domingo, 8 de dezembro de 2024

Livro: Autocracy Inc


Bestseller do New York Times • O Melhor Livro do Economista de 2024 • O Melhor Livro do Financial Times de 2024 • Do autor vencedor do prémio Pulitzer, um relato alarmante de como as autocracias trabalham em conjunto para minar o mundo democrático e como nos devemos organizar para derrotá-las
“Um guia magistral para a nova era de autoritarismo... perspicaz e destemido.” —John Simpson, The Guardian • “Especialmente oportuno.“—The Washington Post
Pensamos que sabemos o que é um Estado autocrático: há um líder todo-poderoso no topo. Ele controla a polícia. A polícia ameaça as pessoas com violência. Existem colaboradores malignos e talvez alguns dissidentes corajosos.
Mas no século XXI, isto tem poucas semelhanças com a realidade. Hoje em dia, as autocracias são sustentadas não por um ditador, mas por redes sofisticadas compostas por estruturas financeiras cleptocráticas, tecnologias de vigilância e propagandistas profissionais, que operam em múltiplos regimes, desde a China à Rússia e ao Irão. As empresas corruptas de um país fazem negócios com empresas corruptas de outro. A polícia de um país pode armar e treinar a polícia de outro, e os propagandistas partilham recursos e temas, transmitindo as mesmas mensagens sobre a fraqueza da democracia e o mal da América.
A condenação internacional e as sanções económicas não podem mover os autocratas. Mesmo os movimentos populares de oposição, da Venezuela a Hong Kong e Moscovo, não têm qualquer hipótese. Os membros da Autocracy, Inc, não estão ligados por uma ideologia unificadora, como o comunismo, mas sim por um desejo comum de poder, riqueza e impunidade. Neste tratado urgente, que evoca o ensaio de George Kennan apelando à “contenção” da União Soviética, Anne Applebaum apela às democracias para que reorientem fundamentalmente as suas políticas para combater um novo tipo de ameaça.

Saber mais:

sábado, 7 de dezembro de 2024

Frase de Yann Arthus-Bertrand - É de cortar o coração e muito preocupante!


Due diligence: o que é e como aplicar no contexto ambiental?


Due diligence, ou diligência prévia, é um processo de investigação minuciosa para avaliar a conformidade de uma empresa ou ativo com determinadas normas e requisitos. No contexto ambiental, torna-se uma ferramenta essencial para identificar e mitigar riscos associados à contaminação do solo, da água e do ar, além de garantir a conformidade com a legislação ambiental vigente. 

Neste artigo, nos aprofundaremos sobre due diligence ambiental, uma prática que vem ganhando cada vez mais importância diante de algumas regulamentações, como a adequação das empresas para atendimento ao Regulamento para Produtos Livres de Desmatamento da União Europeia (EUDR). 

O que é Due diligence?
Due diligence é um conceito amplo que abrange uma série de ações destinadas a coletar e analisar informações relevantes sobre uma determinada situação. No âmbito empresarial, por exemplo, uma declaração de diligência pode ser utilizada para avaliar a viabilidade de um investimento, a reputação de um parceiro comercial ou a conformidade de uma operação com as leis e regulamentos aplicáveis. 

Due diligence ambiental
Due diligence ambiental é um processo de investigação que visa identificar e avaliar os potenciais impactos ambientais de uma empresa, seus produtos ou projetos. Por meio de uma declaração de diligência ambiental, é possível verificar a origem das matérias-primas, garantir a conformidade com as leis ambientais e sociais em cada etapa da produção, bem como confirmar que não houve desmatamento ou degradação ambiental associado à produção dessas matérias-primas. 

Nesse sentido, uma Due Diligence ambiental pode ser produzida a partir da análise documental (contendo a revisão de licenças ambientais, relatórios de auditoria e outros documentos relevantes), visitas in loco (inspeção das instalações da empresa e de seus fornecedores), análises geográficas (utilização de ferramentas de geoprocessamento, como o Sensoriamento Remoto, para mapear áreas de risco e rastrear a origem das matérias-primas), dentre outras técnicas. 

Por meio da due diligence ambiental, as empresas são capazes de garantir a conformidade com as regulamentações ESG (sigla em inglês para Environmental, Social and Governance, traduzida como Ambiental, Social e Governança):
  1. Comprovar a conformidade com as normas socioambientais e de governança corporativa;
  2. Rastrear a origem dos produtos;
  3. Evidenciar a ausência de desmatamento em toda a cadeia de suprimentos.
  4. Dessa forma, é possível garantir que a empresa esteja em conformidade com boas práticas ambientais, de governança e de responsabilidade social, ampliando sua atuação em mercados estratégicos. 
Veja exemplos nos quais a diligência prévia é aplicada:
  1. Identificar riscos de desmatamento ilegal:
  2. Detalhar as origens das matérias-primas utilizadas, verificando se há associação a áreas de desmatamento ilegal ou degradação florestal. 
Avaliar a cadeia de suprimentos:
Analisar os elos da cadeia de valor (produção à distribuição), buscando garantir que todos os fornecedores estejam de acordo com as leis ambientais e sociais.

Implementar medidas de mitigação:
Criar planos de ação para mitigar os impactos ambientais identificados, como a aquisição de matérias-primas de fontes certificadas e o apoio a projetos de restauração florestal.

Licenciamento ambiental:
Pode ser utilizada como ferramenta para auxiliar no processo de licenciamento ambiental, fornecendo informações relevantes para a elaboração dos estudos ambientais.

Financiamento de projetos:
Instituições financeiras costumam exigir a realização desse processo como condição para a concessão de crédito, visando mitigar os riscos associados a projetos com potencial impacto ambiental.

Benefícios da due diligence ambiental
A realização da due diligence ambiental oferece diversos benefícios, como:
  1. Redução de riscos: a identificação de potenciais passivos ambientais permite que sejam tomadas medidas para mitigar os riscos e evitar problemas futuros.
  2. Proteção legal: prova de que a empresa adotou medidas razoáveis para identificar e prevenir danos ambientais, o que pode ser fundamental em caso de litígios.
  3. Melhoria da reputação: demonstra um compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental, podendo fortalecer a imagem da empresa e atrair investidores.
  4. Conformidade com a legislação: garantia de que a empresa esteja conforme a legislação ambiental vigente, evitando multas e sanções.
  5. Adequação ao EUDR: a realização da due diligence ambiental é um passo fundamental para que as empresas se adequem às exigências do novo Regulamento Europeu sobre Due Diligence para Produtos Livres de Desmatamento.
  6. Acesso a mercados estratégicos: alguns países exigem que as exportadoras comprovem a origem da matéria-prima e a conformidade com suas regulamentações ambientais. Assim, a aplicação de due dilligence é crucial para ampliar a atuação em mercados-chave, bem como necessária para efetuar determinadas transações comerciais.
Due diligence ambiental e EUDR
Frente ao avanço das regulamentações de ESG, a aplicação de due diligence ambiental tornou-se imprescindível para os aspectos de compliance corporativo. Em especial, o Pacto Ecológico Europeu, que prevê objetivos de neutralidade climática e proteção da biodiversidade, vem impulsionado a criação de regulamentações cada vez mais rigorosas, como o Regulamento Europeu sobre Desmatamento (EUDR).

O EUDR proíbe a importação e comercialização na União Europeia de produtos derivados de commodities associadas ao desmatamento. Assim, essa regulamentação exige que as empresas demonstrem que suas cadeias de suprimentos são livres de desmatamento e degradação florestal por meio de uma declaração de diligência. 

Conclusão:
A due diligence ambiental é uma ferramenta imprescindível para empresas que buscam operar de forma sustentável e seguindo a legislação. Ao identificar e mitigar os riscos ambientais, contribui para a proteção do meio ambiente, para a segurança jurídica e a reputação empresarial. 

Música do BioTerra: Björk - Hyperballad


[Verse 1]
We live on a mountain right at the top
There's a beautiful view from the top of the mountain
Every morning I walk towards the edge
And throw little things off
Like car parts, bottles, and cutlery
Or whatever I find lying around

[Pre-Chorus 1]
It's become a habit
A way to start the day

[Chorus]
I go through all this before you wake up
So I can feel happier to be safe up here with you
I go through all this before you wake up
So I can feel happier to be safe up here with you

[Verse 2]
It's early morning, no one is awake
I'm back at my cliff, still throwing things off
I listen to the sounds they make on their way down
I follow with my eyes till they crash
I imagine what my body would sound like
Slamming against those rocks
See upcoming pop shows
Get tickets for your favorite artists
You might also like
Timeless
The Weeknd & Playboi Carti
So High School
Taylor Swift
Army of Me
Björk
[Pre-Chorus 2]
And when it lands
Will my eyes be closed or open?

[Chorus]
I go through all this before you wake up
So I can feel happier to be safe up here with you
I go through all this before you wake up
So I can feel happier to be safe up here with you
I go through all this before you wake up
So I can feel happier to be safe up here with you

[Post-Chorus]
Safe up here with you



“Quando te apaixonas, nunca sabes se essa será a última vez que te vais apaixonar e isso acaba por se tornar em algo muito precioso para ti. Tornas-te superprotetor. E sempre que te encontras com a pessoa por quem estás apaixonado, mostras apenas o teu lado bom e certificas-te que ela nunca vê o teu lado mau, para que este amor se mantenha. Isto acontecia a todos os meus amigos”.

As palavras são de Björk e descrevem o ponto de partida para Hyperballad, o quarto single do seu segundo álbum em inglês, Post, um dos discos que mais cópias vendeu no seu catálogo e aquele que contém, simultaneamente, o seu mais conhecido tema para o público em geral e aquele que a compositora mais tem ignorado em digressões desde então, a sua versão de It’s Oh So Quiet. Björk é assim. De extremos. Ou era, com os seus 31 anos. E também o é Hyperballad, que celebra este mês 20 anos sobre o seu lançamento.

Aquele que é frequentemente citado por muitos como um dos melhores singles lançados pela islandesa, principalmente se fecharmos o espectro de análise à década de 90, é um hino ao anti-politicamente correto. Hyperballad é explodir quando estamos sozinhos para podermos dar o melhor de nós quando não o estamos. É a plataforma catártica para a libertação de frustrações, angústias e inseguranças. Nem que isso implique subir ao topo de um penhasco e atirar peças de carro, garrafas e talheres, como tão candidamente Björk exemplifica na letra.

Ao longo de quase cinco minutos e meio, o quarto single do disco mais eufórico da cantora descreve um sonho que a islandesa teve, e que serviu, assim, de inspiração para a sua composição. Assim como a própria mensagem do tema, que não é mais do que uma espécie de bola anti-stresse para manter a chama acesa numa longa relação, também a composição instrumental do tema, criado em parceria com o seu habitual colaborador Nellee Hooper, vai evoluindo. A consistente percussão quase hipnotizante e pequenos apontamentos psicadélicos de eletrónica no refrão dão lugar a um final pós-clímax e apaziguador, a cargo dos instrumentos de cordas.



O teledisco de Hyperballad, de resto, esteve a cargo do francês Michel Gondry, um dos principais parceiros audiovisuais de Björk na sua carreira, tendo sido também o responsável pelos vídeos de Jóga, Bachelorette, Army Of Me, Isobel, Declare Independence e Crystalline.

Música do BioTerra: The Sugarcubes - Regina


[Verse 1: Einar]
Came from the east
Relative forgot
To scrape away
Land in south
Exhausted engine
No teeth
No chance to stop
Meet Johnny

[Verse 2: Björk]
Came from the east
Like the sun
But with tired engine
Regina otherwise magnificent
Regina in good bloom

[Chorus 1: Björk]
Oh oh as old as the sun
Oh oh with white teeth
Oh oh Regina, oh oh Regina
Oh oh Regina, oh oh Regina

[Verse 3: Einar]
Land on islands
Meet Johnny
Examine my red
Basalt cluster
Bottomless dust, terrific sun
And wetting quite nicely thank you
I do say nicely
I do mean that
Actually

[Chorus 2: Björk]
Blow into the chastity belt
Regina, Regina
Oh oh Regina, oh oh Regina

[Verse 4: Einar]
Hex and bitch and
Deserves lobster and fame
Oh, Johnny
Teeth and gums
In my life
Moon and sun
In my life
Lobster and shrimp
In my life
I don't really like lobster (like lobster)

[Verse 5: Björk]
Regina is too old
But the sun is much older
Still the sun with white teeth
But Mrs R. with none
Sun with false teeth
Give me lobster and fame

[Bridge: Einar]
I really don't like lobster!

[Outro: Björk]
Oh oh Regina, oh oh Regina...

“Regina”, lançada pelos The Sugarcubes em 1988 no álbum Life’s Too Good, é uma música com o humor surreal, irônico e poético típico da banda — especialmente da escrita de Einar Örn e dos vocais imprevisíveis de Björk.

O significado da música não é literal, mas vários elementos ajudam a entender o seu espírito.

“Regina” é uma canção que mistura absurdo, crítica social e imaginação fantástica. A personagem Regina é retratada como uma figura quase mítica, uma mulher poderosa e selvagem, vinda das “montanhas” e associada a forças naturais, ciclones e tempestades. Ela é descrita com exagero deliberado, como se fosse maior que a vida, uma entidade que perturba e desarruma o mundo civilizado. Esse tom exagerado funciona como sátira: os Sugarcubes gostavam de brincar com a forma como a Islândia era percebida — um país “exótico”, “selvagem”, habitado por pessoas supostamente estranhas. Assim, Regina pode representar a Islândia caricaturada, uma imagem absurda que os estrangeiros projetam. Ao mesmo tempo, a letra trabalha a tensão entre natureza e modernidade, entre comportamento “civilizado” e impulso primal, apresentando Regina como alguém que rompe com normas sociais e traz caos criativo. Como muitas músicas da banda, “Regina” não oferece um enredo fixo; é uma colagem de imagens surreais que desafiam interpretações literais. O resultado é um retrato vibrante e irónico de uma mulher indomável, símbolo da energia imprevisível — e muitas vezes incompreendida — da própria cultura islandesa.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

A mãe dos pobres do Porto, deixou-nos a todos.


Espero que o seu legado continue.
Guiada pelo lema "Mais importante do que verbalizar doutrinas é humanizar atitudes", Lasalete foi a luz na vida de sem-abrigo, toxicodependentes e migrantes com necessidades.
Morreu La Salete Piedade, fundadora e presidente do Coração da Cidade, instituição de solidariedade social que se destaca no apoio a sem-abrigo e outras pessoas desfavorecidas e que ganhou notoriedade pelo apoio do ex-presidente do F. C. Porto, Pinto da Costa.

O antigo líder dos dragões é presença assídua na instituição, designadamente na distribuição de refeições na altura do Natal.

La Salete Piedade era a figura máxima do Coração da Cidade, que nasceu pela sua mão em 1996, e figura de relevo na área do apoio social. Morreu aos 73 anos e o velório realiza-se a partir das 15 horas desta quinta-feira. As cerimónias fúnebres estão agendas para as 15 horas de amanhã, sexta-feira, no Tanatório de Paranhos (Rua de Roberto Frias), onde o corpo será cremado.

Nas redes sociais, multiplicam-se as mensagens de consternação e de pesar pela morte de La Salete Piedade.

"Natural do Porto, onde nasceu a 8 de julho de 1951, La Salete viveu e trabalhou na cidade toda a sua vida, dedicando-se incansavelmente à causa dos mais vulneráveis. A sua infância foi marcada por grandes dificuldades, tendo vivido episódios de pobreza extrema antes de ser acolhida por uma instituição religiosa, onde recebeu formação e educação até à idade adulta. Este percurso moldou o seu compromisso com a dignificação da pobreza, algo que norteou a sua vida e obra", refere-se num comunicado em que se anuncia o falecimento.

La Salete Piedade fundou, em meados dos anos 90, a Associação Migalhas de Amor, que ficou conhecida como Coração da Cidade. A primeira sede foi na Rua do Bonjardim, onde apoiava cerca de 50 pessoas carenciadas com refeições.

Poucos anos depois, a associação já estava a servir 875 refeições por dia a pessoas em situação de sem-abrigo, toxicodependentes e migrantes. "Todos vestíamos a rigor, decorávamos as mesas com azevinho e oferecíamos presentes aos utentes. La Salete acreditava que dignificar a pobreza era essencial para elevar a autoestima de quem dela sofria", afirma Adriana Monteiro, voluntária de longa data citada no referido comunicado, relembrando os Natais na instituição,

Dada a exiguidade das instalações na Rua do Bonjardim, a associação mudou-se, em 2003, a para um espaço maior na Rua de Antero de Quental, passando a apoiar também desempregados, idosos e crianças. "Em 2004, já prestava assistência mensal a .000 pessoas, incluindo 500 crianças", acrescenta o texto, recordando que em 2010 foi lançado o programa VER - Vidas em Risco, "que oferecia apoios alimentares, clínicos, jurídicos e habitacionais a mais de 2000 pessoas por mês".

Já em 2015, nasceu o programa AI - Ajuda Imediata, "eliminando burocracias e respondendo às necessidades de 3600 pessoas mensalmente". "Durante a pandemia de covid-19, quando muitas instituições encerraram, reabriu as portas do Coração da Cidade, organizando voluntários para cozinhar 200 quilos de arroz por dia e prestar apoio alimentar a famílias necessitadas", refere ainda o comunicado. "Nos últimos quatro anos, o Coração da Cidade distribuiu mais de uma tonelada de alimentos diariamente, ajudando cerca de 2300 pessoas", acrescenta.

Boas notícias! Os casais de abutre-preto triplicaram em dois anos em Portugal



Seriamente ameaçado, em Portugal, o abutre-preto (Aegypius monachus) esteve, durante os últimos dois anos, sob a vigilância apertada de um programa nacional de conservação. Em 2022, a Volture Conservation Foundation colocou no terreno o projeto LIFE Aegypius. Financiado pela União Europeia, a iniciativa é apoiada pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, contando ainda com a colaboração de ONG como a Rewilding Portugal ou a Quercus.

A espécie foi monitorizada, a população local sensibilizada para a sua proteção, e as aves, quando feridas, tratadas em cativeiro e devolvidas à Natureza. Os esforços foram finalmente recompensados. Há dois anos, os casais que podiam ser vistos a sobrevoar os céus do território nacional eram apenas 40.
O número subiu agora para, pelo menos,108, podendo chegar até 116 casais. A ave, que se encontrava na cetegoria “criticamente em perigo” na lista vermelha da União Internacional da Conservação da Natureza, desceu um nível e está atualmente em “perigo de extinção”.

Os resultados mostram que os objetivos foram largamente ultrapassados. A duplicação da espécie estava apenas prevista para 2027, data do fim do projeto, mas o seu número triplicou em dois anos. Em 2023, quando foram contabilizados entre 78 e 81 casais nidificantes, o balanço já era animador. O aumento, no entanto, foi encarado com prudência e considerado como um possível reflexo do esforço de monitorização. Apesar dos resultados animadores, o abutre-preto continua muito vulnerável a eventos como incêndios florestais ou tempestades. 
A incerteza pairava ainda no ar, mas a contagem de 2024 trouxe alguma confiança de que o acréscimo se deve à expansão natural da espécie e é uma clara consequência das medidas de conservação que têm vindo a ser aplicadas. São boas notícias, mas é cedo para cantar vitória. O abutre-preto continua demasiado exposto aos perigos e há um longo caminho ainda a percorrer.

Expectativas para os próximos anos
Será, por enquanto, arriscado prever que, em 2028, a ave possa entrar na categoria “vulnerável”. A manter-se esta evolução, era o expectável, mas os técnicos envolvidos no projeto advertem que há demasiadas variáveis que não podem ser controladas. Basta um incêndio, uma grande tempestade ou qualquer outro evento que provoque um desequilíbrio acentuado nos habitats para todo o trabalho cair por terra.

É preciso ter ainda em conta a taxa de sobrevivência, um indicador que também melhorou em 2024, alcançado 51%. As cinco colónias do país registaram 48-49 crias que conseguiram ultrapassar o período mais crítico e se tornaram independentes.

Dado o achado tardio, a contagem das aves, neste local em particular, é ainda provisória, entre um e cinco casais e, pelo menos, uma cria. Vidigueira é a agora a quinta colónia de abutres-pretos em Portugal e que se junta às restantes localizadas no Douro Internacional, na fronteira com Espanha, na Serra da Malcata, na Beira Interior, no Tejo Internacional, entre Castelo Branco e Idanha-a-Nova, e na Herdade da Contenda, no Alentejo.

Em Portugal, o abutre-preto nidifica em cinco colónias. 

A colónia do Douro Internacional, a mais isolada, passou de três para oito casais nidificantes e expandiu-se para lá da fronteira, sendo também monitorizada pelos técnicos espanhóis.
Na Serra da Malcata o número de casais passou de quatro, em 2021, para 14, em 2023, e para 18 este ano. No Tejo Internacional, onde se encontra a mais antiga colónia (dois casais em 2010), foram monitorizados entre 61 e 64 casais, que tiveram este ano entre 24 e 25 crias. Destes casais, um quarto assentou arraiais em terras espanholas.
A Herdade da Contenda, no município de Moura, conta atualmente com 20-21 casais. Na Vidigueira, distrito de Beja, há cinco ninhos confirmados, mas falta ainda apurar o número total de crias. O projeto, que termina em dezembro de 2027, prevê ainda a monitorização do abutre-preto em zonas protegidas de Espanha, onde foram registados este ano 153 casais.

Mais medidas de proteção nos próximos meses
O balanço de 2024 está feito, mas o trabalho é para continuar. Duas novas medidas vão ser postas em prática já nos meses que se seguem para assegurar que o abutre-preto não volta a desaparecer do país, enquanto espécie nidificante, como aconteceu na década de 1970.O abutre-preto é a maior ave de rapina da Europa. 

Com a colaboração de criadores de gado e agricultores, o projeto irá criar campos de alimentação para a espécie, com vigilância sanitária implementada. A estratégia também inclui o setor da caça, que irá apoiar a transição para o uso de munições sem chumbo.

As munições sem chumbo vão ser, como tal, gratuitamente disponibilizadas para acelerar o processo. Sendo aves necrófagas, de resto, os abutres aguentam tudo, carne em avançado estado de decomposição, raiva e todo o tipo de bactérias que provocam infeções mortais em qualquer outro animal.

Uma espécie (quase) invencível
O superpoder do abutre para resistir a quase todas as doenças está no suco gástrico produzido pelo aparelho digestivo. Chega a ser até mil vezes mais ácido do que o nosso, dissolvendo cerca de 60% das toxinas ingeridas. Tudo o que escapa à lavagem gástrica é depois eficazmente combatido por um sistema imunológico à prova de bala. Alterações climáticas, caça e envenenamento por chumbo são alguns dos perigos a ameaçar os abutres. 

As bactérias agarradas às penas, no entanto, poderiam ser um problema para os outros animais em contacto com os abutres. Mas é precisamente por isso que as aves são carecas. Conseguindo enfiar a cabeça nas carcaças sem contaminar as penas, anulam o perigo de espalhar doenças. Além disso, ao urinarem sobre os pés, o ácido úrico trata de desinfetar tudo à sua volta, tornando-os inofensivos para o meio ambiente.

Não fossem as alterações climáticas e a atividade humana, o abutre seria praticamente invencível. Além do chumbo das munições da caça, os fármacos, em especial os antibióticos, usados na pecuária, podem enfraquecer o seu sistema imunológico e serem fatais para uma espécie vital no equilíbrio do ecossistema das zonas rurais. Fonte

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Autocracy Inc, descreve a rede de autocratas que procuram minar a democracia, dentro dos seus países e nos EUA

NEW YORK TIMES BESTSELLER • An Economist Best Book of 2024 • A Financial Times Best Book of 2024 • From the Pulitzer-prize winning author, an alarming account of how autocracies work together to undermine the democratic world, and how we should organize to defeat them

“A masterful guide to the new age of authoritarianism… clear-sighted and fearless.”—John Simpson, The Guardian • “Especially timely.“—The Washington Post

We think we know what an autocratic state looks like: There is an all-powerful leader at the top. He controls the police. The police threaten the people with violence. There are evil collaborators, and maybe some brave dissidents.

But in the 21st century, that bears little resemblance to reality. Nowadays, autocracies are underpinned not by one dictator, but by sophisticated networks composed of kleptocratic financial structures, surveillance technologies, and professional propagandists, all of which operate across multiple regimes, from China to Russia to Iran. Corrupt companies in one country do business with corrupt companies in another. The police in one country can arm and train the police in another, and propagandists share resources and themes, pounding home the same messages about the weakness of democracy and the evil of America.

International condemnation and economic sanctions cannot move the autocrats. Even popular opposition movements, from Venezuela to Hong Kong to Moscow, don’t stand a chance. The members of Autocracy, Inc, aren’t linked by a unifying ideology, like communism, but rather a common desire for power, wealth, and impunity. In this urgent treatise, which evokes George Kennan’s essay calling for “containment” of the Soviet Union, Anne Applebaum calls for the democracies to fundamentally reorient their policies to fight a new kind of threat.

A literatura científica contemporânea demonstra de forma consistente que a desigualdade de género não possui fundamento biológico


Estudos de Eagly e Wood (2012) mostram que diferenças entre homens e mulheres derivam principalmente de papéis sociais e contextuais, enquanto Hyde (2005) demonstra que as semelhanças psicológicas entre os sexos superam largamente as diferenças, contrariando explicações biológicas para desigualdades. Fine (2010) reforça que não há evidência sólida de que capacidades cognitivas inatas expliquem disparidades sociais. Organizações internacionais, como o World Economic Forum (2024), a UNESCO (2019) e a OMS, também identificam que desigualdades persistentes resultam de fatores estruturais e económicos, não naturais. Assim, o consenso académico indica que a desigualdade de género é socialmente construída e carece de qualquer justificação científica.

Como a morte de um pónei destruiu décadas de conservação


Na sequência da proposta da União Europeia, que vota em bloco, detendo portanto 27 votos em nome dos Estados membros, o Comité Permanente da Convenção decidiu ontem que os lobos passarão a poder ser capturados e vendidos, vivos ou mortos

Ursula von der Leyen já tinha mostrado não hesitar em usar a morte da sua velha pónei para caçar votos no mundo rural, piscando o olho, de uma assentada, aos criadores de gado, aos caçadores e aos populistas, ao autorizar há pouco mais de um ano a batida ao lobo que matou a (desprotegida) Dolly na sua quinta da Baixa Saxónia. Antes o presidente Macron abrira uma verdadeira caça ao lobo em França, promovendo a criação de “brigadas de intervenção” com luz verde para abater “com vigor” 19% dos cerca de 1100 animais existentes no país.

Não contente com o retrocesso civilizacional acenado perante 448 milhões de europeus, a Presidente da Comissão Europeia voltou a esquecer-se do tão, não há tanto tempo por si apregoado, Pacto Ecológico Europeu ao propôr em setembro a revisão formal – leia-se, o downgrade – do estatuto de proteção legal do lobo perante o secretariado da Convenção de Berna. Com a agravante de usar argumentos pouco rigorosos ou não validados do ponto de vista da ciência. De facto, dois terços das populações transfronteiriças de lobo na União encontram-se em estado vulnerável e alegar que se regista um aumento dos danos causados ao gado pelos lobos desde 2022 ou de riscos para a segurança pública é pura e simplesmente falso.

Na sequência da proposta da União Europeia, que vota em bloco, detendo portanto 27 votos em nome dos Estados membros, o Comité Permanente da Convenção decidiu ontem que os lobos passarão a poder ser capturados e vendidos, vivos ou mortos. Com a integração do Canis lupus no anexo III, a regulamentação da sua exploração, enquanto espécie da fauna selvagem, passará a garantir somente períodos de defeso ou a proibição temporária ou local dos abates.

Em 25 de setembro, a UE, na qualidade de Parte da Convenção, apresentou uma proposta para passar o lobo do anexo II para o anexo III da Convenção de Berna, ou seja, de “espécie de fauna estritamente protegida” para “espécie de fauna protegida”. Enquanto espécie estritamente protegida, ao abrigo do art.º 6.º da Convenção, é proibida a captura, detenção e abate bem como a destruição deliberada dos locais de reprodução ou de repouso; a perturbação deliberada da fauna selvagem, especialmente durante o período de reprodução, criação e hibernação, assim como a posse e o comércio interno destes animais, vivos ou mortos.

Aberta para assinatura dos Estados em setembro de 1979, a Convenção relativa à Conservação da Vida Selvagem e dos Habitats Naturais da Europa (Convenção de Berna), do Conselho da Europa, foi ratificada por Portugal em junho de 1981 e entrou em vigor no ano seguinte. Na reunião de ministros que aprovou a decisão de enfraquecer o estatuto de proteção do lobo, 43 anos depois, a Ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, que na véspera prometera votar contra, em apoio à posição mais progressista de Espanha ou da Irlanda, votou afinal a favor, mas dizendo que entre nós nada mudaria!

Em tempos em que tudo vale e estando a votação tremida, a ministra alemã do Ambiente, Steffi Lemke, mesmo sendo dos Verdes, não hesitou em dar uma ajuda a von der Leyen, chamando ao resultado “um sucesso para a conservação da natureza”. Já a federação europeia de caçadores FACE considerou a votação “uma tripla vitória para o lobo”. Mas como precisou o presidente da Liga para a Proteção das Aves (LPO), Allain Bougrain-Dubourg, “os lobos estão a ser sacrificados no altar da demagogia agrícola”.

Numa altura em que as populações europeias de lobo estão apenas a começar a recuperar da autêntica chacina que representou para a espécie os séculos XIX e XX, o Gabinete Europeu de Ambiente (EEB) apelidou este volte-face de “traição” à Convenção que agora celebra 45 anos e denunciou o abate como uma falsa solução para a predação de gado, contrária ao compromisso da Europa de salvaguardar e restaurar a biodiversidade. Mas infelizmente a voz dos cidadãos, representados em 300 organizações, e de milhares de cidadãos, inclusive no mundo rural, não foi ouvida uma vez mais. Tal como de resto as recomendações científicas na matéria.

Praticamente extinto na Alemanha no século XIX, foi somente no início deste século que as populações de lobo recuperaram. Na Áustria, os lobos foram exterminados em 1882e só em 2016 teve lugar uma nova reprodução. Em Portugal, o lobo é protegido desde 1988 e foi classificado como estando em perigo de extinção em 1990. Temos estimados entre 250 a 300 indivíduos, divididos por 60 alcateias. Com sub-populações a norte e a sul do rio Douro, apenas as populações a norte se encontram estáveis – em especial no alto Minho –, beneficiando da criação de um maior número de áreas protegidas: Parque Nacional da Peneda-Gerês, Alvão e Montesinho.

No nosso país, as compensações aos agricultores vítimas de predação podem demorar anos a ser pagas pelo ICNF. Também os investigadores se queixam de entraves e de terem de pedir licenças até para retirar amostras de excremento de uma estrada ou para instalarem uma câmara. Quanto ao censo nacional do lobo, o último tem mais de 20 anos e está por explicar o adiamento da publicação dos dados atualizados.

Ao contrário do mito, o lobo não é perigoso para o homem. A sua convivência pacífica com as comunidades rurais é possível e cruza-se com o restauro do seu habitat, que garante a disponibilidade de ungulados silvestres (corços, veados, javalis). Existem na atualidade medidas eficazes de proteção do gado e rebanhos, como cercas elétricas (financiadas pela UE), cães de guarda de gado ou a disponibilização de formação aos pastores. Receia-se que flexibilizar o seu abate possa tornar-se contraproducente, dada a disrupção que representará na estrutura social do animal. De resto, as estatísticas demonstram que apenas 0,065% das ovelhas dos 60 milhões de ovinos na UE são atacados por lobos.

Hoje, além da caça autorizada, aumentaram tanto a caça furtiva como o envenenamento. Mais grave é porém o facto de que esta medida é uma caixa de Pandora para futuras cedências na desregulamentação e desproteção de espécies e habitats. Não por acaso, a caça ao urso é já uma exigência da extrema-direita na Eslováquia. Na Roménia, país que alberga quase metade da população europeia destes grandes carnívoros, o parlamento autorizou este Verão o abate de perto de 500 ursos, mais do dobro do ano anterior. Faltam contudo as medidas de conservação que contrariem a redução dos habitats naturais e das presas de que se alimentam, ou as soluções para prevenir conflitos com humanos, ou mesmo ataques, desde a gestão do lixo à proteção dos turistas.

Predador de topo e necrófago, o lobo presta inúmeros serviços do ecossistema, não somente equilibrando populações de outros mamíferos, como prevenindo a transmissão de zoonoses. Apesar de ser protegido tanto pela Convenção de Berna como pela Diretiva Habitats – onde sofrerá também uma redução de estatuto do anexo IV para o anexo V –, inspirada naquela, o destino do lobo na Europa é hoje incerto.

Em Yellowstone, onde os lobos foram reintroduzidos em 1995, a sua presença moldou de forma indelével a paisagem, reequilibrando os ecossistemas e restaurando habitats. Mas se os lobos mudaram rios num dos mais antigos parques naturais do mundo conseguirão mudar as consciências e os interesses de ocasião? Fonte

Música do BioTerra: "Guarda-me Esta Noite" por Valter Lobo


A casa vai ruir se não formos ossos do nosso amor
Se não formos corpos em furacão sem roupa nas palavras
Porque o tempo é um fio que pode romper hoje
Sem que nós vivêssemos demais, exaltássemos demais,
Sem receios como
Se soubesses que amanhã não há um amanhã tão certo
Guarda-me esta noite,
Guarda-me esta noite
E o universo ainda não tem o que nos falta p'ra sermos eternos
Guarda-me esta noite
Escreve a nossa história
Não quero perder um pio
Eu quero fazer hoje
Deambular nas voltas do coração
No prazer das entranhas
O destino não previu o quanto somos doidos
Quão urgente é o nosso respirar
A força das vontades como
Se soubesses que amanhã não há um amanhã tão certo
Guarda-me esta noite,
Guarda-me esta noite
E o universo ainda não tem o que nos falta p'ra sermos eternos
Guarda-me esta noite
Escreve a nossa história
Guarda-me esta noite,
Guarda-me esta noite,
Guarda-me esta noite,
Guarda-me esta noite,
Como se não houvesse amanhã

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

'Le Trio Joubran' é um trio de oud dedicado à música tradicional Palestina


O trio é formado pelos irmãos Samir, Wissam e Adnan Joubran, originários da cidade de Nazaré, agora dividindo seu tempo entre Nazaré, Ramallah e Paris.
Os irmãos Joubran vêm de uma família com uma rica herança artística.
Em 1948, mais de 800 mil palestinianas e palestinianos foram expulsos das suas casas.
Durante a Nakba – ou catástrofe, em português -, mais de 500 vilas desapareceram do mapa, destruídas pelas forças militares do recém-criado Estado de Israel.
Nazaré, uma das maiores cidades do norte da Palestina, foi das poucas a ficar de pé.
Resistiu à limpeza étnica e albergou milhares de famílias que fugiam da morte.
A família Joubran foi umas delas.
Entrevista do trio quando estiveram em Portugal, Fumaça,2019 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

No 101º aniversário de Maria Callas, recordamos o filme Medea de Pasolini (1969)- legendado em Português


O filme Medeia, de Pier Paolo Pasolini, de 1969, é uma das mais notáveis ​​adaptações não convencionais da mitologia grega antiga, combinando o estilo cinematográfico único de Pasolini com o poder intemporal da tragédia de Eurípides. O filme é protagonizado pela lendária soprano de ópera Maria Callas no seu único papel no cinema, encarnando a personagem-título Medeia com uma intensidade impressionante. A visão de Pasolini é uma fusão de mito e realismo, mostrando o seu fascínio pelas civilizações antigas ao mesmo tempo que incute na narrativa sensibilidades modernistas. O estilo visual distinto do filme, filmado em locais deslumbrantes na Turquia e em Itália, é marcado pela sua abordagem minimalista à narrativa e pela sua cinematografia assustadoramente bela, que contrasta o épico mitológico com a emoção humana crua no seu núcleo.
Maria Callas, conhecida pelo seu incomparável talento vocal e pela sua presença marcante no palco da ópera, trouxe uma dimensão profundamente pessoal ao papel de Medeia. A sua interpretação da figura trágica, cujo amor e traição a levam por um caminho de vingança, ressoou no público não só pela sua profundidade emocional, mas também pela capacidade de Callas de transmitir as complexidades da personagem sem diálogo falado na maioria das cenas. Medeia de Pasolini capta a profunda transformação psicológica da protagonista, uma mulher dividida entre o amor pelos filhos e a agonia da traição. A colaboração entre Pasolini e Callas criou uma experiência cinematográfica que transcende os limites tradicionais da ópera ou do cinema, estabelecendo Medeia como uma peça significativa na intersecção entre arte, cultura e música clássica.

Regeneración: la crisis climática como oportunidad por Javier Peña

domingo, 1 de dezembro de 2024

Cómo los tiburones pueden ser la clave para reverdecer la Tierra y combatir la sequía


E se a isto juntarmos os macro projectos fotovoltaicos que querem destruir tantos hectares de olivais, amendoeiras, sobreiros, etc. o que fazemos com toda esta raiva e impotência ao ver que vão ser realizados por multinacionais que para nos “roubar” o sol, estes ecocídios vão ser cometidos, sem se preocuparem com a seca que será ainda mais significativa, a falta de gado que não poderá pastar nos prados, as abelhas e insetos que não encontrarão um único arbusto, planta ou árvore para acompanhar o seu papel no ambiente. Adeus à biodiversidade e dê as boas-vindas à especulação e à destruição. Não pode ser feito assim!