Hoje, 17 de Novembro,alterei em parte o post Deixem o Petróleo em Paz!, porque a publicidade ao terror é perniciosa. Por outro lado, o conhecimento desta realidade que o flime retrata (a perspectiva "do outro lado") faz com que se não travarmos as causas- uma deleas é o conflito pelo petróleo- e estivermos mais conscientes que há opções energéticas favoráveis, então o ciclo de terror é um ciclo vicioso.
quarta-feira, 17 de novembro de 2004
terça-feira, 16 de novembro de 2004
Dia Mundial do Mar
Paint the whole world blue
And stop your tears from stinging
Hear the cavemen singing
Good news they're bringing
Seven seas
Swimming them so well
Glad to see my face among them
Kissing the tortoise shell
A longing for some fresher feeling
Belonging or just forever kneeling
Where is the sense in stealing
Without the grace to be it
Burning my bridges and smashing my mirrors
Turning to see if you're cowardly
Burning the witches with mother religious
You'll strike the matches and shower me in water games
Washing the rocks below
Taught and tamed in time with tear flow
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segunda-feira, 15 de novembro de 2004
Deixem o Petróleo em Paz!(alterado)
Já há muito tempo que podemos optar. Pelos danos ambientais por demais conhecidos e pelos problemas de conflitos mundiais que o petróleo tem causado, porque não o deixamos??? Queremos optar e dizer basta!!
A propósito dos temas desta semana encontrei esta página de cinema virtual- a Download Cinema- da qual resultou este trabalho, de grande impacto visual, dando uma perspectiva muito peculiar da equação carbono-efeito de estufa-guerra-pobreza-terror.
Eu optei pelas energias renováveis. Se precisares de tirar dúvidas onde e como obter mais informação, é só consultar os vários blogues ambientalistas e ONGA que estão ao teu dispôr aqui no lado esquerdo.
Filme
A propósito dos temas desta semana encontrei esta página de cinema virtual- a Download Cinema- da qual resultou este trabalho, de grande impacto visual, dando uma perspectiva muito peculiar da equação carbono-efeito de estufa-guerra-pobreza-terror.
Eu optei pelas energias renováveis. Se precisares de tirar dúvidas onde e como obter mais informação, é só consultar os vários blogues ambientalistas e ONGA que estão ao teu dispôr aqui no lado esquerdo.
Filme
domingo, 14 de novembro de 2004
Ó Finisterra,varanda da infinitude, será que estou cego e só vejo crude?
Fez ontem dois anos depois da tragédia do Prestige, nos mares galegos.Além de imensas praias pintadas de crude, tresandando a petróleo, milhares de aves morreram,entre arões, corvos-marinhos e gaivotas. Há um livro co-autoria de poemas do Carlos Tê e de fotografia de Paulo Gaspar Ferreira, "Penso Sujo" que eu aconselho vivamente a sua leitura e audição ( pois tem um CD incluído,que tem a captação das "Ondas de Vigo") , das Edições In-Líbris, ano 2003. Também é um bom documento pedagógico para dizer aos nossos políticos e lobies que temos muitos alunos, filhos e netos que lhes pedem " por favor nos deixem em paz com a cotação do barril de brent". Alguém notou alguma diferença esta semana nos noticiários senão a morte de Arafat e que mesmo assim decorreu o massacre de Fallujah? Sabiam que se comemorou a Semana Mundial do Desarmamento? Passou mesmo ao lado, não foi??? Quem o bem lembrou foi o cartoonista Luís Afonso, na sua secção "sociedade recreativa ,no Pública de hoje....
A poucos dias do Dia Mundial do Mar, 16 de Novembro, este livro pedagógico demonstra com os textos sarcásticos e quase factuais de Carlos Tê, invade no leitor aquela inquietação e alerta de que o Mar não é essa fonte aparentemente inesgotável e é atacado impunemente pelo Homem. Num próximo post falarei do "inventário" de asneiras a que submetemos os oceanos! Começando pelo que juntamos à agua dos esgotos!!
As vantagens do decrescimento
O crescimento pelo crescimento torna-se o objetivo primordial, senão o único da vida, na sociedade capitalista, o que acarreta uma degradação progressiva do ambiente e dos recursos globais. Vivemos, atualmente, às vésperas de catástrofes previsíveis
Serge Latouche
“Pois será uma satisfação perfeitamente positiva ingerir alimentos sadios, ter menos barulho, estar num meio ambiente equilibrado, não mais sofrer restrições de circulação etc.” Jacques Ellul 1
Em 14 de fevereiro de 2002, em Silver Spring, diante dos responsáveis norte-americanos pela meteorologia, George W. Bush declarava: “Por ser a chave do progresso do meio ambiente, por fornecer os recursos que permitem investir nas tecnologias limpas, o crescimento é a solução, não o problema 2.” No fundo, essa posição “pró-crescimento” também é partilhada pela esquerda, inclusive por muitos contestadores da globalização que consideram que o crescimento também é a solução para os problemas sociais, criando empregos e propiciando uma distribuição mais igualitária.
Fabrice Nicolino, por exemplo, colunista de meio ambiente do semanário parisiense Politis, próximo do movimento que contesta a globalização, demitiu-se recentemente desse jornal após um conflito interno provocado pela reforma das aposentadorias. Seria o debate que se seguiu revelador de um mal-estar na esquerda 3? A razão do conflito, considera um leitor, é provavelmente “ousar ir contra uma espécie de pensamento único, comum a quase toda a classe política francesa, que afirma que nossa felicidade deve obrigatoriamente passar por mais crescimento, mais produtividade, mais poder aquisitivo e, portanto, mais consumo4.
Crescimento, o único objetivo da vida
Depois de algumas décadas de desperdício frenético, parece que entramos na zona das tempestades – no sentido próprio e no figurado. As perturbações climáticas são acompanhadas pelas guerras do petróleo, que serão seguidas pela guerra da água 5, mas também por possíveis pandemias, desaparecimento de espécies vegetais e animais essenciais como consequência de catástrofes biogenéticas previsíveis.
Nessas condições, a sociedade de crescimento não é sustentável, nem desejável. É urgente, portanto, que se pense numa sociedade de “decrescimento”, se possível serena e convivial.
A sociedade de crescimento pode ser definida como uma sociedade dominada por uma economia de crescimento, precisamente, e que tende a se deixar absorver por ela. O crescimento pelo crescimento torna-se assim o objetivo primordial, senão o único da vida. Uma tal sociedade não é sustentável, porque se choca com os limites da biosfera. Se tomarmos, como índice do “peso” para o meio ambiente de nosso modo de vida, “a marca” ecológica deste último em superfície terrestre necessária, obteremos resultados insustentáveis, tanto do ponto de vista da equidade nos direitos de retirada da natureza, quanto do ponto de vista da capacidade de regeneração da biosfera. Um cidadão dos Estados Unidos consome em média 9,6 hectares, um canadiano 7,2, um europeu médio 4,5. Estamos, portanto, muito distantes da igualdade planetária e mais ainda de um modo de civilização sustentável, que precisaria se limitar a 1,4 hectare, admitindo-se que a população atual permaneça estável7.
A fé na ciência dos economistas
Para conciliar os dois imperativos contraditórios do crescimento e do respeito pelo meio ambiente, os especialistas pensam encontrar a poção mágica na ecoeficiência, peça central e, a bem dizer, a única base séria do “desenvolvimento sustentável”. Trata-se de reduzir progressivamente o impacto ecológico e a intensidade da retirada dos recursos naturais até atingir um nível compatível com a capacidade reconhecida de carga do planeta7.
É incontestável que a eficiência ecológica tem aumentado de maneira notável, mas, ao mesmo tempo, a perpetuação do crescimento desenfreado acarreta uma degradação global. As baixas de impactos e de poluição por unidade de mercadoria produzida são sistematicamente invalidadas pela multiplicação do número de unidades vendidas (fenómeno ao qual se deu o nome de “efeito retorno”). A “nova economia” é, na verdade, relativamente imaterial ou menos material, mas ela mais complementa do que substitui a anterior. No final das contas, todos os indicadores demonstram que as retiradas continuam a crescer 8.
Enfim, é preciso a fé inabalável dos economistas ortodoxos para pensar que a ciência do futuro resolverá todos os problemas, e que é concebível a substituição ilimitada da natureza pelo artifício.
Elevação do nível de vida é ilusória
Se acompanharmos o raciocínio de Ivan Illich, o desaparecimento programado da sociedade de crescimento não é necessariamente uma má notícia. “A boa notícia é que não é primeiramente para evitar os efeitos secundários negativos de uma coisa que seria boa em si que precisamos renunciar a nosso modo de vida – como se tivéssemos que optar entre o prazer de um alimento delicioso e os riscos aferentes. Não, é que o alimento é intrinsecamente ruim, e que seríamos bem mais felizes ao evitá-lo. Viver de outra maneira para viver melhor 9.”
A sociedade de crescimento não é desejável, pelo menos por três razões: produz um aumento das desigualdades e das injustiças, cria um bem-estar amplamente ilusório, e não promove, para os próprios “favorecidos”, uma sociedade convivial, mas uma anti-sociedade doente devido à sua riqueza.
A elevação do nível de vida de que pensa se beneficiar a maioria dos cidadãos do hemisfério Norte é cada vez mais ilusória. É claro que gastam mais, em termos de compra de bens e serviços, mas esquecem de deduzir a elevação superior dos custos. Esta última assume formas diversas, mercantis e não mercantis: degradação da qualidade de vida – não quantificada, mas sofrida (ar, água, meio ambiente) –, despesas de “compensação” e de reparação (medicamentos, transportes, lazer) que se tornaram necessárias na vida moderna, elevação dos preços dos artigos escassos (água engarrafada, energia, espaços verdes...).
Decrescimento não é crescimento negativo
Herman Daly estabeleceu um índice sintético, o Genuine Progress Indicator (Indicador de Progresso Autêntico - IPA) que corrige, por exemplo, o Produto Interno Bruto (PIB) das perdas causadas pela poluição e pela degradação do meio ambiente. A partir da década de 70, o índice de progresso real estagnou, e até regrediu, para os Estados Unidos, enquanto o do PIB não pára de aumentar10. É lamentável que, na França, ninguém ainda se tenha encarregado de fazer esses cálculos. Temos todos os motivos para pensar que o resultado seria comparável. Seria o mesmo que dizer que, nessas condições, o crescimento é um mito, até no interior do imaginário da economia de bem-estar, muito mais na sociedade de consumo! Pois o que cresce de um lado, decresce muito mais do outro.
Infelizmente tudo isso não basta para nos levar a abandonar o bólido que nos conduz diretamente para o impasse, e a embarcar na direção oposta.
Compreendamos bem. O decrescimento é uma necessidade: não é, de saída, um ideal, nem o único objetivo de uma sociedade de pós-desenvolvimento ou de um outro mundo possível. Mas façamos das tripas coração, e admitamos, para as sociedades do hemisfério Norte, o decrescimento como um objetivo do qual se pode tirar proveito. A palavra de ordem de decrescimento tem sobretudo como finalidade marcar nitidamente o abandono do objetivo insensato do crescimento pelo crescimento. Em particular, o decrescimento não é o crescimento negativo, expressão contraditória e absurda que traduz bem a dominação do imaginário do crescimento. Isso quereria dizer ao pé da letra: “avançar recuando”. A dificuldade em que nos encontramos para traduzir “decrescimento” em inglês é muito reveladora dessa dominação mental do economês, e simétrica, de alguma forma, da impossibilidade de traduzir crescimento ou desenvolvimento (mas também, naturalmente, decrescimento...) nas línguas africanas.
O impacto sobre o meio ambiente
Sabe-se que a simples desaceleração do crescimento mergulha nossas sociedades no desespero devido ao desemprego e ao abandono dos programas sociais, culturais e ambientais que garantem um mínimo de qualidade de vida. Imagine-se que catástrofe seria uma taxa de crescimento negativo! Da mesma forma que não há nada pior do que uma sociedade trabalhista sem trabalho, não há nada pior do que uma sociedade de crescimento sem crescimento. É o que condena a esquerda institucional ao social-liberalismo, por não ousar fazer a descolonização do imaginário. O decrescimento, portanto, só é concebível numa “sociedade de decrescimento”. É conveniente determinar bem seus contornos.
Uma política de decrescimento poderia consistir inicialmente em reduzir, e até suprimir, o peso sobre o meio ambiente das cargas que não trazem benefício algum. O questionamento do volume considerável dos deslocamentos de homens e de mercadorias através do planeta com o impacto negativo correspondente (portanto, uma “relocalização” da economia), o questionamento do volume não menos considerável da publicidade exagerada e frequentemente nefasta e, enfim, o questionamento da obsolescência acelerada dos produtos e dos aparelhos descartáveis, sem outra justificativa a não ser fazer com que gire cada vez mais depressa a megamáquina infernal, são reservas representativas de decrescimento no consumo material.
“Consumo e estilos de vida”
Entendido desta forma, o decrescimento não significa necessariamente uma regressão do bem-estar. Em 1848, para Karl Marx, havia chegado o tempo da revolução social e o sistema estava pronto para a passagem à sociedade comunista de abundância. A inacreditável superprodução material de tecidos de algodão e de bens manufaturados parecia-lhe mais do que suficiente, uma vez abolido o monopólio do capital, para alimentar, alojar e vestir corretamente a população (pelo menos a ocidental). E, no entanto, a “riqueza” material era infinitamente menor do que hoje. Não havia carros, nem aviões, nem plástico, nem máquinas de lavar, nem geladeiras, nem computadores, nem as biotecnologias, nem também os pesticidas, os adubos químicos ou a energia atômica! Apesar das alterações inauditas da industrialização, as necessidades ainda eram modestas e era possível satisfazê-las. A felicidade, quanto à sua base material, parecia ao alcance da mão.
Para conceber a sociedade de decrescimento sereno e chegar a ela, é preciso literalmente sair da economia. Isto significa questionar a dominação da economia sobre o resto da vida na teoria e na prática, mas sobretudo em nossas cabeças. A redução feroz do tempo de trabalho imposto para garantir a todos um emprego satisfatório é uma condição prévia. Em 1981, Jacques Ellul, um dos primeiros pensadores de uma sociedade de decrescimento, já fixava como objetivo para o trabalho, não mais do que duas horas por dia11. Inspirando-se na carta de princípios “Consumo e estilos de vida”, proposta ao Fórum das Organização Não Governamentais (ONG) durante a reunião de 1992 no Rio, é possível sintetizar tudo isso num programa em seis “R”: Reavaliar, Reestruturar, Redistribuir, Reduzir, Reutilizar, Reciclar. Estes seis objetivos interdependentes formam um círculo virtuoso de decrescimento sereno, convivial e sustentável. Poder-se-ia até aumentar a lista dos “R” com reeducar, reconverter, redefinir, remodelar, repensar etc., e, é claro, relocalizar, mas todos esses “R” estão mais ou menos incluídos nos seis primeiros.
A descolonização do imaginário
Vê-se imediatamente quais são os valores que devem ser privilegiados e que deveriam ser prioritários em relação aos valores dominantes atuais. O altruísmo deveria preceder o egoísmo, a cooperação, preceder a competição desenfreada, o prazer do lazer, preceder a obsessão pelo trabalho, a importância da vida social, preceder o consumo ilimitado, o gosto pela bela obra, preceder a eficiência produtivista, o razoável, preceder o racional etc. O problema é que os valores atuais são sistêmicos. Isso significa que são suscitados e estimulados pelo sistema e que, em contrapartida, contribuem para reforçá-lo. É claro que a escolha de uma ética pessoal diferente, como a simplicidade voluntária, pode mudar a direção da tendência e solapar as bases imaginárias do sistema, mas sem um questionamento radical deste último, a mudança corre o risco de ser limitada.
Dirão que é um programa amplo e utópico? Será que a transição é possível sem uma revolução violenta – ou, mais precisamente, poderá a necessária revolução mental ser feita sem violência social? A limitação drástica dos ataques ao meio ambiente e, portanto, da produção de valores de troca incorporados em suportes materiais físicos não implica, necessariamente, numa limitação da produção de valores de uso através de produtos imateriais. Estes, pelo menos em parte, podem conservar uma forma mercantil.
No entanto, se o mercado e o lucro persistirem como incentivos, não podem mais ser os fundamentos do sistema. Podem ser concebidas medidas progressivas constituindo etapas, mas é impossível dizer se serão passivamente aceitas pelos “privilegiados”, que seriam suas vítimas, nem pelas atuais vítimas do sistema, que são mental e fisicamente “drogados” por ele. Entretanto, a preocupante onda de calor de 2003 no Sudoeste da Europa agiu muito mais do que todos os nossos argumentos no sentido de convencer sobre a necessidade de se orientar para uma sociedade de decrescimento. Dessa forma, para realizar a necessária descolonização do imaginário, pode-se, no futuro, contar muito amplamente com a pedagogia das catástrofes.
1 - Entrevista com Jacques Ellul, Patrick Chastenet, La table ronde, Paris, 1994, p. 342.
2 - Le Monde, 16 de fevereiro de 2002.
3 - Fabrice Nicolino, "Retraite ou déroute?", Politis, 8 de maio de 2003.
4 - Politis, 12 de junho de 2003.
5 - Vandana Shiva, La guerre de l’eau. Parangon, 2003.
6 - Gianfranco Bologna (org.), Italia capace di futuro. WWF-EMI, Bologne, 2001, pp. 86-88.
7 - The Business case for sustanable developpement. Documento do World Business Counsil for Sustanable Developpement para Johannesburgo.
8 - Mauro Bonaiuti, "Nicholas Georgescu-Roegen. Bioeconomia. Verso un’altra economia ecologicamente e socialmente sostenible". Bollati Boringhieri, Torino, 2003. Especialmente, pp. 38-40.
9 - Jean-Pierre Dupuy, “ Ivan Illich ou la bonne nouvelle ”, Le Monde, 27 de dezembro de 2002.
10 - C. Cobb, T. Halstead, J. Rowe, “ The Genuine Progress Indicator: Summary of Data and methodology, Redefining Progress ”, 1995 e dos mesmos, “ If the GDP is Up, Why is America Down ? ”, in Athlantic Monthly, n° 276, San Francisco, outubro de 1995.
11 - Ler “Changer de révolution”, citado por Jean-Luc Porquet in Ellul L’homme qui avait (presque) tout prévu, Le cherche midi, 2003, pp. 212-213.
Tradução do artigo original no Le Monde Diplomatique, por Serge Latouche
quinta-feira, 11 de novembro de 2004
Se as florestas também falassem...
Há uma causa que me é muito querida: a defesa das florestas. Esta semana comemorou-se 15 anos da queda do muro de Berlim. Hoje morreu Arafat. A resolução da Paz no Médio Oriente quando é que tem um fim?? Será que Israel desistirá do Muro?
Há vários muros, uns mais físicos e outros menos visíveis...Hoje temos os EUA e a CEE, mas adivinham-se também no horizonte novos blocos: a Asean, a Liga Árabe e a Mercosul.
O "ecologismo" tem os seus dias difíceis nesta era do pensamento único e bipolar...tanto adverso à Ecologia e a uma visão sistémica do mundo.
Há, portanto muitos muros a derrubar...um deles é quebrar o monopólio das madeiras exóticas e o outro travar a destruição das florestas primárias.
Vamos parar com este muro Homem/Natureza. Ao cidadão do séc.XXI deve estar consciente que estes mundos são transversais e as fronteiras são permeáveis.
A Reabilitação Ambiental é a ferramenta para um Mundo mais em Paz e Justiça. Passa (ou começa) também por protegermos as florestas primárias!
quarta-feira, 10 de novembro de 2004
E os Prémios Nobel Alternativo 2004 foram para...
Foram atribuídos os prémios ditos Nobel Alternativo de 2004 pela Right
Livelihood Award Foundation, que serão entregues em cerimónia a 9 de
Dezembro em Estocolmo.
Os prémios de honra foram atribuídos a Swami Agnivesh, reformador social
hindu destacado, e Asghar Ali Engineer, destacado erudito e activista
muçulmano, pelo forte empenhamento e cooperação de ambos ao longo de muitos
anos para a promoção dos valores da coexistência, tolerância e compreensão
na Índia e entre os países do Sul da Ásia.
Os premiados do ano foram
1) Memorial - Volunteer Public Organisation Memorial, Historical
Educational, Human Rights and Charitable Society (Rússia), cuja obra tem
três aspectos principais: criar uma memória histórica dos crimes cometidos
pelo regime soviético através de investigação e publicações; trabalho social
a favor das vítimas do regime soviético e seus parentes; direitos humanos na
Rússia de hoje.
2) Bianca Jagger (Nicarágua), pelo seu contributo na luta pelo
reconhecimento dos direitos dos povos indígenas e defesa de outros direitos
humanos, bem como de valores ecológicos
3) Raúl Montenegro (Argentina), pelo seu papel na criação da FUNAM (Fundação
de Defesa Ambiental), que preside desde 1995, com dimensões diversas,
incluindo: - antinuclear; parques nacionais; eliminação de resíduos tóxicos;
poluição química e linhas de alta tensão; florestas, vida selvagem e
biodiversidade; ambiente aquático; legislação ambiental; educação ambiental.
Mais informações:
info@rightlivelihood.se
Rigt Livehood
Livelihood Award Foundation, que serão entregues em cerimónia a 9 de
Dezembro em Estocolmo.
Os prémios de honra foram atribuídos a Swami Agnivesh, reformador social
hindu destacado, e Asghar Ali Engineer, destacado erudito e activista
muçulmano, pelo forte empenhamento e cooperação de ambos ao longo de muitos
anos para a promoção dos valores da coexistência, tolerância e compreensão
na Índia e entre os países do Sul da Ásia.
Os premiados do ano foram
1) Memorial - Volunteer Public Organisation Memorial, Historical
Educational, Human Rights and Charitable Society (Rússia), cuja obra tem
três aspectos principais: criar uma memória histórica dos crimes cometidos
pelo regime soviético através de investigação e publicações; trabalho social
a favor das vítimas do regime soviético e seus parentes; direitos humanos na
Rússia de hoje.
2) Bianca Jagger (Nicarágua), pelo seu contributo na luta pelo
reconhecimento dos direitos dos povos indígenas e defesa de outros direitos
humanos, bem como de valores ecológicos
3) Raúl Montenegro (Argentina), pelo seu papel na criação da FUNAM (Fundação
de Defesa Ambiental), que preside desde 1995, com dimensões diversas,
incluindo: - antinuclear; parques nacionais; eliminação de resíduos tóxicos;
poluição química e linhas de alta tensão; florestas, vida selvagem e
biodiversidade; ambiente aquático; legislação ambiental; educação ambiental.
Mais informações:
info@rightlivelihood.se
Rigt Livehood
terça-feira, 9 de novembro de 2004
Venceu o medo, a intolerância e a má globalização
Quem está por detrás do Sr. Bush e o Sr.Bush em si, representam um povo e atitudes contrárias à Ecologia Sustentável, promove o conflito e tragédias globais, a troco de uma economia hiperconsumista e gulosa do petróleo e de outros recursos não-renováveis.Para não falar dos "valores morais" que protagonizam!
O BioTerra defende uma globalização ecosolidária, pacífica, culturalmente enriquecida, justa e, portanto,LIVRE!
segunda-feira, 8 de novembro de 2004
Em que ficamos?
Por um lado, o Governo anuncia, pelo Ministro Álvaro Barreto, que quer portagens no acesso dos automóveis aos centros das cidades, a bem da redução de emissão de poluentes e menor dependência de petróleo. Por outro lado, o mesmo Governo aumentou as tarifas dos transportes públicos. Em que ficamos?
Se, ao mesmo tempo assistimos à eliminação de carreiras da STCP, ao pré-colapso de várias empresas de transporte público e estamos com uma liberalização gananciosa dos preços das gasolinas que não vieram beneficiar o consumidor, então a propôr a primeira medida , baixe-se as tarifas dos transportes públicos!
Mas outras soluções não faltam: crie-se (genuínos) passes intermodais, modernize-se a frota (venda generalizada de bilhetes pré-pagos por parte das empresas de transporte– aligeirando as demoras em paragens suburbanas; mais autocarros amigos do ambiente- reduzindo emissões poluentes) e amplie-se a rede de transportes públicos (há transporte escolar que não serve as escolas a todas as horas).
O aspecto de tarifas e relação transporte privado/transporte público não se esgota aqui. Infelizmente há modelos político- económicos e sociais que infernizam as opções por um melhor ambiente nas nossas cidades e a mobilidade em geral, como por exemplo a persistente desordenação urbanística dos últimos anos e o esvaziamento dos centros das cidades, obrigando ao constante movimento pendular entre metrópoles e as cidades periféricas, com custos a médio e longo prazo elevadíssimos (na saúde pública, no abandono escolar, na exclusão social, na degradação do património natural e cultural, etc. ).
domingo, 7 de novembro de 2004
sábado, 6 de novembro de 2004
Ao aluno - texto que escrevi em 2004
Nos momentos mais frustrantes, em que estás triste e quase desanimada(o), incompreendida(o), destroçada(o), irada(o)...não te desgastes. Concerteza terás feito o melhor que estava ao teu alcance e forças...abraça quem mais amas, afaga um gato, escuta uma música que querias há muito tempo ouvir. Procura e maravilha-te sempre: uma luz, um quadro, uma árvore, uma pessoa,...
Abre sempre as tuas mãos, o teu coração e a tua mente. Vã é a glória e a matéria. A Natureza recicla. Sê natural. Perdição é ter a certeza de tudo, é o muro e o egoísmo. A Natureza cria e transforma. Sê natural, sempre.
COBARDIA
Na eternidade desse instante,
Mais alto do que todos os instantes
E mais profundo que a dor,
Eu tive a morte na mão.
Nesse instante de loucura, chorei!
Chorei perdidamente
E quase que abri a mão.
Ah! Como eu fui cobarde nesse instante!
Cingi nas minhas mãos a liberdade
E não tive coragem
De abrir a mão.
MATURIDADE
Abrindo ao vento as asas da alegria
Eu vou partir,
Sem espaço nem limite,
Tendo cravos de sangue na minha alma
E um gosto a Sol gravado em minha boca.
Os meus braços hão-de colher
Quantas rosas abrirem no caminho,
E a suprema alegria de viver
Há-de vibrar no coração das rolas,
No aconchego dos ninhos
E na chama das papoilas.
O meu olhar há-de ir além do mar
Atingindo a volúpia do infinito,
E o meu pranto de poeta irá salgar
A tristeza cantada pelas fontes,
Na amargura sombria do seu grito
( poemas de José Ary dos Santos, tendo o autor 15 anos e publicados no livro Asas , 1952 )
Porto, 30 de Janeiro de 2004 Teu professor,
sexta-feira, 5 de novembro de 2004
Caminhando contra a Energia Nuclear
Tristemente e apesar de muito já se ter dito e visto sobre os efeitos da utilização da energia nuclear, parece que os senhores da guerra e as finanças não querem aprender a lição e estão a preparar-se em optar fortemente no nuclear e se não arrepiarmos caminhos preventivos e mais esforços cívicos e jurídicos para travar este apetite, teremos o mundo a entrar em mais conflitos, corrupções e num inverno nuclear...
"O azul rouco, o azul sem cor, luz gémea da sede" de Eugénio de Andrade quando escreveu, curiosamente o livro "Contra a Obscuridade" há mais de trinta anos é uma profecia? Será que na história não houve momentos de contestação e de esperança? Claro que sim! Encontrei um pensamento poético de um ESCRITOR ÁRABE que viveu em Silves no séc.XI. O seu poema faz subir a chama, " a luz onde as cigarras ao arder, desafiam os cardos". Sabendo que há opções energéticas não-nucleares e principalmente renováveis, prefiro ser esta cigarra glosada por Eugénio de Andrade, que reduzir e apagar-me radioactivo. Calado não fico.
Se a Razão de um homem é perfeita
Perfeito é aquilo que ele é capaz
A prova reside no que de bom quis
Os olhos não reprovarão o que ele faz
Nem os ouvidos aquilo que ele diz
As-Silbia- poeta natural de Silves, que viveu no séc. XI
Poema extraído da obra de Adalberto Alves - " O meu coração é árabe- poesia luso-árabe", 2000, Edições Assírio-Alvim
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quinta-feira, 4 de novembro de 2004
Transmissão de Vida: do Porto passando pelo Rio Ave, , Mindelo, Esmoriz, Lisboa, Setúbal, Algarve, Açores e Brasil
Sem fazer muito exercício de estatística, de 2003 para cá há realmente MAIS VIDA e AMBIENTE na blogosfera. E isso é bom, mesmo muito bom.
Os meus parabéns aOs Ambientalistas. Fizeram um ano em finais de Outubro, labutando com entusiasmo pela causa ambiental no nosso País!
Numa altura de aniversários e de elogios, quero dirigir novamente uma palavra de apreço ao meu amigo Octávio Lima, editor do Ondas pelo trabalho que tem desenvolvido. Está quase a atingir um ano de vida e conta até ao momento com mais de 12.000 visitas!
Também quero lembrar o bom trabalho dos editores do Vila do Conde Quasi Diário ( fez um ano em Setembro), com quem partilho preocupações e causas muito comuns e como eles também defendo a preservação do Mindelo.
Tive pena que o Luís tenha terminado o seu formidável blogue.
Cada vez melhores estes Dias Com Árvores, dos meus amigos e companheiros da Associação Campo Aberto, Manuela Ramos, Fátima Carvalho e Paulo Araújo.
Aconselho visita regular ao blogue Salvem o Rio Ave, região que merecia melhores destinos e onde já dei aulas nalgumas Escolas.
Informo que há mais um novo blogue ambientalista em Portugal
Ecosfera Portuguesa. Sê bem-vindo, Gonçalo.
Queria dar uma atenção particular aos ornitólogos, pois há o Blogue Ornitológico brasileiro, inteiramente dedicado às Aves .
Finalmente uma palavra amiga à Renata Martins, Maria Lopes e Miguel Moutinho, que muito têm feito pela Defesa dos Animais. Visitem os sites da Animal Legal e CEDA e vejam pelos vossos próprios olhos!!
Tenho pena ( espero não estar errado) de não ver nehum blogue ambiental editado por alguém da Madeira. Será verdade??
Um agradecimento a todos os meus leitores que dão viva voz à BioTerra e faço um apelo: escrevam mais sobre ambiente, associem-se às ONG e façam dos vosso dias, dias amigos do Ambiente. Obrigado.
Os meus parabéns aOs Ambientalistas. Fizeram um ano em finais de Outubro, labutando com entusiasmo pela causa ambiental no nosso País!
Numa altura de aniversários e de elogios, quero dirigir novamente uma palavra de apreço ao meu amigo Octávio Lima, editor do Ondas pelo trabalho que tem desenvolvido. Está quase a atingir um ano de vida e conta até ao momento com mais de 12.000 visitas!
Também quero lembrar o bom trabalho dos editores do Vila do Conde Quasi Diário ( fez um ano em Setembro), com quem partilho preocupações e causas muito comuns e como eles também defendo a preservação do Mindelo.
Tive pena que o Luís tenha terminado o seu formidável blogue.
Cada vez melhores estes Dias Com Árvores, dos meus amigos e companheiros da Associação Campo Aberto, Manuela Ramos, Fátima Carvalho e Paulo Araújo.
Aconselho visita regular ao blogue Salvem o Rio Ave, região que merecia melhores destinos e onde já dei aulas nalgumas Escolas.
Informo que há mais um novo blogue ambientalista em Portugal
Ecosfera Portuguesa. Sê bem-vindo, Gonçalo.
Queria dar uma atenção particular aos ornitólogos, pois há o Blogue Ornitológico brasileiro, inteiramente dedicado às Aves .
Finalmente uma palavra amiga à Renata Martins, Maria Lopes e Miguel Moutinho, que muito têm feito pela Defesa dos Animais. Visitem os sites da Animal Legal e CEDA e vejam pelos vossos próprios olhos!!
Tenho pena ( espero não estar errado) de não ver nehum blogue ambiental editado por alguém da Madeira. Será verdade??
Um agradecimento a todos os meus leitores que dão viva voz à BioTerra e faço um apelo: escrevam mais sobre ambiente, associem-se às ONG e façam dos vosso dias, dias amigos do Ambiente. Obrigado.
quarta-feira, 3 de novembro de 2004
Carvalho - O Pai da Montanha

A UM CARVALHO
Eis o pai da montanha, o bíblico Moisés
Vegetal!
Fala com Deus, também, deste Sinai
De granito...
Dele recebeu a graça natural
De ter formas reais e ser um mito.
Forte como um destino,
Calmo como um pastor.
A sarça ardente é quando o Sol, a pino,
O inunda de seiva e de calor.
Barbas, rugas e veias
De gigante.
Mas, sobretudo, braços!
Longos e negros desmedidos traços,
Gestos solenes duma fé constante...
Folhas verdes à volta do desejo
Que amadurece.
E nos olhos a prece
Da eternidade.
Eis o pai da montanha, o fálico pagão
Que se veste de neve e guarda a mocidade
No coração!
Miguel Torga, Diário V, Gerês ( Vale do Homem ), 10/08/50
segunda-feira, 1 de novembro de 2004
Nova sondagem Ambiente- Portugueses Pouco Preocupados com o Ambiente
Em relação a esta sondagem, comprova-se que o passo importante para incluir a Natureza nas nossas preocupações mais habituais (emprego, saúde, finanças, etc), passa também por inquietarmo-nos também quando há derrube de árvores, quando os riachos mudam de cores e cheiros ou quando há destruição dos jardins,.... Aí partilhamos com mais pessoas insatisfeitas com a delapidação acentuada do património natural, que é nosso e que devíamos assegurar para as gerações futuras. Nesta altura, pedimos auxílio, informamo-nos e (quase) certamente reagimos. Sem sensibilidade, inquietação e reacção, temos o Ambiente que merecemos...
Portugueses Pouco Preocupados com o Ambiente
Por ANA FERNANDES ( Público)
Segunda-feira, 18 de Outubro de 2004
Os portugueses não estão muito preocupados com alguns problemas ambientais na zona onde vivem como o ruído, a qualidade da água canalizada ou o excesso de construção. Mesmo em relação à poluição do ar, são mais os que se encontram descansados com o assunto, do que o contrário.
Só o lixo surge como um factor que merece alguma atenção, mas mesmo assim, só metade dos inquiridos é que o apontou como preocupante. Uma sondagem feita pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica para a RTP e o jornal PÚBLICO, indica que a maioria; dos portugueses está tranquilo quanto aos problemas ambientais da zona onde vive.
Segundo os autores do estudo, "não há uma correlação clara entre a idade e o facto de se estar muito preocupado com estes aspectos: apenas no que respeita ao excesso de construção e ao lixo há uma ligeira tendência para os mais jovens estarem muito preocupados". Apesar da aparente tranquilidade, a esmagadora maioria dos inquiridos considera que "a qualidade do ambiente deve ser uma prioridade nacional, tal como o crescimento económico e a criação de emprego", tendo rejeitado a premissa de que "o crescimento económico e a criação de emprego devem ser prioridades nacionais, mesmo que isso implique uma degradação do ambiente".
Na mesma linha de ideias, dois em cada três inquiridos dispõe-se a pagar mais pelos produtos e serviços que adquirem se isso for necessário para melhorar o ambiente. À medida que se desce na escala etária verifica-se que, quanto mais jovens, mais se sentem dispostos a despender mais dinheiro em bens se isso tiver benefícios ambientais.
A sondagem foi feita no dia 14 de Outubro de 2004, tendo tido como universo alvo a população com 18 ou mais anos residente em Portugal Continental em alojamentos com telefone fixo. Os números de telefone foram seleccionados aleatoriamente das listas telefónicas nacionais e em cada domicílio foi seleccionada a pessoa que tivesse tido o seu aniversário há menos tempo. Foram obtidos 661 inquéritos válidos, 53 por cento deles a indivíduos do sexo feminino e a taxa de resposta foi de 67 por cento. A margem de erro máxima da amostra é de 3,8 por cento, com um nível de confiança de 95 por cento.
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