sábado, 15 de maio de 2004

A "Sanha Assassina" Virou-se para a Rotunda da Boavista


Por ANA CARNEIRO, leitora do Porto
Quinta-feira, 13 de Maio de 2004

Depois do homicídio qualificado de que foram alvo o Jardim da Cordoaria e os jardins da Avenida Montevideu, no Porto, a sanha assassina virou-se agora para a Rotunda da Boavista. Que fique desde já esclarecido que não professo nenhum amor particular por aquele espaço. Isto não quer dizer, no
entanto, que me agrade que o espezinhem como estão a fazer.

Tenho acompanhado vagamente nos jornais o processo de intervenção naquela zona da cidade, intervenção esta que, se não estou em erro, implica uma passagem subterrânea que ligue aquela zona ao metro da Avenida de França e também umas intervenções dos arquitectos Siza Vieira e Souto de Moura no próprio jardim. Estas, segundo li, seriam pontuais e não interfeririam com as áreas plantadas.

Tudo mentira. Ainda lá passei umas vezes de autocarro pelo meio da rotunda, e os espaços ajardinados lá estavam, como pequenas ilhotas verdes e coloridas no meio do trânsito. Até eram engraçadas. Eram, digo bem. Ao passar lá hoje fiquei estarrecida: onde antes havia verde existe agora terra remexida e uma espécie de caleiros de pedra e betão. Da relva nem sombra, flores nem vê-las.

Como não acredito nas boas intenções de ninguém, quer se trate de indivíduos ou instituições, depois de ver o que aconteceu nos dois exemplos citados no início deste texto, receio que venhamos a herdar mais uma paisagem lunar, semeada aqui e ali por uns edifícios rodeados de calhaus - a não ser que, a exemplo do arquitecto Solà-Morales, espalhem cascas de mexilhão nos canteiros.

Gostos não se discutem, é verdade. Aquando da minha descoberta das cascas de mexilhão nos canteiros do Homem do Leme, um jovem arquitecto paisagista recém-licenciado argumentou que o modelo de jardim até então presente naquela zona era antiquado, já não se usava. Pode ser que sim, mas sempre
era mais agradável conviver com os goivos e com as zínias do que com as cascas de mexilhão do arquitecto catalão, ou com os becos sem saída existentes no Jardim da Cordoaria que me obrigam a percursos irracionais para chegar de uma ponta à outra daquele espaço. Portanto, depois destes
belos exemplos, não tenho qualquer fé no resultado da intervenção na Rotunda. Vamos mais uma vez perder espaços verdes e respirar poeira em prol do progresso.

De acordo com uma informação "online" da Câmara Municipal do Porto, que acabo de ler, "Tanto Ricardo Figueiredo como Siza Vieira e Rui Sá salientaram como propósito dominante o não desvirtuamento de um jardim emblemático da cidade, bem pelo contrário. Será, pois, mantida toda a sua
estrutura, bem como o seu traçado." Belas intenções. No entanto, umas frases mais abaixo pode ler-se: "Quanto à arborização do jardim, Rui Sá  revelou que serão mantidas 195 árvores e abatidas nove, enquanto 24 de pequeno porte serão transplantadas para dar lugar a outras de maior dimensão. A situação de 17 árvores ainda não se encontra definida, estando neste momento a ser tecnicamente avaliadas quanto ao seu estado. A zona de relvados será também aumentada."

Na minha opinião, estão lançados os dados para fazerem daquilo o que muito bem entenderem e, quando dermos pela pancada, já será tarde e a Inês estará mais que morta.

sexta-feira, 14 de maio de 2004

Ricardo Garcia- "Sobre a Terra"


Hoje comprei, finalmente, o livro do jornalista Ricardo Garcia: " Sobre a Terra". Tenho a certeza que é um livro marcante. Racionaliza e interliga vários problemas ambientais com os aspectos sociais, políticos e ( principalmente...) económicos e que irá atrair mais pessoas para o ambientalismo. 

O texto é muito atractivo e pelos cabeçalhos denota-se uma grande preocupação com o leitor. O autor coloca frases que estimulam a sensibilidade deste, tornando-o mais atento aos problemas do Ambiente. 
Embora parecendo dirigido aos jornalistas do ambiente, considero uma obra igualmente instrumental para os profissionais da Educação Ambiental. 
Pela primeira passagem tem dados muitos precisos, aborda diversos temas,colocando ao longo das páginas centenas de referências a instituições, protocolos, estatísticas, etc. 
Parabéns ao autor. Mais uma grande iniciativa para mudar o Estado do Ambiente.


Crónicas do autor no Público

quinta-feira, 13 de maio de 2004

Denúncias S.O.S Ambiente já está Online



Novo Serviço Online de denúncia S.O.S Ambiente
Clique aqui

Serviço da Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR 

No decorrer das suas actividades diárias, o SEPNA desenvolve as seguintes acções: 
  • A protecção dos suportes naturais: solo, água e atmosfera 
  • A protecção das espécies vivas, tanto em território nacional como na entrada e saída do mesmo 
  • A prevenção da contaminação do meio natural, através da vigilância e controlo das actividades potencialmente degradantes, e a verificação dos níveis de contaminação 
  • A repressão de condutas ilícitas contra a natureza e ambiente, nomeadamente violações graves e irreparáveis 
  • A averiguação das infracções cometidas, a prática das pesquisas necessárias para a sua comprovação e a descoberta dos seus autores

quarta-feira, 12 de maio de 2004

Manifesto "Pela História"

To: Presidente da República; Presidente da Assembleia da República; Primeiro Ministro; Ministro da Educação; Ministra da Ciência e do Ensino Superior; Ministro da Cultura


A HISTÓRIA preserva a memória, contribuindo para o desenvolvimento da consciência social;
A HISTÓRIA alia permanências e mudanças, perenidade e relatividade, fundamentando a construção de uma identidade inclusiva (local, nacional e global);
A HISTÓRIA recorda o passado colectivo e, como diz José Mattoso, recordar o passado colectivo é uma forma de lutar contra a morte.

Esta consciência cidadã, aliada às potencialidades formativas das metodologias da educação histórica, torna manifesta a importância essencial da disciplina de História nos currículos escolares, como o reconheceu a Conferência Permanente dos Ministros Europeus da Educação, reunida na Noruega em 1997. As conclusões da Conferência, subscritas pelo governo português, consideram que:

O ensino da História pode e deve ter uma importante contribuição para a educação em geral e, em particular, para a educação de uma cidadania democrática permitindo aos jovens: 
i. Aprenderem acerca da sua herança histórica, bem como a de outras pessoas e nações; 
ii. Adquirirem e praticarem técnicas fundamentais, tais como a capacidade de pensarem por eles próprios, a capacidade para tratarem e analisarem de forma crítica diferentes formas de informação e a capacidade de não se deixarem influenciar por informação preconceituosa e por argumentos irracionais; 
iii. Desenvolverem atitudes básicas tais como a honestidade intelectual e rigor, um julgamento independente, uma abertura de espírito, a curiosidade, a coragem civil e a tolerância.

Desde a sua formação, a Associação de Professores de História tem procurado contribuir activamente para a promoção da História e a consecução dos objectivos do seu ensino. É, assim, incompreensível e preocupante o espaço cada vez menor atribuído à História nos actuais 2º e 3º ciclos do ensino básico, (reduzida em muitas escolas a escassos 90 minutos semanais) e o seu eventual futuro desaparecimento do currículo como área autónoma de saber.

A APH reafirma a importância da consagração do lugar da História no currículo da escolaridade obrigatória, dotada de tempos lectivos adequados e com o relevo que o seu papel na formação da cidadania democrática lhe exige.

Associação de Professores de História

Assine aqui a petição!

terça-feira, 11 de maio de 2004

Estudo reforça teoria do aquecimento global da BBC


Cientistas norte-americanos divulgaram uma nova pesquisa que confirmaria o fenómeno da elevação da temperatura média do planeta. 

Satélites dos Estados Unidos descobriram que a temperatura na chamada atmosfera baixa (troposfera) está aumentando em graus semelhantes à da superfície do planeta - uma descoberta que derruba o argumento dos mais céticos em relação às mudanças climáticas.

Os cientistas da Universidade de Washington, em Seattle, e da Administração Nacional de Atmosfera e Oceanos afirmam ter encontrado um erro fundamental na forma com a qual pesquisas anteriores sobre o efeito estufa interpretavam os dados de satélite relacionados à temperatura atmosférica.

Diferenças
Os dados anteriores sugeriam que a temperatura da atmosfera baixa se mantinha constante, enquanto que somente a da superfície da Terra aumentava.

Os pesquisadores afirmam que, na verdade, os cientistas estavam errados ao interpretarem os dados porque misturavam a temperatura da troposfera com a de camadas mais superiores da atmosfera.

O fato de a temperatura estar variando também na baixa atmosfera, e não apenas na superfície da Terra, reforça a ideia de que o aumento da temperatura média do planeta é provocado pelos seres humanos e não por fenômenos naturais e cíclicos.

Os novos cálculos foram publicados na revista científica "Nature" e resolvem um grande paradoxo na pesquisa sobre as mudanças climáticas.

Protocolo de Kyoto
A interpretação de que os dados de satélite estavam errados, e que o aquecimento global existe e é mais grave do que se imaginava, ocorre em um momento no qual céticos em relação às mudanças climáticas ganham força política.

Os governos dos Estados Unidos, da Rússia e da Austrália -países que emitem grandes quantidades de gases do efeito estufa-- já deixaram claro suas opiniões de que ainda falta muito para o aquecimento global ser comprovado cientificamente.

Esta posição ameaça o Protocolo de Kyoto, que ainda não saiu do papel. O protocolo previa que os países mais industrializados diminuíssem as emissões de gases do efeito estufa.

segunda-feira, 10 de maio de 2004

Por que dizer não aos transgénicos, por Olimpio Junior

POR QUE DIZER NÃO AOS TRANSGÊNICOS

Via Casita Colibri

Olimpio Araujo Junior

Podemos citar dezenas de excelentes motivos para se dizer “NÃO” aos alimentos geneticamente modificados, enquanto os defensores dos transgénicos só tem um argumento de peso a seu favor: o lucro.

A ganância por ganhar cada vez mais está fazendo muitos produtores fecharem os olhos para os problemas causados pelos transgênicos, e o pior, é que nem o próprio lucro está comprovado, pois segundo dados fornecidos pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Bio-segurança), os transgênicos são menos aceitos que os convencionais, e por isso, quem produz transgênicos, acaba produzindo menos. Entre os anos de 1996 e 2001, período de grande crescimento do plantio de alimentos geneticamente modificados nos Estados Unidos, a produção por hectare cresceu 4%, enquanto no Brasil, com sementes convencionais, durante o mesmo período, a produção aumentou 25% (dados CTNBio). Além disso, segundo dados da FAEP, a produtividade de soja brasileira, por exemplo, já alcança 4 toneladas por hectare, isso demonstra que não precisamos parar de produzir alimentos convencionais substituindo-os por geneticamente modificados. Se a intenção é lucrar mais, então por que não investir na soja orgânica, que além de natural, tem mercado garantido e preço muito maior que o da convencional ou que a transgênica?

Outro grande motivo para se dizer “NÃO” aos transgênicos é que os mesmos podem ser patenteados, e quando não existir mais sementes convencionais no mercado, as empresas detentoras de seus direitos poderão cobrar quanto quiserem por suas sementes, fertilizantes e agrotóxicos, controlando como queiram o mercado e o que deve ser utilizado pelo produtor. Por isso, o que é barato e lucrativo para ser produzido hoje, amanhã pode ser o pesadelo de quem planta. Os lucros da agricultura podem ser transferidos em um passe de mágica para as indústrias dos transgênicos, e então perderemos o superávit gerado pela agricultura, que impulsiona todo o resto do país.

EUA x BRASIL: A GUERRA JÁ COMEÇOU

Na luta pelo mercado internacional, os Estados Unidos da América, usam seus técnicos e sua imprensa como principal arma para vencer de forma suja e desleal seu maior concorrente: O Brasil.

Nosso País atualmente é o maior produtor mundial de soja não-transgênica e agora está sendo inconsequentemente acusado de ter 60% de sua soja transgênica, mesmo sem referência alguma a qualquer estudo cientifico sobre o assunto. Mas esta não é a única tática inescrupulosa utilizada pelos nossos vizinhos. Suas multinacionais já iniciaram uma forte campanha publicitária tentando convencer agricultores brasileiros que os mesmos passariam a ter vantagem competitiva e maiores lucros com a produção de transgênicos. Além disso, misteriosamente sementes transgênicas contrabandeadas começaram a aparecer em nossas lavouras.

É bom lembrar a nossos agricultores que quem tudo quer, tudo perde. O mercado internacional em sua maioria, não aceita sementes transgênicas (como recentemente a China ameaçou não comprar mais soja brasileira), e esse é o principal motivo dos EUA insistirem para nós também produzirmos, pois assim além de forçar o mercado mundial a aceitar esse produto, visto que os dois maiores produtores do planeta estariam utilizando material geneticamente modificado, eles também passariam a dominar nossa agricultura, através de nossa dependência tecnológica e das leis internacionais de patentes.

Segundo Jorge Proença, agrônomo da FAEP, “Seria tolice plantar transgênicos se o mercado comprador não aceita este tipo de produto” (Boletim Informativo FAEP/SENAR, nº 754). A soja convencional (não-transgênica), é tida como a maior vantagem competitiva do Brasil no mercado mundial, o que fez com que se torna-se o principal fornecedor da União Europeia, que prefere consumir alimentos convencionais. No Brasil não é diferente, segundo pesquisa do IBOPE, de cada 100 pessoas que possuem conhecimentos sobre transgênicos, 71 rejeitariam produtos fabricados a partir dos mesmos na fabricação direta ou indireta de alimentos. Em julho de 2002, em pesquisa semelhante, o Greenpeace constatou um índice de rejeição de 74%.

A luta contra os transgênicos é uma obrigação de cada cidadão e vai além de nossas mesas, podendo ser realmente encarado como um problema de soberania nacional.


A DOMINAÇÃO ATRAVÉS DOS TRANSGÊNICOS

As empresas multinacionais que hoje dominam a produção de transgênicos são originalmente especializadas em produtos químicos e farmacêuticos, muitas delas, produtoras de inseticidas, herbicidas e fungicidas. Monsanto, Novartis, Pioneer e Agrevo respondem pela grande maioria das sementes de variedades transgênicas registradas no Brasil e estão entre as maiores do mundo em seu ramo. Seu objetivo na pesquisa de transgênicos é favorecer a venda de seus próprios agrotóxicos. A soja Roundup Ready, por exemplo, foi desenvolvida para ser resistente ao herbicida Roundup, sendo que ambos são produzidos pela Monsanto.

Se estas variedades vierem a substituir as tradicionais e as convencionalmente melhoradas estaremos subordinados aos interesses destas empresas. Há ainda o risco dessas empresas adotarem de forma generalizada uma operação transgênica chamada Terminator. As variedades transgênicas com as características Terminator produzem sementes estéreis, impedindo que os agricultores produzam sementes próprias a partir das compradas. A propaganda dessas empresas diz o contrário, que isso não seria feito, porém, nada impede que após liberados no Brasil a operação Terminator seja implantada.

É válido citar o caso dos produtores de fumo, que no início receberam todos os incentivos possíveis, e o que parecia ser um grade negócio para todos se transformou em uma grande armadilha. A maioria desse produtores hoje estão completamente na mão das empresas que lhes fornecem desde a semente, equipamentos até os produtos químicos, compram seu produto final pelo menor preço, e os produtores não podem mudar de ramo ou por que possuem rígidos contratos, ou por que estão endividados e não possuem recursos para recomeçar.

Agora as multinacionais afirmam que a adoção dos transgênicos no Brasil deve trazer maiores ganhos aos agricultores, manipulando informações e omitindo seus reais interesses, porém, na verdade, isso permitirá que as empresas não apenas ditem os preços que quiserem, mas ainda controlem a produção nacional em função de seus interesses econômicos internacionais, ignorando o interesse público.

É bom lembrar que estas empresas são na maioria americanas, que o Estados Unidos é o maior concorrente do Brasil na produção e exportação de grãos e que a maioria dos países da Europa só compram a soja e o milho brasileiro devido a garantia de que aqui não se produz transgênicos. Sendo assim, estas multinacionais podem monopolizar a produção de sementes para a agricultura, tornando agricultores brasileiros e o Brasil dependentes de seus interesses.


OS TRANSGÊNICOS E A AGRICULTURA

Atualmente, uma decisão judicial impede o governo federal de liberar o cultivo de transgênicos, entretanto, o contrabando de sementes transgênicas da Argentina já estão contaminando o meio ambiente no sul do país enquanto a importação de produtos contendo transgênicos já pode estar provocando impactos na saúde dos consumidores.

Sem discutir com a sociedade, o governo brasileiro de FHC, autorizou 636 testes de campo para 176 variedades transgênicas de arroz, milho, batata, soja, algodão, cana-de-açúcar, fumo e eucalipto. Quase 90% destas variedades foram patenteadas por seis empresas multinacionais. E cinco variedades transgênicas da soja, chamadas Roundup Ready, obtiveram parecer técnico favorável da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança para o cultivo comercial – o que não significa autorização final, pois ainda não foram concedidas autorizações dos Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, além de estar suspensa, por decisão judicial, sua eventual aprovação final.

As primeiras pesquisas independentes em relação ao cultivo de transgênicos estão provando que os resultados não são bons e que os riscos desta tecnologia são muito grandes. No Brasil os protestos se sucedem, por meio de organizações de consumidores como o IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), de ambientalistas e de cientistas da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e de muitos outros. Na Europa , EUA e Japão, cada vez mais ambientalistas, médicos, cientistas e agrônomos unem-se contra o produção de transgênicos.

Outro risco para agricultura é que os transgênicos podem afetar a vida microbiana no solo e reforçam a tendência à uniformidade genética na agricultura, com grandes monoculturas utilizando umas poucas variedades da mesma espécie.

A toxina Bt pode ser incorporada ao solo junto com resíduos de culturas, afetando invertebrados e/ou microorganismos que têm importante função na reciclagem de nutrientes para uso das plantas ou podem afetar a capacidade de multiplicação no solo das bactérias que retiram nitrogênio do ar e permitem a fertilização natural desta leguminosa devido ao uso maciço de herbicidas nos campos cultivados com variedades em que se introduziu resistência a estes agrotóxicos.

Como podemos ver, não existe nenhuma vantagem na adoção desta nova tecnologia, muito pelo contrário, se cedermos as pressões dos interesses das multinacionais, não só estaremos entregando nosso país mas também estaremos vendendo nossas almas, pois perderemos totalmente o controle de nossas vidas, de nossa economia e até de nossa alimentação.


DEZ RAZÕES PARA SER CONTRA OS PRODUTOS TRANSGÊNICOS

"As sementes são patrimônio da humanidade"

1º. Não há nenhuma segurança, ainda, sobre seus efeitos sobre a saúde das pessoas que os consumirem.
2º. Não há nenhuma segurança, ainda, sobre os efeitos sobre o meio ambiente, já que esses novos seres vivos não existiam antes na natureza, e são resultados de experimentos de laboratório.
3º. Não há nenhuma segurança, ainda, sobre os efeitos para a saúde dos agricultores que conviverem com essas sementes e estes produtos.
4º. As pesquisas de sementes e produtos transgênicos realizados pelas empresas visam apenas aumentar suas taxas de lucro e não melhorar o bem estar da população.
5º. Embora, os métodos de biotecnologia possam ser benéficos, não há nenhuma prova concreta de que as sementes transgênicas, por si só sejam mais produtivas e mais adequadas à preservação da natureza, do que as sementes melhoradas.
6º. Cerca de 97% das sementes transgênicas existentes no mercado tem sua utilização e produtividade casadas com o necessário uso de algum tipo de agrotóxicos: herbicidas, inseticidas, etc.
7º. Muitas sementes transgênicas possuem o componente "terminator" que as esteriliza para utilização de seus frutos como sementes. Obrigando os agricultores a comprar novas sementes a cada safra, ficando dependentes sempre da empresa fornecedora.
8º. O domínio da biotecnologia e o uso dos transgênicos está levando a um processo de controle oligopólico em todo mundo, das sementes por parte de apenas oito grandes grupos econômicos.
9º. Os agricultores perderão completamente o controle do uso das sementes e ficarão totalmente dependentes das empresas multinacionais.
10º. É possível ter sementes e alimentos sadios, em grande quantidade para toda população mundial, respeitando o meio ambiente, praticando uma agricultura saudável, sem depender de transgênicos. A fome existente no mundo e no Brasil não é decorrente da falta de alimentos, mas do modelo económico concentrador de renda e de riqueza que impede muitas pessoas de terem acesso aos alimentos necessários para uma vida saudável.

OS TRANSGÊNICOS NA MÍDIA

Na Era da Informação e da Globalização, as maiores armas de uma organização são o marketing e a comunicação. Uma das melhores estratégias de marketing é utilizar-se em partes do construtivismo e das mensagens sublineares, fazendo com que as pessoas aceitem uma determinada ideia ou um produto sem perceber que estão sendo induzidas a isto.

Aos poucos as pessoas passam a acreditar que fumam por opção própria, e não por que passaram anos assistindo pessoas bonitas e de sucesso fumando na TV. Acreditam também que vestem um estilo de roupa por que faz parte de sua personalidade, e não por que aquela roupa faz parte de um estereótipo construído pelas telas do cinema ou pela última novela. Comemos, vestimos, compramos e até descartamos o que a mídia quer. Acreditamos que existe um “eixo do mal”, formados por perigosos vilões que querem dominar o mundo, mas ao mesmo tempo ficamos tranquilos, pois assistimos na TV que os Estados Unidos vai fazer de tudo para salvar o mundo.

Mas não é só a mídia que tem o poder de programar nossas vidas, a educação também pode ser utilizada como uma ferramenta para manipulação. Lembremo-nos sempre: ‘a mesma mão que bate é a mão que acaricia’. Basta lembramos que ainda existe quem jure que Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil em 1.500. A educação demonstra ainda mais claramente seu poder de construção da identidade de uma pessoa quando observamos indivíduos criados em diferentes sociedades. Um brasileiro comum, equilibrado mentalmente, dificilmente se amarraria a bombas e explodiria em nome de seus ideais, porém, para um islâmico fundamentalista, mesmo com curso superior e equilíbrio mental considerado normal, é gratificante tomar um avião e explodir dentro de um prédio com 5.000 pessoas.

Utilizando o que existe de melhor em marketing e comunicação, a Monsanto tem apelado para imagens inocentes e frases de efeito em campanhas milionárias para convencer a todos de que os transgênicos são a salvação do mundo.

A Monsanto lançou na segunda-feira, 8 de dezembro de 2003, uma campanha nacional para tentar desmitificar os transgênicos, levando ao público dados manipulados sobre sua segurança alimentar e ambiental tentando provar também que a transgenia pode proporcionar outros benefícios. A campanha, desenvolvida pela Fischer América, foi veiculada na mídia impressa e eletrônica (rádios, Internet e TVs) durante todo o mês de dezembro e teve como público-alvo donas-de-casa, mães e estudantes, com um total de investimentos de cerca de R$ 6 milhões, aplicados em pesquisas, na produção de materiais e na veiculação dos anúncios. Segundo Felipe Osório, diretor de Marketing da Monsanto, este público alvo foi selecionado por que as donas-de-casa que decidem o que vai para a mesa da família e os estudantes são futuros formadores de opinião e um público que se mostra mais preocupado com o ambiente.

Além de apelar para o lado emocional do telespectador, a Monsanto se utiliza de argumentos ambientais e sociais, tentando passar uma imagem de uma empresa socialmente responsável e ambientalmente correta. Na verdade, a empresa responsável pelo marketing da Monsanto não está fazendo nada de novo. Estão apenas reproduzindo a mesma estratégia já utilizada durante décadas pelos fabricantes de cigarro, ao tentar ligar a imagem de seus produtos ao sucesso, a saúde, ao meio ambiente equilibrado e outros temas politicamente e ambientalmente corretos.

Outra estratégia que tem sido muito utilizada é o convencimento dos agricultores. Constantemente a Monsanto tem oferecido jantares, coquetéis e palestras, onde reforçam suas mensagens que sempre estão ligadas ao lucro fácil proveniente do aumento da produtividade e diminuição dos custos de produção, argumentos comprovadamente mentirosos.

Porém, mesmo com todo este ataque ideológico, mais de 80% da população ainda é contra os transgênicos. Precisamos unir estas pessoas e fazer o possível e o impossível para transformar este número no mínimo em 99%. Dizer não aos trangênicos é mais que uma questão ambiental ou de saúde, é uma questão de soberania nacional.


UNIVERSIDADE MONSANTO? ERA SÓ O QUE FALTAVA!

Com o descarado slogan “Plante esta cultura”, a multinacional transgênica Monsanto invade agora a educação brasileira. Com frases vazias que parecem dizer alguma coisa, mas na verdade procuram apenas esconder seus reais interesses de manipulação e dominação, o site www.monsanto.com.br apresenta a sua Universidade

“Se você já pensou em um mundo melhor, você pensa como a gente. Você pensa em um mundo com transgênicos”

“Nós, da Monsanto, sempre acreditamos que a liderança no mercado depende da nossa capacidade de inovar. Que depende também da nossa capacidade de desenvolver pessoas.”

“A Universidade Monsanto semeia o saber como força transformadora, inovadora. Plante esta cultura. A cultura da liderança. A cultura da Monsanto”

A real intenção é formar profissionais completamente condicionados sobre as pseudo vantagens dos transgênicos.

IMPACTO AMBIENTAL DOS TRANSGÊNICOS

Ainda não existem no Brasil conhecimentos científicos suficientes sobre os impactos do uso de transgênicos tanto no meio ambiente, quanto na saúde humana, nem critérios de avaliação ou procedimentos científicos para testá-las em nossa realidade. Os poucos estudos de impactos potenciais existentes foram realizados pelas multinacionais nos ambientes de seus países de origem e estão sendo contestados por inúmeros cientistas, como no caso da Europa que anunciou a suspensão do licenciamento de plantas geneticamente modificadas.

As multinacionais afirmam que não há riscos, mas se recusam a assumir a responsabilidade pelos eventuais efeitos negativos. Já as companhias americanas de seguros só aceitam assumir os riscos de curto prazo resultantes da introdução de plantas geneticamente modificadas no meio ambiente, mas avisam que não oferecerão cobertura de responsabilidade por danos ambientais catastróficos de médio e longo prazo.

Isso se deve ao fato de que, uma vez liberados na natureza, não é mais possível restabelecer o equilíbrio ambiental, pode-se cessar o uso de um agrotóxico, por exemplo, e restabelecer um equilíbrio entre insetos-praga e seus predadores após um certo tempo, mas não é possível desfazer os impactos nos ecossistemas ou controlar os processos de transgénese espontânea que porventura venham a ocorrer, pois é impossível retirar da natureza os genes que foram artificialmente introduzidos numa planta.

Recentemente foi demonstrada por pesquisas de universidades americanas a possibilidade de transferência espontânea, para plantas silvestres da mesma família ou para insetos, dos genes introduzidos numa variedade cultivada. Por exemplo, os genes introduzidos em espécies cultivadas para torná-las resistentes a herbicidas podem transferir-se espontaneamente para plantas silvestres com risco de torná-las superervas daninhas de difícil controle ou, em culturas como milho e algodão, em que foram introduzidos genes retirados da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), verificou-se que geraram resistência crescente em espécies de mariposas cujas lagartas passaram a atacar tanto estas culturas, quanto várias outras e, inclusive, algumas plantas silvestres.

Os estudos sobre a transgênese continuam, mas indiferente dos resultados, temos o dever ético de lutar contra os alimentos transgênicos. A natureza é uma grande teia e se o seu equilíbrio for quebrado, as consequências afetarão todas as formas de vida em um grande efeito dominó.

domingo, 9 de maio de 2004

UE É Agora o Maior Produtor de Energia Nuclear do Mundo

Domingo, 09 de Maio de 2004
A partir do passado fim-de-semana, a União Europeia tornou-se no maior produtor de energia nuclear do mundo, com 156 reactores em funcionamento que serão responsáveis pelo abastecimento de 32 por cento do total de energia consumida nos estados membros. Mas este recorde tem uma outra face: com o alargamento, entrarão no espaço comunitário reactores do mesmo tipo de Tchernobil. E toneladas de resíduos sem destino apropriado.
Entre os novos membros, cinco produzem energia nuclear: Lituânia, República Checa, Hungria, Eslováquia e Eslovénia. Com excepção desta última, todos os restantes utilizam reactores de tecnologia soviética, concretamente os RBMK - como os de Tchernobil - e os VVER 440-230, ambos considerados de elevado risco. Na Agenda 2000, onde se definem as regras de entrada dos novos parceiros comunitários, ficou claro que este tipo de instalações têm de ser encerradas e as restantes, que utilizam reactores de segunda geração do tipo VVER 440-213 e VVER-1000, têm de ser adaptadas às normas de segurança internacionais.
Mais no Público

Dossier muito preocupante e que que precisa de medidas muito sérias

sexta-feira, 7 de maio de 2004

Resistir é Vencer - novo álbum e obra-prima de José Mário Branco


Do que um homem é capaz ( letra e música de José Mário Branco) é uma das canções que mais gostei, que mais me impressionou. Fala muito da época em que estamos a viver...

Do que um homem é capaz?
As coisas que ele faz
Pra chegar aonde quer

É capaz de dar a vida
Pra levar de vencida
Uma razão de viver

A vida é como uma estrada
Que vai sendo traçada
Sem nunca arrepiar caminho

E quem pensa estar parado
Vai no sentido errado
A caminhar sozinho

Vejo gente cuja vida
Vai sendo consumida
Por miragens de poder

Agarrados a alguns ossos
No meio dos destroços
Do que nunca vão fazer

Vão poluindo o percurso
Com as sobras do discurso
Que lhes serviu pra abrir caminho

À custa das nossas utopias
Usurpam regalias
Pra consumir sozinhos

Com políticas concretas
Impõem essas metas
Que nos entram casa adentro

Como a trilateral
Com a treta liberal
E as virtudes do centro

No lugar da consciência
A lei da concorrência
Pisando tudo pelo caminho

Pra castrar a junventude
Mascaram de virtude
O querer vencer sozinho

Ficam cínicos brutais
Descendo cada vez mais
Pra subir cada vez menos

Quanto mais o mal se expande
Mais acham que ser grande
É lixar os mais pequenos

Quem escolher ser assim
Quando chegar ao fim
Vai ver que errou o seu caminho

Quando a vida é hipotecada
No fim não sobra nada
E acaba-se sozinho

Mesmo sendo os poderosos
Tão fracos e gulosos
Que precisam do poder

Mesmo havendo tanta gente
Pra quem é indiferente
Passar a vida a morrer

Há princípios e valores
Há sonhos e amores
Que sempre irão abrir caminho

E quem viver abraçado
Na vida que há ao lado
Não vai morrer sozinho

E quem morrer abraçado
À vida que há ao lado
Não vai viver sozinho

quinta-feira, 6 de maio de 2004

ALQUEVA: Três mil hectares preciosos debaixo de água

Na TSF (05/05/04): "As águas da barragem do Alqueva estão na cota 148 acima do nível médio das águas do mar. Já foram submersos mais de três mil hectares de áreas florestadas - o equivalente a três mil campos de futebol de zonas consideradas como a preservar devido ao seu valor ecológico."

"Ao todo são 1262 linhas de água, braços do Guadiana e afluentes, que estão agora submersos. Os antigos ministros Elisa Ferreira e Isaltino Morais tinham-se comprometido a preservar estas áreas, em particular os quase dois mil hectares do vale de Alcarrache, onde existiam espécies animais e vegetais identificadas como únicas na Península Ibérica.

A caminho da cota 152, este vale está submerso. Em declarações ao «Público», o presidente da EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva (EDIA) diz não compreender porque se privilegiou o vale de Alcarrache, uma vez que «vai ficar definitivamente debaixo de água».

Este jornal lembra que o ex-ministro Isaltino Morais tinha assegurado ao movimento cota 139 que seriam preservados 1100 hectares com valor ecológico que ladeavam as linhas de água do Guadiana a montante de Alqueva.

José Paulo Martins, da Quercus, disse à TSF que estão irremediavelmente perdidas várias espécies de animais e vegetais que eram únicas na Península Ibérica (registo audio). Outra preocupação é a decomposição das árvores submersas, que pode prejudicar a qualidade da água

quarta-feira, 5 de maio de 2004

Sabor Livre- Porque somos contra a barragem?

Ao longo do rio Sabor ocorre uma importante comunidade de aves rupícolas, donde se destaca a presença de espécies como a águia de Bonelli, a águia-real, o abutre do Egipto e a cegonha-preta, facto que motivou a sua inclusão numa Zona de Protecção Especial (ZPE) e numa IBA (Important Bird Area, BirdLife International).O Vale do Sabor constitui um importante refúgio e corredor ecológico para uma comunidade faunística muito diversificada, onde se salientam espécies como o lobo, o corço, o gato-bravo, a toupeira-de-água e a lontra, e representa o principal local de desova e alevinagem da comunidade piscícola de uma vasta área (desde o Sabor até à albufeira da Valeira no Douro). O rio Sabor é um dos últimos rios não represados e é provavelmente aquele que se encontra mais próximo do estado natural em Portugal, constituindo o último reduto de um território outrora fértil em rios e paisagens notáveis.

Deve ser urgentemente definido e implementado um plano energético nacional que identifique as necessidades do país e proponha um conjunto abrangente de alternativas de produção e gestão energética a médio prazo, abandonando de vez a opção por obras de carácter pontual e pouco relevantes no contexto nacional (a energia produzida por esta barragem contribuiria, na melhor das expectativas, apenas com 0,6% da energia consumida em Portugal!). Deve ser dada prioridade total à implantação de políticas de incentivo à eficiência energética (Portugal é um dos países com menor eficiência energética de toda a União Europeia!) e às energias renováveis que não contemplem grandes obras hidroeléctricas. 

É também necessário começar a actuar ao nível da gestão procura de energia, abandonando-se a denominada gestão da oferta, uma vez que aquela é reconhecidamente a que melhor se enquadra numa lógica de desenvolvimento sustentável.

Com os 500 milhões de euros que Portugal vai gastar na construção desta barragem, diminuirá pouco significativamente as emissões de CO2 (0.14%). Sem referir o aumento das emissões indirectas na construção dos paredões!
Estamos a condenar um terço deste território que já é Rede Natura.
Com 500 milhões de euros serão melhor geridos em projectos de educação ambiental, preservação de espaços selvagens
É urgente medidas transversais de eficiência energética no nosso País! Deixemos o Rio Sabor e o Alto Côa livres!!

segunda-feira, 3 de maio de 2004

Amar Mindelo!



Há poucos dias , a meio de uma tarde primaveril ,correspondendo ao desafio de umas amigas ,senti vontade de rever a Área Protegida do Mindelo. O sol traz destas vontades de pôr fim ao Inverno, de retemperar o espírito com passeios na Natureza - avistar o mar, o areal, as dunas e seguir alguns trilhos para observar as aves, que iam ao fim de tarde procuram alimento antes de se recolherem. Então foi a surpresa, o prazer de me encontrar ali e a alegria de ir avistando ora agora uma felosa (que nos deleitou com o seu belo canto), ora uma toutinegra , pouco depois alguns pilritos, com o seu saltitar tão engraçado. Caminhando com cuidado para não importunar as pequenas aves e não danificar as plantas das dunas, o grupo foi identificando algumas : o estorno , o cardo marítimo já florido de lilás, o feno das areias, (que retêm as areias do vento e desenvolve pequenas dunas embrionárias), a luzerna-das-praias de flores amarelas....Só nos deixou triste foi ver nalgumas zonas das dunas, em plena Reserva, restos de entulhos de obras por ali espalhados e outros lixos maiores, que não foi o mar que para ali levou, mas a mão criminosa do Homem. Porquê este desrespeito? É necessário que a Área Protegida seja mais preservada. Contacte e junte-se aos Amigos do Mindelo e conheça as suas actividades em Educação Ambiental. 

domingo, 2 de maio de 2004

VOLUNTARIADO PARA AS FLORESTAS- Vá lá uma medida positiva!

Projecto transversal entre as Secretaria de Estado das Florestas, da
Juventude e Desportos e da Administração do Território, envolvendo os
Institutos Português da Juventude, do Ambiente, Conservação da Natureza e
a Direcção Geral dos Recursos Florestais

I - Objectivo da iniciativa:
§ Preservar o património ambiental comum, em especial, no caso concreto e
como projecto piloto, os recursos florestais e a sensibilização para as
questões ambientais nos distritos de Coimbra e Castelo Branco.
§ Sensibilizar a população em geral e os jovens em especial para a defesa
do património ambiental e florestal.
§ Entender a floresta como elementos essencial no equilíbrio ecológico e
ambiental.
§ Perceber a floresta como riqueza nacional.
§ Alargar a rede nacional de Voluntários - centralizada a bolsa no
Instituto Português da Juventude.
§ Fomentar o espírito de cidadania.

II- Acções a desenvolver:
As acções dos voluntários, que serão enquadradas pelos serviços regionais
do MADRP, Áreas Protegidas, Autarquias Locais e Organizações de Produtores
Florestais, são nomeadamente:

DEFENDER A FLORESTA CONTRA OS INCÊNDIOS
§ Sensibilização das populações;
§ Inventariação, sinalização e manutenção de caminhos florestais e pontos
de água;
§ Vigilância móvel;
§ Limpeza e manutenção de parques de merendas,
DESCOBRIR A FLORESTA
§ Dinamização de guias de floresta;
§ Recuperação de caminhos de pé-posto;
§ Identificação dos elementos de interesse arqueológico, paisagístico e
biológico;

CONSERVAR A NATUREZA
§ Inventariação e monitorização de áreas recentemente ardidas (espécies
animais e plantas)
§ Controlo de plantas invasoras lenhosas
§ Controlo de erosão dos solos.

III - Áreas - Piloto:
Distritos de Coimbra e Castelo Branco:
§ Concelhos e freguesias com manchas florestais sensíveis/risco e perigo
de incêndio elevado;
§ Espaços florestais integrados na Rede Nacional de Áreas Protegidas

IV - Período e Trabalho dos Voluntários

As acções decorrerão entre 1 de Junho e 30 de Setembro.

O trabalho de voluntariado será no mínimo de 4 horas/dia, constituindo um
complemento da actividade das organizações envolvidas.

Período mínimo de participação do voluntário - 8 dias (2.ª feira a
Domingo, inclusivé)
Período máximo - 15 dias (2.ª feira a Domingo)

Voluntariado ao fim-de-semana - É absolutamente essencial neste período
pela grande pressão sobre os espaços florestais, decorrente quer das
actividades de lazer quer das práticas agrícolas e florestais.

V - Contrapartidas
§ Formação específica;
§ Transporte para os locais onde decorrem as acções;
§ Alimentação;
§ Seguro de voluntário, nos termos legais.

VI - Modos de Inscrição
§ Nas Delegações do Instituto Português da Juventude de Coimbra e Castelo
Branco.
§ Nas Câmaras e Juntas de Freguesia dos mesmos distritos .
§ No site www.voluntaridojovem.pt
§ Nos Postos da G.N.R
§ Nos quartéis de Bombeiros das regiões referidos.


VII - Datas
A partir de hoje (29 de Abril)

Voluntários dos 18 aos 70 - Inscreve-te!

sábado, 1 de maio de 2004

Fórum - A Gestão da Água - O Problema no Séc. XXI


É frequente falar-se na importância crescente da água, não só como recurso renovável, mas também como área de investimento. Todos os dados mostram que, não só o número de países em que há falta de água (menos de 1.000m3 de água por pessoa e por ano) tem vindo a crescer, como a situação em muitos deles se tem vindo a agudizar. O “valor” da água é actualmente reconhecido tanto como risco, como oportunidade. O debate sobre a privatização deste recurso indispensável à vida, apesar de não ser novo, adquire uma visibilidade cada vez maior. As políticas nacionais e internacionais futuras vão certamente depender, em larga medida, da visibilidade que as experiências de sucesso (e de insucesso) neste domínio possam vir a conquistar. O tema é de uma actualidade indiscutível, e para o debater, convidamos vários especialistas, um pouco de toda a parte para nos falarem dessas mesmas experiências. Não espanta que a Fundação para a Nova Cultura da Água, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto, se tenham juntado para lançar este desafio.

A. Quintanilha, IBMC
Na Fundação Calouste Gulbenkian dia 7 Maio

Antonieta Correia
IBMC
Rua do Campo Alegre 823
4150-180 Porto
Tel: +351 22 6074900/12 (ext. 1002)
Fax: +351 22 6099157
e-mail: acorreia@ibmc.up.pt