quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Os 10 Mandamentos de Gonçalo Ribeiro Telles para a criação de um jardim


1. Aposte na sublimação do lugar, tornando-o feliz e ameno.

2. Invista em lagos e charcos. A presença da água, traduzida na sua serenidade estética, confere um movimento ritmado e uma dinâmica musical ao jardim.

3. Arrisque em espécies que podem fazer a diferença, para sublimar a pujança da natureza compreendida na sua diversidade biológica e no ritmo de vida.

4. Tire partido da luminosidade natural dos espaços. O esplendor da luz é conseguido através do contraste sombra-claridade e da harmonia das cores.

5. Deixe-se influenciar pela geometria, apostando na profundidade das perspectivas e no recorte dos sucessivos planos conseguindo valorizar distancias e formas.

6. Olhe à sua volta. A integração na paisagem envolvente, sempre que esta seja ordenada e bela.

7. Não imponha uma visão que pode não ser a mais adequada. Aceitar com base da concepção do jardim ou da paisagem a ordem natural da natureza liberta da acepção da sociedade humana.

8. Valorize os aspectos culturais da paisagem. Tal implica impor à ordem natural a ordem cultural que sublimará aquela em face do seu único utente, o homem.

9. Evite os excessos. Esta recomendação passa por exaltar no jardim ou na paisagem a simplicidade no ordenamento das coisas, evitando a decoração pela decoração.

10. Planeie e não tenha medo de recorrer a ajuda especializada. Um jardim e uma paisagem são fruto de concepções e projectos e nunca de arranjos ou decorações, pelo que a sua grandeza e beleza resulta no que lhes é essencial na medida certa.

in Revista Jardins nº 127 - Junho de 2013

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Descoberto gene capaz de tornar bactérias imunes a todos os antibióticos



As bactérias estão a tornar-se cada vez mais resistentes aos antibióticos
Cientistas descobriram na China um gene capaz de tornar bactérias invencíveis, resistentes mesmo a um a tipo de antibióticos de último recurso, denominados como polimixinas. O perigo é que doenças habitualmente tratáveis, como pneumonias e infecções urinárias por E.coli, possam vir a tornar-se letais.

“Estes são resultados extremamente preocupantes”, disse Liu Jian-Hua, professor da Universidade Agrícola do Sul da China e coautor do estudo divulgado na publicação científica britânica “The Lancet”.

A descoberta ocorreu após terem sido detetadas superbactérias em testes de rotina a porcos e galinhas no sul da China. Os animais transportavam uma bactéria resistente à colistina, um antibiótico potente de uso corrente na criação de gado.

Os investigadores analisaram as amostras de bactérias K. pneumoniae e E.coli recolhidas em porcos e galinhas vendidas em dezenas de mercados de quatro províncias chinesas.

GENE JÁ DETECTADO EM HUMANOS

Também analisaram os testes de laboratório de pacientes de dois hospitais, das províncias de Guangdong e Zhejiang.

Mais de 20% das bactérias encontradas nos animais, e mais de 15% das amostras de carne crua, tinham indicadores do gene MCR-1, que também foi encontrado em 16 dos 1322 pacientes cujos testes foram analisados.

A baixa taxa de infecções detectadas entre os humanos aponta para que a bactéria resistente tenha passado, com forte probabilidade, dos animais para os humanos, refere o mesmo estudo.

O gene é facilmente propagado de uma estirpe para outra, o que cria receios de uma “potencial epidemia” e está a preocupar os investigadores.

RISCO DE EXPANSÃO GLOBAL

A Organização Mundial da Saúde já alertou que a resistência antimicrobiana poderá conduzir “ao retrocesso a uma era préantibióticos”, na qual mesmo pequenas infecções ou cortes podem revelar-se fatais.

O estudo indicou que o gene MCR-1 está “actualmente confinado à China”, mas alerta para a possibilidade de vir a alastrar-se para outro pontos do globo. Alguns dados recolhidos apontam mesmo para que já possa ter chegado ao Laos e à Malásia.

Fonte: Expresso

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Conheça Drumi, a máquina de lavar portátil que não requer energia eléctrica


Imagine a seguinte situação: você quer viajar para o campo e passar um tempo acampando e se divertindo, mas a estadia vai exigir que você lave as suas roupas à mão. Ter uma máquina de lavar nesse momento seria excelente, não é mesmo? É aí que o conceito da Drumi se aplica: uma lavadora portátil que exige zero de energia eléctrica e pode ser utilizada em qualquer lugar.

O projecto foi criado por uma startup canadiana chamada de Yirego, que queria desenvolver uma alternativa à máquina de lavar doméstica, responsável por consumir uma grande quantidade de água e energia. O objecto é capaz de limpar uma quantidade pequena de roupas com apenas 9 litros de água e funcionar com a energia mecânica de um pedal, similar às antigas máquinas de costura.

A Drumi consegue lavar até sete peças de roupa simultaneamente. Basta manter o ritmo no pedal por cinco minutos para realizar o processo, que é dividido em três etapas: lavagem, enxague e secagem rápida.

Ecologicamente correcta

Um dos grandes destaques da lavadora portátil é a política ecologicamente correta utilizada pela Yirego. Além de consumir pouca água – cerca de 80% a menos que um eletrodoméstico comum – e nenhum tipo de energia elétrica, 40% da Drumi é construída com materiais reciclados.

Por enquanto, o projeto está em pré-venda no Canadá e Estados Unidos.

Fonte: Tecmundo

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

COP21 – A Cimeira de Paris que quer reformular o Protocolo de Quioto



A 21ª Cimeira do Clima – COP21 realizou-se em dezembro de 2015, em Paris, e teve como principal objetivo estabelecer um novo acordo internacional sobre o clima, para diminuir a emissão de gases de efeito estufa, o aquecimento global e em consequência limitar o aumento da temperatura global em 2º C até 2100.

A resposta política internacional às alterações climáticas começou na Cimeira da Terra no Rio em 1992, durante a qual se definiu o Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Esta convenção estabeleceu um quadro de ação destinado a estabilizar as concentrações atmosféricas de gases com efeito estufa (GEE) para evitar “uma interferência antropogénica perigosa com o sistema climático.” A UNFCCC, que entrou em vigor em 21 de março de 1994, tem agora uma adesão quase universal de 195 nações.

O principal objetivo da Conference of Parties (COP) consistiu em ​​rever a implementação da Convenção. A primeira COP teve lugar em Berlim em 1995 e desde então nos encontros significativos incluem-se a COP3, onde foi adotado o Protocolo de Quioto, COP11, onde foi produzido o Plano de Ação de Montreal, COP15 em Copenhaga, onde um acordo para o sucesso do Protocolo de Quioto não foi, infelizmente, realizado, e COP17 em Durban, onde o Fundo Climático Verde foi criado.

Em 2014, a COP20 realizada em Lima atraiu mais de 15 mil delegados oficiais, e os negociadores concluíram as negociações com o ‘Lima Call For Climate Action‘, um documento que estabelece as bases para um novo acordo climático global.

O que é a COP21 e qual o seu objetivo?
Em 2015, a COP21, também conhecida como a Cimeira do Clima de Paris, pela primeira vez em mais de 20 anos de negociações das Nações Unidas, alcançou um acordo juridicamente vinculativo e universal sobre o clima, com o objectivo de manter o aquecimento global abaixo dos 2 °C. O limite da subida de temperatura média do planeta de 2 ºC prende-se com o facto de que, se ultrapassado, consequências perigosas e irreversíveis tornar-se-ão inevitáveis.

Contributo de Portugal para o Clima e para a Sustentabilidade
A Europa deve dar o exemplo e liderar nas políticas climáticas, como aconteceu com o Comércio Europeu de Licenças de Emissões (CELE), rumo a um acordo na Conferência do Clima de Paris, que substitua o protocolo de Quioto, afirmou Jorge Moreira da Silva, na altura Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia.

Portugal tem já uma trajetória, rumo a Paris, bem definida. Em Abril de 2015, o Governo e 82 entidades públicas e privadas da sociedade civil assinaram o Compromisso para o Crescimento Verde, que estabelece 14 metas e 111 iniciativas até 2030. Este Compromisso, além de traçar o rumo para o crescimento e desenvolvimento sustentáveis, dota as políticas públicas de previsibilidade, estabilidade e ambição. Recorde-se que o Compromisso para o Crescimento Verde prevê a obtenção de uma meta de 40% de renováveis no consumo final de energia em 2030, quando na Europa é de apenas 27%, e a redução da emissão de gases com efeitos de estufa em 30% a 40% em 2030, face a 2005.

Participação das Empresas na COP21
Em paralelo com a COP21 decorreu o Sustainable Innovation Forum 2015, que tem como objetivo facilitar parcerias entre empresas, governos, as Nações Unidas e Organizações Não Governamentais, promovendo soluções para as alterações climáticas e fomentar a inovação na área das baixas emissões de carbono.

Saber mais:

domingo, 29 de novembro de 2015

Musica do BioTerra: Agnes Obel - Fuel to Fire


Com a participação de David Lynch

Do you want me on your mind
Or do you want me to go on?
I might be yours, as sure as I can say
Be gone, be faraway

Roses on parade, they follow you around
Upon your shore, as sure as I can say
Be gone, be faraway
Like fuel to fire

Into the town we go
Into your hideaway
Where the towers grow
Gone to be faraway
Sing quietly along

Pious words to cry into the under
Upon your shore, as sure as I can say
Be gone, be faraway

Oh, what a day to choose
Torn by the hours
All that I say to you
Is like fuel to fire

Into the town we go
Into your hideaway
Where the towers grow
Gone to be faraway
Never do we know
Never do they give away
Where the towers grow
Only you will hear them say

Sing quietly along
Sing quietly along

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Crianças que não brincam na Natureza, não se preocupam em protegê-la, diz artigo

Se um futuro melhor depende das gerações que ainda estão por vir, então algumas coisas precisam mudar. Em artigo escrito por George Monbiot no jornal britânico The Guardian, o autor coloca em cheque as consequências da falta de contato das crianças actuais com a natureza.

A cada ano que passa, as crianças estão mais presas dentro de suas casas. Segundo Monbiot, no Reino Unido, apenas uma em cada dez crianças têm o hábito de praticar atividades ao ar livre em ambiente natural. Em contrapartida, os adolescentes que têm entre 11 e 15 anos gastam metade do dia em frente a uma tela, seja ela de computador, televisão ou smartphone. A situação é semelhante em diversas partes do mundo.

O autor cita várias hipóteses para essa mudança. Enquanto nas décadas passadas as crianças tinham mais autonomia para brincar na rua e até mesmo se deslocarem sozinhas, hoje os pais têm que lidar com o medo da violência, do trânsito e de pessoas estranhas. Assim, ficar dentro de casa é a opção mais prática, mas não a melhor delas.

Monbiot coloca esse novo hábito “doméstico” como algo perigoso, principalmente para a saúde. A inactividade dos jovens resulta em doenças como diabetes, obesidade, raquitismo e declínio das habilidades cardio-respiratórias. Muitos desses problemas seriam evitados se as brincadeiras em meio à natureza fossem mantidas, como é possível concluir em um estudo conduzido pela Universidade de Illinois, nos EUA. A pesquisa sugere que brincar na grama, entre árvores, ajuda até mesmo a reduzir os sintomas do déficit de atenção e dos problemas de hiperatividade.

Além da saúde, a falta de contato das novas gerações com a natureza pode se transformar em um problema muito maior. Como ter cuidado ou se preocupar com algo que você não conhece e não tem intimidade? Esta é a questão levantada pelo britânico. Para ele, os ativistas ambientais costumam ser pessoas que passaram a infância imersos na natureza. “Sem um sentimento pelo mundo natural e sua função, sem uma intensidade de envolvimento nas experiências da infância, as pessoas não vão dedicar suas vidas à proteção”, conclui o artigo. (Fonte: Ciclo Vivo)

Clique aqui para ler o artigo. 

Mais de 5 anos depois de apresentada, Silicon Valley de Paredes continua no papel



Porto, 27 nov (Lusa) -- Mais de cinco anos após a apresentação do projeto, a `cidade inteligente` que a norte-americana Living PlanIT queria instalar em Paredes deveria ter a "massa crítica" concluída e 12 mil empresas já instaladas, mas ainda não saiu do papel.

"Acredito que já haja pessoas a morar na cidade no final do próximo ano, em que alguns edifícios já estarão concluídos, e a primeira fase estará terminada no primeiro ou segundo trimestre de 2012. Por volta de 2015 esperamos ter atraído cerca de 12 mil empresas e a massa crítica já estará concluída, mas a cidade estará em constante desenvolvimento", afirmava em junho de 2010 o presidente da empresa promotora Living PlanIT, Steve Lewis.

Então classificado como Projeto de Interesse Nacional (PIN), o PlanIT Valley -- conhecido como a `cidade do futuro` de Paredes -- representava um investimento de 10 mil milhões de euros e ambicionava ter milhares de habitantes em menos de uma década, sendo que, numa primeira fase, Steve Lewis previa a instalação de 11 mil pessoas numa área de um milhão de metros quadrados.

"Quando acabarmos, dentro de provavelmente menos de 10 anos, teremos no PlanIT Valley 225 mil pessoas, das quais 110 mil em empregos de investigação e desenvolvimento", afirmou em declarações à agência Lusa, em outubro de 2011.

Após várias tentativas, mal sucedidas, para ouvir o presidente da Living PlanIT, a Lusa contactou fonte oficial da Câmara Municipal de Paredes, que disse ter apenas a informação de que "os investidores continuam a estar interessados" no projeto.

"Da parte da Câmara não temos muito mais a acrescentar. Pediram-nos para desburocratizar algumas situações, foi tudo tratado, e a informação que temos é que continuam a estar interessados, mas não há mais desenvolvimentos. Continua tudo nas mãos dos investidores, que penso que estarão a angariar mais parceiros para desenvolver o projeto", afirmou a fonte.

Projetado para uma área total de 40 hectares nas freguesias de Recarei, Sobreira, Aguiar de Sousa e Parada de Todeia, o PlanIT Valley prometia ser "a primeira cidade do mundo em que a tecnologia está presente desde a construção dos edifícios e dos espaços", o que criaria "novas oportunidades a nível da energia, inovação e formas de interação entre as pessoas".

O objetivo, salientavam os promotores em 2010, era criar uma cidade piloto que seria o modelo das cidades do futuro, com uma comunidade "muito focada nos técnicos e trabalhadores na área tecnológica".

Para "atrair talento mundial e fixar o talento que já existe em Portugal" o PlanIT Valley pretendia assumir-se como "um bom espaço para viver", com locais de trabalho e pesquisa, mas também infraestruturas de educação, de saúde, de lazer, de comércio e zonas habitacionais.

"Não é um parque de ciência nem um `campus`, é uma cidade verdadeira com tudo o que há numa cidade, mas que esperamos que tenha um espírito tipicamente português", explicou, na altura, Steve Lewis.

Em junho de 2010, altura em que foi formalizada a adesão da primeira empresa -- a Cisco -- ao projeto -- eram apontados os nomes da McLaren, Siemens, Microsoft, Intel, IBM e Bosch como pretendendo instalar centros de investigação e desenvolvimento no Silicon Valley português e o arranque da construção dos primeiros edifícios estava agendada: o último trimestre daquele ano.

Mais recentemente, em junho de 2013, o presidente da Living PlanIT avançou a falta de financiamento como o obstáculo ao arranque do projeto, que terá sofrido os efeitos colaterais da entrada da `troika` em Portugal.

"Inicialmente desenvolvemos uma estratégia de financiamento baseada em dívida, alavancando as fontes internacionais de financiamento, mas tivemos que repensar a nossa estratégia", afirmou então Steve Lewis, em declarações ao Dinheiro Vivo.

Na altura, Lewis disse ter já reformulado o plano e pretender entregá-lo "brevemente" à Câmara de Paredes e ao Governo para análise e aprovação, sendo que o financiamento necessário passaria a vir de fundos de investimento e de capitais de risco, que estariam até "interessados numa IPO (`Initial Public Offering` -- oferta pública inicial) da Living PlanIT".

Sem fixar datas nem montantes, Steve Lewis falava então em avançar, numa primeira fase, com a sede do Living PlanIT, a investigação e desenvolvimento, o laboratório da Internet das Coisas e instalações executivas, revelando que se trataria de "instalações `state of the art` em escala" e que a ideia seria exportar a tecnologia ali desenvolvida.

Também em 2013, o gestor norteamericano disse ao jornal Público que, apesar de estar a demorar "muito mais do que o previsto", não tinha intenção de desistir do projeto, adiantando então que estavam cerca de "50 pessoas" envolvidas em Portugal, tendo já sido investidos "muitos milhões de euros no desenvolvimento do conceito".

"Já não perco o sono a pensar se irá acontecer, mas sim a pensar quando e como irá acontecer", afirmou então.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Documentário: Final Warning - Limits to Growth


Alguém tomou alguma medida? Isto demonstra que o capitalismo está na origem de problemas como a sobrepopulação e a poluição ambiental, mas poucos parecem estar conscientes desta ligação.

Após a sua publicação em 1972, o estudo do Clube de Roma, "Os Limites do Crescimento", tornou-se um marco histórico. O livro questiona o princípio fundamental da ideologia económica americana do capitalismo, com a sua busca insaciável pelo crescimento. No entanto, a obra não se limitou a criticar as práticas da época. Ela alertou ainda para as consequências extremamente diversas e massivas para toda a humanidade. Embora não haja praticamente nenhuma dúvida quanto à validade do estudo e da sua obra sucessora de 1992, "Para Além dos Limites", os governos de todo o mundo têm feito muito pouco para resolver os principais problemas. Temas como a sobrepopulação, a poluição ambiental, o esgotamento dos recursos e o consumo são hoje familiares a todos, mas poucas pessoas têm consciência do impacto que podem ter no contexto do crescimento exponencial da Terra e, consequentemente, de toda a humanidade. Este documentário esclarece o efeito que a obra teve na perceção pública nas últimas quatro décadas.

Augusto Cury: “Nunca tivemos uma geração tão triste”

Fonte: M de Mulher
Augusto Cury, o famoso psiquiatra que tem livros publicados em mais de 70 países e dá palestras para multidões no Brasil e lá fora, lançou recentemente uma versão para crianças e adolescentes do seu best-seller Ansiedade - Como Enfrentar o Mal do Século. O autor conversou com a gente sobre os desafios de se criar os filhos hoje e não poupou críticas à maneira como a família e a escola têm educado os pequenos. Confira!

Excesso de estímulos
"Estamos assistindo ao assassinato coletivo da infância das crianças e da juventude dos adolescentes no mundo todo. Nós alteramos o ritmo de construção dos pensamentos por meio do excesso de estímulos, sejam presentes a todo momento, seja ACESSO ilimitado a smartphones, redes sociais, jogos de videogame ou excesso de TV. Eles estão perdendo as habilidades sócio-emocionais mais importantes: se colocar no lugar do outro, pensar antes de agir, expor e não impor as ideias, aprender a arte de agradecer. É preciso ensiná-los a proteger a emoção para que fiquem livres de transtornos psíquicos. Eles necessitam gerenciar os pensamentos para prevenir a ansiedade. Ter consciência crítica e desenvolver a concentração. Aprender a não agir pela reação, no esquema 'bateu, levou', e a desenvolver altruísmo e generosidade."

Geração triste
"Nunca tivemos uma geração tão triste, tão depressiva. Precisamos ensinar nossas crianças a fazerem pausas e contemplar o belo. Essa geração precisa de muito para sentir prazer: viciamos nossos filhos e alunos a receber muitos estímulos para sentir migalhas de prazer. O resultado: são intolerantes e superficiais. O índice de suicídio tem aumentado. A família precisa se lembrar de que o consumo não faz ninguém feliz. Suplico aos pais: os adolescentes precisam ser estimulados a se aventurar, a ter contato com a natureza, se encantar com astronomia, com os estímulos lentos, estáveis e profundos da natureza que não são rápidos como as redes sociais."


Dor compartilhada
"É fundamental que as crianças aprendam a elaborar as experiências. Por exemplo, diante de uma perda ou dificuldade, é necessário que tenham uma assimilação profunda do que houve e aprender com aquilo. Como ajudá-las nesse processo? Os pais precisam falar de suas lágrimas, suas dificuldades, seus fracassos. Em vez disso, pai e mãe deixam os filhos no tablet, no smartphone, e os colocam em escolas de tempo integral. Pais que só dão produtos para os seus filhos, mas são incapazes de transmitir sua história, transformam seres humanos em consumidores. É preciso sentar e conversar: 'Filho, eu também fracassei, também passei por dores, também fui rejeitado. Houve momentos em que chorei'. Quando os pais cruzam seu mundo com os dos filhos, formam-se arquivos saudáveis poderosos em sua mente, que eu chamo de janelas light: memórias capazes de levar crianças e adolescentes a TRABALHAR dores perdas e frustrações."

Intimidade
"Pais que não cruzam seu mundo com o dos filhos e só actuam como manuais de regras estão aptos a lidar com máquinas. É preciso criar uma intimidade real com os pequenos, uma empatia verdadeira. A família não pode só criticar comportamentos, apontar falhas. A emoção deve ser transmitida na relação. Os pais devem ser os melhores brinquedos dos seus filhos. A nutrição emocional é importante mesmo que não se tenha tempo, o tempo precisa ser qualitativo. Quinze minutos na semana podem VALER por um ano. Pais têm que ser mestres da vida dos filhos. As escolas também precisam mudar. São muito cartesianas, ensinam raciocínio e pensamento lógico, mas se esquecem das habilidades sócio-emocionais."

Mais brincadeira, menos informação
"Criança tem que ter infância. Precisa brincar, e não ficar com uma agenda pré-estabelecida o tempo todo, com aulas variadas. É importante que criem brincadeiras, desenvolvendo a criatividade. Hoje, uma criança de sete anos tem mais informação do que um imperador romano. São informações desacompanhadas de conhecimento. Os pais podem e devem impor limites ao tempo que os filhos passam em frente às telas. Sugiro duas horas por dia. Se você não COLOCAR limite, eles vão desenvolver uma emoção viciante, precisando de cada vez mais para sentir cada vez menos: vão deixar de reflectir, se interiorizar, brincar e contemplar o belo."

Parabéns!
"Em vez de apontar falhas, os pais devem promover os acertos. Todos os dias, filhos e alunos têm pequenos acertos e atitudes inteligentes. Pais que só criticam e educadores que só constrangem provocam timidez, insegurança, dificuldade em empreender. Os educadores precisam ser carismáticos, promover os seus educandos. Assim, o filho e o aluno vão ter o prazer de receber o elogio. Isso não tem ocorrido. O ser humano tem apontado comportamentos errados e não promovido características saudáveis."

Conselho final para os pais
"Vejo pais que reclamam de tudo e de todos, não sabem ouvir não, não sabem trabalhar as perdas. São adultos, mas com idade emocional não desenvolvida. Para actuar como verdadeiros mestres, pai e mãe precisam estar equilibrados emocionalmente. Devem desligar o celular no fim de semana e ser pais. Muitos são viciados em smartphones, não conseguem se desconectar. Como vão ensinar os seus filhos e fazer pausas e contemplar a vida? Se os adultos têm o que eu chamo de síndrome do pensamento acelerado, que é viver sem conseguir aquietar a mente, como vão AJUDAR seus filhos a diminuírem a ansiedade?"

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Slowdive - Hide Yer Eyes



Silly girl
You don't look so good
There's nothing here that makes you feel the way you should
The summer's gone and you've lost your way
Why hide your heart
You know It's always such a waste
Seeing you cry and it makes me sad
Makes me think that I should hold you everyday
Miss you always
Even if you hit the ground
Miss you always
Even if you're here to play

Silly Girl
It's just a way to go
There's nothing cool that makes my heart stay away
I've seen you cry and it makes me sad
Don't hide your eyes
You know it's always such a waste
Miss you always
Even when you hit the ground
Miss you always
Even when you're here to play

A música 'Hide Yer Eyes' da banda Slowdive é uma balada melancólica que explora temas de tristeza, perda e saudade. A letra começa com a expressão 'Silly girl', que pode ser interpretada como uma forma carinhosa de se referir a alguém que está passando por um momento difícil. A personagem da música não está se sentindo bem e parece ter perdido o rumo após o fim do verão, uma metáfora comum para o fim de um período feliz e despreocupado.

A repetição da frase 'Miss you always' reforça a ideia de uma saudade constante, independentemente das circunstâncias. Mesmo quando a pessoa está presente, há uma sensação de perda e de algo que falta. A música sugere que esconder os sentimentos ('Why hide your heart' e 'Don't hide your eyes') é um desperdício, pois a vulnerabilidade e a expressão emocional são partes essenciais da experiência humana.

A melodia etérea e os vocais suaves, característicos do estilo shoegaze de Slowdive, complementam a atmosfera introspectiva da letra. A banda é conhecida por criar paisagens sonoras que evocam emoções profundas, e 'Hide Yer Eyes' não é exceção. A música convida o ouvinte a refletir sobre suas próprias experiências de tristeza e saudade, oferecendo um espaço para a contemplação e a empatia.

Encontros Improváveis- Cecília Meireles e Bob Holroyd with Happy Rhodes - Games Without Frontiers





Não digas onde acaba o dia.
Onde começa a noite.
Não fales palavras vãs.
As palavras do mundo.
Não digas onde começa a Terra,...
Onde termina o céu
Não digas até onde és tu.
Não digas desde onde és Deus.
Não fales palavras vãs.
Desfaze-te da vaidade triste de falar.
Pensa, completamente silencioso,
Até a glória de ficar silencioso,
Sem pensar.

Cecília Meireles

terça-feira, 24 de novembro de 2015

CIBIO identifica nova espécie de mamífero em Portugal


Fonte: CIBIO
Uma equipa de investigação portuguesa, da qual fez parte Joana Paupério, investigadora do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-InBIO), da Universidade do Porto, confirmou recentemente o primeiro registo de ocorrência em Portugal do rato-das-neves (Chionomys nivalis), uma espécie de mamífero cuja existência no nosso país era até agora desconhecida.

Pardo, com longos bigodes (vibrissas) brancos, patas posteriores muito desenvolvidas e cauda comprida. Assim se caracteriza o pequeno animal observado no verão de 2014, no Parque Natural de Montesinho, pelo fotógrafo de vida selvagem Gonçalo Rosa. As fotografias foram depois enviadas para Hélia Vale Gonçalves e Paulo Barros, investigadores no Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, que confirmaram tratar-se de uma nova espécie.

O passo final até à confirmação da descoberta implicou a captura – e posterior libertação – de dois animais (um macho e uma fêmea) e uma viagem até ao laboratório de Joana Paupério no CIBIO-InBIO. Os resultados obtidos através de análise genética permitiram verificar que são geneticamente próximos, mas diferentes das populações já estudadas do centro de Espanha.

“O rato-das-neves tem uma distribuição fragmentada na Europa, pois encontra-se restrito a zonas montanhosas, e as suas populações apresentam uma diferenciação genética considerável ao nível mitocondrial”, refere a investigadora. Especializada no estudo dos micromamíferos, Joana Paupério revela ainda que “a população detetada em Portugal está localizada no limite da área de distribuição, mas é geneticamente próxima das restantes populações ibéricas”.

Publicada na revista Italian Journal of Zoology, a descoberta do rato-das-neves em Portugal pode ser importante para promover a conservação de uma espécie bastante sensível a alterações do habitat e que tem um papel importante na disseminação de sementes.”As populações espanholas estão classificadas como quase ameaçadas, pelo que a descoberta desta população em Portugal tem elevada relevância para a conservação deste roedor”, explica Joana Paupério, alertando para a necessidade de serem conduzidos “censos regionais rigorosos sobre distribuição dos micromamíferos, a fim de garantir a preservação da espécie”.

sábado, 21 de novembro de 2015

Música do Bioterra: Otto A. Totland - Âust


Video: Iceland, March, 2014 (Gulfoss, mainly)
Uma característica marcante das gravações de Totland em "Âust" é a inclusão dos sons mecânicos do próprio piano — o ranger do banco, o movimento dos pedais e o respirar das teclas. Estes ruídos de fundo são parte integrante da experiência estética, conferindo à música uma sensação de proximidade física e vulnerabilidade.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Califórnia: seca matou 12 milhões de árvores

O estado da Califórnia, nos Estados Unidos, perdeu 12 milhões de árvores nos últimos tempos, consequência da seca, dos fogos florestais e do escaravelho da casca, de acordo com o US Forest Service.

De acordo com Gregory Asner, da Universidade de Stanford, esta é uma estimativa conservadora, porém. Por outro lado, cerca de 120 milhões de árvores, quase 20% do total de árvores do estado, estão ameaçadas devido à seca. Mesmo que o El Niño traga alguma chuva.

“A mortalidade de árvores das florestas da Califórnia está a pôr em risco infra-estruturas e vidas, uma vez que leva ao aumento massivo das condições para incêndios e outras ameaçadas colocadas pelos troncos caídos”, explicou o Governador Jerry Brown numa carta enviada ao secretário da Agricultura norte-americano, Tom Vilsack. “É o pior caso de sempre de mortalidade de árvores”, concluiu.

Cerca de 30% da população da Califórnia vive em áreas próximas da floresta, o que coloca autoridades e população sob alerta de uma possível tragédia a curto prazo. Para além das casas, também as infra-estruturas eléctricas, estradas e outras propriedades estão vulneráveis.

Uma das primeiras medidas para prevenir uma catástrofe já foi tomada: as autoridades locais e estatais vão passar a trabalhar juntas para remover as árvores mortas de zonas mais vulneráveis aos incêndios.

No entanto, a situação só ficará controlada quando a própria seca terminar, o que não se prevê que aconteça no curto prazo. Ou, segundo o City Lab, também no médio e longo prazo.

Fonte: GreenSavers