terça-feira, 13 de setembro de 2016

Quem são os 10 senhores mundiais do urânio

Estoque para gerar energia em reatores nucleares chega a 7,1 biliões de toneladas. Segundo a Agência Internacional de Energia, as reservas identificadas podem suprir a procura atual por um século. Veja os países com as maiores reservas.


Carga atómica 

São Paulo – No começo do ano, a China anunciou a retomada da construção da maior central de energia nuclear do mundo. Em paralelo, outros países também estão desenvolvendo um apetite voraz por essa fonte – seja para alcançar segurança energética ou para diminuir a pressão sobre combustíveis fósseis. É o caso dos Emirados Árabes, Indonésia e até do Brasil, que voltou a discutir a instalação de novas centrais nucleares. Não é só a procura que cresce. O estoque de urânio, matéria-prima necessária para gerar energia em reatores nucleares, aumentou 12,5% entre 2008 e 2010, para 7,8 bilhões de toneladas. E o Brasil é um dos que lidera em novas descobertas. Para se ter uma ideia, as reservas nacionais de urânio cresceram 357%, entre 2001 e 2011, segundo dados do World Nuclear. Conheça a seguir, onde estão as maiores reservas de urânio do mundo.

1. - Austrália zoom_out_map
Reservas comprovadas: 1,66 biliões de ton Participação mundial: 31% Produção em 2011: 5,98 mil toneladas Produção em 2001: 7,75 mil toneladas .Variação em 10 anos: - 30%

2. - Cazaquistão zoom_out_map
Reservas comprovadas: 629 milhões de ton Participação mundial: 12% Produção em 2011: 19,45 mil toneladas Produção em 2001: 2 mil toneladas Variação em 10 anos: 848%

3. - Rússia zoom_out_map
Reservas comprovadas: 487,7 milhões de ton Participação mundial: 9% Produção em 2011: 3 mil toneladas Produção em 2001: 2,5 mil toneladas Variação em 10 anos: 19,7%

4. - Canadá zoom_out_map
Reservas comprovadas: 468,7 milhões de ton Participação mundial: 9% Produção em 2011: 9,2 mil toneladas Produção em 2001: 12,5 mil toneladas Variação em 10 anos: - 27%

5. - Nigéria zoom_out_map
Reservas comprovadas: 421 milhões de ton Participação mundial: 8% Produção em 2011: 4,35 mil toneladas Produção em 2001: 2,9 mil toneladas Variação em 10 anos: 50%

6. - África do Sul zoom_out_map
Reservas comprovadas: 279,1 milhões de ton Participação mundial: 5% Produção em 2011: 582 toneladas Produção em 2001: 873 toneladas Variação em 10 anos: - 33,3%

7. - Brasil zoom_out_map
Reservas comprovadas: 276,7 milhões de ton Participação mundial: 5% Produção em 2011: 265 toneladas Produção em 2001: 58 toneladas Variação em 10 anos: 357%

8.- Namíbia zoom_out_map
Reservas comprovadas: 261 milhões de ton Participação mundial: 5% Produção em 2011: 3,25 mil toneladas Produção em 2001: 2,24 mil toneladas Variação em 10 anos: 45,5%

9.- Estados Unidos zoom_out_map
Reservas comprovadas: 207,4 milhões de ton Participação mundial: 4% Produção em 2011: 1,53 mil toneladas Produção em 2001: mil toneladas Variação em 10 anos: 52%

10. - China zoom_out_map
Reservas comprovadas: 166,1 milhões de ton Participação mundial: 3% Produção em 2011: 1,5 mil toneladas Produção em 2001: 655 toneladas Variação em 10 anos: 130%

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A vida e o exemplo de Louise Michel


O Binóculo e Louise Michel

O Binóculo foi um jornal humorístico de periodicidade primeiro quinzenal e depois semanal que se publicou em Ponta Delgada, tendo a sua redação na rua de são Brás, 98 e 100. O Binóculo foi um dos projetos dos dois irmãos editores de jornais João Cabral (1853-1916) e Augusto Cabral (1856-1924) que foram proprietários da Litografia Lusitana.

João Cabral, identificado em alguns jornais como professor de desenho, foi, segundo Ana C. Moscatel Pereira, a alma do binóculo e do seu filho “O Pist” foi “um artista de mérito que estuda e que progride a olhos vistos [...]» e que ia «conquistando lugar honroso não só pela firmeza do traço e correcção do desenho, mas também pela graça que faz presidir aos seus trabalhos”.

No seu número 47 relativo ao dia 18 de agosto de 1883, o jornal “O Binóculo” tem como assunto principal a vida da revolucionária francesa Louise Michel (1830-905) que foi professora, poetisa e escritora, foi uma das participantes da Comuna de Paris.

Como uma das principais militantes da Comuna de Paris, Louise Michel foi um pouco de tudo, desde enfermeira e condutora de ambulâncias até comandante de um batalhão feminino. A propósito da participação das mulheres nos combates escreveu: “Os nossos amigos homens são mais atreitos a desfalecimentos de coragem que nós, as mulheres. Durante a Semana Sangrenta, foram as mulheres que levantaram e defenderam a barricada da Place Blanche- e mantiveram-na até à morte”.

Tendo recebido uma educação inspirada pelos ideais da Revolução Francesa, estudou e tirou o curso de professora primária, mas como se recusou a prestar juramento a Napoleão III foi-lhe vedado o acesso ao ensino público.

Impedida de trabalhar no ensino público, Louise Michel usa a herança que recebeu do avô para abrir escolas na província. Mais tarde regressa a Paris e continua a ensinar durante quinze anos ao mesmo tempo que publica livros de poesia e romances. Na sequência da derrota da Comuna, ela que tinha conseguido fugir, acabou por se entregar para que a sua mãe presa em seu lugar fosse libertada.

Condenada a dez anos de deportação, foi enviada para a Nova Caledónia onde manteve atividade política e foi autorizada a trabalhar como professora. Mais tarde, depois de ter sido presa por diversas vezes, exilou-se em Londres onde dirigiu, durante vários anos, uma escola libertária.

Desconhecemos se João Cabral simpatizava ou não com os ideais de Louise Michel e que fontes terá utilizado para dedicar a capa e um texto àquela revolucionária francesa.

No texto referido, depois de considerar que Louise Michel havia sido condenada a “uma pena severíssima imposta a uma mulher”, “seis anos de prisão, seguidos de 10 anos de vigilância policial” por ter participado numa manifestação em que foram saqueadas três padarias”, “O Binóculo” escreveu que ela não aceitou ser considerada criminosa comum, tendo afirmado “que o seu crime era político, e não devia ser tomada responsável pelo saque dado a algumas padarias, que não promoveu, e seria levado a efeito por alguns garotos, que, coitados, teriam fome”.

Sobre o espírito de sacrifício de Louise Michel, no texto referido podemos ler que ela era "dotada de um temperamento capaz de suportar as mais rijas provações do infortúnio, sem murmurar uma queixa ou imprecação”.

Em relação à sua dedicação aos outros e à causa que abraçou, também se pode ler que “ela, no tempo de exílio, se despojava ali das meias que trazia nos pés para dar aos mais necessitados! “ e que “amava a revolução com entusiasmo, como fanatismo cego, não por amor de si, mas dos operários e da paz do universo”.

Teófilo Braga
(Correio dos Açores, 30844 de 27 de janeiro de 2016, p.14)

sábado, 10 de setembro de 2016

Uruguai ganha a primeira escola pública 100% sustentável da América Latina

Dois mil pneus, cinco mil garrafas de vidro, dois mil metros quadrados de papelão e oito mil latas de alumínio. O que dá para fazer com isso? Acredite: uma das respostas é “uma escola”, e ela já está de pé, lá no Uruguai.
Quem projetou a construção de 270 m² foi Michael Reynolds, um norte-americano que nos anos 60 percebeu que a arquitetura havia abandonado o ser humano e fundou uma comunidade para viver de forma mais inteligente e harmônica com a natureza.

Texto e imagem: Hypeness
Há 45 anos ele criou a Earthship, especializada em edifícios sustentáveis e de baixo custo. A escola de Jaureguiberry, no Uruguai, tem placas de energia solar e moinhos de vento para gerar energia, além de hortas para a produção de alimentos orgânicos.

60% do material utilizado na escola é reciclado. Desde 2014, os moradores da região foram apresentados ao projeto e fizeram o possível para torná-lo real. Assim como 200 voluntários do Uruguai e de outros países que colocaram a mão na massa durante as sete semanas de construção, aprenderam o método de Reynolds e poderão replicá-lo pelo mundo.

A escola sustentável atenderá cerca de cem alunos por ano, com um modelo de ensino que os coloca em contato direto com a natureza e o meio ambiente. O objetivo é ressignificar a escola, fazendo dela um espaço de encontro para comunidade, setor público e privado, com aprendizados sobre inovação e sustentabilidade desde a construção até as aulas.

Para saber mais visitar o site Una Escuela Sustentable

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Violências estruturais:Tanta casa sem gente e tanta gente sem casa

Catalunha, arredores de Barcelona [Fonte: Envolées]

Violências estruturais: Direito a Habitação

Você já ouviu falar em violências estruturais?
Elas também são chamadas de violências silenciosas ou quotidianas, itso porque são actos praticados contra o cidadão, principalmente o mais pobre ou em riscos de pobreza. De tão arraigados no nosso quotidiano, esses actos mal são percebidos, ao contrário da violência física!
Embora estes episódios retratam a realidade Brasileira, em Portugal estamos a sofrer do mesmo problema da habitação/ arrendamento/ compra/ falência e há que atribuir o nome correcto dessa realidade.

A casa é um direito?
E quem são os responsáveis por garantir esse direito?
Vejam o primeiro episódio 'O que são violências estruturais?'


No segundo episódio da série 'Violências estruturais', os entrevistados  Maria Fernanda (professora da UFMG), Joviano Mayer (advogado), Chico Alencar (Deputado Federal - PSOL) e Luiz Ruffato (escritor), nos leva à uma reflexão sobre o direito à habitação.

No terceiro episódio o assunto é o racismo. 

No último episódio da série violências estruturais, discutimos a intolerância religiosa. Num país onde os negros representam 54% da população, segundo o IBGE, é difícil entender que as religiões de matrizes africanas sejam as mais violentadas. 

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A Natureza e o Bem, por Maria José Varandas


«Quando era miúda, o tempo das férias “grandes” repartia-se por dois espaços contrastantes - o campo e a praia. Assim, chegado o Junho/Julho ia para casa dos avós, um lugar a cerca de 20 km de Coimbra, enfronhado numa serrania agreste que o Mondego serpenteava sem grande custo, enquanto aguardava, em ânsia, o Agosto/Setembro que me abria a visão à largueza do mar e me oferecia uma luminosa linha de horizonte em traçado geometricamente perfeito entre o céu e a terra. Confesso que o calor sufocante e espesso do campo com os seus cheiros de mato, mais os sons das cega-rega ou o coaxar das rãs, não me encantava.

Preferia mil vezes a contemplação fresca do oceano, num banho de azul que me enchia a alma de alegria, propiciando correrias e piruetas afoitas pelo areal fora sem o importúnio das advertências maternas. No entanto, anos mais tarde na Faculdade estudando Kant, foi a memória desses dias de campo que me veio à mente quando li o que lhe enchia a alma de admiração: o céu estrelado acima da sua cabeça e a lei moral em si. A casa dos meus avós tinha dois andares. No superior, uma varanda larga abria-se para a serrania e os campos defronte. Antes do 25 de Abril, a electricidade era quase só apanágio urbano. Na melhor das hipóteses, o campo queria-se ao abrigo do progresso, preservando a naturalidade dos seus elementos e dos seus estilos de vida, que proporcionariam a fruição da paisagem natural em harmoniosa relação com o homem.

Neste sentido, a demarcação contrastante do espaço urbano e do espaço rural permitiria a possibilidade de circulação entre mundos aparentemente opostos, num banho revigorante de atmosfera, humidade, cores e sons a uma alma citadina cansada da artificialidade do seu envolvente ou, inversamente, a incursão hipnótica e frenética do “homem silvestre” no espaço citadino, onde civilização equivalia a profusão de bens industriais e comerciais. Em suma, à noite, a luz da candeia tremeluzia dentro das casas e as ruas cobriam-se de um negro opaco, apenas cortado pela claridade do luar nos dias de fase crescente.

Nesses verões de calor abafado, as primeiras horas do escurecer passavam-se no fresco da varanda. Uma esteira e algumas almofadas no chão facultavam uma visão perpendicular ao céu estrelado sob o brilho prateado do luar. O fascínio que sobre mim exercia a imensidão profunda daquela abóbada cintilante não tem tradução discursiva. Lembro que me desligava progressivamente da minha concretude física e imergia naquela infinita grandeza feita de negro e milhares de minúsculos pontos de luz, num exercício de suspensão entre o cá e o lá que me dava um vivo sentimento de unidade cósmica.

A sublimidade dessa visão juntou-se ao maravilhamento ante a beleza cénica de paisagens naturais, campestres ou marítimas, que, nas deambulações infantis, foram despertando em mim a sensibilidade à natureza e abrindo-me a mente ao transcendente numa reverência feita de amor e respeito. Arrisco a dizer que tais experiências vibrantes de luz, cor e sentido, talvez tivessem feito mais pelo ser que sou do que as lições que fui colhendo ao longo da vida, formativas sem dúvida, mas sem a profundidade ontológica daquelas. Não foi por acaso ou por oportunidade que o nome de Kant apareceu nos primeiros parágrafos deste texto. O que o admirava e o enobrecia ecoou em idêntica correspondência de sentido em mim própria, tanto ontem como hoje.

Por isso, com a ideia de que a atracção sensível ao belo natural constitui um primeiro e fundamental movimento para o bem, cito as inspiradoras e intemporais palavras do filósofo de Königsberg: “Tomar interesse imediato pela beleza da Natureza é sempre sinal de boa alma; e, se este interesse é habitual, pelo menos indica uma disposição de ânimo favorável ao sentimento moral. (…) Podemos considerar como uma amabilidade que a natureza teve em relação a nós, o facto de ela ter distribuído com tanta abundância, para além do que é útil, ainda a beleza e o encanto e por isso a amamos, da mesma forma que a contemplamos com respeito por causa da sua imensidâo e nos sentimos enobrecidos nesta contemplação”[1]. Maria José Varandas 
   [1] - Crítica del Juicio, 1984 [CJ], § 42 

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Cientista tenta desmascarar as conspirações • HAARP ATRÁS DOS PORTÕES


Hoje estamos em Gakona, Alaska para visitar o HAARP. Há muitas teorias da conspiração em torno desta instalação da Força Aérea dos Estados Unidos, que agora está sendo administrada pela Universidade do Alasca Fairbanks. O HAARP foi acusado de controle mental, manipulação do clima e outras aplicações armadas. Junte-se a nós para a sua casa aberta e você pode ver por si mesmo o que eles estão fazendo.

A Ética Verde, por João Paulo Soares


Artigo de opinião na revista O Instalador de Abril de 2016

Para melhor leitura aconselho que cliquem no símbolo com as duas setas em sentidos opostos ("view fullscreen")

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Equador: as árvores que se movem alguns centímetros por dia

Raizes de Socratea exorrhiza
Árvores da Sumaco Biosphere Reserve, perto de Quito, no Equador, nomedamente as espécies Palm ou Cashapona, migram lentamente através do deserto com novas raízes a substituir as antigas. Este crescimento de novas raízes leva a que a árvore se arraste um pouco, o que faz com que a árvore se mova alguns centímetros em apenas um dia.

No interior profundo da Reserva, as espécies Palm ou Cashapona migram lentamente através do deserto com novas raízes a substituir as antigas. Este crescimento de novas raízes leva a que a árvore se arraste um pouco, o que faz com que a árvore ande alguns centímetros em apenas um dia, refere o inhabitat.

A Socratea exorrhiza é uma palmeira nativa dos trópicos da América Central e da América do Sul. Pode atingir até 25 metros de altura e é polinizada por besouros, sendo as suas sementes e mudas uma fonte de alimento para muitos dos animais que vivem no seu ecossistema.

Estas palmeiras são frequentemente encontradas em áreas húmidas e as suas raízes são de crescimento rápido. “À medida que o solo se desgasta crescem novas e longas raízes até que a árvore encontra um terreno novo e mais sólido, o que pode acontecer até 20 metros”, segundo o especialista em botânica Peter Vrsansky da Academia de Ciências de Bratislava, Eslováquia.

Vrsansky avança ainda que “à medida que as raízes se instalam na nova terra e a árvore se dobra, pacientemente, para as suas novas raízes as antigas começam a levantar-se lentamente no ar. O processo de mudança da árvore para um novo local, com melhor luz solar e terreno mais sólido pode demorar alguns anos.”

No entanto, as raízes também podem regredir perante um ambiente em mudança. Por exemplo, se uma árvore cair sobre uma jovem “palmeira andante” esta pode reposicionar-se de modo a ficar distante da árvore caída.

A sua capacidade de adaptação pode fazer com que seja inserida em novos nichos ecológicos, uma vez que as florestas tropicais estão em risco, quer no Equador como noutros locais do planeta.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O blogue atingiu mais de 1 milhão e 700 mil visitas!

...e 12 mil gostos na página do Facebook  


Resultados na Página Bioterra do Facebook



Neste dia reparei que a página tinha atingido os 12.000 gostos e que o blogue já ultrapassou 1 milhão e meio de visitas, estando agora em mais de 1 milhão e 700 mil visitas!

Os visitantes são de Portugal, Brasil, Espanha, Estados Unidos, Rússia, Alemanha, França e do Reino Unido, maioritariamente mas também Ucrânia, Itália, Israel, Grécia e Roménia...

Muito obrigado! Gracias! Merci! Thank You!
Volte sempre
e
traz outro(a) amigo(a) também!

sábado, 3 de setembro de 2016

Estudo diz que biodiversidade local é maior dentro de áreas protegidas

Foto: Joana Bourgard

A biodiversidade é maior e mais variada dentro da rede mundial de áreas protegidas, concluiu um estudo que analisou 359 locais e milhares de espécies de plantas e animais. Ainda assim, alertam os autores, nem sempre estas áreas são eficazes na salvaguarda do mundo natural.

Actualmente existem áreas protegidas em todos os países do mundo. Cobrem 15.4% da superfície terrestre. Até 2020, as partes da Convenção para a Biodiversidade Biológica comprometeram-se a aumentar esta percentagem para, pelo menos, 17%. Mas será que são eficazes?

Uma equipa de 10 cientistas – coordenados pelo Museu de História Natural de Londres, pela Universidade de Sussex e pelo Centro de Monitorização Mundial da Conservação no Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) – procurou responder à questão. Para isso usou dados de 156 estudos científicos – que incluem 13.669 espécies de vertebrados, invertebrados e plantas – e usou uma nova base de dados da biodiversidade global, chamada PREDICTS (Projecting Responses of Ecological Diversity in Changing Terrestrial Systems). Esta base de dados, coordenada pelo Museu londrino, tem dados sobre a presença ou abundância de mais de 50.000 espécies, recolhidos em 31.000 locais em 97 países.

Para este estudo, os investigadores usaram amostras de biodiversidade desta base de dados, recolhidas em 1.939 sítios dentro de 359 áreas protegidas e em 4.592 sítios fora delas. “Apesar disto representar uma pequena fracção da rede mundial de áreas protegidas (0,18%), é substancialmente maior do que as análises anteriores”, escrevem os autores no estudo.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A Planta Inteligente -Toda a verdade numa excelente reportagem do New Yorker (em Inglês)



By Michael Pollan teaches journalism at the University of California, Berkeley. “Cooked: A Natural History of Transformation” is his most recent book.

Fonte: The Intelligent Plant .A Reporter at Large    
    
In 1973, a book claiming that plants were sentient beings that feel emotions, prefer classical music to rock and roll, and can respond to the unspoken thoughts of humans hundreds of miles away landed on the New York Times best-seller list for nonfiction. “The Secret Life of Plants,” by Peter Tompkins and Christopher Bird, presented a beguiling mashup of legitimate plant science, quack experiments, and mystical nature worship that captured the public imagination at a time when New Age thinking was seeping into the mainstream. The most memorable passages described the experiments of a former C.I.A. polygraph expert named Cleve Backster, who, in 1966, on a whim, hooked up a galvanometer to the leaf of a dracaena, a houseplant that he kept in his office. To his astonishment, Backster found that simply by imagining the dracaena being set on fire he could make it rouse the needle of the polygraph machine, registering a surge of electrical activity suggesting that the plant felt stress. “Could the plant have been reading his mind?” the authors ask. “Backster felt like running into the street and shouting to the world, ‘Plants can think!’ “

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Hora de aceitar que o capitalismo não deu certo

Regressa Emanuel Kant - "O sábio pode mudar de opinião; o idiota nunca"

No Dia Internacional da Solidariedade hoje proponho conselhos, várias leituras e reflexões e questões.


Esse não é um texto escrito por um cara de esquerda, que sempre levantou a bandeira do socialismo. Esse é um texto escrito por um cara que sempre foi um capitalista.
Desde que eu comecei a formar minha visão de mundo, eu fui influenciado pelas maravilhas do mundo capitalista. Eu era daqueles que achava incrível a meritocracia, que achava que eram as grandes corporações que promoviam a evolução da sociedade, que precisávamos do livre mercado.
Nas aulas de história eu secretamente comemorei a vitória dos Aliados sobre o Eixo, mesmo sendo de origem japonesa. Eu queria que conseguíssemos criar um Estados Unidos da América aqui no Brasil.
Ou seja, eu tenho todos os motivos para ter vergonha de mim mesmo hoje. Mas não tenho. Tudo isso foi preciso para eu compor minha visão de mundo e compreensão da vida.

Quando eu começo a criticar o sistema, algumas pessoas dizem. “Mas o socialismo não deu certo”. E é aí que eu digo que o Capitalismo também não.
Me desculpem, mas um sistema que leva ao esgotamento dos recursos naturais e desconexão com a natureza, à vidas infelizes com empregos precários, à desigualdade de oportunidades e padronização de uma vida mecanizada e valorização das pessoas erradas não pode ser considerado um sistema que deu certo.
Vou explorar aqui alguns pontos.

1- Esgotamento dos recursos
Não temos mais reservas minerais. Estamos destruindo a Floresta Amazônica, criando um mundo cinza, feito de pedra. Poluímos nossos rios, lotamos de fumaça nosso ar e estamos destruindo a camada de ozônio. A nossa agricultura é monocultura e detona o solo.
Ou seja, criamos uma sociedade que vive no asfalto, respira fumaça, come alimento com veneno e bebe água suja. Legal né?

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Quando fiz 50 anos


O meu cinquentenário foi triste, atribulado e frustrante. Três meses depois do suicídio da Teresa, há 3 meses atrás, tinha-me zangado seriamente com os padrinhos do meu filho Leandro. O Leandro nesse dia estava revoltado. Podia viver com os padrinhos e ser educado por eles durante um ano lectivo. Não aconteceu. Foi institucionalizado no Terço. Os padrinhos quiseram reatar a amizade comigo. Só fomos os quatro almoçar fora, na Foz. O almoço correu bem. Depois falamos como vender a minha casa. Estava muito medicado e sedado. Foi um acontecimento muito traumático. Era a mulher da minha vida. Ninguém mais apareceu durante a tarde, nem cunhados (irmãos da minha mulher), ninguém. Fizemos a marginal em meio silêncio. Depois despedimo-nos. Levaram o Leandro de volta ao Terço

Música do Bioterra: Lhasa de Sela - El Pajaro

Lhasa de Sela, "Pajaro" do álbum LA Lhoronna, considerado pela crítica como um dos melhores dez álbuns de sempre da World Music. O vídeo está magistralmente realizado.


Mirenme a la vida vuelvo ya
La la la
Pajarillo, tù me despertaste
Enseñame a vivir
En un abismo yo te esperé
Con el abismo yo me enamoré
Pajaro me despertaste
Pajaro no sé por qué

Mirenme a la vida vuelvo ya
La la la
Pajarillo, tu me condenaste
A un amor sin final

En un abismo yo te esperé
Con el abismo yo me enamoré
Pajaro me despertaste
Pajaro no sé por qué
Mirenme a la vida vuelvo ya
La la la...

Mais músicas de
Lhasa de Sela editadas no Bioterra