quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Programa de Rádio "Terra Mãe"



Em 1886 o País explodia de rádios clandestinas que invadiram o espaço nacional com todo o género de temas e conteúdos. No grupo de tertúlias que habitualmente frequentava, uns no café Ceuta (onde falava mais de teatro, cinema), outros no Aviz (onde falávamos e trocávamos discos e músicas), no Estrela de Ouro (onde encontrava os activistas ambientais, na altura em crescimento) e finalmente convivia com um grupo mais "anarquista" que se reunia pomposamente no Majestic. Nesse grupo muito politizado, discutia-se muito de política, declamávamos poemas escritos uns dos outros - um dos membros era dono da livraria ETc- e vários assuntos relativos a artistas e pintores e pintoras vanguardistas). Desse grupo cresceu a ideia e concretizou-se que foi a da criação de uma estação de rádio ímpar, "louca" e absurda. Nasceu assim a Rádio Caos.

O meu programa chamava-se "Terra-Mãe" e nem será preciso estar aqui com muitas explanações quais seriam os objectivos principais. O título é por demais sugestivo: notícias, eventos, reflexões e entrevistas, tudo à volta da promoção da Conservação da Natureza e a prática de soluções mais amigas do Ambiente. O primeiro dia e das cerca de 30 sessões que fiz, ainda me recordo da primeira vez. Correu muito bem. O fundo musical escolhida era excertos do álbum "Ambient 1: Music for Airports" de Brian Eno. A cada fala ou pergunta e resposta ou durante uma entrevista, interrompia o programa com uma música. A primeira música que toquei no Terra Mãe foi "Avatar" dos Dead Can Dance. A escolha não foi nada inocente e já era ecoprovocadora. Avatar vem do sânscrito Avatāra, que significa "Descida de Deus", ou simplesmente "Encarnação". No fundo qualquer espírito que ocupe um corpo de carne, representando assim uma manifestação divina na Terra. Eu adoro a Ecologia Profunda e a Ecologia do Ser. E foi uma aventura espectacular que guardo como muito bons momentos da minha vida.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

10% das borboletas diurnas Portuguesas ameaçadas de extinção

«Diria que 10% das espécies [de borboletas diurnas] estarão ameaçadas de extinção», afirmou à agência Lusa Eva Monteiro do Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa.

A especialista defende serem necessários mais estudos de campo e a elaboração da lista vermelha dos invertebrados de Portugal, um documento que junta os grupos de animais existentes, por zona, e especifica o seu estado de conservação.

Eva Monteiro avançou que o Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (cE3c) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a Sociedade Portuguesa de Entomologia, o Instituto Português de Malacologia e o Tagis - Centro de Conservação das Borboletas de Portugal estão disponíveis para colaborar com o Instituto de Conservação da Natureza e Floresta (ICNF) e elaborar aquela lista vermelha.

Nos últimos anos, segundo a especialista, há muitos registos de dados conseguidos pelas observações das pessoas, que os divulgam na internet, e, em muitas espécies, esta participação tem contribuído para aumentar os pontos conhecidos.

O principal problema enfrentado pelas borboletas, segundo relatou, é a destruição dos habitats, com diferentes causas, como o abandono ou a mudança de utilização, por exemplo, de uma pradaria natural para um terreno agrícola ou florestal, o excesso de pastoreio, aos pesticidas ou às alterações climáticas.

As que estão em áreas montanhosas do país, como a serra de Montemuro ou a serra da Estrela, e que precisam de um clima mais frio e húmido, podem ressentir-se com as alterações climáticas.
Para as borboletas que habitam o sul, e preferem zonas mais ou menos húmidas, uma alteração da temperatura pode ser decisiva, e estas áreas «vão começar a desaparecer e a ser completamente secas».

Eva Monteiro referiu que, dos dois tipos de espécies, um é atlântico, no Minho e Trás-os-Montes, também existente na Europa, e o outro é típico do Mediterrâneo. Em Portugal, «não há qualquer espécie endémica».

O país tem 135 espécies de borboletas diurnas, as mais conhecidas, enquanto as nocturnas são 2.500.
Fonte: O Instalador

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Portugal na lista europeia de estaleiros de reciclagem de navios seguros para os trabalhadores e o ambiente


Texto: Ana Clara
A Comissão Europeia adoptou a primeira versão da lista europeia de estaleiros de reciclagem de navios, o que permitirá ajudar a garantir que os navios são reciclados em instalações seguras para os trabalhadores e para o ambiente.
Todos os navios que naveguem com um pavilhão da UE, ao abrigo do Regulamento relativo à reciclagem de navios, devem fazer uso de um estaleiro aprovado para a reciclagem de navios.
Em Portugal, o estaleiro Navalria, no Porto Comercial de Aveiro, apresenta estas condições, pelo que consta da lista.
Este estaleiro possui uma doca seca para desmontagem, descontaminação e desmantelamento com capacidade, num plano horizontal, de 700 toneladas e, num plano inclinado, com capacidade 900 toneladas.
A lista europeia pode ser consultada aqui.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Filhotes de Canário da Terra no seu ninho de bota (video encantador)

Occurred February 2, 2012 / Mato Grosso do Sul, Brazil
The species is "Canário Da Terra". The baby birds wait food from their mom in their boot nest.

Ocorreu em 2 de Fevereiro de 2012 / Mato Grosso do Sul, Brasil
A espécie é "Canário Da Terra". Os filhote  esperam pelo alimento da sua mãe no ninho de uma bota.



O Canário da Terra, cujo nome científico é Sicalis flaveola é uma espécie originária da América do Sul, sendo encontrado na Colômbia, Equador, Venezuela, Peru, Brasil e Argentina.
O seu nome popular deve-se ao belo e forte canto desta ave.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Engenheiras utilizam escombros da guerra em Gaza para fazer tijolos que ajudam a reconstruir a região


Renascer das cinzas. É exatamente isso que as engenheiras Majd Mashharawi e Rawan Abddllaht estão a fazer na região de Gaza, na Palestina.
O cenário por lá não é nada bonito de se ver. Falta humanidade! O local anda às ruínas por conta dos conflitos políticos e religiosos. A guerra mata muita gente e deixa outras tantas completamente desabrigadas.

Segundo a ONU, já são mais de nove mil casas destruídas e outras tantas (cerca de 120 mil) danificadas. Mais: por conta dos conflitos, receber materiais de construção para reerguer a região fica praticamente impossível.

Então, por que não utilizar os próprios escombros (que um dia já foram edificações) para reconstruir Gaza? Essa é a proposta das duas engenheiras, que após muitos estudos e testes desenvolveram um tijolo suficientemente resistente feito com os restos de demolição.

Batizado de Greencake, ele é feito com pedaços de cimento e cinzas de carvão e promete devolver a esperança para muitas famílias palestinas.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A Permaculturist’s Guide to Thinking About Energy presented by Toby Hemenway


Os combustíveis fósseis são a base de nossa civilização, e nossas tentativas desesperadas de manter o petróleo barato fluindo correm o risco de causar o colapso de ecossistemas e culturas. Esta palestra usa uma abordagem permacultural para avaliar fontes de energia e projetar possíveis futuros energéticos.

Apresentado por Toby Hemenway no PV1 em março de 2014.

Biografia: Toby Hemenway


Youtube: Toby Hemenway

Cidade de Minas Gerais produz e distribui remédios naturais de graça para população


Por , 08 out 2015

Tosse? Dor de garganta? Gases? Cólica? Enjoo? O uso de remédios naturais, feitos à base de ervas, para tratar problemas de saúde tem se popularizado cada vez mais no Brasil. A novidade da vez é uma Farmácia Verde mantida pelo próprio governo.

A iniciativa foi implantada pela prefeitura da cidade de Ipatinga, em Minas Gerais. Por lá, desde 1995, a população tem acesso gratuito a remédios naturais, produzidos no próprio município.

A Farmácia Verde fica localizada dentro do Viveiro Municipal, no bairro Jardim Panorama. O cultivo das plantas fitoterápicas fica a cargo da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, que encaminha as espécies para a Secretaria Municipal de Saúde, responsável pela produção dos 22 remédios naturais distribuídos gratuitamente para a população, mediante receita médica.

O interesse dos cidadãos é grande! Apenas em 2014, 13 mil unidades de remédios fitoterápicos foram distribuídos de graça na Policlínica da cidade e, também, nas farmácias das Estações Municipais de Saúde.

E os benefícios da iniciativa não param por aí: a Farmácia Verde ainda doa 60 tipos diferentes de ervas frescas para a própria população poder produzir chás fitoterápicos em casa. Tem interesse no assunto? Confira 35 plantas medicinais para não tomar remédio toda hora.

A Farmácia Verde de Ipatinga já serve de modelo para outros municípios. Ia curtir ter uma iniciativa como essa na sua cidade?

Foto: Divulgação/Prefeitura de Ipatinga

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Parlamento Europeu publica Estudo sobre Efeitos da Alimentação e Agricultura Biológica na Saúde Humana


Estudo sugere que grávidas e crianças devem consumir biológico
O Centro de Serviços de Investigação do Parlamento Europeu realizou uma revisão de diferentes estudos na área da alimentação e agricultura biológica e os seus efeitos na saúde humana, com foco na questão da saúde pública. As conclusões políticas do estudo apontam para o aconselhamento a grávidas e crianças para o consumo de frutas e legumes biológicos, para a necessidade de maiores apoios à agricultura biológica, alimentação biológica e investigação na área, assim como para a necessidade de maior fiscalização.

O estudo afirma ser já um dado científico que o público consumidor de produtos biológicos tem maior tendência a hábitos de vida saudáveis como um maior consumo de fruta, legumes e cereais integrais. Estes mesmos hábitos estão associados a uma diminuição da Diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. O estudo conclui também que estes padrões são também positivos do ponto de vista ambiental estando associados a uma menor libertação de gases de estufa e melhor uso da terra.

O facto de não serem usados químicos de síntese na alimentação biológica é certamente um fator de redução de ricos para a saúde humana. O estudo conclui com grande certeza que a exposição aos pesticidas é substancialmente reduzida assim como o risco de sofrer das doenças crónicas a eles associadas. Pode ler-se no relatório que “apesar dos pesticidas serem testados antes de irem para o mercado, há ainda falhas importantes que permanecem, como por exemplo as avaliações que continuam a ignorar os estudos que evidenciam os efeitos negativos dos pesticidas organofosforados no desenvolvimento cognitivo das crianças. Durante a gravidez e nos primeiros anos de vida é desaconselhado o consumo de pesticidas, mas, no entanto, é aconselhado o consumo de frutas e legumes.” Assim, uma das consequências políticas do estudo, sugeridas pelos investigadores, será a de aconselhar a alimentação biológica a grávidas e a crianças.

Outro dos aspetos focados nesta revisão é a qualidade do solo e das plantas na produção biológica. O solo apresenta menores níveis de azoto e o desenvolvimento das plantas é afetado de forma positiva. Verificaram-se quantidades ligeiramente superiores de polifenóis em alimentos biológicos, sendo estes compostos importantes para a prevenção de doenças crónicas em seres humanos. Os minerais e vitaminas têm algumas variações, mas não muito significativas. Os investigadores apontam para o facto de que há outras variáveis envolvidas no que diz respeito à composição nutricional das plantas, tais como: variedade, tipo de solo, clima, condições climáticas.

Um dos aspetos mais relevantes para os investigadores no que diz respeito à saúde pública é a quantidade de cádmio existente nos solos onde a produção é convencional. “O uso a longo prazo de fertilizantes minerais de fósforo contribuiu para o aumento do cádmio em solos agrícolas. Há indícios de que as culturas produzidas pela agricultura biológica, especificamente cereais, têm concentrações comparativamente baixas de cádmio.” O estudo afirma que “Isto é altamente relevante para a saúde humana porque a alimentação é a via de transmissão de cádmio em não-fumadores” e reforça a importância deste ponto na investigação, afirmado que “A exposição atual da população ao cádmio está próxima e, em alguns casos, acima, dos limites toleráveis. Experiências de longo prazo, com mais de 100 anos, indicam que as culturas de cereais fertilizadas com adubo mineral tendem a ter maior teor de cádmio em comparação com as culturas de cereais fertilizadas com estrume animal"

Também no consumo de produtos de origem animal há diferenças significativas: o leite biológico tem em média quantidades superiores de ómega 3, em cerca de 50%, assim como a carne e os ovos. Este fator deriva do facto da produção animal biológica ter como base a alimentação em pastagens ao ar livre e menos em rações compostas. Para os investigadores, bem mais relevante para a saúde pública, é o contributo do modo de produção animal convencional para o aumento da resistência das bactérias aos antibióticos, sendo que a produção animal biológica exclui por completo os antibióticos, mostrando-se mais favorável à saúde pública.

No momento em que se prepara uma nova legislação para a Agricultura Biológica na Europa, as conclusões políticas do estudo apontam para a importância de proporcionar maiores apoios à agricultura biológica, alimentação biológica e investigação na área, assim como para a necessidade de maior fiscalização. Os investigadores sugerem que a alimentação biológica (de frutas e legumes) deve ser a aconselhada durante a gravidez e na alimentação das crianças, que a diminuição do cádmio nos solos, a diminuição da exposição aos pesticidas e  diminuição do uso antibióticos em animais devem estar no topo das prioridades da saúde pública e a solução pode estar na agricultura biológica.

COP 22 foi sediada em Marraquexe em 2016



A COP 22 foi sediada em Marraquexe em 2016, e conseguiu fixar algumas medidas importantes, especialmente no sentido de iniciar a definição das regras de implementação prática do Acordo de Paris. Além disso, os países se comprometeram a doar 80 milhões de dólares para o Fundo de Adaptação; anunciaram mais de 23 milhões de dólares para o Climate Technology Centre and Network, destinado a apoiar a transferência de tecnologia para países em desenvolvimento, e o Fundo Verde do Clima anunciou a aprovação das primeiras propostas para formulação dos Planos Nacionais de Adaptação. Uma série de outras iniciativas foram lançadas paralelamente por países individuais ou grupos de países para aumentar a eficiência e transparência dos planos de mitigação e adaptação, ampliar o financiamento, promover o desenvolvimento sustentável e enfocar as necessidades especiais de países vulneráveis e comunidades indígenas.[16]

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Um maravilhoso caso de resiliência e um mal conhecido tubarão das Arábias

Existem histórias de Espécies Lázaro em praticamente todos os filos do Reino animal e ao longo das próximas crónicas vamos conhecer algumas delas. Caminhando da água para os céus, começaremos com os peixes, onde duas espécies surpreenderam o mundo da ciência recentemente.

Oncorhynchus kawamurae 5 meses. Foto Wikicommons
A primeira história fala-nos de um pequeno peixe japonês da família do salmão, o Oncorhynchus kawamurae, localmente conhecido como kunimasu. Este peixe de 30 centímetros habitava o Lago de Tazawa, o lago mais profundo do Japão com quase 425 metros de profundidade e uma profundidade média de 280 metros.

O Lago Tazawa encontra-se numa caldeira vulcânica formada por uma erupção há cerca de 1.4 milhões de anos e não tem qualquer entrada ou saída de água. Em 1940 foi concluída a construção de uma hidroeléctrica que levou ao desvio de águas do rio Tama para o lago, águas estas que têm um carácter ácido devido às águas hidrotermais de Tamagawa.

A pressão acídica que já ocorria no lago devido à lixiviação agrícola e às fontes hidrotermais vulcânicas activas na região, foi intensificada pelo projecto hidroeléctrico e no final da década de 1940 o pH da água era já de 4,3.

Antes de 1940 houve diversas transferências de ovos deste peixe para outros lagos japoneses. No total cerca de 900.000 ovos foram colocados em perto de uma dezena de lagos nas prefeituras de Nagano, Yamanashi, Toyama e Shiga.

Apesar do esforço por garantir a sobrevivência deste salmonídeo, durante décadas a tentativa foi dada como um insucesso. Desde 1940 até 2010, durante 70 anos, nenhum exemplar deste peixe foi visto nos diversos lagos onde havia sido tentada a sua introdução. Considerado endémico do Lago Tazawa, o kunimasu foi desta forma dado como extinto.

Mas o seu renascimento acabou mesmo por acontecer. Em 2010 uma equipa de investigadores na qual participava a celebridade japonesa Sakana-Kun, um ictiologista que é mais conhecido por ser apresentador de televisão, descobriu 9 espécimes no Lago Sai (Saiko em japonês) entre Março e Abril. A descoberta foi uma surpresa não só por se tratar de um regresso do além, mas também por ter sido feita num lago com uma profundidade máxima de 72 metros.

O kunimasu era um peixe único do seu género por ter hábitos de reprodução profundos, entre os 15 e os 300 metros, sendo a profundidade mais comum entre os 150 e os 180 metros. O novo lar onde renasceu dos mortos tem metade da profundidade habitual para a desova desta espécie. No entanto a vida voltou a mostrar a sua enorme resiliência.

A segunda história transporta-nos dos lagos japoneses para as águas marinhas do Médio Oriente. Falaremos do Carcharhinus leiodon, um tubarão com pouco mais de 1 metro de comprimento.

Carcharhinus leiodon. Foto: Alec Moore, IUCN Shark Specialist Group

Em 1985, um ictiologista Neozelandês, Jack Garrick, descrevia uma nova espécie de Carcharhinus a partir de um exemplar conservado no Museu de História Natural de Viena. Este espécime com 75 centímetros havia sido capturado por Wilhelm Hein em 1902 no Golfo de Áden, próximo da cidade de Qishn no Este do Iémen.

Este género pertence à família Charcarhinidae, a família que incluí espécies tão conhecidas como o tubarão-tigre, o tubarão-azul ou o tubarão-touro. Quase todas as espécies desta família são vivíparas, ou seja, o desenvolvimento ocorre no interior da fêmea e os juvenis nascem já totalmente formados.

Visto que a espécie, embora capturada em 1902, só foi descrita em 1985, não havia como ter a certeza se estaria extinta ou não. Foi então considerada pela União Internacional para a Conservação da Natureza como Vulnerável, esperando obter mais dados num futuro próximo.

Mas foi preciso esperar por 2008 para que a espécie, para alguns já suspeita como extinta, fosse reencontrada numa pesquisa feita pela Sociedade de Conservação dos Tubarões (Shark Conservation Society).

A pesquisa levada a cabo pela referida sociedade foi a primeira pesquisa de elasmobrânquios no Golfo Pérsico, examinando as capturas comerciais de peixes no mês de Abril no Kuwait (2008), Catar (2009) e Abu Dhabi (2010).

Foi no Kuwait que o renascimento ocorreu, com 25 espécimes a aparecerem nas capturas analisadas. Destes, 6 foram analisados por Alec Moore e seus colegas numa publicação de 2011, tendo sido colocados no Museu de História Natural em Londres, totalizando 1 fêmea, 2 machos adultos e 3 machos juvenis, com comprimentos entre 67,3 e 123,6 cm e pesos entre 1,94 e 14,9 kg.

A ecologia da espécie é ainda mal conhecida e a sua distribuição poderá ser mais vasta do que outrora se imaginou. Com uma distância de cerca de 3.000 km entre o primeiro exemplar capturado ao largo do Iémen e estes novos em águas próximas ao Kuwait, é possível que a espécie esteja dispersa pelo Golfo Pérsico. No entanto, este tubarão pertence às ainda numerosas espécies sobre as quais a ciência tem muito mais para aprender do que aquilo que hoje já descobriu.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Saramago: " Deus é cruel, invejoso e insuportável "

Música do BioTerra : Sharon Van Etten - Afraid of Nothing




Afraid Of Nothing

You told me the day
That you show me your face
We'd be in trouble for a long time

I can't wait
Til we're afraid
Of nothing

I can't wait
Til we hide
From nothing
Nothing

And you decide
You throw me a lame "wait shit out"
You're a little late

I need you
To be afraid of nothing
Turning my way

You show me your face
We've known each other for a long time
I need you
To be afraid of nothing


Dossiê Música

ATENÇÃO COPYRIGHT-  Ao partilhar, agradeço atempadamente a indicação do autor de do blogue Bioterra. Estes dossiês resultam de um apurado trabalho pessoal e profissional de pesquisa, selecção de qualidade e organização.


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