domingo, 4 de maio de 2025
The Jesus And Mary Chain - Far Gone And Out
sábado, 3 de maio de 2025
Música do BioTerra: Slowdive - Sugar for the Pill
There's a buzzard of gulls
They're drumming in the wind
Only lovers alive
Running in the dark
They're drumming in the wind
Only lovers alive
Running in the dark
And I rolled away
Said we never wanted much
Just a rollercoast'
Our love has never known the way
Sugar for the pill
You know it's just the way things are
Cannot buy the sun
This jealousy will break the whole
Said we never wanted much
Just a rollercoast'
Our love has never known the way
Sugar for the pill
You know it's just the way things are
Cannot buy the sun
This jealousy will break the whole
Cut across the sky
And move a little closer now
Lying in a bed of greed
You know I had the strangest dream
And move a little closer now
Lying in a bed of greed
You know I had the strangest dream
Música do BioTerra: A Garota Não - Não sei o que é que fica
Então voltamos ao mesmo assunto
Somos tão bons pró resto do mundo
Na nossa casa o espeto é de pau
Welcome monsieur, a casa é vossa
O mal dos outros não nos faz mossa
Quem não aguenta a subida encosta
Habitação é fractura exposta
E eu que só vinha pra falar de amor
Deitar neste beat um poema em flor
Mas na porta ao lado há mais um despejo
Cai uma família, fica o azulejo
Começam as obras, que casa bonita!
Começam os guests, fome é infinita
Mais um AL, orgulho nacional
Corrida sem lei, onde vais Portugal?
Não sei o que é que fica se corrermos mais
O kê ke fica
Komé ke fica/
Quem é ke fica/
Como é que a gente fica/
Quando essa gente rica/
Gentrifica
Quando há uma gente k fica/
Com cada metro quadrado
Da nossa vida, memória
Onde é que a gente fica/
Quando nem se identifica
Com essa calçada refeita
Com essa fachada que foi feita
Para dar uma cara de outrora
A um fascismo de agora
Que só quer saber da receita
Na sede excêntrica
Quem vem de Paris é na hora
Quem tava aqui é pa fora/
Quem vem de cruzeiro vá bora/
Quem vem no barco que demora
Que vá morrer borda fora/
Que o estado quer o IMI
E o banco quer é penhora/
Voulez vous parlais
Parlais vous français/
Do you speak anglais/
Entre si vous plais/
Excepto se é cale
Excepto se vem de Calais/
E dizem que o mal é
Culpa de pobres, mas afinal
Qual é/
Coisa qual é ela/
Quem tem tanta gente sem casa, e tanta casa sem gente
E um camon à janela/
Qual é coisa qual é ela/
Que Desaloja e aloja
O camon e a loja
Da sardinha do Pastel
Ê o hostel, pa quem foge à
Geada do Norte
E o sul despoja/
Desalojamento local
Pra alojamento local
No mínimo é paradoxal
E agora este local, igual
A qualquer outra capital/
Senhor Presidente não ando feliz
Eu quero ser sonhos e não quem maldiz
Calem-se os fachos que ardam bandeiras
Aqui o assunto não são as fronteiras
É sempre bem vindo quem venha por bem
Problema é haver um casa pra cem
Salários tão baixos amarga a batuta
Que felicidade interna tão bruta
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Richard Zimler - Não visitem a América e não comprem produtos americanos

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The Miracle - o tema mais ecológico dos Queen
Every drop of rain that falls
In Sahara Desert says it all
It's a miracle
All God's creations great and small
The Golden Gate and the Taj Mahal
That's a miracle
Test tube babies being born
Mothers, fathers dead and gone
It's a miracle
In Sahara Desert says it all
It's a miracle
All God's creations great and small
The Golden Gate and the Taj Mahal
That's a miracle
Test tube babies being born
Mothers, fathers dead and gone
It's a miracle
We're having a miracle on earth
Mother Nature does it all for us
The wonders of this world go on
The Hanging Gardens of Babylon
Captain Cook and Cain and Abel
Jimi Hendrix to the Tower of Babel
It's a miracle
Mother Nature does it all for us
The wonders of this world go on
The Hanging Gardens of Babylon
Captain Cook and Cain and Abel
Jimi Hendrix to the Tower of Babel
It's a miracle
The one thing we're all waiting for
Is peace on earth, an end to war
It's a miracle we need, the miracle
The miracle we're all waiting for today
Is peace on earth, an end to war
It's a miracle we need, the miracle
The miracle we're all waiting for today
If every leaf on every tree
Could tell a story that would be a miracle
If every child on every street
Had clothes to wear and food to eat
That's a miracle
If all God's people could be free
To live in perfect harmony
It's a miracle
Could tell a story that would be a miracle
If every child on every street
Had clothes to wear and food to eat
That's a miracle
If all God's people could be free
To live in perfect harmony
It's a miracle
We're having a miracle on earth
Mother Nature does it all for us
Open hearts and surgery (Wonders of this world go on)
Sunday mornings with a cup of tea
Super powers always fighting
But Mona Lisa just keeps on smiling
It's a miracle
Mother Nature does it all for us
Open hearts and surgery (Wonders of this world go on)
Sunday mornings with a cup of tea
Super powers always fighting
But Mona Lisa just keeps on smiling
It's a miracle
The one thing (the one thing)
We're all waiting for (we're all waiting for)
Is peace on earth (peace on earth)
And an end to war (an end to war)
It's a miracle we need, the miracle
The miracle
Peace on earth and end to war today
We're all waiting for (we're all waiting for)
Is peace on earth (peace on earth)
And an end to war (an end to war)
It's a miracle we need, the miracle
The miracle
Peace on earth and end to war today
That time will come one day you'll see
When we can all be friends
When we can all be friends
Benefícios das florestas nativas
As árvores nativas são essenciais para os habitats de vida selvagem, estabilidade do ecossistema, saúde do solo, retenção de água e sequestro de carbono.
Também fornecem alimentos, medicamentos e rendimentos para comunidades
sexta-feira, 2 de maio de 2025
Os cientistas criam luz a partir do nada, este estudo mostra como manipular o tempo e o espaço para o conseguir
Os investigadores da Universidade de Rostock e da Universidade de Birmingham publicaram as suas descobertas na revista Nature Photonics, abrindo possibilidades interessantes para tecnologias futuras.
Numa descoberta que soa quase a magia, os cientistas descobriram uma forma de criar flashes de luz que parecem vir do nada e desaparecem de forma igualmente misteriosa. Mas não se trata de um truque - é o resultado de repensar a forma como o próprio tempo pode moldar as leis da física.
O tempo sempre foi a dimensão mais estranha. Enquanto nos podemos mover livremente no espaço, o tempo só anda para a frente. Esta “seta do tempo” foi descrita de forma célebre pelo astrofísico britânico Sir Arthur Eddington há quase um século.
No entanto, apesar da sua singularidade, o tempo tem recebido tradicionalmente menos atenção na física do que o espaço. Esta situação está a começar a mudar. Estudos recentes sobre “cristais espácio-temporais” - estruturas que repetem padrões tanto no espaço como no tempo - inspiraram os cientistas a pensar de forma diferente sobre o papel do tempo.
Poderá a natureza unidirecional do tempo conduzir a efeitos físicos inteiramente novos?
Esta nova investigação responde a esta pergunta com um ousado “sim”. Através de experiências cuidadosamente concebidas, a equipa de investigadores conseguiu fazer com que a luz aparecesse num momento único e exato no espaço e no tempo.
“É quase bíblico. No início não há nada, e depois a física diz: “Que haja luz!” - e aí está ela, num ponto do espaço e do tempo.” - Professor Alexander Szameit da Universidade de Rostock.
Mas estas explosões de luz não são aleatórias. Seguem princípios matemáticos profundos, conhecidos como topologia. A professora Hannah Price, da Universidade de Birmingham, explica que a topologia, embora abstrata, estabelece regras que regem o comportamento físico. Graças a estas regras matemáticas, os flashes de luz são extraordinariamente estáveis.
Esta luz, ao contrário do que é normal, é mais estável
Uma vez que o tempo só avança, estes acontecimentos especiais estão naturalmente protegidos contra perturbações externas, como alterações aleatórias na experiência ou luz difusa. O Dr. Joshua Feis, de Rostock, observou que este tipo de estabilidade é raro; a maioria dos estados de luz conhecidos são facilmente perturbados por fatores externos. Ao abraçar a natureza estranha e única do tempo, os investigadores abriram um novo capítulo na compreensão do universo - e a porta para futuras descobertas.
O Dr. Sebastian Weidemann acrescentou que esta proteção integrada pode ser extremamente útil em aplicações do mundo real, como a melhoria dos sistemas de imagem, comunicações e tecnologias laser.
A descoberta mostra que, tratando o tempo como algo mais do que um simples cenário de fundo - e combinando-o com as poderosas ideias da topologia - os cientistas podem encontrar fenómenos inteiramente novos. É um lembrete de que, mesmo em campos bem explorados como a física, ainda há tesouros escondidos à espera de serem descobertos.
Referência da notícia
Joshua Feis, Sebastian Weidemann, Tom Sheppard, Hannah M. Price & Alexander Szameit. Space-time-topological events in photonic quantum walks. Nature Photonics (2025).
AfD classificada como "organização extremista"
“A partir de hoje, o Gabinete Federal para a Proteção da Constituição (BfV) classificou a Alternativa para a Alemanha [AfD] como uma organização extremista de direita, devido ao caráter do partido, que desrespeita a dignidade humana”. A decisão foi anunciada num comunicado publicado esta sexta-feira no site oficial deste serviço de informação, que tem por base um relatório final com cerca de 1.100 páginas.
A conclusão é que a AfD é um partido racista e anti-islâmico. “O conceito de população que prevalece no partido, com base na etnia e descendência, não é compatível com a ordem básica democrática livre”, argumenta o BfV.
E acrescenta que o objetivo da AfD “é excluir certos grupos de uma participação igualitária na sociedade, expô-los a um tratamento desigual que não está em consonância com a Constituição”. “A AfD não considera os cidadãos alemães com um história de migração vinda de países muçulmanos, por exemplo, como pessoas pertencentes à Alemanha”, lê-se.
Segundo o serviço secreto alemão, é possível verificar a posição de extrema-direita que o apelido adota “no grande número de declarações anti-estrangeiros, anti-minorias, anti-islão e anti-muçulmanos que são proferidas pelos principais membros do partido”. E no uso “generalizado” de termos como “migrantes que empunham facas”. A postura adotada pelos membros deste partido, dizem as secretas, “agrava preconceitos, ressentimentos e medos em relação a determinados grupo de pessoas”.
Agora, com esta classificação oficial, a Alemanha pode levar a cabo uma maior vigilância deste partido e dos seus membros. Além disso, segundo a agência Reuters, a decisão pode pôr em risco o financiamento da AfD.
Mas afinal, como se chegou a esta conclusão? De acordo com o comunicado, foi levada a cabo uma “análise intensiva e exaustiva” ao partido durante três anos. “O BfV avaliou as ações do partido [AfD] à luz dos princípios básicos da Constituição: a dignidade humana, o princípio da democracia e o Estado de direito”.
“Para além do programa [do partido] e das declarações feitas pelo menos, foram também analisadas as declarações e outros comportamentos dos seus membros, assim como a ligação destes a grupos de extrema-direita”, lê-se no comunicado. Segundo o serviço secreto também foram analisadas “as ações da AfD na campanha eleitoral das três últimas eleições” e a “reestruturação da relação entre a AfD e a Junge Alternative [Alternativa Jovem para a Alemanha, em português, uma organização juvenil considerada de extrema-direita]”.
Em reação à decisão anunciada pelo serviço secreto alemão, a AfD disse em comunicado que se trata apenas de uma tentativa de manchar o partido e de o desacreditar. “A AfD vai continuar a tomar medidas legais contra estes ataques difamatórios que põem em perigo a democracia”, garantiram os líderes Alice Weidel e Tino Chrupalla, num comunicado citado pela agência Reuters.
As minhas leituras: Silvia Federeci - Calibã e a Bruxa
Sensível como sou ao femicídio, violência doméstica e ao renascimento nas redes socias de extrema-direita do elogio ao macho tóxico e machismo, resolvi ler este livro, atraído também pelo percurso filosófico da autora Silvia Federici.
Max van den Berg
Max van den Berg é uma das grandes referências na mudança de paradigma da mobilidade na Holanda. Ainda jovem foi eleito vereador do município de Groningen responsável pelo tráfego tendo assumido uma estratégia fortemente desincentivadora do uso do carro.
quinta-feira, 1 de maio de 2025
Música do BioTerra : Suzane - Je t'accuse
Eu, Daniel Blake
What are climate misinformation and disinformation and how can we tackle them?
What is the difference between climate misinformation and climate disinformation?
Climate misinformation refers to false or inaccurate information about climate change and climate action that is generally spread without malicious intent. It usually arises from misunderstandings, misinterpretations of data or simply outdated knowledge. For example, some people might misinterpret short-term weather patterns, like an extended winter season, as evidence against global warming. Despite the absence of intent to deceive, misinformation still contributes to confusion and scepticism about climate science, making it harder for people to access accurate information.
Climate disinformation, on the other hand, is deliberately false and fabricated to deceive people about climate change and climate action for political, financial or ideological reasons. It is spread by individuals or organizations with vested interests in denying or downplaying the reality of climate change and its impacts. For instance, fossil fuel companies have been known to fund campaigns that cast doubt on climate science to protect their profits.
Disinformation tactics can include cherry-picking data, promoting pseudoscience, or amplifying conspiracy theories. Unlike misinformation, which can often be corrected through education and better communication, disinformation is more difficult to address and requires targeted efforts to expose and counter the deliberate falsehoods being spread.
Both climate misinformation and disinformation undermine public trust in climate science, delay policy responses and polarize public discourse. According to the Global Risk Report 2024, misinformation and disinformation, together with the impacts of the climate and nature crises, are the biggest short-term and long-term risks to human society.

Climate misinformation is generally spread without malicious intent. Climate disinformation, on the other hand, is deliberately false and purposefully harmful for political, financial or ideological reasons.
What are the different types of climate misinformation and disinformation?
Climate misinformation and disinformation come in various forms, each serving different purposes but ultimately hindering climate action. While some outright deny climate change, others seek to delay solutions, mislead the public or promote conspiracy theories that undermine trust in science and institutions.Climate denial: Despite the overwhelming scientific consensus that human activities like burning fossil fuels are the primary driver of climate change, some people deny that climate change is real, downplay the severity of its impacts or promote the idea that it is solely a natural phenomenon. Although outright climate denial has lost credibility in mainstream discourse, it still thrives in certain political and online spaces, often resurfacing in the form of misleading arguments that exaggerate natural climate variability or misrepresent climate data. A subtler form, known as soft climate denial, is becoming increasingly prevalent in recent years. Here, individuals or groups acknowledge the impacts of climate change but tend to highlight other urgent issues as a justification for delaying or opposing responses. This approach, often framed as pragmatic, effectively serves as a guise for undermining climate action.
- Climate delay: Climate delay strategies acknowledge the existence of climate change but aim to obstruct or hinder action. They dispute the feasibility, necessity or fairness of climate policies by claiming measures are too costly or emphasizing uncertainties and unintended consequences. For example, messaging from the fossil fuel industry aims to create panic about potential job losses and economic harm from transitioning to renewable energy sources. Because climate delay messages often seem more reasonable than outright denial, they are particularly effective at shaping public opinion.
- Greenwashing: Greenwashing is a form of climate misinformation in which companies or institutions exaggerate or falsely claim environmental benefits to maintain their market position without making real changes. This is usually done by using imagery and language associated with sustainability such as lush forests, wind turbines or eco-friendly branding. Such tactics delay stronger policies and regulations by creating an illusion of progress.
- Climate conspiracy narratives: Conspiracy theories about climate change attempt to delegitimize climate science, policies and activists by suggesting they are part of a hidden agenda. These narratives try to advance false claims such as climate change being a hoax designed to increase government control or renewable energy policies being part of a larger effort to manipulate economies or suppress individual freedoms.
Who spreads climate disinformation?
Considering the scale and urgency of the climate crisis, it may seem counterintuitive that individuals or organizations would deliberately create and share false or misleading information about it. However, research points to two primary motivations behind the spread of climate disinformation:
- Protecting fossil fuel interests and maintaining a business-as-usual scenario: Many actors, particularly within the fossil fuel industry and related sectors, have a vested interest in delaying climate action. By spreading doubt about climate science or the effectiveness of renewable energy solutions, they seek to extend the viability of fossil fuels and maintain economic gains.
- Gaining revenue, influence or support by exploiting the attention economy: The digital landscape rewards content that sparks strong emotional reactions like outrage or controversy. Questioning mainstream science or promoting conspiracy theories can generate more engagement on social media, translating into ad revenue, online influence or political support.
Moreover, in regions already stressed by environmental pressures such as resource scarcity and extreme weather events, climate misinformation and disinformation can exacerbate existing tensions. False information and narratives, for example around climate-induced migration and displacement, are often exploited by political actors or extremist groups to blame specific communities for climate-related hardships, creating an environment of fear and mistrust which can lead to violence and conflicts. This not only undermines local peacebuilding efforts but also links climate challenges with broader issues of security, destabilizing communities and economies while hindering integrated responses to both environmental and security threats.

Individuals can learn how to verify the accuracy of a piece of information through a series of steps including verifying the source, verifying the data and consulting with experts.
How do climate misinformation and disinformation spread?
The spread of climate misinformation and disinformation, both online and offline, is linked to social processes that shape how people interact and consume information. These dynamics contribute to the reinforcement of false narratives, making it harder to correct misinformation and disinformation once it takes hold.
As social beings, humans have the tendency to form social connections with others who share similar beliefs, interests or backgrounds. Social media platforms reinforce this behaviour by recommending new connections based on existing networks and interests. Combined with the natural inclination to trust information from familiar sources, this leads to the formation of echo chambers – closed communities where the same ideas, whether true or false, are continuously reinforced without being questioned. Over time, these echo chambers can deepen divisions on topics such as climate change.
Furthermore, many social media algorithms are designed to maximize engagement. As such, they often promote content based on a user’s past interactions, rather than its credibility or accuracy. This creates algorithmic bias, where users are more likely to see content that aligns with their existing beliefs, rather than diverse or fact-based perspectives. The effect is then amplified by confirmation bias – the psychological tendency for people to seek out and accept information that supports their pre-existing views while ignoring or dismissing contradictory evidence. As a result, misleading or sensationalized climate content can spread rapidly, especially if it resonates with a particular audience’s worldview.
Beyond organic social behaviours, false information is also actively spread by malicious actors, including bots, trolls and coordinated disinformation campaigns. These actors deliberately create and amplify misleading narratives to shape public perception, undermine trust in scientific institutions or serve certain political and economic interests.
A recent example is a rise in online abuse against climate scientists, where coordinated campaigns on social media platforms target researchers with harassment and false accusations to discredit their work. These attacks often exploit existing echo chambers, amplifying divisive narratives that portray climate science as a hoax or conspiracy. By leveraging algorithmic biases and the viral nature of sensational content, these campaigns sow doubt and erode public trust in evidence-based solutions. This not only undermines efforts to address climate change but also discourages scientists from engaging with the public, further polarizing the discourse and hindering collective action.
How can we tackle climate misinformation and disinformation?
The fight against climate misinformation and disinformation is a global effort, involving a diverse range of actors including governments, academic organizations, think tanks, media organizations, civil society and collaborative partnerships between these entities. Given the high complexity of the issue, it requires multifaceted responses, and these actors play key roles in research, policy advocacy, education and public outreach. Through specialized initiatives and campaigns, they work to address the challenges posed by misinformation, which often undermines public understanding of climate science, fuels scepticism about climate change and hinders policy action.
Recognizing that misinformation, disinformation and hate speech are fuelling conflict, threatening democracy and human rights, the United Nations launched the United Nations Global Principles for Information Integrity, a set of recommendations designed to foster healthier and safer information spaces that champion human rights, peaceful societies and a sustainable future. Moreover, in November 2024, the Brazilian government, the United Nations and the United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) launched the Global Initiative for Information Integrity on Climate Change, joining forces to strengthen research and measures to address disinformation campaigns that are delaying and derailing climate action.
However, a large majority of efforts to combat climate misinformation and disinformation are still primarily based in the Global North, which often leads to a skewed focus on issues, narratives and perspectives that are more relevant to them. In this context, it is essential to build the capacities of stakeholders and institutions in the Global South to tackle climate misinformation and disinformation. By empowering local organizations, media and communities with the necessary skills, knowledge and resources, we can ensure that climate communication and responses to disinformation are more culturally appropriate and contextually relevant.
At the individual level, anyone can learn how to prevent climate misinformation and disinformation through a series of steps:
- Verify the source: Evaluate the credibility of the source. Is the claim from a peer-reviewed study, a reputable news outlet or a blog with no scientific backing? For scientific data, academic databases and peer-reviewed sources can be used to verify its authenticity.
- Verify the information: Check if the information is available from multiple sources and use fact-checkers to verify claims.
- Consult experts: Try to connect with scientists and subject matter experts that can corroborate the information. The Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) is widely recognized as the most credible source of information related to the science of climate change.
- Communicate the truth: To counter climate misinformation and disinformation, evidence-based messages using simple language and relatable examples work best. Engage trusted voices and support claims with credible sources, encouraging respectful dialogue. Repetition of accurate information helps build long-term public understanding and resilience.
How does UNDP support efforts to address climate misinformation and climate disinformation?
UNDP works to address climate misinformation and disinformation through a multi‐pronged approach that combines digital innovation, capacity building and partnerships. This includes developing programmes and platforms that leverage collective intelligence, combining automated tools and crowdsourcing to identify and counter false narratives.
Digital tools such as iVerify and eMonitor+ combine AI with human fact-checking to identify, flag and counter false and misleading narratives including those for climate-related issues. Such platforms, developed as part of UNDP’s broader digital strategy to leverage Digital Public Infrastructure, harness interoperable systems for data exchange and digital identity, supporting transparency and accountability in climate action by helping to counter information that undermines scientific consensus on climate change.
UNDP also supports initiatives aimed at developing media literacy and factchecking skills among journalists, media students and young civic actors. In Somalia, UNDP trains journalists to enhance their understanding of climate change issues, their interlinkages and nuances. In Lebanon, UNDP helps equip young people with the tools to identify and debunk fake news and hate speech, including false narratives on climate change. Such efforts help reduce the polarization and confusion often fuelled by false information, particularly in regions vulnerable to climate misinformation and disinformation campaigns.
Furthermore, through initiatives like Information Integrity, UNDP is working with development organizations, governments, the private sector and civil society on campaigns to ensure information integrity on issues directly and indirectly affecting climate action.
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Investigadores estudam o uso de aviões para arrefecer a Terra em pleno aquecimento global
À medida que as temperaturas globais aumentam, as condições meteorológicas extremas estão a obrigar as famílias a abandonar as suas casas.
Inundações, furacões e degelo dos glaciares estão a deslocar comunidades em todo o planeta.
Alguns cientistas estão a investigar formas de lidar com as alterações climáticas, manipulando a atmosfera ou os oceanos do mundo.
Conhecida como geoengenharia, é frequentemente rejeitada devido aos potenciais efeitos secundários e é geralmente mencionada não como uma alternativa à redução da poluição por carbono, mas como um complemento aos cortes de emissões.
Uma ideia é refletir a luz solar para longe da Terra antes que esta possa aquecer a superfície - um processo conhecido como injeção de aerossol estratosférico.
Um novo estudo realizado por investigadores da University College London sugere que isto poderia ser feito utilizando aviões já em serviço atualmente, em vez de desenvolver novas aeronaves dispendiosas para chegar às partes mais altas da atmosfera.
A injeção de aerossóis estratosféricos funcionaria através da libertação de pequenas partículas na camada superior seca e estável da atmosfera, denominada estratosfera.
Estas partículas espalhariam a luz solar de volta para o espaço, reduzindo a quantidade que atinge a superfície da Terra e ajudando a arrefecer o planeta.
Pesquisas anteriores concentraram-se na injeção de aerossóis bem acima dos trópicos, a altitudes de 20 quilómetros ou mais, o que está fora do alcance da maioria dos aviões existentes.
Mas o novo estudo descobriu que injetar mais abaixo, a cerca de 13 quilómetros, perto dos polos, pode ainda ter um impacto significativo.
Isto poderá significar que aeronaves como o Boeing 777, que já é capaz de atingir estas altitudes, poderão ser adaptadas para a tarefa.
Alistair Duffey, investigador de doutoramento na UCL, liderou o estudo.
Afirma: “O nosso estudo examinou uma técnica de intervenção climática chamada injeção de aerossóis estratosféricos, que consiste em arrefecer o planeta adicionando uma camada de pequenas partículas reflexivas, os aerossóis, à alta atmosfera. Estas partículas refletiriam uma pequena quantidade, talvez 1%, da luz solar incidente. E havia boas evidências de que isto poderia ser utilizado para arrefecer o planeta e, talvez, reduzir alguns impactos climáticos sobre pessoas vulneráveis em todo o mundo”.
Utilizando o avançado Modelo do Sistema Terrestre do Reino Unido, os investigadores simularam a injeção de dióxido de enxofre (um gás que se transforma rapidamente em aerossóis de sulfato refletores) na estratosfera sobre as regiões polares durante as respetivas estações da primavera e do verão.
O estudo mostrou que, apesar da menor altitude, ainda seria possível arrefecer o planeta em cerca de 0,6 graus Celsius.
Isto é praticamente o mesmo que o arrefecimento temporário após a erupção do Monte Pinatubo em 1991, quando os gases vulcânicos injetados na atmosfera provocaram uma descida das temperaturas globais.
Os investigadores examinaram como a eficácia do arrefecimento muda dependendo de onde e quão alto as partículas são libertadas, bem como da quantidade de dióxido de enxofre necessária.
O que nos interessava era perceber a relação entre a dificuldade, o desafio logístico de o fazer e os impactos climáticos no solo. Assim, em particular, quisemos perceber como, se pudéssemos atingir diferentes altitudes no céu, o nível de impacto no solo variaria consoante a altura a que conseguíssemos ir. Em geral, é mais difícil fazê-lo a grandes altitudes. Portanto, a nossa principal descoberta foi que, se estivéssemos limitados à utilização de grandes aeronaves existentes e, portanto, limitados a altitudes até cerca de 13 quilómetros, ainda haveria impactos climáticos significativos. Ainda poderíamos arrefecer o planeta significativamente com magnitudes plausíveis de injeção de aerossóis.
O efeito de arrefecimento provém de uma cadeia de reações químicas.
Quando o dióxido de enxofre é libertado na estratosfera seca, reage com o vapor de água e o oxigénio para formar ácido sulfúrico, que forma então gotículas microscópicas — aerossóis de sulfato.
Estes aerossóis permanecem em suspensão durante meses, refletindo a luz solar para longe da Terra.
Por fim, caem na atmosfera mais baixa e são levados pela chuva — principalmente como chuva ácida diluída.
Imaginamos a libertação de dióxido de enxofre, um gás que reagiria com o vapor de água e se oxidaria em ácido sulfúrico, que se dissociaria então, e parte desse ácido sulfúrico passaria a ser o aerossol de sulfato, que é uma espécie de pequena gota líquida. Tendem a produzir uma distribuição de tamanhos na estratosfera, o que os torna bons refletores da luz solar. Estes aerossóis de sulfato sedimentam então lentamente através da estratosfera e, finalmente, ao reentrar na troposfera, a parte da atmosfera em que vivemos, a maioria deles sai por chuva, depois saem para a água e, essencialmente, como chuva ácida.
Embora os processos químicos sejam bem compreendidos, os desafios de engenharia são significativos.
A entrega de grandes volumes de dióxido de enxofre em segurança a grandes altitudes exigiria a modificação de aeronaves existentes ou a construção de aeronaves inteiramente novas.
Criar novas aeronaves especializadas capazes de atingir os 20 quilómetros provavelmente levaria uma década e milhares de milhões de libras em custos de desenvolvimento.
Em vez disso, os investigadores acreditam que a adaptação das aeronaves existentes poderá proporcionar uma opção mais rápida e barata.
Mas mesmo isso exigiria uma reformulação cuidadosa para permitir que os aviões armazenassem e libertassem em segurança um gás tóxico a grandes altitudes, sem representar riscos para a tripulação, para os passageiros ou para o ambiente.
No nosso caso, se estivéssemos a utilizar aeronaves existentes, ainda haveria um programa de modificação necessário. Seria necessário um meio de ventilar o dióxido de chinelo e transportá-lo em segurança. É um gás tóxico, certo? Se o libertar ao nível do solo, pode ser bastante prejudicial. Portanto, existem certamente grandes desafios de engenharia, mas serão menos intensos do que a implantação a altitudes mais elevadas.
Os investigadores da UCL responsáveis pelo estudo realçam que a injeção de aerossóis estratosféricos não substituiria a redução das emissões e acarretaria sérios riscos se não fosse cuidadosamente gerida.
No entanto, outros investigadores, como Raymond Pierrehumbert, professor de Física na Universidade de Oxford, mostram-se cépticos quanto aos riscos representados pela utilização da geoengenharia para limitar os impactos mais perigosos das alterações climáticas.
Afirma: "O dióxido de carbono continuará a afetar o clima e a aquecer-nos durante milhares de anos, mas os aerossóis estratosféricos serão eliminados numa questão de um ano ou mais. Portanto, se se encontrar numa situação em que depende dele, em que depende da injeção de aerossóis estratosféricos, estará, na verdade, a prender a humanidade a fazê-lo infalivelmente durante pelo menos séculos. E esta é uma situação muito perigosa. E se o fizer numa altura em que ainda não atingimos o zero líquido, terá de fazer mais disso todos os anos. E se parar, será atingido por um aquecimento catastrófico maciço e muito rápido."
Há preocupações de que depender da injeção de aerossóis possa prender as gerações futuras a um compromisso arriscado e de longo prazo, com consequências perigosas se for interrompido.
"Entre outras coisas, quando se aplica a injeção de aerossóis estratosféricos, pode-se alterar os padrões de circulação atmosférica. Isto pode provocar, por exemplo, perturbações nos padrões de precipitação, secas em alguns locais e inundações excessivas noutros", alerta Pierrehumbert.
Grupos desde a Academia Nacional de Ciências dos EUA ao Programa das Nações Unidas para o Ambiente analisaram a ética, os efeitos secundários, as complicações legais e os benefícios da geoengenharia com vários graus de ceticismo e interesse cauteloso.
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