sábado, 10 de outubro de 2026

Execução por fuzilamento de Nidal Hasan com transmissão ao vivo gera polémica no governo Trump

A decisão do Secretário da Defesa Pete Hegseth de transmitir publicamente a execução de Nidal Malik Hasan evidencia a linha ideológica da administração Trump, fortemente alinhada com correntes evangélicas conservadoras, a nova extrema-direita (alt-right) e o sionismo político. Em 2009, Nidal Malik Hasan matou 13 pessoas num ataque a tiro na base militar de Fort Hood, alegando posteriormente que agiu "para salvar pessoas no Afeganistão" e para impedir que militares dos EUA matassem mais civis naquele país. A sua execução por pelotão de fuzilamento está marcada para o dia 3 de dezembro, às 13:00, na própria base de Fort Hood, refletindo o local e o horário do crime.

Os críticos apontam uma contradição: o presidente Donald Trump costumava condenar o Irão por realizar execuções públicas, sugerindo inclusive que essa prática poderia servir de justificativo para uma ação militar contra o país. Agora, diversas vozes nas redes sociais alertam que a transmissão ao vivo da execução do ex-psiquiatra do Exército de origem palestina pode transformá-lo num mártir, inflamando o sentimento anti-americano. Embora 55 países ainda mantenham a pena de morte - incluindo Singapura, Japão, China e Arábia Saudita -, a realização de execuções públicas é extrema e rara no cenário internacional, sendo praticada quase exclusivamente por regimes e contextos específicos, como no Afeganistão, no Irão, na Coreia do Norte ou por tribunais locais na Somália.

Se mantida, a decisão trará um impacto sem precedentes: marcará a primeira execução pública nos EUA em quase 90 anos e a primeira por pelotão de fuzilamento no âmbito militar desde a Segunda Guerra Mundial, consolidando uma rutura severa com as normas internacionais de direitos humanos e com a jurisprudência militar tradicional.

A deliberação consolida a estratégia da administração Trump de utilizar a justiça militar e a pena de morte como uma plataforma performativa de retribuição e demonstração de força para a sua base eleitoral.

A pena capital, própria de regimes repugnantes, já não é grande ideia; fazer disso espectáculo público de massas só ocorre a psicopatas. As exemplares democracias deste mundo estão a assemelhar-se em demasia às piores ditaduras concebíveis. Qualquer dia não as distinguimos. E o que é que dizem e fazem os exemplares defensores destes pilares da democracia mundial que mimetizam as teocracias mais abjectas? Acham muito bem, se vem do clube deles é porque é bom, o mal torna-se bem consoante o autor.

Entretanto a ICE continua a matar gente indiscriminadamente. Também não há problema nenhum, é a democracia a defender-se da barbárie.

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