terça-feira, 7 de julho de 2026

A rutura espinosana com o teísmo judaico-cristão e a defesa da liberdade de consciência


O texto aborda a profunda rutura filosófica de Baruch de Espinosa com o teísmo judaico-cristão tradicional, contrastando a sua visão com a de Blaise Pascal. Enquanto Pascal defendia o Deus da fé, da revelação e das Escrituras - o "Deus de Abraão, Isaac e Jacob"-, Espinosa propôs uma desconstrução radical desse modelo antropomórfico (que atribui características humanas a Deus).

Segundo Espinosa, a superstição e o medo são utilizados pelas religiões tradicionais para instituir uma "interdição do pensar", transformando a fé em obediência cega e servindo como ferramenta de controlo político e social. Em contrapartida, o filósofo introduz o conceito de Deus sive Natura ("Deus ou a Natureza"), defendendo que Deus não é um monarca transcendente que julga ou faz milagres, mas sim a própria substância única, infinita e imanente do universo, que opera segundo leis racionais e necessárias.

O ensaio sublinha que, ao destronar o Deus punitivo e providencial, Espinosa liberta a razão humana das amarras do medo, transformando o conhecimento e o "amor intelectual a Deus" na verdadeira via para a liberdade. Adicionalmente, o seu pensamento surge como uma defesa pioneira e intransigente do Estado laico, da democracia e da liberdade de consciência e de expressão.

Podes ler o ensaio completo na sua plataforma de publicação original através da seguinte ligação:

Sem comentários: