quinta-feira, 10 de março de 2016

Wake Up Call: End the Nightmare of Consumption


Hidden beneath sleek, space-age screens and shining metal, the true cost of our gadgets lurks unseen… Have you ever felt like we're living through a nightmare of consumption? That you wish you could un-hook yourself and reconnect with a life that is somehow more real and vivid? Then perhaps you're ready to heed Earth's Wake Up Call.

Today we live in a time when there is little to no understanding of how the goods we consume and take for granted came into being. Without this we lack the knowledge to understand the true costs of our consumption, and the power to take action. As a result we have become disconnected from Earth - the origin of our health, wealth and all of the 'things' we depend on.

Wake Up Call takes us on a fast-paced, animated glimpse of the true costs behind some of our most prized possessions - our electronic gadgets. Joining the dots between the stages of extraction, production, consumption and disposal, it reveals that, although our gadgets appear sleek and shiny, their appearance is misleading.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Encontros Improváveis- José Tolentino Mendonça e Arcana - The New Light (Full Compilation)


Os amigos
"Esses estranhos que nós amamos
e nos amam
olhamos para eles e são sempre adolescentes, assustados e sós
sem nenhum sentido prático
sem grande noção da ameaça ou da renúncia que sobre a luz incide
descuidados e intensos no seu exagero
de temporalidade pura
Um dia acordamos tristes da sua tristeza pois o fortuito significado dos campos explica por outras palavras
aquilo que tornava os olhos incomparáveis
Mas a impressão maior é a da alegria de uma maneira que nem se consegue e por isso ténue, misteriosa:
talvez seja assim todo o amor."
José Tolentino Mendonça

terça-feira, 8 de março de 2016

António Gedeão- "Poema do Futuro"


Conscientemente escrevo e, consciente, 
medito o meu destino.
No declive do tempo os anos correm, 
deslizam como a água, até que um dia
um possível leitor pega num livro
e lê,
lê displicentemente,
por mero acaso, sem saber porquê.
Lê, e sorri.
Sorri da construção do verso que destoa
no seu diferente ouvido;
sorri dos termos que o poeta usou
onde os fungos do tempo deixaram cheiro a mofo;
e sorri, quase ri, do íntimo sentido,
do latejar antigo
daquele corpo imóvel, exhumado
da vala do poema.
Na História Natural dos sentimentos
tudo se transformou.
O amor tem outras falas,
a dor outras arestas,
a esperança outros disfarces,
a raiva outros esgares.
Estendido sobre a página, exposto e descoberto,
exemplar curioso de um mundo ultrapassado,
é tudo quanto fica,
é tudo quanto resta
de um ser que entre outros seres
vagueou sobre a Terra.
António Gedeão, in 'Poemas Póstumos'

segunda-feira, 7 de março de 2016

Documentário da Semana: "The Superior Human?"


More info here

Este é um filme narrativo de 2012 do diretor e escritor Samuel McAnallen e da criadora Dra. Jenia Meng, com Gary Yourofsky, Drs. Steven Best, Bernard Rollin e Richard D. Ryder. É a primeira narrativa a desafiar metodicamente a convicção regular de que as pessoas são melhores do que diferentes tipos de vida. Ele recomenda que a confiança na prevalência humana é a razão da dizimação da terra e da brutalidade das criaturas. O filme está comprometido com o Dia da Terra.

Utilizando paródia e humor, o filme avalia e desacredita 18 argumentos frequentemente referidos por devotos da prevalência humana sobre diferentes espécies. A chave dessas alegações é o conhecimento humano.

O filme desacredita o dualismo cartesiano, fonte da divisão entre cérebro e corpo promovida por René Descartes. Descartes aceitava que as espécies não humanas não eram conscientes, portanto não podiam sentir dor.

Essa perspectiva é testada pelo Dr. Rollin. Dr. Ryder apresenta sua hipótese de especismo, um viés comparativo em consequência do preconceito. O filme recomenda que muitas sociedades ao redor do mundo tenham maior adoração por espécies não humanas do que as religiões abraâmicas.

sábado, 5 de março de 2016

Música do BioTerra: CCCP Fedeli alla Linea - "Amandoti"

Amarti m'affatica mi svuota dentro
Qualcosa che assomiglia a ridere nel pianto
Amarti m'affatica mi da' malinconia
Che vuoi farci ? la vita
E' la vita, la mia
Amami ancora fallo dolcemente
Un anno un mese un'ora perdutamente
Amarti mi consola le notti bianche
Qualcosa che riempie vecchie storie fumanti
Amarti mi consola mi da' allegria
Che vuoi farci ? la vita
E' la vita, la mia
Amami ancora fallo dolcemente
Un anno un mese un'ora perdutamente
Amami ancora fallo dolcemente
Solo per un'ora perdutamente

O líder e vocalista, Giovanni Lindo Ferretti, é conhecido pelasua voz hipnótica e letras que misturam política, misticismo e existencialismo.

sexta-feira, 4 de março de 2016

O Big Bang nunca existiu e o Universo nunca teve começo e nunca terá fim, diz novos cálculos complexos

O nosso Universo, de acordo com as teorias de Einstein, possui cerca de 13,8 bilhões anos de idade e foi formado a partir de um ponto infinitamente pequeno.

Enquanto a maioria das pessoas aceita este modelo, os cientistas ainda não conseguem explicar o que aconteceu dentro deste pequeno ponto ou o que veio antes dele.

Agora, dois físicos propuseram um novo modelo que acredita que o Big Bang, na verdade, nunca aconteceu e que o nosso Universo não tem começo nem fim.

"A matemática e a teoria do Big Bang, em si, se anulam por conta dos infinitos”, disse Saurya Das, professor na Universidade de Lethbridge, no Canadá, em entrevista ao Dailymail. "Em outras palavras, a teoria prevê a sua própria morte. Ela também não explica onde esse estado inicial ocorreu”, completa.

Para ajudar a resolver este problema, os cientistas combinaram teorias da relatividade geral, que descreve as forças em torno de nós através da mecânica quântica, que rege pequenos objetos. Eles começaram com equações criadas pelo físico David Bohm, que na década de 1950 tentou usar a teoria quântica no lugar da equação clássica para descrever o caminho mais curto entre dois pontos em uma superfície curva.

Então, combinando isso com uma equação feita pelo professor Amal Kumar Raychaudhuri, da Presidency University, em Calcutá, Índia, os cientistas descreveram um fluido de pequenas partículas que permeia o espaço. Este fluido é a versão quântica da gravidade, apelidada de gráviton pelo Professor Das e pelo coautor Ahmed Ali Farag, da Universidade de Benha.

Eles mostraram que, diferentemente das trajetórias clássicas - que são caminhos de partículas no futuro ou passado - as partículas quânticas podem nunca se encontrarem. "Podemos analisar que, já que diferentes pontos do Universo na verdade nunca convergiram no passado, não pode haver um começo”, disse o Professor Das. "Durará para sempre. Também não terá um fim. Em outras palavras, não há nenhuma singularidade universal”,completou.

Mas se não houve Big Bang, qual é a origem do nosso Universo? "O Universo poderia ter existido e durado para sempre. Ele poderia ter passado por ciclos, pequenos ou grandes. Ou poderia ter sido criado muito mais cedo”, explicou Das. A teoria pode também vir a explicar a origem da matéria e da energia escura.

"Nós mostramos que um gigante Bose-Einstein de grávitons pode ter se formado muito cedo, ter durado para sempre, representando tanto a matéria quanto a energia escura", disse Das.

No final de 1990, os astrônomos descobriram que a expansão do Universo está acelerando devido a presença de uma energia escura. O modelo tem o potencial para isso, uma vez que o fluido cria força constante para fora, expandindo o espaço.

A massa de gráviton poderia fazer a sua densidade de fluido ter a mesma densidade observada do Universo de matéria escura. "É gratificante notar que tais correções simples podem, potencialmente, resolver tantos problemas de uma só vez", concluiu Das.

Publicado: 11 Fevereiro 2015

quinta-feira, 3 de março de 2016

Encontros Improváveis- Agostinho da Silva e Album Leaf: "Broken Arrow" (live/ao vivo no Primavera Sound Festival 2011)


"O bárbaro hoje está por toda a parte, dentro e fora das fronteiras, é branco, preto, amarelo e de todas as cores intermédias, se infiltra em todos os agrupamentos políticos e pertence a todas as religiões; pode aparecer defendendo qualquer forma de economia; a barbárie, hoje, não se caracteriza nem por uma raça nem por um credo: é uma forma generalizada de comportamento humano. E todas as circunstâncias são de molde a favorecer a sua vitória: uma vitória temporária, mas que pode durar séculos"

- Agostinho da Silva, “Bárbaros à Porta”, As Aproximações [1960], in Textos e Ensaios Filosóficos II.

quarta-feira, 2 de março de 2016

'Qualidade de vida não é ter coisas, é ter tempo', diz especialista em economia criativa



O Que é Economia Criativa?
O conceito de economia criativa, ou Creative Economy, em inglês, tem um figura paterna clara em John Howkins e seu livro “The Creative Economy: How People Make Money From Ideas”, publicado em 2001 e traduzido para diversas línguas, inclusive o português.


A ideia central da economia criativa é incluir processos, ideias e empreendimentos que usam a criatividade como destaque para a criação de um produto.

O termo e sua consequente popularidade ganhou espaço inclusive na criação de políticas públicas, especialmente na China – onde o próprio Howkins atuou – e também no Reino Unido e Estados Unidos.

O Brasil também atentou para esse potencial. Em 2012, foi criada a Secretaria de Economia Criativa, inicialmente vinculada ao Ministério da Cultura.

Quais São Os Nichos Da Economia Criativa?
Para focar a atuação e serem criadas estratégias direcionadas, foram definidos 20 setores dentro da economia criativa.

São eles:
Artes cénicas
Música
Artes visuais
Literatura e mercado editorial
Audiovisual
Animação
Games
Softwares aplicados à economia criativa
Publicidade
Rádio
TV
Moda
Arquitetura
Design
Gastronomia
Cultura popular
Artesanato
Entretenimento
Eventos
Turismo cultural.

Portanto, uma música é um exemplo de economia criativa, assim como o Carnaval do Rio de Janeiro, o Copan de Niemeyer e uma produção audiovisual, como Tropa de Elite.

Um exemplo interessante que também pode ser citado é a obra do artista Vik Muniz. Ela entra no espectro da economia criativa, assim como o documentário Lixo Extraordinário, sobre a relação dele com os catadores no aterro do Jardim Gramacho e as obras criadas com o material reciclado.

Na obra de Muniz, inclusive, é possível para traçar bem claramente a ligação entre economia criativa e sustentabilidade.

Como Surgiu A Economia Criativa?
O termo economia criativa surgiu em um contexto de valorização e exploração do potencial humanístico e financeiro da cultura, criatividade e imaginação.

Já a economia criativa em si é muito mais antiga do que isso, já que a produção e venda de arte, por exemplo, é algo que acontece há séculos.

O mais interessante de notar aqui não é tanto a origem da expressão economia criativa e a visão de Howkins, mas sua importância e os novos termos que foram surgindo e sendo relacionados na esteira.

Por exemplo, as indústrias criativas fazem parte dessa economia criativa.

O Department of Culture, Media and Sports (DCMS), do governo britânico, divide essas indústrias em nove setores, que se assemelham em muito aos que a secretaria do governo brasileiro selecionou (Audiovisual, TV e Rádio estão no mesmo setor para o DCMS).Os números da economia criativa são impressionantes e só devem crescer

Qual A Importância Da Economia Criativa?
Pelo que vimos até aqui, já é possível entender o quão significativa é a importância da economia criativa.

Além dos números citados acima sobre geração de empregos e valor no Brasil, há ainda outros que são impressionantes.

De acordo com pesquisa realizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, se a economia criativa fosse um país, teria o quarto maior PIB, de 4,3 biliões de dólares.

O número de trabalhadores também impressiona: 144 milhões de profissionais no mundo fazem parte da economia criativa.

Segundo Howkins, o crescimento da economia criativa nos Estados Unidos, China e em partes da Europa é três ou quatro vezes maior em média que o da economia em geral.

Ou seja, estamos falando de um setor que cresce no Brasil em plena crise e arranca com força em cenários mais otimistas e favoráveis, puxando a fila da economia.

E não é difícil de entender isso.

Um país pode perder infraestrutura, capacidade para investir e até reservas internacionais.

Mas a criatividade de suas pessoas sempre existirá, assim como sua cultura e história. A partir disso, diversas ideias podem surgir e empreendimentos serem realizados.

É função do governo e organizações em geral permitir que esse ecossistema se desenvolva com redução de burocracia, surgimento de linhas de crédito e apoio logístico.

terça-feira, 1 de março de 2016

12º aniversário do blogue Bioterra

Liam O'Flynn 


Sentimentos - o mundo afogava-se neles, e havia vagas de amor fraterno, cristas altíssimas de confiança humana. Era um logro. Não há grandes sentimentos, há apenas almas grandes. 

Agustina Bessa-Luís  in "Ternos Guerreiros"

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Lao Tse- Quanto mais armas afiadas se possuem, mais grassa a desordem


De um sábio multimilenar (Lao Tse, no Tao Te King) vêm palavras tremendamente actuais sobre o nosso mundo:

"Quanto mais interdições e proibições existem
mais o povo empobrece.
Quanto mais armas afiadas se possuem,
mais grassa a desordem;
Quanto mais se desenvolve a inteligência produtiva,
mais dela resultam indesejáveis produtos;
quanto mais se multiplicam as leis e ordenações,
maior número há de ladrões e bandidos"...


domingo, 28 de fevereiro de 2016

The Cure- From the Edge of the Deep Green Sea


every time we do this
i fall for her
wave after wave after wave
it's all for her
i know this can't be wrong i say
(and i'll lie to keep her happy)
as long as i know that you know
that today i belong
right here with you
right here with you...

and so we watch the sun come up
from the edge of the deep green sea
and she listens like her head's on fire
like she wants to believe in me
so i try
put your hands in the sky
surrender
remember
we'll be here forever
and we'll never say goodbye...

i've never been so
colourfully-see-through-head before
i've never been so
wonderfully-me-you-want-some-more
and all i want is to keep it like this
you and me alone
a secret kiss
and don't go home
don't go away
don't let this end
please stay
not just for today

never never never never never let me go she says
hole me like this for a hundred thousand million days
but suddenly she slows
and looks down at my breaking face
why do you cry? what did i say?
but it's just rain i smile
brushing my tears away...

i wish i could just stop
i know another moment will break my heart
too many tears
too many times
too many years i've cried over you

how much more can we use it up?
drink it dry?
take this drug?
looking for something forever gone
but something
we will always want?

why why why are you letting me go? she says
i feel you pulling back
i feel you changing shape...
and just as i'm breaking free
she hangs herself in front of me
slips her dress like a flag to the floor
and hands in the sky
surrenders it all...

i whish i could just stop
i know another moment will break my heart
too many tears
too many times
too many years i've cried for you
it's always the same
wake up in the rain
head in pain
hung in shame
a different name
same old game
love in vain
and miles and miles and miles and miles and miles
away from home again...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Libetação da chimpanzé Wounda no Congo

 ...é muita genética semelhante e muita história evolutiva comum... 
La difícil labor de rescate y rehabilitación de chimpancés por parte del equipo del Instituto Jane Goodall en la República del Congo brinda a veces el mejor de los premios para todos: poder reintroducir un chimpancé en una selva protegida, devolviéndole la oportunidad que nuestra propia especie le había quitado. Más información en la web del Instituto Jane Goodall España

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