sábado, 10 de dezembro de 2005

Direitos Humanos com Ambiente

A ordem não reflecte prioridades. São todas fronteiras permeáveis. As causas são muitas. Selecionei doze e são simbólicas, pois representam um pouco o balancete de um ano mas no fundo esse ano corresponde aos já 39 aninhos que vivo na Terra!
IMENSAS CAUSAS TRANSFORMADORAS E PAIXÕES POR UM MUNDO DE PROGRESSO E PAZ
O texto é longo mas dão ao mesmo apelo: Mais amor na Paz!

1.Lusofonia

Penso na Lusofonia como uma rede em que sem patriotismos, mas no espírito de varias pessoas dominaraem uma mesma língua, trazerem soluções criativas ao mundo, produtoras de sonhos e de conhecimento, de saberes e de praticas sugerindo aos outros pistas para a Paz.Nesse sentido sugiro que conheça o trabalho desempenhado pelo
Observatório da Língua Portuguesa e já agora conhece a PETIÇÃO PARA TORNAR OFICIAL O IDIOMA PORTUGUÊS NAS NAÇÕES UNIDAS??
Pode assinar
aqui

2.Transgénicos Fora do Prato
A organização True Food Now
disponibiliza online os produtos e marcas com/sem OGM. Por favor ajude a divulgar e denuncie

3.Reduzir os GEE (gases de efeito de estufa) e situação crítica em Portugal

"Em 2012 Portugal deverá ter registado um aumento de 42,2 % na emissão dos gases com efeito de estufa, o que o tornará no Estado membro da União Europeia mais poluente", de acordo com o relatório Greenhouse Gas Emission Trends and Projections in Europe 2005" (
descarregue aqui em pdf - 9 Mbits o Relatório da CEE ) o que obrigará ao pagamento, segundo cálculos da Quercus, de 2 mil milhões de Euros - meio Aeroporto da Ota ou uma Alqueva por ano - pelas quotas de CO2 que serão necessárias serem adquiridas a países terceiros.

De acordo com opinião e leitura deste relatório feito por meu amigo Emídio Gardé, um dos sectores que mais tem contribuído para esse descalabro ambiental é o dos transportes: entre 1990 e 2005 o aumento de gases de estufa emitidos pelos veículos que circulam pelas estradas portuguesas foi de 95 %, prevendo-se que esse valor atinja os 103 % em 2010, valor que só não é mais alto "devido à crise económica que atravessamos", já que em 2004 venderam-se em Portugal "menos 1/3 dos automóveis por dia do que se vendiam em 2000" (737 carros contra 1125).

Uma das formas de mitigar este impacto é, como sabemos, o recurso ao transporte colectivo. Mas, mesmo este, tem de ser olhado com atenção: em vez de se baixar o custo do gasóleo, tantas vezes defendido pelas operadoras de transportes colectivos - o tal "gasóleo industrial" - deveria, isso sim, haver um incentivo à renovação da frota e, sobretudo, à eficácia (e redução) das emissões poluentes desses mesmos veículos. Nunca vi nenhum empresário de transportes pedir, ou exigir!, um prémio porque passou a gastar menos gasóleo nas suas viaturas ou elas passaram a emitir menos gases para a atmosfera!

Daí que, e como não podemos obrigar a que cada português passe a andar de bicicleta ou a pé ou que compre automóveis híbridos (ainda custam o dobro dos outros), eu esteja cada vez mais convicto de que a solução passa - com a óbvia iniciativa e participação do Governo Gentral e das Autarquias envolvidas:
1. pela oferta de transportes colectivos de boa qualidade (física e temporal), preferencialmente de tracção eléctrica - troleicarros (ou, quando o número de passageiros o justifique [>25 000 passageiros/hora/sentido] de metros ligeiros/eléctricos rápidos) ou autocarros a bateria ou híbridos;
2. pela restrição ao uso do automóvel privado em certas zonas das cidades de média e grande dimensão (portagens, cujo destino do dinheiro obtido seja os transportes públicos que servem essas mesmas zonas).

Alguns poderão questionar o uso da tracção eléctrica por mim defendida, já que ela poderá ser gerada em centrais a carvão, altamente poluentes. Mas, como o próprio Secretário de Estado do Ambiente afirma, "é nos sectores «difusos» [os transportes são um deles] que reside o problema" já que nos sectores da produção da electricidade as emissões, grandes ou pequenas, são controladas e pagas as taxas correspondentes. Por outro lado, há sempre o recurso à produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis - eólica, solar, das ondas - que não emite qualquer tipo de emissões gasosas, como é sabido.

[Relembro que o hidrogénio é, como a electricidade, um "portador de energia", não uma fonte energética. E é, actualmente e por muitos e bons longos anos, produzido a partir do gás natural, já que a electricidade gerada pelas fontes renováveis ainda o é em quantidade insuficiente para o abastecimento das populações - e é muito mais rentável nesse serviço do que a fazer a electrólise da água para a produção do hidrogénio. Portanto, produção de hidrogénio = emissão de CO2 para a atmosfera].

Como eu costumo dizer, no final dos meus e-mails sobre o tema «pela sua saúde (e a dos outros), viaje de troleicarro!». :-)

4.Proteger os Direitos dos Animais: Não aos Circos com Animais

VEJA as imagens em vídeo de Victor Hugo Cardinali, dono e director do Circo Victor Hugo Cardinali, a picar elefantes na zona dos olhos e da tromba durante o espectáculo de circo. Envie um e-mail para crueldadenoscircos@animal.org.pt e receba o vídeo na resposta. VEJA-O e DIVULGUE-O o mais possível.
Mas há mais notícias
aqui

5. Plataforma Portuguesa das ONGD- as florestas, as opções energéticas, o património, a agricultura, etc....

Uma ideia e um projecto que acarinho profundamente.
Conheça as actividades e o
Portal para a Cooperação para o Desenvolvimento, Ajuda Humanitária e Educação para o Desenvolvimento que em 2005 ano faz 20 anos.Parabens e muitos anos de boas realizações.

6.
Educação e Promoção da Inclusão - Programa Escolhas

O Programa Escolhas foi criado pela Resolução do Conselho de Ministros nº4/2001, de 9 de Janeiro.

Numa primeira fase de implementação, que decorreu até Dezembro de 2003, tratava-se de um Programa para a Prevenção da Criminalidade e Inserção de Jovens dos bairros mais problemáticos dos Distritos de Lisboa, Porto e Setúbal.

Terminado este período, partindo da aprendizagem obtida e respondendo a novos desafios, nasce, na sequência da Resolução do Conselho de Ministros nº 60/2004, o ESCOLHAS – 2ª GERAÇÃO (E2G).

O público-alvo prioritário do E2G são crianças e jovens entre os 6 e os 18 anos oriundos de contextos sócio-económicos desfavorecidos e problemáticos. O Programa abrange ainda jovens com idades compreendidas entre os 19 e os 24 anos, famílias e outros elementos da comunidade, como professores, auxiliares educativos, etc. Em termos de intervenção, e a partir da experiência adquirida na primeira fase, foram introduzidas alterações em três eixos essenciais:

1 - Transformação de um Programa de prevenção da criminalidade num Programa de promoção da inclusão. A nova fase do ESCOLHAS visa a promoção da inclusão social de crianças e jovens provindos de contextos socio-económicos desfavorecidos e problemáticos, numa lógica de solidariedade e de justiça social.

2 - De um Programa com uma lógica central para um Programa assente em projectos localmente planeados. O ESCOLHAS – 2ª GERAÇÃO acredita na capacidade das estruturas que estão no terreno. Por isso, reconduziu a sua acção a um modelo de confiança nas instituições locais (Escolas, Centros de Formação, Associações, IPSS) a quem se desafiou para a concepção, implementação e avaliação de projectos.

3 - De entre as crianças e jovens vulneráveis, com necessidade de maior investimento no sentido da sua inserção social, encontram-se as crianças e os jovens descendentes de imigrantes e minorias étnicas. Eles serão uma das prioridades do ESCOLHAS – 2ª GERAÇÃO. Com eles, numa lógica integrada e que combata qualquer segregação, todos as outras crianças e jovens, mais ou menos vulneráveis, serão desafiados a caminhar. Acreditando num modelo de sociedade intercultural, com respeito pela diversidade, importa reduzir as desvantagens de alguns para que todos possam – juntos - cortar a meta.

O Programa encontra-se estruturado em 4 medidas:

Medida 1 – Promoção da Inclusão Escolar e Formação Profissional,

Medida 2 – Ocupação dos Tempos livres e Participação Comunitária,

Medida 3 – Plena Integração na Sociedade, dirigida especificamente a filhos e familiares de imigrantes e minoria étnicas,

Medida 4 – Inclusão Digital das crianças e jovens envolvidos nos projectos e formação e enquadramento de técnicos para a criação de CIDs (Centros de Inclusão Digital).

O E2G financia e acompanha 87 projectos, enquadrados nas Zonas Norte (33), Centro (29) e Sul e Ilhas (25). Cada projecto é constituído por uma instituição promotora e diversos parceiros, que em conjunto formam um consórcio. Isso equivale à dedicação e à capacidade de iniciativa de 412 instituições locais, com o esforço de 394 técnicos que estão empenhados a tempo inteiro neste desafio. O Programa prevê durante os dois anos acompanhar cerca de 18.000 crianças e jovens em todo o país.

Para a concretização deste Programa foram mobilizados 14 milhões de Euros (2005 e 2006), provenientes da Segurança Social (11,5 M Euros) e do Programa Operacional da Sociedade de Informação (POSI) (2,5 MEuros) o que representa um acréscimo de 75% relativamente ao Orçamento do Programa em 2004 e nos anos anteriores. Ainda no domínio orçamental, é particularmente relevante da nova filosofia de intervenção que do Orçamento mobilizado pelo E2G, 86% será directamente investido nas actividades no terreno, por transferências para as instituições locais, sendo somente gastos 14% em custos de estrutura.

7. Consumo Inconsciente
Por instinto, sentimos necessidade de felicidade. Não que sejamos infelizes, mas porque sentimos a falta de algo.
Foi criado, por meio da publicidade, integrada no vasto conceito do marketing, um falso dogma de que através de algo material poderemos preencher esta lacuna na realização pessoal. Isto é, todos procuramos nas coisas algo que deveria estar no desenvolvimento das relações interpessoais.
Devemos então repensar a ideia do consumo, pensar no que compramos.
Foi criada uma ideia geral de egocentrismo, em que as pessoas mergulharam e tornaram a rotina uma tarefa impensada em que as pessoas funcionam como máquinas, com a capacidade de pensar bloqueada por demasiada informação inútil que é "metralhada" em todas as direcções, que tenta induzir e seduzir mentes semi-mecanizadas. A introspecção pessoal e o desabar de certos "falsos dogmas" que existem em cada um de nós deverão ser o ponto de partida para um mundo melhor.
A tendência do pensamento especulativo, em que as pessoas apenas procuram proveito pessoal, deverá ser invertida para passarmos a um pensamento mais positivo, onde o bem de toda a comunidade é tido em conta. Porque não acabar então com estas "falsas necessidades" criadas pela publicidade, através de anúncios que tocam o mais íntimo, numa tentativa de vender uma imagem de perfeição, e martelando insistentemente em todos os cantos e recantos das nossas vidas, obrigando tudo e todos a tomarem contacto com as tentadoras "maças do Éden"? (Fonte e mais textos:
Gaia-Grupo de Trabalho Sem Compras).

8. Como defender-se das agressões da publicidade

A publicidade é uma actividade extremamente agressiva pelo que importa adoptar-nos algumas precauções a fim de não sermos vítimas fáceis do seu assédio, agressividade e intrusão.
Para tanto bastará alguns gestos simples que podem ser seguidos por qualquer indivíduo.Por exemplo :
-cortar o som da TV quando começar o período dedicado às mensagens publicitárias. Gozar as delícias do silêncio.
- recusar os folhetos publicitários distribuídos na rua e na caixa de correio
- voltar ao contrário todos os papéis e os sacos de plástico que contenham mensagens publictárias
- retirar as marcas das roupas que se adquirir
- nunca utilizar nem se referir a nomes de marcas
(mais sugestões do meu grande amigo
Pimenta Negra)

9. Desemprego e Crise (ou não) na Segurança Social- as alternativas existem

9.1.legalização dos imigrantes
9.2. preservação do Ambiente é fonte de empregos para o século XXI
A economia ambientalmente sustentável já criou até agora aproximadamente 14 milhões de empregos em todo o mundo, com a perspectiva de outros tantos no XXI, informa um estudo do
WWI-Worldwatch Institute, uma organização de pesquisa em Washington, EUA.

Muitas novas oportunidades de criação de empregos estão a surgir, desde a reciclagem e reutilização de sub-produtos até a maior eficiência energética e de materiais e o desenvolvimento de fontes renováveis de energia. A energia eólica já está a gerar empregos em ritmo acelerado, inclusivé para as funções de meteorologistas eólicos, engenheiros estruturais, metalúrgicos, mecãnicos e informáticos.

"Os empregos estarão mais ameaçados onde os padrões ambientais são baixos e onde falta agilidade para inovações em prol de tecnologias mais limpas”, declarou Michael Renner, autor de Working for the Environment: A Growing Source of Jobs.(Artigo completo em pdf pode descarregá-lo
aqui )
"A nossa pesquisa revela um potencial imenso para criação de empregos fora das indústrias extractivas, empregos que não dependem do processamento gigantesco de matérias primas numa única direcção, e da transformação de recursos naturais em montanhas de lixo. O desafio para a sociedade é proporcionar uma transição justa para os trabalhadores que perderão seus empregos nos sectores de combustíveis fósseis e da extracção mineira." (via meus amigos
Ambientalistas)

10.Nova urbe, mais peões a segurança infantil

Vale a pena ler um pequeno livro "Os peões, os passeios e as “causas comuns" de Mário Jorge Alves amplamente apoiado pelos Ambientlaistas e que continuo a divulgá-lo. Podem descarregá-lo
aqui.

11. Uma Nova Europa

Uma Europa que não tenha medos dos EUA nem dos ventos da China ou do terrorismo. Que já foi mil vezes automutilada, mas mil vezes criadora de patrimonio humanista altamente invovador. Não é uma ideia pan-europeia, mas uma ideia à volta de
EUROPANOSTRA, transformadora e criadora de conhecimento.

12.Poesia- é mais verdadeira que a História

Seleccionei desta vez um poema da autoria do Professor Vitor Oliveira Jorge.
entre a desordem dos pássaros,
as estátuas, com as suas pupilas de calcário,
obstinam-se em ver.
dir-se-ia um olhar em estado puro,
que o tempo,
ou o nosso próprio fascínio,
mancham lentamente de um choro de líquenes.



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