For you it was not good enough [Can’t see the light?]
Don’t play with my mind
Black winter will come inside [Can’t stop the pain?]
The night will come down
Taking now this broken wings [You blackheart!]
The days will pass by
Wishing what can never be [You blackheart!]
The smoke will drift up
From ashes of a shattered dream [You blackheart!]
The past is gone with
Just another dark piece...
...of Blackheart
Break me and shake me ...to hate me!
Deal with it: there’s no love in there
Whispering voices creep all around
Cardiac pulse just pumps your blood alive
I've done my time
Retracing mistakes on and on [Can’t see the light?]
You want to go back
But memories fade to a black hole [Can’t stop the pain?]
I’m killing now my romance
I only need to stay away from you...
I’m killing now my romance
I’m done with dreaming that never comes true...
I’m killing now my romance
The feeding of illusion’s over soon
I’m killing now my romance
I only need to stay away from you...
Amleto: "...I loved you once."
Ofelia: "Indeed, my lord, you made me believe so"
Amleto: "You should not have believed me [...] I loved you not."
O video da música "Blackheart", da banda italiana Deuxvolt, combina uma explicação científica e biológica sobre o amor com a sonoridade agressiva do metal industrial e do aggrotech. Ao longo do vídeo, é explicado que o amor, do ponto de vista puramente físico, não passa de uma reação química fria desencadeada no cérebro. Através do toque, que ativa milhares de unidades táteis nas mãos, e da libertação de neurotransmissores e hormonas como a oxitocina, a dopamina e a fenetileamina, o corpo gera a sensação de infatuação inicial. O video desmistifica a ideia romântica do coração, lembrando que este órgão serve apenas para bombear sangue e não tem emoções, enquanto o hemisfério direito do cérebro processa o sentimento. Esta visão puramente clínica contrasta fortemente com o visual e a estética gótica da banda, cujas principais influências vêm de clássicos do cinema e da literatura de terror, como o livro "Dracula" de Bram Stoker e os filmes "Entrevista com o Vampiro", "A Rainha dos Condenados" e "O Corvo", criando um ambiente de "dark romance" onde a paixão é tratada como uma força visceral, sombria e inevitavelmente temporária.
Toda esta dinâmica serve de pano de fundo para a metáfora de Amleto e Ofelia (Hamlet e Ofélia), o pináculo do romance trágico de Shakespeare. Enquanto Ofélia representa a infatuação levada à loucura e à autodestruição, Hamlet encarna a frieza analítica e cínica, criando um ambiente de "dark romance" onde a paixão e a tragédia literária são explicadas como um curto-circuito biológico, visceral, sombrio e inevitavelmente temporário.
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