sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Ainda a Pegada Ecológica, Overshoot , Relatório Meadows e Sustentabilidade: conhecer Enrique Leff



Enrique Leff é um economista mexicano. Doutor em Economia do Desenvolvimento pela Sorbonne (1975), é professor de Ecologia Política e Políticas Ambientais na Pós-Graduação da Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM) e, desde 1986, coordenador da Rede de Formação Ambiental para a América Latina e Caribe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
Leff também é conhecido no Brasil como professor do Curso de Doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento da Universidade Federal do Paraná.

Entrevista a Enrique Leff Revista Senac e educação ambiental - Ano 16 n.1 jan/abril 2007 (em português)

Ler até ao fim esta crónica de Enrique Leff Decréscimo ou desconstrução da economia

Em 1972, um estudo do Clube de Roma apontou, pela primeira vez, “Os limites do crescimento”. Quatro décadas depois, a destruição das florestas, a degradação ambiental e a poluição aumentaram de forma vertiginosa, gerando o aquecimento do planeta pelas emissões de gases causadores do efeito estufa. A solução para esse grave problema é mais crescimento?

Sobre Overshoot

Outras Leituras:
Até o Planeta entra em deficit!, por Mário Dorminski

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Programa RTP2 Sociedade Civil Transgénicos Sim ou Não?



1.1.O blogue do Programa Sociedade Civil, que no dia 10 o tema foi Transgénicos: sim ou não? Já tem mais de 100 comentários!

1.2. Podem ver o programa em diferido . Na minha opinião houve muitas culpas por parte da RTP:
1- o programa foi abruptamente interrompido para ser substituído, dez minutos depois por uma partida de basquetebol.
2- o debate foi muito parcial: 2 pro OGM contra 1
3- como sempre, o ambientalista nos programas televisivos transforma-se num rótulo, num adjectivo de alguém "chato", o lado "mau". Ora como todos os intervenientes, tem uma profissão ou habilitações académicas. No caso da Margarida Silva, se em vez de ambientalista se se tivesse optado por acrescentar ou dizer previamente que é Professora Universitária e Bióloga, o entendimento geral do programa teria sido diferente.

Foto retirada do Greenpeace BlogTV, 2006

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Biocombustíveis - entrevista a Hartmut Michel, Prémio Nobel de Química

Autobiografia

O prémio Nobel de Química em 1988, Hartmut Michel, disse que com os biocombustíveis não economizam emissões de dióxido de carbono, gás que provoca o aquecimento global, e que o apoio a essa alternativa em todo o mundo está fomentando a perda da floresta tropical na Indonésia, Malásia, algumas zonas da África e no Brasil. O alemão de 59 anos disse ao jornal espanhol El País que no Brasil a Amazónia, floresta considerada o pulmão do mundo, para plantar soja, a fim de usá-la como matéria-prima para a produção de agrocombustíveis. Queimar floresta para produzir soja liberta uma quantidade enorme de dióxido de carbono à atmosfera, afirmou. Se os agrocombustíveis não contribuem à redução das emissões contaminantes e sua implantação representa fenómenos ambientais graves como o desmatamento da floresta amazônica, como se explica o brutal esforço internacional para estimular sua produção? Os biocombustíveis são uma idéia muito atractiva, o termo bio vende muito, disse, mas não sou o único que critica os biocombustíveis, basta fazer os cálculos. Michel recebeu o prémio Nobel de Química, junto com Johann Deisenhofer e Robert Huber, por determinar o funcionamento em detalhe da fotossíntese. Actualmente continua trabalhando no Instituto Max Planck de Biofísica da Alemanha, dedicada à pesquisa científica. A União Europeia decidiu que 5,75 por cento do transporte baseado em energias de origem fóssil deverá funcionar com agrocombustíveis antes de 2010. Recomendaria abolir essa directiva: com os biocombustíveis não se economizam emissões de dióxido de carbono, disse Michel a El País da Espanha. Reconheceu que é evidente que temos que reduzir as emissões de dióxido de carbono se quisermos deter ou reduzir o aquecimento global, temos que mudar as energias fósseis para energias renováveis. No entanto, Michel explicou que o processo de produção de agrocombustíveis representa a libertação de quantidades importantes de dióxido de carbono para a atmosfera. Pelo menos 50 por cento de toda a energia contida no biogás ou biocombustível procede de fontes fósseis, afirmou. Para produzir alguns biocombustíveis, como o etanol, faz falta investir muita energia em forma de fertilizante, de transporte, e também na destilação do álcool, explicou. Michel acrescentou que os agrocombustíveis são muito ineficientes do ponto-de-vista energético e que teríamos que plantar áreas extremamente extensas para satisfazer esse mercado. O biocombustível que pode ser produzido por unidade de superfície e ano contém menos de 0,4 por cento da energia solar que tem recibido essa superfície no mesmo tempo, explicou. Como exemplo, que inclusive se não contarmos a energia que deve se investir em produzir os biocombustíveis, devemos levar em conta que cobrir a procura de electricidade da Alemanha com biocombustíveis exigiria dedicar toda a superfície do país a cultivos energéticos. Esses cultivos são uma forma muito pouco eficiente de usar o solo, sentenciou. Michel esclareceu que a verdadeira alternativa é o uso de uma energia renovável como a solar. Poderíamos ter uma megainstalação solar no Saara, por exemplo, e transformar a energia que se obtivesse em alguma outra forma de energia que possa ser transportada, como o hidrogénio, explicou o cientista. Fonte: Rádio Mundo Real

Biografias: Wiki

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Bem vindo,Dalai Lama!!!

Bandeira Nacional do Tibete e seu significado

Portugal não vai receber oficialmente Dalai Lama...tendo sido os portugueses, o primeiro povo ocidental a estabelecer contactos regulares com o povo tibetano. Eis a lista de líderes e presidentes dos respectivos países, que receberam OFICIALMENTE Dalai Lama. 1.Leitura recomendada Valha-nos Dalai Lama, de Ana Gomes.

2.Programa da Visita de Dalai lama Lisboa 2007

3.Exploração abusiva, por parte da China, dos Recursos Naturais do Tibete A exploração abusiva dos recursos naturais continua na forma como o programa nuclear da China foi elaborado usando o Tibete como uma zona de testes nucleares e depósito de resíduos nucleares, tornando o Planalto do Tibete num verdadeiro Los Alamos. Recentemente tem havido registos nas populações nómadas de doenças provocadas pela exposição a radiações.

4.O MEIO AMBIENTE NATURAL Ensinamento de S.S. Dalai Lama extraido do livro Ética para o novo milénio Se há uma área em que tanto a educação como os media têm uma responsabilidade particular é, creio eu, na do meio ambiente natural. Uma vez mais, esta responsabilidade tem menos a ver com questões de certo e de errado do que com uma questão de sobrevivência. A natureza é a nossa casa. Não é necessariamente sagrada ou santa, é simplesmente o lugar onde vivemos. É do nosso interesse olhar por ela. É do senso comum. Mas só recentemente o índice populacional, o poder da ciência e a tecnologia cresceram ao ponto de poderem ter um impacto directo sobre a natureza. Por outras palavras, até agora a Mãe Natureza tem tolerado o nosso descuido caseiro. Mas agora chegámos ao ponto em que ela deixou de poder aceitar o nosso comportamento em silêncio. Os problemas causados pela degradação ambiental podem ser vistos como a sua resposta ao nosso comportamento irresponsável. Está a avisar-nos que a sua tolerância tem limites. As consequências de não termos sido disciplinados na maneira como nos relacionamos com o meio ambiente estão particularmente patentes no Tibete. 
Não é exagero dizer-se que o Tibete em que cresci era um paraíso selvagem. Qualquer viajante que tenha visitado o Tibete antes do meio do séc. XX pôde observá-lo. Os animais eram raramente caçados, excepto em áreas remotas onde as culturas não podiam crescer. Na verdade, era costume os funcionários governamentais promulgarem anualmente um despacho de protecção da vida selvagem que estipulava que ninguém, fosse ele humilde ou de nobre extracção, devia fazer mal ou exercer violência sobre os seres aquáticos ou os animais selvagens. As únicas excepções eram os ratos e os lobos. Quando era jovem lembro-me de ver muitas espécies diferentes, por onde quer que viajasse fora de Lhasa. 
A principal recordação que eu tenho da viagem de três meses e 13 dias que fiz através do Tibete, desde o meu lugar de nascimento até Leste de Lhasa, onde fui formalmente proclamado Dalai Lama com a idade de quatro anos, é a da vida selvagem que encontrei ao longo do caminho. Vi inúmeras manadas de Kiang (burros selvagens) e drong (yak selvagens) vagueando livremente nas grandes planícies. De vez em quando, avistávamos ao longe manadas de gowa, a tímida gazela tibetana, de wa, o veado de lábios brancos ou de tso, o nosso antílope majestoso. Lembro-me também da fascinação que sentia pelos pequenos chibi, ou pika, que se juntavam em zonas onde cresciam as ervas. Eram tão sociáveis! Gostava de observar os pássaros: o digno gho (quebra-ossos ) planando lá no alto, por cima dos mosteiros, vivendo nas montanhas, os bandos de gansos (nangbar) e de vez em quanto, à noite, ouvir o pio do wookpa (bufo-pequeno). Mesmo em Lhasa, não me sentia de nenhum modo desligado do mundo natural. 
Do alto do Potala, o palácio dos Dalai Lamas, passei horas sem conta nos meus aposentos, quando era criança, a observar o comportamento do khyungkar de bico vermelho que fazia o ninho nas fendas dos muros. Atrás do Norbulingka, o palácio de Verão, via frequentemente pares de trung trung (o grou japonês de pescoço negro), pássaros que representam para mim o epítome da elegância e da graciosidade, que lá viviam nos pântanos. E não posso deixar de mencionar a coroa de glória da fauna tibetana: os ursos e as raposas de montanha, o chanku (lobos), e o sazik (o belo leopardo-das-neves), e o sik (o lince) que semeava o terror nos agricultores nómadas ou o manso panda gigante, que é originário da fronteira entre o Tibete e a China. 
Infelizmente já não se encontra esta profusão de vida selvagem, em parte devido à caça mas, sobretudo, devido à perca de habitat, que está hoje, meio século após a ocupação do Tibete, reduzido a uma pequena fracção do que era. Todos os tibetanos, sem excepção, com quem falei e que tinham visitado o Tibete após trinta ou quarenta anos, notaram a ausência marcante de vida selvagem. Enquanto em tempos havia áreas onde os animais selvagens se acercavam das casas, hoje é difícil vê-los seja aonde for. Igualmente problemática é a devastação das florestas tibetanas. Dantes, as colinas eram densamente arborizadas. Hoje, aqueles que lá voltaram contam que elas estão rapadas como a cabeça de um monge. O governo de Beijing admitiu que as trágicas inundações da China ocidental e de outras zonas mais distantes, foram em parte devidas à desflorestação. No entanto, continuo a ouvir falar do vai e vem incessante de camiões que levam toros para fora do Tibete, em direcção a Leste. Esta situação é particularmente trágica devido ao facto de, em virtude do clima rigoroso e do terreno acidentado do país, a reflorestação requerer atenção e cuidados contínuos. Mas infelizmente não há indícios que isso se passe. 
Há muito tempo, desde a chegada ao exílio, que me interesso de perto pelos problemas do ambiente. O governo tibetano no exílio teve um cuidado especial em sensibilizar as crianças às suas responsabilidades como habitantes deste frágil planeta. Falo nesta questão sempre que tenho oportunidade. Sublinho sempre a necessidade de considerarmos como as nossas acções, ao afectar o ambiente, são susceptíveis de afectar os outros. Reconheço que isto é por vezes difícil de avaliar. Não podemos declarar, por exemplo, com toda a certeza, quais são as consequências finais da desflorestação no solo e nas chuvas, nem quais as implicações para o sistema climatérico do planeta. A única coisa certa é que nós, humanos, somos a única espécie que tem poder para destruir a Terra. Nem os pássaros, nem os insectos, nem nenhum mamífero têm esse poder. Porém, se temos a capacidade de destruir a Terra, também temos a capacidade de a proteger.

5. Memórias Curtas: Edição excepcional da Egoísta, A PAZ finais de 2006, que reúne, testemunhos tão importantes como os de Dalai Lama, Ramos Horta, Bento XVI,....

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Definindo o valor ambiental das tecnologias de informação (TI verde)



O assunto TI Verde é geralmente focado em avaliar como a tecnologia causa impacto ambiental em uma empresa e o que é necessário fazer para reduzir esse dano. Entretanto, as áreas de TI também devem estar cientes dos fatores que constituem o impacto ambiental total da empresa e até que ponto a TI pode ser um peso ou uma vantagem.


Principais constatações

A TI tem vários papéis quando se trata de aumentar ou reduzir o dano ambiental de uma empresa, que varia de acordo com o setor da indústria, produtos, serviços e processos de negócios.
Há três graus de impacto ambiental de TI: o impacto da própria TI, o impacto da TI nas operações do negócio e na cadeia de abastecimento, e o impacto da TI no consumo de produtos e serviços.
Apesar de diferentes setores da indústria tenderem a um equilíbrio diferente entre esses três graus, diferenças substanciais também podem ser encontradas dentro de um mesmo setor. Consequentemente, não é possível haver generalizações.

Recomendação

Dê ao impacto ambiental um tratamento de business case (em termos de custos, benefícios e riscos) e use a mesma abordagem adotada por qualquer projeto intensivo de TI.

ANÁLISE

O que Você Precisa Saber

A TI tem uma área de cobertura muito mais ampla do que as iniciativas de TI verde costumam, em geral, considerar. As áreas de TI devem articular os custos, benefícios e riscos que a tecnologia pode causar na política ambiental da empresa como um todo.

Ainda que a tentativa de tornar a TI mais verde deva continuar sendo uma preocupação, há áreas onde a implementação de mais TI pode contribuir de forma significativa para tornar uma empresa mais sustentável do ponto de vista ambiental.

Análise

O foco da TI verde está geralmente no fato de a informática ser um peso para o ambiente. Impactos negativos incluem o uso de substâncias perigosas, escassas ou não recicláveis; lixo eletrônico; alto consumo de energia; e emissões associadas ao resfriamento de equipamentos de alta potência. Isso significa que CIOs ou outros gerentes de TI que têm por objetivo fazer a TI verde, devem tentar alcançar, de modo geral, objetivos parecidos, independente da indústria a que possam pertencer.

Entretanto, a TI é somente uma das áreas que produz impactos ao ambiente dentro de uma empresa: criação de produto ou serviço, cadeia de abastecimento, produção, logística, distribuição, imóveis, deslocamento, política de compra e vários outros processos consomem ou influenciam a energia e geram desperdícios. Os clientes da empresa também contribuem para a sua área de cobertura ambiental no modo em que usam ou consomem o produto ou serviço.

Entendendo a escala relativa do impacto ambiental para determinar onde a TI pode ter mais impacto

Da perspectiva do gerenciamento de TI de uma empresa, há três graus de impacto ambiental:

O impacto de primeiro grau é aquele causado diretamente pela TI e pelas formas de comunicação usadas pela empresa. Isso inclui o lixo eletrônico e a distribuição de bens; consumo de recursos não renováveis, como energia usada no data center para computadores, equipamentos de impressão e de rede; a energia contida no ciclo de vida total de cada bem; e o comportamento do usuário.
O impacto de segundo grau se refere às operações e à cadeia de abastecimento, independente de o resultado final ser um produto, serviço, ou uma combinação de um produto e um serviço. Isso inclui os efeitos ambientais do consumo de material e de energia; emissões ou desperdícios provenientes da produção e de todos os processos operacionais; consumo de papel para fins administrativos; energia elétrica, sistema de aquecimento e de refrigeração para prédios; transporte da força de trabalho e locomoção; frotas de veículos; impacto no supply chain; e coleta de lixo. O componente de energia de tudo isso se torna parte da "energia incorporada" em um produto ou serviço — isto é, a energia usada na sua fabricação e distribuição.
O impacto de terceiro grau é o impacto ambiental na fase "em uso" ou na fase de entrega dos produtos e serviços da empresa — isto é, os impactos diretos da aquisição e uso dos produtos e serviços.
Alguns exemplos ajudam na explicação. Para um fabricante de automóveis, a energia gasta na montagem do automóvel, na produção de componentes pela sua cadeia de abastecimento e na remessa desses automóveis, na realização de pesquisa e desenvolvimento, e nos testes faz parte do segundo grau de impacto. A gasolina usada para os carros e as emissões de dióxido de carbono faz parte do terceiro grau. Finalmente, a TI que administra a fábrica, bem como todos os outros processos, constitui o primeiro grau do impacto.

Para um banco público, o segundo grau constitui principalmente o consumo de papel, transporte dos funcionários e ar condicionado usado nos escritórios. O terceiro grau está relacionado à emissão de carbono dos clientes: Eles precisam ir até os caixas? Eles podem fazer as coisas que precisam ser feitas de suas casas ou de seus escritórios?

Isso é importante para avaliarmos a importância do impacto causado pela TI com relação às atividades de produção e de consumo. Na maioria das indústrias de produção onde há um significativo processamento de materiais ou onde o processo é particularmente intensivo quando se trata de energia, a contribuição de primeiro grau proporcionada pela TI à área de cobertura ambiental é muito pequena, o que sugere que a maior função da TI possa estar usando a TI para minimizar os efeitos do segundo e terceiro graus. Entretanto, a contribuição proporcionada pela TI à área de cobertura ambiental da empresa torna-se relevante em setores como o de serviços financeiros ou governo, onde o processamento e as transformações são na maioria das vezes relacionadas às informações ao invés de materiais, e onde o transporte ou os deslocamentos não sejam significativos, devido à natureza de suas operações. É claro que isso não pode ser generalizado mesmo em um setor da indústria, pois cada empresa tem seu próprio perfil de impacto ambiental.

Entender onde as operações da empresa causam maior dano ambiental, bem como o impacto durante o ciclo de vida do produto ou serviço, do início ao fim, é um fator crítico para se determinar onde uma intervenção pode trazer benefícios por meio de inovação e investimento.

Onde a aplicação da TI tem mais impacto?
A TI e a internet transformaram a sociedade e o mundo comercial. A TI já produz efeitos ambientais positivos significativos ao administrar organizações de forma eficiente e ao propiciar saúde e segurança ambiental, e outros sistemas de controle. ATI tem um papel importante ao aprimorar a sustentabilidade ambiental da nossa sociedade, economias, empresas e serviços públicos.

São várias as aplicações futuras da TI que podem melhorar a sustentabilidade ambiental:
  1. Base de dados de materiais e substâncias
  2. Administração de desperdícios
  3. Substituição de deslocamento
  4. Otimização nos transportes
  5. Sistemas de controle para aquecimento, energia elétrica e refrigeração
  6. Administração de energia
  7. Mecanização de sistemas de gerenciamento ambiental
  8. Administração de cadeia de abastecimento
O aspecto interessante é que a política de TI verde pode passar de uma obrigação para se tornar uma vantagem por meio da redução da emissão do carbono nos processos de produção e de consumo. Alguns exemplos incluem as tecnologias operacionais para melhorar os processos de produção e o consumo de energia, mecanização, administração de frotas, aumento de serviços online para os clientes e para os funcionários a fim de minimizar a necessidade de deslocamento para locais específicos, serviços móveis que serão fornecidos onde e quando necessário, e assim por diante. Apesar de as preocupações ambientais não serem provavelmente um propulsor primário para os intensivos investimentos de TI, essas preocupações terão cada vez mais importância para dar suporte ao caso de negócio.

Data de Publicação: 5 de setembro de 2007

domingo, 9 de setembro de 2007

O Descodificador - lutas sociais,OGM, propriedade, interesses económicos- texto de Boaventura de Sousa Santos


Imagem retirada daqui onde podem visulizá-la mais ampliada

O Descodificador
Publicado na Visão em 30 de Agosto de 2007
Fonte:
Centro de Estudos Sociais
Frequentemente, um pequeno acontecimento revela aspectos da vida colectiva que, apesar de importantes, permanecem submersos na consciência dos cidadãos e na opinião pública. A destruição de um campo de milho transgénico no Algarve é um desses acontecimentos. Através dele revelaram-se entre outras, as questões da legitimidade das lutas sociais, da propriedade privada, da influência dos interesses económicos nas legislações nacionais, do papel do Estado nos conflitos sociais, da construção social da perigosidade de certos grupos sociais e da possível nocividade dos organismos geneticamente modificados (OGM) para a saúde pública.
As lutas sociais são frequentemente compostas de acções legais e ilegais. Os actos fundacionais das democracias modernas foram, quase sem excepção, ilegais: greves e manifestações proibidas, lutas clandestinas, insurreições militares (como o 25 de Abril), actos que hoje consideramos terroristas (como os do terrorista Nelson Mandela). Em certos contextos, os activistas podem escolher entre meios legais e ilegais (como no caso vertente), noutros, não têm outra opção que não a da ilegalidade.
A propriedade privada é um alvo difícil porque as concepções sociais a seu respeito são muito contraditórias e evoluem historicamente. Os primeiros impostos sobre o capital industrial não foram considerados pelos empresários como uma violação do direito de propriedade? Há violações da propriedade privada que não causam qualquer comoção social apesar de serem graves, por exemplo, os salários em atraso. No caso dos transgénicos, o tratamento do direito de propriedade apresenta contradições flagrantes. Enquanto, por um lado, a polinização cruzada faz com que culturas convencionais venham a ser contaminadas pelos OGM, o que, sendo uma violação do direito de propriedade, não levanta nenhum clamor. Por outro lado, um agricultor canadiano, vítima de polinização cruzada, foi obrigado a pagar uma indemnização à Monsanto, empresa de sementes, por ter violado o direito de propriedade desta (a patente) ao usar sementes que tinham sido contaminadas contra a sua vontade.
Estas contradições decorrem do fortíssimo lobby das grandes empresas de sementes, cinco ou seis a nível mundial, na legislação e nas políticas nacionais. Só essa pressão explica: que Portugal (durante um tempo visto como refúgio da agricultura biológica e orgânica da Europa) seja hoje um dos seis países a aceitar os transgénicos; que a legislação portuguesa seja tão enviesada a favor dos OGM que quase parece ter sido redigida pelos advogados das empresas; que o ministro da triste figura faça, de um campo de milho, um campo de batalha a exigir imediata ajuda humanitária; que os técnicos do Estado apaguem, como ciência, as press releases da Monsanto e escamoteiem a questão principal: se os OGM fazem mal às borboletas e outros animais inferiores porque não accionar o princípio da precaução?
Este lobby encontra no caldo de cultura conservador da opinião pública o contexto ideal para estigmatizar a oposição aos seus interesses. E assim os activistas são transformados em ecofascistas ou terroristas light.

Outro texto de BSS em 2000, O MacMártir e os Alimentos Transgénicos publicado na Visão em 21 de Setembro de 2000 não perdeu actualidade, a reler portanto.

Mais textos e sítios relacionados


Guia OGM 2006 - Greenpeace Francesa- descarregue o PDF

sábado, 8 de setembro de 2007

Dia Internacional da Alfabetização

O Dia Mundial da Alfabetização, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no ano de 1967, é comemorado em 08 de setembro e tem como principal objetivo fomentar a alfabetização em vários países. A alfabetização não é apenas o processo de aprendizagem de ler e escrever, pois é também um dos elementos responsáveis pelo desenvolvimento de um país.

Um país cuja população é alfabetizada e letrada apresenta melhores índices de desenvolvimento humano. Isso porque, ao entrarmos em contato com o conhecimento, temos aumentadas as chances de conseguirmos um emprego melhor e, por consequência, melhores salários. Alfabetizar a população pode alterar significamente os rumos de um país e, focados nesse objetivo, vários países têm assumido o compromisso de combater o analfabetismo. Os resultados desses esforços já foram notados, com a alfabetização atingindo cerca de 84% da população mundial, segundo dados da ONU.

Conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos,

A alfabetização influi de maneira decisiva na vida das pessoas: uma sociedade alfabetizada e letrada certamente é uma sociedade melhor e mais bem organizada. Saber ler e escrever é fator essencial para o empoderamento e autoestima de homens, mulheres e crianças, energia que pode alterar os rumos de um país. Esse é apenas mais um dos inúmeros motivos para que o conhecimento seja, de fato, democratizado e chegue para o maior número de pessoas, não importando questões geográficas ou sociais. Contudo, atualmente, conforme pesquisa realizada pela ONU, 781 milhões de adultos em todo o mundo não sabem ler, escrever ou contar, e cerca de 250 milhões de crianças são consideradas analfabetas funcionais, isto é, passaram pela escola, mas não conseguem compreender aquilo que leem. Esses números alarmantes apenas comprovam que o desafio de alfabetizar e disseminar o conhecimento deve ser visto como prioridade.

Infelizmente, cerca de 250 milhões de crianças são consideradas analfabetas funcionais
Infelizmente, cerca de 250 milhões de crianças são consideradas analfabetas funcionais

A alfabetização é uma peça-chave para a diminuição das injustiças sociais, já que a circulação de ideias e saberes está intrinsecamente relacionada com a diminuição da pobreza. Infelizmente, no Brasil, o dia 8 de setembro, Dia Mundial da Alfabetização, ainda não pode ser amplamente comemorado, visto que o Indicador do Analfabetismo Funcional (Inaf) 2011-2012 trouxe dados que revelam que, embora o acesso às escolas tenha sido facilitado, a inclusão no sistema de ensino não melhorou os níveis de alfabetização. Isso significa que frequentar a escola (sobretudo a escola que sabemos estar distante do ideal) não garante a alfabetização e o letramento de homens e mulheres, o que aumenta ainda mais o desafio de levar o conhecimento pleno para todo cidadão brasileiro. Como dizia Monteiro Lobato, "um país se faz com homens e livros", e é por intermédio da educação que a sociedade será transformada.

Por Luana Castro

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

O meu tributo a Miguel Torga - vídeo da minha autoria e uma citação


Pequeno filme feito por mim, com fotos minhas. Música de Cocteau Twins.

Pelas terras de Miguel Torga. Minha homenagem.
For the land of Miguel Torga, great portuguese poet. My tribute.
De la terre de Miguel Torga, poet portugais . Ma grand hommage.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Luís Quinta- Santuários Marinhos Portugueses


Com 1,6 milhões de quilómetros quadrados de área marítima e dois arquipélagos em pleno Atlântico, Portugal apresenta-se como um país rico em biodiversidade e guardião de inúmeros tesouros vivos deste planeta. 
1. Parque Marinho Luiz Saldanha Arrábida - Oceanário em mar aberto Uma geografia ímpar criou junto à capital o mais rico santuário de vida marinha português, ameaçado pela sobrepesca. Mas as espécies estão a regressar às águas límpidas da Arrábida 
2.Reserva Natural das Berlengas - A ilha encantada. Nestas águas de fronteira convivem espécies de dois mundos: as do Atlântico Norte e as de mares mais meridionais 
3.Pedra do Barril Algarve Floresta no fundo do mar- Nas águas algarvias do Sotavento, árvores subaquáticas servem de abrigo a peixes exóticos. 
4.Ilhéus das formigas - O palácio dos corais Coral negro, lírios e barcos naufragados polvilham os fundos marítimos das Formigas. 
5.Banco D. João de Castro - Água com gás. Um antigo vulcão tornou-se porto de abrigo para espécies subtropicais.
6.Parque Natural da Ilha do CORVO - Corte submarina. Por vontade da população, uma reserva voluntária foi criada – e os majestosos meros fizeram dela a sua morada. 
7.Reserva Natural das Ilhas DESERTAS - Monges marinhos. Medidas de preservação enérgicas contribuem para a recuperação do mamífero mais ameaçado da Europa 
 8.Parque Natural das Ilhas SELVAGENS - Transparência única. Águas cristalinas acolhem espécies típicas de águas africanas - enquanto nos ares se passeia a mais numerosa colónia de aves marinhas da Macaronésia. 
9.Reserva Natural do GARAJAU-  Cruzamento oceânico. Perto de um cabo, os fundos do Garajau servem de habitat a espécies residentes e a turistas acidentais de mares mais profundos. 

Reportagem completa na revista Visão. Não perder ainda o vídeo comentado pelo autor e as magníficas fotos e os belíssimos seres vivos habitantes dos nossos mares.

Biografia Luís Quinta é fotógrafo de vida selvagem há cerca de 20 anos. Mergulhou em toda a costa portuguesa, passando por todas as ilhas dos arquipélagos da Madeira e dos Açores. Desceu ainda a todos os montes submarinos. 
 Primeira Foto: Berlengas, SPEA 


quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Cine Eco 2007 - 22 a 27 de Outubro - Seia


Agradecimentos a LS do
Oceano de Palavras

O CineEco é uma iniciativa que se tem vindo a produzir, anualmente, desde 1995. É um festival de cinema, de âmbito internacional dedicado à área do ambiente e que ao longo dos anos tem apresentado outra vertente do cinema, o cinema de autor, nomeadamente obras pouco conhecidas dos grandes auditórios e muito longe dos circuitos comerciais. Ao longo das edições o festival tem vindo a evoluir de forma excepcional. É considerado, por muitos, o maior evento na área da cinematografia de autor. 

O festival tem contado, ao longo das suas 12 edições, com a presença de prestigiados figuras do mundo do espectáculo, Lucélia Santos (Brasil), Silvia Pfeiffer (Brasil), Raul Solnado, Professor Fernando Catarino, Luisa Schmidt (Expresso), Brandão Lucas, Pedro Oliveira (RTP), Mário Augusto (SIC), Imola Gaspar (Hungria), Márcia Guerra (Brasil), Tiziana Tarquini (Itália), Rosa Coutinho Cabral (Portugal), Doc Comparato (Brasil), entre outros. 

Um acontecimento cultura ímpar que reúne todos os anos públicos de todo o mundo e que resulta de uma parceria de sucesso entre a Câmara Municipal de Seia e algumas instituições de grande relevância no nosso país como sendo, por exemplo, o Ministério da Cultura e o Instituto de Promoção Ambiental. 

Saiba mais sobre as Edições Anteriores. 
Blogue: Cine Eco 
Site: Cine Eco
Youtube: Cine Eco
Descarregue aqui o Catálogo 2006
Filme: Documentário comemorativo 25 anos CineEco

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Bicicletas de Amsterdão



Na Semana Europeia da Mobilidade que se aproxima eis uma reportagem bem descontraída de um norte-americano, Brian Wilson durante uma estadia em Amsterdão: Amsterdam Bicycles - são 82 imagens sobre bicicletas tiradas durante 73 minutos em 9/12/06 em Amsterdão, Holanda. Agradecimentos a Sargaçal

Preparei um filme de vídeo baseado na fotoreportagem.

A propósito de biciletas, aconselho a ler os seguintes textos do Ponto Verde:

Bicicleta mobilidade e o futuro

Bicicleta mobilidade e a Europa

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Testemunho sobre medidas que tomo diáriamente para reduzir a pegada ecológica e o aquecimento global



Esta curta-metragem de Steve Cutts é muito interessante e alerta-nos sobre a nossa pegada ecológica VS biocapacidade. Como provavelmente vais concordar comigo, o vídeo é um óptimo mote para actuar, para resoluções de regresso ao trabalho que te vão deixar concerteza mais sorridente e pronto a melhorar as tuas práticas mais amigas do ambiente. E o que tenho feito para reduzir a minha pegada ecológica?
Assim, além de muitos projectos ambientais nas escolas onde leccionei e lecciono:
-reduzo imenso o consumo de sacos de plástico- levo uma mochila ou reutilizo outro saco de plástico; recuso os sacos de plástico quando faço compras;
-adiro a todas as campanhas de recolha de radiografias, pilhas/baterias de telemóvel, tampas, etc...
-leio e cumpro com rigor as indicações técnicas dos aparelhos domésticos e em particular no que respeita a poupança de água, energia e do próprio material;
-só compro fruta e vegetais da época e prefiro o comércio local;
- as revistas já lidas ou dou a familiares ou coloco na sala de professores ou dou a alunos;
-prefiro o empréstimo de livros e DVD entre familiares e vizinhos, quando possível;
-desloco-me frequentemente à Biblioteca Municipal para ler jornais, consultar livros técnicos e trazer livros para casa;
-utilizo as escadas em vez dos elevadores (máximo 5 andares);
-reduzo imenso o uso do automóvel; sempre que possível, transporto mais alguém comigo
-subscrevo todas as petições sócio-ambientais (pela biosegurança, pela educação, pelo princípio de precaução, pela eficiência energética....) nacionais, europeias (CEE) e internacionais (contra a desertificação, conservação das florestas, conservação dos oceanos, etc...)
-participo activamente em períodos de discussão pública de vários Planos nacionais, municipais;
-reduzo ao máximo o uso de papel e impressão; imprimo em duas faces e reutilizo papel já impresso;
- não uso impressora. Tenho pen e peço para imprimir se imprescindível.
- compro papel reciclado e sem cloro;
-as roupas, livros e aparelhos domésticos em razoável estado entrego-os à Casa do Caminho, Emaus e à Legião da Boa Vontade;
João Soares

domingo, 2 de setembro de 2007

Dia Internacional do Abutre



A celebração do Dia Internacional do Abutre comemora-se todos os anos no primeiro sábado de setembro.

A data tem como objetivos sublinhar a importância ecológica do abutre e chamar a atenção mundial para o perigo de extinção de determinadas espécies de abutres. Os envenenamentos, os abates ilegais, a colisão em linhas de alta tensão e a perda do habitat colocam esta espécie em perigo.

Os abutres são aves de rapina que vivem em grupo e que se alimentam de animais mortos. Ao contrário do que as pessoas pensam, eles têm um papel relevante no ambiente, impedindo a contaminação e o espalhar de doenças e contribuindo para o equilíbrio dos ecossistemas.
Abutres em Portugal

Em Portugal estas aves podem ser encontradas na região do Douro. O abutre mais comum em Portugal é o abutre Britango, o mais pequeno, conhecido também como Abutre-do-Egito. As outras duas espécies de abutres em Portugal são o Grifo e o Abutre-Negro.

Estes abutres estão em destaque neste dia mundial do abutre, nos jardins zoológicos da Maia, de Lisboa, de Lagos e de Lourosa, assim como no Parque Biológico de Gaia, que organizam atividades especiais relacionadas com estes animais.

sábado, 1 de setembro de 2007

Dia de Acção da Blogosfera Blog Action Day - Una-se à causa do Ambiente


No dia 15 de Outubro, apela-se à união da comunidade de blogueiros para que o assunto
único na web seja o Ambiente.
Cada blogueiro deve escrever algo no contexto do tema de Ambiente, com o objectivo de multiplicar o número de pessoas que nesse dia falem do futuro do planeta e reflictam sobre o nosso papel no ecossistema global.
Participem e registem-se como um dos blogues participantes, se desejarem, na página da iniciativa
Blog Action Day.

André Gorz - o pai da ecologia política



Filósofo fundador da revista Le Nouvel Observateur se suicida André Gorz se suicidou juntamente com sua mulher em Vosnon, no centro da França Efe PARIS - O filósofo francês André Gorz, co-fundador da prestigiosa revista Le Nouvel Observateur junto com Jean Daniel, se suicidou em companhia de sua mulher em sua casa de Vosnon, no centro da França, informaram nesta segunda, 24, seus parentes. Os corpos dos dois foram encontrados um ao lado do outro, enquanto um cartaz colocado na porta pedia que a polícia fosse avisada. A mulher do filósofo sofria de uma doença degenerativa há anos. Nascido em Viena, em fevereiro de 1923, filho de um vendedor de selos judeu e de uma secretária católica, Gorz chegou a Paris em 1949, após ter estudado na Suíça. Logo entrou em contato com o mundo intelectual da capital francesa e começou a trabalhar como jornalista em diversas publicações, onde seus primeiros artigos foram divulgados sob o pseudônimo de Michel Bosquet. Em 1961, entrou para o comitê de direção da revista Les Temps Modernes, que tinha sido fundada em 1944 por Jean-Paul Sartre. Em poucos anos assumiu a direção política da publicação, onde se posicionou como o líder intelectual da tendência "italiana" da "nova esquerda", inspirada em nomes como Bruno Trentin, Garavani e Vittorio Foa. Em 1964, funda juntamente com Daniel Le Nouvel Observateur, à qual esteve ligado durante anos, até que surgiram diferenças com os demais dirigentes, contrários a suas posturas radicais, cada vez mais inclinadas à ecologia. Seus ensaios e trabalhos neste campo o levaram a ser considerado um dos pais da ecologia política na França e do anticapitalismo. Desde o início da década de 90 estava afastado do mundo jornalístico e vivia em retiro ao lado da mulher em Vosnon.

André Gorz (wikifr)
Livros de André Gorz (já traduzidos): O Imaterial Misérias do Presente, Riqueza do Possível Metamorfoses do Trabalho
Crítica da Divisão do Trabalho Adeus ao Proletariado