quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Ted Talk- Polly Higgins- Ecocídio, o 5º Crime Contra a Paz

Como ver/assistir a esta palestra em português: ir a definições, surge legendas em "inglês (automático) e depois clica em opções e surge a língua portuguesa) Para estares mais envolvido acompanha e segue a iniciativa Eradicating Ecocide Global Initiative

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Abraços podem deixar o corpo mais resistente a doenças




Uma das receitas para evitar doenças é algo bem simples “abrace mais”. Esta é a conclusão de um grupo de pesquisadores da Carnegie Mellon University, na Pensilvânia, EUA. Segundo eles, este ato tem o poder para proteger o organismo contra o estresse e infecções.

O trabalho dos pesquisadores rendeu um estudo oficial. Durante o período de pesquisas e entrevistas, os cientistas perceberam que, quanto maior a interação social, menores seriam os riscos de infecções, principalmente aquelas ocasionadas em consequência do estresse.

Segundo o pesquisador-chefe, Sheldon Cohen, o estudo reforça conclusões anteriores de que pessoas estressadas e em conflitos permanentes com a família e amigos, tendem a estar mais vulneráveis a gripes e outros vírus.

Conforme informado pelo site Mother Nature Network, para que a pesquisa fosse feita, a equipe recrutou 404 adultos saudáveis e pediu que preenchessem questionários sobre seus níveis de estresse, bem como o apoio social que eles haviam recebido. Durante 14 dias, essas pessoas foram analisadas quanto às suas relações interpessoais e quantidade de abraços recebidos. Ao final, eles foram expostos a um vírus de resfriado comum e monitorados em quarentena, para que tivessem os sinais de infecções avaliados.

Depois do experimento, os participantes que relataram maior integração social, tiveram menos probabilidade de serem afetados pela doença. Além disso, o estudo mostrou que os abraços foram responsáveis por cerca de um terço deste efeito protetor. A conclusão foi de que, quanto mais abraços, menores são as chances da pessoa contrair infecções. Isso também reduz os níveis de estresse, deixando o corpo mais forte e menos exposto aos vírus. [Fonte: Ciclo Vivo, 06.01.15]

domingo, 25 de janeiro de 2015

Visão Global - Uma Nova Perspectiva de Nosso Planeta


A perspectiva faz toda a diferença. Quanto mais ampliamos os nossos horizontes, mais possibilidades temos de perceber as nossas limitações. 

The perspective is all. The more we widens our perception, more chances we have to perceive our limitations.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Encontros improváveis The Kills e Manuel António Pina

The Kills - Run Home Slow

Amor como em Casa

Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa. 

Manuel António Pina, in "Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde"

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Micotectura: arquitectura feita a partir de culturas de cogumelos

A utilização de cogumelos para produção de elementos leves e resistentes está a desenvolver-se de forma surpreendente. Esta palestra (embora em inglês) é fantástica a todos os níveis. 

Para mais informações pesquisar: 
Exposição sobre micotectura
Architizer
Eben Bayer: Are mushrooms the new plastic?

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Quem "descobriu" o quê?

Fonte: Google Maps
Neste google maps interactivo (clicar na ligação) podemos encontrar os navegadores/exploradores que descobriram os diversos territórios aos longo do período das "Descobertas". O conceito de "Descobertas" tem sido esbatido por "Achamentos" dado o caracter colonizador/ opressor que essa época teve com implicações dramáticas, uma vez que que se retirarmos do mapa territórios habitados à altura das "descobertas" europeias, começamos a ter outra visão, talvez mais interessante. 

Outra perspectiva/questão que este mapa nos dá é a falência ou melhor dizendo o pouco empenho sócio-político ibero-americano por parte dos países navegadores- Portugal e Espanha. A nível de mercados e guerras ainda assistimos à subjugação dos povos sul-americanos a interesses de mercado da Europa e dos EUA, à intervenção directa da CIA e da NATO.  Os intercâmbios universitários, linguísticos, antropológicos e conservação ambiental ainda são muito débeis.

Por extensão aos países anglófonos e francófonos, sucede-se quase o mesmo: ainda há a geografia da fome. Há a nova geografia dos transgénicos e interesses das multinacionais, devastação das florestas, minérios e das pescas e pouca soberania destes estados.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Berlim terá 1º Supermercado sem embalagens

O que? Como assim sem embalagem? Parece estranho, mas o conceito é bem simples: não há caixas de cereais ou saquinhos para você carregar as verduras! É preciso pensar de antemão no que será consumido, para se munir de recipientes reutilizáveis e, assim, carregar as compras para casa.

Duas jovens empresárias, Sara Wolf e Milena Glimbovski , estão a alguns passos de realizar um grande sonho: inaugurar o Original Unverpackt, o primeiro supermercado onde produtos embalados não são comercializados. As mercadorias serão vendidas por peso, o que simplifica até na hora de comparar o preço.

Apesar do estranhamento inicial, o método pode ser muito eficiente. Além de evitar a geração de resíduos desnecessários, pode diminuir o desperdício de alimento, já que será possível escolher quantidades menores para sua família e não correr o risco de acabar apodrecendo na geladeira/fruteira.

O projeto só é possível graças ao financiamento coletivo hospedado na plataforma Startnext, onde os internautas podem fazer doação de oito a três mil euros para atingir a meta de 45 mil. Uma semana antes de esgotar o prazo, a dupla já passou a marca dos 100 mil!

domingo, 18 de janeiro de 2015

Documentário "Sobrevivendo ao PROGRESSO"


As Armadilhas do Progresso (do filme Surviving Progress), 
por  Maria Luísa Monteiro Franco, 10 Dezembro, 2014 

O que é o progresso? É a pergunta que nos lança no início desta narrativa. Por entre vários testemunhos de diferentes pontos do mundo e através de uma variedade de imagens simbólicas ficamos a par de temas que vão desde a ciência evolutiva à história das sociedades, dos serviços de ecossistemas à biologia sintética. Ronald Wright, autor de A Short History of Progress começa por introduzir-nos ao conceito de “armadilhas do progresso”. São as novas tecnologias que, aparentando ter bons resultados a curto prazo, a longo prazo se tornam insustentáveis. É-nos dado um exemplo: os nossos antepassados que descobriram como matar 2 mamutes de uma só vez fizeram progresso mas aqueles que descobriram como matar 200 mamutes com apenas uma derrocada puseram em risco o seu próprio recurso de subsistência. 

 “Desde a queda do Império Romano à viagem de Colombo, demorou 13 séculos para adicionar 200 milhões de pessoas à população mundial. Agora é necessário apenas 3 anos” diz-nos a dada altura o filme. No entanto uma grande fatia da população não tem ainda acesso ao nível de vida ocidental, ao qual aspira. A procura potencial de recursos é assim enorme. Se, por um lado, são finitos os recursos que sustentam este nível de consumo a que estamos habituados e a que muitos mais aspiram, por outro lado, a economia que os gere tem estado desligada desta realidade. O Congo e a floresta da Amazónia são dois dos casos que ilustram como “os grandes” olham os recursos naturais dos países mais pobres: são meros activos que estes países podem vender, retirando aos povos a possibilidade de se auto-sustentarem, ao mesmo tempo que não contribuem para a criação de instituições locais fortes. 
  
Já a propósito da Globalização, Robert Wright, autor de A Lógica Do Destino Humano, diz que “alguns podem ter medo do momento actual, porque pela primeira vez existe apenas um sistema. Portanto se tudo desaba, não teremos o que tivemos nos colapsos anteriores. Mesmo que uma civilização fosse abaixo e demorasse a recuperar, havia outras civilizações, as guardiãs do progresso.” 

Como poderemos então escapar? Para o biólogo Creig Venter a solução está na biologia sintética. Creig investiga formas de desenvolver combustíveis a partir de algas, plantas que possam crescer em lugares desertos ou mesmo novas fontes de alimentos. Defende que estamos limitados apenas pela nossa imaginação e que “um dos desafios da espécie humana é que cada vez mais somos como deuses”. Do outro lado da moeda temos a visão de Jim Thomas, autor de Os Novos Biomestres: “A biologia sintética é uma armadilha do progresso por excelência” e acrescenta “no fim os micróbios vão acabar a rir, porque a vida não funciona assim”. Este aponta o sistema de superprodução e de consumo excessivo como a raiz dos problemas globais. 

Quem, por fim, nos vem falar de limites é Enio Beata: “o que essencialmente altera o jogo as pessoas não querem ouvir: temos de consumir menos”! Ao sublinhar que as pessoas pobres precisam de mais, e que quanto a isso não há argumento contra, todo o seu discurso dirige-se a nós. Realça o lado difícil desta mudança de paradigma mas não deixa de dizer de forma veemente: “para mim este é o único começo”. 

Descendo de escala, ao nível do consumidor individual, chegamos ao exemplo de Colin Beavan, autor do projecto Zero Impacto. Sentado no seu despojado apartamento conta-nos como iniciou este projecto com um pequeno grupo de pessoas, na cidade de Nova York. Durante um ano, este grupo experimentou um estilo de vida baseado num baixo nível de consumo, reduzido ao essencial. 

Afinal, se a nível global as mudanças são lentas, a nível local podemos ir fazendo a diferença. Foi esta a discussão gerada após o filme, na escola de verão do aTerra. Como dizia Enio Beata, ser contra-corrente pode ser difícil mas é o único começo. O que posso começar por mudar hoje? 

sábado, 17 de janeiro de 2015

Mosaik- Plateau


COMO VEJO O MUNDO 
"Grande e nobre é sempre Viver simplesmente."~ Fernando Pessoa

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Portugal: país do mundo com mais diversidade em menos espaço

Douro- fonte Ruralea
Portugal é considerado o país do mundo com mais diversidade paisagística, arquitectónica e cultural em menos espaço. Num país tão pequeno como o nosso, a paisagem, o estilo das casas e as tradições mudam bruscamente por vezes em apenas algumas dezenas de Km. As praias do Algarve são totalmente diferentes das do sudoeste alentejano e estas nada têm a ver com as da costa da prata, por exemplo. No norte e centro interior dominam as montanhas, no Minho os rios e ribeiras, no Alentejo as planícies... No Minho dança-se o vira, em Trás-os-Montes tocam-se gaitas celtas e no Alentejo evoca-se o cante Alentejano recentemente elevado a património mundial. As casas do Norte são feitas em granito, no centro são em xisto e no Alentejo são de taipa e caiadas de branco. Basta, em apenas algumas dezenas de km, percorrer o triângulo formado pelo Piódão, Sortelha e Monsaraz para perceber o quanto são diferentes estas 3 localidades que distam tão pouco umas das outras. Ou mais a Norte, observar como o granito das casas do Gerês se vai desvanecendo à medida que caminhamos pela raia até chegar às aldeias de xisto de Montesinho. Ou basta percorrer o rio Douro e apreciar como ele muda de paisagem e configuração à medida que se navega para Espanha. Quanto às ilhas, a situação é idêntica. Todas as 9 ilhas dos Açores, com a sua origem vulcânica, são diferentes umas das outras, embora igualmente belas. Se nas Flores encontramos Cascatas, em São Miguel encontramos Lagoas e no Pico domina a montanha e a vinha no seu sopé. Na Madeira, a diferença é evidente entre o sul, o interior e o norte da ilha. E mesmo o Porto Santo nada tem a ver com a sua vizinha maior. Num país com tanta diversidade cultural, paisagística e arquitectónica, a aposta no turismo é essencial. Conheça o seu país. Vá para fora cá dentro.

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