Verso già l'alma col sangue faz parte de Aci, Galatea e Polifemo uma serenata dramática (uma espécie de ópera curta ou cantata encenada) composta por Handel em 1708, durante sua estadia em Itália.
Letra
Aci:
Verso già l’alma col sangue,
lento palpita il mio cor.
Già la vita manca e langue
per trofeo d’empio rigor.
A ária "Verso già l'alma col sangue" é o momento clímax e trágico da obra. Ela é cantada por Aci (Ácis), um jovem pastor que está a morrer.
O triângulo amoroso: Aci e a ninfa marinha Galatea estão profundamente apaixonados. No entanto, o ciclope Polifemo também deseja Galatea e nutre um ciúme doentio pelo pastor.
A tragédia: em um acesso de fúria, Polifemo esmaga Aci com um enorme rochedo.
A despedida: enquanto a vida se esvai ("a alma se verte com o sangue"), Aci canta esta ária expressando o seu sofrimento e a injustiça da crueldade ("empio rigor") de Polifemo.
O desfecho: após a morte de Aci, Galatea usa os seus poderes divinos para transformar o sangue do seu amado numa fonte de água cristalina (o rio Ácis, na Sicília), para que ele possa correr eternamente até o mar e unir-se a ela.
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