segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Poema da Semana- Rubem Alves


Quem tenta ajudar uma borboleta a sair do casulo a mata.
Quem tenta ajudar um broto a sair da semente o destrói.
Há certas coisas que não podem ser ajudadas.
Tem que acontecer de dentro para fora.
Rubem Alves

domingo, 24 de janeiro de 2021

Já podem ver online o documentário «Boa Sombra», episódio III da série documental «1001 Margaraças»



No terceiro episódio da Série Documental 1001 Margaraças, fomos até aos Baldios de Alvadia e Soutelinho, na Serra do Alvão. Por ali, como em tantas montanhas do país, os matos de giestas e de urzes ardem no Verão de forma severa e frequente. Como resultado, os montes estão despidos de árvores.

Quem por ali resiste luta para mostrar que tanto a pastorícia extensiva como o corte das urzes e giestas, para aquecimento das casas no Inverno e para fazer a cama do gado, podem dar uma ajuda preciosa no controlo de biomassa na serra e prevenção dos incêndios de Verão.

Também se investe na plantação de pequenos bosques nativos, na conservação da biodiversidade e na preparação da montanha para as alterações climáticas.

Ao longo deste episódio, queremos mostrar o trabalho de algumas destas pessoas e como a pastorícia extensiva com as raças autóctones locais, como a Vaca Maronesa, pode ter vários benefícios ambientais, da prevenção de incêndios severos à restauração dos antigos lameiros e da sua flora, passando pelo armazenamento de carbono no solo. Infelizmente, é trabalho pouco reconhecido e não valorizado pela sociedade.

Queremos com este documentário dar um pequeno contributo para a valorização do trabalho que ali é desenvolvido e que a sociedade tarda em reconhecer. 

Este episódio está agora disponível para visualização através da ligação acima ou aqui.

Fonte: 1001 MARGARAÇAS

Documentário da Semana: Sand wars


You never think about it, until you see this, natural sand good for concrete is a dwindling recourse .

sábado, 23 de janeiro de 2021

Em que consiste a teoria do decrescimento?

Em que consiste a teoria do decrescimento?
Quais são os argumentos daqueles que a apoiam?
É o que propõe descobrir este episódio da série "Dessine-moi l'éco"!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Uma lição de esquizofrenia



Por António Guerreiro
22 de Janeiro de 2021
«Aquela figura com pinturas no corpo e adornos de um xamã que se destacou entre a multidão de invasores do Capitólio é tão saturada de significação e de um teor expressivo tão intenso que se oferece ostensivamente a um estudo iconológico. Uma análise comparativa, mesmo sem elaborações antropológicas e sem precisar de grande erudição iconográfica, descobre facilmente que os gestos e a atitude daquele “xamã”, tal como foram filmados, são muito semelhantes aos dos primatas, numa das cenas mais impressionantes de 2001: Odisseia no Espaço, o filme de Stanley Kubrick. Trata-se de uma daquelas imagens que suscitam o uso de um instrumento analítico que devemos a Freud: o conceito de Unhemlich, aquilo que é sinistro e inquietante porque a sua estranheza é ao mesmo tempo familiar.

Aquele “xamã”, ficámos a saber, é um fã do QAnon, esse fenómeno online de difícil classificação, uma intersecção de teoria da conspiração com a gamification da realidade. Ele irrompeu no interior do edifício onde se cumprem os protocolos mais representativos da democracia liberal moderna como quem emerge de um paganismo primitivo. É bem conhecida a relação histórica que as ideologias fascistas e da extrema-direita mantiveram com o paganismo. Foi assim com o fascismo italiano, que desenterrou toda a simbologia da Antiguidade romana; foi assim com o nazismo alemão, que usou e abusou dos antigos mitos germânicos. Quando quis fundar uma “Nova Direita”, o francês Alain de Benoist também se aplicou numa restauração pagã.

A ideia de uma “dialéctica do Iluminismo” pode, com toda a pertinência, ser aqui evocada: a racionalidade política e a razão crítica fundadoras da nossa civilização moderna, secularizada, estão expostas aos demónios do mito, da magia, das emoções alimentadas por uma visão paranóica da realidade. E é tudo isso que pudemos perceber, de forma concentrada e superlativa, na gestualidade patética daquele “xamã” que exibia um pathos heróico e teatral. O que ele representa, já conhecíamos muito bem. Mas aqui, tudo isso surge sob a forma de uma imagem poderosa e concentrada no seu teor iconológico que nos mostra em linguagem visual as forças que atravessam e ameaçam a sociedade americana e que têm também emergido, com intensidade variável, noutras latitudes.

Os conflitos políticos, transformados num complexo regressivo que faz surgir a tensão entre o pensamento racional e visões que se afastam de todo o realismo, criam uma realidade paralela, potencializam um delírio colectivo que tem algumas afinidades com as práticas mágicas. E essa amálgama constituída por ideias sem palavras é transposta para o plano de um programa político-ideológico. Não proporciona discussão, debate, diálogo. Como se dialoga com um “xamã” nas salas do Capitólio?

Há aqui outra lição importante que importa aprender. É uma lição do domínio da filosofia da História. O Iluminismo incutiu uma ideia de progresso da civilização (progresso moral, cultural, técnico) que, apesar de todas as provas em contrário, tende a ser visto como irreversível. Daí, uma expressão que ouvimos tantas vezes: “Como é que isto é possível no século XXI?”. No século XX, já se dizia a mesma coisa. E no século XIX também. Ora, está bem à vista que não há, neste domínio, conquistas irreversíveis. As Luzes acendem-se e apagam-se, ora estamos expostos ao seu brilho, ora chega a escuridão. Este movimento é, aliás, ainda mais complicado do que a simples alternância: aquilo a que os sociólogos e filósofos da Escola de Frankfurt, a partir do observatório do nazismo, chamaram “dialéctica do Iluminismo” consiste na sombra que as próprias Luzes engendram, na razão que se transforma no seu contrário. Um dos maiores génios da história da arte e das ciências da cultura do século XX, Aby Warburg (Hamburgo, 1866-1929), que teve até há poucos anos uma irradiação que pouco ultrapassava alguns círculos especializados, fez uma vez este diagnóstico: “a nossa civilização é, em todos os momentos, esquizofrénica”. O que ele quis dizer é que ela está sempre submetida a uma tensão e é atraída por dois pólos opostos. Não há nenhum progresso que seja definitivo. O movimento da história não impede um xamã no Capitólio e um Nero na Casa Branca.»

TODAS AS MENTIRAS DO VENTURA | Uma desconstrução da farsa andante


Muito para além de todo o espectáculo que o André Ventura e o Chega fazem em seu redor a dizer ou fazer coisas para chocar e chamar à atenção, não se cansam de mentir. Mentem em tudo o que podem, enganam todos os que querem serem enganados, são mais corruptos do que todos aqueles que acusam de o serem. E mais que o racismo e o machismo, o objectivo é, minando por dentro, destruir a democracia e o Estado Social. É isto que é o fascismo e preciso de ser desconstruído. Por isso, mostrem o vídeo ao vosso tio que acha que ele até diz umas verdades, para ficar a perceber de que é que isto realmente se trata. 


Fundamentalismo Católico



Por António Silva
Aqui estão dez princípios básicos que o caracteriza:

1. Interpretação particular - os fundamentalistas fazem uma interpretação particular das Escrituras, proclamando que é a única correcta

2. Cristianismo selectivo- O fundamentalista escolhe quais as partes do catolicismo que considera “autênticas” e ignora ou denigra o resto.

3. Profetas Privados - Os fundamentalistas têm os seus próprios pregadores e profetas, quais demagogos que são promovidos a papas infalíveis. Aos olhos dos fundamentalistas estes profetas e pregadores têm um status de autoridade que substitui os bispos e até mesmo o Papa.

4. Mentalidade de fortaleza - o fundamentalismo prospera numa lógica de fortaleza e de gueto. O pequeno grupo se reúne e constrói paredes e perscruta sobre eles todos os “pecadores” que estão fora do enclave: “Nós somos poucos, mas fiéis"

5. Certezas absolutas - os fundamentalistas estão totalmente convencidos de que estão certos. Não há argumento ou discussão. Os fundamentalistas católicos são iguais. . Eles têm sua visão de mundo estanque. Sem discussão. Sem diálogo. 

6. Raiva e violência - O fundamentalismo é sempre tingido de raiva. Não há senso de humor aqui. Não há alegria. Não há risos. Especialmente, não há senso de humor sobre eles. Os fundamentalistas são raivosos e agressivos e, se tiverem força suficiente, passarão da violência verbal para outras formas de agressão. 

7. Medo e ódio - Os fundamentalistas são alimentados por medo e ódio. A vida é marcada pelo medo e pela aversão. Onde há medo, há escuridão.

8. Suspeita e Separação - Aqueles que estão fora do grupo são os pecadores e os suspeitos, mas aqueles que parecem estar dentro do grupo, mas não compartilham as opiniões dominantes do grupo são ainda mais suspeitos. Os únicos que são piores do que os pecadores de fora são os pecadores de dentro da fortaleza. Portanto, todos devem-se conformar constantemente, e qualquer um que saia das regras ou exiba a atitude divergente logo será rejeitado e excluído.

9. Teorias da conspiração - a atmosfera de suspeita e medo inevitavelmente gera teorias da conspiração. Sempre se pensa que os grandes e sombrios poderes secretos nefastos estão nos bastidores, planeando algum tipo de ataque hostil contra o grupo dos fiéis fanáticos.

10. Complexo de perseguição - Os fundamentalistas fazem quase todo o possível para se tornarem desagradáveis . Quando as pessoas não gostam deles ou os rebaixam, eles adoram malhar compulsivamente pelo atrevimento demonstrado em quem os critica.

Ler mais aqui:

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Documentário- Holocausto

 

 You don’t ever expect to be hauled out of your house, marched into a gas chamber, and be choked to death,” says Irene Fogel Weiss. Yet, that is exactly what happened to most of her family in the summer of 1944. Irene was thirteen at the time, and by several twists of fate, she survived. “There is a life force in all of us that you just want to live another day,” she says. “Let’s survive this. We have to survive this.” Irene shares her story of survival with hundreds of high school students every year. In this program, we listen in on her presentation to Woodson High School students as she shares a personal account of the events that lead to the Holocaust. 
She discusses her life as a child in Hungary, the changes she witnessed as the Nazis took power, and all manner of degradations imposed on the Jewish people. Irene describes how her family was ostracized from society and how the Jewish “ghettos” were created. She discusses what her family did and did not know about Nazi practices across Europe and how the deportation of Jews worked. She recounts her arrival at the worst of all Nazi death camps – Auschwitz-Birkenau – and shares historic photos, taken by the Nazis, which capture the very day that her family arrived. She talks about the painful separation from her family and what it was like to be a prisoner at Auschwitz. 
After sharing the story of her liberation and rebuilding her life in America, Irene examines the questions of propaganda and humanity that surround the Holocaust. She helps students understand the importance of critical examination of information and comparing sources. She discusses how a basic lack of empathy and humanity toward each other can lead to cruel, and ultimately horrific, behaviors. Irene uses her experience in the Holocaust as a lesson for us all. 
For more information, visit 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

La capitale doit devenir plus dense, plus intelligente


Impactée elle aussi par la pandémie, la planification du territoire «devrait être repensée pour revenir à échelle humaine», estime Pierre Hurt, directeur de l'OAI. Et surtout être l'occasion «d'engager une réflexion sur les questions fondamentales liées à nos modes de vie».

Conséquences directes de la pandémie et des nouvelles habitudes prises, les besoins en matière d'aménagement du territoire évoluent. Si le télétravail notamment devrait faire évoluer la conception des logements mais aussi des espaces de bureau, la crise pourrait également aboutir à «revoir nos conceptions basées sur un modèle consumériste issu de la Seconde Guerre mondiale», affirme Pierre Hurt. 

Pour le directeur de l'ordre des architectes et ingénieurs-conseil (OAI), «il est grand temps d'engager une réflexion sur les questions fondamentales liées à nos modes de vie». Finie donc la vision d'un territoire aménagé «en fonction des intérêts du système financier et économique pensé au niveau mondial», place plutôt à «une organisation centrée sur les besoins réels d'une communauté». 

Un changement d'échelle et de philosophie que Pierre Hurt imagine s'accomplir par «la définition de valeurs communes, dont celle du partage, d'économie circulaire mais aussi d'échanges basés sur des données vérifiées pour éviter les débats émotionnels». Concrètement, au Luxembourg, cette approche devrait se traduire par plusieurs chantiers à mener en parallèle. En lien avec le besoin de mener des transformations «à plusieurs échelles directement liées au territoire et ses périphéries». 



L'avenir du Luxembourg passera par la Grande Région


Comprenez aussi bien le besoin d'imaginer le futur du pays au travers du prisme de la Grande Région que de projeter des aménagements à l'intérieur des frontières «centrés sur les besoins des communautés et de son territoire». Pour Pierre Hurt, Luxembourg-Ville doit «devenir plus dense, plus intelligente» pour répondre aux besoins futurs de ses habitants. 

En pleine croissance, la capitale nécessite à l'avenir «la présence de certains éléments de la campagne au sein la ville», comme «la création de fermes urbaines ou la mise en place de services locaux». Cela pourrait notamment prendre la forme au niveau non pas des quartiers, mais d'entités plus petites pour pouvoir répondre à des attentes très spécifiques. 

A l'image «du retour du concierge chargé de s'occuper du jardin qui a été créé autour de résidences d'une quinzaine de logements par exemple». Les villages, de leur côté, devraient rester des villages, mais «devenir eux aussi plus intelligents avec une délocalisation de services présents jusqu'à présent dans les centres urbains». Et ce, dans une logique qui «ne doit plus trouver son moteur dans des organisations qui cherchent la maximisation des profits mais dans une logique de vivre-ensemble».

A noter que si certaines de ces idées se trouvent encore au stade théorique, d'autres sont d'ores et déjà planifiées. C'est notamment le cas des fermes urbaines, dont une doit s'implanter au sein du futur quartier Langfuur, au Kirchberg. L'idée d'en installer une au sein de la future tour que devrait occuper Luxexpo The Box avait également été avancée.

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Substitute to palm oil brings hope for the rainforest



Palm oil, a vegetable oil found in 50% of all packaged retail goods (ranging from cookies to toothpaste) has finally gotten a viable option. Scientists from Canada have developed an oil that is not only good for human health, but for the earth as well.

The invention created by Alejandro Marangoni, a food scientist at the University of Guelph, and his colleagues, replicates how the human body creates triglycerides. By using a process Marangoni called enzymatic glycerolysis he was able to produce solid vegetable oil and avoid adding saturated fats.

According to the Good News Network, 84% of the oil palm trees grow in two countries, Indonesia and Malaysia. To make way for the palm oil plantations, highly biodiverse tropical rainforest has been cut down. By inventing a supplement that doesn’t stem from the oil palm tree, less to zero rainforests will have to be cut down. This concept will allow food manufacturers to avoid the disastrous oil palm plantations while still managing low prices.

Thanks to Marangoni’s process there is the potential for a brighter future for the rainforests in Indonesia and Malaysia.