Vivemos a era do citizen washing: auscultam-se os cidadãos por conveniência, criam-se campanhas de fachada social, mas na hora de decidir, a urgência dá lugar ao espetáculo e ao empurrar de barriga.
Passeando um pouco. Mergulhar na floresta, mesmo urbana, ajuda a equilibrar o balanço de uma semana que passou, bem dura, distópica e agora uma nova semana, imprevisível, como sempre. O balanço de 2026 está quase a chegar. Pessoalmente teve dias bons e meses de indignação e uma sensação de vazio cívico.
Da televisão às redes socias falta o discurso neutro, imparcial e de lucidez cívica. Premeia-se o "exótico" e não as questões estruturais, que adiamos incessantemente, empurrando a barriga para as próximas gerações?
O conceito de "citizen washing" (ou civic washing) encaixa no tom da minha reflexão: refere-se ao uso performativo da participação cidadã ou da responsabilidade social-cívica por parte de instituições, empresas ou agentes políticos. Cria-se uma ilusão de compromisso com a comunidade e com as gerações futuras, enquanto na prática as decisões estruturais continuam a ser adiadas ou ignoradas.
E o mais incrível e triste, é que é um fenómeno global [estudo]
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