quarta-feira, 3 de junho de 2026

CEO da OpenAI não tem resposta para a grande crítica que é feita a IA


O cofundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, admitiu em entrevista à CNBC na última segunda-feira, dia 1 de junho, que o retorno do investimento feito pelas empresas em Inteligência Artificial continua a ser o maior problema em relação à tecnologia.

Numa altura em que muitas empresas estão a investir milhares de milhões de dólares no desenvolvimento de Inteligência Artificial - seja na construção de infraestrutura, chips ou talento especializado - a grande dúvida está se alguma vez será possível recuperar esse dinheiro.

O estado norte-americano da Florida processou hoje judicialmente a OpenAI e o seu presidente executivo, Sam Altman, por alegadamente ocultarem riscos graves na comercialização do ChatGPT, como dar instruções a crianças com tendências suicidas ou ajudar a planear crimes.

“Penso que, neste momento, é a crítica mais justa em relação à Inteligência Artificial”, afirmou Altman de acordo com o site Business Insider. “Ouves empresas a dizer que gastam imenso dinheiro em Inteligência Artificial. E sei que estão a acontecer grandes coisas, mas sei que há um grande desperdício”.

Altman explicou que frequentemente lhe perguntam quando é que podem esperar ver algum retorno do dinheiro investido e, ainda que não tenha uma resposta, afirmou que acredita que “a indústria descobrirá isso muito rapidamente”.

É importante lembrar que a própria OpenAI parece estar a lidar com este problema. Em abril, o The Wall Street Journal revelou que a empresa responsável pelo ChatGPT não foi ao encontro das metas de receita e de crescimento de utilizadores, algo que também estará (alegadamente) a colocar em causa a perspetiva da empresa completar uma entrada na bolsa ainda este ano.


A OpenAI estará a ter conversas com a Goldman Sachs e a Morgan Stanley de forma a fazer uma oferta pública inicial no mês de setembro. Por outro lado, há quem não concorde que esta seja a melhor abordagem.Miguel Patinha Dias | 11:12 - 21/05/2026

No mesmo mês de abril, o The Wall Street Journal partilhou um perfil sobre a CFO da OpenAI, Sarah Friar, onde não foi colocada de parte a possibilidade de a entrada na bolsa da empresa ser adiada para o próximo ano.

“[A CFO Sarah Friar] avaliou cuidadosamente os compromissos de gastos da OpenAI e sugeriu em privado aguardar até 2027 para uma oferta pública inicial, avisando que a empresa ainda não está pronta para cumprir os rigorosos padrões de relatórios exigidos a empresas públicas”, pode ler-se na publicação norte-americana.

Nota o site Gizmodo que, com base em documentos internos revelados no final do ano passado, a OpenAI planeia gastar 1,4 biliões de dólares ao longo dos próximos oito anos apenas em data centers, sendo que poderá perder 74 mil milhões de dólares só em 2028.

Alegadamente, Friar quer abrandar estes gastos da OpenAI de forma a equilibrar as contas da empresa de Inteligência Artificial, com o objetivo da diretora financeira a não encontrarem correspondência no que é pretendido pelo cofundador e CEO Sam Altman.

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