Esta arquitetura concetual consolida-se no encerramento do videoclipe, através do selo com a inscrição em latim "Oratio pro vivis et mortuis et omnes qui venerunt ante" ("Oração pelos vivos, pelos mortos e por todos os que vieram antes"). Ao invocar simultaneamente os vivos, os mortos e os antepassados, a obra reconecta a dor individual a uma memória coletiva e transgeracional. O sofrimento e a necessidade de erguer os céus deixam de ser uma experiência isolada para se tornarem o elo que une o indivíduo a todos os seres humanos que o antecederam na travessia da mesma escuridão. Deste modo, o ato de cantar e criar transfigura-se num ritual de memória, luto e esperança.
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Kill Shelter and Antipole - Raise the Skies
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Diary of Dreams - Flood of Tears
Floresta da Liga: ação ecológica real ou greenwashing da Betclic e FPB?
O projeto "Floresta da Liga", lançado pela Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) em parceria com a Betclic, move-se num terreno profundamente ambíguo. Por um lado, há um esforço genuíno de intervenção num espaço degradado na Serra da Arrábida; por outro, é impossível não notar como a iniciativa se presta a dinâmicas evidentes de greenwashing, sportswashing e social washing. Ao transformar um antigo olival abandonado numa agrofloresta associada aos clubes das Ligas Betclic, e ao enquadrar a ação no programa Sports for Climate Action (associado à UNESCO e às Nações Unidas), junta-se a causa ambiental à promoção da modalidade. No entanto, quando se olha com mais atenção para os detalhes técnicos e operacionais, surgem várias questões que merecem um reparo sério.
Em primeiro lugar, no que toca ao ecossistema local, um restauro ecológico estrito com flora autóctone da Arrábida seria mais do que suficiente, incomparavelmente mais resiliente a longo prazo e com muito menor exigência de recursos externos, como água e infraestruturas. Contudo, uma reflorestação pura com espécies locais - como carvalhos, sobreiros e medronheiros - demora muitos anos a ganhar corpo e oferece pouca diversidade de cores vivas a curto prazo. A opção pelo modelo agroflorestal parece responder mais à necessidade de produzir um impacto visual imediato para conteúdos de comunicação e redes sociais do que propriamente à máxima eficiência ecológica de longo prazo.
Em segundo lugar, surge a questão da manutenção intensiva. Ao contrário da vegetação autóctone da Arrábida, que depois de bem estabelecida sobrevive apenas com a precipitação natural da região, os componentes hortícolas e agrícolas de uma agrofloresta exigem regas frequentes, poda contínua e uma gestão constante de recursos, justificando a instalação de sistemas de rega e vedações. O grande risco reside na sustentabilidade do compromisso: se o financiamento ou a manutenção do projeto falharem daqui a 3 ou 4 anos, a componente "agro" dificilmente resistirá, acabando por morrer ou ser sufocada pela vegetação selvagem.
Em terceiro lugar, é inevitável analisar o papel do patrocinador. A Betclic opera no setor das apostas desportivas online, uma indústria sob constante escrutínio ético e social pelos problemas associados ao vício do jogo e à saúde mental. Associar diretamente a marca a projetos ecológicos, à preservação do território e à chancela da UNESCO ajuda a humanizar a empresa, a construir goodwill junto do público e a "limpar" a sua imagem corporativa.
Embora à primeira vista possa passar a falsa impressão de ser uma empresa de baixo impacto ambiental por ser 100% digital, a pegada ecológica de uma multinacional de iGaming é considerável. Para manter uma plataforma de apostas ao vivo operacional, é necessário processar milhões de transações por segundo e transmitir streams de vídeo em alta definição, o que exige o funcionamento ininterrupto de data centers e servidores em cloud de elevado rendimento. Esta operação traduz-se num consumo elétrico massiço e na necessidade de sistemas de refrigeração exigentes em recursos, aos quais se soma a pegada de carbono digital gerada pelo tráfego de milhões de utilizadores em simultâneo. Além disso, existe um efeito multiplicador: ao investir milhões de euros na promoção de competições desportivas, a Betclic incentiva e sustenta todo um ecossistema que movimenta milhares de pessoas, viagens semanais e consumos energéticos em pavilhões e estádios.
Quando se analisa a matemática financeira e o retorno de investimento (ROI) de marketing desta iniciativa, a disparidade torna-se gritante. Custear a instalação e a manutenção de uma agrofloresta de apenas 2.500 m² — o equivalente a pouco mais de um terço de um campo de futebol - representa uma fração insignificante da verba global de publicidade e patrocínio da Betclic. Este investimento na Arrábida equivale a uma percentagem mínima do orçamento alocado habitualmente a uma única campanha de televisão ou ao próprio contrato de naming rights da liga. Em contrapartida, por um custo financeiro modesto, a marca obtém reportagens em órgãos de comunicação social, conteúdos valiosos para as redes sociais, menções em comunicados da FPB e uma associação direta a conceitos de elevado valor reputacional, como "biodiversidade", "futuro" e "ação climática".
É verdade que se pode reconhecer algum mérito técnico pontual na execução: o envolvimento da Biovilla traz conhecimento de terreno para a regeneração do solo, e a previsão de fases de monitorização a 2, 3 e 5 anos contrasta com ações pontuais de plantação que depois são abandonadas. Contudo, estes detalhes não alteram o diagnóstico global da iniciativa.
A intervenção abrange uns escassos 2.500 m², uma dimensão irrisória quando confrontada com a pegada ecológica real do basquetebol profissional - entre viagens de equipas, consumo energético em pavilhões, produção de merchandising e deslocação de adeptos - e com a pegada tecnológica e promocional da própria Betclic. Trata-se, no fundo, de uma manobra em que as fragilidades do modelo técnico e os riscos de abandono a médio prazo são ignorados em prol do impacto estético imediato. A "Floresta da Liga" funciona sobretudo como uma conveniente fachada ecológica e um exercício de propaganda corporativa, onde a urgência da crise climática e o ecossistema da Arrábida são instrumentalizados para produzir um retorno de imagem gigantesco a um custo irrisório para as marcas envolvidas.
O valor de olhar o mundo: como a fotografia de natureza cuida de nós, do património e de quem vive desta arte
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| A paciência de um segundo que se torna eterna. Fotografar a natureza é isto: congelar a perfeição de um instante para que a memória visual do nosso património biológico nunca se perca. |
terça-feira, 6 de outubro de 2026
She Past Away - Ruh (Alma)
In The Nursery - Artisans of Civilisation
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Ana Moura - Andorinhas
Por favor Revejam o Documentário - Propaganda: The Art of Selling Lies (2019)
Num ecossistema global marcado pela policrise - onde a instabilidade económica, as alterações climáticas e os conflitos geopolíticos se entrelaçam -, a polarização entre os extremos do espectro político intensificou-se drasticamente. O debate público transmutou-se num campo de batalha ideológico entre visões radicais de extrema-esquerda e de extrema-direita, deixando os cidadãos imersos numa névoa de incerteza: afinal, quem manda verdadeiramente no mundo? Serão os governos eleitos, as multinacionais tecnológicas, os algoritmos das redes sociais ou os detentores do capital financeiro?
Rever Propaganda: The Art of Selling Lies (2019) no contexto atual não é um mero exercício de nostalgia cinefílica ou académica; é uma ferramenta de sobrevivência democrática. Ao desmantelar os mecanismos psicológicos e estéticos da persuasão, a obra de Larry Weinstein oferece uma chave de leitura essencial para compreender como as narrativas populistas contemporâneas alimentam a divisão social, exploram o medo e fabricam verdades à medida. Numa era de pós-verdade e desinformação sistemática, o documentário recorda-nos que a primeira linha de defesa contra a manipulação começa na nossa própria capacidade de questionar o que vemos e ouvimos.
O documentário Propaganda: The Art of Selling Lies (2019), realizado pelo cineasta canadiano Larry Weinstein, parte de uma interrogação fundamental sobre a condição humana: por que razão a humanidade é tão facilmente seduzida pela propaganda? Em vez de restringir a análise a um fenómeno político moderno ou a guerras geopolíticas pontuais, o realizador adota um prisma eminentemente artístico e histórico. A tese central da obra defende que a propaganda representa a arte da persuasão levada ao limite — uma ferramenta sofisticada que instrumentaliza a estética, a emoção e a narrativa para construir verdades fabricadas, manipular multidões e moldar o comportamento coletivo.
Para fundamentar esta premissa, o filme desenvolve uma jornada cronológica e conceitual que estabelece pontes entre as origens da civilização e o presente digital. A narrativa recua às civilizações da Antiguidade, demonstrando como os relevos mesopotâmicos, as moedas romanas e os monumentos egípcios funcionavam já como instrumentos primitivos de propaganda estatal destinados a legitimar o poder de reis e imperadores. Avançando na história, o documentário aborda a era da imprensa e o papel da arte sacra durante a Contrarreforma Católica, destacando a invenção de Gutenberg como o grande catalisador da disseminação de ideias em escala industrial.
A análise atinge particular densidade ao debruçar-se sobre o século XX, período marcado pelos regimes totalitários e pelas grandes guerras globais. Explora-se a estética fascista e nazi - com especial atenção ao trabalho cinematográfico de Leni Riefenstahl -, o realismo socialista da propaganda soviética e a emergência das campanhas de mobilização ocidentais, imortalizadas em ícones como o cartaz do Uncle Sam. Finalmente, o arco histórico culmina no século XXI, conectando a propaganda tradicional ao ecossistema dos algoritmos, das fake news, da mineração de dados no caso Cambridge Analytica e da proliferação da desinformação na era da pós-verdade.
O valor analítico da obra é enriquecido por um conjunto diversificado de testemunhos de artistas, ativistas e historiadores. O artista dissidente chinês Ai Weiwei reflete sobre a propaganda de Estado em regimes autoritários, contrapondo-a à "propaganda do indivíduo" através da arte enquanto ato de resistência. Por sua vez, Shepard Fairey, o designer responsável pelo icónico cartaz HOPE de Barack Obama, analisa a linha ténue que separa a arte urbana, a propaganda política e a comercialização da imagem. Paralelamente, diversos académicos explicam a forma como a neurociência e a psicologia das massas esclarecem a vulnerabilidade do cérebro humano ao medo, ao apelo tribal e às mensagens simplificadas.
Do ponto de vista cinematográfico, o filme funciona como uma experiência estética alinhada com o próprio tema. Fiel ao estilo do realizador, aborda cartazes, esculturas, quadros e excertos de filmes não apenas como documentos históricos, mas como peças de design persuasivo. A montagem dinâmica e o ritmo fluído utilizam uma linguagem visual próxima da colagem, combinando imagens de arquivo com grafismos modernos numa estrutura que espelha a saturação informativa contemporânea.
Apesar de a sua abordagem transversal conectar a história da arte antiga às redes sociais de forma excecional, o documentário apresenta algumas limitações. O esforço de cobrir milénios de história resulta inevitavelmente na abordagem superficial de determinados períodos, enquanto o foco acentuado no cenário político norte-americano no último terço do filme pode retirar-lhe alguma abrangência perante a evolução de novos cenários globais. Não obstante estas condicionantes, a obra sobressai pelo seu forte poder de provocação crítica, estimulando o espectador a questionar o viés de confirmação e as suas próprias certezas. Em última análise, Propaganda: The Art of Selling Lies constitui um alerta urgente sobre a fragilidade da perceção pública, demonstrando que a propaganda atinge a sua máxima eficácia quando aqueles que são manipulados nem sequer disso se apercebem.
5 de Outubro - A Pátria da Terra: Do Iberismo Histórico ao Iberismo Biológico
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| Lince-ibérico: o símbolo do Iberismo Biológico |
Na celebração do 5 de Outubro, o olhar político em Portugal volta-se inevitavelmente para os pilares da soberania, o legado da República e a complexa relação de vizinhança com Espanha. Durante mais de dois séculos, o debate sobre o Iberismo oscilou entre a utopia intelectual da Geração de 70 - que via na união republicana a salvação contra o atraso absolutista e monárquico (Catroga, 2010; Sérgio, 1984) - e o receio pragmático da perda de independência nacional.
Enquanto a história política da Península Ibérica evoluía a ritmos desfasados - entre a consolidação da Primeira República em Portugal, a relação do regime de Franco com a restauração da Monarquia dos Bourbons em Espanha, as ditaduras autoritárias paralelas e o espelhamento das respetivas transições democráticas na década de 1970 (Jiménez Redondo, 2014; Torre Gómez, 1998) -, os dois países mantiveram-se frequentemente de costas voltadas. Espanha olhava para o Atlântico e para a América Latina através da sua herança hispânica; Portugal focava-se na sua projeção marítima e na salvaguarda rigorosa da sua autonomia territorial.
Contudo, a grande mutação do século XXI não ocorreu nos gabinetes diplomáticos nem nos parlamentos de Lisboa ou Madrid. Deteve-se na própria terra.
A Continuidade dos Habitats: a vida selvagem ignora a cartografia política. O lince-ibérico, o lobo ou a águia-imperial não reconhecem a fronteira traçada no Caia ou em Vilar Formoso. A recuperação e sobrevivência de espécies ameaçadas no território português demonstraram depender diretamente de projetos de conservação de escala, centros de reprodução, programas de rewilding e corredores ecológicos partilhados com os grandes Parques Nacionais do país vizinho (López-Bao et al., 2015; Navarro & Pereira, 2012; Palomares et al., 2011).
A Vulnerabilidade Climática e os Incêndios: a ameaça dos incêndios florestais de grande dimensão, alimentada por vagas de calor extremas, pela expansão de monoculturas e pelo abandono do mundo rural (Pausas & Fernández-Muñoz, 2012), evidencia que a biomassa e o risco de fogo são transfronteiriços. A vulnerabilidade do ecossistema ibérico exige respostas integradas de prevenção, gestão florestal e combate que ultrapassam a capacidade de resposta de qualquer Estado a atuar de forma isolada (Moreira et al., 2011).
A Geopolítica da Água e dos Rios: sendo Portugal o país de jusante das grandes bacias hidrográficas peninsulares - Tejo, Douro, Guadiana e Minho -, a segurança hídrica, a qualidade da água e a biodiversidade dos ecossistemas fluviais nacionais estão intimamente ligadas às políticas de gestão de caudais e de albufeiras estabelecidas em Espanha no âmbito de quadros regulatórios como a Convenção de Albufeira (Serra, 2003; Thibault et al., 2018).
O grande desafio da soberania moderna não passa por erguer barreiras físicas ou políticas, mas sim por liderar um Iberismo Ambiental com capacidade para proteger um património natural que não pertence em exclusivo a Lisboa nem a Madrid. O futuro da Península Ibérica joga-se na capacidade de compreender que os governos mudam e as fronteiras traçam-se no papel, mas o solo, os rios e a biodiversidade partilham, desde sempre, a mesma terra.
Referências BibliográficasCatroga, F. (2010). O luso-iberismo e a ideia de Europa. Imprensa da Universidade de Coimbra.
Jiménez Redondo, J. C. (2014). De Franco a Juan Carlos: Las relaciones hispano-portuguesas y el proceso de transición democrática. Centro de Estudios Políticos y Constitucionales.
López-Bao, J. V., Blanco, J. C., Rodríguez, A., Godinho, R., Seryodkin, I. V., & Chapron, G. (2015). Conserving large carnivores in human-dominated landscapes: The Iberian experience. Biological Conservation, 192, 401–412.
Moreira, F., Viedma, O., Arianoutsou, M., Curt, T., Koutsias, N., Rigolot, E., Barbati, A., Corona, P., Vaz, P., Xanthopoulos, G., Mouillot, F., & Bilgili, E. (2011). Wildfire management in Mediterranean-type regions: Paradigm shift needed. Environmental Research Letters, 6(1), Artigo 014019.
Navarro, L. M., & Pereira, H. M. (2012). Rewilding abandoned landscapes in Europe. Science, 336(6084), 1089–1090.
Palomares, F., Rodríguez, A., Revilla, E., Vicente, L., & Delibes, M. (2011). Assessment of the conservation status of the endangered Iberian lynx (Lynx pardinus). Biological Conservation, 144(1), 34–45.
Pausas, J. G., & Fernández-Muñoz, S. (2012). Fire regime shifts in the Western Mediterranean Basin: Drivers and uses. PLoS ONE, 7(5), Artigo e36952.
Sérgio, A. (1984). Ensaios (Vol. 2). Livraria Sá da Costa.
Serra, P. (2003). A Convenção de Albufeira e a gestão das bacias hidrográficas partilhadas entre Portugal e Espanha. Instituto da Água.
Thibault, M., Varandas, S., Fernandes, M. R., & Cortes, R. M. V. (2018). Water management and ecological flows in the Iberian rivers under climate change scenarios. Journal of Hydrology, 563, 712–725.
Torre Gómez, H. de la. (1998). El portuguesismo y el iberismo en la España contemporánea. Universidad Nacional de Educación a Distancia.
As maiores empresas do mundo causaram 28 biliões de dólares em danos climáticos, estima um novo estudo
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| The Chevron Richmond Refinery in this view from Point Richmond, Calif. |
Madeline Goldstein - Eye For An Eye
domingo, 4 de outubro de 2026
Rina Pavar – A New Time
Faz mal deixar o gato ir à rua sozinho?
- Atropelamentos: é uma das causas mais comuns de morte súbita. Os gatos não têm perceção do perigo do trânsito automóvel. [1, 2, 3, 4]
- Envenenamentos: seja por ingestão acidental de químicos (como anticongelante de carros), raticidas ou plantas tóxicas, o risco de intoxicação é altíssimo. [1, 2]
- Maus-tratos e violência: infelizmente, os animais na rua estão expostos à crueldade humana, armadilhas ou ataques de cães. [1, 2]
- Lutas territoriais: os gatos são extremamente territoriais. As brigas com outros gatos de rua causam ferimentos graves, abcessos e infeções que necessitam de intervenção cirúrgica. [1, 2, 3]
- FIV e FeLV: o Vírus da Imunodeficiência Felina (FIV) e a Leucemia Felina (FeLV) não têm cura e são transmitidos facilmente através de mordeduras, arranhões ou partilha de fluidos na rua. [1, 2]
- Zoonoses (risco para os humanos): os gatos que andam na rua podem trazer para dentro de casa parasitas (pulgas, carraças, desinterias por vermes) e doenças transmissíveis ao ser humano, como a toxoplasmose e a raiva. [1, 2]
- Acesso controlado ao exterior: manter os gatos domésticos dentro de casa ou construir espaços exteriores vedados e seguros. Quem procura inspiração prática pode consultar várias Ideias para fazer um cercado externo (catios), que permitem adaptar janelas, pátios ou varandas para dar liberdade vigiada ao animal sem riscos.
- Estilo de vida enriquecido: para evitar o tédio e a ansiedade de estar apenas no interior, o tutor deve aplicar estratégias descritas num Guia de enriquecimento ambiental para gatos. Isto inclui a instalação de arranhadores altos, jogos de procura e o fornecimento de dietas ricas em proteína animal para satisfazer o reflexo natural de caça de forma segura.
- Controlo de populações de rua: apoiar os programas municipais de esterilização para travar o crescimento exponencial de colónias errantes. De acordo com o enquadramento legal de Detenção de Animais de Companhia do ICNF, a promoção da guarda responsável e o controlo destes animais em ambiente urbano (através de programas como o CED - Capturar, Esterilizar, Devolver) são passos cruciais para proteger tanto o bem-estar animal como a fauna selvagem nativa.






