Andrei Rublev foi um pintor de ícones russo do início do século XV. Encarregado de pintar as paredes da Catedral da Anunciação, no Kremlin, trabalhou sob a direção do mestre grego Teófanes. Este último vivia atormentado pela crueldade da época, atribuindo-a à ira divina.
Na altura, o país sofria com a pobreza, a rigidez da Igreja Ortodoxa e as invasões tártaras. É neste cenário caótico que se desenrolam os vários episódios da vida de Andrei, que mais tarde abandonaria a pintura para se dedicar inteiramente a Deus.
Esta obra-prima do cinema russo é considerada incomparável - uma elevação espiritual de apuro plástico deslumbrante, que revelou ao mundo o talento do jovem cineasta Andrei Tarkovsky.
Andrei Rublev foi censurado pelas autoridades da ex-União Soviética durante anos, por pôr em causa a narrativa histórica oficial.
Por se tratar de uma obra sobre um artista que viveu entre os séculos XIV e XV, existem poucas informações sobre a sua vida, não havendo sequer certeza quanto à década do seu nascimento. Tarkovsky e o seu corroteirista Andrei Konchalovsky trabalharam durante mais de dois anos no argumento, estudando crónicas medievais e obras sobre história e arte da Idade Média.
Saber mais:
Página Oficial de Andrei Rublev (russo)
Resenha muito boa aqui
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