domingo, 8 de novembro de 2026

In Memoriam às vítimas do tiroteio ultranacionalista em Cracóvia

Michal Lukasiewicz - "Pillow" (2021)
O tiroteio ocorreu pelas 15h00 locais quando um homem invadiu a praça principal da cidade com o carro e começou a disparar aleatoriamente, segundo indicou a polícia local.
"Um homem avançou com um carro na praça do mercado principal de Cracóvia e começou a atirar aleatoriamente contra transeuntes. O autor dos disparos foi neutralizado pela polícia e atingido por um tiro e foi levado para o hospital", adiantou a policia.
Há registo de pelo menos seis mortos e 15 feridos. O anterior balanço das autoridades era de cinco mortes e dez feridos.
Ao final do dia, o primeiro-ministro polaco anunciou que tinham sido encontrados três mortos na casa do atirador, duas mulheres e um homem. Donald Tusk adiantou que seriam, provavelmente, pessoas "próximas" do principal suspeito. Portuguesa entre os feridos estava na cidade para visitar a neta
O Ministério português dos Negócios Estrangeiros confirmou à RTP que há uma cidadã portuguesa entre os feridos na sequência deste tiroteio e que está hospitalizada.
Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, confirmou que a cidadã portuguesa é uma mulher de 74 anos que estava na cidade de visita a uma neta, que está a fazer Erasmus na Polónia.
A portuguesa foi atingida por uma bala e foi operada. Ainda que a situação seja "muito grave", a cidadã portuguesa já não corre risco de vida.
O secretário de Estado sublinha que a cidade de Cracóvia tem uma "comunidade portuguesa significativa", pelo que havia grande probabilidade de um português ter sido afetado por este tiroteio.
Em declarações à RTP Notícias, Emídio Sousa revelou que o Embaixador português na Polónia está já a caminho de Cracóvia para acompanhar a evolução do estado clínico da cidadã portuguesa. Atirador é de nacionalidade polaca e agiu sozinho
O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, lamentou o "trágico tiroteio" e indicou que está em contacto com o ministro polaco do Interior sobre a situação. Entretanto, o porta-voz de Donald Tusk informou que o primeiro-ministro está a caminho de Cracóvia.
Já o Presidente polaco, Karol Nawrocki, manifestou a sua "imensa preocupação" com as informações que chegam de Cracóvia. "Os meus pensamentos estão com as vítimas, os feridos e as suas famílias", afirmou.
"Aguardo explicações completas sobre as circunstâncias destes dramáticos acontecimentos (...). A segurança dos polacos é uma prioridade absoluta", acrescentou ainda Nawrocki através da rede social X.
De acordo com a polícia, o atirador tem cidadania polaca e agiu sozinho. "O homem não tinha documentos de identificação consigo. A polícia conseguiu determinar a sua identidade através de trabalho operacional", noticiou o site de notícias Onet.
A polícia adiantou também que o atirador vestia roupas de "estilo militar". Durante a detenção, o autor do tiroteio foi baleado pela polícia e ripostou, tendo ferido dois polícias.
Cracóvia, a segunda maior cidade da Polónia, é um dos mais importantes destinos turísticos do país e é Património Mundial da UNESCO.
Através da rede social X, a chefe da diplomacia europeia sublinhou que "a Polónia não está sozinha" neste momento de "luto".
"A perda trágica de vidas no tiroteio em Cracóvia é uma tragédia que será sentida muito para além da Polónia", escreveu Kaja Kallas através do X.
Em Portugal, o Ministério dos Negócios Estrangeiros já reagiu a este ataque, manifestando "profunda tristeza pelas vítimas do trágico ataque em Cracóvia".
"Às famílias enlutadas, as mais sentidas condolências. Portugal expressa a sua solidariedade ao povo polaco e deseja uma rápida recuperação a todos os feridos", sublinha o Ministério liderado por Paulo Rangel através da rede social X.

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