O Texas terá a primeira governadora latina e a Geórgia a primeira governadora negra. No Novo México, uma mulher indígena chega ao mesmo cargo, enquanto outra conquista um lugar inédito no Senado. Entre democratas e republicanas, sete mulheres protagonizaram vitórias históricas
As eleições intercalares norte-americanas de 3 de novembro ficaram marcadas por várias estreias históricas. Deb Haaland será a primeira mulher indígena a governar um estado, Keisha Lance Bottoms a primeira mulher negra a chegar a esse cargo e Gina Hinojosa a primeira latina a governar o Texas. No Senado, Peggy Flanagan será a primeira mulher indígena a integrar a câmara alta do Congresso, enquanto a eleição de Juliana Stratton reforça a representação de mulheres de minorias étnicas.
Deb Haaland: a primeira mulher indígena a governar um estado
A democrata Deb Haaland foi eleita governadora do Novo México, tornando-se a primeira mulher indígena a governar um estado norte-americano. Membro da comunidade Laguna Pueblo, Haaland já tinha feito história em 2021, quando assumiu o cargo de secretária do Interior na Administração de Joe Biden, tornando-se a primeira pessoa indígena a liderar um departamento federal. Em 2018, tinha sido uma das primeiras duas mulheres indígenas eleitas para o Congresso.
Peggy Flanagan: a primeira mulher indígena no Senado
A vice-governadora do Minnesota, Peggy Flanagan, derrotou a republicana Michele Tafoya e conquistou um lugar no Senado. Membro da comunidade White Earth Band of Ojibwe, Flanagan será a primeira mulher indígena a integrar a câmara alta do Congresso norte-americano. A vitória representa um marco para a representação dos povos indígenas nas instituições federais dos Estados Unidos.
Keisha Lance Bottoms: a primeira governadora negra
Na Geórgia, a democrata Keisha Lance Bottoms tornou-se a primeira mulher negra eleita governadora de um estado norte-americano. Antiga presidente da Câmara de Atlanta, derrotou o republicano Rick Jackson e conquistou um cargo que, na Geórgia, tinha sido ocupado por homens brancos ao longo de toda a história do estado. A vitória dos democratas devolve também ao partido o governo estadual, após mais de duas décadas de domínio republicano.
Gina Hinojosa: a primeira latina a governar o Texas
A democrata Gina Hinojosa venceu a corrida para governadora do Texas, derrotando o republicano Greg Abbott. Será a primeira mulher latina a ocupar o cargo naquele estado. A vitória ganha significado adicional por ocorrer no Texas, um dos maiores bastiões republicanos do país, onde os democratas conseguiram também conquistar um lugar no Senado.
Amy Acton: a primeira mulher eleita governadora do Ohio
Médica e antiga responsável pelo departamento de saúde pública do Ohio, Amy Acton derrotou o republicano Vivek Ramaswamy e tornou-se a primeira mulher eleita governadora do estado. Será também a primeira pessoa judia a ocupar o cargo. Acton ganhou notoriedade em 2020, durante a pandemia de covid-19, quando liderou a resposta de saúde pública do Ohio ao lado do então governador republicano Mike DeWine. A vitória põe fim a 20 anos sem um governador democrata no estado.
Marsha Blackburn: a primeira governadora do Tennessee
A republicana Marsha Blackburn venceu a eleição para governadora do Tennessee, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo. Senadora desde 2019, Blackburn derrotou a democrata Jerri Green numa disputa que colocou frente a frente duas mulheres, nomeadas pelos dois principais partidos norte-americanos. A sua vitória demonstra que as estreias históricas da noite não ficaram circunscritas aos democratas: no Tennessee, foi uma republicana conservadora a quebrar a barreira de género.
Juliana Stratton: um marco para a representação no Senado
A democrata Juliana Stratton, até agora vice-governadora do Illinois, venceu a eleição para o Senado, derrotando o republicano Don Tracy. Vai juntar-se à senadora Tammy Duckworth, de ascendência tailandesa, fazendo do Illinois o primeiro estado representado no Senado por duas mulheres de minorias étnicas. Stratton será também a sexta mulher negra a integrar a câmara alta do Congresso norte-americano. A sua eleição eleva para três o número de mulheres negras que deverão servir simultaneamente no Senado em 2027.
Toda a reportagem no The Guardian e Expresso
.webp)
Sem comentários:
Enviar um comentário