segunda-feira, 25 de julho de 2016

Entenda como as árvores ajudam a combater as ilhas de calor nas cidades

As ilhas de calor acontecem devido à falta de áreas verdes, ao excesso de construções, asfalto e poluição extrema.

   Foto: Ciclo Vivo

Ilha de calor é um termo usado para se referir ao aumento da temperatura em áreas urbanas.

Em geral, isso acontece devido à falta de áreas verdes, ao excesso de construções, asfalto e poluição extrema. A forma mais eficaz de combater este efeito é com o plantio de árvores.
A primeira maneira de uma árvore contribuir para o combate às ilhas de calor é o fato de fornecerem sombras. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, uma área sombreada pode ser até sete graus mais fresca do que áreas expostas ao sol.

Amenizando o calor, ameniza-se também a quantidade de energia gasta para a refrigeração de ambientes, o que, consequentemente, também diminui a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.

As árvores ainda realizam naturalmente um processo de evapotranspiração, que é a transpiração das plantas. Isso acontece de maneira muito semelhante aos humanos. Durante este processo, as árvores libertam vapor de água na atmosfera, ajudando a refrescar naturalmente o ambiente.

O terceiro ponto, e de extrema importância, é a influência das plantas na manutenção do ar. As árvores têm poder para limpar os poluentes atmosféricos. Elas conseguem absorver óxido e dióxido de azoto, dióxido sulfúrico e outros poluentes que costumam elevar a temperatura local. Enquanto isso, ela aspira oxigénio, gás totalmente necessário para a nossa própria existência.

Outro benefício oferecido pelas árvores é a purificação da água. Ao envolver o solo, as plantas funcionam como um filtro natural e retentor de águas. Quanto mais árvores presentes nas cidades, melhor é o escoamento de água durante as tempestades e mais limpo o recurso será.
Ter uma ou mais árvores perto de casa é um jeito simples de obter muitos benefícios pessoais e ambientais.

Mais informações:
Características das ilhas de calor urbano, com sitiografia e bibliografia

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Eco Poema da Semana - Daniel Jonas

Aster Endy - I'm wainting and it's cold outside, 2015
ESTOU PARADO

Estou parado
tentando não causar dano
com nenhuma das minhas acções.

Quando parado
sei que há menos possibilidades
de alguma coisa acontecer.

Por isso estou parado
revolvendo os olhos e a cor
como um cavalo-marinho

levitando

como o camaleão
que a própria espera altera
e reveste de cor reagente.


Não me mexerei
até que a inquietude de outros
envie Hermes a minha casa.

Daniel Jonas


quarta-feira, 20 de julho de 2016

Richard Sidey - Expedition Photography


A nature infused cinematographic reel presenting some of the more spectacular moments from the past couple of years, in which I have worked in Expedition Photography. 
Locations include South Georgia, Falkland Islands, Antarctica, Svalbard, Greenland, Iceland and New Zealand. 
Photography and Editing | Richard Sidey. 
Music by Ludovico Einaudi - "Divenire"

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Os 300 geossítios mais importantes de Portugal estão reunidos num portal

Vestígios da locomoção de trilobites no parque icnológico de Penha Garcia 
Há sítios para todos os gostos: pegadas de dinossauros, falésias que mais parecem mil-folhas, com estratos por cima de estratos acumulados há milhões de anos, paisagens graníticas ou minas. São 300 os geossítios reunidos num novo portal que resultam do projecto.
Identificação, caracterização e conservação do património geológico: uma estratégia de conservação para Portugal, representando as paisagens geológicas portuguesas de maior importância.

“O que fizemos foi olhar para a biblioteca toda que é o nosso território, com todas as ocorrências naturais que temos, e seleccionar quais são aqueles locais devem ser sujeitos a medidas especiais de protecção”, explica José Brilha, professor da Universidade do Minho e coordenador do projecto, que envolveu investigadores das outras universidades portuguesas, da Associação Portuguesa de Geomorfólogos e do Museu Nacional de História Natural e da Ciência de Lisboa.

O resultado, que envolveu trabalho de 70 cientistas da área da geologia, é o mais completo inventário de geossítios e pode ser visto aqui. “São locais onde os minerais, as rochas, os fósseis ou as geoformas possuem características próprias que nos permitem conhecer a história geológica do nosso planeta”, explica um artigo de 2013, assinado por José Brilha e outros três investigadores.

Agora, o primeiro nível de acção é que “as autoridades nacionais tomem conta deste património, que é de todos nós”, refere José Brilha, num ficheiro áudio distribuído pela Universidade do Minho.

No site, podem procurar-se os geossítios a partir das regiões, dos municípios portugueses, mas também pelos fenómenos geológicos que representam. Desta última forma, é possível fazer uma viagem ao passado geológico da Terra, que deixou marcas no perfil dos rios, na costa portuguesa e em muitos outros aspectos.

Cada geossítio, além de ter uma avaliação do grau de importância científico, tem também uma avaliação da vulnerabilidade. Entre os sítios incluídos estão os blocos erráticos de Valdevez (Gerês), o granito de Lavadores (Gaia), os fósseis de trilobites da Pedreira do Valério (Arouca), as pegadas de dinossauros da Pedreira do Galinha (Serra de Aire), o pico de Ana Ferreira (Porto Santo), o algar do Carvão (ilha Terceira), a cascata do Pulo do Lobo (Mértola), o monumento das Portas de Ródão (Vila Velha de Ródão) ou o parque icnológico de Penha Garcia (Idanha-a-Nova) com rastos de trilobites. 
Fonte: Publico

sábado, 16 de julho de 2016

Bangalô ecológico inspirado na estrutura das árvores

A Single Pole House do jovem designer e estudante de arquitetura Konrad Wójcik.
A Single Pole House [Fonte]
Inspirado na estrutura das árvores nas florestas Dinamarquesas, o jovem designer e estudante de arquitetura Konrad Wójcik, desenvolveu um novo conceito de residência ecológica. A Single Pole House é uma moradia sustentável para famílias de duas a quatro pessoas que desejam viver em sintonia com a natureza.

Seu design orgânico tem como objetivo proporcionar aos moradores da casa um contato próximo com o ambiente natural, sem comprometer sua biodiversidade e paisagem. Para isso, a casa é suspensa sobre um pilar inspirado em um tronco de uma árvore que sustenta inteiramente a casa na parte de cima, reduzindo sua pegada no solo. Além disso, sua arquitetura foi pensada para que a casa fique camuflada em qualquer ambiente de floresta. “Estudar a natureza me permitiu avançar com ideias e soluções para criar uma construção completamente auto-suficiente. ” diz o designer.

Contudo, apesar do design inovador da Single Pole, o ponto mais interessante do projeto é o propósito para que foi concebido. Segundo Konrad, a construção de uma comunidade dessas casas ecológicas em paisagens naturais, pode fazer com que se impeça o desmatamento desses locais, contribuindo para a sua manutenção e proteção.

” Para a maioria dos animais , as árvores são os melhores abrigos contra predadores naturais , umidade e tempo ” conta o designer, que se inspirou nas árvores para criar abrigos para os seres humanos protegê-las deles mesmos.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Há esperança para a Humanidade. A bondade é "contagiosa"

Cientistas descobriram onde se localiza a bondade no cérebro humano e como funciona. O neurocirurgião João Lobo Antunes concorda, mas atira: "Sim a bondade é contagiosa, o problema é haver tanta gente vacinada contra ela!"

Fonte: Expresso 04.06.2015

A bondade já tem um “sítio” – foi localizada no cérebro, assim como o sentimento que lhe é associado quando essa área regista atividade: “elevação moral”. Além disso, percebeu-se que esta é “contagiosa” – ou seja, ao assistirmos a atos de bondade, somos impelidos a fazer o mesmo –e ajudar. 

Publicado na revista “Biological Psychiatry”, um estudo levado a cabo pela psicóloga Sarina Saturn, da universidade de State Oregon (EUA), mediu a atividade cerebral e o ritmo cardíaco de estudantes universitários enquanto assistiam a vídeos com imagens de atos heróicos ou humorísticos.

Quando viam as imagens heróicas, os sistemas nervosos simpático e parassimpático dos estudantes atingia um pico, o que constitui “um padrão muito invulgar” segundo a psicóloga. “Os dois sistemas são recrutados para uma só emoção” – e isso é incomum, porque combinam uma reação de luta, e outra, posterior, de acalmia. 

Isto pode explicar-se assim: assistir a um ato de compaixão implica testemunhar o sofrimento de outra pessoa – o que desencadeia uma resposta de stresse, e ativa o sistema nervoso simpático. Depois, ao vermos esse sofrimento aliviado acalmamos, e o sistema parassimpático é ativado. Na zona média do córtex pré-frontal (a área relacionada com a empatia), também  foi registada atividade. E é nessa área precisamente que o neurocirurgião João Lobo Antunes julga poder residir o cerne da questão.

“É possível que a capacidade de responder positivamente aos bons exemplos, como a generosidade ou altruísmo, conduzindo ao que alguns chamam 'elevação moral', dependa também da porção mais 'social' do cérebro humano, particularmente o córtex pré-frontal (como tem sido proposto por vários neurocientistas, entre os quais António Damásio)”, defende. O professor recorda que, em termos muito simples, “as experiências emocionais são apreciadas por áreas anteriores do lobo frontal, particularmente no córtex pré-frontal (o sítio que Egas Moniz elegeu como alvo no tratamento de certas doenças mentais); mas também na hipófise, que permite reconhecer os vários tipos de expressão facial, amigável ou não”, e acaba por ser muito importante no relacionamento social entre pessoas.

“Muito mais complexa é a questão do juízo moral, que é estudado através dos modelos experimentais, como o célebre ‘caso das linhas de comboio e do homem gordo’”. Lobo Antunes explica “estes dois dilemas”. No primeiro, um comboio percorre um trajeto que depois se bifurca – num sentido irá atropelar uma pessoa, no outro três pessoas. Nós temos a capacidade de mudar o trajeto por meio de uma alavanca (“agulha”). Conseguiríamos causar a morte de uma, para salvar três? 

No segundo dilema, a vida de três pessoas seria salva se empurrássemos para a linha um homem gordo que se encontra na ponte sob a qual passa o comboio. Seríamos capazes de o fazer? De facto, a maior parte de nós não teria hesitação em manejar a “agulha”, mas já não seria capaz de empurrar o homem gordo, e as áreas cerebrais envolvidas nesta decisão não são idênticas”.

“Curiosamente, as áreas envolvidas em juízos morais são também áreas integradoras das emoções”, continua Lobo Antunes. “Esta teoria tem sido particularmente defendida por Haidt, que considera que o juízo moral é primariamente intuitivo ou emocional. Ele distingue dois sistemas, um antigo, rápido, automático, que instintivamente nos faz julgar se um ato é “bom” ou “mau” - e neste caso, inspira-nos “repugnância”. A este sistema antigo, com mais de 5 a 7 milhões de anos, junta-se outro mais recente (100.000 anos), mais lento e que implica um juízo mais deliberado”. O médico conclui que “sim, a bondade é contagiosa – o problema é haver tanta gente vacinada contra ela…”

Mais Leituras
Entrevista Marina Lencastre- A senhora que descobriu a origem da bondade 

terça-feira, 12 de julho de 2016

Simplicidade voluntária, por Filipe Duarte Santos



Mais postagens de Filipe Duarte Santos e sua biografia.

É interessante observar e refletir sobre a capacidade de a humanidade reformular e expressar de modo diferente, sob o impulso de novas situações e razões, conceitos que caracterizam a essência do seu comportamento milenar. Em 1936, o filósofo americano Richard Gregg (1885-1974) introduziu o conceito de “simplicidade voluntária” num artigo publicado na revista indiana Visva-Bharati Quaterly. Para o autor, a simplicidade voluntária era uma forma de reagir ao consumismo então emergente nos EUA, contrariando a ideia de Henry Ford de que a civilização progride por meio do aumento do número dos desejos das pessoas e da sua satisfação. Nas suas próprias palavras, a simplicidade voluntária significa “unicidade de objetivos, sinceridade e honestidade interior e evitar a desordem exterior associada à acumulação de possessões irrelevantes para o objetivo principal da vida”. Gregg não defende o ascetismo como finalidade, mas uma forma de vida simples, sem procurar acumular bens materiais, embora compatível com o mundo moderno.

A essência destes propósitos é muito antiga, com exemplos tanto no domínio secular como religioso, mas as razões que os motivam são agora novas. Sócrates, condenado por Atenas a beber cicuta, deu-nos provavelmente o primeiro registo do exemplo de uma vida simples, sem bens materiais, do controlo de si próprio e da dedicação ao conhecimento e à sabedoria. Diógenes de Sinope, a figura central dos filósofos cínicos, levou a doutrina ao seu limite vivendo em Atenas como um mendigo em pobreza extrema, o que, segundo Diógenes Laércio, levou Platão a dizer que era um “Sócrates louco”.

No domínio religioso, a vida simples ou o ascetismo foram defendidos e praticados pelos fundadores das principias religiões, tanto na Era Axial, entre 800 a.C. e 200 a.C. – Sidarta Gautama (o Buda), Zaratustra, Lau Zi e Confúcio –, como no período que se seguiu – Jesus Cristo. No Cristianismo, a simplicidade, a pobreza, o desprendimento dos bens materiais, a ascese, têm sido preocupações recorrentes, num contexto dinâmico de avanços e recuos, embora reconhecendo sempre que a ascese não deve obliterar todo o desejo, porque este é o motor da vida. O movimento dos Padres do Deserto, no Egito, a partir do século III, liderado por São Paulo de Tebas e Santo Antão do Deserto, que serviu de modelo ao monasticismo cristão, e a Ordem dos Franciscanos, fundada por São Francisco de Assis, no século XIII, são dois dos exemplos mais notáveis.

Depois da Revolução Industrial, Henry David Thoreau (1817-1862) defendeu, antes de Gregg, uma vida simples e sustentável no seu célebre livro Walden or Life in the Woods (1854), onde descreve as suas experiências ao viver cerca de dois anos numa cabana construída por ele numa floresta do Massachusetts, à beira do lago Walden, propriedade do seu amigo e mentor Ralph Waldo Emerson. Thoreau advoga abrandar o ritmo da vida até estarmos plenamente disponíveis para usufruir o valor existencial da consciência plena de cada momento e libertar o pensamento, sem limites de tempo. O objetivo não é o ascetismo, mas a otimização da possibilidade de florescimento humano por meio de uma vida simples, com as necessidades básicas asseguradas e voltada para o que é verdadeiramente essencial.

Há razões plenamente justificadas para nos preocuparmos com o atual paradigma de desenvolvimento, baseado na aceleração da tecnologia e no consumismo, gerador de desigualdades crescentes, escassez de recursos naturais, acumulação de resíduos e degradação ambiental. Foi nos EUA, depois da Segunda Guerra Mundial, que se inventou a economia movida pelo consumismo massificado descrito eloquentemente por Lizabeth Cohen no seu livro Consumers’ Republic. Os seus promotores tinham a convicção de que ela geraria uma sociedade mais próspera, mais equitativa e mais democrática. O modelo teve um sucesso enorme, tornou-se global e criou mais prosperidade e bem-estar, mas também mais desigualdades e insustentabilidade.

A tecnologia alicerçada num conhecimento científico em expansão contínua é actualmente, para a humanidade, um veículo não só imprescindível como incontrolável. Por um lado, é o motor dos nossos sonhos mais arrojados e o único verdadeiro mito que ainda nos resta e, por outro, é o agente de profundas transformações sociais e económicas que lança para o desemprego ou para salários desvalorizados centenas de milhões de trabalhadores que se tornam progressivamente desnecessários para a economia.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Guia de Sobrevivência? Mais de 1000 plantas comestíveis em Portugal

Existem registos de “comestibilidade” para pelo menos 25% das cerca de 4000 espécies de plantas em Portugal. Ou seja, em alguma parte do mundo onde a mesma espécie existe, alguma parte da planta (raíz, folhas, fruto, etc.) é, ou já foi, consumido, quotidiana ou excepcionalmente, como em alturas de privação de outros alimentos.
Determinei este número através de uma busca sistemática de cada espécie da flora portuguesa em 3 bases de dados de Etnobotânica: Plants for a Future (PFAF), Famine Foods e Food Plants International. A imagem seguinte mostra o aspecto do topo da tabela resultante dessa análise, com as espécies de maior qualidade como alimento humano (segundo a avaliação da Plants for a Future).

Clica para ampliares
A tabela inclui as seguintes colunas:1. Nome da espécie;
2. Link para a ficha na base de dados “PFAF”;
3. Nota para o uso alimentar da PFAF (0-5);
4. Nota para uso medicinal da PFAF (0-5);
5. Presença na (e link para) base de dados “Famine Foods“;
6. Presença na base de dados “Food Plants International“;
7. Nome comum.

Este é um tema que me é muito caro. Estou convencido de que a valorização comercial de algumas destas espécies pode ser importante para a sua conservação. Se algum leitor tiver interesse em saber mais a este respeito, contacte-me pelo Alfarrobista

segunda-feira, 4 de julho de 2016

O curioso ciclo de vida das coalhadas /pútegas- Cytinus hypocistis (planta parasita)

Cytinus hypocistis por Jan Jansen
O Cytinus hypocistis é uma planta parasita. Especificamente, elas são chamadas holoparasitas também parasita inteiro ou parasita completo. Entre eles se compreende parasitas vegetais, que já não são capazes de realizar a fotossíntese por falta de clorofila. Eles se referem todos os nutrientes necessários através haustoria das raízes de seu hospedeiro. Este organismo parasita vive abaixo do solo sobre as espécies esteva (Cistus). A parte subterrânea pode ser de vários metros de comprimento e corre como um micélio, as raízes da planta hospedeira.
A planta aparece acima do solo apenas no tempo de floração. As folhas são, na verdade, apenas as brácteas de inflorescências e não há folhas verdadeiras. São aplicados aos caules folhas escala estreitamente ovalada, com cores de amarelo basal, ou laranja de cima para escarlate.
As plantas são monóicas (pés masculinos e feminino separadamente) As flores são cinco para décimo densamente tufos na extremidade do eixo do ramo. Estes são cercados por duas brácteas. O perianto consiste de um tubo fundido quatro sépalas. Vê-se a partir do tubo do cálice de quatro salientes lóbulos, pétalas ausentes. As flores masculinas oito estames estão unidos numa coluna. As flores femininas têm um ovário inferior. Como polinizadores podem ser especificados formigas e pássaros. São formadas bagas com muitas sementes pequenas (menos do que 0,5 mm). As bagas são comidas por escaravelhos (Coleoptera) e assim as sementes se espalham por endozoocoria (ingestão e posterior libertação do diásporo). As sementes são engolidas por certos animais, atraídos a ele por um testa (revestimento de semente), um fruto da consistência carnuda ou algum outro isco. Os frutos e as sementes estão preparados para isso. Recompensa com que tanto atraem os seus agentes disseminadores. 

Distribuição
Um pouco por todo o País, contudo mais abundante na Serra da Estrela e Algarve

Ecologia
Matos xerofílicos, pinhais e bosques abertos.

Usos
As plantas jovens de C. hypocistis são cozinhadas como substituto de espargos, e um seu extracto tem uso como tratamento de disenteria, tumores da garganta e como adstringente

domingo, 3 de julho de 2016

Dia Internacional sem Sacos

Foto- Miguel Lacerda

O Dia Internacional Sem Sacos de Plástico ocorre a 3 de Julho.
O objetivo da data é chamar a atenção para a produção e para o consumo excessivo de sacos plásticos a nível mundial, propondo-se alternativas para resolver este sério problema ambiental.
Sacos plásticos e problemas ambientais

Estima-se que um cidadão na Europa consome cerca de 500 sacos plástico por ano, que acabam no lixo ao fim de meia hora de utilização ou então no meio-ambiente, criando-se vastas ilhas de lixo plástico nos oceanos (80% da poluição marinha). Como os animais confundem o plástico com alimentos, eles acabam por morrer pela ingestão de plástico.

Os sacos de plástico são constituídos por resinas tóxicas oriundas do petróleo e levam cerca de 500 anos a decompor-se. Apesar da gravidade da situação, apenas 2% da população recicla sacos plásticos.

O que fazer com os sacos plásticos?
O Dia Internacional Sem Sacos Plásticos apela à mudança de comportamento de todas as pessoas do mundo relativamente ao uso dos sacos plásticos. Cada um de nós deve fazer um esforço para preservar o meio-ambiente, levando sempre o mesmo saco plástico para as compras, reciclando os sacos plástico ou utilizando sacos de papel.

Veja as diferentes formas de reutilizar sacos plásticos. Se quiser ser mais proactivo pode juntar-se aos eventos do International Plastic Bag Free Day no site oficial da data.

sábado, 2 de julho de 2016

Guia Ilustrado para saber o que comem estas 10 Borboletas

Uma lagarta de borboleta é uma máquina de comer. A sua função é armazenar energias para conseguir ganhar asas e voar. E se há lagartas que não são esquisitas, há outras que têm um menu limitado a uma única planta. Patrícia Garcia-Pereira apresentou-nos 10 espécies e Jeanne Waltz desenhou-as.

Não se mexem muito, a visão é fraca e os sentidos não estão muito apurados. Para as lagartas de borboleta, a sua missão é comer e não ser comido.
Estas 10 espécies que ocorrem em Portugal foram escolhidas por Patrícia Garcia-Pereira, do Centro para a Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (Ce3C) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, por serem especiais. Cada espécie só se alimenta de uma única planta (chamadas de monófagas), o que significa desafios ecológicos maiores.

Axadrezada-mediterrânica (Sloperia proto):


Planta: Marioila (Phlomis purpurea)
Esta é uma espécie claramente do Sul, estando presente no Norte de África e no Sul da Europa. Em Portugal ocupa a metade meridional.
Época de voo: fins de Abril até Outubro (mais frequente no Verão)

Borboleta-carnaval (Zerynthia rumina):


Planta: Erva-bicha (Aristolochia paucinervis)
Esta é outra espécie mediterrânica da fauna portuguesa. No território continental está presente em quase todo o país, mais comum no Sul.
Época de voo: de Fevereiro a Maio

Ponta-laranja-do-Douro (Anthocharis euphenoides):


Planta: Biscutella valentina
Esta espécie só sobrevive em locais muito quentes, preferindo os vales mediterrânicos do Douro interior. Pode considerar-se uma espécie rara no nosso país, com uma distribuição localizada e com poucos registos de observações.
Época de voo: Abril a Junho

Lucina (Hamearis lucina):


Planta: Prímula ou rosa-da-páscoa (Primula acaulis)

Já a lucina é um bicho do Norte. Está presente na Europa Central e Meridional estendendo a sua distribuição até à Rússia. Em Portugal ocupa apenas as florestas de carvalhos da região norte.
Época de voo: Maio e Junho

Borboleta-azul-das-turfeiras (Phengaris alcon): 


Planta: Genciana-de-turfeiras (Genciana pneumonanthe)
Espécie europeia com uma distribuição localizada em todos os países. Em Portugal está presente nos lameiros de altitude da região Norte, tendo populações abundantes e saudáveis especialmente no Alvão e Montemuro.
Época de voo: Julho e Agosto

Verdinha-da-primavera (Tomares ballus):


Planta: Alfavaca-dos-montes ou alfavaca-silvestre (Erophaca baetica)
Espécie mediterrânica, presente no Norte de África, na Península Ibérica e no Sudoeste de França. Em Portugal é mais abundante no Sul.
Época de voo: Fevereiro a Abril

Aricia-Do-Nordeste (Eumedonia eumedon):


Planta: Gerânio-sanguíneo (Geranium sanguineum)
Esta é uma borboleta do Norte. Em Portugal só é conhecida do Parque Natural de Montesinho, em florestas de carvalho-negral.
Época de voo: Junho

Borboleta-do-medronheiro (Charaxes jasius):


Planta: Medronheiro (Arbutus unedo)
É a maior diurna da Europa. De origem africana, encontra-se dispersa pela região mediterrânica, sempre que hajam matos com abundantes medronheiros. Em Portugal só não ocupa a faixa litoral Norte. É particularmente abundante no Alentejo e Algarve.
Época de voo: Março a Outubro

Fritilária-mediterrânica (Euphydryas desfontainii):


Planta: Cardo-penteador (Dipsacus comosus)
Esta espécie ocorre no Norte de África, metade meridional da Península e Sul de França. Em Portugal só está no barlavento algarvio e sudoeste alentejano. Talvez seja a espécie mais ameaçada do nosso país pela destruição dos seus habitats preferenciais, especialmente a conversão de baldios e prados húmidos em áreas de produção de eucalipto.
Época de voo: Abril e Maio

Nariguda (Libythea celtis):


Planta: Lódão (Celtis australis)
Esta espécie – que vive na Argélia, Sul da Europa e Ásia – é relativamente comum no nordeste de Portugal. É uma espécie que passa o período desfavorável na fase adulta. Deste modo, nos dias quentes e solarengos dos meses de Inverno é possível observar os indivíduos que estiveram a hibernar.
Época de voo: Junho a Setembro

Fonte: Wilder

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Sesimbra tem uma escola ecológica, inspirada na pedagogia Waldorf

A eco-escola "Tom da Terra", em Sesimbra, tem um método de ensino inovador. Inspirado na pedagogia Waldorf, desafia as crianças a experimentar. Os mais pequenos são incentivados a sentir a terra, para aprender a preservá-la. Os alunos brincam na horta e com o que encontram no jardim e a alimentação é totalmente biológica e vegetariana.

O dia começa com meditação. "Tom da Terra" é uma escola diferente, que diz ser mesmo a "escola do coração".

As crianças são incentivadas a criar uma relação com o meio ambiente, para depois aprenderem a respeitar a natureza.

Inspirada na pedagogia Waldorf, esta eco-escola desafia os mais pequenos a experimentar. Aqui não há regras, há rotinas. E a educação é feita para o "LAR": Liberdade, Autonomia e Responsabilidade.

O objetivo desta escola é criar um equilíbrio com a vida pessoal e familiar de cada criança, oferecendo alternativas na brincadeira e na refeição. Por isso, brincam com o que encontram na horta e no jardim e, na hora de comer, os pratos disponibilizados são totalmente biológicos e vegetarianos.

Sítio da Eco-Escola
Tom da Terra

Video reportagem da RTP aqui