Leonardo DiCaprio está de volta e desta vez para além de entrar no filme como figura central da obra, que entrevista líderes políticos, religiosos e cientistas, vai também produzir o documentário ‘Before the Flood‘.
O filme, que estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), segue a história de um activista ambiental enquanto chama a atenção para várias questões prejudiciais para o nosso planeta.
O filme apresenta-nos um relato fascinante sobre as mudanças climáticas, bem como as acções que nós como indivíduos e como sociedade podemos ter para evitar a interrupção catastrófica da vida no nosso planeta. O filme segue DiCaprio enquanto este viaja pelos 5 continentes e Ártico e fala com cientistas, líderes mundiais, activistas e moradores locais para obter uma compreensão mais profunda deste tema complexo. A ideia é investigar soluções concretas para o mais urgente desafio ambiental do nosso tempo.
Before the Flood (2016), dirigido por Fisher Stevens e apresentado por Leonardo DiCaprio no seu papel de Mensageiro da Paz das Nações Unidas, é um documentário focado na crise global provocada pelas alterações climáticas. Durante três anos de rodagem, DiCaprio percorre os cinco continentes e a região do Ártico para registar em primeira mão os impactos do aquecimento global. A narrativa acompanha o derretimento acelerado dos glaciares na Gronelândia, a desflorestação das florestas tropicais na Indonésia motivada pela expansão do óleo de palma e a poluição atmosférica sufocante nas grandes metrópoles chinesas. Em paralelo, o filme expõe como a dependência económica dos combustíveis fósseis e os interesses financeiros de multinacionais alimentam o negacionismo climático e travam políticas públicas mais rigorosas. Como resposta a estes cenários, o documentário defende soluções concretas, como a transição energética acelerada para fontes renováveis, a aplicação de taxas sobre a emissão de carbono, a adoção de dietas mais sustentáveis com menor consumo de carne de vaca e a participação política ativa através do voto em líderes empenhados na proteção do planeta.
Para contextualizar a gravidade da situação e apontar caminhos para o futuro, DiCaprio entrevista uma ampla diversidade de personalidades globais. No âmbito político e diplomático, contam-se intervenções de Barack Obama, então Presidente dos Estados Unidos, do Papa Francisco, que reflete sobre a dimensão ética e espiritual do cuidado com a Terra, de Ban Ki-moon, na altura Secretário-Geral da ONU, de John Kerry, ex-Secretário de Estado norte-americano, e de Anote Tong, antigo Presidente de Kiribati, que partilha o impacto iminente da subida do nível do mar na sua nação insular. No campo da ciência e da ecologia, o filme reúne testemunhos do astronauta e cientista da NASA Piers Sellers, do climatólogo Michael E. Mann, do investigador Jason Box e da ativista indiana Sunita Narain, que traz ao debate a urgência da justiça climática nos países em desenvolvimento.
A perspetiva da inovação e do ativismo no terreno é completada por figuras como o empresário Elon Musk, que aborda o papel das baterias e da energia solar, o jornalista ambiental chinês Ma Jun, focado na transparência da poluição industrial, e o realizador Alejandro González Iñárritu, que relata as dificuldades causadas pela falta imprevista de neve durante as filmagens no terreno.
DiCaprio contou com a ajuda de Martin Scorsese na produção, de Trent Reznor e Atticus Ross na banda sonora, e a realização foi entregue a Fisher Stevens, vencedor do Óscar de Melhor Documentário, em 2009, com o filme ‘The Cove‘.
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2 comentários:
Já vi, gostei muito, muito semelhante em mensagem ao livro que estou a ler, mas muito mais soft e politicamente correto.
Bom dia, Carlos.
Hoje voltei a rever o documentário. Continuamos na mesma. Arrepiante.
Um abraço
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