Estrada, na zona ribeirinha do Seixal, Fonte da Telha, Costa de Caparica e ao longo de "10 Milhões de Passadas em Prol da Floresta".

"P'ró Chão Não! Ela chega ao mar, ao prato, ao copo" é uma iniciativa que quer alertar para o gesto automático de se atirar uma ponta de cigarro para o chão ao invés de se olhar para ela como lixo, que deve ser colocado no lugar adequado.
Uma única beata polui 500 litros de água... os lençóis freáticos... os oceano... a fauna e flora marítimas... a cadeia alimentar...

Esta associação tem a intenção de criar o maior cordão de pontas de cigarro do Mundo e candidatarem-se ao Guiness World Records em 2018. Será feito um cordão de pontas de cigarro de 5km à volta da baía do Seixal e um cordão humano, formado por pessoas que querem fazer a diferença.


Neste momento o cordão existente que esteve em exposição contém mais de 160 mil beatas e mais de 1,2 km de comprimento (já elegível para um recorde Mundial).
Fiquem atentos às próximas iniciativas da Associação 10 Milhões na Berma da Estrada!

Obrigado pelo vosso excelente trabalho em prol da preservação do meio ambiente.

Para acompanhar e confirmar live, os dados sobre o estado do mar, pode usufruir da nossa rede de livecams e reports preparada para essa finalidade.

domingo, 1 de abril de 2018

Uma Voz na Pedra, por António Ramos Rosa


"Não sei
se respondo ou se pergunto.
Sou uma voz que nasceu na penumbra do vazio.

Estou um pouco ébria e estou crescendo numa pedra.
Não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho.
De súbito ergo-me como uma torre de sombra fulgurante.
A minha ebriedade é a da sede e a da chama.
Com esta pequena centelha quero incendiar o silêncio.
O que eu amo não sei. Amo em total abandono.
Sinto a minha boca dentro das árvores e de uma oculta nascente.
Indecisa e ardente, algo ainda não é flor em mim.
Não estou perdida, estou entre o vento e o olvido.
Quero conhecer a minha nudez e ser o azul da presença.
Não sou a destruição cega nem a esperança impossível.
Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra."

António Ramos Rosa in Gravitações(1984) -