segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Plataformas mapeiam árvores frutíferas nas ruas do Brasil e do mundo


Abacateiro, goiabeira, mangueira, amoreira, pitangueira. Pensar nesse conjunto de árvores frutíferas nos remete diretamente a um ambiente rural em algum lugar no interior do Brasil. Essas cinco espécies e outras 15, porém, estão espalhadas pelas ruas, vielas e avenidas de São Paulo, a maior metrópole da América do Sul.
Isso significa que as quase 12 milhões de pessoas que habitam a capital paulista têm a oportunidade de, ao caminhar pelas ruas, observar a imensidão de uma jaqueira, chupar uma manga caída ou colher amoras.

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Árvores mapeadas na cidade de São Paulo

Desde 2009, o mapa virtual e colaborativo Inventário das Árvores cataloga as principais árvores existentes em São Paulo – frutíferas, exóticas, de tempero, entre outras. As centenas de espécies encontradas certamente são um alento para aqueles que prezam por uma relação mais estreita e saudável com a natureza que nos cerca, mas o levantamento também evidencia que as regiões periféricas da cidade contam com uma presença muito menor dessas árvores.
O mapa, que também chegou à cidades como Brasília e Rio de Janeiro, mostra ainda detalhes sobre a quantidade e a qualidade das frutas, a condição das árvores e o tamanho das copas. O “Inventário”, aliás, aceita novas colaborações. Contribua!

Na Europa
Ideia semelhante já acontece na Europa. Além da plataforma Fruit City em Londres, na Alemanha o site Mundraub conta com a participação da população berlinense para mapear as árvores frutíferas da capital alemã. A plataforma já identificou mais de 1600 árvores frutíferas na região. Em toda a Europa, o Mundraub já catalogou mais de 20 mil espécies.

A presença de árvores frutíferas em ambientes urbanos, para muito além de embelezá-los, aumenta a biodiversidade, já que, de acordo com texto de Ricardo Cardim no site Árvores de São Paulo, “atraem pássaros e outros animais de ambientes naturais, ajudando a reequilibrar o meio ambiente urbano através do controle de pragas e o plantio de novas árvores trazidas de suas refeições nas matas”.
Cardim prossegue: “outro aspecto importante é a humanização das cidades. Árvores frutíferas reconectam a população com prazeres simples como colher frutas silvestres no pé e a descoberta de novos sabores, incentivam o uso de espaços públicos e estimulam as crianças a subirem e brincarem em árvores.”

domingo, 28 de agosto de 2016

Entrevista a George Steiner - "Estamos a matar os sonhos dos nossos filhos"

Recicle as suas atitudes. Cartaz feito por João Soares

"Quando eu era criança, existia a possibilidade de cometer grandes erros. O ser humano cometeu-os: o fascismo, o nazismo, o comunismo... mas quem não tiver a liberdade de errar na juventude, nunca se tornará um ser humano completo e puro. Os erros e esperanças desfeitas ajudam-nos a completar o estágio adulto. Nós erramos em tudo, no fascismo e no comunismo e, na minha opinião, também no sionismo. Mas é muito mais importante cometer erros do que tentar entender tudo desde o início e de uma só vez. É dramático saber com clareza aos 18 anos o que se tem que fazer."
Mais postagens sobre George Steiner no BioTerra

sábado, 27 de agosto de 2016

Peter Murphy- Your Face (Live) - This track is just gorgeous.

"Sempre se deve antes escolher paz do que guerra, principalmente quando na guerra é tão certa a ruína" - Padre António Vieira

Síria‬ ‪‎Turquia‬ ‪Curdistão‬ ‪‎Iraque‬ ‪Irão‬ ‪Jordânia‬ ‪Afeganistão‬ ‪Iemen‬ ‪‎Arabia Saudita‬ ‪‎Israel‬ ‪Palestina‬ ‪‎Egipto‬ ‪Etiopia‬ ‪‎Nigeria‬ ‪Mali‬ ‪Sudão‬ ‪Saara Ocidental‬ ‪Tunísia‬  Líbia Marrocos Paquistão...


Peter Murphy in a Live performance of Your Face at the 2009 self knowledge and global responsibility symposium. Recorded at The Beshara School Chisholme House.
With
  • the Vastearth Orchestra and guitarist John Andrews.
  • Backing Vocal : Kirsten Morrison
  • Strings arranged by Chris Brierley of VEO. Violins: Chris Brierley. Cello: Doris Earthling
Rroads, ruins , revolutions , rain Video shot in Turkey on the Beshara School Turkey trip in December 2009. Directed and edited by Aaron Cass.

Chagal Peace Window in the United Nations building, New York

Water Lily freedom
Where does the spirit lay?
Freedom, lying in shadows of light and clay

I trace your feet like transparent thrones
I dream of your clinging, I am not alone
I glide with you, draw you with kole
You paint the river, I am not alone

That lover in the crash
That scent lingers now
Your face
Your face

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Neurocientista da Universidade de Harvard: Meditação não apenas reduz stress, ela muda o seu cérebro

Sara Lazar, neurocientista do Hospital Geral de Massachusetts e da Escola de Medicina de Harvard, foi uma das primeiras cientistas a aceitar as subjetivas reinvindicações a respeito dos benefícios da meditação e atenção plena e a testa-los com o uso de tomógrafos computadorizados. O que ela encontrou a surpreendeu – que a meditação pode, literalmente, mudar seu cérebro. Ela explica:

Porque você começou a prestar atenção para a meditação, atenção plena e o cérebro?

Eu e uma amiga estávamos treinando para a maratona de Boston. Tive algumas lesões por esforço e procurei um fisioterapeuta, que me disse para parar de correr e apenas fazer alongamentos. Então comecei a praticar ioga como forma de fisioterapia. Percebi que era muito poderoso, que eu tinha benefícios reais, então fiquei interessada em saber como funcionava.
A professora de ioga usou de vários argumentos, dizendo que a ioga iria aumentar a compaixão e abrir o coração. E eu pensei: “ok,ok,ok, estou aqui para alongar”. Mas comecei a perceber que eu estava mais calma. Estava mais apta a lidar com situações mais difíceis. Estava mais compassiva e com o coração mais aberto, e capaz de ver as coisas pelo ponto de vista dos outros.
Pensei, talvez fosse apenas uma resposta placebo. Mas então fiz uma pesquisa bibliográfica da ciência, e vi evidências de que a meditação havia sido associada à diminuição do stress, da depressão, ansiedade, dor e insônia, e ao aumento da qualidade de vida.
A essa altura, estava fazendo meu PhD em biologia molecular. Então simplesmente resolvi mudar e comecei a fazer essa pesquisa como um pós- doutorado.

Como você fez essa pesquisa?
O Primeiro estudo avaliou meditadores de longa data versus um grupo controle. Descobrimos que os meditadores de longa data tem a massa cinzenta aumentada na região da ínsula e regiões sensoriais do córtex auditivo e o sensorial. O que faz sentido. Quando você tem atenção plena, você está prestando atenção à sua respiração, aos sons, a experiência do momento presente, e fechando as portas da cognição. É lógico que seus sentidos sejam ampliados.
Também descobrimos que eles tem mais massa cinzenta no córtex frontal, o que é associado à memória de trabalho e a tomada de decisões administrativas.
Já está provado que nosso córtex encolhe à medida que envelhecemos – se torna mais difícil entender as coisas e se lembrar das coisas. Mas nessa região do córtex pré-frontal, meditadores com 50 anos de idade tinham a mesma quantidade de massa cinzenta que pessoas de 25 anos.
Então a primeira pergunta foi, bem, talvez as pessoas com mais massa cinzenta no estudo já tivessem mais massa cinzenta antes de terem começado a meditar. Então fizemos um segundo estudo.
Pegamos pessoas que nunca tinham meditado antes, e colocamos um grupo deles em um programa de oito semanas de atenção plena com foco na redução de stress.

O que você descobriu?

Descobrimos diferenças no volume do cérebro depois de oito semanas em cinco regiões diferentes dos cérebros dos dois grupos. No grupo que aprendeu meditação, encontramos um aumento do volume em quatro regiões:
  1. A diferença principal encontramos no giro cingulado posterior, o qual está relacionado às lembranças e auto- regulação.
  2. O hipocampo da esquerda, o qual dá suporte ao aprendizado, cognição, memória e regulação emocional.
  3. A junção temporoparietal, ou JTP, à qual está associada a tomada de decisões, empatia e compaixão.
  4. Uma área do tronco do cérebro chamada de Ponte, onde muitos neurotransmissores reguladores são produzidos.
A hipófise , a parte do cérebro responsável pelo instinto de ataque ou fuga, e que é importante nos aspectos da ansiedade, medo e stress em geral. Essa área ficou menor no grupo que participou do programa de oito semanas de atenção plena com foco na redução de stress.
A alteração na hipófise também foi associada a uma redução nos níveis de stress.

Mais Leituras:
It Works: New Study Outlines What Meditation, Yoga, & Prayer Can Do To The Human Body

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Biblioteca gratuita e completa sobre permacultura, bioconstrução, agricultura ecológica (em Castelhano) e muito mais

Citação de Brecht, cartaz feito por João Soares

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Florestas com mais espécies de árvores conseguem fazer mais coisas

Serra do Caramulo
Quanto mais espécies de árvores diferentes tiver uma floresta, mais serviços esta consegue dar, desde reter a humidade, melhorar o solo, dar abrigo a aves ou produzir madeira, concluem investigadores de 30 instituições europeias.

Já estava demonstrado a pequena escala, mas agora investigadores de 30 instituições europeias comprovaram a importância de manter a diversidade de árvores a grande escala para que as florestas sejam multifuncionais.

Num estudo publicado agora na revista PNAS, os cientistas explicam por que as florestas europeias com maior diversidade de espécies cumprem melhor as suas funções, e conseguem fazer muitas coisas ao mesmo tempo, do que as mais homogéneas.

“Além de produzir madeira, as florestas cumprem muitas outras funções, como regular o ciclo hidrológico, fixar o CO2 atmosférico ou permitir a sobrevivência das espécies associadas a cada habitat, sem esquecer o seu uso recreativo ou o seu valor estético e cultural”, diz o investigador do Museu Nacional de Ciências Naturais de Madrid (MNCN-CSIC), Fernando Valladares, um dos autores do estudo.

Várias espécies criam diferentes benefícios. Algumas dão habitats para as aves, outras retêm melhor a humidade e melhoram a saúde do solo, outras dão boa madeira.

Os investigadores defendem a importância de conservar a paisagem e a sua biodiversidade e também de evitar planos de reflorestação que apenas incluem espécies pensando num único objectivo, por exemplo, na capacidade de produzir madeira.

“Ao repovoar com uma mesma espécie que, com frequência, não é autóctone, estamos a homogeneizar a floresta, o que a impossibilita de continuar a cumprir muitas das suas funções”, acrescenta, em comunicado.

Para realizar este estudo, os cientistas analisaram 209 parcelas de floresta em seis países europeus e 16 funções dos ecossistemas florestais. “A relação entre a diversidade da paisagem e a multifuncionalidade da floresta é sempre positiva. Quanto maior a diversidade de espécies nas parcelas de um mesmo habitat, mais funções cumpre esse dito habitat”, explica o investigador.

Fonte: Wilder

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

As árvores mãe reconhecem os seus descendentes e enviam-lhes "mensagens de sabedoria" (texto em Inglês)

                               
More information continues to surface that trees may be far more connected than we thought. Forest ecologist Suzanne Simard of The University of British Colombia gave a TED talk in June 2016, during which she detailed research that shows mother trees recognize their kin. At a time when an increasing number of people are disconnected from the natural world, Simard hoped to persuade the audience to think differently about forests.

In the talk Simard said, “…we set about an experiment, and we grew mother trees with kin and stranger’s seedlings. And it turns out they do recognize their own kin. Mother trees colonize their kin with bigger mycorrhizal networks. They send them more carbon below ground. They even reduce their own root competition to make elbow room for their kids. When mother trees are injured or dying, they also send messages of wisdom on to the next generation of seedlings…so trees talk.”

Trees send each other carbon through mycelium, or fungal threads, and it looks like the sending process isn’t simply random. According to Simard’s research, mother trees prioritize their offspring when it comes to providing them with key nutrients and other resources. Trees can send not only carbon through mycorrhizal networks, but also nitrogen, water, defense signals, phosphorous, and allele chemicals.
Simard says mycorrhizal networks have “nodes and links.” Fungi act as links, and trees as the nodes. The busiest nodes she calls mother trees. Mother trees can sometimes be connected to hundreds of trees, and the carbon they pass to those trees is said to increase seedling survival by four times.
Her findings are incredibly relevant for conservation. If too many mother trees are cut down, “the whole system collapses.” Simard thinks we’d be more careful about cutting down trees if we were aware of the deep connections between their “families”. You can watch her whole TED talk here.
Via Treehugger

Mais leituras

domingo, 21 de agosto de 2016

Canção da Simplicidade, por João Soares

Texto e cartaz feito por João Soares


Fôssemos mais uma suave entrega da brisa
Ou entregues aos labores de um estorninho
E apenas o Sol fogoso animando a arte

Fôssemos mais erva, suas folhas
um atlas de pele coberta pela personalidade de um rio
sem represas, solto, indomável

Fôssemos mais chão
Largo, orgânico, fresco

Fôssemos mais baleias e peixes
usufruindo do sal e da energia do mar
o verbo maior do nosso planeta

Fôssemos todas e todos flores
pétalas atraindo polinizadores
como os músicos, os actores, os poetas

Fôssemos os sensíveis construtores de caminhos
E partilharmos sem mistério a bondade
dos simples.

Joao Soares, 20 de Agosto de 2016

sábado, 20 de agosto de 2016

Sóley - Pretty Face


"A felicidade de um amigo deleita-nos. Enriquece-nos. Não nos tira nada. Caso a amizade sofra com isso, é porque não existe"- Jean Cocteau


I see my pretty face in his old eyes
I listen to our blood run side by side
I throw my hands to you
and run away
It's so cold so dangerous that I can't stay

I run away from you
Into your dream I lose the one
That I was in when you told me
That I could never meet my friends
Again

I thought I touched them but I can’t feel the pain in
your dream
They want to take me but I will hide from them
Tonight I take your life and throw it far away
I use my pretty face to find my way to him

Will you be my friend in my dream?
Take that pretty face off show me

Will we ever have a baby?
Take that pretty face off show me

Are you my friend?