sábado, 28 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Aveiro cria técnica natural para descontaminar águas

Investigadores da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveram uma terapia natural e económica para descontaminar as águas das pisciculturas, que poderá eliminar a necessidade de usar vacinas e antibióticos melhorando drasticamente a qualidade dos peixes de viveiro.
Esta técnica desenvolvida pelo Departamento de Biologia e Centro de Estudos do Ambiente e do Mar , denominada 'terapia fágica', baseia-se na eliminação das bactérias patogénicas através da ação de vírus que as infetam e eliminam.
Estes vírus, que reduzem em mil vezes o número de bactérias presentes na água, são inócuos e não têm qualquer risco para a saúde humana.
O uso destes agentes é justificado pelo facto das vacinas disponíveis serem "ainda limitadas e poderem ainda ser pouco ativas nas primeiras fases de vida dos peixes, quando o sistema imunitário ainda não está totalmente desenvolvido”, explica Adelaide Almeida, investigadora do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar e coordenadora deste projeto, citada num comunicado enviado ao Boas Notícias.
No decorrer desta investigação, a equipa isolou bactérias patogénicas de peixes, e que foram usadas para seleccionar fagos (vírus que infetam apenas bactérias). Nos testes realizados nas aquaculturas infetadas com bactérias patogénicas de peixe e tratadas com estes vírus, foi vísivel uma redução no número de bactérias em cerca de 1000 vezes.  

Técnica pode eliminar necessidade de vacinas e antibióticos
“A inativação de bactérias patogénicas com fagos, sem riscos para os peixes, para o ambiente e para a saúde pública, torna esta tecnologia mais segura e o seu baixo custo é ainda muito aliciante para as empresas desta área”, acrescenta a coordenadora.
Em relação à administração de antibióticos, apesar da sua eficácia, "pode levar ao desenvolvimento de resistências, que fatalmente acabam por se transmitir aos microrganismos que infetam os seres humanos”, salienta a responsável.
Esta terapia, que foi desenvolvida por biólogos da UA, pretende ainda constituir uma alternativa aos produtos e processos de descontaminação usados atualmente, e que podem ter "grandes" impactos para o meio ambiente e para a saúde pública.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Instrumentos musicais recicláveis - Brasil das Gerais

Instrumentos musicais recicláveis - Parte 2

Ver Ainda:
Instrumentos musicais recicláveis - Parte 1
Conclusão - Instrumentos musicais recicláveis - Parte 3

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Documentário: Veducated (Veganizado)

Este documentário é com certeza uma referência para quem não consegue se desligar dos alimentos derivados, mas deseja se tornar vegan. Aqui, alguns jovens onívoros convictos e amantes de queijos, leite e carnes são convidados a aderir ao veganismo por seis semanas. Apesar das reclamações iniciais, estas serão uma das seis semanas mais importantes de suas vidas.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Eco-Arte da semana- Alternative Energy Surrealism (2014)

Ryan Zelling (1977 - , Smithville, TN)
Descrição pelo próprio Autor (em Inglês) My attempt at surrealism. The resolution is low but space on the left, with the night sky above, sunset colors and water, tree growing from the fire and grass. Solar panel connects to the power outlet and the power lines. Squirrels running on the line and on the right portal. All the facets in one drawing.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Beethoven String Quartet No. 15 in A minor, Op. 132 - Ying Quartet (Live)

Filmed live in The Jerome L. Greene Performance Space in New York for WQXR's Beethoven String Quartet Marathon on November 18, 2012.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

DREAMS with Lisa Gerrard & Rumi (quotes)


Em 1244, Jelaluddin Rumi, um estudioso Sufi em Konya, Turquia, conheceu um dervixe itinerante, Shams de Tabriz. Uma poderosa amizade se seguiu. Quando Shams morreu, Rumi luto agarrou um poste no seu jardim, e voltando-lo, começou a recitar poesia imagética sobre a vida interior e do amor de Deus. Rumi fundou a ordem Mevlevi Sufi, os dervixes rodopiantes. Os amantes de poemas de Rumi comentam sobre o seu poder e significado, incluindo historiador religioso Huston Smith, escritor Simone Fattal, poeta Bly, e Coleman Barks, que trabalham em traduções literais de Rumi em Inglês poético. Músicos acompanham Barks e Bly enquanto recitam suas versões de vários dos poemas de êxtase de Rumi. E espero que com a bonita voz de Lisa e maravilhosos poemas de Rumi trazê-los para o sonho doce, ou para momentos de êxtase e elevada estética.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

FotoPoema da semana- "Ando um pouco acima do chão"

Ando um pouco acima do chão
Nesse lugar onde costumam ser atingidos
Os pássaros
Um pouco acima dos pássaros
No lugar onde costumam inclinar-se
Para o voo

Tenho medo do peso morto
Porque é um ninho desfeito

Estou ligeiramente acima do que morre
Nessa encosta onde a palavra é como pão
Um pouco na palma da mão que divide
E não separo como o silêncio em meio do que escrevo

Ando ligeiro acima do que digo
E verto o sangue para dentro das palavras
Ando um pouco acima da transfusão do poema

Ando humildemente nos arredores do verbo
Passageiro num degrau invisível sobre a terra
Nesse lugar das árvores com fruto e das árvores
No meio de incêndios
Estou um pouco no interior do que arde
Apagando-me devagar e tendo sede
Porque ando acima da força a saciar quem vive
E esmago o coração para o que desce sobre mim

E bebe

Daniel Faria 
(1971 - 1999)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

E-livro da semana: Escola para Todos


A Igualdade, a diversidade e autonomia profissional e organizacional numa escola para todos os cidadãos durante 12 anos é o mote unificador de um diversificado conjunto de textos numa edição organizada por Joaquim Machado e José Matias Alves. 

Nesta publicação de acesso livre disponibilizada pela Católica Editora Porto, podem os leitores aceder a sete textos de referência onde se articulam olhares em torno do sentido da escolaridade obrigatória, do trabalho docente em tempo de crise(s), dos dilemas da ação profissional, da promoção do sucesso escolar através da tecnologia Turma Mais, das práticas de contratualização e autonomia das escolas.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Pode um documentário sobre vacas mudar os nossos hábitos?



Não tem (muitas) imagens que impressionem, ao contrário do que acontece com outros documentários que alertam para a realidade da criação de animais para consumo. São os números, apresentados em hora e meia, que mais chocam quem assiste a Cowspiracy — A Sustainability Secret. Entre tentativas falhadas de chegar à fala com associações de defesa do ambiente, entrevistados que evitam questões incómodas e especialistas que sublinham o impacto altamente nocivo da exploração pecuária intensiva para a saúde da Terra, Kip Andersen e Keegan Kuhn criaram um documentário “que incentiva as pessoas a agir, sem ser impositivo”.

A análise é de Rita Silva, presidente da Animal há já 11 anos. “Tenho recebido dezenas de e-mails de pessoas, que me conhecem ou não, que depois de verem o filme ficaram mesmo mudadas, tiveram um clique”, diz. No início de Janeiro, Cowspiracy foi exibido num cinema de Lisboa, com sessão dupla. A iniciativa partiu de Rita e do apresentador de televisão João Manzarra. A primeira é amiga de um dos realizadores do filme e desde que ouviu falar dele que o queria passar em Portugal. O segundo reconheceu o impacto que ver o documentário teve na sua vida: perante milhares de seguidores nas redes sociais, Manzarra assumiu uma nova dieta baseada em produtos de origem vegetal e vendeu a participação numa petisqueira da qual era sócio, por uma questão de consciência.

Sheila Teodoro foi uma das espectadoras no cinema do Saldanha Residence. Já tinha ouvido falar do filme, mas não sabia propriamente o que esperar. Como veterinária, a jovem tinha noção de algumas das consequências ambientais da agro-pecuária mas não estava preparada para os números: “Depois de ver os factos foi fácil mudar.” Sheila, que não come carne há perto de 20 anos, abandonou de vez os derivados de origem animal e o peixe. Sente-se bem com esta mudança alimentar — “hoje em dia é tão mais fácil ser-se vegano do que era há 20 anos” —, consequência assumida dos factos revelados por Kip e Keegan.

“Para mim, faz todo o sentido, sobretudo depois de saber a percentagem de emissão de gases, o gasto de água na produção de lacticínios e o impacto nos oceanos”, enumera.

A mesma reacção teve Raquel Graça, designer freelancer de 30 anos: “Tu olhas para aqueles dados e pensas: tenho que fazer alguma coisa para contrariar isto.” Assim Raquel pensou, assim o fez: a carne deixou de fazer parte da dieta, bem como o leite de vaca. Reduziu o consumo de queijos e ovos e passou a comprar aqueles cuja origem conhece, com a preocupação de optar por produtos locais — agir localmente para alcançar um impacto global. “Não sou defensora de radicalismos, apenas de agir de forma sustentável. É isso que tenho tentado fazer”, explica.

Má distribuição dos alimentos produzidos
“Não seria necessário todos deixarmos de comer carne. Seria, isso sim, que todos deixássemos de comer tanta carne”, defende a jovem que vive no Porto. Opinião similar tem o presidente da Quercus, Nuno Sequeira, que acrescenta outros dados à discussão. A média anual de consumo de carne está, actualmente, nos 40 quilogramas por pessoa; na década de 60 do século XX, ficava-se pelos 25. “Mais do que discutir se devemos optar por um regime exclusivamente vegetariano ou não, o documentário reitera que todos temos que fazer um esforço para alterar a nossa dieta alimentar.”

O Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) faz saber que é “fácil concordar” com a redução de ingestão de proteínas de origem animal, mas que esta implicaria “enormes desafios”. “Será, sem dúvida, uma revolução global inevitável para a civilização humana, tal como a conhecemos, poder sobreviver.” Até porque, de acordo com o filme, uma dieta vegetariana reflecte-se numa diminuição de 50% da pegada de carbono de cada um na Terra.

Há estimativas da Organização da ONU para a Alimentação e Agricultura (FAO) que confirmam esta ideia: é produzida uma quantidade suficiente de alimentos, a nível mundial, para alimentar de forma satisfatória toda a população terrestre. São é mal distribuídos — há 1.500 milhões de pessoas com excesso de alimentos.

Podem 51% das emissões globais de gases com efeitos de estufa ter origem na pecuária e em todos os seus produtos derivados, um valor muito superior àquele que é da responsabilidade de todos os transportes combinados (13%)? Segundo dados da associação World Watch, sim. Mas para a FAO, a percentagem desce para os 18%. A discrepância pode explicar-se, sugere o presidente da Quercus, pelo facto de nas contas da FAO estar apenas considerada a produção e não o transporte, por exemplo.

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