quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Aos Revolucionários

"Os revolucionários existirão sempre, porque a esperança do homem é infinita ou o seu sonho infinito. Mas toda a realização, porque é realização, é obviamente finita."~ Vergílio Ferreira

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 Dossiê Contra a Austeridade actualizado.

Música do BioTerra: Tempers - Eyes Wide Wider


Mouthful of feathers
You battered the songbird
I planted in your garden
So you could have in your head
My dark and heavenly whistle
And we will see what we see and then
Mountain to mountain
Circus of dreams
Never fall over
Eyes getting wider
And we will see what we see and then
The fountain
You sent me
Has no blood
Or melody
No flood nor curtsy
But it keeps good company
With formless things that enchant me

O Tempers é uma das bandas que melhor traduz a estética Ethereal Wave para a modernidade, fundindo-a com o rigor do Coldwave. Em "Eyes Wide Wider", esse aspecto etéreo se manifesta na forma como a voz de Jasmine Golestaneh parece flutuar desprendida da gravidade, envolta em camadas de reverb que criam uma névoa sonora. Enquanto a batida eletrônica é seca e mecânica, os sintetizadores se expandem em texturas atmosféricas que evocam uma sensação de imensidão e isolamento.

O significado da canção mergulha nessa mesma aura onírica, explorando a ideia de uma percepção aguçada e quase transcendental. O termo "Eyes Wide Wider" (olhos ainda mais abertos) sugere um estado de hipervigilância emocional, onde o desejo e a vulnerabilidade se encontram em um espaço liminar, entre o sonho e a realidade urbana. É uma faixa que soa como um mergulho em águas profundas e escuras: há uma beleza suspensa e delicada, mas também uma pressão constante e uma melancolia que nunca abandona o ouvinte. No álbum Services(2015) e no Youtube, essa faixa se estabelece como um hino da introspecção moderna, perfeita para quem busca uma trilha sonora que seja, ao mesmo tempo, introspectiva e hipnótica.

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The Tempers
Crystal sand Spiders

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Ted Talk- Dare to be great por Polly Higgins (legendado)


A advogada e ativista conhecida como 'advogada da Terra', Polly Higgins, conta sua recente experiência transformadora ao passar um tempo caminhando em New Forest, onde foi despertada para seu propósito maior e próximos passos a serviço da Terra. Ela nos desafia a fazer perguntas fortalecedoras: "Como podemos passar de um lugar de dependência para um lugar de interdependência? Como podemos criar um mundo de paz? Como posso ousar ser grande?"

Polly Higgins, advogada, advogada internacional e autora premiada de Erradicação do Ecocídio, propôs às Nações Unidas em abril de 2010 uma lei de Ecocídio para ser classificada como o 5º Crime Contra a Paz. O ecocídio é definido como a massa "dano, destruição ou perda de ecossistemas de um determinado território, seja por ação humana ou por outras causas, de tal forma que o desfrute pacífico pelos habitantes desse território tenha sido severamente diminuído".
Polly tem sido uma porta-voz da Earth Law por vários anos e é reconhecida como uma especialista em seu campo. Seu primeiro livro, Erradicating Ecocide: Laws and Governance to Prevent the Destruction of our Planet, é publicado pela Shepheard-Walwyn, vencedora do Peoples Book Prize 2011 por não-ficção e livro número 2, Earth is our Business, change the rules of the jogo foi descrito como 'inovador'. Nenhum outro autor abordou o cerne do problema e propôs como transformá-lo em solução usando a lei. Polly agora montou uma campanha global para que o Ecocídio seja reconhecido como o 5º Crime Contra a Paz.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Olha aquela nuvem tão maravilhosa!

Adoro passear com pessoas que me dizem "olha aquela nuvem"!!

Não percamos tempo desgastando energias contra os gigantes mas apostando na divulgação dAS ALTERNATIVAS: eventos de desobediência civil, orçamento participativo, conservação da Natureza, permacultura, meditação, pacifismo, educação ambiental, eventos contra os transgénicos, apoio a agricultura biológica, flash-mobs, reciclagem, mercadinhos culturais, limpar Portugal, cidades de transição, carbono zero, mobilidade sustentável, etc,etc...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Memória Curta- por Gustave Le Bon

Já observaram que (só) temos governos-empresas? Cada vez mais vejo que temos que ferir o sistema pelo lado que os afecta mais: o dinheiro. As manifestações, estou de acordo, mas também mais acção directa e alternativas à publicidade e massa de distracção maciça. Isto é, se a RTP1 publicita o banco BIC, os cidadãos devem contra-publicitar bancos do tempo, bancos com boas práticas ambientais, por exemplo.Ou se a SIC publicitar uma pasta de dente qualquer, os consumidores contra-publicitarem produtos naturais, etc. Chamamos a isso Consumismo crítico e (eco) consciente!! Novos urbanos e novos rurais!

Memória Curta
A vida dos povos prova a necessidade de repetições que impressionem. Acumulações de ruínas e torrentes de sangue são, por vezes, necessárias para que a alma de uma raça assimile certas verdades experimentais. Muitas vezes ela não se aproveita disso durante muito tempo porquanto, em virtude da diminuta duração da memória afectiva, as aquisições experimentais de uma geração servem pouco para outra. Todas as nações verificam, desde as origens do mundo, que a anarquia termina pela ditadura. Mas dessa eterna lição elas não tiram qualquer proveito. Repetidos factos mostram que as precauções são o melhor meio de favorecer a extensão de uma crença religiosa, mas isso não impede que, sem tréguas, essas perseguições continuem. A experiência ensina ainda que ceder perpetuamente a ameaças populares é condenar-se a tornar impossível qualquer governo. Vemos, no entanto, que os políticos diariamente olvidam essa evidência.  [Gustave Le Bon, in 'As Opiniões e as Crenças']

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Lista de Músicas BioTerra


É tão difícil para mim nomear a longa playlyst [lista de músicas] , mais a mais que já tenho exposto ao longo destes anos várias bandas e temas. Compilei a minha melofilia no dossiê Música. Mas claro, há músicos, bandas, que fazem parte de mim, que necessito de ouvir quase todos os dias. Sempre que as ouço, o encantamento é sempre como se nunca os tinha ouvido. And Also The Trees é definitivamente uma delas. Cocteau Twins pela beleza e barroco hipertecnológico dos sintetizadores, das guiterras e da voz de Fraser. Sigur Ros, Dead Can Dance e Chameleons, sempre no topo. Outras preferências vão para a irreverência e apocalipse de Diamanda Galas, Nine Inch Nails, Massive Attack, Joy Division e dos Sisters of Mercy e toda a escola de góticos por detrás. Não posso esquecer Nina Simone, Ella Fitzgerald, Patti Smith, Laurie Andersen e Caetano Veloso. Não posso esquecer os marcantes Beatles, Pink Floyd e Doors. Como raízes, desculpem-me os rockeiros, mas Vivaldi, Bach, Mozart, Verdi, Saint-Saens, Schubert (em particular as Lieder), Chopin, Monteverdi, música árabe-andaluza, cancioneiros medievais e música gregoriana, principalmente ortodoxa, enchem-me a alma. Enfim, há uma núcleo duro. Depois como árvores disponho em troncos, ramos e frutos muita música.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Eu penso renovar o Homem usando borboletas

Quando era criança tinha uma figueira num quintal muito próximo de casa. Confesso que não era lá grande e rápido escalador, mas só a vontade e persistência de chegar ao cimo dela era ENORME! Percebe-se porquê na postagem do BioTerra de hoje! Sempre que regresso a uma figueira, permaneço no chão, aprecio seu volume, seus ramos e cheiros. Descobri há uns anos uma figueira a crescer nas paredes do castelo de Monsaraz. Os cimos das árvores são poemas vivos, lições de vida e de Vida!


Retrato do Artista quando Coisa

A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como
sou - eu não aceito.
Não aguento ser apenas um

sujeito que abre
portas, que puxa válvulas,
que olha o relógio, que
compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora,
que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.

Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem
usando borboletas.

Manoel de Barros (biografia)
Documentário "Só 10% é mentira"

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A hospitalidade

Herdeiros de Belmiro e Soares dos Santos são os portugueses em Davos [Fonte].A lista é negra, da côr do dinheiro e muito influente. Por exemplo Oettinger é conservador (como quase todos) e é um dos mais ardentes defensores do nuclear na Europa. Neelie Kroes, além de Biderberger, situa-se habitualmente entre a 40ª e 50ª pessoa mais influent do mundo, segundo a Forbes.


"Em média: as pessoas aperfeiçoam mais os engenhos mecânicos da corrupção e das traições mesquinhas que os da hospitalidade. Os perigos que observam um corpo são produzidos incessantemente em qualquer fábrica desconhecida mas eficaz. Há muito perigo no mundo - terás pois (não te aborreças já) a tua bela parte." 
Gonçalo M. Tavares, in "Uma Viagem à Índia"

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Apenas 4 corporações controlam 75% das sementes mundiais



Actualmente, quatro empresas controlam 75% das sementes em todo o mundo, o alimento global está nas mãos de “czars” das terras corporativistas o que pode ser uma ameaça preocupante.

Como um dos fenómenos mais alarmantes para o futuro da humanidade existe uma: este fenómeno revela que 3 em cada 4 sementes base da alimentação em todo o mundo, estão nas mãos de 4 empresas internacionais, orientadas apenas por objectivos comerciais, levando à falta de ética nos negócios com a sociedade.

Esta lista de empresas formada pelas corporações Monsanto, DuPont, Syngenta e Limagrain Groupe, constituem um perturbador “tetrapolio” que controla a comida no planeta. As suas práticas de transgénicos e o seu curriculum obscuro de histórias, processos e negócios negros, revelam um dos cenários mais alarmantes para o bem-estar e equilíbrio de recursos naturais do planeta e logo, da sociedade contemporânea.

Para lá das simples ideologias, o impacto deste cenário é que pequenos e médios agricultores vão sendo obrigados a ceder a estas quatro grandes empresas que se dedicam à produção de pesquisa, desenvolvimento em massa de sementes. Áreas plantadas com estas sementes vão eliminando o comércio desenvolvido localmente pelos agricultores nas diferentes regiões. Isto promove uma espécie de agro-apocalipse, aniquiliando técnicas e conhecimentos recolhidos ao longo de mais de 10 mil anos, período durante o qual houve um trabalho em harmonia com a terra e sua cultura.

* Estes dados podem ser confirmados por qualquer pesquisa sobre estas 4 empresas, bem como das notícias dos seus negócios que nunca chegam aos Mass media, mas que estão disponíveis na Internet. As conclusões, embora nos pareçam obvias, podem ser retiradas por qualquer investigador que não esteja toldado e limitado pelo que os Mass Media mostram.

Neste link podem encontrar um gráfico visual que mostra a ligação destas 4 empresas com as empresas que monopolizam os nossos frigoríficos e dispensas [Fonte: Portugal Mundial]

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Morri pela Beleza



Morri pela Beleza - mas mal me tinha
Acomodado à Campa
Quando Alguém que morreu pela Verdade,
Da Casa do lado -
Perguntou baixinho "Por que morreste?"
"Pela Beleza", respondi -

"E eu - pela Verdade - Ambas são iguais -
E nós também, somos Irmãos", disse Ele -
E assim, como parentes próximos, uma Noite -
Falámos de uma Casa para outra -
Até que o Musgo nos chegou aos lábios -
E cobriu - os nossos nomes -


Emily Dickinson, in "Poemas e Cartas"

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Tu estás aqui- Apenas um pequeno pedaço da árvore filogenética de vida

O presente deve ser preenchido com meditação. Unirmo-nos com o nosso património biológico de forma pacífica e com os seres-não humanos, co-evoluindo com a Terra e não contra a Mãe-Terra.



Saber mais

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Thich Nhat Hanh- O Mundo que Temos...


“[…] O nosso sofrimento não é apenas o nosso sofrimento. […] É o sofrimento de todas as anteriores gerações, humanas e não-humanas. É também o sofrimento da consciência colectiva da nossa própria época. Temos a nossa herança genética, mas também entre-somos com todas as espécies vivas connosco agora neste planeta. Podemos não viver numa zona de guerra, mas nos mais profundos níveis da nossa consciência recebemos os efeitos do sofrimento das pessoas que vivem onde há guerra. Na nossa mente consciente podemos nunca estar conscientes disso, mas a nossa mente inconsciente está ciente do sofrimento que está a acontecer por toda a parte” - Thich Nhat Hanh, The World We Have, 2008, pp.31-32.

Biografia
wiki

Sítios relevantes
Plum Village
Zen Master

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Encontros Improváveis - Ramos Rosa e Moby


Não posso adiar o amor para outro século 

Não posso 
Ainda que o grito sufoque na garganta 
Ainda que o ódio estale e crepite e arda 
Sob montanhas cinzentas 
E montanhas cinzentas 
Não posso adiar este abraço 
Que é uma arma de dois gumes 
Amor e ódio 

Não posso adiar 
Ainda que a noite pese séculos sobre as costas 
E a aurora indecisa demore 
Não posso adiar para outro século a minha vida 
Nem o meu amor 
Nem o meu grito de libertação 

Não posso adiar o coração

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Encontros Improváveis: Schubert e Bertrand Russell - O Mérito da Monotonia

Homenagem a Franz Peter Schubert que nasceu em 31 de Janeiro de 1797. Foi um compositor austríaco do fim da era clássica, com um estilo marcante, inovador e poético do romanticismo. Escreveu cerca de seiscentas canções (o "lied" alemão), bem como óperas, sinfonias, incluindo a "Sinfonia Incompleta", sonatas entre outros trabalhos.Viveu pouco e não teve reconhecimento publico , morreu aos 31 anos (Viena, 19 de Novembro de 1828). Hoje, o seu estilo considerado por muitos como imaginativo, lírico e melódico, fá-lo ser considerado um dos maiores compositores do século XIX, marcando a passagem do estilo clássico para o romântico. Podemos defini-lo como "mais um artista incompreendido pelos seus contemporâneos".


"A capacidade para suportar uma vida mais ou menos monótona deve ser adquirida desde a infância. A este respeito, os pais modernos são bastante censuráveis; proporcionam aos filhos demasiados prazeres passivos, tais como espectáculos e guloseimas, e não compreendem a importância que tem para uma criança um dia ser igual a outro dia, excepto, é claro, nalgumas raras ocasiões. Em geral, os prazeres da infância deveriam ser aqueles que a própria criança descobrisse no seu ambiente por meio de algum esforço e imaginação.

Os prazeres que excitam e ao mesmo tempo não implicam qualquer exercício físico, o teatro por exemplo, só lhes seriam facultados muito raramente. A excitação é da mesma natureza dos narcóticos que cada vez se tornam mais exigentes, e a passividade física durante a excitação é contrária ao instinto. Uma criança desenvolve-se melhor quando, tal como uma jovem planta, a deixam tranquila no mesmo solo. Demasiadas viagens, demasiadas variedades de impressões, não são boas para as crianças e tornam-nas mais tarde, quando forem crescidas, incapazes de suportar uma monotonia fecunda. Não quero dizer que a monotonia tenha algum mérito em si mesma; quero somente afirmar que algumas coisas boas não são possíveis senão quando há um certo grau de monotonia. " ~ Bertrand Russell, in "A Conquista da Felicidade"

Para saber mais sobre Bertrand Russell
Biografia (EN)
Biografia (PT)
Pagina Oficial
Bertrand Russell Peace Foundation