sábado, 7 de dezembro de 2024

Música do BioTerra: The Sugarcubes - Regina


[Verse 1: Einar]
Came from the east
Relative forgot
To scrape away
Land in south
Exhausted engine
No teeth
No chance to stop
Meet Johnny

[Verse 2: Björk]
Came from the east
Like the sun
But with tired engine
Regina otherwise magnificent
Regina in good bloom

[Chorus 1: Björk]
Oh oh as old as the sun
Oh oh with white teeth
Oh oh Regina, oh oh Regina
Oh oh Regina, oh oh Regina

[Verse 3: Einar]
Land on islands
Meet Johnny
Examine my red
Basalt cluster
Bottomless dust, terrific sun
And wetting quite nicely thank you
I do say nicely
I do mean that
Actually

[Chorus 2: Björk]
Blow into the chastity belt
Regina, Regina
Oh oh Regina, oh oh Regina

[Verse 4: Einar]
Hex and bitch and
Deserves lobster and fame
Oh, Johnny
Teeth and gums
In my life
Moon and sun
In my life
Lobster and shrimp
In my life
I don't really like lobster (like lobster)

[Verse 5: Björk]
Regina is too old
But the sun is much older
Still the sun with white teeth
But Mrs R. with none
Sun with false teeth
Give me lobster and fame

[Bridge: Einar]
I really don't like lobster!

[Outro: Björk]
Oh oh Regina, oh oh Regina...

“Regina”, lançada pelos The Sugarcubes em 1988 no álbum Life’s Too Good, é uma música com o humor surreal, irônico e poético típico da banda — especialmente da escrita de Einar Örn e dos vocais imprevisíveis de Björk.

O significado da música não é literal, mas vários elementos ajudam a entender o seu espírito.

“Regina” é uma canção que mistura absurdo, crítica social e imaginação fantástica. A personagem Regina é retratada como uma figura quase mítica, uma mulher poderosa e selvagem, vinda das “montanhas” e associada a forças naturais, ciclones e tempestades. Ela é descrita com exagero deliberado, como se fosse maior que a vida, uma entidade que perturba e desarruma o mundo civilizado. Esse tom exagerado funciona como sátira: os Sugarcubes gostavam de brincar com a forma como a Islândia era percebida — um país “exótico”, “selvagem”, habitado por pessoas supostamente estranhas. Assim, Regina pode representar a Islândia caricaturada, uma imagem absurda que os estrangeiros projetam. Ao mesmo tempo, a letra trabalha a tensão entre natureza e modernidade, entre comportamento “civilizado” e impulso primal, apresentando Regina como alguém que rompe com normas sociais e traz caos criativo. Como muitas músicas da banda, “Regina” não oferece um enredo fixo; é uma colagem de imagens surreais que desafiam interpretações literais. O resultado é um retrato vibrante e irónico de uma mulher indomável, símbolo da energia imprevisível — e muitas vezes incompreendida — da própria cultura islandesa.

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