sexta-feira, 28 de outubro de 2022
How Cutting Clothing Waste Can Make Money - World Wide Waste
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quinta-feira, 27 de outubro de 2022
Petição Internacional - Tell World Leaders: Keep your promises and Stop Funding Fossils
A poucos dias até à COP27, esta edição do WEO 2022 exerce pressão adicional sobre os países signatários da Declaração de Glasgow, incluindo Portugal, que prometeram acabar com o financiamento público internacional para combustíveis fósseis até ao final do ano: Assina e Partilha
O Relatório da Edição World Economic Outlook 2022 lançado hoje pela IEA essencialmente destrói o mito de que o gás fóssil é um combustível de transição, deixando claro que os combustíveis fósseis NÃO são a solução para as atuais crises climática, energética e de acessibilidade económica.
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Invasão da Ucrânia pode ter acelerado a transição energética do planeta
No relatório anual de 2022 hoje divulgado, a Agência Internacional de Energia (AIE) esclarece que em consequência da invasão da Ucrânia pela Rússia, as emissões mundiais de gases do efeito estufa vinculadas à energia devem alcançar o pico já em 2025, após o aumento dos investimentos em energias renováveis provocado pela "profunda reorientação" dos mercados energéticos.
A oito dias do início da Conferência Mundial sobre o Clima COP27 no Egito, a agência, no entanto, adverte para "divisões" entre países ricos e pobres em termos de investimentos nas energias com baixa emissão de carbono e pede "maior esforço internacional para reduzir a preocupante diferença".
"As respostas dos governos de todo o mundo a esta crise de energia indicam um ponto de virada histórico", afirmou o diretor da AIE, Fatih Birol, numa entrevista coletiva na qual examinou o relatório anual da agência de 2022.
"Esta crise acelerou efetivamente a transição para a energia verde", acrescentou.
"Os mercados de energia e as políticas públicas mudaram desde a invasão russa da Ucrânia, não apenas para o presente, e sim para as próximas décadas", afirmou Birol no relatório.
Embora existam países que buscam aumentar ou diversificar o abastecimento de petróleo e gás - combustíveis fósseis que emitem muito CO2 -, muitos estudam acelerar mudanças estruturais na direção de energias limpas, aponta a agência, vinculada à Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE).
O mundo aproxima -se do "fim da idade do ouro do gás" que já dura uma década, afirmou Birol. "A procura (de gás), especificamente nas economias desenvolvidas, está a diminuir".
"Ruptura" com a Rússia
A "ruptura" da Europa com o gás russo aconteceu numa velocidade que "poucas pessoas consideravam possível" mesmo no ano passado, afirma a agência.
E a Rússia "não consegue" redirecionar para outros países os estoques de gás que antes eram enviados aos países do oeste da Europa.
Em nenhum dos três cenários examinados pela AIE os níveis de exportação de gás e petróleo russo retornam aos níveis de 2021. Numa das hipóteses, o peso no mercado mundial cai pela metade até 2030.
Destruição do mito mito de que o gás fóssil é um combustível de transição
Pela primeira vez, os três cenários da AIE identificam um pico ou plateau no consumo de cada um dos combustíveis fósseis (carvão, gás, petróleo) que provocam o aquecimento global.
No cenário central, que se baseia em compromissos governamentais já anunciados para investimentos climáticos ("Inflation Reduction Act" nos EUA, "Fit for 55" e "RePowerEu" na Europa, "Green Transformation" no Japão...), as emissões globais de dióxido de carbono (CO2) relacionadas com a energia atingiriam um pico de 37.000 milhões de toneladas em 2025, caindo depois para 32.000 milhões de toneladas em 2050.
Mas, apesar destes esforços, as temperaturas médias subiriam cerca de 2,5 graus até 2100, o que está "longe de ser suficiente para evitar consequências climáticas severas".
A agência destaca mais uma vez a necessidade de grandes investimentos em energias limpas ou com baixa emissão de carbono, como a nuclear, e a aceleração em alguns setores, como o das baterias elétricas (para automóveis) ou a energia fotovoltaica.
No cenário central, estes investimentos teriam de exceder 2.000 mil milhões de dólares até 2030, e teriam de subir para 4.000 mil milhões de dólares para satisfazer as condições do cenário com emissões líquidas zero em 2050.
"São necessários grandes esforços internacionais para colmatar o fosso preocupante no investimento em energia limpa entre economias avançadas e emergentes e em desenvolvimento", disse a AIE.
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Putin's position would not give him 'immunity' from war crime prosecution, says ICC chief prosecutor
Vladimir Putin is not immune from war crimes prosecution if the evidence points towards him, according to the International Criminal Court's (ICC) chief prosecutor.
Karim A. A. Khan KC, who is currently investigating offences on the ground in Ukraine, told Euronews that the Russian president's position would not allow him to escape with impunity.
"Neither is superior orders a defence, nor is the official position of an individual as a general or as a president or as a prime minister grounds for immunity," the prosecutor said.
"There's no immunity for international crimes, and one of the Nuremberg principles, as you'll know, is that there's no statute of limitations for war crimes or crimes against humanity."
Russia is accused of committing war crimes throughout Ukraine, with rape, murder and torture all being used against the civilian population.
It comes as missile strikes launched on Monday by Moscow killed at least 19 people and wounded 105 in Ukraine.
Khan said these kind of attacks are unacceptable if found to be true.
"One thing is clear: you cannot deliberately, intentionally target civilian objects, schools and hospitals, places of residence of civilians unless they're being used to gain a distinct military advantage," he said on Wednesday.
"Even then, there is rule of proportionality. And this is something, you know, applicable.
"Of course, you can extrapolate from that in terms of a variety of different targets, whether they're bridges or energy locations. But spreading terror is not allowed. And then one is to look at things as part of an overall pattern, as opposed to just a one off instances."
The ICC prosecutor also said international law is more relevant than ever, given the current tensions between Russia and the West.
"We're in a very critical moment, the minute leaders talk about using violence, using bombs, using the bullet. It's a matter to pause and think, where are we going? But the minute we talk about tactical nuclear weapons, it's not just the twilight zone. It's the eve of a nightmare. And we need to take it extremely seriously," Khan said.
"I think the law has a role to play. It won't solve all the world's problems, but we need to make sure that it is seen to be relevant in these most critical moments that your viewers are living through, that we're all living through it. This is not a Hollywood movie. This is not something that is some drama. This is something that is up close and personal to too many."
Khan and his joint investigative team are currently looking into war crimes in Ukraine with six EU countries under the umbrella of Eurojust, the bloc's judicial co-operation agency.
Captured and wounded Wagner convict who served a term for aggravated murder (which he obviously denies). Says out of his group of 50 people, 12 remain alive so far.
Sobre a gentrificação
Eu sei quanto custa a gentrificação. Não é exclusivo do nosso País: Canadá, Reino-Unido, França, EUA, Espanha, por aí fora. E também não é relativamente novo. A expressão foi tratada pela primeira vez por Karl Marx no século XIX. Quem diria, hein? Causa-nos incómodo, perplexidade e momentos de baixar os braços. Aqui no Norte, temos assistido a uma invasão de orientais: nepaleses, paquistaneses, indianos...Há dias saíram de um prédio no Porto, uns dez. Viviam sei lá como? Mas depois há um lado positivo. Asseguro-vos que muitos turistas e estrangeiros quando ouvem cantar ESTA canção ficam siderados e perguntam o que a letra quer dizer. Independentemente da cor politica e nacionalidade. É sempre belo e bonita a diversidade nas nossas cidades e aldeias e o cosmopolitismo e sentido de inclusão. Bem-vindos (as).
Álbum "Flor de la Mar" (LP 1983)
Perguntei ao vento
Onde foi encontrar
Mago sopro encanto
Nau da vela em cruz
Foi nas ondas do mar
Do mundo inteiro
Terras da perdição
Parco império mil almas
Por pau da canela e mazagão.
Onde foi encontrar
Mago sopro encanto
Nau da vela em cruz
Foi nas ondas do mar
Do mundo inteiro
Terras da perdição
Parco império mil almas
Por pau da canela e mazagão.
Pata de negreiro
Tira e foge à morte
Que a sorte é de quem
A terra amou
E no peito guardou
Cheiro da mata eterna
Laranja, Luanda sempre em flor.
Tira e foge à morte
Que a sorte é de quem
A terra amou
E no peito guardou
Cheiro da mata eterna
Laranja, Luanda sempre em flor.
Pata de negreiro
Tira e foge à morte
Que a sorte é de quem
A terra amou
E no peito guardou
Cheiro à mata eterna
Laranja, Luanda sempre em flor.
Tira e foge à morte
Que a sorte é de quem
A terra amou
E no peito guardou
Cheiro à mata eterna
Laranja, Luanda sempre em flor.
Perguntei ao vento
Onde foi encontrar
Mago sopro encanto
Nau da vela em cruz
Foi nas ondas do mar
Do mundo inteiro
Terras da perdição
Parco império mil almas
Por pau da canela e mazagão.
Onde foi encontrar
Mago sopro encanto
Nau da vela em cruz
Foi nas ondas do mar
Do mundo inteiro
Terras da perdição
Parco império mil almas
Por pau da canela e mazagão.
Pata de negreiro
Tira e foge à morte
Que a sorte é de quem
A terra amou
E no peito guardou
Cheiro da mata eterna
Laranja, Luanda sempre em flor.
Tira e foge à morte
Que a sorte é de quem
A terra amou
E no peito guardou
Cheiro da mata eterna
Laranja, Luanda sempre em flor.
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Machines 2016 - Máquinas: A Indústria Têxtil na Índia
Em 2016, este documentário de Rahul Jain inaugurou a Copenhagen Fashion Summit, evento no qual se reuniram executivos de marcas de vestuário líderes, instituições de solidariedade social e políticos para discutir a moda ética e sustentável.

No filme, o realizador Rahul Jain apresenta um retrato íntimo do ritmo de vida e de trabalho de uma gigantesca fábrica têxtil em Gujarat, Índia. Movendo-se pelos corredores e entranhas da estrutura, a câmara imerge o espectador num espaço de exploração laboral e de trabalho infantil, provocando uma reflexão sobre as condições de trabalho da cadeia de aprovisionamento global.
Desde a década de 1960, a região de Sachin, no oeste da Índia, sofreu uma industrialização sem precedentes e sem regulamentação, exemplificada nas suas inúmeras fábricas têxteis. “Machines” retrata uma dessas fábricas, mas representa os milhares de trabalhadores que trabalham na Indústria têxtil e vestuária indiana (ITV).
Saúde debilitada
Com linguagem visual forte, imagens marcantes e entrevistas cuidadosamente selecionadas dos próprios trabalhadores, Jain conta uma história de desigualdade e opressão, de seres humanos e máquinas. A fábrica emprega 1.500 trabalhadores e alguns são vistos dormindo em pilhas de tecidos.
«Os trabalhadores eram pobres, estavam doentes e tossiam muito, vários tinham problemas de audição», recorda Jain, estudante no Instituto de Artes da Califórnia, em declarações à agência Reuters.
O ruído das máquinas ao qual aqueles trabalhadores são expostos serve como banda sonora do filme.
«Os trabalhadores usavam fones com música alta para bloquearem o som (das máquinas), mas isso causa-lhes ainda mais danos. Os seus pulmões estão danificados porque respiram poeira de sílica e também partículas de carbono», destaca Jain.
O realizador de 25 anos, que cresceu em Deli, passou quase seis meses (espalhados por três anos) filmando dentro da fábrica, junto de trabalhadores que ganham menos de 3 dólares (aproximadamente 2,68 euros) por turnos de 12 ou mais horas. O filme termina inclusivamente com os trabalhadores pedindo a Jain para ajudar na sua luta por turnos de oito horas.
Rahul Jain ressalvou ainda que “Machines” não tenha sido filmado com um propósito ativista, espera que o governo tome medidas para ajudar os trabalhadores da indústria têxtil e de vestuário do país.
O filme ganhou o prémio do júri para melhor fotografia no Festival de Cinema de Sundance em 2017. “Machines” já estreou na Grã-Bretanha e estreará na Índia no final do corrente ano. Jain adianta que as projeções estão sendo planeadas para as cidades industriais com maior densidade populacional do país. «Espero que, no fundo, [o filme] seja usado para mostrar ao governo o que ele não quer ver», conclui.
Entrevista a Rahul Jain no DocumentaMadrid, 2017
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A Future with AI: Voices of Global Youth Report Launched
Artificial Intelligence (AI) is developing at an exceedingly rapid pace, and it is important that we adopt AI intentionally. Young people today will likely live in a future world in which AI will be pervasive. They deserve a say in what this future will look like.
A Future with AI: Voices of Global Youth report is based on a study conducted between January-March 2022 that included a questionnaire asking youth (10-24) from around the world to share their thoughts on the future of artificial intelligence, as well as an “Imagination Challenge” in which participants submitted a free-form essay about the future of AI.
Two hundred fifty-four youth from 36 countries completed the survey. Forty-seven of the respondents also contributed essays on the future of AI.
Among the report's key findings:
- the perception of AI and robots among youth is positive (93.2 percent), with slightly more than two-thirds (68 percent) stating they trust AI.
- about 80 percent said they interact with AI multiple times a day
- a majority (76.3 percent) thinks that the risks of AI technology are serious, but they can be controlled
- top concerns mentioned included “unemployment as a result of AI” (75 percent) and “military uses of AI” (74.3 percent)
- ninety-three percent expressed interest in “discussing AI use and regulation”, while 86 percent “want to collaborate with AI” in the future
The report’s authors conclude that: “To create a future with AI where human wellbeing and happiness take center stage, we must collaborate internationally with young people because they will be the main users of AI in 2050”.
To that end, a virtual conference (invite only) with youth and representatives from industry, academia, governments and the UN will be held in November to discuss how to turn recommendations from youth into action.
This project was a collaboration between the United Nations and Waseda University, with support from Open Social.
quarta-feira, 26 de outubro de 2022
Música do BioTerra: Ladytron - City of Angels
Biografia
Revered synth quartet Ladytron recently premiered the lead single “City Of Angels” from their upcoming Time’s Arrow LP, earning praise from Flood for its “rich, industrial textures and utopian, shoegaze melodies”, Brooklyn Vegan on its “motorik rhythms” and Spin for its “icy synth-powered sound”. Today, they unveil the track’s haunting video thriller, directed by Manuel Nogueira, just in time for Halloween.
As the band have often said: “Where we are from it is always Halloween.” While the song inverts sensuous imagery into a vision of future collapse of cultural memory, the visual infuses these themes into a beautifully chilling setting. It’s a choreographed musical thriller inspired by cult favorites Roeg and Argento, shot in the brutalist mansion of architect Paulo Mendes da Rocha. The band haunts the set that surrounds lead actress Bianca Comparato, the star of the Netflix science fiction drama 3%, who brings her supernatural acting skills to the forefront as she plays a photographer entranced and drawn in by a mysterious force – the next A24 horror hit waiting to happen! “ Bianca comments, I’m such a fan of Ladytron – I was lucky enough to be in the music video…the whole experience was a dream come true”.
This is not the first time Ladytron has released a video around Halloween. Reminiscent of J.G. Ballard and video artist Chris Cunningham, 2019’s “Deadzone,” directed by regular collaborator Bryan M. Ferguson, depicts two survivors of a car crash interlocked in a morbid post-modern dance. The scene opens on two vehicles that have collided head on. Wired Mag said “Really working the Ballardian in this one.” Additionally the concept for 2008’s “Ghosts” was inspired by Stephen King’s Christine, while “Mirage” was heavily influenced by 1970s occult thrillers like the Wicker Man.
“City of Angels” is the first single from Ladytron’s upcoming album, Time’s Arrow, returning to their themes/motifs of beauty, disposability and fragility of the culture that surrounds us, and the exhilaration of freeing yourself from those structures. Listeners can expect crystalline melodies enveloped in icy textures and rippling arpeggios, shoegaze, disco, and industrial sounds that combine in their signature electro pop style.
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Vamos falar sobre o Vox
Quem diria que Vox se tornaria a terceira força política na Espanha e que partidos abertamente fascistas, conseguiriam formar um governo na Itália?
Lembro-me que antes da pandemia vários jornalistas se perguntavam se falavam ou não sobre Vox, se convidar ou não seus líderes para programas de rádio ou televisão e tratá-los como qualquer outro partido político. Foi um debate interessante, porque contrastava o direito à informação e à liberdade de opinião, por um lado, e por outro significava dar uma plataforma a mentiras e discursos de ódio que geram tantos danos na sociedade. Naquela época já era evidente que a Vox era muito burburinho sobre nada, sem uma visão sólida do país ou das propostas de políticas públicas.
Naquela época, Abascal gostava de montar cavalos com a camisa desabotoada e, assim que lhe foi oferecido o microfone, ele gritou contra tudo e todos, mas não conseguiu articular uma resposta consistente a perguntas simples sobre aspectos da gestão de um país. Num evento televisivo, em resposta a perguntas razoáveis da plateia, ele respondeu: “Eu não refleti” sobre isso, é “algo em que não pensei” e outras respostas semelhantes. Tanto que seus concorrentes mais próximos, o Partido Popular, aproveitaram esse material audiovisual em uma campanha eleitoral para ridicularizá-lo.
Quem diria que Vox se tornaria a terceira força política na Espanha e que os partidos relacionados, abertamente fascistas, conseguiriam formar um governo na Itália, liderado por uma mulher cujo slogan de campanha era Deus, Pátria e Família, e que pensa que Mussolini era um patriota. A Itália deve ser o alarme para toda a Europa. Agora, no país vizinho, Meloni aparece com essa aparente bondade que esses partidos usam para apaziguar o povo até que eles decidam extrair seu verdadeiro eu supremacista e negacionista na frente de todos aqueles que não são seus. E o Brasil corre o risco, se Lula não o impedir, de deixar a porta aberta para mais extremismo e insegurança.
Num artigo interessante, o historiador Ernesto Galli della Loggia afirma que durante anos a esquerda abusou da bandeira antifascista acusando “qualquer rival mais à direita de ser fascista”, razão pela qual a mesma coisa aconteceu como na “fábula de Pedro e do Lobo”. Ele acrescenta que a ameaça fascista tem sido maior fora da Itália do que no próprio país.
Foi mesmo assim? Eu não minimizaria os primeiros avisos contra o fascismo. No meu último livro, Os Disfarces do Fascismo, eu argumento claramente que esses movimentos, que de alguma forma foram normalizados e gentilmente chamados de extrema direita, são partidos abertamente fascistas, e que eles representam um perigo real de que devemos lutar com todas as armas da lei e da democracia.
Minimizando o fascismo
“Somente a partir de uma posição de privilégio pode o fascismo que cerca Meloni e seu partido ser minimizado, considerado irrelevante. Só aqueles que nunca perceberam de perto o perigo representado na prática pela normalização dessa ideologia criminosa podem subestimá-la”, disse Alba Sidera, jornalista especializada em análise política e grupos de extrema-direita.
Especialmente interessante é sua conclusão: “Depois da primeira normalização de Meloni que lhe permitiu ganhar, agora testemunharemos a segunda, aquela que lhe permitirá governar.” E ela acrescenta que Steve Bannon já disse sobre ela em 2018 que admirava “sua capacidade de parecer menos perigosa do que ela”. Alba Sidera termina apontando o perigo representado pelas sociedades ocidentais sendo “perder o medo da ideologia que, no século passado, por consenso social, foi definida como o mal absoluto…” Nesse sentido, uma grande percentagem de comentaristas já foi cativada por sua linguagem amigável e manipulada, a ponto de considerar esses grupos, em França, Suécia, EUA, “menos” perturbador, de modo que o risco de expansão é evidente.
Precisamos de líderes democratas de direita, e pelos democratas quero dizer antifascistas, como Churchill era no seu tempo, ou como Angela Merkel não era há muito tempo. Por outro lado, em Espanha há um flerte constante entre o PP e o Vox. Sem mencionar o novo governo italiano, que, apesar da encenação de diferenças quase anedóticas sobre Putin e a guerra na Ucrânia, com os vazamentos das palavras de Berlusconi no meio – que, aliás, se proclama como o último líder ocidental real – a verdade é que eles formaram um governo e um momento de incerteza começa dentro da União Europeia.
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Revista Nature considera Bolsonaro "ameaça" para a ciência e desenvolvimento
Num editorial publicado esta quarta-feira, a revista acusa Bolsonaro de ter assumido o cargo "negando a ciência, ameaçando os direitos dos povos indígenas e promovendo as armas como solução para os problemas de segurança".
"Bolsonaro foi fiel à sua palavra. O seu mandato foi desastroso para a ciência, para o ambiente e para o povo brasileiro", observou a revista, que criticou ainda os cortes feitos pelo atual Governo brasileiro na área da educação.
A Nature comparou Bolsonaro com o "ex-colega populista dos Estados Unidos" Donald Trump, com quem coincidiu na negação dos "avisos dos cientistas sobre o coronavírus", bem como dos "perigos da doença".
Ao mesmo tempo que criticou duramente Bolsonaro, a revista elogiou algumas das políticas de financiamento levadas a cabo durante os mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em domínios como a educação, ciência e ambiente.
"Durante algum tempo, o Brasil quebrou a ligação entre a desflorestação e a produção de carne de bovino e soja. Parecia que o país poderia ser pioneiro na sua própria marca de desenvolvimento sustentável. Muito desse progresso foi desmantelado", lamentou a Nature.
Lula da Silva e Bolsonaro disputam no domingo a segunda volta das eleições presidenciais brasileiras.
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Ecorâmicas 2022: Decrescimento - Humanizar a Economia
29 de outubro (sábado)
15h – Lowsurmerism – O Consumismo Consciente, de André Alves, Lena Maciel, Rony Rodrigues e Sophie Secaf, 10 min
15h10 – A Economia Convencional É Uma Forma De Dano Cerebral, Chris & Dawn Agnos, 4 min
15h15 – Os Mitos do Crescimento, de Pierre Smith Khanna, 47 min
16h00 – Debate com Alcides Barbosa, Graça Rojão e Ana Poças Ribeiro, moderado por Tiago Mendes Dias
17h15 – Coffee Break
17h40 – Minimalismo: um documentário sobre as coisas que importam, de Matt D’Avella, 1h18 min
30 de outubro (domingo)
15h – Esqueçam os Duches Rápidos, de Jordan Brown, 11 min
15h12 –UNRAVEL: a indústria indiana de reciclagem de roupas, de Meghna Gupta, 13 min
15h25 – A Economia da Partilha, de Greg Westhoff e Jilian Suleski, 10 min
15h35 – Decrescimento: do Mito da Abundância à Simplicidade Voluntária, de Luis & Manu Picazo Casariego, 1h20
17h – Debate entre o público sobre os filmes visualizados durante o fim de semana
18h – Lanche comunitário entre os participantes
Saber mais:
E- Livro de Serge Latouche - Pequeno Tratado do Crescimento Sereno
Conheça o lowsumerism, a nova tendência de consumo
"A Terra é nossa casa e não o nosso shopping"
Antes de comprar algo, você já se perguntou se realmente precisaria daquilo ou se estava apenas em busca de autoafirmação? Ou mesmo se, ao adquirir um produto, estaria prejudicando o planeta de alguma forma? É esse tipo de questionamento que traz uma nova tendência mundial. O “lowsumerism” (low + consumerism, ou baixo consumismo em português) vem buscando estimular um consumo cada vez mais consciente e equilibrado.
A maneira como gastamos dinheiro hoje começou a ser riscada durante a Revolução Industrial. Era preciso aumentar a procura para que a produção (e os lucros) também crescessem. A publicidade fez sua parte: entrou na vida da população de maneira agressiva, pela TV, rádio e nas publicações. A compra de determinados bens eram associados à felicidade, ao bem-estar e ao status. De maneira inconsciente, passamos, então, a comprar muito mais do que o necessário – em grande parte das vezes, sem perceber.
Todo esse consumo desenfreado tem apenas um lado realmente frágil: o planeta Terra. “O lowsumerism é um reflexo do nosso momento político e económico, mas também da percepção de que o consumo frenético é insustentável”, comenta Henrique Diaz, diretor da Box 1824, agência de pesquisa de tendências em consumo, comportamento e inovação.
Lowsumerism e a nova lógica de mercado
De acordo com a instituição Global Footprint Network, se não mudarmos nosso padrão de consumo, antes de 2050 precisaremos de dois planetas Terra para conseguir suprir todas as nossas necessidades. Isso quer dizer que, em essência, a questão não é financeira. Mas sim de preservação dos recursos naturaise de comprar o que é realmente necessário. “O lowsumerism não trata de gastar menos dinheiro ou de deixar de consumir, mas de fazer isso com sentido e consciência”, reforça Diaz.
Lançado pela Box 1824, o documentário The Rise of Lowsumerism (O Surgimento do Lowsumerism) narra como surgiu, se desenvolveu e vem se transformando o hábito do consumo no século 21. E o mais importante: como isso vem trazendo resultados desastrosos para o planeta. De acordo com o vídeo, por exemplo, um terço dos recursos naturais da Terra foi consumido somente nas três últimas décadas.
A solução apresentada para salvar o planeta é bastante simples: reduzir drasticamente o consumo. Só assim, é possível dar tempo ao meio ambiente para se renovar sem esgotamento e ter uma menor produção de lixo.
A tendência da redução do consumo já começa a mudar até mesmo como as grandes marcas pensam a publicidade. Hoje, elas se preocupam mais em mostrar os benefícios do produto, as matérias-primas e a forma de produção. “O consumidor não quer mais o excesso, mas um produto de qualidade”, comenta Diaz. Por qualidade, entende-se também a sustentabilidade da sua produção.
Para evitar compras por impulso, o vídeo propõe que cada pessoa se questione sobre alguns pontos antes de fechar a compra. O objetivo não é fazer com que ela mude os hábitos de uma hora para a outra. Mas que se quebre a lógica de consumo, desestimulando aquisições desnecessárias e impulsivas.
- Você também pode se questionar antes de adquirir um produto:
- Você realmente precisa disso?
- Você pode pagar por isso?
- Você não está querendo ser incluído ou afirmar sua personalidade?
- Você sabe a origem desse produto e para onde ele vai depois de descartado?
- Você não está sendo iludido por publicidade e branding?
- O mais importante: você acha que essa compra prejudica o planeta?
- Quantas dessas compras você acha que o planeta pode suportar?
Consumindo menos
Embora ainda em proporções tímidas, o consumo reduzido vem ganhando força nas mais diversas esferas da sociedade. Ele já mostra sua força no uso de carros compartilhados, por exemplo, ou mesmo nos grupos que se organizam pelas redes sociais para comprar legumes e frutas orgânicos de maneira coletiva. Cresce também a predileção pelo faça você mesmo, por marcas que prezam o bem-estar socioambiental e por todas as iniciativas de compartilhamento (de livros, roupas, entre outros).
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Unravel - documentário sobre a indústria indiana de reciclagem de roupas
Este documentário, filmado entre 2009 e 2011, mostra o que acontece com parte das roupas que são doadas para programas de caridade dos países do Norte Global e apresenta os depoimentos das trabalhadoras de uma empresa que recicla roupas usadas, localizada em Panipat, no norte da Índia.
Por ano, são descartadas cerca de 100.000 toneladas por países como Estados Unidos, Reino-Unido e Japão.
Depois que os contentores desembarcarem no distrito de Kutch, as toneladas de peças são levadas para Panipat, no norte da Índia, numa viagem de 1.150 km. Antes, as peças são danificadas de propósito, para evitar que sejam roubadas no caminho.
No documentário é possível verificar a precariedade do trabalho que as mulheres se encontram, inclusive com a companhia de seus filhos pequenos.
Elas são responsáveis por separar as roupas por cores e tipos. Cada roupa então é desfeita, até que o que reste possa ser de novo enovelado e mandado de volta aos maiores centros têxteis, para que sejam transformados em novas peças. As lãs são recicladas em cobertores que retornam ao Ocidente.
Unravel: The final resting place of your cast-off clothing [english version]
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O verdadeiro fascista André Ventura
Este é o verdadeiro fascista André Ventura. Detesta pobres, racista, contra os ciganos e afrodescendentes e outros imigrantes. Fanático católico, é preconceituoso, diminuirá os direitos das mulheres já conquistados e irá perseguir os pobres.
Então, os pobres do nosso País têm dinheiro para whiskey? Isto é populismo e demagogia. Se o elegermos, teremos novamente o fascismo, aumentará o fosso de desigualdade social, aumentará a pobreza e defenderá a sua famiglia.
Não sou cartomante, mas realista. Ventura vai tentar repetir o grande feito de Bolsonaro: trabalhar na ambiguidade e assim sintetizar a direita. Tanto é liberal quanto é conservador. Tanto liberta quanto dita. Vindo da extrema-direita, almeja federar todas as direitas portuguesas. Vai conseguir. Subjugará PSD e IL.

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