sexta-feira, 1 de Agosto de 2014

Um dia, por Sophia de Mello Breyner Andresen

"Um dia

Um dia, mortos, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais

O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados, irreais
E há-de voltar aos nossos membros lassos
A leve rapidez dos animais.

Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais, na voz do mar,
E em nós germinará a sua fala."

~ Sophia de Mello Breyner Andresen, Texto extraído do livro "Poemas escolhidos - Sophia de Mello Breyner Andresen", Cia. das Letras - São Paulo, 2004
(arte: Robert Johnson)

quinta-feira, 31 de Julho de 2014

Conheça a incrível música que foi encontrada nos anéis de uma árvore


O músico alemão Bartholomäus Traubeck criou um equipamento que traduz os anéis do tronco de uma árvore, em notas de piano, ao tocá-lo  numa plataforma giratória similar à de um gira-discos. 
Years
Confira a música que Traubeck encontrou.

terça-feira, 29 de Julho de 2014

Mais a Borboleta

Créditos: Rui Miguel Félix
"O momento e o tempo estão tão ligados como o nosso coração e a nossa alma. Tenho a certeza que todos os dias somos visitados por lembranças do muito que nos pode acontecer, do pouco que sabemos e do pouco tempo que temos para ficar com uma pequena ideia do que tudo isto é." 
Mais a Borboleta, de Miguel Esteves Cardoso

segunda-feira, 28 de Julho de 2014

Só a democracia permite que haja recursos para a próxima geração

Fonte: Publico, 27/06/2014
Se o mundo coubesse num jardim de um hectare, que dentada é que a humanidade já lhe teria dado? E o jardim que sobraria seria capaz de se regenerar e receber os nossos filhos, netos e gerações vindouras? As duas questões são metafóricas, mas os recursos que nos permitem viver são terrivelmente concretos. O solo que nos dá comida, a água que bebermos, o ar que respirarmos, tudo tem um fim e nós podemos acelerá-lo. Por isso, uma equipa de investigadores quis perceber qual a disposição das pessoas para avaliarem os recursos que existem e deixarem o suficiente geração após geração. Segundo o trabalho, a maioria está pronta a sacrificar recursos para si em prol do futuro. Mas para que isso acontecesse foi necessário aplicar a votação, conclui um artigo científico publicado na quinta-feira na revista Nature com o título invulgarmente simples e poético “Cooperar com o futuro”.
"A observação surpreendente é que, apesar de haver uma minoria de pessoas que não quer cooperar, a maioria vota altruisticamente”, explica Martin Nowak num comunicado da Universidade de Harvard, Estados Unidos. O investigador é um dos líderes da equipa que conta ainda com cientistas da Universidade de Yale, em New Haven, EUA. “Essas pessoas não estão a votar para maximizar os seus próprios benefícios, e é isso que permite cooperar com o futuro.” Esta demonstração está de acordo com estudos recentes em que se mostra que as pessoas são, em geral, altruístas, contrariando a ideia prévia de que os humanos são racionais e egoístas nas suas escolhas, principalmente quando os sacrifícios de hoje só beneficiam as gerações futuras. 

domingo, 27 de Julho de 2014

Massive Attack vs. Burial - Four Walls

"Seja em que poesia for, o caos deve transparecer sob o véu cerrado da ordem."- Friedrich Novalis

sexta-feira, 25 de Julho de 2014

A ilusão óptica da nossa consciência, por Einstein


Um ser humano é parte do todo por nós chamado “universo”, uma parte limitada no tempo e no espaço. Nós experimentamo-nos, aos nossos pensamentos e sentimentos, como algo separado do resto – uma espécie de ilusão óptica da nossa consciência. Esta ilusão é uma espécie de prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos pessoais e ao afecto por algumas pessoas que nos são mais próximas. A nossa tarefa deve ser a de nos libertarmos desta prisão ampliando o nosso círculo de compreensão e de compaixão de modo a que abranja todas as criaturas vivas e o todo da Natureza na sua beleza” - Einstein, The Expanded Quotable Einstein, Princeton University Press, 2000, p.316

quinta-feira, 24 de Julho de 2014

A Agricultura Biológica - a afirmação de um Movimento de reaproximação da Natureza

Perspetiva histórica
A Agricultura Biológica é o modo ancestral de exploração agrícola, mas apenas surgiu como movimento em meados do século XX como reação ao recurso cada vez mais frequente na prática agrícola a químicos de síntese. O uso destes químicos começou com a revolução industrial (séculos XVIII e XIX) mas sofreu um grande impulso no pós-II Guerra Mundial quando os produtos de síntese utilizados no fabrico de munições e na luta química foram transformados em fertilizantes e inseticidas poderosos.

Estes desenvolvimentos conduziram à vulgarização do uso dos fertilizantes e dos pesticidas na agricultura, a par da generalização da irrigação a grande-escala. Foi em resposta estas alterações das práticas tradicionais que surgiu a Agricultura Biológica cujo objetivo é restaurar o equilíbrio perdido como resultado do rápido desenvolvimento tecnológico, que teve custos ambientais.
Em contraste com os métodos agrícolas mais modernos, a Agricultura Biológica apresenta-se uma alternativa “naturalista” que se baseia no uso da rotação de culturas, de estrume e composto como adubo e do recurso a métodos biológicos, culturais e físicos de controlo de pragas, rejeitando o recurso a químicos de síntese com efeitos nocivos para o Ambiente.
A notoriedade da Agricultura Biológica foi crescendo timidamente nas décadas que se seguiram aos seu aparecimento, tendo em 1972 sido fundada a Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Biológica (International Federation of Organix Agriculture Movements – IFOAM) que foi a responsável pela criação dos padrões pelos quais se regem as práticas de Agricultura Biológica a nível mundial.
Mas foi a partir da década de 1990 que a Agricultura Biológica começou a ganhar mais notoriedade, acompanhando a crescente consciencialização da sociedade no que diz respeito aos impactos da Agricultura convencional no Ambiente, e simultaneamente o crescente desejo de uma reaproximação da Natureza, que conduziu ao aumento da procura de produtos mais “naturais”.
A atualidade em números
a) A Agricultura Biológica no mundo
Segundo dados do Research Institute of Organic Agriculture e da International Federation Organic Movements (FiBL e IFOAM) relativos a 2010, a área mundial de cultivos de Agricultura Biológica é de 37 milhões de hectares - mais do triplo do registado em 1999, e que corresponde a um total de 1,6 milhões de produtores.
Do total global, 12,1 milhões de hectares (32,8%) localizam-se na Oceânia, 10 milhões de hectares (27,0%) na Europa, 8,4 milhões de hectares (22,7%) na América Latina, 2,8 milhões de hectares (7,5%) na Ásia, 2,7 Milhões de hectares (7,2%) na América do Norte e 1,1 milhões de hectares (2,9%) em África.
A nível local, a Austrália é o país com maior área de cultivos dedicados à Agricultura Biológica (12 milhões de hectares), seguida da Argentina (4,18 milhões de hectares) e dos Estados Unidos (1,95 milhões de hectares).
Globalmente, a área em que se pratica Agricultura Biológica representa 0,9% da área de cultivos agrícolas global, mas nem todas as regiões contribuem da mesma maneira, com a Oceânia a ser o território continental que mais se destaca, onde 2,9% das terras agrícolas são alvo de Agricultura Biológica, seguida da Europa (2,1%) e da América Latina (1,4%), encontrando-se a África (0,1%) e a Ásia (0,2% no extremo oposto).
No que diz respeito aos países/territórios, aquele que mais se destaca no que diz respeito à representatividade da SAU (proporção da Superfície Agrícola Útil – SAU) de Agricultura Biológica relativamente à SAU global, é o das Ilhas Malvinas (35,9%), seguido do Liechtenstein (27,3%) e da Áustria (19,7%). 

quarta-feira, 23 de Julho de 2014

20 das criaturas mais velhas da Terra e que estão prestes a desaparecer (com FOTOS)

Rachel Sussman é uma fotógrafa de Brooklyn que percorre o mundo à procura dos mais velhos organismos vivos do planeta, alguns com mais de 2.000 anos. O objectivo é fotografar estes organismos antes que desapareçam da face da terra.
As fotografias de Sussman estão compiladas em livro – The Oldest Living Things in the World– e pode-se observar árvores, líquenes, musgos e outras plantas estranhas que raramente são vistas. Estas formas de vida milenares foram encontradas em locais isolados como a Antárctida, Gronelândia, Namíbia e o deserto de Atacama, no Chile, onde Sussman encontrou um organismo com 3.000 chamado La Yareta, uma espécie de bolbo gigante verde.
Para o projecto fotográfico, Sussman colaborou com uma equipa de biólogos que a ajudaram a identificar os organismos. A fotógrafa começou a sua investigação visual num “ano zero”, fotografando o passado no presente, refere o Inhabitat.
Na Gronelândia, por exemplo, a fotógrafa encontrou líquenes que apenas crescem um centímetro por século. Na Austrália fotografou estromatólitos, organismos pré-históricos ligados à oxigenação das plantas e aos primórdios da vida na Terra. O seu trabalho é uma revelação perspicaz que retrata a história do planeta através de algumas das formas de vida mais antigas, antes que desapareçam.

terça-feira, 22 de Julho de 2014

Encontros Improváveis: Miguel Torga e Jan Garbarek


Este mundo não presta, venha outro. 
Já por tempo de mais aqui andamos 
A fingir de razões suficientes. 
Sejamos cães do cão: sabemos tudo 
De morder os mais fracos, se mandamos, 
E de lamber as mãos, se dependentes. 

*José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"

(sugestão de Manuela Freitas)

segunda-feira, 21 de Julho de 2014

Jardim Botânico da Universidade de Coimbra- o filme!

Jardim Botânico da Universidade de Coimbra from Terra Líquida Filmes on Vimeo.

Um filme de Terra Líquida Filmes.
Imagem: Luís Coimbra
Edição: Pedro Miguel Ferreira
Produção: Fábio Jorge
Realização: Ricardo Espírito Santo
Músicas: Olafur Arnolds "Allt Varð Hljótt" e Rodrigo Leão "A praia do norte"

domingo, 20 de Julho de 2014

Cat Power - The Greatest

Cat Power - The Greatest

Once I wanted to be the greatest
No wind or waterfall could stall me
And then came the rush of the flood
Stars of night turned deep to dust

Melt me down
Into big black armor
Leave no trace of grace
Just in your honor
Lower me down
To culprit south
Make 'em wash a space in town
For the lead
And the dregs of my bed

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