terça-feira, 1 de setembro de 2015

As primeiras flores de Portugal são (também) as primeiras flores da Terra

Nem sempre a Terra teve flores. Subitamente, elas apareceram – um mistério que Charles Darwin considerou “abominável”.PORTUGAL tem estado a contribuir para o estudo das flores primitivas, graças à descoberta de fósseis de várias plantas novas para a ciência.

Na palma da mão, é um ponto negro, indistinguível a olho nu. Já à lupa binocular, este pedaço de carvão, nem de um milímetro de comprimento, ganha formas. É uma flor, exemplar único, nova para a ciência. Esteve enterrada em argila durante 110 milhões de anos, até ter sido recolhida entre quilos de terra pelo investigador Mário Miguel Mendes perto da vila do Juncal, no concelho de Porto de Mós, distrito de Leiria. Ela e os fósseis de outras três plantas, também classificadas entretanto como novidades científicas, enriquecem as colecções do jardim português do Cretácico, quando os dinossauros reinavam e as plantas com flor começavam a despontar na Terra.

Antes, uma breve história. Há cerca de 440 milhões de anos, ter-se-ão deslocado para terra firme, vindas do mar, as primeiras plantas. “Esses primeiros colonizadores terão sido algas verdes já extintas, que apresentavam semelhanças com os briófitos, grupo de plantas a que pertencem os musgos”, explica-nos o paleobotânico Mário Miguel Mendes, do Centro de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Algarve, em Faro, e do Museu Geológico, em Lisboa. “Para que as plantas pudessem conquistar o meio terrestre, tiveram de desenvolver estruturas que possibilitassem, por um lado, a obtenção de água e, por outro, reduzir a sua perda. Além disso, desenvolveram as raízes que fixavam a planta ao solo, absorvendo água necessária à sua manutenção, e os caules que suportam as folhas, órgãos fotossintéticos por excelência.”

Estavam ainda longe de ter flores, e os continentes onde viviam tinham uma configuração muito diferente da de hoje. A evolução tornou as plantas mais complexas, até aparecerem as gimnospérmicas, como as coníferas, em que as sementes não estão encerradas dentro de um fruto, de que são exemplo os pinheiros e os seus pinhões. “Há cerca de 320 milhões de anos, em PORTUGAL formavam-se cordilheiras de montanhas com lagos envolvidos e habitados por vegetação rica e diversificada. Havia cavalinhas gigantes e plantas afins de licopódios e selaginelas actuais, mas de porte arbóreo, a par de coníferas que lembravam araucárias. Os fetos eram particularmente abundantes e diversificados”, conta Mário Miguel Mendes. “Esta vegetação desenvolvia-se em ambientes pantanosos, em clima húmido e relativamente quente das áreas próximas do equador da Terra de então. São desta altura muitos dos depósitos de carvão mundiais, inclusivamente em Portugal.”

Há cerca de 250 milhões de anos, os continentes anteriormente existentes já tinham colidido entre si e formado um só supercontinente, a Pangeia. Mas a tectónica é imparável e a fragmentação das placas ao longo da era Mesozóica – iniciada há 235 milhões de anos, no período do Triásico, e terminada com o Cretácico, entre há 145 e 65 milhões de anos –, colocou NOVOS desafios às plantas terrestres. Se na Pangeia viviam sobre a influência de um clima continental, com a fragmentação das placas tectónicas as plantas tiveram de se adaptar a condições mais húmidas. “Esta interacção entre clima e fenómenos tectónicos ditou o aparecimento e a extinção de alguns grupos vegetais”, explica o paleobotânico.

“Há 225 milhões de anos, no Triásico, as plantas foram povoando as imensas áreas continentais semidesérticas, a partir da vizinhança de áreas lacustres. No Jurássico (200-145 milhões de anos), as coníferas dominavam a vegetação arbórea. Os fetos abundavam.”

Mas a Terra continuava sem flores. As primeiras plantas com flores, ou angiospérmicas, apareceram relativamente tarde na história do planeta – “apenas” há cerca de 130 milhões de anos, no início do Cretácico, como indicam os fósseis mais antigos. E as suas flores eram pequenas. E sem pétalas. Hoje, as angiospérmicas dominam a vegetação terrestre, ocupando quase todos os ecossistemas e representando mais de 85% das espécies vegetais vivas.

“O aparecimento súbito destas plantas no Cretácico Inferior sempre intrigou os cientistas. Charles Darwin referia-se a este súbito evento evolutivo que provocou alterações profundas em todos os ecossistemas terrestres como um ‘ mistério abominável’. Aparentemente, o seu desenvolvimento foi feito a par da evolução dos insectos e a sua enorme diversificação terá resultado do êxito adaptativo das suas inovações evolutivas. Mas muitos aspectos relacionados com as condições paleoambientais que presidiram à proliferação das angiospérmicas continuam por esclarecer”, diz Mário Miguel Mendes.

Portugal tem contribuído para a reconstituição desta história do nosso planeta. Tal como nos Estados Unidos, na China e em Espanha, em Portugal encontram-se os fósseis de plantas com flores mais antigos do mundo. São de flores, sementes e frutos, com cerca de 125 milhões de anos, recolhidos em Torres Vedras pela dinamarquesa Else Marie Friis, uma das maiores especialistas em angiospérmicas. Por exemplo, identificou pólenes que só existem quando há flores de um género e espécie NOVOS – a Mayoa portugallica, descrita em 2004.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Bairro suíço cria horta comunitária e cada morador planta um alimento para compartilhar com outros

O movimento sustentável não é recente, mas ainda vivemos em uma sociedade essencialmente consumista que não se preocupa com o amanhã. Por isso nos chama atenção quando vemos o caso de um bairro de Genebra, Suíça.

Os moradores da Avenida Crozet podem colher alimentos frescos e orgânicos direto dos jardins da sua casa e do vizinho.

Fonte: yannarthusbertrand.org
É isso mesmo: cada família planta um alimento e compartilha com as outras

Além dos méritos de união comunitária, cada família pode usufruir de comida de verdade produzida na própria vizinhança. Isso não é demais?

O ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand fotografou uma bela imagem dessas hortas urbanas na região suíça — mostrada acima. Além da beleza estética — que não fica muito atrás de jardins — a imagem também serve de inspiração para outras comunidades se unirem para fazerem o mesmo.

Embora a ideia seja revolucionária aos nossos olhos, que consumimos tanto agrotóxicos, ela não é nova. As hortas urbanas começaram a GANHAR força na Europa durante o século 19 com os esforços do físico Moritz Schreber.

O alemão propagava a ideia de que as cidades deveriam ter mais áreas verdes para o lazer das famílias. Aos poucos, as pessoas começaram a UTILIZAR o quintal de suas casas para cultivar seus próprios alimentos.
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Alemanha, Rússia e Suíça já estão nessa
Yann estima que o bairro da Avenida Crozet em Genebra seja apenas uma parte dos 50 mil hectares de hortas urbanas cultivadas no país. Na Rússia, mais de 72% das famílias que moram em áreas urbanas plantam parte de seus alimentos em seu próprio jardim. Somente em Berlim, na Alemanha, a estimativa é de que haja 80 mil “fazendeiros” urbanos.

O movimento tem nome: foodscaping

Foodscaping é o nome adotado por alguns, mas você também pode encontrar lugares falando de paisagismo comestível ou aindaagricultura de jardim. Com alimentos cada vez mais caros e opções insalubres, a prática tem se popularizado.
No fundo, é mais um jeito elegante de TRATAR a hortinha que nossas avós sempre cultivaram. Agora é preciso popularizar a ideia de trocar alimentos da horta com os vizinhos. ;-)

Você pode dar uma espiada na Avenida Crozet e ter uma ideia como as hortas comunitárias se parecem VISTAS de cima através deste link do Google Maps.

domingo, 30 de agosto de 2015

Gratidão pelas mensagens de Feliz Aniversário


Quero agradecer a todos as lindas mensagens de felicitações pelo meu aniversário! Muito obrigado! Foram muitas e cada uma eu guardei bem aqui dentro de mim com carinho.

~Em Dia de meu Aniversário ~ The Avener - "To Let Myself Go ft. Ane Brun"



To let myself go...free!

sábado, 29 de agosto de 2015

MADRUGADA - Vocal


You better run, you better run
You better not wait too long
You better run, you better run
You better run for you have a heart
So let's start, so let's start
So let's start, tear it all apart
You better run, you better run
You better run for you have a heart
Well, oh, well, oh, you know it's only so much I can take
I buried my head in that pillow for a million days
So, oh, oh well, I'm sorry but I do not care to wait
Dare not walk through the light
Dare not walk through the light

Your vision's travelled far today
So why don't you run away
Your vision's travelled far today
Like in the times when you say

I have a cry, I have a cry, and I will not be contained
I have a cry, I have a cry, and I will not be contained, no
Oh well, oh you know it is only so much I can take
Buried my head in that pillow a million days oh, oh
Oh well, I'm sorry but I do not care to wait
Oh, dare not walk through the light
Dare not walk through the light, oh

Oh, dare not walk through the light
Dare not walk through the light

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Vietname apreendeu mais de 750 Kg de marfim e cornos de rinoceronte de Moçambique

14 de Agosto de 2015, 13:52


As alfândegas do Vietname apreenderam 735 quilos de marfim e cornos de rinoceronte no porto de Tien Sa, na cidade de Da Nang, provenientes de Moçambique, noticiou em 14 de Agosto o diário vietnamita Tuoi Tre News.

Citando um comunicado das autoridades alfandegárias vietnamitas, o jornal REFERE que o marfim e os cornos de rinoceronte estavam escondidos dentro de blocos de mármore falso, depois de terem sido desembarcados em dois contentores transportados num navio.

"Durante a inspecção, os fiscais aduaneiros detetaram sinais suspeitos em muitos dos blocos de marfim num dos dois contentores", indica o Tuoi Tre News.

Para surpresa dos funcionários alfandegários, assinala o jornal, dos blocos de mármore quebrados saíram dentes de marfim e cornos de rinoceronte escondidos.

Do produto apreendido, 593 quilos correspondem a dentes de marfim e 142 quilos a cornos de rinoceronte, afirma o jornal, que adianta ainda que o mármore transportado no segundo contentor era verdadeiro.

O jornal não refere se alguém terá sido detido em conexão com a apreensão do produto e recorda que um quilo de marfim custa no mercado do contrabando 2,100 dólares (mais de 1.800 euros) enquanto um quilo de corno de rinoceronte custa 133 dólares (mais de 119 euros).

Vários cidadãos do Vietname têm sido detidos nos últimos anos em Moçambique, na posse de dentes de marfim e cornos de rinoceronte, contrabandeados para aquele país asiático, onde se acredita que os mesmos têm propriedades terapêuticas.

No início do mês passado, as autoridades moçambicanas incineraram mais de duas toneladas de dentes de marfim e cornos de rinoceronte em Maputo, apreendidas em diferentes ocasiões em vários pontos do país.

O marfim e cornos de rinocerontes contrabandeados em Moçambique são extraídos de animais abatidos na caça furtiva no país, mas principalmente na África do Sul, onde as autoridades locais destacaram o exército para o combate ao abate ilegal de elefantes e rinocerontes.

Fonte: Lusa

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Qualquer pessoa pode ajudar a tornar a sua autarquia livre de ‪‎herbicidas‬


Qualquer pessoa pode ajudar a tornar a sua autarquia livre de #herbicidas. Ver o link da Quercus - ANCN abaixo



"O seu uso, em especial dos herbicidas à base de #glifosato (o mais usado em todo o mundo), tem aumentado muito nos últimos anos devido à proliferação das culturas geneticamente modificadas (#OGM), que se tornaram resistentes à sua aplicação (quando antes da modificação genética, morriam com ele)."


Como ajudar: Quercus- ANCN

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Dinamarca – o primeiro país que, por lei, só terá agricultura orgânica

A Dinamarca está se preparando para ter uma agricultura totalmente sustentável. Este é um dos projetos que o atual governo tem intenção de por em prática a de transformar a agricultura dinamarquesa em 100% orgânica.
A primeira meta, a ser alcançada até 2020 é a de se duplicar a quantidade atual de terra cultivada organicamente. Atualmente, a Dinamarca já é o país com maior desenvolvimento e amplitude do comércio de produtos orgânicos. E em 2015 PRETENDE investir mais de 53 milhões de euros para AMPLIAR a agricultura biológica.

A agricultura biológica na Dinamarca está à frente de seu TEMPO. São já quase 25 anos de existência e aplicação de leis sérias de proteção à natureza, às águas, ao uso de defensivos e outros produtos agrícolas, sendo que 97% da população CONHECE o seu significado e importância. É um verdadeiro recorde, assim como o fato de que a despesa total de alimentos do país é composta por 8% apenas de produtos certificados. E desde 2007, a exportação de produtos orgânicos na Dinamarca aumentou em 200%.

Com essa ótica, a Dinamarca hoje se propõe TRABALHAR EM duas frentes diferentes: uma delas visa aumentar a quantidade de terras agrícolas que usem agricultura biológica e o outro, estimular uma maior demanda para os produtos de origem comprovadamente orgânica e sustentável.
Assim, serão privilegiados os produtores que quiserem investir na conversão de suas terras, da agricultura convencional para a orgânica e biodinâmica e os projetos que visem o desenvolvimento de novas TECNOLOGIAS para a promoção da sustentabilidade no campo.
Neste contexto já está em marcha, nas prefeituras locais, a ocupação de áreas antes baldias, com produção de hortaliças sazonais, de forma orgânica.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Pesquisas comprovam a importância da vegetação na produção de água

E no entanto em vários países do mundo (Mexico, Tailandia, Quenia, etc) nas cantinas escolares de escolas privadas e públicas servem copos de Coca-Cola ou Pepsi-Cola às crianças em vez de água...

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Ilustração da pesquisa realizada por Maurício Ranzini
TRABALHOSdesenvolvidos pelo Instituto Florestal (IF) comprovam, de forma inequívoca, que a presença de cobertura florestal em bacias hidrográficas promove a regularização do regime de rios e a melhora na qualidade da água. Daí a importância do Programa Nascentes, desenvolvido pelo Governo do Estado de São Paulo, que tem o objetivo de promover a restauração de 20 mil hectares de matas ciliares.

Os pesquisadores científicos da Seção de Engenharia Florestal, do IF, Valdir de Cicco, Francisco Arcova e Maurício Ranzini, embasaram suas teses de doutorado em pesquisas sobre a relação entre a floresta e a água, elucidando dúvidas e provando com números as suas proposições.

“As bacias hidrográficas recobertas por vegetação florestal são as que oferecem água com boa distribuição ao longo do ano, e de melhor qualidade”, enfatiza Arcova, engenheiro florestal, doutor em Geografia Física, pela Universidade de São Paulo, no IF desde 1985. Segundo ele, parte da água da chuva é retida pelas copas das árvores, evaporando em seguida em um processo denominado interceptação. A taxa de evaporação varia com a espécie, idade, densidade e estrutura da floresta, além das condições climáticas de cada região.

“Em florestas tropicais, a interceptação varia de 4,5% a 24% da precipitação, embora tenham sido registrados valores superiores a 30%”, explica. Nesse ponto, Arcova faz um parênteses para falar, com entusiasmo, do Laboratório de Hidrologia Florestal Walter Emmerich, do IF, instalado em 1982 no Núcleo Cunha, do Parque Estadual da Serra do Mar, onde desenvolveu estudos em trabalhos conjuntos com o pesquisador que dá nome à instalação.

Maurício Ranzini, também engenheiro florestal, doutor em Ciências da Engenharia Ambiental pela USP de São Carlos, no IF desde 2005, lembra que o laboratório constitui-se em uma referência quando se trata de hidrologia florestal. Tanto é que, todos os anos, recebe dezenas de alunos de diversas universidades brasileiras e de outros países em cursos ministrados pelos pesquisadores do IF.

Concluindo, os pesquisadores dizem que as pesquisas realizadas em Cunha estimam o valor de 18% de interceptação. O restante da água alcança o solo florestal por meio de gotejamento de folhas e ramos ou escoando pelo tronco de árvores. No solo, a água infiltra-se ou é armazenada em depressões, não ocorrendo o escoamento superficial para as partes mais baixas do terreno, como aconteceria em uma área desprovida de floresta.
Os pesquisadores (esq.) e  (dir.)
Os pesquisadores Maurício Ranzini(esq.) e Francisco Arcova (dir.)


“O piso florestal é formado por uma camada de folhas, galhos e outros restos vegetais, que lhe proporciona grande rugosidade, impedindo o escorrimento superficial da água para as partes mais baixas do terreno, favorecendo a infiltração. Também a matéria orgânica decomposta é incorporada ao solo, proporcionando a ele excelente porosidade e, consequentemente, elevada capacidade de infiltração.”

Uma parcela da água infiltrada contribui para a formação de um rio por meio do escoamento subsuperficial, e outra, é absorvida pelas raízes e volta para a atmosfera pela transpiração das PLANTAS. “A interceptação e a transpiração, ou a evapotranspiração, fazem a água da chuva voltar para a atmosfera não contribuindo para aumentar a vazão de um rio.”

Em florestas tropicais, a evapotranspiração varia de 50% a 78% da precipitação anual. Na pesquisa realizada em Cunha, esse número é de aproximadamente 30%. Os pesquisadores explicam que o remanescente da água infiltrada movimenta-se em profundidade e é armazenado nas camadas internas do solo e na região das rochas, alimentando os cursos de água pelo escoamento deBASE, isto é, do subsolo onde se localizam os lençóis freáticos.

Embora os processos que determinam os fluxos de água sejam semelhantes para as diferentes formações florestais, a magnitude desses processos, que depende das características da floresta, da bacia hidrográfica e do clima, influencia a relação floresta-produção de água (escoamento total do rio). Em florestas tropicais, a produção hídrica nas microbacias varia de 22% a 50% da precipitação. “Em Cunha, onde a evapotranspiração anual da Mata Atlântica é da ordem de apenas 30%, a produção de água pela microbacia é de notáveis 70% da precipitação”, afirma Francisco.

Esse mecanismo, em que a água percola o solo e alimenta gradualmente o lençol freático, possibilita que um rio tenha vazão regular ao longo do ano, inclusive nos períodos de estiagem. Nas microbacias recobertas com mata atlântica em Cunha, o escoamento de base é responsável por cerca de 80% de toda a água escoada pelo rio, fato que proporciona a elas um regime sustentável de produção hídrica ao longo de todo o ano.

Ao contrário, em uma bacia sem a proteção florestal, a infiltração da água da chuva no solo é menor paraALIMENTAR os lençóis freáticos. O escoamento superficial torna-se intenso fazendo com que a água da chuva atinja rapidamente a calha do rio, provocando inundações. E, nos períodos de estiagem, o corpo-d’água vai minguando, podendo até secar.

Um outro fator drástico é que, enquanto nas bacias florestadas, a erosão do solo ocorre a taxas naturais, pois o material orgânico depositado no piso impedem o impacto direto das gotas de chuva na superfície do solo, nas áreas desprovidas de vegetação há um intenso processo de carreamento de material para a calha do rio aumentando a turbidez e o assoreamento dos rios.

Segundo Maurício, na microbacia recoberta com Mata Atlântica em Cunha, a perda de solo no rio é da ordem de 162 kg/hectare/ano. “Esse valor é muito inferior à perda de solo registrada para o estado de São Paulo, que varia de 6,6 a 41,5 t/hectare/ano, dependendo da cultura agrícola, algo como 12 toneladas num campo de milho, 12,4 toneladas numa área de cana-de-açúcar, chegando a até 38,1 toneladas numa plantação de feijão”, informa em tom de alerta.

A floresta representa muitos outros benefícios para os sistemas hídricos. Contribui, por exemplo, para o equilíbrio térmico da água, reduzindo os extremos de temperatura e mantendo a oxigenação do meio aquático. Promove, ainda, a absorção de nutrientes pelas árvores, arbustos e PLANTAS herbáceas evitando a lixiviação excessiva dos sais minerais do solo para o rio.

domingo, 23 de agosto de 2015

ΕΙΡΗΝΗΝ ΕΙΠΕΝ Ο ΧΡΙΣΤΟΝ - KEMANETZIDIS BABIS



PAZ- PEACE- PACO- PACE- PAIX- SHALOM- SALAAM- SHANTY- SELAM VREDE- PAKE- HETEP- RAHU - ASHTE- IRINI- HEIWA- SULH- MIR
PHYONGH'WA- EMIREMBE- PACI- FRED- SULA- POKOJ- PASCH- MIERS- UKUTHULA

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

The Lie We Live - Legendado PT-BR


Vivemos num mundo que criou um sistema com raízes tão profundas que já faz parte da nossa realidade e achamos que as coisas têm que ser assim porque são ... quando na realidade é que estamos a cavar nossa própria sepultura sem nos apercebermos disso. Hoje trago-lhe um vídeo que abre os nossos olhos para a realidade do mundo, e inspirar a tua individualidade para fazer as mudanças que tu sabes que tens que fazer para ajudar a construir um mundo melhor. Partilha este vídeo com amigos e familiares.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Congresso Internacional do Medo


"Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas"
Carlos Drummond de Andrade,

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