sábado, 5 de abril de 2008

Viktor Vauthier- aPOPcalypse Now


Linguagens urbanas alternativas, vivas


Nesta curta-metragem, intitulada aPOPcalypse Now, Viktor Vauthier — realizador e fotógrafo de nacionalidade francesa — recorre a uma banda sonora dominada por um estilo musical que navega entre o Punk Rock, o Garage Rock e o Indie Alternativo, com uma sonoridade tipicamente Lo-fi e acelerada, que serve de motor para o ritmo frenético da montagem.

O título da obra estabelece um trocadilho claro entre o filme de culto Apocalypse Now e o conceito de cultura Pop. A mensagem central da curta-metragem gira em torno da saturação, do excesso e do colapso da sociedade de consumo moderna, filtrados pelo olhar de uma juventude urbana e rebelde. Através da estética crua da película analógica, Vauthier capta imagens que justapõem o caos, a euforia e a decadência do quotidiano, sugerindo que vivemos num "apocalipse pop" onde a destruição e o entretenimento se fundem. A obra não procura uma narrativa convencional, mas sim transmitir uma sensação de urgência e vertigem, criticando a superficialidade da cultura de massas ao mesmo tempo que celebra a liberdade e a autenticidade dos que vivem à margem dela.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Petição em defesa da Praia Azul [Torres Vedras]


Por Pedro Roque

Peço a vossa colaboração para a assinatura desta petição, a qual poderá ser um contributo precioso para travar mais um atentado ambiental aqui no Oeste. A área em questão (zona dunar envolvente ao areal da Praia Azul e à foz do Rio Sizandro) está parcialmente posta em causa com a construção de um grande empreendimento de luxo.O cordão dunar, a vegetação e a diversidade de aves levaram, outrora, à sua integração na Rede Natura 2000. Classificação esta que resulta da aplicação de duas directivas comunitárias respeitantes às aves selvagens [Directiva 79/409/CEE do Conselho, de 2 de Abril de 1979] e aos habitats naturais [Directiva 92/43/CEE do Conselho, de 21 de Maio de 1992].Este belíssimo espaço natural, único, tem que ser preservado, pois é uma das poucas zonas do Concelho que ainda não foi destruída pela construção desenfreada que grassa aqui pelo litoral. Divulguem! Obrigado!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Notícias do Tibete




Por Miguel Sacramento (Tibete-Porto)

Namaste (ou Bom Dia) Caros Amigos,

Acabei de chegar a Kathmandu no Nepal.
Conseguimos sair ha 7 dias de Lassa, no Tibete (um autentico cenário de guerra). Arranjamos um Land Cruiser e percorremos toda a Friendship Highway, cruzando os Himalaias e fazendo uma escala obrigatória no Everest Base Camp.
Foi uma das viagens mais espectaculares que já fiz, mas ao mesmo tempo uma das mais complicadas e tristes da minha vida.
Fomos o ultimo grupo de estrangeiros a conseguir sair de Lassa sem sermos enviados de volta de avião e também os únicos a conseguir a licença (missão quase impossível) entrar no Everest Base Camp.
A minha viagem ao Tibete deixou-me um sabor muito amargo na boca. Se por um lado realizei um sonho de infância, estar na base do Everest (ainda não foi desta que fui lá cima), por outro, pude ver ao vivo com os meus próprios olhos o medo com que o Povo Tibetano vive e a brutalidade que o governo chinês usa para os controlar, silenciar e oprimir. Para nós, alem de violento psicologicamente, tornou-se mais complicado porque acabou por se saber que Eu e a Clara fomos as duas únicas testemunhas do principio de tudo (no mosteiro de Drepung, onde estávamos no dia 10 de Marco, por acaso). Ficamos imediatamente controlados pela policia ao ponto de, a caminho para o Nepal, nos dizerem que estávamos presos no hotel. O nosso mail e telefone ficaram, também, imediatamente controlados e as nossas maquinas fotográficas bem inspeccionadas.
Vimos a maior violência policial que podem imaginar, sobre pessoas desarmadas. Não vimos ninguém morrer, mas sabemos que muitos dos monges com quem estivemos durante todo o dia 10, morreram depois, nesse mesmo dia.
A situação que se vive no Tibete é verdadeiramente séria e complicada e testemunhamos pessoalmente situações muito graves e violentas.
Durante estes últimos dias, na viagem de Lasa-Everest- Kathmandu, fomos completamente controlados pelos policias e militares chineses.
No Tibete, como no resto da China toda a informação e controlada e censurada. Por isso soo agora pude enviar este mail.
Peco-vos um grande favor, divulguem o que se está a passar no Tibete a todos os vossos contactos.
A constante violação dos direitos humanos pelas autoridades chinesas, a propaganda, e a manipulação de toda a informação, e algo de inacreditável para nós Portugueses do pós 25 de Abril.
Os Tibetanos, como um dos povos mais pacíficos, acolhedores e generosos que já conheci, merecem ser Livres e Felizes!!!
Volto a referir: por coincidência, estávamos no Mosteiro de Drepung, precisamente no local e hora a que tudo começou e assistimos pessoalmente à forma como os militares chineses trataram os monges que apenas queriam celebrar, pacifica e ordeiramente, o 10 de março - o mesmo dia em que no ano de 1959 os militares chineses assassinaram centenas de pessoas que se manifestavam pacificamente na praça principal de Lassa pela falta de liberdade de expressão e violação continua dos Direitos Humanos pelo governo chinês.
Devido aos cortes de energia, tenho muito pouco tempo e a ligação a net está também muito complicada. Mais tarde contarei mais pormenores,
Muito obrigado pela atenção e também pelos vossos mails e comentários no nosso blogue Histórias do Mundo.
Espero que esteja tudo bem com vocês. Nós estamos muito bem, ao contrario dos Amigos que deixamos no Tibete.
Grande Abraço e Beijos
Miguel

Texto de Reflexão

português e com alguns acréscimos do Viriato do texto que se encontra na ONG Nuclear Age Peace Foundation

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Pelo direito à Memória e pelo dever de preservar um Museu Universal de Coimbra



Caros colegas,

Agradeço que a bem da cultura, a bem da educação do nosso povo e a bem de Portugal assinem a petição contra o desmantelamento do MUSEU NACIONAL DA CIÊNCIA E DA TÉCNICA. Trata-se de mais um crime que estão a cometer nas nossas barbas e aparentemente ninguém parece importar-se. Por favor divulguem o mais que puderem.

As razões e a petição a partir daqui

Abraço do JP

Sítio da semana recomendado (muito educativo)
Ciência em Casa

segunda-feira, 31 de março de 2008

HOJE - PARTICIPE DIA DE ACÇÃO GLOBAL PELO TIBETE - Lisboa

Tibete: povo em harmonia com o meio ambiente

A China tem desde há várias décadas praticado crimes ambientais, um genocídio humano e cultural no Tibete. Não deixe que isto continue impune, diga não a violações dos Direitos Humanos e ao desrespeito pela preservação de um património biológico únicos no mundo (o vídeo mostra a região de Mei Lei Snow Mountain, localizada na fronteira entre a China e o Tibete). ** MANIFESTAÇÃO: 19h, 31 de Março de 2008, Segunda-feira Em frente às instalações do Comité Olímpico de Portugal Travessa da Memória 36, Ajuda ** Protestos, vigílias e cerimónias de oração pelo Tibete terão lugar em todo o mundo, no 31 de Março, quando a Tocha Olímpica chegar a Pequim, de modo a focar a atenção no sofrimento do povo Tibetano, na sequência da recente repressão Chinesa. Tibetanos no exílio e apoiantes do Tibete apelam à retirada das áreas Tibetanas do percurso da Tocha Olímpica, afirmando que celebrar a Tocha Olímpica Chinesa e a sua respectiva Viagem de Harmonia no Tibete, enquanto o povo Tibetano é esmagado pelas forças militares Chinesas, é uma abominação que deve cessar. Mais de 150 organizações de apoio ao Tibete apelaram ao Presidente do Comité Olímpico Internacional, mediante carta enviada há duas semanas, solicitando o cancelamento da passagem da Tocha Olímpica por áreas Tibetanas. As organizações enviaram também cartas aos patrocinadores do percurso da Tocha - Coca Cola, Lenovo e Samsung - apelando à retirada do patrocínio, até o Tibete deixar de constar no percurso da Tocha, e apelará agora aos Comités Olímpicos Nacionais de modo a que apoiem este apelo. Por favor e caso possam: tragam muitas velas, flores, t-shirts alusivas, cartazes, bandeiras Tibetanas. Uma amiga lançou a sugestão de cada pessoa trazer uma braçadeira branca, à semelhança do lenço branco por Timor ! Ou mesmo de andarmos com a bandeira Tibetana, em crachá ou autocolante, visível no nosso dia-a-dia. Porque não à janela! Caso necessitem de algum auxílio na obtenção de imagens, ou desejem adquirir bandeiras p.f. não hesitem em contactar-nos. Obrigada !!! Saudações Grupo de Apoio ao Tibete

Perto de 1 milhão e 500 mil cidadãos do mundo já assinaram a petição internacional da ONG Avaaz, que será entregue HOJE em todas as embaixadas e consulados chineses em todo o mundo.Mas podemos ser mais!!Por favor assine JÁ e divulgue amplamente a petição o mais urgente possível.

domingo, 30 de março de 2008

Dia Mundial de Liberdade de Documentos


Manifesto da Copyriot  em defesa do conhecimento e da cultura para todos Copyriot- manifesto

Saber mais em Document Freedom Day (já disponível em Português)

Em defesa do conhecimento e da cultura para todos

No mundo de hoje, regido pela febre do consumo e pelo dinheiro, a espiritualidade do ser humano, a sua criatividade, o conhecimento acumulado ao longo de milhares de anos, o rico mosaico de culturas que conforma a espécie, estão seriamente ameaçados. Seria de estranhar que algo de tão importante escapasse à protecção das leis. E, de facto, não escapa. Mas os interesses económicos das multinacionais adulteraram todo o sentido destes conceitos. O que deveria servir a criação transformou-se em protecção ao investimento, impedindo inclusivamente o exercício efectivo dos direitos mais elementares do homem, tais como o direito à vida, ao conhecimento, à sua identidade, ao seu direito a participar activamente na vida espiritual da sociedade.

Actualmente, o regime de direito de autor não satisfaz as necessidades da sociedade nem está de acordo com as possibilidades que o desenvolvimento tecnológico coloca nas suas mãos. Este sistema transformou-se em legitimador da submissão da cultura às leis do mercado, favorecendo a dominação económica e cultural dos povos.

O direito de autor como direito humano deve ter implícito o equilíbrio entre o direito do autor à sua obra e o direito da sociedade a ter acesso a ela. Este equilíbrio foi quebrado, não a favor dos autores nem da sociedade, mas a favor dos que exercem os direitos em nome dos autores, ou seja, os cada vez maiores monopólios da indústria editorial, informática, biotecnológica e do entretenimento. O exercício dos monopólios exclusivos que a legislação de propriedade intelectual outorga entra frequentemente em contradição com o exercício de direitos humanos tão importantes como o direito à saúde, à vida, ao conhecimento e à educação. E são sempre estes que saem a perder.

Por detrás de uma aparente defesa dos direitos dos autores, os interesses empresariais juntam criadores, governos e sociedade em geral ao reforço das legislações de propriedade intelectual e à sua hegemonização internacional, tomando como referente as propostas dos países mais desenvolvidos, apoiados por muitos organismos internacionais. Desta forma, a cultura, o intercâmbio de conhecimentos e o desenvolvimento vêem-se seriamente danificados.

A inclusão de normas de propriedade intelectual nos acordos da OMC e nos tratados de comércio livre não é mais do que o fechar do círculo, ameaçando seriamente a soberania e a diversidade cultural dos povos. Ao obrigar os Estados a adoptarem conceitos de direitos de autor muito restritos ao impedi-los de exercer políticas culturais de protecção efectiva, os monopólios garantem um comércio de produtos e serviços culturais desigual e afoga-se o desenvolvimento das expressões culturais locais.

Por outro lado, o estudo dos processos criativos em todo o mundo demonstra a falta de universalidade de muitos dos conceitos e instituições criados pelo direito de autor para a protecção da criação, ao não reconhecer, entre outros aspectos, as formas colectivas de criação e apropriação dos povos originários, ou a necessidade de outras formas de regulação que não a dos monopólios exclusivos de exploração dos resultados criativos. O sistema vigente, ao ser aplicado a realidades e momentos tão diferentes, apenas tornou possível (e até motivou) as utilizações ilegítimas e o saque do património colectivo.

A criação não se defende impedindo a sua difusão. Normas mais rígidas não trarão mais criatividade. Para proteger a criação tem que se garantir os seus espaços, estimulá-la, incentivá-la, tenha ou não êxito comercial, apenas em virtude da sua condição de expressão da espiritualidade do ser humano, de cada um deles na sua infinita diversidade. Há já muitos locais em que se notou a evidência das contradições assinaladas e onde se formam posições contrárias. Surgiu um número considerável de iniciativas que têm como objectivo o uso de modelos legais mais permissivos, que fomentam a solidariedade e a cooperação em vez de a proibir. Princípios como o GPL, o Copyleft, as iniciativas Creative Commons, abriram um caminho ao qual se juntaram associações de profissionais, intelectuais, criadores e programadores que começam a transformar, a pouco e pouco, o cenário internacional.

Tendo em conta estes princípios, parece-nos importante:

1.Construir, na teoria, um pensamento anti-hegemónico integrador em matéria de direitos culturais, artísticos, intelectuais, científicos e tecnológicos.

2.Articular a resistência através da ligação entre pessoas, instituições, meios de difusão, organizações e redes sensíveis a estes problemas, que permitam desenvolver a capacidade mobilizadora necessária para dar resposta imediata, por todos os meios possíveis, às manobras do poder hegemónico tanto a nível nacional como internacional.

3.Apoiar as alternativas em marcha no âmbito da cultura livre.

4.Inventar propostas ou projectos viáveis que tenham como objectivo principal o fomento de relações culturais e fluxos de conhecimentos entre pessoas, que estimulem a criatividade da sociedade como via para o enriquecimento do património cultural, educativo e espiritual dos povos, ao mesmo tempo que favorecem o acesso de todos aos resultados que se alcancem.

É por estas e por muitas outras razões que achamos indispensável o debate e a criação de alternativas reais que, de alguma forma, protejam quem cria e que lhe permitam decidir livremente qual o rumo e quais os moldes em que pretende divulgar e fazer conhecer a sua obra. Em suma, é necessária a criação de alternativas que defendam realmente as obras e os direitos de quem as cria, e não apenas de quem cria riquezas à custa da exploração da obra e da submissão do(s) criador(es).

Porque quem realmente é o nosso inimigo não é o pessoal que gosta, copia, divulga, mostra, troca, empresta, apoia, o que se faz, mas antes quem nos impede de mostrarmos o que fazemos e que reprime quem o faz.

Por tudo isto, não queremos passar sem deixar bem claro que somos defensores da diversidade cultural. Somos pessoas, artistas, criadores e distribuidores que, a partir de modelos alternativos, criticam as cadeias tradicionais de produção e distribuição das multinacionais. Lutamos pela salvaguarda das expressões culturais dos povos, defendemos culturas e formas de expressão em perigo real de serem absorvidas pela cultura hegemónica, acreditamos no chamado património cultural imaterial, nas formas de criação e apropriação culturais colectivas, como os conhecimentos tradicionais. Somos também artistas que levam a cabo ou apoiam uma alteração nas formas de criar. Pessoas que clamam por um maior acesso à informação e ao conhecimento, em defesa dos interesses sociais, criticando aspectos como o secretismo, a competitividade e o facto de as necessidades de mercado se sobreporem às verdadeiras necessidades da sociedade, o que acaba por resultar na imposição de uma pseudo-cultura enlatada que é utilizada como meio de dominação. Queremos que o direito de autor seja reconhecido dentro dos direitos culturais nas suas duas vertentes: como direito outorgado ao criador e como direito de acesso da sociedade aos resultados e aos processos criativos.

Sítios relacionados

Anti-Copyright
Document Freedom

sexta-feira, 28 de março de 2008

Não à barragem da foz do Tua - 2 Petições em linha

Destruir a natureza em nome do ambiente Por Paulo Araújo, Março de 2008 

Uma flor em Portugal é tão bonita como noutro lugar qualquer: afinal, a flor mais delicada pode tirar o seu sustento dos efluentes dum esgoto. Mas, se ampliarmos a escala e olharmos em volta, não podemos ignorar nem o esgoto, nem as construções dissonantes, nem as modernas estradas que ferem de morte a paisagem. Portugal é um país cada vez mais feio, e é também por isso que neste blogue temos preferido as coisas pequenas. Nem as árvores, vítimas sistemáticas de podadores sádicos, estão a salvo neste nosso destroçado território; ficam só as flores silvestres para sobre elas nos debruçarmos, alheando-nos voluntariamente da fealdade circundante. Há porém retalhos de Portugal onde não temos que cultivar a cegueira. Um deles fica em Trás-os-Montes: é o vale do Tua, entre a foz desse rio, na margem direita do Douro, e Mirandela, 55 quilómetros a norte. Um vale integralmente percorrido pela automotora que presta serviço diário, duas vezes em cada sentido, na linha do Tua, o mais emocionante troço ferrovário do país. Partindo do Douro, avançamos por uma garganta apertada entre escarpas quase a pique, refúgio de muitas aves, que gradualmente se suaviza e enche de vegetação arbórea: sobreiros, zambujeiros e azinheiras. Em baixo, quando o leito do rio, alargando-se, se faz menos pedregoso, há choupos, amieiros, freixos e salgueiros. Por vezes a linha corre numa estreita plataforma talhada entre dois abismos; aqui e ali esconde-se num túnel; mais adiante atravessa alguma pequena ponte. Dir-se-ia que tudo permanece inalterado desde que a linha foi inaugurada em Outubro de 1887, há mais de 120 anos. Isso, contudo, é ilusório: uma obra desta envergadura deverá ter tido, na época, impactos sérios. Mas a natureza refez-se - e a ferrovia, obra humana, é parte tão genuína desta paisagem como são o rio, as rochas, as plantas e as aves. Uma hora depois da partida, apeamo-nos em Abreiro, ao quilómetro 29 da linha. Para trás ficou a parte mais aventurosa do percurso, e o cenário é agora de terras de cultivo estendendo-se por declives moderados; vêem-se amendoeiras em flor, vinhas, olivais e pastagens. Temos três horas para passear antes de apanharmos o comboio de volta. Já viéramos outras vezes ao Tua, a primeira há mais de 10 anos, mas nunca tínhamos andado a pé nas suas margens. Talvez nunca mais possamos voltar a fazê-lo. Em Fevereiro de 2007, uma derrocada na linha do Tua causou três mortos e levou à interrupção do serviço ferroviário durante quase um ano, tempo que demoraram as obras de recuperação. Agora que a automotora voltou a circular, está iminente, por vontade humana, um desastre de muito maiores proporções: a construção, junto à foz do Tua, de uma barragem que irá submergir o vale e a linha férrea numa extensão de 30 a 40 quilómetros. Nada do que se vê nestas fotos sobreviverá à destruição: o rio transformar-se-á num lago morto, obeso e desmesurado, afogando tudo à sua volta. Não sei se temos os governantes que merecemos; sei apenas que este governo e estes ministros (um deles até se intitula, caricatamente, ministro do ambiente) se empenham, com um denodo nunca antes visto, na destruição do que resta da natureza em Portugal. Além do desenvolvimento, que mesmo proclamando-se sustentável continua a justificar todos os desmandos, invoca-se agora o ambiente: é para cumprir Quioto, aumentar a quota das energias renováveis e outras tretas da mesma laia. Porque, seja qual for o pretexto, a solução é sempre a mesma: mais betão, mais asfalto, mais encomendas aos grandes grupos económicos, mais destruição desenfreada. E, no caso da construção de barragens como as do Tua ou do Sabor, a hipocrisia e a mistificação atingem níveis arrepiantes: destroem-se a paisagem e o património, e promete-se turismo; afogam-se campos, vinhas e pomares, e promete-se água para a agricultura; extinguem-se modos de vida, e prometem-se empregos e desenvolvimento. 

1. Petição promovida pelo Movimento Cívico pela Linha do Tua

Petição pela Linha do Tua VIVA

2. Petição promovida por Joaquim Reis 
O recente Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico, apresentado pelo governo Português, prevê a construção de uma barragem na foz do rio Tua, afluente do rio Douro em Portugal. Esta barragem irá inundar parcialmente a histórica linha de comboio do Tua, bem como uma vasta área com valores paisagísticos, culturais e naturais inestimáveis, que dão continuidade à área vizinha do Alto Douro Vinhateiro, designada como Património Mundial da Unesco em 2001. A zona afectada possui um enorme potencial turístico, actualmente apenas aproveitado de forma quase residual, maioritariamente assente na exploração da linha do Tua, no turismo rural e de natureza, na produção de vinhos, azeites e outros produtos regionais de grande qualidade, assim como na proximidade a uma região Património Mundial da Unesco. O investimento na realização deste potencial turístico diferenciado beneficiaria de forma decisiva e a longo termo quer as populações locais, quer o país, por intermédio da criação de emprego duradouro na área dos serviços e contribuindo para a reabilitação das aldeias e infra-estruturas existentes. Este investimento seria determinante para a fixação das populações e imprescindível para a conservação de um património cultural e natural de reconhecido valor internacional. No lado oposto, um investimento na construção da barragem traria apenas benefícios de curto prazo a um reduzido número de habitantes locais, traduzidos em trabalhos temporários e num aumento temporário e insustentável do volume de negócios, nomeadamente nas áreas da restauração e alojamento, limitado apenas aos anos de construção da barragem. Em termos nacionais, os benefícios para o país, particularmente ao nível da economia, limitar-se-iam também aos anos de construção. Do ponto de vista energético, os benefícios derivados da produção de energia supostamente limpa, por esta constituir uma proporção irrisória a nível nacional, são bastante discutíveis e não compensam a perda de um património cultural e natural inestimável. Uma vez construída a barragem, os benefícios cessarão quase na totalidade, restando uma oferta turística igual à existente em tantos outros locais com barragens, em Portugal e no resto da Europa, tendo simultaneamente provocado o desaparecimento dos valores que fazem desta região um lugar único no Mundo. Por tudo isto diga NÃO à barragem da foz do Tua!

Assinem e divulguem as 2 Petições!

quinta-feira, 27 de março de 2008

The Known Universe by American Museum of Natural History (AMNH)


The Known Universe takes viewers from the Himalayas through our atmosphere and the inky black of space to the afterglow of the Big Bang. Every star, planet, and quasar seen in the film is possible because of the world's most complete four-dimensional map of the universe, the Digital Universe Atlas that is maintained and updated by astrophysicists at the American Museum of Natural History. The new film, created by the Museum, is part of an exhibition, Visions of the Cosmos: From the Milky Ocean to an Evolving Universe, at the Rubin Museum of Art in Manhattan through May 2010.

Data: Digital Universe, American Museum of Natural History
http://www.haydenplanetarium.org/universe/

terça-feira, 25 de março de 2008

Cântico das recordações

Sintra

Somos a memória que temos, sem memória não saberíamos quem somos. Esta frase, brotada da minha cabeça há muitos anos, no fervor de uma das múltiplas conferências e entrevistas a que o meu trabalho de escritor me obrigou, além de me parecer, imediatamente, uma verdade primeira, daquelas que não admitem discussão, reveste-se de um equilíbrio formal, de uma harmonia entre os seus elementos que, pensava eu, contribuiria em muito para uma fácil memorização por parte de ouvintes e leitores. Até onde o meu orgulho vai, e apraz-me declarar que não chega muito longe, envaidecia-me ser o autor da frase, embora, por outro lado, a modéstia, que também não me falta de todo, me sussurrasse de vez em quando ao ouvido que tão certa era ela como afirmar com toda a seriedade que o sol nasce a oriente. Isto é, uma obviedade. Ora, até as coisas aparentemente mais óbvias, como parecia ser esta, podem ser questionadas em qualquer momento. É esse o caso da nossa memória, que, a julgar por informações recentíssimas, está pura e simplesmente em risco de desaparecer, integrando-se, por assim dizer, no grupo das espécies em vias de extinção. Segundo essas informações, publicadas em revistas científicas tão respeitáveis como a Nature e a Learn Mem, foi descoberta uma molécula, denominada ZIP (pelo nome não perca), capaz de apagar todas as memórias, boas ou más, felizes ou nefastas, deixando o cérebro livre da carga recordatória que vai acumulando ao longo da vida. A criança que acaba de nascer não tem memória e assim iríamos ficar nós também. Como dizia o outro, a ciência avança que é uma barbaridade, mas eu, a esta ciência não a quero. Habituei-me a ser o que a memória fez de mim e não estou de todo descontente com o resultado, ainda que os meus actos nem sempre tenham sido os mais merecedores. Sou um bicho da terra como qualquer ser humano, com qualidades e defeitos, com erros e acertos, deixem-me ficar assim. Com a minha memória, essa que eu sou. Não quero esquecer nada. [ in Outros Cadernos de Saramago]

segunda-feira, 24 de março de 2008

Em Defesa da Reserva Ecológica Nacional - REN - Petição disponível em linha


A Reserva Ecológica Nacional (REN) tem sido considerada um instrumento fundamental no Ordenamento do Território, pelo seu papel na regulação do uso de áreas de elevada sensibilidade do ponto de vista ambiental, fundamentais para o equilíbrio do território e para a segurança de pessoas e bens.

As recentes inundações na área da Grande Lisboa fizeram mostrar, mais uma vez, que o respeito pelo espírito da REN teria evitado perdas humanas e enormes prejuízos materiais.

Ainda assim, a legislação que define o regime jurídico da REN procura contribuir de forma decisiva para a salvaguarda da paisagem natural do país e para a limitação da construção em áreas do território de grande relevância ecológica, protegendo zonas envolventes das linhas de água, orlas costeiras, estuários e zonas húmidas, áreas de recarga de aquíferos e de prevenção de riscos naturais.

Pelo seu sentido de património nacional, este instrumento da política de ordenamento do território é vital para a protecção dos valores ambientais e deve manter-se sob responsabilidade do Ministério do Ambiente ou das suas instituições desconcentradas. O diploma que o Governo já anunciou pretender aprovar para revisão do regime jurídico da REN, confere competências para a sua delimitação aos Municípios, o que proporciona incompatibilidades, por ser conhecida a dependência dos Municípios e dos orçamentos municipais da necessidade de aprovar novos empreendimentos de cariz edificado.

Os signatários da presente Petição solicitam ao Senhor Presidente da República a sua intervenção para que seja rejeitada a municipalização da REN e para que qualquer revisão do regime jurídico da REN seja feita com base num prévio e amplo debate público, incompatível com o projecto de Decreto-Lei que aguarda aprovação pelo Governo. Assine e divulgue a petição

domingo, 23 de março de 2008

Documentário "Bye! Bye! Blue Sky [chemtrails]" (legendas em francês)


“A verdadeira viagem de descoberta não consiste em procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos.” 
“Le véritable voyage de découverte ne consiste pas à chercher de nouveaux paysages, mais à avoir de nouveaux yeux.” 
“The real voyage of discovery consists not in seeking new landscapes, but in having new eyes.” 

Famosa frase de Marcel Proust (1871-1922) que Sofia Smallstorm usa para iniciar sua palestra.
Este documentário sobre rastos químicos é mais que nunca de extrema relevância. Um dos entrevistados no documentário é Rosario Marcianò, um dos especialistas sobre o tema e grande activista contra os rastos químicos ou chemtrails, como são chamados em inglês. 
O site dele é Tankerenemy .

quinta-feira, 20 de março de 2008

quarta-feira, 19 de março de 2008

Biografias da era nuclear

  • Todas as postagens sobre o sucedido em Hiroshima e Nagasaki no BioTerra
  • Ver  ainda Dossier Bioterra Não ao Nuclear


Biografias da era nuclear - testemunhos na primeira pessoa e outros documentos


Nuclear Events, Incidents and 
Disasters
This is a companion site to a 42eXplore project titled Nuclear Age. Housed below are links to websites on significant events, incidents, and a few disasters connected with nuclear history. Be sure to visit the parent site and also don't miss another webpage, Biographies of the Nuclear Age - - all from eduScapes.
Atomic Veterans History Project
http://www.aracnet.com/~pdxavets/index.shtml
This website houses a collection of over 500 personal narratives of witnesses and participants in nuclear test events.
 
Chernobyl: Ten Years On Radiological and Health Impact from Nuclear Energy Agency, France
http://www.nea.fr/html/rp/chernobyl/chernobyl.html
Scroll to the table of contents to find articles about this nuclear power accident, its health impacts, and lessons learned.
Related Websites:
2) Chernobyl from PBS's Frontline
http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/shows/reaction/readings/chernobyl.html
3) Chernobyl Children's Project http://www.adiccp.org/?/contents.html
4) Chernobyl Nuclear Disaster by R. Visscher http://www.chernobyl.co.uk/
5) Chernobyl Nuclear Reactor Failure: Russian Meltdown . . .
http://www.boisestate.edu/history/ncasner/hy210/reactor.htm
6) Conclusions and Recommendations from International Conference: One Decade After
Chernobyl http://www.iaea.or.at/worldatom/thisweek/preview/chernobyl/conclsn9.html
7) Facts and Links from Chernobyl Children's Project http://www.adiccp.org/facts/index.html
 
Commando Raid to Norway (Vermork factory, Part 1 of 3) from A Moment in Time Archives
http://www.ehistory.com/world/amit/display.cfm?amit_id=1502
One of the great fears of the Allied leadership in England and the United States during World War II was that Germany might build the first atomic bomb. Find the link to next section at upper right-hand corner of webpage.
Related Websites:
2) Pictures: "The Battle for Heavy Water - The Factory" http://members.chello.se/bjarne.gronnevik/factory_pics.html
3) Rjukan and the War http://www.rjukan-turistkontor.no/uk/rjukan/krigshistorie.asp
 
Copenhagen from PBS
http://www.pbs.org/hollywoodpresents/copenhagen/
Copenhagen is about Niels Bohr and Werner Heisenberg, two of the great scientific minds of the 20th Century, trying to make sense of a meeting they had in September 1941, while World War II raged around them.
Related Website:
2) 'Copenhagen' Discussion Draws Overflow Crowd in Rainstorm
http://web.mit.edu/newsoffice/nr/2002/copenhagen.html
 
Discovery Of Radioactivity: The Dawn of the Nuclear Age from The National Health Museum
http://www.accessexcellence.org/AE/AEC/CC/radioactivity.html
One hundred years ago, a group of scientists unknowingly ushered in the Atomic Age. Driven by curiosity, these men and women explored the nature and functioning of atoms.
 
Enola Gay and the Bombing of Hiroshima in World War II
http://www.theenolagay.com/
This is the official site of General Paul Tibbets and the Enola Gay, the plane that delivered the A-bomb.
 
Hiroshima and Nagasaki from Mr. Dowling's Electronic Passport
http://www.mrdowling.com/706-hiroshima.html
Learn about about President Harry Truman and his decision to use the Atomic bomb.
Related Website:
2) A-Bomb WWW Museum http://www.csi.ad.jp/ABOMB/
3) Atomic Bomb: Decision http://www.dannen.com/decision/index.html
4) Atomic Bombings of Hiroshima and Nagasaki from The Avalon Project
http://www.yale.edu/lawweb/avalon/abomb/mpmenu.htm
5) City of Hiroshima http://www.city.hiroshima.jp/index-E.html
6) Damages Caused by Atomic Bombs
http://mothra.rerf.or.jp/ENG/A-bomb/History/Damages.html
7) Documents Relating to the Development of the Atomic Bomb and Its Use on Hiroshima and Nagasaki (Links-site) http://www.mtholyoke.edu/acad/intrel/hiroshim.htm
8) Dropping the Bomb by M. Noble
http://oasis.bellevue.k12.wa.us/sammamish/sstudies.dir/hist_docs.dir/atomicbombs.mn.html
9) First Atomic Bomb is Detonated 1945 from PBS's A Science Odyssey
http://www.pbs.org/wgbh/aso/databank/entries/dp45at.html
10) Harry S. Truman Threatens Japan with Further Atomic Attacks from History Channel
http://www.historychannel.com/cgi-bin/frameit.cgi?p=http%3A//www.historychannel.com/speeches/archive/speech_300.html
11) Hirohito / Japan http://cidc.library.cornell.edu/DOF/japan/captioned/notgod.htm
12) Hiroshima and the Atomic Bomb http://www.boisestate.edu/history/ncasner/hy210/hirosima.htm
14) Hiroshima Archive http://www.lclark.edu/~history/HIROSHIMA/
15) Hiroshima: A Survivor's Story from Scholastic
http://teacher.scholastic.com/activities/wwii/hiroshima/index.htm
16) Hiroshima/Nagasaki from Nuclear Files http://www.nuclearfiles.org/edstudyguides/drop.html and http://www.nuclearfiles.org/gallery/index.html
17) Hiroshima: Was It Necessary? by D. Long http://www.doug-long.com/
18) How Nuclear Bombs Work (Part 1 of 9) by C.C. Freudenrich from HowStuffWorks
http://www.howstuffworks.com/nuclear-bomb.htm
19) Remembering Nagasaki form The Exploratorium http://www.exploratorium.edu/nagasaki/mainn.html
20) Schoolmaster's Experience of A-Bomb in Hiroshima from Nagatsuka Elementary School
http://hp.vector.co.jp/authors/VA001962/nagatuka/a-bomb1.html
21) Toge Sankichi: Hibakusha (A-bomb survivor) http://burn.ucsd.edu/atomic5.htm
22) Was Hiroshima Necessary to End the War? http://www.peacewire.org/photoexhibits/Hiroshima/articles/hironecessary.html
23) World War II Use of the Atomic Bomb http://www.fatherryan.org/nuclearincidents/wwII.htm
 
Human Radiation Experiments from U.S. Department of Energy
http://tis.eh.doe.gov/ohre/
This website tells the agency's Cold War story of radiation research using human subjects.
 
International Nuclear Event Scale (INES)
http://www.british-energy.com/education/factfiles/items/item55.html
This scale was created to convey to the public the safety significance of events in the nuclear industry.
Related Website:
2) General Description of the Scale http://www.rosatom.ru/english/stations/document/ines.htm
 
Manhattan Project Heritage Preservation Association, Inc.
http://www.childrenofthemanhattanproject.org/index.htm
This organization and its website are dedicated to preserving the historical importance of the Manhattan Project.
Related Websites:
2) Atomic Spaces http://tigger.uic.edu/~pbhales/atomicspaces/
3) Conscience, Arrogation and the Atomic Scientists by J.J. Stone from Federation of American Scientists http://www.fas.org/faspir/pir0894.html
4) Costs of the Manhattan Project http://www.brook.edu/dybdocroot/FP/PROJECTS/NUCWCOST/MANHATTN.HTM
5) First Atomic Bomb is Detonated 1945 from PBS's Science Odyssey
http://www.pbs.org/wgbh/aso/databank/entries/dp45at.html
6) Human Radiation Experiments by G.Kelly and L. Ricciuti
http://www.ask.ne.jp/~hankaku/english/niagara_fall.html#0002
7) Legacy of the Manhattan Project in Niagara Falls by G. Kelly and L. Ricciuti
http://www.ask.ne.jp/~hankaku/english/niagara_fall.html#0001
8) Manhattan Project http://www.tangischools.org/schools/phs/think/man/index.htm
9) Manhattan Project http://www.science.uwaterloo.ca/~cchieh/cact/nuclear/manhattan.html
10) Manhattan Project http://www.fatherryan.org/nuclearincidents/Manhatta.htm
11) Manhattan Project from Mr. Dowling's Electronic Passport
http://www.mrdowling.com/706-manhattanproject.html
12) N.M. Gave Birth to Atomic Bomb by L. Calloway from Albuquerque Journal
http://www.abqjournal.com/2000/nm/past/6past09-19-99.htm
 
Meltdown at Three Mile Island from PBS's American Experience
http://www.pbs.org/wgbh/amex/three/
This site discusses what happened at this nuclear reactor in Pennsylvania.
Related Websites:
2) Three Mile Island http://www.buzzle.com/editorials/12-2-2002-31409.asp
3) Three Mile Island Alert http://tmia.com/
4) Three Mile Island: A Nuclear Disaster http://www.uoguelph.ca/~rkapadia/tmipage.html
5) Three Mile Island: A Splendid Little Reactor http://www.boisestate.edu/history/ncasner/hy210/3mile.htm
6) Three Mile Island Event http://www.nucleartourist.com/events/tmi.htm
 
Nuclear Accidents by B. Sharvy
http://www.efn.org/~bsharvy/nukes.html
Here is a list of some of the accidents that have occurred in the two spheres of modern nuclear technology: energy production and the military. It is not a complete list, nor is it a list of the most serious nuclear accidents in history. Instead it is an account of various types of nuclear accidents, and a description of some of the most serious accidents within those types.
Related Websites:
2) Calendar of Nuclear Accidents from Greenpeace International http://archive.greenpeace.org/~comms/nukes/chernob/rep02.html
3) Nuclear Events/ERAMS Timeline (Environmental Radiation Ambient Monitoring System) from U.S. Environmental Protection Agency http://www.epa.gov/enviro/html/erams/milestones.html
4) What Happens When It All Goes Wrong? http://www.geocities.com/nigson0690/screwups.html
 
Race for the Super Bomb from PBS American Experience
http://www.pbs.org/wgbh/amex/bomb/
At the dawn of the Cold War, the United States initiated a top secret program in New Mexico to build a weapon even more powerful than the atomic bomb dropped on Japan.
Related Website:
2) Early Years of the Bomb http://www.bullatomsci.org/research/collections/erlyearsofbmb.html
 
Short History of the People of Bikini Atoll by J. Niedenthal
http://www.bikiniatoll.com/history.html
This page traces the unique history of the island, nuclear testing, and the status of the Bikini people and their land today.
Related Website:
2) Dawn of the Nuclear Age http://www.amphilsoc.org/library/exhibits/treasures/condon.htm
 
Nuclear Disaster in Japan from ABC News
http://abcnews.go.com/sections/world/DailyNews/japannuclear990930.html
A nuclear reaction at a uranium processing plant in Tokaimura, Japan has been brought under control, but officials told more than 300,000 people to stay indoors, closed nearby schools and told farmers to stop harvesting.
Related Websites:
2) Experts Play Down Fallout Danger from BBC News http://news.bbc.co.uk/1/hi/sci/tech/462974.stm
3) Japan Nuclear Town 'Safe' from BBC News
http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/asia-pacific/462090.stm
4) Tokaimura Criticality Accident from World Nuclear Association
http://www.world-nuclear.org/info/inf37.htm
 
Radioactive Waste from Hanford is Seeping Toward the Columbia by K.D. Steele, High Country News
http://www.hcn.org/servlets/hcn.URLRemapper/1997/sep01/dir/Feature_Radioactiv.html
Leaking tank wastes have traveled far beneath the tanks, 10 to 15 miles, and reached the groundwater near the Columbia, the largest river west of the Mississippi.
Related Websites:
2) Hanford News from the Tri-City Herald http://www.hanfordnews.com/
3) Hanford Nuclear Site http://www.whistleblower.org/article.php?did=18&scid=28
4) Hanford Site from U.S. Department of Energy http://www.hanford.gov/
5) Hanford Watch http://www.hanfordwatch.org/
6) Hour One: Nuclear Waste from Science Friday http://www.sciencefriday.com/pages/1998/Apr/hour1_040398.html
7) Impact of the Cold War on Washington: Hanford and the Tri-Cities
http://www.washington.edu/uwired/outreach/cspn/hstaa432/lesson_24/hstaa432_24.html
 
Windscale Nuclear Incident
http://www.nucleartourist.com/events/windscal.htm
In 1957, the graphite moderator of one of the air-cooled plutonium production reactors at Windscale (now Sellafield), had a fire which resulted in the first significant release of radioactive material from a reactor.
Related Websites:
2) 1957 Windscale Reactor Fire http://www.lakestay.co.uk/1957.htm
3) Sellafield Incident http://www.aztecresearch.net/sellafield.htm
4) Windscale Accident 1957 http://dspace.dial.pipex.com/town/parade/aa226/magazine/nfs978m.htm