sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Holly Cole - All The Pretty Little Horses


5ª História 
A origem desta música não é totalmente conhecida. A música é comumente considerada de origem afro-americana. [1]

A autora Lyn Ellen Lacy é frequentemente citada como a fonte primária para a teoria que sugere que a canção foi "originalmente cantada por uma escrava afro-americana que não podia cuidar de seu bebé porque estava muito ocupada cuidando do filho de seu mestre. Ela faria isso. cante esta canção para o filho de seu mestre". [2] No entanto, o livro de Lacy, Art and Design in Children's Books, não é uma autoridade na herança das canções folclóricas tradicionais americanas, mas sim um comentário sobre a arte e o design na literatura infantil. Ainda assim, algumas versões de "All the Pretty Little Horses" contêm letras adicionais que tornam esta teoria uma possibilidade.

Uma dessas versões de "All the Pretty Little Horses" é fornecida no livro American Ballads and Folksongs , do proeminente etnomusicólogo Alan Lomax , embora ele não faça nenhuma reivindicação sobre as origens afro-americanas da canção. "Bem lá embaixo, In de medder, Há um po' lil lambie, De abelhas e' de borboletas, Bicando seus olhos, De po' lil lambie gritou:" Mamãe! "" [ 3] Outra versão contém a letra " Urubus e moscas, Arregalando os olhos, Pore bebezinho chorando”. [4] A teoria sugere que a letra "po'lil lambie chorou, "Mammy"" é uma referência aos escravos que muitas vezes eram separados de suas próprias famílias para servir os seus proprietários. Porém, este verso é muito diferente do resto da canção de ninar, sugerindo que o verso pode ter sido adicionado posteriormente ou ter uma origem diferente do resto da música. O verso também aparece na música "Ole Cow" e em versões mais antigas da música "Black Sheep, Black Sheep". [4]

Uma geração antes de Alan Lomax, a escritora Dorothy Scarborough , educada na Universidade de Oxford e com doutorado pela Universidade de Columbia , pesquisou canções folclóricas em todo o Sul dos Estados Unidos e dedicou quatro páginas de seu livro On the Trail of Negro Folksongs (1925) a variações desta canção. , todos fornecidos, direta ou indiretamente, por afro-americanos. [4]

Bibliografia
  1. Gupta, Sudip Das (2020-12-22). "All the Pretty Little Horses". Poem Analysis. Retrieved 2023-11-21.
  2. Lacy, Lyn Ellen. Art and Design in Children's Picture Books: An Analysis of Caldecott Award-Winning Illustrations. Chicago: American Library Association, 1986. (p. 76)
  3. Lomax, Alan. American Ballads and Folksongs. Mineola: Dover Publishing, 1994. (p. 304-305)
  4. Scarborough, Dorothy. On the Trail of Negro Folk-Songs. Cambridge: Harvard University Press, 1925. (p. 145-148)

1969 - Luís Cília - O menino de sua mãe


Maravilhoso poema de Fernando Pessoa profundamente cantado e musicado pelo Luís Cília. Sei que também está musicado por Mafalda Veiga e por Secos e Molhados. Porquê este clássico? Porque como todas as canções de embalar, demonstram a transitoriedade da vida ou o regresso à infância ou porque não a pergunta (mais a propósito deste poema): Mãe/Pai onde estiveste? Ou ainda a tristeza da guerra, da destruição de laços, de afectos?

Poema
No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado
Duas, de lado a lado,
Jaz morto, e arrefece.

Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.

Tão jovem! Que jovem era!
(agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino de sua mãe.»

Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lhe a mãe.
Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.

De outra algibeira, a lá da
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.

Lá longe, em casa, há a prece:
Que volte cedo, e bem!
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto e apodrece
O menino da sua mãe
(3ª história)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A força das canções de embalar - Pequena oficina de trabalho ( workshop) BioTerra, em 10 partes


Nas próximas postagens irei abordar de uma forma artística e activista, este encanto e força de sentimentos que são as canções de embalar, como são traduzidas em diferentes épocas, culturas, e dentro da mesma cultura as variações do tema. Durante a evolução, fala-se também da selecção do parentesco e da população. Deverá a família (e a população humana) funcionar como um todo cooperante, ou deveremos esperar egoísmo e engano mesmo entre os seus membros?
 
Deverá a pressão social humana diferenciar o tratamento desigual aos filhos? A planificação familiar é tão natural e no entanto em relação ao Homem parece não fazer muito sentido? As canções de embalar são então o pano de fundo para reflectirmos sobre estas e outras questões, como a adopção, xenofobias. As respostas genéticas estão muito bem explicadas no livro O Gene Egoísta, de Richard Dawkins. Todas estas perguntas eu procuro sugerir pistas, umas mais alegres, outras profundamente trágicas, como disse ao longo das próximas postagens (serão 10 histórias).

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Oficina de trabalho BioTerra - "A Força das Canções de Embalar"


Amanhã iniciarei uma ideia interessante que foi crescendo dentro de mim durante o mês de Agosto e agora tem todas as condições para arrancar: uma oficina de trabalho ou workshop, cujo título é A força das canções de embalar ( e quais as suas implicações sócio-ambientais ). Esta acção de formação é completamente gratuita- só desejo muita participação e debate.


As 10 histórias ou 10 aulas terão o seguinte horário:
10 de Setembro
1ª história: 00.18 h
2ª história: 19.14 h

11 de Setembro
3ª história: 00.04 h
4ª história: 16.33 h
5ª história: 20.09 h

12 de Setembro
6ª história: 00.03 h
7ª história: 20.06 h
8ª história: 15:33 h

13 de Setembro
9ª história: 00:08 h
10ª história: 20.36 h


Este belo vídeo e pintura de Picasso é o prefácio. Estejam pois atentos ao Bioterra.

domingo, 6 de setembro de 2009

Ted Talk- Karen Armstrong: A Carta da Compaixão


People want to be religious, says scholar Karen Armstrong; we should act to help make religion a force for harmony. She asks the TED community to help her build a Charter for Compassion : to help restore the Golden Rule as the central global religious do.

About Karen Armstrong
Karen Armstrong is a provocative, original thinker on the role of religion in the modern world.

sábado, 5 de setembro de 2009

Eurico Carrapatoso - Ó meu Menino



Nesta 2ª história, exponho-vos uma obra contemporânea e excelente do ilustre compositor português, Eurico Carrapatoso.
Acho que esta interpretação brilhante. Podemos ver esta música numa focagem mais humana, como que dedicado a todos os meninos do mundo, e não apenas o Menino.A imagética do Painel, relembra-nos todo o património cultural que herdamos (crítico ou em absoluto) do cristianismo. Remete-nos para o Natal. Em Glosa de Natal, escreveu Marguerite Yourcenar (de forma sublime) : Trata-se de um nascimento, de um nascimento como todos deveriam ser, o de uma criança esperada com amor e respeito, trazendo em si a esperança do mundo. Trata-se dos pobres: uma velha balada francesa canta Maria e José procurando timidamente em Belém uma hospedaria para as suas posses, sempre desprezados em favor de clientes mais ricos e reluzentes e por fim insultados por um patrão que «detesta a pobralhada». É a festa dos homens de boa vontade, como dizia uma admirável fórmula que infelizmente já nem sempre se encontra nas versões modernas dos Evangelhos, desde a serva surda-muda dos cantos da Idade Média que ajudou Maria no parto até ao José aquecendo as fraldas do recém-nascido diante de um pequeno fogo, aos pastores cobertos de sebo mas julgados dignos da visita dos anjos. É a festa de uma raça tantas vezes desprezada e perseguida, porque é judeu o recém-nascido do grande mito cristão (falo de mito com respeito, e emprego a palavra no sentido dos etnólogos modernos, significando as grandes verdades que nos ultrapassam e de que precisamos para viver).
É a festa dos animais que participam no mistério sagrado desta noite, maravilhoso símbolo de que São Francisco e alguns outros santos sentiram a importância, mas que os cristãos comuns desprezam, não procurando neles inspiração. É a festa da comunidade humana, porque é, ou será dentro de dias, a dos três Reis cuja lenda quis que um fosse preto, alegoria viva de todas as raças da Terra levando ao menino a variedade dos seus dons. É a festa da alegria, mas também da dor, pois que a criança adorada será amanhã o Homem das Dores. É enfim a festa da própria Terra, que nos ícones da Europa de Leste vemos tantas vezes prosternada à entrada da gruta onde o Menino nasceu, a mesma Terra que na sua marcha atravessa neste momento o ponto do solstício de Inverno e nos arrasta a todos para a Primavera. Por esta razão, antes que a Igreja tivesse fixado o nascimento de cristo nesta data, ela era já, nos tempos antigos, a festa do Sol.
Parece que não é mau lembrar estas coisas que toda a gente sabe e que tantos esquecem.

Marguerite Yourcenar em: O tempo esse grande escultor. 1976

Ficha Técnica
Angélica Neto (Soprano); António José Carrilho e Sofia Norton (Flautas de Bisel); Jenny Silvestre (Cravo); Coro e Ensemble instrumental Olisipo; dir. Armando Pssante No 10º aniversário da estreia de Magnificat em talha dourada, Igreja de São Roque, 11.x.2008, Festival Música em São Roque

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Joan Baez - Hushabye (4ª História)



Traditonal american folk song by gorgeous voice Joan Baez

Lyrics - Letra
Hush-a-bye, don't you cry,
Go to sleepy little baby.
When you wake, you'll have sweet cake,
And all the pretty little horses.

Black and bay, dapple and grey,
Coach and six little horses,
Hush-a-bye, don't you cry,
Go to sleepy little baby.
Hush-a-bye, don't you cry,
Go to sleepy little baby,
When you wake, you'll have sweet cake,
And all the pretty little horses.

Way down yonder, down in the meadow,
There's a poor wee little lamby.
The bees and the butterflies pickin' at its eyes,
The poor wee thing cried for her mammy.

Hush-a-bye, don't you cry,
Go to sleepy little baby.
When you wake, you'll have sweet cake,
And all the pretty little horses.

Biografia e discografia

Página Oficial

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Curta-metragem Compramos e Vendemos Sentimentos


Compramos e Vendemos Sentimentos - Emotions Market from Francisco Sousa on Vimeo.

Sinopse:
Uma loja compra e vende sentimentos. Esses sentimentos são representados por rebuçados. Existem duas filas: uma para quem quer vender rebuçados, outra para quem quer comprar. Nessas filas existem vários tipos de pessoas: o velho que quer vender tristeza, o jovem obeso que quer comprar controle… Lúcio está na fila das vendas e quando chega a sua vez, tenta vender todos os seus sentimentos, colocando uma grande porção de rebuçados em cima da mesa. O empregado justifica que não está autorizado a vender um número tão elevado de sentimentos. No meio da discussão uma rapariga fica com todos os rebuçados de Lúcio, entregando um único sentimento em troca.
Uma curta excepcional,na qualidade estética (música e espaços) e no argumento!
Ficha técnica no blogue Filmes Portugueses 

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Evolution - The Molecular Landscape : lecture with Thomas Cech


Thomas Cech was raised and educated in Iowa (B.A. in chemistry from Grinnell College, 1970). He obtained his Ph.D. in chemistry from the University of California, Berkeley, and then engaged in postdoctoral research in the department of biology at the Massachusetts Institute of Technology in Cambridge, Massachusetts. In 1978 he joined the faculty of the University of Colorado, Boulder, where he became a Howard Hughes Medical Institute investigator in 1988 and Distinguished Professor of Chemistry and Biochemistry in 1990. 
In 1982 Dr. Cech and his research group announced that an RNA molecule from Tetrahymena, a single-celled pond organism, cut and rejoined chemical bonds in the complete absence of proteins. Thus RNA was not restricted to being a passive carrier of genetic information, but could have an active role in cellular metabolism. 
This discovery of self-splicing RNA provided the first exception to the long-held belief that biological reactions are always catalyzed by proteins. In addition, it has been heralded as providing a new, plausible scenario for the origin of life; because RNA can be both an information-carrying molecule and a catalyst, perhaps the first self-reproducing system consisted of RNA alone. 
In January 2000, Dr. Cech moved to Maryland as president of the Howard Hughes Medical Institute, which is the nation’s largest private biomedical research organization. In addition, HHMI has an $80 million/year grants program that supports science education at all levels (K-12 through medical school) and international research. 
Dr. Cech's work has been recognized by many national and international awards and prizes, including the Heineken Prize of the Royal Netherlands Academy of Sciences (1988), the Albert Lasker Basic Medical Research Award (1988), the Nobel Prize in Chemistry (1989)- see here an interview, - and the National Medal of Science (1995). In 1987 Dr. Cech was elected to the U.S. National Academy of Sciences and also awarded a lifetime professorship by the American Cancer Society. 
In April 2009 Dr. Cech will return full-time to the University of Colorado as the director of the Colorado Institute for Molecular Biotechnology.