terça-feira, 17 de julho de 2012

Ted Talk - William McDonough sobre o conceito do berço ao berço



O arquitecto e designer com princípios ecológicos William McDonough pergunta como seriam os nossos prédios e produtos se os projectistas levassem em consideração "todas as crianças, todos os tipos, por todo o tempo." Full bio

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Leitura de Verão: será mesmo possível viajar no tempo?

A controvérsia continua...e a questão está sempre em aberto.
Dr. Ronald Mallett, autor do Time Traveller afirma que sim 


e neste artigo, o Prof. Alberto Prass, conclui que não.


ERA UMA VEZ UMA GAROTA ESPERTA


Era uma garota esperta,
Muito mais rápida que a luz.
Um dia ela partiu
Do jeito relativo,
E chegou de volta na véspera.

Estes versinhos muito citados, que apareceram pela primeira vez na revista britânica Punch muito tempo atrás, quando as teorias de Einstein começavam a chegar ao conhecimento do público mais amplo, descreve com bastante precisão uma das implicações da teoria especial da relatividade de Einstein. A teoria nos diz que se alguma coisa - quer seja um objeto material ou uma informação — pudesse se deslocar com velocidade maior que a da luz, seria capaz de se deslocar do futuro para o passado.

Como muitas conclusões surpreendentes na Física, a ideia de que a viagem mais rápida que a luz pode, sob certas circunstâncias, ser também uma viagem no tempo pode ser deduzida de alguns pressupostos muito simples. A teoria especial se apoia em apenas dois. O primeiro é que a velocidade da luz, tal como medida por qualquer observador é sempre a mesma. O segundo é que as leis da Física parecerão as mesmas para qualquer observador num estado de movimento uniforme. "Uniforme", aqui, significa "com uma velocidade constante numa direção fixa". A distinção entre movimento uniforme e não-uniforme é importante. Por exemplo, uma passageira de um avião que está se movendo com velocidade constante numa linha reta sente a mesma força da gravidade que na superfície da Terra e pode caminhar para frente e para trás pelo corredor como caminharia pelo corredor de um auditório. Mas se de repente o avião encontrar turbulência e perder altura, a coisa pode mudar de figura. Em condições extremas, uma bandeja de comida pode até parecer estar levantando vôo.

A idéia de relatividade não é na verdade nada de novo. Galileu e Newton sabiam que o movimento era relativo. Tinham conhecimento de que um passageiro num navio em movimento por um mar calmo pode, se quiser, considerar que o navio está em repouso. Como Galileu assinalou, um objeto que se deixa cair de um mastro parecerá cair diretamente para baixo rumo ao convés, quer a embarcação esteja se movendo pela superfície do oceano ou não. A única coisa que importa é o movimento do objeto em relação ao navio.

Na verdade, somos todos relativistas naturais. Uma pessoa sentada numa cadeira vai geralmente se considerar "imóvel", ainda que a Terra esteja girando em seu eixo e revolvendo-se em torno do Sol, enquanto o Sol se revolve em torno do centro de nossa Via Láctea, que por sua vez se move em relação a outras galáxias no espaço. Nenhum desses movimentos é uniforme. O movimento circular, por exemplo, não é uniforme porque não se dá em linha reta. Para os propósitos da vida quotidiana, no entanto, esses movimentos se aproximam o suficiente da uniformidade.
        

[Ler artigo completo aqui]



BEM, A VIAGEM NO TEMPO É POSSÍVEL OU NÃO É?

Por mais que os físicos teóricos brinquem com a ideia, a maioria deles espera que a viagem no tempo não seja possível. Se uma pessoa ou um objeto pudesse se deslocar para o passado, isso transtornaria as idéias estabelecidas sobre causalidade e invalidaria as leis da Física que delas dependem. O único meio de evitar isso seria a existência de alguma lei da natureza que impedisse tudo que viaja para o passado de alterá-lo, ou uma lei que assegurasse que tudo que um viajante fizesse produziria exatamente o mundo de que ele viera. Mas é difícil ver como uma lei da natureza poderia impedir uma pessoa de matar a avó - ou a si mesma - se ela estivesse realmente decidida a fazê-lo.

Stephen Hawking tem uma outra solução para o problema. Sugere que uma "Agência de Proteção à Cronologia" impeça a viagem no tempo. Não, ele não está sugerindo uma Polícia do Tempo que impeça as pessoas de viajar para o passado. Hawking simplesmente gosta de expressar idéias sérias de maneira irreverente. Ele quer dizer apenas que desconfia que as leis da Física operam de modo a tornar a viagem no tempo impossível. Não está muito claro, contudo, como essa "proteção da cronologia" funcionaria. Pode ser que todos os mecanismos de viagem no tempo tenham características que os inviabilizariam na prática, mas não é fácil imaginar que tipo de lei natural faria tal situação ocorrer.

Seja como for, ainda que não possa ser absolutamente vedada, a viagem no tempo certamente parece ser uma possibilidade muito pouco plausível. Apesar de todas as tentativas feitas para superá-la, a "barreira da infinidade" erigida pela teoria especial da relatividade mostrou ser dificilmente transponível.

domingo, 15 de julho de 2012

Heróis verdes- Rajendra Singh, o homem que faz nascer rios

Rajendra Singh conseguiu, através do uso de técnicas ancestrais de aproveitamento da chuva, dar vida a cursos de água secos há mais de 60 anos [Fonte: Visão, 9 de Julho 2012]




Se os ambientalistas Portugueses quiserem fazer parar a construção da barragem do Sabor ou do Foz-Tua, talvez devam falar com Rajendra Singh, 52 anos, presidente da Tarun Bharat Sangh (TBS), uma organização não-governamental indiana, e pedir-lhe alguns conselhos. Afinal, ele teve um papel central na suspensão da construção de uma megabarragem, no rio Bhagirathi, um dos principais afluentes do Ganges. Em 2010, o Governo indiano aceitou desmantelar a obra até aí erigida. 
E se o assunto forem as pedreiras que esventram os parques naturais das serras de Aire e Candeeiros ou da Arrábida, talvez devam fazer o mesmo. Depois de uma luta aguerrida, nos anos 1990, o Supremo Tribunal Indiano obrigou 470 minas de mármore a encerrarem, no Parque Nacional de Sariska. 
Por outro lado, se os problemas de falta de água no Alentejo ou em Bragança precisam de solução, o presidente da TBS terá, com certeza, uma resposta. Por sua causa, hoje, em todo o Rajastão, um dos mais pobres e áridos Estados indianos, existem mais de 10 mil johads construções que retêm as chuvas das monções, erguidas pelas comunidades rurais, em centenas de aldeias. Através da sua política de conservação e gestão da água e das florestas, onde antes havia zonas desérticas, agora há campos agrícolas; onde havia leitos secos, de pó e pedra, há hoje correntes fortes e peixes; onde havia aldeias sem gente, voltou a haver escolas e serviços de saúde. 
Pode um homem mudar o mundo? Parece que sim. Quando o líder da comunidade de Golpalpura, Maangu Meena, chamou Rajendra Singh, estava com cara de poucos amigos. Disse-lhe: "Você e os seus companheiros são boas pessoas, mas estão a fazer tudo mal! Nós não precisamos dos vossos medicamentos, nem da vossa educação. Podemos ter tudo isso na cidade. Se querem fazer algo útil, resolvam o problema da falta de água!" 

DE MÉDICO A CAVADOR 
Foi um choque. Como podiam voluntários com cursos superiores ser tratados assim? Singh, então com 26 anos, era licenciado em medicina e tinha uma pós-graduação em literatura hindu e os seus amigos também eram "doutores". Haviam largado tudo, abandonado os empregos e as famílias, e há sete meses que se dedicavam às populações daquele distrito. "Vínhamos para fazer a revolução, combater as injustiças, não para tratar da água", recorda. Os outros foram-se embora, desiludidos. Ele ficou. "Durante sete meses, cavei um buraco, dez a doze horas por dia, sem saber muito bem o que estava a fazer. Os velhos camponeses iam-me ensinando, enquanto se riam de mim." O esforço deu origem a uma johad, um reservatório tradicional de recolha de chuva, usado durante séculos nas aldeias rurais da Índia. Construídas nos declives naturais, em forma de pequenos lagos ou barragens, as johads serviam para armazenar, durante o ano, a água que caía nas monções. Além de ser usada para usos domésticos e agrícolas, a água capturada ia-se infiltrando e recarregava os lençóis freáticos. Mas já nada disto acontecia. 

"Na Índia, a água é um assunto das mulheres. Nos anos 1980, eram obrigadas a caminhar durante sete ou oito horas para recolherem cerca de 30 litros. Os homens tinham abandonado as aldeias para procurar trabalho na cidade, porque as terras eram tão áridas que não havia agricultura ", conta Singh. Mas o resultado do seu voluntariado, em 1986, foi o primeiro passo para a mudança: na primeira época de chuvas, a johad recolheu tanta água que algumas nascentes de poços secos começaram a correr. O fenómeno não era visto há décadas e isso revelou a Singh a sua verdadeira missão. Decidido a espalhar a boa nova, organizou uma peregrinação para divulgar a sua forma de combater a seca: palmilhou as povoações que viviam nas margens do rio Arvari, morto há mais de 60 anos. Na aldeia de Bhaonta-Kolyala, nascente original do curso de água, os habitantes estavam entusiasmados com o que tinha acontecido e pediram a Singh que os ensinasse a fazer johads. Mas ele pôs condições: tinham de formar um Gram Sabha, uma assembleia local, onde cada família tivesse o seu representante. Além disso, todas as decisões relativas ao uso da água e à gestão das florestas e das pastagens tinham de ser tomadas em conjunto. Criou, assim, uma forma de envolver toda a comunidade na resolução dos problemas que mais a afetavam: a seca extrema, a erosão dos solos, a desertificação. Nos anos seguintes, as populações ribeirinhas, com a ajuda da organização criada por Rajendra, construíram 375 estruturas, ao longo do rio. Devido à constante recarga de aquíferos, em 1990, o Arvari correu, pela primeira vez, durante umas semanas e, no ano seguinte, durante um mês. Até que, em 1996, se tornou num rio perene, fluindo todo o ano. Seguiram-se outros seis afluentes: Ruparel, Sarsa, Sabi, Bhagani, Jahajwali, Majis Hari todos renascidos pela mão de Singh. 

DEMOCRACIA VERDE 
Quando chegou a água, chegou também o Governo, pronto a concessionar a exploração pesqueira no rio, agora com peixe em abundância. Mas as populações opuseram-se fortemente. Criaram o Parlamento do rio Arvari, uma assembleia constituída por representantes das 72 aldeias sediadas nas margens do curso de água representa, hoje, mais de 100 mil pessoas e reivindicaram para si a gestão do rio. "Quanta água podemos tirar? Que culturas se devem plantar? Quanta madeira se pode cortar das árvores? Foi este tipo de responsabilidade que os habitantes assumiram", explica Singh. As grandes beneficiárias desta revolução talvez tenham sido as mulheres. Deixaram de percorrer dezenas de quilómetros em busca de água potável e podem agora dedicar-se a outras atividades. Mais: a TBS fomentou uma política de igualdade de género, criando concelhos específicos nos quais as opiniões femininas são tidas em conta e fazendo depois chegar os seus pareceres vinculativos aos Gram Sabha de cada aldeia. "Na minha cultura, 'civilização' significa respeitar as mulheres, a água e os rios. Com a regeneração das áreas agrícolas, começou a haver rendimento disponível, que vem da venda do leite e dos cereais. As mulheres assumiram a gestão desse dinheiro e ganharam poder", nota Singh. "Agora, podem tomar decisões e são sempre as mulheres que tomam as decisões mais sábias." Estas batalhas culturais são difíceis mas comparando-as com as tentativas de assassínio por parte de industriais das pedreiras ou com os processos judiciais movidos pelo Estado contra si ou a sua organização (377 acusações, das quais foi sempre absolvido), parecem muito simples. 
E para Singh, são: "Se vives para a natureza, ela dá-te sempre a proteção de que precisas." 
O ativista foi agora convidado pelo primeiro-ministro para integrar a Autoridade Nacional para a Bacia do Ganges, uma agência estatal autónoma, com plenos poderes e meios financeiros, cuja missão é despoluir o rio sagrado. "Deviam fazer o mesmo no Tejo, que bem precisa. Posso vir cá quando quiserem, é só convidarem."

Mais informação
Vencedor do Premio SIWI 2015

sábado, 14 de julho de 2012

VNV Nation- Still Waters





O vídeo contem excertos dos filmes Brasil (Terry Gilliam), Metropolis de Fritz Lang, e 1984.Para George Orwell e para aqueles não familiarizados com 1984, INGSOC é o partido totalitário, e do iminente rosto espectral com bigode é o "Big Brother" e que, é claramente notório, está sempre a espiar e observar todos os seus passos.

Mais do que nunca Orwell e Kafka estão tão actuais. Os professores, enfermeiros, médicos, juízes ainda nem acreditam nestes despedimentos e subcontratações silenciosas e estão (aparentemente) esmagados por um acordo da troika (que não assinamos) e saturados. 2013 será ainda pior, pelo que leio. Mas reagirão. Tenho essa convicção.


Reacções na blogosfera:
1.Exprimindo o desabafo e dor de milhares: Sexta-feira 13 dos Professores, mas ainda mais das Escolas e dos alunos (Aventar)


2.Excelente crónica: Alguns dos problemas dos professores são também os nossos problemas (Atenta Inquietude)

3."Um país que se permite o luxo de despedir professores é certamente um país com elevados índices de literacia, com uma população particularmente culta e com alunos que alcançam resultados acima da média europeia." diz Mário Carneiro- aliás atente-se nas suas crónicas sobre os exames (são 10)[Ler: 
O Estado da Educação]

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Apelo importante do Dr. Matthias Rath às pessoas da Alemanha, da Europa e de todo mundo, Berlim

A ouvir até ao fim!






A política do medicamento é sempre uma questão premente, complexa e nunca consensual. No entanto creio que este testemunho é válido e traz um contributo muito relevante para reestruturar o diálogo dentro da Europa e da Europa para o mundo, mergulhado numa sociedade globalmente de (elevado) risco.
A partir deste evento realizado a 13 de Março de 2012 em Berlim, o Dr. Rath apela às pessoas na Alemanha e na Europa para assumirem responsabilidades. É um apelo para construir juntamente uma Europa democrática para o povo e pelo povo - e para um sistema de saúde orientado na prevenção e eliminação de doenças, a nível mundial. Os resultados disponíveis de pesquisa de terapias naturais, cientificamente comprovados, demonstra que a aplicação destes conhecimentos vai diminuir muitas doenças comuns a uma fracção de seu estado presente. Infelizmente, este "mundo deslumbrante sem doenças" não nos é oferecido, pois cada uma destas doenças representa um mercado de biliões para a indústria farmacêutica. Se querermos criar este mundo para nós e para os nossos filhos, então temos que nos empenhar. Agora! A 13 de Novembro de 2007 realizou-se na cidade polaca de Auschwitz, o local do "Campo de concentração Nazi de Auschwitz", um acontecimento histórico. Nesta cidade, onde se cometeram os maiores crimes contra a humanidade, surgiu o plano para uma nova Europa. Tomando em conta o papel importante do cartel petrolífero como do cartel farmacêutico na segunda guerra mundial e nos crimes cometidos em Auschwitz, os sobreviventes do "Campo de concentração" levantaram mais uma vez a sua voz moral - possivelmente pela ultima vez - para exigir do povo uma Europa para o povo.
Além demais eles entregaram ao Dr. Rath e à Fundação o prémio "Relay of Life" com o mandato de ajudar a levar a mensagem "Nunca mais" para a próxima geração. O discurso do Dr. Rath na recepção do prémio está aqui documentado.
Para conhecer e apoiar esta campanha, basta enviar um e-mail para o seguinte endereço: info@dr-rath-foundation.org ou consulte a sua página web.Vivemos em tempos de mudança! Claro que o status quo tenta defender-se contra isto. 
Se tiver algumas questões, visite ainda o wiki-rath 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Projecto Eco-Escolas- um vídeo muito bom que faz um excelente balanço deste Programa




No dia da Manifestação de 12 de Julho em Defesa da Escola Pública, este vídeo demonstra o elevado profissionalismo e optimismo de muitos docentes neste país, que não apenas este ano lectivo, mas ao longo de alguns anos até esta parte (15 a 20 anos?) , tentam dentro das suas comunidades promover hábitos mais amigos do ambiente, prevenir o esgotamento dos recursos e fundando uma Eco-escola inverter uma sociedade de consumo (agora não tanto, devido à austeridade), alienada, competitiva e de desperdício. A Educação Ambiental é um dos meios mais intensos para a paz e felicidade entre o maior número de habitantes, neste planeta único.

O que é o Programa Eco-Escolas?
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.(Redirecionado de Eco-Escola)

O Programa Eco-escolas é um projecto educativo internacional promovido pela organização não governamental europeia Fundação para a Educação Ambiental (em inglês: Foundation for Environmental Education - FEE) e apoiado pela Comissão Europeia.

O programa, destinado preferencialmente às escolas do ensino básico, mas aberto a todos os graus de ensino do pré-escola às universidades, pretende reconhecer (com a atribuição da Bandeira Verde Eco-Escola) e estimular as escolas empenhadas em melhorar o seu desempenho ambiental, gestão do espaço escolar e sensibilização da comunidade.

Uma Eco-Escola é uma instituição de ensino que segue o Programa Eco-Escolas.



Obrigado Margarida Gomes (Abae) pela indicação.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Chovem papéis- uma sátira musical relativa ao estado da nossa educação e da excessiva burocracia envolvida actualmente nas escolas portuguesas


Os professores da Escola Artur Gonçalves em Torres Novas apresentaram no Sarau do ano lectivo transacto,2011, uma "sátira musical" relativa ao estado da nossa educação e da excessiva burocracia envolvida actualmente nas escolas portuguesas. "Chovem Papéis" é nome da música, adaptada do original "It's Raining Men" das Weather Girls. A letra da música é da autoria das docentes Ana Rita Moutinho e Elsa Giraldo, o vídeo e gravação da música ficaram ao cargo do docente Pedro Dionísio.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Alex Honnold - o trepador de montanhas, sem cordas



Puxa, e magrinho...incrível este Alex Honnold! Difícil interpretar o que estará a acontecer no seu cérebro, que medos ele controlou, que paz e climax sentirá...Vejam depois este vídeo da NG- intenso e vertiginoso!

sábado, 7 de julho de 2012

Side event at COP11 Ramsar Convention - Culture: contributing to wetland wise use


From 6 – 13 July 2012, the 11th Meeting of the Conference of the Contracting Parties to the Ramsar Convention on Wetlands (COP11) will be held in Bucharest, Romania. Since 1999, the World Heritage Centre and the Secretariat of the Ramsar Convention are formally engaged in cooperation with a view to enabling the Contracting Parties to the Conventions to identify and strengthen conservation of those sites of international importance which are recognized by both Conventions. The World Heritage Centre also collaborates as member of the Culture Working Group of the Ramsar Convention.

The Ramsar Culture Working Group is organising an event on culture and wetlands in Bucharest on the evening of Saturday 7 July during Ramsar COP11.

The event will demonstrate some fascinating examples of the contribution of cultural values and practices to the conservation and wise use of wetlands from around the world. A draft Strategic Action Plan for enhancing the role of cultural aspects in the work of the Ramsar Convention during the next triennium will also be briefly presented.

Presentations will be in English. For detailed information on the programme of the event, please contact the organizing Mediterranean Institute for Nature and Anthropos 

The initiative is supported by the MAVA Foundation.

Da falta de humanidades à miséria dos políticos

Concordo em absoluto com a reflexão.
Acrescentaria também a redução e menor relevância do ensino experimental e laboratorial (nomeadamente as ex-TLB- Técnicas Laboratoriais de Biologia) e a inexistência ou previsível redução de assistentes auxiliares com formação nestas áreas, em muitas escolas. 
E também fui sempre muito crítico por terem retirado a Área de Projecto e Formação Cívica dos curricula.
Os tempos estão difíceis, eu sei, mas  quando é a minha vida profissional que está mesmo em risco, a tristeza é muito mais profunda e a combatividade vai abaixo.
Vou partilhar, na esperança que mude de vez a ideologia preponderante que tão bem aqui explana. Obrigado Miguel Cardoso.

Retirado do Rerum Natura

O político medíocre, como todo o homem medíocre, é fruto da falta de formação. Faltam Humanidades no nosso sistema de ensino. A cada reforma curricular, disciplinas como História, Filosofia, Psicologia ou Sociologia perdem terreno e exigência no currículo dos alunos.

O paradigma dominante é tecnológico e económico. Não há discurso político contemporâneo que não vá por aí. Di-lo o Presidente da República e também o Primeiro-Ministro do país hipotecado, os Presidentes da Câmara e da Junta, que fincam pé para que todos os gaiatos tenham pc e naveguem pela net, mesmo sem nunca terem visto o mar. E os velhos, que não podem morrer sem mandar um email, não vá a entrada no céu ou mais abaixo precisar de conta aberta no Google. O futuro é tecnológico, digital, interactivo, pronto a servir e a ser vivido. Ainda não entendemos o jargão, mas já não estranhamos. A tecnologia acoplada a tudo o que mexa. O economês como língua oficial. O deserto em volta.

Vale a quantidade e pouco a qualidade. Vão os alunos passando de ano, ou transitando, ou lá o que é, felizes, até ao dia em que batem no real. Já não se reprova, termo banido da novilíngua educativa, como ensino ou aprender, substituídos por conceitos vazios como competências, aprender a aprender ou empreendedorismo. Nivelamos por baixo e são os fracos que se lixam, com a promoção de uma mediocridade generalizada em que o esforço deixa de valer a pena e a preguiça e a responsabilidade são insistentemente perdoadas por factores externos. Dificultamos a formação dos alunos culturalmente mais carenciados e acentuamos o fosso que os separa dos que possuem um enquadramento económico e familiar que compensa as lacunas escolares. Também para estes a escola se torna obsoleta, cansados de um ensino que os trata como atrasados mentais. Não tardará e o professor será um anacronismo num admirável mundo novo onde cada aluno da geração “tipo” ou “tásse” poderá escolher o seu currículo e avaliar-se a si mesmo. Tudo feito online, entre muitos ☺, LOL e artigos da Wikipédia. O nivelamento pelos medíocres não elimina as classes sociais, perpetua-as. A escola pública transforma-se num monstro inútil onde continuam a safar-se os mesmos. Vale a estatística. Mesmo que a maioria dos alunos não consiga sequer interpretá-la.

As Humanidades dão trabalho, mais se em casa falta o incentivo e a exigência, se a ausência de hábitos de leitura e discussão são o prato de cada dia e o pergunta ao professor que é para isso que lhe pagam está sempre na ponta da língua. Sem resultados imediatos, são desprezadas. Incomodam.

O papel das Humanidades é servir-nos de âncora. Precisamos reaprender a pensar, a demorar o pensamento, resgatando-o da manada e centrando-o no essencial. Da falta de um pensamento crítico nasce o político miserável, ser amputado de espírito, fechado numa perspectiva que se habituou a tomar pela verdade e longe da vida que está para além dela. O futuro não decorre de um conjunto de regras imutáveis estabelecidas por um conjunto de bem pagos especialistas. As regras do jogo estão sempre a mudar, prever hoje o que vale para amanhã é mais fruto do acaso ou de estupidez astrológica do que ciência. Comparem-se todas as previsões económicas feitas a médio e longo prazo. É o aleatório que domina, nas bolsas, nas agências de rating ou nos mercados financeiros: “A verdadeira tarefa da economia consiste em mostrar ao homem o pouco que ele sabe acerca daquilo que pensa poder planear” (Hayek).

A perspectiva em que se situa o observador condicionará sempre a previsão, numa espécie de efeito de realimentação, que apenas espelha o desejo de quem a profere. Limitamo-nos a seguir a música da moda, composta de medo e mecanismos irracionais de toda a espécie, dando corpo a uma crise que começou por ser imaterial, aumentada a cada referência ou auto-referência. Como um discurso viral que contamina todas as instâncias de poder, repletas de arremedos de gente que ofusca a falta de conteúdo do discurso com um palavreado estéril. Wittgenstein diz que a linguagem mascara o pensamento, aqui disfarça o vazio. Aprendizes de pensamento único de escola partidária, gente de frases feitas reproduzidas à exaustão, sem a coerência ou a memória que implique a vergonha que vai do que disseram ontem ao que fazem hoje. Gente esponjosa e bafienta que conspurca tudo o que toca. Todos iguais, em circuito fechado, ninguém daria pela troca do nome do boneco. Esta gente com os seus programas de infelicidade. Bufões. Depois deles não virá o caos.

A saída está na mudança de paradigma. De dentro já não conseguimos ver. É necessário mudar a própria forma de pensar, abandonar a formatação, redefinir prioridades. Não será tanto a Democracia que está em causa, mas a forma de a pensar. Daí não virá o abismo, como dão a entender os aspirantes a profetas e vigilantes interessados em perpetuar um status quo conveniente. De repente, convencionou-se como inevitável a necessidade de reduzir a zero conquistas de séculos e de vidas. HÁ, deve haver, direitos adquiridos. Recusá-los é um retrocesso civilizacional. Mas aceitamos os arautos da desgraça sem questionar. É preciso colocarmo-nos de fora e alterar a nossa perspectiva sobre o mundo. As profecias cumprem-se a partir do momento em que nelas acreditamos cegamente. Talvez cessem a partir do momento em que deixemos de o fazer. Não são tanto as circunstâncias que fazem a nossa vida, mas antes o que fazemos a partir delas.

O pensamento crítico está ausente da política, porque foi expulso das escolas e das universidades. A escola deve assumir-se como instituição crítica para que o Estado deixe de ser manipulador (Ivan Illich) e castrador. Abandonando aquela que foi a sua base e razão de ser durante séculos, as Artes e Humanidades, os sistemas educativos actuais visam apenas a formação de “gerações de máquinas eficazes” (M. Nussbaum) obcecadas com o lucro. Com os políticos habituámo-nos a colocar sempre o contador a zero a cada ritual eleitoral. É importante que percebamos que é possível mudar e que chegou o tempo de ripostar e depor esta política e os seus cães-de-guarda. Para que de cada estudante brote um cidadão. Para que nasça um novo homem político que se importe.

As Humanidades ajudam na adopção de uma perspectiva não contaminada que contribua para arrancar as pessoas à complacência, recuperando-as para o que importa. O futuro não é inevitável. Não está escrito. Não existe. A crise, qualquer uma, mesmo as que nos impõem com base em especulações feitas para não serem inteligíveis, é sempre um momento catártico, de conflito e decisão. Uma boa altura para levantar a voz, limpar a casa e fazer o que é correcto. Recuperar a Ética. E só isto. Ou então já estamos mortos.


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Nine Inch Nails and Peter Murphy - Atmosphere (Joy Division cover)

Cineasta do Mês- Aleksandr Sokurov


Alexandr Nikolaevitch Sokurov (em russo: Александр Николаевич Сокуров) nasceu em Podorvikha, distrito de Irkutsk, em 1951 é um premiado cineasta russo. Seu pai era um oficial militar, veterano da Segunda Guerra Mundial. Durante a infância de Sokurov, sua família frequentemente se mudou de uma cidade para outra, por isso os seus estudos se iniciaram na Polónia, tendo-se formado no Turcomenistão. Após terminar o ensino médio em 1968, Sokurov entrou para a Universidade Gorky, no Departamento de História. Como estudante, participou da equipa da Televisão Gorky, como assistente técnico de produção, e posteriormente como assistente de produção. Durante o seu trabalho no canal de televisão, Sokurov obteve grande experiência em tecnologia de filme e televisão. Aos 19 anos, ele produziu seus primeiros programas de TV. No curso de seis anos na Televisão Gorky, Sokurov produziu vários filmes e programas ao vivo.

Em 1974, Sokurov concluiu o curso de História. No ano seguinte, torna-se estudante do Departamento de Produção do famoso instituto VGIK, de Moscovo, onde estudou Tarkovski,  entre outros famosos directores russos. Em 1979, Sokurov foi forçado a sair do Instituto VGIK, devido a conflitos com a administração: as suas produções como estudante foram consideradas inaceitáveis, e ele foi acusado de formalismo e de perspectivas anti-soviéticas.

Sua primeira longa-metragem, que posteriormente recebeu diversos prémios, “Odinokiy golos cheloveka” (A voz solitária de um homem), foi recusado como projeto final de graduação. Foi nesse momento que ele recebeu o apoio de Andrei Tarkovski, que demonstrou muita admiração pelo primeiro trabalho de Sokurov. A amizade entre Sokurov e Tarkovski manteve-se quando este deixou a Rússia.

Com uma carta de recomendação de Tarkovski, Sokurov conseguiu um emprego no estúdio “Lenfilm” em 1980, onde produziu seus primeiros longas. Na mesma época, Sokurov trabalhou no Estúdio Leninegrado de Filmes Documentais, onde produziu todos os seus documentários, em diferentes momentos de sua vida.

Os primeiros filmes de Sokurov em Leninegrado foram recebidos negativamente pelas lideranças do Partido Comunista. Por um longo período, até as reformas democráticas dos anos 80, nenhum de seus filmes recebeu aprovação para exibições públicas pela censura soviética. No fim da década de 80, alguns filmes e documentários foram libertados para exibição e representaram a indústria cinematográfica russa em diversos festivais internacionais. Nos anos de 80 e 90, ele produziu vários filmes de ficção e documentários num único ano.

Nessa época, Sokurov estava envolvido em programas de rádio não-comerciais voltados para os jovens, e ministrou uma disciplina de direção para jovens no Estudio Lenfilm. Em 1998–1999 ele dirigiu um programa de televisão, “Ostrov Sokurova” (A Ilha de Sokurov), em que se discutia o lugar do cinema na contemporaneidade.

No final da década de 1990, Sokurov começou a se familiarizar com as tecnologias de vídeo. Ele produziu vários documentários, muitos deles feitos no Japão, para companhias de televisão japonesas, devido ao entusiasmo e generosidade de amigos japoneses do diretor. Ele tem recebido homenagens em vários festivais internacionais, e seus filmes têm sido exibidos em vários países estrangeiros. Em 1995, a European Film Academy adicionou Sokurov à sua lista de 100 maiores diretores do cinema mundial.
Em 2011 venceu o Leão de Ouro do Festival Internacional de Cinema de Veneza com o filme Faust.

Página oficial de Sokurov

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Robert Lang desenha e faz novos (e úteis) origami através da matemática e engenharia



Robert Lang é um pioneiro das novas formas de origami - ele usa princípios matemáticos e engenharia para dobrar desenhos intrincados e alucinantes que são belos e, às vezes, muito úteis Full bio

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O TOP TEN da vergonha - gastos militares e em "defesa" 2011 (em biliões de dólares)



Tinha isto conservado há algum tempo. Mas não aguento mais. Tinha que colocar no Bioterra. Estes números metem-me NOJO e uma afronta a milhares de cidadãos que protestam nas ruas e nas redes sociais e em ONG e nas próprias instituições, pagando o preço por vezes alto de ser demitido ou perder o emprego para mudar ISTO- esta realidade da GUERRA, da traição federal/estatal/ privada de investir em armas e conflitos! Em pleno séc XXI ainda há tanto dinheiro investido em nome da "defesa"...QUEM TEM TELHADOS DE VIDRO NÃO ATIRA PEDRAS NO VIZINHO - os números são esclarecedores: EUA (na frente e a que distância- 46%) seguidos quase ex-aequo por França, Alemanha, Reino-Unido, Arábia Saudita, Brasil, China, Rússia e NATO.

Referências bibliográficas

domingo, 1 de julho de 2012

Dangers of Pesticides and Food Additives


Pesticides are substances or mixture of substances intended for preventing, destroying, repelling or mitigating any pest. Pesticides are a special kind of products for crop protection. Crop protection products in general protect plants from damaging influences such as weeds, diseases or insects. A pesticide is generally a chemical or biological agent (such as a virus, bacterium, antimicrobial or disinfectant) that through its effect deters, incapacitates, kills or otherwise discourages pests. 

Target pests can include insects, plant pathogens, weeds, molluscs, birds, mammals, fish, nematodes (roundworms), and microbes that destroy property, cause nuisance, spread disease or are vectors for disease. Although there are human benefits to the use of pesticides, some also have drawbacks, such as potential toxicity to humans and other animals. According to the Stockholm Convention on Persistent Organic Pollutants, 9 of the 12 most dangerous and persistent organic chemicals are pesticides. Pesticides are categorized into four main substituent chemicals: herbicides; fungicides; insecticides and bactericides. 

Food additives are substances added to food to preserve flavor or enhance its taste and appearance. Some additives have been used for centuries; for example, preserving food by pickling (with vinegar), salting, as with bacon, preserving sweets or using sulfur dioxide as in some wines. With the advent of processed foods in the second half of the 20th century, many more additives have been introduced, of both natural and artificial origin. With the increasing use of processed foods since the 19th century, there has been a great increase in the use of food additives of varying levels of safety. This has led to legislation in many countries regulating their use. For example, boric acid was widely used as a food preservative from the 1870s to the 1920s, but was banned after World War I due to its toxicity, as demonstrated in animal and human studies. 

During World War II, the urgent need for cheap, available food preservatives led to it being used again, but it was finally banned in the 1950s. Such cases led to a general mistrust of food additives, and an application of the precautionary principle led to the conclusion that only additives that are known to be safe should be used in foods. In the USA, this led to the adoption of the Delaney clause, an amendment to the Federal Food, Drug, and Cosmetic Act of 1938, stating that no carcinogenic substances may be used as food additives. However, after the banning of cyclamates in the USA and Britain in 1969, saccharin, the only remaining legal artificial sweetener at the time, was found to cause cancer in rats. Widespread public outcry in the USA, partly communicated to Congress by postage-paid postcards supplied in the packaging of sweetened soft drinks, led to the retention of saccharin despite its violation of the Delaney clause. 

In September 2007, research financed by Britain's Food Standards Agency and published online by the British medical journal The Lancet, presented evidence that a mix of additives commonly found in children's foods increases the mean level of hyperactivity. The team of researchers concluded that "the finding lends strong support for the case that food additives exacerbate hyperactive behaviors (inattention, impulsivity and overactivity) at least into middle childhood." That study examined the effect of artificial colors and a sodium benzoate preservative, and found both to be problematic for some children. Further studies are needed to find out whether there are other additives that could have a similar effect, and it is unclear whether some disturbances can also occur in mood and concentration in some adults. 

In the February 2008 issue of its publication, AAP Grand Rounds, the American Academy of Pediatrics concluded that a low-additive diet is a valid intervention for children with ADHD: "Although quite complicated, this was a carefully conducted study in which the investigators went to great lengths to eliminate bias and to rigorously measure outcomes. The results are hard to follow and somewhat inconsistent. For many of the assessments there were small but statistically significant differences of measured behaviors in children who consumed the food additives compared with those who did not. In each case increased hyperactive behaviors were associated with consuming the additives. For those comparisons in which no statistically significant differences were found, there was a trend for more hyperactive behaviors associated with the food additive drink in virtually every assessment. Thus, the overall findings of the study are clear and require that even we skeptics, who have long doubted parental claims of the effects of various foods on the behavior of their children, admit we might have been wrong."