domingo, 19 de agosto de 2018

O Dinheiro Atrai o Egoísmo, por Albert Einstein


"Estou firmemente convencido de que nem todas as riquezas do Mundo poderiam fazer progredir a Humanidade, mesmo que se encontrassem na mão de um homem tão dedicado quanto possível à causa do progresso. Só o exemplo dos grandes e dos puros pode conduzir a concepções e feitos nobres. O dinheiro atrai o egoísmo e arrasta consigo o desejo irresistível de dar-lhe mau uso. 
Alguém poderá imaginar Moisés, Jesus ou Gandhi equipados com o saco de dinheiro de Carnegie?"

Albert Einstein, in 'Como Vejo o Mundo'

sábado, 18 de agosto de 2018

Poema da Semana - As aves, por Gonçalves Dias

Teja por Lisa Larson

"As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores." in Canção do Exílio, de Gonçalves Dias

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Gorongosa: um caminho para o futuro


No final da guerra civil 90% da vida selvagem tinha desaparecido.

Hoje, para além de ser um dos maiores ecossistemas do país, o parque é a casa de um centro de atividade cientifica concebido para explorar, documentar e proteger a biodiversidade do Parque.

Amemarlita de Matos é aluna do mestrado em Biologia de Conservação:

Todos os dias descobrimos coisas novas e temos a grande oportunidade de conhecer outros investigadores que vêm cá. Podemos aprender coisas novas de áreas muito diferentes”.

Ana Ribeiro, que integra o corpo docente do mestrado, destaca as novas metodologias disponíveis para professores e alunos:

"É uma nova metodologia, com novas técnicas muito ligadas à investigação, muito práticas. É muito diferente para todos nós. É uma abordagem completamente diferente".

Abordagens diferentes em várias áreas de pesquisa. Uma das apostas é a Paleontologia.

René Bobe é paleontólogo e professor na Universidade de Oxford e no Centro de Investigação do Parque Nacional da Gorongosa:

"Usamos a paleontologia de um ângulo que não é apenas académico. Usamos a paleontologia de uma forma que pode ser útil para decisões de gestão e conservação".

Considerado um dos lugares da Terra com mais "biodiversidade", Gorongosa é agora local de estudo para a próxima geração de biólogos e estudantes da preservação da vida selvagem.

Fonte: Euronews, 09/07/2018

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Os serviços da floresta nos Açores


Cada floresta pristina organiza-se e adopta uma sociedade de seres que dela dependem mas com ela interconectam-se em redes de energia e de matéria impensáveis e de uma liquidez económica incriveis. 
Exemplo, os Açores: 

- A faia-da-terra é usada em sebes e dela chegou a produzir-se um carvão medicinal utilizado como “absorvente de gases do estômago e intestinos”. Também era utilizada em tinturaria para a preparação de uma coloração amarela.

- O cedro-do-mato foi utilizado pelos antigos na construção de igrejas, conventos e barcos, era empregue em tinturaria para a obtenção do cinzento-escuro e avermelhado. Trata-se da mais nobre essência dos bosques do arquipélago. 

- O óleo da baga de louro para além de ser usado na iluminação era excelente remédio para a cura das feridas do gado e, com a sua madeira, leve e resistente, faziam-se charruas e cangas para as juntas de bois.

- A urze era usada em tinturaria para a obtenção do verde e no fabrico das vassouras.

- A madeira do folhado era usada no fabrico de alfaias agrícolas e a do pau- branco era muito procurada para a construção de carros.

- A madeira de azevinho, sanguinho e gingeira-do-mato era muito utilizada em obras de marcenaria.

- O fruto da camarinha era utilizado no Pico e os da uveira-da-serra (romania) são muito agradáveis sobretudo em compota.

- A murta planta apreciada pela fragrância das suas flores era utilizada para fins medicinais e de perfumaria. Chegou a ser exportada da Inglaterra onde as suas folhas eram usadas no curtimento de peles.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

'Deficit de natureza' provoca problemas físicos e mentais em crianças, alerta especialista

Texto e imagem aqui

Saem as brincadeiras no quintal, entram os apartamentos. Saem as praças e parques, entram os prédios. Saem os jogos na rua, entram os tablets e videogames.

Basta um olhar rápido para perceber que nas grandes e médias cidades o contato das crianças com a natureza, em geral, vem diminuindo.

E para o americano Richard Louv, autor do livro A Última Criança na Natureza, essa constatação nada tem a ver com um saudosismo barato. Mas, sim, com os impactos negativos causados pelo o que ele chama de Transtorno de Deficit de Natureza.

Em visita a São Paulo para o lançamento de seu livro, Louv contou à BBC Brasil que ele começou a se interessar pelo tema no início dos anos 90, quando fazia pesquisas para seu livro Childhood's Future ("O Futuro da Infância", em tradução livre).

"Entrevistei mais de 3 mil pais e professores. Queria saber deles sobre como o cenário da infância estava mudando. E uma constante nos depoimentos foram pais reclamando de que não conseguiam tirar seus filhos de casa. Mesmo se morassem perto de áreas verdes ", disse.

"Na época, não haviam estudos sobre a aflição desses pais. Somente há menos de 10 anos surgiram as primeiras pesquisas sobre isso - e todas apontam para a mesma direção: a falta de contato das crianças com a natureza causa problemas físicos, como a obesidade, e mentais, como depressão, hiperatividade e deficit de atenção."

Louv, no entanto, vai além do cenário triste que pinta para as crianças dos dias atuais: ele também aponta medidas simples que pais, educadores, médicos e o poder público podem adotar para evitar o "deficit de natureza" até mesmo em grandes metrópoles. Confira os principais trechos da conversa:

BBC Brasil - Ainda há esperança para as crianças que vivem em cidades como São Paulo ou outras do estilo "selva de pedra"?

Richard Louv - (Risos). Sim, é claro que há esperança! Vi experiências muito interessantes em cidades na China e também em Atlanta, Chicago e em outras metrópoles americanas que podem ser comparadas com as brasileiras.
São escolas e associações que estão usando hortinhas, caminhadas em bosques e outras soluções simples para combater uma série de novos problemas que atingem muitas das crianças de hoje, por estarem tão afastadas da natureza.

BBC Brasil - Quais exatamente são esses novos problemas? São físicos ou mentais?

Richard - Os dois. Na parte física temos, por exemplo, a obesidade infantil, que hoje é epidemia em vários países mundo afora, inclusive, até onde eu sei, no Brasil. (47% das crianças brasileiras têm excesso de peso ou são obesas).
As crianças hoje passam menos horas ao ar livre e, consequentemente, mais tempo confinadas em casa, vendo TV ou jogando videogame. Essa é uma das grandes causas da obesidade infantil. Meninos e meninas que ficam na frente de telinhas são menos ativos do que os que correm no parque, sobem em árvores...

BBC Brasil - E os transtornos psicológicos?

Richard - São muitos e são novos. Porque até a poucos anos atrás, era raro os pediatras atenderem crianças bem novas com sintomas de depressão. Também posso citar transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDAH), além de problemas cognitivos.

BBC Brasil - Como a natureza pode amenizar esses problemas?

Richard - Hoje, há muitos estudos mostrando que o contato com a natureza - ainda que pequeno e por pouco tempo - pode reduzir os sintomas desses distúrbios.
Uma pesquisa de um grupo na Universidade de Chicago que estuda distúrbios de atenção entre crianças comprovou que meninos e meninas de 5 anos tiveram uma melhora significativa com caminhadas curtas em parques.
Pesquisadores da Universidade de Essex também mostraram impactos psicológicos mensuráveis em adultos depois de apenas cinco minutos andando entre árvores. Porque adultos, obviamente, também se beneficiam do contato com a natureza.

BBC Brasil - Você acha que conviver com a natureza é mais eficiente do que receitar remédios?

Richard - Veja, não estou dizendo que remédios como a Ritalina (usado para o tratamento de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, por exemplo) são ruins. Eles podem ser muito úteis para alguns casos.
Mas quando há escolas nos EUA em que 30% dos meninos tomam Ritalina, sabemos que algo não está certo. E os pediatras sabem disso. (O Brasil é o segundo maior consumidor do medicamento no mundo, com cerca de 2 milhões de caixas vendidas em 2010 - um aumento de 775% na última década, segundo a Anvisa.)

BBC Brasil - Sabem mesmo?

Richard - Acredito que muitos estão passando a se dar conta disso. E vejo cada vez mais profissionais começando a prescrever "brincar no parque". Prescrever mesmo, por escrito.
Em algumas partes dos EUA, por exemplo, associações de médicos começaram a usar dados com mapeamento das áreas verdes de suas cidades. Assim, dizem para os pais "tem um bosque a duas quadras da sua casa, portanto não há desculpas para não levar seu filho lá duas vezes por semana."

BBC Brasil - E o que exatamente acontece com essas crianças que são taxadas, corretamente ou não, de hiperativas quando elas passam mais tempo em áreas verdes?

Richard - Essa mudança costuma ser visível e rápida. Vou dar um bom exemplo. Recebo muitos comentários de professores que passaram a incluir mais passeios ao ar livre em suas turmas.
E, juro, perdi a conta de quantos professores me falaram exatamente a mesma coisa, com praticamente as mesmas palavras: "Richard, é impressionante. Meu aluno que é encrenqueiro na classe se transforma no líder quando estamos no parque". E o que estamos fazendo com essas crianças? Dando Ritalina.

BBC Brasil - Isso também mostra como o papel da escola é importante, não?

Richard - Com certeza. Eu diria inclusive que, em grandes cidades, as escolas devem liderar o caminho de resgate do convívio das crianças com a natureza, já que as áreas verdes são poucas e a vida dos pais é corrida.
E há estudos mostrando que uma educação baseada no meio ambiente melhora o aprendizado não somente em áreas ligadas à ciências da terra, por exemplo, mas também em idiomas, matemática, história.

BBC Brasil - Mas como isso acontece?

Richard - Há muitos exemplos. São alunos aprendendo a somar ou dividir na beira de lagos. São escolas que exploram as áreas verdes não só em suas dependências, mas também no bairro.
Há dados impressionantes mostrando como alunos de escolas baseadas no meio ambiente se saem melhor em testes tradicionais e também desenvolvem melhor a capacidade de ter um pensamento crítico, de solucionar problemas, de tomar decisões, entre outras características cognitivas.

BBC Brasil - E esses impactos positivos se dão sempre que a criança tem mais contato com a natureza, seja na escola ou não?

Richard - Exato. Pegue os exemplos dos parquinhos. Há dois tipos: os com brinquedos estruturados (escorregador, balanço, etc) e os chamados "playgrounds de aventuras", em que em vez dos pisos de cimentos, temos terra, areia, grama; e não tem brinquedos prontos, e sim tocos de madeiras, morros e afins.
Pesquisas mostraram que crianças brincando nesse playground natural tinham uma propensão muito maior de inventar seus próprios jogos, de convidar outras crianças para a brincadeira, inclusive crianças de outras idades e outros gêneros, e de brincar de uma maneira mais cooperativa.
É isso que a natureza proporciona para as crianças.

BBC Brasil - Você cita muita crianças pequenas. Para uma mais velha, com 10 ou 11 anos por exemplo, é tarde demais para reconquistar esse convívio com o ambiente natural?

Richard - De jeito nenhum. Nunca é tarde demais. É claro que o ideal seria começar isso desde de bebê até os 3 anos. Mas o nosso cérebro tem o que se chama de plasticidade. E graças a ela abrem-se janelas para mudar o caminhos neurológicos que usamos para aprender ou perceber coisas novas em qualquer idade.

BBC Brasil - A poucas quadras daqui, há uma área (na Rua Augusta, centro de São Paulo) que virou alvo de disputa e que pode tanto virar um grande empreendimento imobiliário como um parque municipal. Certamente há disputas assim em todas as grandes cidades do mundo. Como o sr. se posiciona diante dessas situações?

Richard - É preciso ter uma visão pragmática. Por isso eu diria que o prefeito precisa colocar na ponta do lápis. Quanto a cidade gasta com saúde pública, com problemas como síndromes respiratórias, sedentarismo e saúde mental? Uma área verde no meio da cidade pode ajudar nisso.
Outro ponto: já está mais que provado que quando há um parque natural em uma determinada área, todo o entorno é valorizado, elevando o valor de mercado das propriedades ao redor. Isso também precisa entrar na conta. Aliás, a gestão municipal pode fazer muita diferença.

BBC Brasil - Por quê?

Richard - Eu queria lançar um desafio para o prefeito de São Paulo, como eu fiz na China. A cidade tem metas de ser uma cidade rica em áreas verdes? Isso pode entrar no marketing da cidade, para atrair grandes empresas, por exemplo.
Quais as metas de São Paulo ou de outras cidades no Brasil para ter mais parques, áreas de caminhada, playgrounds naturais, trilhas?

BBC Brasil - O sr. acha que isso hoje não é encarado como prioridade?

Richard - Bem longe disso. Um parque é encarado como uma coisa a mais para se ter, algo extra, um mimo. Enquanto pensarmos assim, nada vai mudar.
Porque a verdade é que uma área verde não é algo legal para se ter, é algo do qual todos precisam. É parte da nossa humanidade ter contato com a natureza, é parte dos direitos humanos básicos, como muitos órgãos internacionais já reconheceram. Por isso não pode ser negado pelas autoridades.

BBC Brasil - Além das autoridades e das escolas, qual o papel dos pais nessa retomada de contato das crianças com a natureza?

Richard - Como em tudo, os pais precisam ser exemplos. Precisam também usufruir da natureza - mesmo porque isso é benéfico para todas as idades. Precisam proporcionar passeios ao ar livre para as crianças, mostrar a importância desse contato...

BBC Brasil - Mas será que os pais que vivem dias corridos nas cidades dão conta disso também?

Richard - É importante é deixar claro que não é preciso ir acampar toda a semana, fazer trilhas na mata todo dia. O convívio com a natureza se dá também em atos simples, compatíveis com o dia a dia corrido das famílias atuais.
É ter uma hortinha em casa ou até na varanda do apartamento, é aproveitar áreas ao ar livre como quadras esportivas, quando não houver um super parque perto de casa. E até mesmo ler Tom Sawyer ou outros livros que despertem o encantamento das crianças com a natureza.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Estudo revela que elefantes plantam árvores e têm grande papel na estrutura florestal

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Os elefantes desempenham um papel muito importante na dispersão das sementes de uma árvore das florestas da Tailândia, de acordo com um novo estudo publicado na revista científica PLOS ONE. O trabalho também sugere que a composição de uma floresta pode sofrer alterações, à medida que certas espécies de animais desaparecem.

Conhecidos coletivamente como megafauna, os animais de maior porte – e especialmente os herbívoros – são essenciais para a dispersão das sementes de muitas plantas terrestres, particularmente das que dão frutos de grandes dimensões. 

O novo estudo examinou o consumo de frutos, a dispersão e a germinação das sementes da árvore Platymitra macrocarpa, um membro da família das Anonáceas, à qual pertence a anona. 

Muitos mamíferos de grande porte comem o fruto desta árvore, incluindo os elefantes asiáticos (Elephas maximus), o cervo sambar (Rusa unicolor), os ursos e os gibões. Ao comer os seus frutos, a megafauna leva as sementes da árvore a novas áreas, juntamente com um pouco de adubo para auxiliar o seu desenvolvimento

Os investigadores descobriram que os animais de grande porte desempenham um papel fundamental na reprodução da Platymitra macrocarpa, já que 78% das sementes examinadas que produziram plântulas tinham sido, num dado momento, ingeridas por um destes animais. Contudo, a eficácia da dispersão realizada pelas diferentes espécies varia. 

Apesar de consumirem apenas 3% das frutas disponíveis, os elefantes foram responsáveis pela maior percentagem das sementes que produziram plântulas viáveis – 37%.

Em comparação, o cervo sambar consumiu 23% dos frutos e só respondeu por 17% das plântulas, o que se deveu, em parte, aos danos mais graves causados pelos escaravelhos às sementes que estes animais excretaram.

“Os dispersores da megafauna tinham estratégias de dispersão muito diferentes, sendo que os herbívoros de grande porte (cervos e ursos) não foram capazes de reproduzir o papel dos mega-herbívoros (elefantes)”, escreveram os autores do trabalho. 

Os cientistas repararam ainda que a árvore P. macrocarpa está atualmente em declínio na região, o que sugere um decréscimo recente das populações de um ou mais dispersores de sementes. Segundo eles, isto poderá estar ligado à dizimação dos rinocerontes e ao declínio das populações locais de elefantes

“Há relativamente pouco tempo, as florestas tropicais da Tailândia eram habitadas por dois mega-herbívoros – o rinoceronte (de Samatra e de Java) e o elefante”, escreveram os investigadores. “Não existe praticamente nenhuma informação sobre a capacidade de dispersão de sementes destes rinocerontes e as suas populações existem apenas como vestígios, tendo desaparecido de quase toda a sua antiga área de distribuição.”

“Se os grandes herbívoros menos vulneráveis, como os cervos, não são capazes de reproduzir a dispersão de sementes efetuada pelos mega-herbívoros ameaçados, como os elefantes, as frutas de grandes dimensões poderão sofrer retrações na sua distribuição, afetando a composição da comunidade florestal e, possivelmente, as reservas de carbono na floresta”, alertou Kim McConkey, autora do estudo e investigadora do Instituto Nacional de Estudos Avançados de Bangalore. 

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

10 dicas para reduzir o consumo de plástico quando viaja ou vai de férias

Lembre-se de não deixar nada além das suas pegadas! Texto e imagem aqui
Hoje em dia, já é difícil pensar na palavra “plástico” sem a associarmos ao impacto negativo que os resíduos deste material estão a ter no nosso planeta. Todos os anos, mais de oito milhões de toneladas de lixo plástico acabam nos oceanos, ferindo e matando milhares de tartarugas, golfinhos, aves e outros animais e poluindo os ecossistemas.

Talvez já tente evitar os plásticos descartáveis em casa, mas, quando viaja, esta tarefa pode tornar-se mais difícil. Afinal de contas, o número de coisas que pode levar consigo é limitado, comer fora acaba por se tornar uma rotina e, se calhar, nem percebe a língua do país que vai visitar. 

Contudo, com um pouco de preparação, também pode reduzir facilmente a quantidade de plástico que utiliza durante as suas férias. Para o ajudar nesta tarefa, o UniPlanet reuniu estas 10 dicas para si!

1 Leve consigo uma garrafa reutilizável.
Pode enchê-la em cafés, restaurantes, hotéis, etc. Em alguns países em desenvolvimento, a água da torneira pode não ser potável, o que resulta na compra de muitas garrafas de água. Mas sabia que uma garrafa de plástico pode demorar 450 anos a decompor-se? Como alternativa, utilize um dispositivo como o SteriPEN, que mata os agentes patogénicos na água em apenas alguns minutos. 

2 Em vez de pedir take-away, coma as refeições nos restaurantes locais.
Esta é uma das formas mais fáceis de evitar o plástico de uso único durante a sua viagem, para além de o ajudar a desacelerar e a aproveitar o momento. Em países com uma forte cultura de “street food” (como no sudeste asiático), procure vendedores que sirvam a comida em recipientes reutilizáveis ou de papel. Evite os de plástico e esferovite. 

Da mesma forma, em vez de pedir um café para levar, saboreie-o num café local para evitar o uso de copos take-away, que são feitos de papel revestido com plástico e muito difíceis de reciclar.

3 Leve os seus próprios artigos de cuidado pessoal.
Em vez de usar os sabonetes e champôs embalados em plástico que as cadeias de hotéis oferecem, leve os seus próprios artigos de higiene. Muitos hotéis descartam as embalagens ainda meio cheias destes produtos, mal os clientes se vão embora. Tenha em atenção as normas relativas ao transporte de líquidos nos aviões. Pode optar por sabonetes e champôs sólidos

Não se esqueça de levar a sua própria escova de dentes de bambu ou de outro material sustentável. 

4 Leve um saco reutilizável.
Provavelmente, já está acostumado a andar sempre com um saco reutilizável. Quando viaja, não se esqueça de levar um saco leve na carteira, para estar preparado quando precisar de o usar para as compras da mercearia ou da loja de lembranças. 

5Escolha um cone de bolacha para o seu gelado ou sorvete.
É bem simples: na gelataria, opte por um cone de bolacha em vez de um copo de plástico com uma colher descartável. 

6 Leve snacks para comer no avião.
Em vez de comprar snacks embalados em plástico no avião, leve um recipiente reutilizável com frutos secos, frutas desidratadas, bolachas ou uma sanduíche envolta num guardanapo de tecido. Desta forma, poupará dinheiro e evitará a produção de mais resíduos plásticos.

 7 Leve talheres reutilizáveis.
Pode levar consigo na sua carteira ou mochila uma colher-garfo (“spork”) ou até um pequeno conjunto de talheres para evitar usar os de plástico que lhe poderão oferecer quando come fora. 

8 Aprenda algumas frases chave.
Se quiser, poderá aprender algumas frases nas línguas locais, como “sem palhinha, por favor” ou “não preciso de um saco”, para facilitar a sua luta contra o plástico. 

9 Leve os seus auscultadores.
Em vez de utilizar os auscultadores oferecidos pelas companhias aéreas, que vêm embalados em plástico e podem acabar no lixo depois de os ter usado, leve os seus próprios. 

10 Recuse as palhinhas de plástico.
As palhinhas (ou canudos) são um dos detritos mais frequentemente encontrados nas praias em todo o mundo e representam uma ameaça para a vida marinha. Recuse as palhinhas que lhe oferecerem, mas, se precisar de utilizar uma, leve uma versão reutilizável de inox, vidro, silicone ou bambu na sua carteira ou mochila. 

domingo, 12 de agosto de 2018

Bélgica vai acabar com as quintas de produção de peles

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No dia 21 de julho, o governo da região belga da Flandres adotou um decreto que proíbe a criação de animais para produção de peles e a alimentação forçada de gansos e patos, conhecida como “gavage”, a técnica usada para produzir foie gras.

As 17 quintas de produção de peles de marta e o único produtor de foie gras localizados na região flamenga terão de fechar as portas até 2023, disse o ministro do Bem-Estar Animal, Ben Weyts.

“A criação de animais para produção de peles foi proibida recentemente na Valónia (2015) e em Bruxelas (2017), mas trataram-se de proibições simbólicas, dado que não existem quintas de produção de peles nas duas regiões. A Flandres ainda possui 17 quintas (...) Todos os anos, mais de 200 mil animais continuam a ser mortos nestas quintas”, declarou o ministro num comunicado. 

A alimentação forçada de animais já tinha sido proibida em Bruxelas no ano passado, mas continua a ser legal na Valónia, que possui o maior número de produtores de foie gras da Bélgica, explica o jornal belga Le Soir

Várias organizações de defesa dos direitos dos animais aplaudiram a decisão do governo. “É o resultado de uma luta de mais de 20 anos”, disse, num comunicado, a organização Gaia. “Com esta proibição, a Bélgica torna-se o 11º Estado-membro da UE a pôr fim à criação de animais para produção de peles.” 

A Gaia salienta ainda que, excetuando a França, Espanha, Bulgária, Hungria e Bélgica, “todos os Estados-membros da União Europeia proibiram formalmente a gavage ou interpretam as suas leis de proteção animal como não permitindo essa prática”. 

Há cada vez mais países a proibir a criação de animais para o aproveitamento das suas peles. A Noruega, outrora o maior produtor de peles de raposa, votou a favor da sua proibição em janeiro. Já na República Checa, as quintas de produção de peles terão de fechar as suas portas até ao dia 31 de janeiro de 2019.


sábado, 11 de agosto de 2018

Cidade inglesa substitui relva por flores silvestres nas bermas das estradas

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Em Kingston upon Hull, uma cidade no nordeste da Inglaterra, os separadores centrais e as bermas de muitas estradas, incluindo algumas das mais movimentadas, estão agora cobertos de milhares de flores silvestres.


Esta é uma iniciativa da Câmara Municipal de Hull, que decidiu apostar na promoção da biodiversidade e plantar flores silvestres em cerca de 16 mil metros quadrados de terra. 



Os novos espaços silvestres contrastam com as áreas cobertas de relvado seco na cidade, uma consequência da falta de chuva e do calor que se tem feito sentir na região. 


As flores coloridas atraem fotógrafos e polinizadores importantes, como as abelhas e as borboletas. Entre as espécies plantadas, contam-se centáureas, linho, papoilas, delfínios, entre outras.


Segundo a Câmara, estes espaços também se inserem nas medidas destinadas à redução do risco de inundação na cidade. Como requerem menos manutenção do que os relvados, ainda ajudam a poupar dinheiro


“Estou muito satisfeito por ver as flores silvestres a colorirem algumas bermas em Hull e é fantástico ouvir dizer que as pessoas estão a adorar o que está a acontecer”, disse Alan Clark, ex-vereador que ajudou a iniciar este projeto.


Durante os próximos três anos, a cidade planeia criar mais espaços silvestres urbanos.
Veja, no seguinte vídeo da BBC, os novos “prados” de Hull em maior detalhe.



Lots of people taking pictures of this!
Publicado por BBC Look North (East Yorkshire & Lincolnshire) em Terça-feira, 17 de Julho de 2018 

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Ferrel Capital da Luta Contra o Nuclear


18 AGOSTO | 10,00 H. | FERREL
Passados 40 anos do I Festival Pela Vida e Contra o Nuclear, a PATRIMONIUM - Centro de Estudos e Defesa do Património da Região de Peniche, a Junta de Freguesia de Ferrel e a Associação ProFerrel uniram-se para afirmar o Património histórico e as memórias associadas à luta do povo de Ferrel contra a instalação da primeira central nuclear em território nacional, como elemento identitário e diferenciador.

Neste Ano Europeu do Património Cultural 2018 o trabalho de investigação histórica e de dinamização cultural que tem sido desenvolvido pela PATRIMONIUM, com o apoio da Junta de Freguesia de Ferrel, já vai dando frutos.

O registo da marca Ferrel Capital da Luta Contra o Nuclear, pela Junta de Freguesia contou com a estreita colaboração da PATRIMONIUM, num reconhecimento do valor que o património cultural tem para o desenvolvimento local e para a valorização do território. Esta marca é também corolário de diversos acontecimentos que marcaram a História dos Movimentos Socias em Portugal e, também, a História do Movimento Ecologista Português. Trata-se de um justo reconhecimento ao Povo de Ferrel, pela sua união e mobilização face à ameaça do nuclear em Portugal.

Reconhecendo a importância deste património histórico e cultural de Ferrel, para a valorização do território e para autoestima das gentes desta vila, a PATRIMONIUM tem apostado no desenvolvimento de formas inovadoras de valorização e salvaguarda do Património local. Assim, acedeu ao convite da associação ProFerrel, e as duas associações organizaram uma caminhada ao longo do percurso da marcha de 15 de março de 1976 até ao local onde estavam já a iniciar os trabalhos de construção da central nuclear. A atividade intitulada CAMINHAR CONTRA O NUCLEAR tem início no Largo da Nossa Senhora da Guia, em Ferrel.

Para ter acesso à t-shirt com o novo logotipo da marca registada, uma peça de fruta e uma garrafa de água, os participantes pagam um contributo no valor de 5 euros. O valor angariado reverte para a investigação histórica de Ferrel contra o nuclear.

Pretende-se desenvolver atitudes de defesa do património cultural e natural, ao mesmo tempo que associamos esta temática à promoção de hábitos de vida saudável.

Fica demonstrado como, no âmbito de uma estratégia para o Património no século XXI, o Património histórico-cultural de Ferrel constitui um elemento diferenciador e um contributo relevante para o desenvolvimento local.

PATRIMONIUM - Centro de Estudos e Defesa do património da Região de Peniche