domingo, 8 de novembro de 2020

Estado de Emergência- Uma Breve Análise Jurídica


Devido ao meu cargo, os respectivos estatutos profissionais impedem-me de expressar a minha opinião pessoal acerca de muito que se está a passar e, acima de tudo, de expressar opiniões acerca dos comportamentos de outros titulares de órgãos de soberania.
Por isso, em termos pessoais, nada direi.
No entanto, como Juíza Desembargadora e magistrada judicial em exercício de funções, ininterruptamente, há praticamente 25 anos, não posso deixar de fazer algumas observações estritamente jurídicas como contributo para uma cidadania esclarecida.
Assim, e no que tange ao Estado de Emergência há que clarificar o quadro legal de modo a que todas as pessoas possam compreender os seus contornos legais.
O Estado de Emergência vem previsto no artº 19º da Constituição da República Portuguesa (CRP), que é o seu assento legal e a sua única legitimação, uma vez que “Portugal é um Estado de Direito Democrático baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais” – artº 2º da CRP – qualquer restrição dos direitos, liberdades e garantias só pode operar-se no estrito cumprimento do quadro constitucional.
Ou como proclama o artº 19º nº 1 da CRP:
“1. Os órgãos de soberania não podem, conjunta ou separadamente, suspender o exercício dos direitos, liberdades e garantias, salvo em caso de estado de sítio ou de estado de emergência, declarados na forma prevista na Constituição.”
Significa isto que o Estado de Emergência só pode ser decretado, nos termos previstos no nº 2 do referido artº 19º da CRP, ou seja:
“2. (…) nos casos de agressão efectiva ou iminente por forças estrangeiras, de grave ameaça ou perturbação da ordem constitucional democrática ou de calamidade pública.”
O Estado de Emergência, dada a sua gravidade para o exercício dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, só pode ser declarado pela Assembleia da República por ser matéria legislativa da exclusiva reserva deste órgão, conforme artº 164º al. e) da CRP o que significa que só a Assembleia da República pode decretar o Estado de Emergência.
O Estado de Emergência jamais implica a suspensão da ordem constitucional ou da Constituição, apenas permite a restrição de alguns direitos, e a razão dessa restrição tem de estar devidamente fundamentada, sendo que:
“A declaração do estado de sítio ou do estado de emergência em nenhum caso pode afectar os direitos à vida, à integridade pessoal, à identidade pessoal, a capacidade civil e à cidadania, a não retroactividade da lei criminal, o direito de defesa dos arguidos e a liberdade de consciência e de religião.” – artº 19º nº 6 da CRP.
Ou seja, o Estado de Emergência não permite que se ofenda, em nome desse mesmo Estado de Emergência, a vida e a integridade física e psíquica das pessoas, nem a sua identidade pessoal, nem a sua capacidade civil, nem a sua liberdade de consciência nem a sua liberdade de religião.
Isto é claro como água.
E, em termos sistemáticos, o artº 19º, que regula o Estado de Emergência e a suspensão temporária de alguns direitos, insere-se no título dedicado aos Direitos e Deveres Fundamentais o que significa que a sua violação não só implica uma inconstitucionalidade material, como o instituto em si tem de ser interpretado e integrado de harmonia com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) – cfr. artº 16º da CRP – adoptado pela ONU em 1948, e ratificada por Portugal em 1976.
Nos termos do artº 3º da DUDH, que tem aplicação em Portugal:
“Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.”
Nos termos do artº 18º da dita DUDH:
“Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.”
E nos termos do artº 19º da mesma Declaração:
“Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.”
Nenhum destes direitos pode ser suspenso, limitado ou retirado no âmbito de um Estado de Emergência.
Nos termos do artº 8º da nossa CRP:
“1. As normas e os princípios de direito internacional geral ou comum fazem parte integrante do direito português.
2. As normas constantes de convenções internacionais regularmente ratificadas ou aprovadas vigoram na ordem interna após a sua publicação oficial e enquanto vincularem internacionalmente o Estado Português.”
Ou seja, todas as convenções, tratados e outros instrumentos jurídicos internacionais em que Portugal seja parte contratante e/ou ratifique têm o mesmo valor jurídico na ordem interna portuguesa como as leis saídas da Assembleia da República.
Portugal, como muitos outros países, ditos civilizados, ratificou em 2015 a Declaração Universal Sobre Bioética e Direitos Humanos (UNESCO) que no seu artº 6º nº 1 dispõe o seguinte:
“Qualquer intervenção médica de carácter preventivo, diagnóstico ou terapêutico só deve ser realizada com o consentimento prévio, livre e esclarecido da pessoa em causa, com base em informação adequada. Quando apropriado, o consentimento deve ser expresso e a pessoa em causa pode retirá-lo a qualquer momento e por qualquer razão, sem que daí resulte para ela qualquer desvantagem ou prejuízo.”
Esta norma não pode ficar suspensa ou restringida no âmbito de um Estado de Emergência.
Significa isto, a meu ver e em termos puramente jurídicos, que os testes para despiste do COVID19-SARS2 têm sempre de ser consentidos, de forma livre, o que implica que não podem ser impostos como forma de se aceder a qualquer sítio, pois aí estar-se-ia a operar uma restrição não constitucional da liberdade das pessoas (ou fazes o teste ou não entras) bem como se estaria a coarctar a liberdade de acção necessária ao consentimento livre, isto é, a pessoa até pode prestar o seu consentimento, porque quer determinado acesso a determinado lugar, mas dá esse consentimento de forma constrangida e não livre, o que equivale a não consentimento.
Por fim quero dar uma pequena palavra acerca do “Estado de Calamidade”.
Não existe, em termos jurídicos, e muito menos com suporte na CRP, “Estado de Calamidade”, que não se confunde com “uma calamidade pública” que legitima a declaração do Estado de Emergência.
O que existe é a possibilidade de haver uma “Declaração de Calamidade”, apenas no âmbito da protecção civil, e com base nos seguintes fenómenos naturais:
“1 - Acidente grave é um acontecimento inusitado com efeitos relativamente limitados no tempo e no espaço, suscetível de atingir as pessoas e outros seres vivos, os bens ou o ambiente.
2 - Catástrofe é o acidente grave ou a série de acidentes graves suscetíveis de provocarem elevados prejuízos materiais e, eventualmente, vítimas, afetando intensamente as condições de vida e o tecido socioeconómico em áreas ou na totalidade do território nacional.” – artº 3º da Lei de Bases de Protecção Civil (Lei 27/2006 de 03-07 com a última alteração operada pela Lei 80/2015 de 03-08).
Na minha opinião jurídica, o COVID não é nem um acidente, nem uma catástrofe.
Em conclusão, é importante perceber os contornos que um Estado de Direito pode assumir no quadro constitucional Português, bem como a legitimidade do respectivo órgão político para o declarar, devendo o Estado de Emergência ser fundamentado de forma clara e profunda, uma vez que contende com alguns (mas só alguns) direitos dos cidadãos, e jamais pode colocar em causa o direito à vida, à integridade física e psíquica das pessoas, liberdade de religião, liberdade de pensamento e liberdade de expressão.
Agora quem consiga integrar o que acabo de mostrar em termos constitucionais com os textos da legislação avulsa que tem sido produzida neste País, que chegue às suas próprias conclusões.

Florbela Sebastião e Silva 

“Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
É a hora!”
Fernando Pessoa, “Nevoeiro” in “Mensagem”

Dia Mundial do Urbanismo

A bandeira do Urbanismo, que representa o Sol (em amarelo), a vegetação (em verde) e o ar (em azul)

O Dia Mundial do Urbanismo, comemorado anualmente a 8 de novembro, é uma data de reflexão global sobre a importância do ordenamento do território e do planeamento urbano na construção de cidades mais sustentáveis, humanas e funcionais. A iniciativa foi criada em 1949 pelo professor Carlos María Della Paolera, da Universidade de Buenos Aires, com o intuito de mobilizar a atenção pública e profissional para o impacto das decisões urbanísticas na qualidade de vida das populações. Hoje em dia, esta efeméride é celebrada em mais de 30 países, espalhados por quatro continentes, envolvendo autarquias, universidades, ordens profissionais e organizações internacionais como a ISOCARP (International Society of City and Regional Planners).

Em Portugal, a data ganha especial relevância no debate sobre a coesão territorial, a transição energética e o acesso a habitação digna, sendo frequentemente assinalada por entidades como a Direção-Geral do Território e a Ordem dos Arquitectos através de conferências e seminários. O urbanismo contemporâneo enfrenta o desafio de redefinir as áreas urbanas à luz das alterações climáticas e das novas dinâmicas sociais, promovendo modelos como a "cidade dos 15 minutos", a expansão de infraestruturas verdes, a mobilidade suave e a redução das assimetrias socioterritoriais, alinhando-se com as diretrizes da ONU-Habitat para o desenvolvimento urbano sustentável.

Ler mais:

sábado, 7 de novembro de 2020

Climate Change Has Killed Half of the Great Barrier Reef’s Corals

A new study finds corals on the Australian mega-reef declined 50 percent between 1995 and 2017


Australia’s Great Barrier Reef, the largest coral reef ecosystem in the world, lost half of its corals between 1995 and 2017, report Myles Houlbrook-Walk and Ollie Wykham for the Australian Broadcasting Corporation (ABC News). The new study, published this week in the journal Proceedings of the Royal Society B, found that nearly every coral species and size found on the Great Barrier Reef had declined, reports Maria Cramer for the New York Times.

Covering nearly 133,000 square miles and hosting more than 1,500 species of fish, 4,000 types of mollusk and 400 species of coral, the Great Barrier Reef is a vital marine habitat and a priceless crown jewel of the world’s ocean ecosystems.

For the new study, researchers with the Australian Research Council’s Center of Excellence for Coral Reef Studies measured changes in coral colony sizes along the Great Barrier Reef’s more than 1,400-mile length between 1995 and 2017.

“We found the number of small, medium and large corals on the Great Barrier Reef has declined by more than 50 percent since the 1990s,” Terry Hughes, a coral researcher at James Cook University and senior author of the study, says in a statement. “The decline occurred in both shallow and deeper water, and across virtually all species—but especially in branching and table-shaped corals.”

Losses among large corals are especially concerning, because reefs rely on these big, mature corals to produce vast numbers of offspring that help perpetuate or revive surrounding reefs. The researchers say their results suggest the Great Barrier Reef’s resilience, or ability to recover from damage, has been severely compromised since the 1990s.

“We used to think the Great Barrier Reef is protected by its sheer size—but our results show that even the world’s largest and relatively well-protected reef system is increasingly compromised and in decline,” says Hughes in the statement.

The staggering loss of corals was driven largely by marine heatwaves in 2016 and 2017—and to a lesser extent, 1998 and 2002—that resulted in massive coral die-offs, per ABC News. Elevated water temperatures stress the corals, and this strain can cause the photosynthetic algae corals rely on for much of their sustenance to either die or eject from their former symbionts. This has the effect of turning the corals bone-white, which is the genesis of the phenomenon’s name: coral bleaching. Without the algae, called zooxanthellae, the corals typically starve to death or succumb to disease.

Human-caused climate change is the primary driver of the rising ocean temperatures that have killed off half of the reef, Andreas Dietzel, a coral researcher at James Cook University and first author of the new research, tells ABC News. "We can clearly correlate the rising temperatures to coral mortality and bleaching on the Great Barrier Reef," he says.

Earth’s rising average temperatures are expected to continue the reef’s decline, Terry Hughes, a coral researcher at James Cook University and senior author of the study, tells Darryl Fears of the Washington Post. “The only effective way to improve the outcome for coral reefs is global action on greenhouse gasses. If global temperatures rise to 3 or 4 [degrees Celsius], the reef will be unrecognizable, so there is no time to lose.”

Documentário- Os seis graus que podem mudar o Mundo



Até ao ano 2100, muitos cientistas acreditam que a temperatura média da Terra poderá subir até seis graus Celsius. Através duma interessante investigação, o National Geographic leva-nos numa viagem grau-a-grau para explorar o que cada grau pode significar para o futuro do nosso povo e do planeta.
Este documentário mostra como o aquecimento global já afectou os recifes da Austrália, os campos de gelo na Groenlândia e a floresta Amazónica. Com um olhar sóbrio sobre os efeitos do apetite insaciável do nosso mundo por energia, Six Degrees explica o que é real, o que é ainda controverso, e como as tecnologias e soluções existentes poderiam ajudar a estabilizar o termómetro global.
Este documentário é baseado no livro "Seis Graus", de Mark Lynas, vencedor do Prémio da Royal Society como Melhor Livro de Ciência de 2008. O livro se fundamenta em previsões de aumento da temperatura do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) de que a temperatura média global pode subir em 6 graus até 2100. Lynas traz propostas do que pode ser feito por governos e cidadãos para retardar o aquecimento global e suas consequências.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

O que é o great reset de 2021?

Mudanças propostas pelo “O Grande Reinício” possuem um viés político e ideológico



Em uma reunião virtual do Fórum Econômico Mundial (FEM), líderes globais das Nações Unidas, Reino Unido, Estados Unidos, Fundo Monetário Internacional (FMI) e corporações multinacionais discutirão e anunciarão um plano para reiniciar toda humanidade incluindo a economia mundial. Esse plano é conhecido como “O Grande Reinício” ou, em inglês, The Great Reset.

“TODOS OS PAÍSES, DOS ESTADOS UNIDOS À CHINA, DEVEM PARTICIPAR, E TODOS OS SETORES, BEM COMO TECNOLOGIAS DE PETRÓLEO E GÁS, DEVEM SER TRANSFORMADOS.”

“Temos uma oportunidade de ouro para tirar algo de bom desta crise [COVID-19]. As ondas de choque sem precedentes podem tornar as pessoas mais receptivas a grandes visões de mudança”, disse o Príncipe Charles, um dos líderes do evento.

O objetivo do “O Grande Reinício” é usar a pandemia da coronavírus como uma justificativa – os participantes repetidamente se referiram a ela como uma “oportunidade” – para reformatar completamente toda a economia global, incluindo a dos EUA, para tornar o mundo mais “equalitário” e para combater a mudança climática, que em várias ocasiões foi identificada como a próxima grande “crise” do mundo.

Em um artigo publicado no site do Fórum Econômico Mundial, o fundador e presidente executivo do FEM, Klaus Schwab, disse que “o mundo deve agir conjuntamente e rapidamente para renovar todos os aspectos de nossas sociedades e economias, desde a educação até os contratos sociais e as condições de trabalho”.

“Todos os países, dos Estados Unidos à China, devem participar, e todos os setores, bem como a tecnologia de petróleo e gás, devem ser transformados”, acrescentou Schwab. “Em suma, precisamos fazer ‘O Grande Reinício’ do capitalismo.”

Schwab não foi o único a pedir que o mundo “reinicie” o capitalismo. Incontáveis líderes no evento, muitos dos quais ocupam posições influentes em organizações e governos ao redor do mundo, exigiram mudanças econômicas de longo alcance que soam notavelmente semelhantes ao “Novo Acordo Verde” (Green New Deal) dos socialistas Bernie Sanders e Alexandria Ocasio-Cortez – exceto que em um escala global.

Sharan Burrow, a secretária geral da Confederação Sindical Internacional, disse que precisamos usar a crise atual para ajudar a “reequilibrar” a economia global.

“Precisamos criar políticas para alinhar o investimento nas pessoas e no meio ambiente”, disse Burrow.

“Mas, acima de tudo, a perspectiva de longo prazo é sobre reequilibrar as economias.”

Burrow acrescentou mais tarde: “Queremos o fim da mentalidade de lucro a todo custo, porque se não construirmos um futuro econômico dentro de uma estrutura sustentável em que respeitemos nossos limites planetários e a necessidade de mudar nossos sistemas de energia e tecnologia, então não teremos um planeta vivo para os seres humanos. ”

Ecoando esses pontos, Antonio Guterres, secretário-geral da ONU, pediu a construção de “sociedades iguais, inclusivas e sustentáveis, que sejam mais resilientes em face de pandemias e mudanças climáticas”.

Jennifer Morgan, diretora executiva do Greenpeace International, disse que o mundo deveria usar a crise atual para apertar o “botão de reinicialização”, semelhante ao que ocorreu após a Segunda Guerra Mundial, quando Morgan diz que: “Estabelecemos uma nova ordem mundial”.

Morgan acrescenta que: “Estamos agora em um mundo diferente do que éramos então. Precisamos perguntar: o que podemos fazer de maneira diferente? O Fórum Econômico Mundial também tem uma grande responsabilidade nisso, apertando o botão de reinicialização e entendendo como criar bem-estar para as pessoas e para a Terra”.

Outros palestrantes no fórum virtual que pediram pelo “O Grande Reinício” incluíam Ma Jun, presidente do Comitê de Finanças Verdes da Sociedade Chinesa de Finanças e Bancos e membro do Comitê de Política Monetária do Banco Popular da China; Bernard Looney, CEO da BP; Ajay Banga, CEO da Mastercard; Bradford Smith, presidente da Microsoft; e Gina Gopinath, economista-chefe do Fundo Monetário Internacional.

O evento virtual do FEM anunciou o lançamento do plano para “O Grande Reinício” da economia mundial, mas propostas de políticas mais específicas provavelmente serão deliberadas na reunião do FEM em Davos, Suíça, em janeiro de 2021. O evento de Davos está sendo anunciado pelo FEM como uma “cimeira gêmea” que incluirá um encontro pessoal de líderes mundiais e reuniões virtuais “conectando os principais líderes governamentais e empresariais do mundo em Davos com uma rede global em 400 cidades.”

Abaixo segue um resumo dos pontos que devem ser discutidos durante a cimeira do “O Grande Reinício” em Davos.

1. Liderança:
Os economistas Thomas Piketty e Joseph Stigliz (marxistas e keynesianos) estão encabeçando as diretrizes do “O Grande Reinício”.

2. Diretrizes:
• Aquecimento global
• Novo Acordo Verde
• Novo Bretton Woods

3. Problemas:
• Pandemia do COVID-19
• Agitação social
• Crises econômicas

4. Metas:
• Eliminar todo o papel-moeda e utilizar a cripto moeda DES (Direitos Especiais de Saque), que já foi utilizada em 1970, 1979 e 2009 para injetar liquidez no sistema financeiro.

• Reforma tributária global com maiores impostos para fortunas, chegando a 90% para fortunas acima de US$ 2 bilhões.

• Criar dificuldades para as empresas moverem ativos para paraísos fiscais. Remover do mercado qualquer empresa ou organização que não seja “verde”, como a indústria da carne ou do petróleo.

• Estimular o consumo de produtos com o “selo verde”. Os governos devem dar preferência na lista de subsídios e cupons ao consumidor para esses produtos.

• Fomentar títulos verdes tanto quanto possível. Qualquer banco central que esteja considerando o uso de flexibilização quantitativa deve usar títulos verdes.

• Acabar com qualquer tipo de combustíveis fósseis em todo o mundo.

• Vacinação mandatória e passaporte mundial (APP) com rastreamento genético.

Portanto, as mudanças propostas pelo “O Grande Reinício” possuem um viés político e ideológico alinhado com as doutrinas marxistas e socialistas, e visam moldar a humanidade nesses parâmetro, o que é perigoso. De fato, a história tem diversos exemplos de países que adotaram esses regimes e levaram o caos e a destruição social para sua população como a China, Coreia do Norte, Irã, Venezuela, Cuba entre outros.

As opiniões expressadas neste artigo são pontos de vistas do autor e não refletem necessariamente as opiniões do Epoch Times.

A mina contamina

"A Mina Contamina". Excelente história INFANTIL galega que narra os malefícios da extração de minérios (no caso a mina de volfrâmio, em Sanfins).
Contudo, serve para ALERTAR TAMBÉM OS ADULTOS, principalmente o Governo.
Ouçam, comprem o livro ou partilhem o vídeo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Dia Mundial do Cinema


A 05 de novembro celebra-se anualmente o Dia Mundial do Cinema.

Ao cinema atribuiu-se o título de Sétima Arte, uma designação dada pelo italiano Ricciotto Canudo na obra [Manifesto das Sete Artes](), em 1911.

A palavra cinema pode ser definida como movimento gravado, pois trata-se de uma abreviatura de
cinematógrafo. O termo "cine", de origem grega, significa movimento, e o sufixo "ágrafo" tem o significado de regra ou gravação.

As produções cinematográficas exercem uma forte influência sobre as emoções humanas, levando milhares de pessoas às salas de cinema e produzindo riso, choro, medo ou outros sentimentos a qualquer altura do dia.

Em 1895, Paris acolheu a primeira sessão pública de cinema, organizada pelos irmãos Auguste e Louis Lumière. Utilizando um aparelho designado cinematógrafo, foram projetadas imagens em movimento num ecrã para cerca de 30 espetadores.

Georges Méliès introduziu a performance teatral na linguagem cinematográfica. Baseado na obra de Júlio Verne, criou o filme Viagem à Lua (Le Voyage dans la Lune), exibido em 1902, que elevou o cinema a um novo patamar graças ao uso de "efeitos especiais".

A partir de então, o cinema consolidou-se como forma de contar histórias, difundir a cultura e propagar o conhecimento. O desenvolvimento de equipamentos e a evolução tecnológica permitiram que esta arte se aproximasse do público com um realismo cada vez maior.

Em comemoração do Dia Internacional do Cinema, os espaços culturais incentivam a apreciação da Sétima Arte através da exibição gratuita de filmes, do lançamento de concursos e da realização de exposições dedicadas à história desta manifestação artística.

Bibliografia e Artigos Académicos Recomendados
  1. Bazin, André (1958). Qu'est-ce que le cinéma? (O que é o Cinema?). Obra de referência mundial sobre a ontologia da imagem fotográfica e o realismo cinematográfico.
  2. Canudo, Ricciotto (1911/1923). Manifeste des Sept Arts. Texto fundador que integrou o cinema no sistema das belas-artes.
  3. Bordwell, David & Thompson, Kristin (2010). Film History: An Introduction. Manual abrangente sobre a evolução técnica, económica e estética do cinema global.
  4. Pina, Luís de (1986). História do Cinema Português. Referência essencial sobre o desenvolvimento da Sétima Arte em Portugal (dos pioneiros ao Cinema Novo).
  5. Aniki: Revista Portuguesa da Imagem em Movimento
  6. Cinemateca Portuguesa
  7. Academia Portuguesa de Cinema

Pela Liberdade e pela Democracia – chega do Chega!


Ultimamente tem-se falado bastante do partido Chega e do seu líder André Ventura, bem como das apregoadas intenções de voto, e diversos cidadãos, alguns indiscutivelmente democratas, vêm manifestando crescente espanto e até inquietação por tal questão e por aquilo que ela pode vir a representar no futuro.

Trata-se, efectivamente, de uma matéria que deve merecer não apenas a nossa atenta análise como uma tomada firme de posição. 

O Chega tem assentado toda a sua actuação numa quádrupla base: um contínuo vozear (aos gritos de “vergonha!”) contra a corrupção e outros desmandos praticados por dignatários do regime, uma permanente afirmação da sua alegada seriedade e honradez, um discurso em que se proclama defensor dos pobres e dos “descamisados” contra os ricos, os poderosos e os corruptos, e, finalmente um apelo sistemático ao ódio aos outros, ao insulto baixo e rasteiro e ao medo.

Os dinheiros do Chega

Esta operação manipuladora de consciências vem sendo construída com poderosos meios financeiros que permitem sustentar gigantescas campanhas propagandísticas, as quais vão desde outdoors  (que custam centenas de milhares de euros) até uma utilização massiva das redes sociais, com dezenas de milhares (pelo menos 20.000) de perfis falsos com a assim falsificada amplitude dos pretensos apoios à causa, passando ainda pela organização de autênticas campanhas de ódio, de amedrontamento físico e de homicídio de carácter de quem se lhes ouse opor.

É, aliás, muito curioso que a Entidade Fiscalizadora das Contas dos Partidos Políticos – que tão interessada se mostra, sobretudo em relação a pequenos partidos, em exigir que eles tenham uma contabilidade ao nível da de uma empresa cotada em bolsa e em saber quem terá pago uma bica que um dado candidato foi, numa sua acção de campanha, filmado a tomar – não se mostre minimamente empenhada em esclarecer devidamente de onde vêm os apoios financeiros que suportam a actividade, em particular a propagandística, do Chega, quer antes da eleição de André Ventura – quando não havia qualquer subvenção estatal – e mesmo depois, quando passou a receber 193 mil euros anuais.

Por outro lado, apresentando-se como pretenso defensor dos pobres, o Chega, não obstante todos os seus discursos, convive afinal muito bem com a corrupção e a lavagem de dinheiros, desde logo relacionadas com os vistos gold, e, por isso, quando no início deste ano o parlamento discutiu uma proposta de alteração do Orçamento de Estado visando a extinção desses vistos, Ventura votou… contra!

Os dirigentes do Chega

Não seguramente por acaso, pelo menos três dos mais altos dirigentes do Chega estão ligados aos investimentos imobiliários de luxo e negócios adjacentes.

Na verdade, Salvador Posser de Andrade, vogal da Direcção do Chega, é administrador da Coporgest, uma imobiliária de luxo que pertenceu ao universo BES/GES, responsável, entre outros, pelo luxuoso empreendimento Duques de Bragança, junto à Rua Vítor Cordon, em Lisboa, com apartamentos entre os 700 mil e os 6 milhões de euros, e de cuja administração fazem parte ou fizeram, entre outros, personagens como José Maria Ricciardi e Luís Marques Mendes.

Diogo Pacheco de Amorim, número 2 do Chega e considerado como o “ideólogo” do mesmo – que pertenceu a movimentos terroristas de extrema-direita como o MDLP (Movimento Democrático de Libertação de Portugal) – também exerce a sua actividade no sector imobiliário de luxo.

Ricardo Regalla, Director de Comunicação do Chega, é consultor de uma empresa imobiliária de luxo, que exerce a sua actividade sobretudo em Cascais, Sintra e Lisboa, dedicando-se igualmente à organização de eventos de luxo (como festas de divorciados a 100€ por cabeça).

Por outro lado, Gerardo Pedro, responsável número 1 pela estratégia e pelas “operações” na área digital (isto é, pela produção de conteúdos e gestão das redes sociais), é dono da Kriamos, uma empresa de produtos digitais ligada à angolana Alcian Soluções, considerada muito próxima do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e do regime angolano.

Isto já para não falar de Manuel Matias, assessor parlamentar de Ventura (e, antes, fundador do Partido Pró-Vida, o qual se fundiu com o Chega), que foi presidente, durante cerca de 5 anos, da cooperativa “Pelo sonho é que vamos”, do Seixal, e a levou à falência, ficando a dever meio milhão de euros de salários a cerca de 50 trabalhadores.

Ventura, “amigo” dos pobres

Significativamente, o “amigo” dos pobres defende a expulsão dos cidadãos mais desfavorecidos das grandes cidades (para aí se poder desenvolver a especulação imobiliária e se aumentarem brutalmente os preços da habitação) com o extraordinário argumento de que se impõe “deixar o mercado funcionar e, desde logo, deixando vigorar o princípio do utilizador-pagador em todos os aspectos da vida nas grandes cidades da orla costeira. Rapidamente a vida nessas grandes cidades se tornaria incomportável para parte substancial da sua população que assim se dirigiria às cidades do interior”. 

Quem sempre viveu numa cidade e agora, mercê da inflacção dos preços da habitação e do salário de miséria que recebe, não consegue pagar a renda, que seja despejado, largue a casa e vá viver para o campo – eis a política habitacional do Chega.

E, já agora, convém também recordar que no seu programa e na lógica, aí afirmada, de que as funções sociais do Estado devem ter carácter de mera “residualidade”, o Chega se propõe privatizar por completo os Hospitais, as Universidades, as Escolas e as vias de comunicação, bem como todas as empresas públicas, diminuir os impostos sobre as grandes empresas e – última novidade – criar um imposto de taxa (15%) única e igual quer para ricos e muito ricos, quer para pobres e muito pobres, com o inevitável lançamento destes últimos na miséria, na fome e na doença. 

Ou seja, com tal regime fiscal um trabalhador casado e com 2 filhos, com um salário de 800€ e que paga actualmente, à taxa de 3,5%, 28€ de IRS, passaria a pagar 120€, enquanto um deputado, também casado e com 2 filhos, que ganha actualmente 3.600€ e paga, à taxa de 29,9%, 1.076€, passaria a pagar apenas 540€…

É caso para dizer que, para defensor dos pobres, não está mal…

Os grandes e generosos amigos do Chega

Acresce que o Chega conta também com a garantia do generoso e significativo apoio, para além dos já acima citados, de outros ricos e poderosos homens de negócios – com quem Ventura tem reunido: 

O seu admirador confesso João Maria Bravo, do grupo Sodarca (empresa de armamento e de tecnologia militar, fornecedora do Estado português) e da empresa de helicópteros Helibravo (igualmente contratada pelo Estado para o combate a incêndios) representando ambas uma facturação superior a 33 milhões de euros em contratos públicos nos governos de Costa, Carlos Barbot, dono das tintas Barbot, Paulo Mirpuri, o dono da falida companhia de aviação Air Luxor e CEO da sua sucessora Hi-Fly (contratada pelo governo para ir buscar à China equipamentos individuais de protecção contra a COVID-19), João Ortigão Costa, da Sugal Group (um gigante da indústria agro-alimentar que detém a maior fábrica de transformação de tomate da Europa), Francisco Sá Nogueira (antigo vice-presidente de uma das holdings do grupo Espírito Santo) e, enfim, o advogado Francisco Cruz Martins (que esteve, por várias formas, ligado a escândalos financeiros e políticos como os do BES, do BANIF e dos Panamá Papers).

Todos muito interessados em “atacar os compadrios políticos” (frase do advogado em declarações à revista Visão) e prometendo que, em termos de ajuda financeira, “far-se-á o necessário”, com a justificação de que “desde 1974 que o país se afunda” (afirmações explícitas, estas, de João Maria Bravo).

Como diz o povo, “diz-me com quem andas (e quem te ajuda), dir-te-ei quem és!”…

Os apoios das igrejas ao Chega

A tudo isto se soma ainda a crescente e cada vez mais visível ligação do Chega e de Ventura às igrejas, não só à católica, mas também às evangélicas pentecostais (à semelhança de Bolsonaro, abençoado pelo bispo Edir Macedo, dirigente máximo da IURD, e de Trump), as quais buscam afincadamente o poder político e social e grandiosos ganhos económicos, designadamente através das isenções fiscais de que consigam passar a beneficiar.

É, assim, cada vez mais frequente os líderes dessas igrejas não apenas financiarem actividades partidárias como também fazerem elogios públicos, nos locais de culto e nas respectivas publicações e órgãos de imprensa, aos dirigentes políticos que eles apoiam.

E – como denunciou recentemente o Professor Donizete Ramos, professor de Sociologia da Religião na Universidade da Beira Interior – tal já está a acontecer com o Chega, havendo mesmo pastores evangélicos que, durante as sessões de culto, apelaram explicitamente, nas últimas legislativas, ao voto em André Ventura. E, por exemplo, a Kuriakos TV, o canal da Igreja Maná, apoia-o descaradamente, inclusive já tendo feito a cobertura de iniciativas do Chega.

A dirigente nacional Lucinda Ribeiro, uma cristã evangélica ultra-reaccionária, afirmou, numa das diversas coisas que já escreveu, que “quem não quer ser chamado de extrema-direita está no partido errado”. Ela é, significativamente, a coordenadora não apenas das inscrições no Chega, mas também e sobretudo dos vários “grupos de apoio” a André Ventura, posicionados estrategicamente nas redes sociais.

Maria Helena Costa, autora de um famoso livro contra aquilo que designa de “ideologia de género”, e Ana Eusébio, da chamada Comunidade Cristã de Lisboa (candidata das lutas do Chega), são outras dirigentes igualmente muito influentes.

A “coerência” e “seriedade” de Ventura

O próprio André Ventura – que gosta de se auto-proclamar um modelo de virtudes – é funcionário da Autoridade Tributária. Como estagiário, assinou um famigerado parecer com base no qual uma empresa de Paulo Lalanda de Castro (que trazia líbios para tratamento médico em Portugal) foi isentada de pagar 1,8 milhões de euros de IVA.

Depois, numa curiosa evolução profissional, foi-lhe autorizada uma licença sem vencimento no Estado para passar a exercer funções de consultor na Finpartner – Consultadoria, Contabilidade e Fiscalidade S.A., empresa de “planeamento fiscal” da Sociedade de Advogados dos irmãos Caiado Guerreiro, cuja actividade essencial consiste em ajudar as empresas a praticarem a chamada elisão fiscal (ou seja, através do uso formalmente lícito de mecanismos e subterfúgios legais, conseguirem eximir-se ao pagamento de impostos) e que publicita no respectivo site o apoio a clientes alvo de inspecções tributárias (do anterior emprego de Ventura!), além de disponibilizar moradas para sedes temporárias, de forma – pasme-se – a “facilitar alguns tipos de projectos ou abertura de empresas”.

Numa entrevista dada a 3 dias das últimas legislativas, Ventura jurou “a pés juntos”: “sim, eu vou estar em exclusividade porque tenho de dar o exemplo, não pode ser só falar”. E, todavia, manteve quer essas funções de consultor financeiro, quer as de comentador na CMTV. Destas, foi dispensado apenas em 19 de Maio, e quanto às primeiras apenas as cessou após inúmeras denúncias públicas do que eram afinal as suas proclamadas “coerência” e “seriedade”, a partir de 30 de Junho, isto é, 6 meses e meio depois de ser eleito! Tudo isto ao mesmo tempo que faltava no parlamento também à votação de diplomas legais relativos ao combate de branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo…

Aliás, nesta manifestação de enorme coerência, o André Ventura que em 2019 ataca as minorias étnicas e os homossexuais e que defende coisas como o aumento desmesurado do poder das polícias, a “abolição das autorizações de residência para protecção humanitária” e a “redução drástica da presença islâmica na União Europeia” é o mesmo que, em 2013, para efeitos académicos e na respectiva tese de doutoramento apresentada na Universidade de Cork, na Irlanda, criticava com veemência a expansão dos poderes policiais, a “estigmatização e discriminação das minorias”, as políticas “baseadas no medo” e o “populismo penal” (representado no aumento desmesurado das penas e nas “detenções sem provas concretas”).

E que, apanhado entretanto nessas evidentes contradições, tentou justificá-las com o “argumento” de que “uma coisa é a ciência e outra é a opinião política”, ou seja, que um dirigente partidário estará autorizado a falsear a realidade e a proferir atoardas anti-científicas para atingir os seus objectivos políticos!

Afinal, onde ficaram a coerência, a seriedade e a honra de que Ventura tanto gosta de se gabar?…

Chega, o partido dos grandes interesses financeiros

O Chega é, assim, um partido de dirigentes e apoiantes ricos e ultra-conservadores que protege e defende os grandes interesses económico-financeiros. Um partido que continuamente prega, em grande gritaria, uma coisa, e depois pratica o seu oposto. Um partido que, financiado por aqueles mesmos interesses, armado de poderosas milícias digitais e apoiado pelos sectores mais reaccionários da sociedade, faz constantes apelos aos sentimentos mais primários das pessoas e que desenvolve continuadamente o discurso do ódio e o apelo ao chavão e ao ataque pessoal mais miserável. Um partido que defende, pratica e incentiva a xenofobia e o racismo, a discriminação e a perseguição ao que é diferente, seja na política, na cultura, na raça ou na orientação sexual.

A vozearia aparentemente radical contra a corrupção e a ganância dos ricos e poderosos – que poderá enganar os mais incautos – não passa, afinal, da máscara por detrás da qual se escondem os seus verdadeiros objectivos e projectos de sociedade.

Os discursos pretensamente anti-sistema “sempre ao lado dos bandidos” contra o “lamaçal da política” e a “palhaçada do parlamento”, do “murro no estômago dos acomodados”, não passam assim da mais primária das demagogias. E a ferocidade e o primarismo dos ataques contra os pretos, os ciganos, os emigrantes em geral e os homossexuais, está a par com teorias como a de que “Ventura é o que os cristãos esperavam há muito. É católico, como Salazar, e ambos receberam a cultura do seminário, só não foram para padres. Se queremos o país governado por Deus, temos de ter homens e mulheres tementes a Deus na Governação” (declarações do pastor evangélico Constantino Ferreira).

Chega, o partido dos fascistas convictos

Fascistas convictos estão por todo o lado nas estruturas do Chega: Luís Filipe Graça, presidente da mesa da convenção, foi dirigente do PNR e, antes disso, do MON – Movimento de Oposição Nacional, embrião da organização neo-nazi Nova Ordem Social. O mesmo passado têm Carlos Carrasco, Vice-presidente da distrital de Setúbal (o qual, por seu turno, se gaba de ter contactos com Marine Le Pen da Frente Nacional de França e com Alessandra Mussolini), Pedro Frade, candidato por Lisboa, e Pedro Marques, ambos ex-dirigentes do MAN – Movimento de Acção Nacional, Rui Roque, ex-dirigente do PNR e director de campanha do Aliança de Santana Lopes (e que esteve ligado à claque do Farense SS Ultras para além de ser um simpatizante e defensor confesso do fascismo na sua página de Facebook) e até a cartomante Cristina Vieira juntou ao seu palmarés de Directora de operações da LibertaGia (uma sociedade que, por meio de um esquema de pirâmide, terá lesado cerca de 2 milhões de clientes) um lugar destacado no Chega e na elaboração do respectivo programa.

Num partido assim só podem aparecer propostas medievais como a da retirada dos ovários às mulheres que abortem (que, apesar de chumbada, a verdade é que foi recebida e aceite para discussão e votação na Convenção de Évora) ou medidas, constantes do programa, como as já antes referidas ou ainda as da castração química ou mesmo física dos culpados de crimes de violação, da extinção do Ministério da Educação, da criação da pena de prisão perpétua, da oposição frontal à tipificação do chamado “crime de ódio” na lei penal portuguesa, da rejeição do multiculturalismo, da instituição de serviço comunitário obrigatório para os desempregados que recebem subsídio de desemprego, etc., etc., etc.

O Chega, uma tragédia para os trabalhadores

E para algum trabalhador que ainda tivesse alguma espécie de ilusão sobre o que pretende o Chega em matéria de trabalho, basta ler o ponto 6 do respectivo programa, onde se preconiza: 

“2. Alteração da legislação laboral no sentido da flexibilização dos fluxos de entrada e saída da situação de empregado; 

3. Maior flexibilização da legislação laboral a vários níveis, de modo a que todos possam ter acesso ao mercado de trabalho, mediante 

4. A liberalização das entradas e saídas do mercado de trabalho. Para que os fluxos aumentem é necessário facilitar as contratações e isto só é possível se os custos de “empregabilidade” – salários, restrições legais, horários de trabalho rígidos, difícil acesso a informação, contribuições para a segurança social e custos de despedimento – forem reduzidos;”

Isto é, a absoluta lei da selva nas relações de trabalho, com a facilitação ainda maior dos despedimentos e da contratação precária, a redução das contribuições patronais para a Segurança Social, a diminuição dos salários e das indemnizações por despedimento e a flexibilização dos horários segundo os interesses do patrão.

É, em suma – e disfarçado embora com as velhas roupagens da “salvação da Pátria” e do papel místico do chefe, bem como do ideário, velho de nove décadas, do “Deus, Pátria e Autoridade” – o programa terrorista do grande capital para o período da grave crise económica e social que se avizinha a passos largos e que já se está hoje a sentir. Tal como sucedeu com Hitler, Mussolini, Franco e Salazar nos anos 30 do século XX, com a ferozes ditaduras militares da América Latina nos anos 60 e 70 e com Trump e Bolsonaro no século XXI.

Os fascistas não passarão!

Todavia, é importante salientar – e esse debate tem que ser travado no momento presente, e não depois! – que são agora (tal como, ao longo da História, têm sido sempre…) muitos dos que se dizem defensores da Liberdade e da Democracia que abrem afinal o caminho aos fascistas e a outros populistas e que permitem que o discurso demagógico e traiçoeiro destes possa ganhar apoios.

Na verdade, quando, por exemplo, os partidos da governação, com o PS e o PSD à cabeça, tratam a Administração Pública e o Sector Empresarial do Estado como um conjunto de “tachos” a distribuir desavergonhadamente pelos amigos e compadres da mesma cor partidária é aquele caminho que estão afinal a abrir. 

Como é também isso que acontece quando tais partidos, em particular os que se dizem de esquerda, alinham tranquilamente em todos os esquemas de corrupção (da falsificação de documentos à manipulação dos dados de residência para os deputados receberem mais uns “subsidiozitos”), ou tentam substituir o debate de ideias, sério e reflexivo, pelo abafamento de todas as vozes críticas (sejam elas contra as medidas de autêntico “tecno-fascismo” sucessivamente adoptadas sob o pretexto do combate à Covid-19 ou as que denunciam que, ainda agora, nem uma só instituição ou organismo público português adoptou a chamada norma NP ISO 37001, de 2018 relativa aos sistemas de gestão anti-corrupção), procurando assim impor, ainda que de formas mais subtis, a lógica do medo e o império do pensamento único.

Desta forma, esses democratas mostram-se afinal tão maus, tão corruptos e tão autoritários quanto aqueles que eles dizem criticar e combater e, assim, quando finalmente acordam, fazem-no já em cima das baionetas dos que, com as suas posições e atitudes, ajudaram a crescer e a chegar ao poder, de nada valendo então os arrependimentos de última hora. 

Quanto aos fascistas, o que há a fazer é, todos os dias, devotadamente, sem desfalecimento, tirar-lhes as peles de cordeiros e pôr a nu a sua verdadeira natureza e os reais interesses que defendem. E dizer-lhes, com toda a firmeza do mundo: “Não, não passarão!”.

António Garcia Pereira

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Encontraram os Restos de um Papagaio Gigante


Un equipo de científicos, de la Universidad de Nueva Gales del Sur (UNSW), anunció el descubrimiento de los restos de un loro gigante en Nueva Zelanda, que vivió hace 19 millones de años. Según el estudio, publicado en Biology Letters, pudo alimentarse de otras aves, frutas y plantas de la región.

El loro gigante, que medía cerca de un metro de alto y pesaba hasta siete kilos, fue nombrado “Heracles inexpectatus”.

Ya que, es una clara referencia tanto a la fuerza y tamaño de uno de los héroes más famosos de la mitología griega, Heracles, o Hércules (en la mitología romana) . La palabra de inexpectatus describe lo inesperado que fue para los paleontólogos descubrir a este gigante.
Los huesos eran sólidos y de paredes gruesas. Por lo que, los expertos asumen que Heracles no habría podido volar.Heracles inexpectatus (derecha) junto a una persona de estatura promedio y a un loro com
ún (izquierda). 
Fotografía: Profesor Paul Scofield / Museo de Canterbury / PA

Sin embargo, es posible que este loro gigante haya podido trepar a los árboles y deslizarse como el kakapo moderno (Strigops habroptilus), un ave grande que también es nativo de Nueva Zelanda. Esta información la explica Trevor Worthy, autor principal del estudio y profesor asociado de la Facultad de Ciencias e Ingeniería de la Universidad de Flinders en Australia, a Live Sience.

Vivía en una selva tropical subtropical donde había abundantes laureles, palmeras, cícadas y casuarinas. Por lo que, es muy probable que el loro gigante se alimentara de todos los frutos y semillas que 
producía la flora de la región.

Fósiles hallados y simulación del tamaño del loro gigante junto a una persona.
Foto: T. M. KEESEY

¿Por qué se extinguió?
La desaparición de la principal fuente de alimentos de Heracles inexpectatus pudo haber sido el principal factor para que este pájaro desapareciera.

Nueva Zelanda es conocida por contar con aves gigantes extintas que una vez acecharon sus bosques y praderas y que sobrevolaban los cielos. Un gran ejemplo era el águila de Haast (Hieraaetus moorei). Ya que, tenía una envergadura de aproximadamente tres metros y pesaba 12 kilos.

El kakapo es una especie en peligro de extinción endémica de Nueva Zelanda.
Foto: Getty Images

Este artículo es una recopilación de material publicado previamente por: Live Science.


terça-feira, 3 de novembro de 2020

Dr. Bruce Lipton: We are Moving into a New Phase of Civilization


The Truth about 'Chaos'

If you have watched the news lately, browsed the web, or even looked out the window, you may have noticed that something is going on. In the face of economic upheaval, religious violence, racial bloodshed, climate change and now, a viral pandemic, civilization is in a state of upheaval. The globe is enveloped in chaos.

Chaos? That sounds pretty scary! The reason is that most people confuse the word chaos with the word random. Random simply means the outcome or result of a process occurs simply by “chance.” In contrast, the opposite of random is the word determined, which means the outcome of a process can be predicted by understanding a sequence of cause and effect events.

BUT WAIT! Fact: Chaos is not random!

Chaos is actually a special case of determinism. While the outcome of a chaotic process is indeed determined, the number of inputs contributing to the process is so great, that it is mathematically impossible to calculate all of the data to predict what will inevitably result. Remember the story of the butterfly effect; in which a butterfly that flaps its wings in South America influences a storm in North America?

The weather is an example of chaos. You could make a totally accurate prediction of what the weather will be at twelve-noon on Monday in Paris … but one would first have to calculate the flapping wings of every butterfly and every other insect around the world, as well as measure every breeze on the planet, and a myriad of other contributing factors. Theoretically, the collective data would be able to make an accurate prediction of weather at every spot on the globe. The problem is that it is impossible to record all of the data necessary for that accuracy. So, weather prediction, using only a small data set, would not provide an accurate prediction but would represent more of a ‘probable’ prediction.

In regard to the current global chaos, the influence of human behavior has undermined the web of life and precipitated the planet’s Sixth Mass Extinction event. Is the current chaos expressing civilization’s end or is it signaling a new beginning for civilization?
Stepping into A New Phase of Civilization

Surprise! Nature is an expression of fractal geometry, the science that emphasizes the principle of “As above, so below.” Getting to the point, the evolution of human civilization is an expression of a fractal, self-similar, image of vertebrate evolution; the pattern of evolution that went from fish to amphibians, to reptiles, birds, and finally, mammals. Human civilization has completed the first four stages and is on the threshold of manifesting the fifth level, the ‘mammalian’ version of our evolution. The earliest version of civilization represented the ‘fish’ phase, a time when the lives of the early people were tied to the proximity of water, living off the fruits of the sea and traveling the planet from coast to coast.

Once humans developed the ability to dig wells and use viaducts to control the availability of water, they were able to move on to the land and generate agriculture. This was the equivalent of the ‘amphibian’ phase of human evolution, starting at the water and moving onto land. The introduction of technology pushed humanity to the next higher level of civilization’s evolution, its ‘reptilian’ phase. Reptiles, from lizards to dinosaurs, move and behave as powerful, Earth-bound digital ‘machines.’ When humans entered the industrial age, civilization advanced beyond agriculture and created a mechanized civilization. Interestingly, the ‘blood’ of the dinosaurs, oil, is the fuel that powers our ‘reptilian’ civilization.

In 1902, the industrial revolution enabled the Wright brothers to manifest human flight in North Carolina, an event that birthed the ‘bird’ phase of civilization. Civilization’s ‘bird’ phase culminated when humans landed on the Moon in 1969. The event was marked by the astronauts’ picture of the distant blue-green planet Earth on the Moon’s horizon.

This one photograph changed human civilization and launched the Earth Day movement, a time of Hippies and a time when people began to consciously recognize that we must take care of the children, the oceans, the lands and the air … a focus on nurturing Nature. It is not a coincidence that the character of mammals is that they are, by definition, ‘nurturers.’ The moon landing, the fullest evolution of the ‘bird’ phase, precipitated the evolution of the ‘mammalian’ phase of civilization.
Opportunity for a New Beginning

The current global chaos is a symptom of the pending mass extinction event. It is an expression of an inherent fractal pattern, in which Nature is informing us that our destructive ‘reptilian’ phase of exploiting Nature must come to an end. It is necessary that the ‘reptilian’ dinosaurs, the corporations that control government, stop desecrating Mother Nature for profits. It is time for us to collectively evolve to a higher level of consciousness and adopt the indigenous people’s insight as being ‘gardeners’ that nurture the planet. Nature is now calling us to adopt our ‘mammalian’ character as nurturers.

So where are we at the current moment? The most important point we must recognize is that the current chaos is not a ‘random’ character; it is an expression of an unfolding predetermined pattern. We are observing the collapse of the current destructive ‘reptilian’ civilization while simultaneously seeing the rise of the new, nurturing ‘mammalian’ culture.

The important conclusion of this communication is that the planetary upheaval we are now experiencing is not an ending, but a new beginning, offering an opportunity to birth a new, healthy, sustainable civilization. Employing an understanding of Nature’s inherent fractal pattern will enable human beings to create a social structure that will nurture the planet and its web of life, an evolutionary uprising that will ensure all of life has a chance to thrive into the future.

The conclusion is simple: Don’t focus on the structures that are collapsing. It is time to direct our intentions and our efforts in supporting the rise of a holistic, healthy and harmonious new civilization!

With Love and Light,

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Louise Michel, A Rebelde (Louise Michel, La Rebelle, 2009)


Louise Michel é uma professora libertária, uma das mais importantes revolucionárias da Comuna de Paris. Condenada por ter combatido as tropas de Bismark e o governo colaboracionista de Thiers, assim como milhares de revolucionários ela é enviada para uma colônia penal distante em meio a Oceânia, a uma das ilhas do arquipélago da Nova Caledônia. Lá torna-se conhecida e admirada por todos os exilados, fazendo também amigos entre os kanaks, habitantes originários da ilha. Rapidamente Michel aprende sua língua e costumes, lhes ensina francês, e fica ao lado deles quando se rebelam e se insurgem contra a autoridade colonial. Para além de uma ideologia, Anarquia é para Louise Michel uma atitude ética. 

• Direção: Sólveig Anspach 
• Roteiro: Sólveig Anspach 
• Género: Drama/Biográfico 
• Origem: França 
• Duração: 90 minutos 
• Tipo: Longa-metragem

Ler mais:

domingo, 1 de novembro de 2020

Biodiversidade em Casa: Episódio 11, Deixar de comprar terra e adubos

Música do BioTerra: Clan of Xymox - She (She Past Away Remix)


She feels so lost
Without someone
She feels alone
Like without a soul

She feels so alone
She feels too much
She feels out of touch
She feels unloved

Life is moving fast
Deep down inside
She wished for all
To change to normal

She feels so alone
She sees too much
She feels out of touch
She feels unloved

She feels so numb
Like being stunned
Where did it all go wrong?
What has life become?

She feels, she can't breathe
She feels no more needs
Each day a little more
Here she's never been before

So sad for so long
Where did she go wrong?
It breaks my heart
To see what you've become

A Girl Walks Home Alone at Night (Persian: دختری در شب تنها به خانه می‌رود Dokhtari dar šab tanhâ be xâne miravad) is a 2014 Persian-language American Western horror film written and directed by Ana Lily Amirpour. 

Dia Mundial do Veganismo

O Dia Mundial do Veganismo é celebrado todos os anos no dia 1 de novembro.
O objetivo deste dia é tentar chamar a atenção da população para a exploração e para o abuso dos animais, lembrando a importância de outros alimentos na alimentação diária.
Neste dia são exibidos documentários sobre a alimentação, são promovidas ações de divulgação e demonstrações de cozinha, entre outras iniciativas. Para celebrar este dia podes experimentar comida vegana!
Além de recusar a alimentação de base animal, os veganos também recusam a utilização de qualquer coisa com essa origem, tal como roupas ou cosméticos.

Origem do Dia Mundial Vegano
A data é conhecida mundialmente como World Vegan Day, tendo sido instituída em 1994 por Louise Wallis, presidente da sociedade vegana do Reino Unido, no ano em que se comemoram 50 anos da instituição.

veganismo

Veganismo: o que é?
O veganismo é uma filosofia de vida e uma prática de abstinência do consumo e uso de quaisquer produtos de origem animal. Assim, o veganismo é ainda mais extremo do que o vegetarianismo, que ainda compreende o consumo de leite, ovos e mel, entre outros.

Acredita-se que a dieta alimentar de uma pessoa sem carne, laticínios e ovos evita até 100 mortes de animais por ano.

Portanto o veganismo  rejeita o uso de animais para alimentação, vestuário ou qualquer outro propósito.

Os veganos são cruelty free e isso se reflete em todas as áreas da sua vida, não apenas na alimentação.

Donald Brown - Is climate science disinformation a crime against humanity?


Although there is an important role for scepticism in science, for almost 30 years some corporations have supported a disinformation campaign about climate change science.

While it may be reasonable to be somewhat sceptical about climate change models, these untruths are not based upon reasonable scepticism but outright falsification and distortions of climate change science.

These claims have included assertions that the science of climate change has been completely "debunked" and that there is no evidence of human causation of recent observed warming. There are numerous lines of evidence that point to human causation even if it is not a completely settled matter. Reasonable scepticism cannot claim that there is no evidence of causation and some other claims frequently being made by the well-financed climate change disinformation campaign, and they amount to an utter distortion of a body of evidence that the world needs to understand to protect itself from huge potential harms.

On 21 October, 2010, John Broder of the New York Times, reported that "the fossil fuel industries have for decades waged a concerted campaign to raise doubts about the science of global warming and to undermine policies devised to address it".

According the New York Times article, the fossil fuel industry has "created and lavishly financed institutes to produce anti-global warming studies, paid for rallies and websites to question the science, and generated scores of economic analyses that purport to show that policies to reduce emissions of climate-altering gases will have a devastating effect on jobs and the overall economy."

Disinformation about the state of climate change science is extraordinarily – if not criminally – irresponsible, because the consensus scientific view is based upon strong evidence that climate change:
  • Is already being experienced by tens of thousands in the world;
  • Will be experienced in the future by millions of people from greenhouse gas emissions that have already been emitted but not yet felt due to lags in the climate system; and,
  • Will increase dramatically in the future unless greenhouse gas emissions are dramatically reduced from existing global emissions levels.
Threats from climate change include deaths and danger from droughts, floods, heat, storm-related damages, rising oceans, heat impacts on agriculture, loss of animals that are dependent upon for substance purposes, social disputes caused by diminishing resources, sickness from a variety of diseases, the inability to rely upon traditional sources of food, the inability to use property that people depend upon to conduct their life including houses or sleds in cold places, the destruction of water supplies, and the inability to live where has lived to sustain life. The very existence of some small island nations is threatened by climate change.

As long as there is any chance that climate change could create this type of destruction, even assuming, for the sake of argument, that these dangers are not yet fully proven, disinformation about the state of climate change science is extraordinarily morally reprehensible if it leads to non-action in reducing climate change's threat. In fact, how to deal with uncertainty in climate change science is an ethical issue, not only a scientific matter, because the consequences of delay could be so severe and the poorest people in the world as some of the most vulnerable.

The corporations that have funded the sowing of doubt on this issue are clearly doing this because they see greenhouse gas emissions reduction strategies as adversely affecting their financial interests.

This might be understood as a new type of crime against humanity. Scepticism in science is not bad, but sceptics must play by the rules of science including publishing their conclusions in peer-reviewed scientific journals and not make claims that are not substantiated by the peer-reviewed literature. The need for responsible scepticism is particularly urgent if misinformation from sceptics could lead to great harm.

We may not have a word for this type of crime yet, but the international community should find a way of classifying extraordinarily irresponsible scientific claims that could lead to mass suffering as some type of crime against humanity.