sexta-feira, 24 de abril de 2015

Físico Michio Kaku antecipa revolução médica a médio prazo


Fonte: LifeStyle
"Dentro de algum tempo, quando sentirmos algo de anormal, poderemos, através de um simples relógio, ter acesso a médicos robôs que estarão disponíveis para responder a todas as nossas questões, quase de graça. Isto representa uma revolução médica", disse esta manhã na nona edição do QSP Summit, um evento dedicado ao marketing e à gestão que decorre, durante o dia de hoje, na Exponor.

O professor de Física Teórica na City University of New York, que entrevistou mais de 300 cientistas em todo o mundo, esclareceu que tal poderá acontecer dentro de "10, 20 anos" e disse acreditar que, a médio prazo, será possível termos nas nossas casas de banho chips de ADN que vão permitir prever o aparecimento de um cancro com uma antecedência de dez anos.

"Se num bilião de células existir uma alterada, o chip vai detetá-la, permitindo assim prever o aparecimento de um cancro dez anos antes de as colónias de células darem origem a um tumor", justificou, explicando que esse diagnóstico poderá ser feito numa questão de minutos.

Pela primeira vez em Portugal, Michio Kaku antecipou ainda um alargamento das possibilidades de aceder à Internet.

"Vai passar a estar a todo o lado e em lado nenhum", diz, referindo-se à possibilidade de acedermos a ela através de lentes de contacto ou mesmo de um papel de parede inteligente, que servirá de computador.

"Este sistema será capaz de reconhecer o rosto das pessoas que temos à nossa frente e mesmo legendar, em tempo real, o que está a ser dito, caso se trate de um falante de uma língua estrangeira", explicou o norte-americano de 67 anos.

Reconhecido orador e teórico da física a nível mundial e autor de vários 'best-sellers' internacionais como "Mundos Paralelos" e "O Futuro da Mente", o coautor da chamada "teoria das cordas" defendeu ainda que o desenvolvimento da tecnologia abrirá portas a um "capitalismo perfeito".

"As lentes de contacto vão-nos dizer automaticamente qual o melhor produto e o melhor preço", disse.

Michio Kaku antecipou ainda que, dentro de cinco anos, os carros sem condutor, guiados com base no sistema de GPS, "estarão disponíveis para a classe média".

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Chomsky: o mundo que nossos netos herdarão?

chomskyRevista Fórum - [David Barsamian] Como os EUA fortalecem, numa época já turbulenta, o surgimento de grupos como o Estado Islâmico. E, nas mudanças climáticas, um sinal de decadência do sistema.

Entrevistado pelo jornalista David Barsamian, o professor Noam Chomsky, explica as raízes do Estado Islâmico (ISIS) e porque os EUA e seus aliados são responsáveis pelo grupo. Particularmente, argumenta, a invasão do Iraque em 2003 provocou um divisão sectária que desestabilizou a sociedade iraquiana. Solo fértil para os sauditas estimularem grupos radicais.

A entrevista também toca no massacre israelense na faixa de Gaza, destacando o papel vital de Israel no tabuleiro político norte-americano. Chosmky conta, por exemplo, como Telaviv foi usada por Washington para fornecer, ao exército a Guatemala, as armas que permitiram o massacre contra comunidades maias. Era a época do governo Ronald Reagan; o Congresso havia proibido tal assistência militar — Israel prontificou-se a ser solução.

Por fim, Chomsky compartilha seus pensamentos sobre o crescente movimento pela justiça climática e porque acha que essa é a questão mais urgente hoje.

O Oriente Médio está em chamas, da Líbia até o Iraque. Existem novos grupos jihadistas. O foco atual é o ISIS. O que dizer sobre ISIS e as suas origens?

Há uma interessante entrevista que só apareceu há alguns dias atrás, com Graham Fuller, um ex-agente da CIA, um dos principais fontes da inteligência e dos analistas mainstream sobre o Oriente Médio. O título é “Os Estados Unidos criaram o ISIS”. Aparentemente, seria mais uma das milhares de teorias da conspiração que rondam o Oriente Médio.

Mas trata-se de algo diferente — que vai direto ao coração do establishment norte-americano. Fuller apressa-se em frisar que sua hipótese não significa dizer que os EUA decidiram dar existência ao ISIS e, em seguida, o financiaram. Seu — e eu acho que é algo acurado — é que os EUA criaram o pano de fundo em que o ISIS cresceu e se desenvolveu. Em parte, apenas devido à abordagem devastadora padrão: esmagar aquilo de que você não gosta.

Em 2003, os EUA e a Grã-Bretanha invadiram o Iraque, um crime grave. A invasão foi devastadora. O Iraque já havia sido virtualmente destruído, em primeiro lugar pela década de guerra com o Irã — no qual, aliás, Bagdá foi apoiado por os Washington — e depois pela década de sanções econômicas e políticas.

Tais sanções foram descritas como “genocidas” pelos dois respeitados diplomatas internacionais que os administravam e, que, por esse motivo, renunciaram em protesto. Elas devastaram a sociedade civil, fortaleceram o ditador, obrigaram a população a confiar nele para a sobrevivência. Essa é provavelmente a razão pela qual ele não seguiu o caminho natural de todos os outros ditadores que foram derrubados.

Por fim, os EUA simplesmente decidiram atacar o país em 2003. O ataque é comparado por muitos iraquianos à invasão mongol de mil anos atrás. Muito destrutiva. Centenas de milhares de pessoas mortas, milhões de refugiados, milhões de outras pessoas desalojadas, destruição da riqueza arqueológica e da riqueza do país da época suméria.

Um dos efeitos da invasão foi instituir imediatamente divisões sectárias. Parte do “brilhantismo” da força de invasão e de seu diretor civil, Paul Bremer, foi separar os grupos — sunitas, xiitas e curdos — uns dos outros, e instigá-los uns conta os outros. Após alguns anos, houve um conflito sectário brutal, deflagrado pela invasão.

Você pode enxergar isso se olhar para Bagdá. Um mapa de Bagdá de, digamos, 2002, revela uma cidade mista: sunitas e xiitas vivem nos mesmos bairros e casam entre si. Na verdade, às vezes nem sabiam quem era sunita, e quem era xiita. É como saber se seus amigos estão em um ou outro grupo protestante. Existiam diferenças, mas não eram hostis.

Na verdade, durante alguns anos ambos os lados diziam: nunca haverá conflitos sunitas-xiitas; Estamos muito misturados na natureza de nossas vidas, nos locais onde vivemos, e assim por diante. Em 2006, houve uma guerra feroz. Esse conflito se espalhou para todo o Oriente Médio — hoje, cada vez mais dilacerado por conflitos entre sunitas e xiitas.

A dinâmica natural de um conflito como esse é que os elementos mais extremos comecem a assumir o controle. Eles tinham raízes. Estão no mais importante aliado dos EUA, a Arábia Saudita, com a qual Washington está seriamente envolvidos desde a fundação do Estado nacional. É uma espécie de ditadura da família. O motivo é sua uma enorme quantidade de petróleo.

Mesmo do domínio dos EUA, a Grã-Bretanha sempre preferiu o islamismo radical ao nacionalismo secular, no mundo árabe. E quando os EUA passaram a ser hegemônicos no Oriente Médio, adotaram a mesma posição. O islamismo radical tem seu centro na Arábia Saudita. É o estado islâmico mais extremista, mais radical no mundo. Faz o Irã parecer um país tolerante e moderno, em comparação — e os países seculares do Oriente Médio árabe ainda mais, é claro.

A Arábia Saudita não é apenas dirigida por uma versão extremista do Islã, os salafistas wahhabistas. É também um Estado missionário. Usa seus enormes recursos petrolíferos para promulgar suas doutrinas em toda a região. Estabelece escolas, mesquitas, clérigos, em todo o lugar, do Paquistão até o Norte de África.

Uma versão extremista do extremismo saudita foi assumida pelo ISIS. Este grupo cresceu ideologicamente, portanto, a partir da forma mais extremista do Islã — a versão da Arábia Saudita — e dos conflitos engendrados pela invasão norte-americana, que quebraram o Iraque e já se espalharam por toda a região. Isso é o que Fuller argumenta, em sua hipótese.

A Arábia Saudita não só fornece o núcleo ideológico que levou ao extremismo radical do ISIS (e de grupos semelhantes que estão surgindo em diversos países), mas também o financia e lhe oferece apoio ideológico. Não é o governo de Riad que o faz — mas sauditas e kwaitianos ricos. O ataque lançado à região pelos Estados Unidos e pela Grã-Bretanha é a fonte, onde tudo se origina. Isso é o que significa dizer os EUA criaram ISIS.

Pode ter bastante certeza de que, à medida que esses conflitos se desenvolvem, eles se tornarão mais extremistas. Os grupos mais brutais tenderão a assumir o controle. É o que acontece quando a violência se torna o meio de interação. É quase automático: em favelas ou nos assuntos internacionais. As dinâmicas são perfeitamente evidentes. É este o papel do ISIS vem. E se for destruído, surgirá talvez algo ainda mais extremo.

Os meios de comunicação são obedientes. No discurso de 10 de setembro de Obama, ele citou dois países como supostas histórias de sucesso na estratégia de contra-insurgência dos EUA: Somália e Iêmen
O caso da Somália é particularmente horrendo. O Iêmen já é suficiente ruim, mas a Somália é um país extremamente pobre. Não há tempo para contar toda a história. Mas uma das grandes conquistas, um dos grandes orgulhos da política de “contraterrorismo” da administração Bush foi que eles tinham conseguido fechar uma instituição de caridade, a Barakat, que estaria alimentando o terrorismo na Somália. Enorme comoção na imprensa. Foi para eles uma conquista real.

Alguns meses mais tarde, os fatos começaram a vazar. A caridade não tinha absolutamente nada a ver com o terrorismo na Somália. O episódio tinha a ver era com bancos, comércio, assistência, hospitais. Atingir a Barakat era uma espécie de tentativa de manter a Somália profundamente empobrecida e economicamente golpeada. Existem algumas linhas sobre isso. Você pode ler em livros sobre finanças internacionais.

Houve um momento em que os chamados tribunais islâmicos, que eram chamados de uma organização islâmica, tinham conseguido uma espécie de paz na Somália. Não era um belo regime, mas pelo menos era pacífico e as pessoas o aceitavam mais ou menos. Os EUA não iriam tolerar isso, então apoiaram uma invasão etíope para destruí-la e transformar o lugar em um tumulto horrível. Essa é a grande conquista. O Iêmen é uma história de horror própria.

Vamos à disputa de Israel contra os palestinos. Há algum tempo, um jornalista norte-americano, David Greene, conversou com um repórter em Gaza e fez o seguinte comentário: “Ambos os lados sofreram enormes danos”. Pensei para mim mesmo, isso significaria que Haifa e Tel Aviv foram reduzidas a escombros, como Gaza foi? Você se lembra do comentário Jimmy Carter sobre o Vietnã?

Não só me lembro, como acho que fui a primeira pessoa a comentar sobre isso, e provavelmente sou até hoje praticamente a única pessoa a comentar sobre ele. Fizeram a Carter, o defensor dos direitos humanos, uma pergunta leve, numa entrevista coletiva em 1977: você acha que temos alguma responsabilidade de ajudar os vietnamitas depois da guerra? Ele respondeu que não tínhamos nenhuma dívida com eles – “a destruição foi mútua”.

Isso passou sem comentários. E foi melhor do que o seu sucessor. Alguns anos mais tarde, George Bush I, o “estadista”, estava comentando sobre as responsabilidades norte-americanas após a Guerra do Vietnã, e disse: há um problema moral que permanece. Os vietnamitas do norte não empregaram recursos suficientes para entregar a nós os ossos dos pilotos americanos. Estes pilotos inocentes, derrubados sobre Iowa pelo assassino vietnamita quando estavam pulverizando colheitas, ou algo assim… Mas Bush disse: somos um povo misericordioso, por isso vamos perdoá-los por isso e vamos permitir-lhes entrar em um mundo civilizado…

O que significava: vamos permitir que eles entrem nas relações comerciais e assim por diante, o que, naturalmente, nós barramos, se eles pararem o que estão fazendo e dedicarem recursos suficientes para superar este crime pós Guerra do Vietnã. Sem comentários.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Gosto de ouvir os dias


Gosto de ouvir os dias, ouvir o por-do-sol, ouvir as melodias dos pássaros e das mezzo-sopranos e dos barítonos, escutar os poetas, escutar os cientistas, escutar os outros,observar o que pintaram, o que esculpiram, os oradores e o teatro, tocar nos outros, tocar nos irmãos cheios de pêlos, escamas e outras peles e cheirar o frio das pedras e das areias, da argila e de tudo isto ler a Terra. ~ João Soares, 30 de Março de 2015

terça-feira, 21 de abril de 2015

Documentário da semana- Sepp Holzer, o agricultor rebelde


Sepp Holzer é um Permacultor austríaco que construiu uma das maiores fazendas de Permacultura na Europa. Ele simplesmente observa a natureza e trabalha com ela em completa harmonia, interferindo o mínimo possível. Legendas em Português.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

E-Livro da Semana: Coordenação, Supervisão e Liderança - Escola, projetos e aprendizagens



Uma publicação constituída por diversos textos ligados pela análise das políticas de governação recentes, das lideranças nas escolas, pela avaliação do desenvolvimento profissional dos docentes a partir da interação colaborativa e da supervisão, pela descrição de dinâmicas de observação de aulas em parceria. O estudo de práticas de desenvolvimento curricular fundadas na autonomia organizacional e profissional, e de modos de estudar e de aprender, constituem outros tópicos organizadores do livro.

domingo, 19 de abril de 2015

光 Haruka Nakamura- Piano Ensemble feat.Cantus


"A amizade desenvolve a felicidade e reduz o sofrimento, duplicando a nossa alegria e dividindo a nossa dor."~Joseph Addison

sábado, 18 de abril de 2015

Arianna Savall - "L'Amor" (da "Bella Terra", 2004)


"Precisamos transportar pensamentos positivos connosco - pensamentos que criarão um novo dia fantástico, um novo futuro maravilhoso." (Dalai Lama, Pensamentos do Coração)

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Cimento “transparente”: uma nova alternativa para a entrada de luz e economia de energia

Já imaginou uma construção com estruturas transparentes? Além de receberem mais claridade a economia de energia acaba sendo maior em vários ambientes. Pensando nisso, a empresa de arquitetura italiana Italcementi, criou uma espécie de "cimento transparente".


A invenção nada mais é que tetos e paredes “transparentes” sendo, na verdade, um conjunto de blocos de concreto com pequenos orifícios que permitem a entrada e saída de luz. Como os buracos têm 2 ou 3 milímetros, eles parecem blocos normais quando vistos de longe, mas, iluminados, dão a sensação de transparência.

Segundo os criadores, um edifício feito com o i.light pode economizar uma quantidade de energia semelhante à que pouparia durante o horário de verão.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

OS 5 Rs Da Educação Ambiental

1 - REDUZIR 
Reduzir o consumo excessivo e desnecessário. 

2- REUTILIZAR
Dar novo uso às embalagens, roupas, papel (revistas, jornais), peças de vestuário que já não usa para outro fim. 

3- RECICLAR
Separar os resíduos sólidos do lixo doméstico e colocar nos respectivos ecopontos. 

4- RECUSAR
Ao comprar os produtos devemos informarmo-nos se são ou não prejudiciais à Natureza e à NOSSA SAÚDE (também fazemos parte da Natureza).

5 - REPENSAR
Devemos refletir sobre os nossos atos e adquirir práticas sustentáveis: poupar energia; evitar desperdícios; andar a pé e/ou de bicicleta; aproveitar a luz solar como energia natural; aderir à agricultura biológica e de proximidade; promover o comércio tradicional; ao comprar os produtos devemos avaliar o impacto negativo na NATUREZA; repensar na forma como gerimos o nosso tempo, evitar meter tudo o que não interessa para o LIXO (existe sempre alguém que precisa do que nos sobra).

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Encontros Improváveis: Idan Raichel e Ana Moura


Sabe Deus
Tudo o que me vai na alma
Sabe Deus
Onde encontro a minha calma
Só Deus sabe
Como calma era a manhã em que saíste
Nesse dia em que me deixaste
E para sempre partiste.

Sabe Deus
Como é fria a nossa cama
Sabe Deus
Como a minha voz te chama
Só Deus sabe
Como posso eu viver nesta tristeza
De saber que não vais voltar
É esta a minha certeza.

Mas se Deus quiser
Tu estarás à minha espera
Onde é sempre primavera
Mas se Deus quiser
Voltarei para junto a ti
Renascendo onde morri.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Economia circular e sociologia rural


Imagine um sistema de produção feito em circuito fechado em que o descartável torna-se matéria-prima. A eficiência no uso dos materiais é uma das exigências da política europeia de ambiente. O modelo de desenvolvimento do futuro é circular. Conheçam os exemplos do Esporão (com participação de Joao Roquette e Nuno Gaspar de Oliveira) e da Lipor - via Biosfera

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