terça-feira, 30 de junho de 2009

O tema do Dia Mundial da Paz este ano é o desarmamento nuclear



Síntese dos 11 Pontos por um Mundo Livre do Nuclear,após Conferência no Japão, 27 de Abril 2009: tradução [fonte de imagem e informação]

1. liderança de e coordenação entre os Estados Unidos e Rússia avançando desarmamento nuclear global.

2. desarmamento nuclear, inclusive redução de armas nucleares, pela China e outros estados com armamento nuclear.

3. transparência de informação por todos os países nucleares.

4. desarmamento nuclear irreversível por todos os países que possuem armas nucleares.

5. estudos que façam a verificação futura de desmantelamento de arma nuclear.
6. proibição de testes nucleares e ratificação pelos Estados Unidos do Tratado de Proibição de Testes Nucleares.

7. proibição de produção de materiais nucleares para armas.

8. imposição de restrições globais efectivas no desenvolvimento do míssil balístico da Coreia do Norte.

9. cooperação internacional em promover energia nuclear civil com três princípios de assegurar não-proliferação, segurança e segurança nuclear.

10. medidas de protecção pela Agência Internacional de Energia Atómica para todos os países que procuram uso pacífico do poder nuclear.

11. prevenção de terrorismo nuclear fortalecendo controle de todo os material nuclear e materiais de radiação.




segunda-feira, 29 de junho de 2009

Documentário - Beyond Treason

A longa História de Experiências Militares: envenenamento radioactivo; projectos de controlo da mente; exposição a agentes biológicos e armas químicas; vacinas em experimentação; urânio empobrecido.

Página Oficial do documentário: Beyond Treason

domingo, 28 de junho de 2009

David Bolinski explica a animação 3D The Inner Life of Cell


O animador de filmes médicos David Bolinsky apresenta três minutos de uma incrível animação que mostra a frenética vida dentro de uma célula.

David Bolinsky and his team illustrate scientific and medical concepts with high-drama animation. You've never seen the life of a cell quite like this. 

DNA animation (2002-2014) by Drew Berry and Etsuko Uno

sábado, 27 de junho de 2009

Aldeia da Luz (passado) e Alqueva tóxico (presente)




No passado


Eram reproduzidos bens da natureza em muitos monumentos, símbolos de prosperidade e pedido de ajuda divina nas colheitas e na saúde. Nesta imagem detalhe da Igreja Matriz da Aldeia da Luz: a azinheira [fonte]

e no presente

um estudo realizado por investigadores da Universidade de Aveiro conclui que a água do Alqueva é tóxica [notícia, 17 Junho 2009]













sexta-feira, 26 de junho de 2009

Bill Devall (2 December 1938 – 26 June 2009)


Deep ecology sociologist Bill Devall died at the age of 70 at his home in Trinidad, California. Originally from Kansas City, he received graduate degrees from the University of Hawaii and the University of Oregon, writing a thesis titled “What is the Governing of a Voluntary Organization: Oligarchy and Democracy in the Sierra Club.” 

He taught sociology at the University of Alberta for a time before joining the Sociology Department at Humbolt State University (California) in 1968 where he remained for the duration of his teaching career, teaching non-traditional sociology classes on topics such as forestry, radioactive waste, and wilderness. Inspired by the early work of Arne Naess and the poetry of Gary Snyder, Devall co-wrote the 1985 book Deep Ecology: Living as if Nature Mattered with George Sessions (Salt Lake City: Peregrine Smith Books) that became a classic text of deep ecology. 

Devall devoted his life to protecting nature in the classroom and in the socio-political realm. He was a founding member of the North Coast Environmental Center in Arcata, California and was locally active to protect the beaches, forests, and natural species of northern California. 

Active in efforts to protect old growth forests in the Pacific Northwest, he participated in Redwood Summer 1990, a campaign funded by the Foundation of Deep Ecology and led by Earth First! to bear witness to and block logging access to old growth redwood forests in northern California. This led to Devall editing the pictorial book Clearcut: The Tragedy of Industrial Forestry (San Francisco: Sierra Club Books, 1995). 

For Devall, deep ecology united environmental philosophy and environmental practices. Devall’s and Sessions’ 1985 book Deep Ecology, along with Michael Tobias’ edited anthology Deep Ecology (Avant Books, 1983), presented deep ecology to a wider English-speaking audience. Devall and Sessions sought to redirect environmental thinking and action from a shallow, anthropocentric perspective to a deep, holistic, ecocentric perspective that reoriented and reclaimed the environmental movement from a humanistic, resource-conservation, reform position to grassroots actions inspired by deep ecology. 

Deep ecology was not something brand new but, rather, a reawakening of a very old Earth wisdom that would help us understand the current environmental crisis as crises of character and culture. Devall’s books Simple in Means, Rich in Ends: Practicing Deep Ecology (Salt Lake City: Peregrine Smith Books, 1988) and Living Richly in an Age of Limits (Salt Lake City: Peregrine Smith Books, 1993) were further elaborations on the philosophy and practices of deep ecology. With Alan Drengson, he co-edited The Ecology of Wisdom: Writings by Arne Naess (Berkeley: Counterpoint, 2008). As a member of the Arcada Zen Group, Devall was a practicing Buddhist who linked Buddhist principles and practices to environmental thought and practices. 

His home in Trinidad, California was a congregation point for environmentalists, faculty, students, and other house guests participating in environmental campaigns and issues. There will be a memorial service in his honor at the Universal Unitarian Center in Bayside, California on 10 October 2009, and the online The Trumpeter: Journal of Ecosophy will be doing a memorial issue in his honor in 2010. 

For more about Bill Devall, please visit his Facebook page.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Descoberta de uma floresta tropical em Moçambique através do Google Earth



Chama-se Montanha Mabu.
Um admirável novo mundo. Foram descobertas novas espécies, em particular borboletas e cobras, bem como sete aves ameaçadas a nível global (notícia), após expedição (ver vídeo e uma fotoreportagem do Guardian).
Tal como muitos cientistas predizem, haverá ainda muitos novos seres vivos por descobrir.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

The Genius of Charles Darwin, Uncut Interviews, por Richard Dawkins

Lançamento em Junho de 2009. Vídeos disponíveis no youtube:

Daniel Dennett

Steven Pinker

Randolph Ness

George Coyne

Dada a longa duração dos mesmos, é impraticável (re)colocá-los aqui. Entretanto, na página de Richard Dawkins avisa que mais entrevistas estarão disponíveis.

domingo, 21 de junho de 2009

OGM: Vila Franca de Xira está na vanguarda das cantinas escolares

A Assembleia Municipal aprovou, na terça-feira, uma recomendação à câmara municipal em que se solicita que metade de todos os alimentos servidos nas cantinas das escolas básicas e pré-escolas sejam produzidos na região. Pede ainda que destes, cerca de 10 por cento sejam produzidos em regime de agricultura biológica e que nenhum alimento servido nas cantinas seja resultado da agricultura transgénica.

Entretanto, um vídeo humorístico relativo a uma gafe de um deputado australiano, (que já correu algum mundo e chega agora a Portugal): Jason Wood had multiple genetically modified orgasms (!!) in parliament



sexta-feira, 19 de junho de 2009

Alterações Climáticas: a visão de José J.Delgado Domingos



Fonte de imagem: Quercus 
De acordo com os principais autores do IPCC, não há nada que possamos fazer para reduzir os efeitos das emissões antropogénicas nos próximos 20 ou 30 anos 69 (porque tais efeitos resultarão dos GEE que já se encontram na atmosfera) pelo que o mais urgente é a adaptação às alterações climáticas. Tal não significa descurar a emissão de GEE, mas sim colocar essa redução no contexto das alterações provocadas por um conjunto alargado de actividades humanas que afectam o clima, nomeadamente à escala regional e local, tanto directamente pelas alterações do uso do solo, como indirectamente através dos efeitos no ecossistema. É aí que devem concentrar-se os sempre escassos recursos disponíveis O contrário seria atacar sintomas sem cuidar das causas 70. E as causas são o uso. irracional e desregrado de energia, em particular dos combustíveis fósseis, e um ordenamento do território que ignora princípios básicos da Ecologia, das Ciências Físicas e das Ciências da Saúde. Esta ignorância paga-se com consumos evitáveis de energia e de cuidados médicos. Tornar prioritário o combate às emissões de CO2 , invocando catástrofes climáticas sem fundamento científico convincente, é esquecer o contexto mais global. Uma das mais graves consequências deste reducionismo é a promoção de soluções altamente centralizadoras e perversas, de que são exemplo a captura e sequestro do carbono (CCS) 71 e a energia nuclear, qualquer delas defendida em nome das gerações vindouras mas às quais apenas poderia vir a deixar ameaças sob a forma de resíduos 72. Actualmente, nenhuma das bases de dados de referência mostra aumento global da temperatura terrestre desde 1998, ou da camada superior dos oceanos 73. Tal não significa que podemos estar tranquilos, mas sim que é urgente combater as miragens tecnológicas e os desvios perversos que originam, de modo a concentrar esforços e recursos nas tarefas urgentes que a Ciência e a racionalidade económica nos apontam e que são: a) Uma politica energética centrada nos recursos naturais renováveis e na eficiência energética, encarada como estruturante do ordenamento do território e em particular do planeamento urbano 74. b) Uma adaptação à já bem conhecida variabilidade climática, que todos os anos se manifesta sob a forma de cheias e tempestades, provocando mortos e biliões de euros em prejuízos materiais 75. Tendo em conta que (segundo os autores principais do próprio IPCC) não há nada que possamos fazer para reduzir os efeitos das emissões antropogénicas nos próximos 20 ou 30 anos, impõe-se concluir que de nada valerá o custo social e económico desse esforço de redução motivado pelos seus presumidos efeitos a mais de 50 anos de distancia se o mundo que até lá construirmos não for mais justo e habitável à escala global do que hoje o conhecemos. É por isso que se impõe: Dar prioridade aos investimentos que são simultaneamente recomendados pela política energética e pelo combate à degradação do ambiente, e prevenir as consequências da variabilidade climática. Ou seja, enfrentar desde já as certezas sem descurar a eventualidade das incertezas climáticas se virem a manifestar.[Ler todo o artigo, em pdf] 
69 WMO, 2008, Future Climate Change Research and Observations: GCOS, WCRP and IGBP Learning from the IPCC Fourth Assessment Report, Workshop and Survey Report, GCOS-117, WCRP-127, IGBP Report No. 58, World Meteorological Organization, (WMO/TD No. 1418), January 2008, Geneva, 68pp , p.7 
70 Os exemplos mais flagrantes desta atitude são a captura e sequestro do carbono (CCS) e a promoção da energia nuclear. 
71 A queima de carvão é uma das fontes mais importantes de gravíssimas emissões de mercúrio e outros metais pesados, de poeiras e ainda causadora das chuvas ácidas entre muitos outros efeitos nocivos. Todavia, o CCS apenas se preocupa com o CO2 ( que não é um poluente), consumindo de 15 a 40% da energia produzida só para o separar e liquefazer. 
72 O CCS (mesmo se fosse solução economicamente viável), exigiria que os biliões de toneladas que ficariam armazenados nunca se libertassem para a atmosfera nas próximas centenas de anos. 
73 Ver Pielke Sr., R.A., 2008: A broader view of the role of humans in the climate system. Physics Today, 61, Vol. 11,54-55., disponivel em http://climatesci.org/ . 
74 Tal politica conduzirá, automaticamente, a uma redução decisiva das emissões de CO2 acompanhada de substancial melhoria da qualidade do ar, para além de contribuir significativamente para a criação de emprego qualificado e maior independência energética. 
75 Tal adaptação traduz-se, em inúmeros casos, na mera racionalidade de não construir em leitos de cheia, em arribas e zonas instáveis, tanto mais que sabemos da sua enorme vulnerabilidade muito antes de se falar em alterações climáticas.
Reúnem-se neste sítio textos pedagógicos e de intervenção pública do Professor José Delgado Domingos

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O estranho caso de uma lesma marinha, Elysia chlorotica


O gastrópode é verde na fase adulta, é um animal com cloroplastos, com organitos [estruturas das células] capazes de fazer a fotossíntese [processo através do qual as plantas e alguns outros organismos trans­formam a energia do Sol em energia quími­ca, produzindo oxigénio e processando dióxido de carbono, água e minerais]. Quando nasce não tem plastos, tem de se alimentar de uma alga, e o que sucede é uma coisa muito curiosa: ao alimentar-se, incorpora os cloroplastos da alga nas suas células. Isto não é vulgar, aliás, teoricamente, os cloroplastos deviam ser digeridos - veja o nosso caso, quando comemos alface não ficamos ver­des. Os cloroplastos são incorporados nas células do animal e mantêm-se funcionais, fazem a fotossíntese, produzem oxigénio, fixam dióxido de carbono... Para isso acontecer, a alga tem de passar genes para o animal, e essa passagem é feita através de vírus (isto foi provado há pouco tempo). Quando estes vírus passam genes que são capazes de possibilitar a permanên­cia dos cloroplastos nas células do animal, significa que este animal já é uma estrutura diferente daquela que era quando nasceu. (Francisco Carrapiço)
Mais informação:
O que é um eucarionte?




quarta-feira, 17 de junho de 2009

Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação


O Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação celebra-se a 17 de junho.

Este dia foi instituído pela ONU em 1994 e foi celebrado pela primeira vez em 1995. Desde então comemora-se anualmente a 17 de junho.

O objetivo do Dia Mundial de Combate à Seca e à Desertificação é sensibilizar as populações e governos quanto à necessidade de cooperação mundial no que respeita a desertificação e a seca, assim como sublinhar a importância do respeito da Convenção da ONU de Combate à Desertificação nos países mais afetados pela seca/desertificação (países africanos especialmente).

Não só nos países que assinaram a convenção da ONU, como em grande parte dos países do mundo, se realizam atividades neste dia para incentivar o combate à desertificação e à seca.

A desertificação é a perda da capacidade de renovação biológica das zonas áridas, semi-áridas e sub-húmidas, por ação humana ou variação climática.

A seca é um fenómeno natural onde se regista um défice de água por um extenso período de tempo, com danos na agricultura, pesca e no habitat dos seres vivos, entre outros.

Ligação externa

The Raincoats - Don't Be Mean


Letra
[Verse 1]
I saw you out walking down Westbourne Grove
You caught my eye and your arm it rose
It rose in the sky, ever so high
But it wasn't, my dear, to wave to me
It was simply to hail a big black taxi
Which you jumped in as fast as you possibly could
Well, you know, my dear, I'm not made of wood
And my name may be Birch dear, but I'm not a tree
And I, I can see you ignoring me

[Chorus]
And I'm beginning to think
Though I'm open to sway
Even when we're old and grey
I think you might see me and look the other way
Just like you did only the other day

[Verse 2]
We'll sit in the park with our grandchildren dear
And you'll, you'll catch my eye and shout come over here
But it won't be me that you're calling, dear
It'll be your young Jimmy or Jenny or Jack
And, oh, one of us will have near heart attack
Grandad, grandad what's wrong with you
Why, oh, why are we rushing to the zoo?
And you'll say "Shut up Jimmy stop your talking
Grab my hand and keep on walking"

[Chorus]

[Bridge]
I know that you'll say, you'll say this is all in my mind
And I'm prone to delusions
And things of that kind
Well, now it's been well over a year
And there's no more time for shading a tear
Yes, you left and I behaved badly
But you know at that time
I loved you so madly
Don't be mean, don't be mean (3X)

[Chorus]

[Outro]
Goodbye dear
Goodbye

As The Raincoats, formadas em Londres em 1977, são um dos nomes mais emblemáticos e influentes do pós-punk britânico, distinguindo-se desde logo pela sua identidade multicultural, muito marcada pela fusão entre a sensibilidade artística da cofundadora portuguesa Ana da Silva e a atitude da inglesa Gina Birch. No início da sua carreira, o estilo musical da banda era definido por uma estética puramente D.I.Y. (Do It Yourself), caracterizada por uma sonoridade crua, desestruturada e experimental que desafiava as convenções do punk rock tradicional através de linhas de baixo invulgares, guitarras desalinhadas, a bateria enérgica de Palmolive (Paloma Romero) e o violino estridente de Vicky Aspinall. Historicamente eternizadas como um quarteto feminino - formação que também contou com Ingrid Weiss na bateria -, a estrutura interna do grupo alterou-se significativamente ao longo das décadas, moldando a sua progressão artística até ao regresso na década de noventa.

Com o tempo, a sua sonoridade evoluiu para texturas mais densas e complexas, incorporando elementos de jazz livre e world music, até culminar em 1996 com o lançamento do álbum Looking in the Shadows. É deste registo que faz parte o tema "Don't Be Mean", que apresenta um estilo musical já transformado num indie rock mais maduro, limpo e polido, mantendo contudo a urgência emocional e a honestidade melódica originais. Nesta fase de regresso, a composição criativa da banda tinha-se reduzido ao duo basilar de Ana da Silva e Gina Birch, que recrutaram para estúdio e palco a baterista Heather Dunn e a violinista Anne Wood. Esta colaboração permitiu reestruturar o tradicional quarteto em palco e conferiu uma nova roupagem técnica à faixa.

A letra de "Don't Be Mean", escrita por Ana da Silva, afasta-se das metáforas abstratas dos primeiros anos para oferecer uma mensagem direta e cortante sobre a vulnerabilidade e o desgaste nas relações interpessoais. Trata-se de um apelo frontal à empatia e à rejeição de jogos de poder psicológicos, explorando a dor provocada pela crueza gratuita ou pela indiferença de quem se ama. Esta mensagem de crueza emocional é fielmente transposta para o seu teledisco, cujo significado visual assenta num minimalismo absoluto. Evitando narrativas complexas ou os artifícios visuais comuns na MTV dos anos noventa, o vídeo foca-se em grandes planos das integrantes e na sua performance performativa em formato de quarteto. A simplicidade estética serve o propósito de amplificar a autenticidade e a gravidade do desabafo lírico, despindo a música de qualquer distração mercantil.

Ao longo de toda a sua trajetória, as referências literárias e filosóficas das Raincoats moldaram profundamente a sua identidade artística. Desde o início, o grupo esteve alinhado com o feminismo de segunda vaga e com o existencialismo, rejeitando os papéis de género tradicionais no rock para criar uma linguagem inteiramente nova baseada na vivência feminina real. Na escrita, a influência da literatura modernista e de autores que exploravam a corrente de consciência, como Virginia Woolf e Fernando Pessoa, reflete-se em letras que funcionam como fragmentos de diários e reflexões profundas sobre a identidade, a memória e a alienação urbana. Filosoficamente, a banda também absorveu os ideais da vanguarda situacionista através da ética punk, onde o erro e a imperfeição técnica eram celebrados como formas legítimas e honestas de expressão artística. Na atualidade, essa base conceptual evoluiu para uma postura de maturidade e serenidade, focada na preservação da memória histórica das mulheres na arte, na ecologia urbana e numa reflexão contínua sobre a resiliência e o envelhecimento num mundo crescentemente comercializado.

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terça-feira, 16 de junho de 2009