terça-feira, 18 de março de 2008

Escola na Natureza



O ICNB tem um projecto que irá terminar a sua fase piloto neste ano e entrará num ano zero de desenvolvimento no próximo ano lectivo. Nesta fase piloto terá tido a participação de cerca de seis a sete mil alunos divididos pelos quatro anos que durou esta fase. O projecto descreve-se em poucas linhas: consiste em levar todos os meninos do oitavo ano de escolaridade a passar três dias (duas noites) numa área protegida usada como recurso para a escola leccionar o programa lectivo normal. Em relação à fase piloto há diferenças significativas: o tempo, que passa de dois dias (uma noite) para três dias, a alteração do acompanhamento dos alunos que passa a ser dos professores e não do ICNB e a alteração da origem de financiamento do ICNB para a escola. E sobretudo a diferença de ambição: atingir anualmente 130 000 mil alunos em vez dos mil a dois mil alunos (Mais info: Ambio)

A Ler e Conhecer

Site

segunda-feira, 17 de março de 2008

A Hipermodernidade - compreender a crise dos nossos tempos noutra perspectiva

Para Lipovetsky o termo Pós-Moderno se tornou vago e não consegue exprimir o mundo atual, o pós de pós-moderno se referia ao passado como se este já estivesse morto, antes de afirmar o fim da modernidade, assiste-se ao seu arremate, que se concretiza no liberalismo globalizado, na mercantilização dos modos de vida e numa individualização galopante. Mas esta modernidade, que também é denominada de supermodernidade é integradora, a qual estamos saindo era negadora: não mais destruição do passado, e sim, sua integração com as lógicas modernas do mercado, do consumo e da individualidade. Ao definir o conceito de hipermodernidade, Lipovetsky propõem “superar a temática pós-moderna e reconceptualizar a organização temporal que se apresenta”. Sugere o termo hipermoderno, pois surge uma nova fase da modernidade, que foi do pós ao hiper: “a pós-modernidade não terá sido mais que um estágio de transição, um momento de curta duração.”(Lipovetsky, 2004:58).

A Hipermodernidade é caracterizada por uma cultura do excesso, do sempre mais. Todas as coisas se tornam intensas e urgentes. O movimento é uma constante e as mudanças ocorrem em um ritmo quase esquizofrénico determinando um tempo marcado pelo efêmero, no qual a flexibilidade e a fluidez aparecem como tentativas de acompanhar essa velocidade. Hipermercado, hiperconsumo, hipertexto, hipercorpo: tudo é elevado à potência do mais, do maior. A hipermodernidade revela o paradoxo da sociedade contemporânea: a cultura do excesso e da moderação. (Ler mais aqui , aqui e aqui).

O fim das grandes utopias e o surgimento de uma nova cultura individualista, que privilegia a imediatismo, o consumismo e o hedonismo. Esse é o fio condutor do livro Cartas sobre a Hipermodernidade, do filósofo Sébastien Charles, lançado recentemente pela Editora Barcarolla. Por meio de dez cartas, o autor revela uma sociedade hipermoderna, caracterizada pela indiferença ao bem público, pela prioridade frequentemente dada ao presente, em detrimento do futuro, pela valorização dos particularismos e dos interesses corporativistas, pela desagregação do sentido de dever ou da dívida com a colectividade. “Um novo pacto social é, portanto, mais indispensável do que nunca”, afirma o filósofo. Segundo ele, essa valorização do presente, embora justa, está desfasada com a ideia de pós-modernidade, quando se indicava o desaparecimento da modernidade. Não vivemos, afirma Charles, “o fim da modernidade, mas uma nova modernidade, elevada à uma potência superlativa. Não estamos em uma era ‘pós’, mas ‘hiper’.

Ler ainda esta entrevista (em francês)

domingo, 16 de março de 2008

Lapis Philosophorum, nome de pedra ligado ao acto de escrever


No seguimento da sua fixação numa nomenclatura binomial, em latim, o grande naturalista sueco Carlos Lineu (1707-1778), a meados do século XVIII, deu o nome de Lapis philosophorum à grafite, com base no facto de, então, este mineral ser a “pedra” (lapis, em latim) com a qual se podia escrever num suporte macio como o papel e porque escrever era prática de estudiosos, ou seja, de filósofos. Um outro nome da grafite foi “mica dos pintores”, em alusão ao seu aspecto lamelar e por deixar traço negro e fácil sobre o papel. Repare-se que o nome desta espécie no léxico mineralógico actual reflecte a última destas características, contida no elemento grego graph, que traduz o acto de escrever.


Numa época em que se não distinguiam as rochas dos minerais, tudo era pedra. É por isso que ainda hoje se fala de pedra-mármore, uma rocha de todos conhecida, e de pedra-hume, um mineral (sulfato duplo de alumínio e potássio), de uso corrente, pelo seu carácter adstringente e cicatrizante. Foi neste contexto que surgiram os nomes lápis, para designar o objecto com que escrevemos e desenhamos, e mina, para o estilete de grafite no seu interior. Lápis e mina duas palavras que radicam no referido contexto. Com efeito, no passado, a palavra mina era usada como sinónimo de minério e a grafite era já então explorada como tal. No que se refere à palavra lápis, disse-se atrás que, na origem latina, significava pedra e que qualquer mineral era referido como tal. Porque a macieza ao tacto, a cor negra e o brilho metálico da grafite a confundiam com a molibdenite, então referida por molybdaena, e porque nesse tempo não se distinguia o molibdénio do chumbo (plumbo, em latim) também se lhe chamou “plumbagina” e “chumbo negro”.
Com a mesma composição química do diamante e como ele, um polimorfo de carbono nativo, a grafite é um bom condutor do calor e da electricidade e uma das substâncias de mais baixa dureza, à semelhança do talco (silicato de magnésio hidratado) e da molibdenite (sulfureto de molibdénio). A grande diferença que a separa do diamante, a mais dura conhecida, reside no modo de arrumo dos átomos de carbono.
Se dermos o nome de grafeno a uma estrutura planar na qual os átomos de carbono estão fortemente unidos (ligação covalente), constituindo folhas em que cada átomo (através de três dos seus quatro electrões) se liga a três outros, formando hexágonos, a estrutura grafite define-se como sendo um empilhamento de folhas de grafeno unidas por uma ligação muito fraca (ligação de van der Waals) a uma distância de 3,35 Ångstroms.
Com largas aplicações na metalurgia do ferro, nas indústrias dos lápis (misturada com argila), dos lubrificantes (o pó da grafite é usado a seco), dos refractários, das tintas, das borrachas e na eletrónica, parte da grafite que se explora de entre as rochas, no subsolo, já foi hulha ou antracite e, centenas de milhões de anos antes, madeira de árvores das florestas de então.
A primeira mina de grafite foi descoberta na Baviera, no início do século XV. Cem anos depois, idêntica descoberta teve lugar em Cumberland, na Inglaterra, mas só no final do século XVIII se soube a sua verdadeira natureza química, em resultado do trabalho do químico sueco Karl Wilhelm Scheele (1742-1786).
Em 1761, o alemão Kaspar Faber deu início à produção de lápis, em Stein, próximo de Nuremberga. Um seu bisneto, Lothar von Faber, modernizou a produção a partir de 1839. Passou, então a ser possível fabricar lápis com diferentes graus de dureza, através da mistura de argila com grafite. Oriunda da região de Irkutsk, na Sibéria, a grafite usada pela fábrica Faber era localmente referida por “ouro negro” e transportada no dorso de renas até ao porto de onde saía, em navios, para os seus destinos.
A indústria dispõe hoje de grafite produzida industrialmente, a temperatura e pressão elevadas, a partir de coque, de petróleo ou de antracite.

António Galopim de Carvalho in “As Pedras e as Palavras”. Âncora Editora, 2014

sábado, 15 de março de 2008

Amigos da Terra- vencedores da Competição ONE-MINUTE 2008

A criatividade humana e o empenho de muitos cidadãos é exemplar e sem dúvida estas qualidades estão bem demonstradas nos vídeos vencedores!
As regras para a produção de filmes a concurso pelos Amigos da Terra implicam também atitudes de maior respeito pelo ambiente e agenda 21. E os vídeos vencedores de 2008 são:


Winberry Hill em todas as categorias

How to boil a frog, na categoria escolha do Publico

How to Boil a Frog
Escolha do Público

A Day in the Spinney was the Under 21 Winner

A Day in the Spinney
Categoria Estudante



sexta-feira, 14 de março de 2008

A ganância contamina nosso sistema alimentar


Nos últimos anos, as preocupações com a qualidade e a segurança dos alimentos aumentaram muito. Cada vez mais problemas de saúde têm sido relacionados a vários tipos de contaminação de alimentos.

Mais perturbador é que várias dessas contaminações são de natureza de longo prazo e, uma vez profundamente arraigadas, não se prestam a soluções fáceis.

Também há incerteza sobre os impactos na saúde de vários produtos químicos e tecnologias introduzidas às pressas para obter lucro rápido sem a verificação adequada de seus perigos potenciais.

Vozes sãs de cientistas seniores estão aconselhando cautela e revisão imparcial antes que nossos sistemas alimentares fiquem ainda mais contaminados.

Uma preocupação extremamente séria expressa repetidamente por vários cientistas seniores refere-se à produção, importação e consumo de alimentos geneticamente modificados (GM), ração para gado e sementes.

Um grupo de cientistas eminentes que constituem o Painel Científico Independente declarou numa revisão após examinar todos os aspectos das culturas GM: “O mais importante de tudo é que as culturas GM não se mostraram seguras. Pelo contrário, surgiram evidências suficientes para levantar sérias preocupações de segurança, que se ignoradas podem resultar em danos irreversíveis à saúde e ao meio ambiente.”

O painel também apontou que muitos cultivos transgênicos estão ligados a herbicidas de amplo espectro – glifosato e glufosinato de amônio. Estes têm sido associados a abortos espontâneos, defeitos congénitos e outros problemas graves de saúde para seres humanos, animais e organismos do solo.

O relatório amplamente citado deste painel acrescenta que as variedades GM são instáveis, com potencial para criar novos vírus e bactérias que causam doenças e para interromper a função do gene em células animais e humanas.

De acordo com outro grupo de 17 cientistas ilustres da Europa, EUA, Canadá e Nova Zelândia, “O processo de transformação GM é altamente mutagénico, levando a interrupções na estrutura e função genética da planta hospedeira, o que, por sua vez, leva a distúrbios na bioquímica da planta.

Isso pode levar à produção de novas toxinas e alérgenos, bem como à redução/alteração da qualidade da nutrição… numerosos estudos de alimentação animal demonstram impactos negativos da ração GM nos rins, fígado, intestino, células sanguíneas, bioquímica sanguínea e sistema imunológico.”

O Greenpeace, na Alemanha, destacou os resultados de um estudo do centro de pesquisa de leite e alimentos da Baviera, que teria sido “mantido a sete chaves por 3 anos”. Este estudo confirma a possibilidade de contaminação do leite devido a OGMs que existe em todos os países onde são cultivadas culturas GM para alimentação de gado (incluindo a Índia).

Outra séria preocupação da segurança alimentar refere-se ao impacto adverso de altas doses de fertilizantes químicos e pesticidas altamente tóxicos na segurança e qualidade nutricional de nossos alimentos. Wendell Berry, o famoso agricultor-escritor-filósofo dos Estados Unidos, comentou muito apropriadamente: “É um dos milagres da ciência e da higiene que os germes que costumavam estar em nossa comida foram substituídos por venenos”.

Um relatório da Comissão de Alimentos de Londres apontou que pelo menos 92 pesticidas libertados para uso na Grã-Bretanha estavam ligados a cancro, defeitos congénitos ou mutação genética em estudos com animais.

Um relatório da National Academy of Sciences, EUA, apontou que pesticidas na alimentação de cidadãos americanos podem causar mais de um milhão de casos adicionais de câncer nos EUA ao longo de sua vida.

Este problema pode ser ainda pior nalguns dos países em desenvolvimento, pois alguns dos pesticidas mais perigosos e persistentes proibidos nos países ricos são exportados para os países mais pobres.

É bem conhecido que o uso de fertilizantes químicos leva a uma perda de sabor e sabor nos alimentos, mas agora é cada vez mais percebido que, além disso, isso também causa perda de qualidade nutricional e cria novos riscos à saúde.

Enquanto a maior parte dos fertilizantes químicos procura fornecer alguns nutrientes importantes para um crescimento rápido, muitos micronutrientes extremamente necessários são negligenciados e esgotados muito rapidamente.

Conforme apontado pelo proeminente nutricionista C Gopalan, “há evidências preocupantes de esgotamento de micronutrientes dos solos em algumas áreas; estes são susceptíveis de ser eventualmente refletidos no valor nutritivo prejudicado de grãos de alimentos cultivados em tais solos”.

Assim, por um lado, algumas culturas, sejam grãos ou frutas, podem ter menos micronutrientes; eles também podem ter excesso de algum nutriente importante.

Como apontado por Richard Douthwaite, “Fertilizantes azotados podem aumentar a quantidade de nitrato na colheita final para quatro ou cinco vezes o nível encontrado no equivalente de cultivo de composto, ao mesmo tempo em que reduz os níveis de vitamina C e matéria seca.

Essa mudança é potencialmente grave, uma vez que os nitratos podem ser transformados em poderosas nitrosaminas cancerígenas por bactérias encontradas na boca, enquanto a vitamina C demonstrou proteger contra o cancro”.

Outras questões importantes de saúde e segurança estão relacionadas ao processamento de alimentos. Houve um aumento maciço no número e quantidade de aditivos utilizados pela indústria de processamento de alimentos, incluindo sabores, cores, emulsificantes, conservantes e outros aditivos. A London Food Commission escreveu que cerca de 3.800 aditivos estavam sendo usados ​​para realizar cerca de cem funções.

A comissão observou que apenas cerca de um décimo deles estava sujeito ao controle do governo. Em termos de vida diária, apontou que uma única refeição pode conter um coquetel de 12 a 16 aditivos, a combinação de aditivos pode reagir entre si e com os alimentos para produzir novas substâncias químicas.

A curto prazo, muitos aditivos têm sido associados a dores de cabeça e impacto adverso na concentração mental, comportamento e resposta imune. A longo prazo, os aditivos têm sido associados ao aumento do risco de cancro, doenças cardiovasculares e outras condições degenerativas.

Várias práticas de processamento de alimentos são conhecidas por serem altamente prejudiciais em termos de nutrição. Muitas vezes, as partes dos grãos que são removidas durante o processamento são as mais nutritivas. O polimento do arroz é um exemplo disso.

Um especialista L Ramachandran escreveu em seu livro amplamente discutido 'Food Planning' que a perda quantitativa no caso de cereais sozinho pode chegar a não menos de 8 milhões de toneladas.

Além disso, ele aponta que a perda qualitativa é ainda maior porque as porções do grão que são retiradas no refinamento são muitas vezes mais ricas em qualidade, proteínas, gorduras, minerais como ferro e fósforo e vitaminas como tiamina, ácido nicotínico, riboflavina e em alguns casos também vitamina A, na forma de caroteno.

Além disso, Ramachandran aponta que esses são precisamente os nutrientes nos quais a dieta indiana média é deficiente.

Outra grande fonte de perda de nutrientes no processamento é a hidrogenação de óleos. A hidrogenação transforma a maioria das gorduras insaturadas em gorduras saturadas. As gorduras saturadas consumidas em excesso podem ser prejudiciais.

Por outro lado, as gorduras insaturadas, especialmente algumas das gorduras polinsaturadas, têm um papel muito importante na nutrição e ajudam a proteger-nos do risco de doenças cardiovasculares e outras doenças. Nas palavras de Ramachandran, “Na hidrogenação, o que é bom e necessário é transformado no que não é necessário e pode ser prejudicial”.

quinta-feira, 13 de março de 2008

NanoAlimentos



Nanotecnologias entram nas cadeias alimentares- Crónicas de uma invasão programada
1.A FOE International (Amigos da Terra) publicou em 11 de março o mais recente relatório dos perigos da Nanotecnologia, desta vez relacionados com a Alimentação. Constituído por 68 páginas, pode ser desacarregado aqui em formato pdf.
Declaração assinada por várias associações cívicas, entidades públicas, ONG ambientais e do trabalho preocupadas com os vários impactos das nanotecnologias nomeadamente na saúde humana, ambiental, social e ética

quarta-feira, 12 de março de 2008

Avaliação da acção Blog Action Day

Statistics
Blog Posts, Audience Numbers, Facts
Measuring an initiative like Blog Action Day is difficult. In 2007 we asked bloggers to register their blogs and a rough count of RSS subscribers. It is worth remembering that RSS subscriber numbers are only one half of the readership of a blog. Many and in some cases all of a blog's readership will simply be visitors to the site. The real reach of Blog Action Day is far greater than the number below.


20,603 Blog Participated
23,327 Blog Posts (
Google Blog Search)
14,631,038 RSS Readers
19 of Technorati's Top 100 blogs

Posts
October 15th saw a flood of blog posts. The best ways to find them are through
Google Blog Search or for larger blogs, use Technorati's Authority Search. Here are a few of the types of post that showcase how Blog Action Day brought out ideas and ingenuity that tapped into niche audience interests.
Build your own mean, green computing machine - DownloadSquad
BadBuster Helps You Identify the Greenest Companies - Read/Write Web
How to Green Your Electronics - Lifehacker
Optimized code could help reduce global warming - Polygeek
The Butterfly Effect and the Environment: How Tiny Actions Can Save the World - Copyblogger
Items you Never Thought to Recycle - Dumb Little Man
SEOMoz goes Carbon Neutral, you can too! - SEOMoz

terça-feira, 11 de março de 2008

O Novo Modelo de Avaliação dos Professores e Conexão Ambiental


1º. Pudera que o ecologismo/ ambientalismo português tivesse a mesma indignação dos 100.000 Professores , perante uma acção continuamente sofrível anos e anos por parte dos vários Ministérios do Ambiente....oxalá...um dia ...

2º. Neste novo modelo de avaliação dos Docentes, o próprio António Vitorino na sua intervenção de dia 10 de Março no programa com Judite Sousa reconhece falhas, tendo afirmado que deveria haver uma fase experimental mais alargada de um ano e meio.

3º. O Conselho Científico, além de tardiamente nomeado (só em 29 de Fevereiro, isto é , a duas semanas do fim do 2º Período) verifica-se que, na sua composição (20, ao todo), apenas está um membro que é da Beira Interior. Os restantes são dos grandes centros urbanos a litoral.Então na UTAD, em Covilhã e Évora e noutras escolas do interior não haverá também professores e individualidades de reconhecido mérito no domínio da educação?

4º. Os Professores constituem elementos porventura mais participativos, directa ou indirectamente, no Desenvolvimento Local e Regional do País(Ciência Viva; Museus; Cidades Criativas; membros de ONG, etc...)mas na construção deste novo modelo de Avaliação, está assente num novo modelo de gestão perfeitamente anti-democrático e contrário a todo o espírito da Agenda 21, Carta de Atenas e do Tratado de Educação Ambiental.

5º.Na avaliação de desempenho dos docentes (e passo a citar *)

no artigo 8º pode ler-se 1. A avaliação do desempenho tem por referência: a) Os objectivos e metas fixados no projecto educativo e no plano anual de actividades para o agrupamento de escolas ou escola não agrupada; Os indicadores de medida previamente estabelecidos pelo agrupamento de escolas ou escola não agrupada, nomeadamente quanto ao progresso dos resultados escolares esperados para os alunos e a redução das taxas de abandono escolar tendo em conta o contexto socio-educativo; 2.Pode ainda o agrupamento de escolas ou escola não agrupada, por decisão fixada no respectivo regulamento interno, estabelecer que a avaliação de desempenho tenha também por referência os objectivos fixados no projecto curricular de turma.
Nada disto existia antes de 10 de Janeiro e não se altera o Regulamento Interno de uma Escola nem o seu Projecto Educativo, documentos estruturantes que envolvem a participação de toda a comunidade escolar (pais, professores, funcionários, alunos, autarquia) em 20 dias! A menos que se faça com a mesma rapidez, consistência e respeito pelos envolvidos com que o Ministério da Educação despacha leis.

(* retirado da Petição Contra a actual Avaliação do Desempenho da Classe Docente)

segunda-feira, 10 de março de 2008

sábado, 8 de março de 2008

Pelos Professores por Vasco Pulido Valente

Público,8 de Março de 2009

Hoje, 70.000 professores vêm a Lisboa protestar contra o Governo e a ministra da Educação. Não posso simpatizar mais com eles. Mas não me parece que tenham percebido bem o fundo da questão: nem eles, nem a generalidade do público. Toda a gente parte do princípio que os professores devem ser avaliados; mesmo os próprios professores, que só criticam o método proposto pela 5 de Outubro. Ninguém ainda disse que os professores, pura e simplesmente, não devem ser avaliados, nem que a avaliação demonstra a (incurável?) deformidade do sistema de ensino. Em cada manifestação aparecem professores furiosos proclamando que não temem a avaliação. Acredito que sim. Infelizmente, não se trata disso.
Uma avaliação pressupõe critérios: parece que neste caso à volta de catorze (e pressupõe avaliadores, muitos dos quais sem qualquer competência científica ou pedagógica ou interesses de uma total irrelevância para a matéria em juízo). Os critérios medem, peço desculpa pelo truísmo, o que é mensurável como, por exemplo, a assiduidade ou notas de uma exactidão discutível, como perfeitamente sabe quem alguma vez deu notas. Não medem nem a moral, nem o ambiente, nem os valores da escola ou a contribuição de cada professor para a sobrevivência e a força dessa moral, desse ambiente e desses valores. Numa palavra, não medem a qualidade, de que depende, em última análise, o sucesso ou o fracasso do acto de ensinar. Criam uma trapalhada burocrática que esteriliza e que massacra e acaba sempre por promover a mediocridade, o oportunismo e a rotina. A sra. Thatcher ia matando assim a universidade inglesa.
Os professores não precisam de uma vigilância vexatória e nociva por avaliações. Precisam de um ethos, que estabeleça uma noção clara e unívoca de excelência. Se o ensino superior for de facto excelente (e não o travesti que por aí vegeta) e se tiver inteira liberdade de seleccionar alunos (como agora não tem), os professores ficarão com um objectivo, o de preparar as crianças para o ensino superior, que os distinguirá entre si, sem regras de espécie alguma; e que tornará o seu trabalho pessoalmente mais compensador, interessante e útil. Desde o princípio que o Estado democrático não compreendeu esta evidência. Começou as reformas por baixo e não por cima. Aturou sem vergonha os mercenários que exploravam a universidade. E de repente quer que os professores paguem a conta do desastre. Não é admissível.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Dia 3 de Março - Dia Internacional da Vida Selvagem

Lobo ibérico vivo é sinal de ecossistemas mais equilibrados. Ponto

Da série: 'Mentalidades Tacanhas'
Este é o nosso super predador da cadeia selvagem da fauna biodiversa da Península Ibérica.
Com ele os ecossistemas selvagens (que resistem) ficam mais equilibrados.
Nota: os caçadores e as suas respectivas coutadas privadas, são o grande problema "diplomático" desta sub-espécie terrivelmente perseguida e caçada. 
Além dos pastores/granadeiros que não protegem condignamente o seu gado, e maioria deixa o gado no monte enquanto se desloca no seu 4×4 ao bar para passar umas horas na conversa e a beber.


segunda-feira, 3 de março de 2008

Não aos ensaios OGM em Portugal

clique na imagem, para ver com maior ampliação


Findo o prazo de consulta pública (porque será tudo a 30 dias??...) sobre os ensaios com milho BT pedidos pelas empresas Syngenta e Pioneer lê-se em novo comunicado da Plataforma Transgénicos Fora, que são numerosas as razões pelas quais tal pedido deve ser recusado, nomeadamente:

1. A consulta pública foi irregular: até ao dia 25 de Fevereiro, em Ferreira do Alentejo, nenhuma documentação esteve disponível na Câmara Municipal. Este facto é suficiente para levar à anulação liminar de todo o processo.
2. Em Monforte a parcela prevista para testes está inserida na zona protegida que faz parte da Rede Natura 2000: trata-se da Zona de Protecção Especial de Monforte, criada especificamente para a protecção de aves estepárias, aves essas que usam as culturas de cereais para se alimentarem e nidificarem. O milho geneticamente modificado que vai ser testado não pode entrar na alimentação humana, mas nada vai poder impedi-lo de entrar na alimentação das aves que deviam estar a ser protegidas.
3. Ainda no caso de Monforte a parcela de testes encontra-se a escassas dezenas de metros da Ribeira Grande, uma das maiores linhas de água do distrito de Portalegre, e ainda de várias represas. O facto de o cultivo de OGM representar um perigo para os cursos de água nas suas proximidades levou recentemente o Comissário Europeu Stavros Dimas (vídeo-entrevista Euronews) a propor o chumbo de duas variedades de milho transgénico. O ambiente português tem de usufruir do mesmo padrão de protecção que é aplicado na União Europeia.


Sítio Recomendado
O último relatório da GM Contamination Register detectou 216 actos de contaminação em 57 países desde 1996 em que as colheitas do GM se transformaram comercialmente em grande escala. Eis toda a informação e o terceiro relatório, disponibilizado no formato pdf pela Greenpeace em 29 de Fevereiro de 2008.

sábado, 1 de março de 2008

4º Aniversário do BioTerra - video de João Soares e poema "Somos Natureza" de António Alencar Sampaio



Aos amigos e leitores ofereço uma vídeo-composição da minha autoria e o poema com o mesmo nome: Somos Natureza (de António Alencar Sampaio)

*****Um Muito Obrigado*****


SOMOS NATUREZA
Somos corpos do conjunto
De toda essa unidade
Somos os quatro elementos
Somos a diversidade
De vidas e minerais
Nessa complexidade
Somos os reinos existentes
Hominal e animal
Como somos igualmente
Mineral e vegetal
Nos colocamos isolados
Por nosso racional
Somos as quatro estações
Sempre se manifestando
Uma hora no outono
Com o inverno preparando
Outra hora é inverno
Com a primavera chegando
Somos cada estação
Com suas propriedades
É uma química constatante
De muitas variedades
Como exemplo a primavera
Química da felicidade
O verão dentro de nós
É poço de energia
É força de primavera
Reconquista e alegria
É a entrega ao outono
Casa da sabedoria
Também somos os quatro ventos
Leste oeste norte e sul
Somos trovões, calmaria
Tempestade e céu azul
Somos frio, quente e seco
Somos húmidos, somos crús


~~~~Com amizade e muita Paz~~~~~

João