sexta-feira, 18 de Abril de 2014

Ted Talk - Helen Fisher conta-nos porque é que amamos e traímos


A antropóloga Helen Fisher escolheu um tópico complicado - o amor - e explica-nos a sua evolução, as suas bases bioquímicas e a sua importância social. Conclui deixando-nos um aviso sobre o potencial desastre inerente ao abuso de antidepressivos. 

Anthropologist Helen Fisher studies gender differences and the evolution of human emotions. She's best known as an expert on romantic love, and her beautifully penned books -- including Anatomy of Love and Why We Love -- lay bare the mysteries of our most treasured emotion.

quinta-feira, 17 de Abril de 2014

Que empresas causaram o aquecimento global em 2013?

Um grande trabalho do jornal Guardian demonstra que há 90 empresas que provocaram dois terços de todas as emissões de carbono desde a Revolução Industrial e são as grandes responsáveis pelas alterações climáticas. Algumas das principais responsáveis financiam os cientistas que negam as alterações climáticas. 
Veja o quadro original e interactivo no Guardian

terça-feira, 15 de Abril de 2014

A Mandala dos Alimentos


A Mandala dos Alimentos simboliza o universo dos alimentos vegetais, é divido em sete grupos relacionados com a categoria de cada um e suas características, propriedades e valores nutricionais. No quadro temos todos os componentes nutricionais para manter o equilíbrio das funções orgânicas diariamente, que nos garantem a saúde e a vitalidade física e mental. Para formar um prato bem feito – o básico de uma boa refeição – precisamos de um dos cereais, um dos feijões, uma das sementes, uma das raízes, um dos legumes e folha verdes.

Os cereais simbolizam o celeiro da vida. São alimentos básicos de toda civilização. Dão-nos energia, vitalidade e forças para recriarmos as experiências da vida a cada momento, são ricos no complexo vitamínico B, fibras, hidratos de carbono, lípidos e aminoácidos.

As leguminosas representadas, na sua maioria pelos feijões, ricos em proteínas e minerais como cálcio, ferro, zinco e magnésio. Nutrem na sua plenitude, sustentam, e dão força e poder físico.
As raízes têm um papel importante na alimentação, trazem a força da terra e os nutrientes minerais que de necessitamos para a manutenção do corpo. Ricas em fibras que ajudam no peristaltismo intestinal, em sais minerais responsáveis pelo equilíbrio sódio/potássio do organismo, como também micronutrientes importantes e a desintoxicação do corpo.

Os legumes têm um papel importantíssimo na manutenção do corpo, pois são fontes ricas de vitaminas e sais minerais. Representam o equilíbrio entre a força (raízes) e a suavidade (folhas), gerando na nossa psique um senso interno de equilíbrio e serenidade.

Os vegetais são todas as folhas verdes comestíveis, ricas em vitaminas A, C, D, E, sais minerais, e ainda, cálcio, ferro, magnésio e vários outros. É clorofila pura que ajuda a renovar o sangue, e a celulose limpa o trato digestivo. As folhas recebem a luz do sol, o qual constitui uma energia vital e magnética necessária ao aspecto espiritual da vida.

As sementes representam alimento dos deuses. Portadoras de energia concentrada e de poder incalculável. E mais, fonte de proteína, lípidos, zinco, selénio, silício, cálcio, ferro e fibras.

As frutas representadas por várias formas, cores e sabores, capazes de nutrir o que há de mais subtil no plano da consciência. São ricas em frutose – açúcar natural da fruta – vitaminas e minerais tão necessários à saúde do homem. É importante observar a combinação das frutas, evitando a fermentação e a dificuldade digestiva. Abaixo segue a combinação entre os grupos de frutas:

Frutas doces: mamão, banana, figo
Frutas semi-ácidas: ameixa, caqui, amora, goiaba, maça, pêra, uva, manga
Frutas ácidas: abacaxi, tangerina, laranja, limão morango, acerola

Segundo, Maria Laura Packer, as frutas doces combinam com frutas semi-ácidas e frutas doces entre si. Frutas ácidas combinam somente com frutas ácidas. Melancia e melão não combinam entre si e nem com outro alimento. Se comem sozinhos.

Conforme mudam as estações, devemos modificar a quantidade de cada elemento nutricional. No outono/inverno, deve-se aumentar o consumo de feijões, sementes, cereais e raízes. Na primavera/verão deve-se aumentar o consumo de frutas, legumes, folhas, cereais.


Fonte: "Vegetarianismo, sustentando a vida" – Maria Laura Garcia Packer, 2007

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Plantas podem aprender, mudar o comportamento e recordar

Mimosa pudica
Os cientistas desconfiam que as plantas são muito mais inteligentes do que se imagina. Há uns tempos, um estudo revelou que as plantas conseguiam fazer cálculos de divisão. Outro, revelava que estas podiam cantar e fazer música. Agora, os cientistas da Universidade da Austrália Ocidental analisaram o comportamento da dormideira – também conhecida por dorme-dorme -, uma planta nativa da América do Sul, e descobriram que esta pode aprender e recordar.

Segundo a investigação, coordenada por Monica Gagliano, Michael Renton, Stefano Mancuso e Martial Depczynski, a dormideira dobras as folhas quando é tocada, sendo que os cientistas acreditam que esse movimento é um mecanismo de defesa contra os herbívoros. Isto porque os animais que pastam são menos propensos a querem comer folhas murchas.
Para além deste mecanismo, explica o Planeta Sustentável, as plantas demonstraram que estão a aprender, de forma mais rápida, os truques da sobrevivência em ambientes desfavoráveis ou com pouca luz. Por outro lado, elas são capazes de recordar o comportamento adquirido algumas semanas após o teste.
Esta capacidade acontece porque, ao contrário dos animais, as plantas não se podem movimentar. Por isso, precisam de aprender de forma mais rápida a adaptarem-se ao ambiente, um processo que é possível devido a uma sofisticada rede à base de cálcio, que se assemelha ao processo de memória dos animais.

Os investigadores recorreram a teste que consistiam em deixar cair água, repetidamente, nas folhas da dormideira, tanto em ambientes de muita e pouca luz – a dormideira dobra as folhas como resposta às gotas de água. O teste demonstrou que a dormideira deixou de fechar as folhas quando percebeu que as gotas de água que, repetidamente, caiam sobre si, não tinham nenhuma consequência nefasta. Assim, a planta pôde aprender e adquirir um novo comportamento em segundos. A aprendizagem foi mais rápida em ambientes menos favoráveis – tal como nos animais. Paralelamente, as plantas puderam relembrar-se do que tinham aprendido durante várias semanas, até quando as condições do seu ambiente mudaram.

Daniel Chamovitz, director do Manna Center for Plant Biosciences da Universidade de Tel Aviv, vai mais longe no estudo das plantas, afirmando que estas podem sentir, ver, cheirar e recordar. Um mundo realmente surpreendente. 

domingo, 13 de Abril de 2014

Every valley shall be exalted

"Every valley shall be exalted" do Messiah HWV 56 por G.F.Handel

Every valley shall be exalted, 
and every mountain and hill made low, 
the crooked straight, 
and the rough places plain

sábado, 12 de Abril de 2014

Love Conquers All

Puffin On My Side - Love Conquers All

Puffin On My Side is the solo project of musician Alessio Mecozzi. Alessio is also the guitarist and founding member of the instrumental post-rock band Mokadelic. In 2007 Puffin on my side began working on several songs mixing electronic elements with acoustic instruments. Puffin composes guitar-based soundscapes and experimental music with extraordinary emotional impact. His sound is a kind of ambiental post-rock , the reverberant guitar-tone recalls cinematic landscapes and dreamy atmospheres. His main influences range from instrumental post-rock (Godspeed! You Black Emperor, Explosions in the Sky, Mogwai) to shoegaze music (Slowdive, My Bloody Valentine, Ride, July Skies). Puffin on my side has released Insider in October 2008 (D.N.A.) and Early morning in November 2009 (Inglorious Ocean). In January 2010 he composed the soundtrack for the short film La sabbia negli occhi directed by Ram Pace. In 2011 is out Lech-Lecha, a new EP.

sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Ted Talk- Justin Hall-Tipping: Libertando a energia da rede


O que aconteceria se pudéssemos gerar energia a partir dos vidros das nossas janelas? Nesta conferência comovente, o empresário Justin Hall-Tipping mostra os materiais que poderiam tornar isso possível, e como questionando a nossa noção de 'normal' pode levar a descobertas extraordinárias. 

Justin Hall-Tipping works on nano-energy startups - mastering the electron to create power.
Full bio »

quinta-feira, 10 de Abril de 2014

Documentário da Semana- "La Mort est dans le pré" - A morte está no campo (em Francês)


Pesticidas e agricultura Um documentário imperdível! 

"Quando descobrir a verdade sobre os perigos dos pesticidas vai ser pior do que o sangue contaminado. Eu não tenho nenhuma razão para permanecer em silêncio este escândalo".Tem de ter uma resposta política! O agricultor que nos fala está a sofrer de cancro aos 47 anos. Ele é vítima dos pesticidas que manuseia todos os dias. Centenas de agricultores são atingidos. Vítimas de pesticidas pensado ser "inofensivos". Estudaram o uso agrícola intensivo da escola desde os anos 50 nas suas quintas até que as dores de cabeça, fadiga, dia leucemias, cancro bateram-lhes à porta. 

Por outro lado quando todos tivermos consciência e conhecermos a origem da Bayer ou Monsanto, não é nenhuma surpresa que as fortunas destas corporações são feitas à custa da saúde pública. Estas empresas estão a fazer aos agricultores de todo o mundo o mesmo que fez a famosa B Zyclon que os nazis usaram em campos de concentração durante a última guerra para exterminar os judeus e outras comunidades.

quarta-feira, 9 de Abril de 2014

Árvores mais velhas crescem a um ritmo maior e armazenam mais dióxido de carbono que as mais jovens

Sequoias- créditos: Greensavers
As árvores aumentam o ritmo de crescimento à medida que vão ficando mais velhas, de acordo com um novo estudo publicado ontem no jornal Nature“As árvores continuam a crescer de forma intensa durante o seu ciclo de vida”, explicou Nate Stephenson, líder do estudo e ecologista florestal do US Geological Survey, em Three Rivers, Califórnia.

A pesquisa estudou 403 espécies de árvores de todo o mundo e concluiu que estas nunca sofrem de problemas de velhice. Nos animais, a mudança e envelhecimento das células acabam por determinar a sua morte. Mas as árvores não têm problemas idênticos, sendo que apenas as doenças, os insectos, o Homem, fogo ou acidentes – como relâmpagos – as podem matar. “Elas nunca param de crescer. A cada ano que passam, pesam sempre mais que no ano anterior”, explicou Stephenson.

Até agora, acreditava-se que as árvores paravam de crescer à medida que ficavam mais velhas. Um estudo de 2010 foi o primeiro a contrariar esta teoria, quando concluiu que as gigantes árvores da Califórnia continuam a crescer para o céu a cada ano que passava – e a um ritmo sempre maior.
Foi este exemplo que levou Stephenson a tentar saber mais sobre o crescimento das árvores – e se este estava ou não ligado à sua velhice.

O estudo avaliou mais de 670 mil árvores tropicais e de climas temperados – cerca de 90% destas crescem a ritmos cada vez maiores. As árvores mais velhas podem crescer até 600 quilos por ano
Os pesquisadores descobriram que a absorção de carbono das árvores aumenta continuamente com o seu tamanho, porque a área total da folha aumenta à medida que ela cresce. Isso permite que as árvores mais antigas e de maiores dimensões absorvam mais carbono da atmosfera.

Os autores do estudo advertem, no entanto, que as florestas têm dinâmicas complexas: árvores de grande porte estão sujeitas a taxas de mortalidade mais elevadas do que as árvores mais novas; e o número de árvores em uma determinada área pode ser maior em uma floresta jovem. Ainda assim, fica evidente que as grandes árvores antigas são muito importantes, não só para a biodiversidade, mas também para a absorção e o armazenamento de carbono.

terça-feira, 8 de Abril de 2014

segunda-feira, 7 de Abril de 2014

Descubra os erros científicos e históricos que os filmes exibiram nos últimos anos

Eles capricham no visual e na ação - mas às vezes se esquecem de verificar as informações. Veja aqui alguns dos maiores erros científicos e históricos que os filmes exibiram nos últimos anos.Fonte: Super Abril

10 000 A.C (2008) - Samba do mamute louco
Apesar de parecer, este filme não tem nada de histórico. A começar pelos mamutes ajudando humanos a construírem pirâmides. Ok, homens chegaram a caçar mamutes no período Paleolítico, como é possível ver em pinturas rupestres. Mas adestrá-los e fazê-los trabalhar? "Mamutes não foram domesticados, portanto não podem ter sido usados como mão de obra na construção das pirâmides", alerta Marcelo Rede, professor de História Antiga da USP. Até porque sequer existiam pirâmides naquela época. "As grandes pirâmides, como as famosas Keops, Kefren e Mikerinos, datam de 2600 a 2450 a.C.", explica o historiador. Ou seja, conseguiram errar até no nome do filme.

PLANETA DOS MACACOS (1968, 2011) - Evolução a jacto
Para explicar os erros deste filme, vamos ter de caprichar nos spoilers. O filme original traz um erro que a versão de 2011 tenta reparar. Na versão de 1968, uma expedição espacial passa 18 meses longe da Terra até finalmente cair em um planeta dominado por macacos super-desenvolvidos. No final, descobre-se que o tal planeta era a Terra, 2 mil anos no futuro. Assim, o enredo ficava sem pés nem cabeça: 2 mil anos não é tempo evolutivo suficiente para macacos se tornarem inteligentes. É só comparar com a nossa espécie: o Homo sapiens surgiu há 200 mil anos, mas os primeiros registos de arte ou religião datam de 50 mil anos atrás. E outros milhares se passaram antes de inventarmos a escrita, as cidades e a tecnologia avançada. Por isso, Planeta dos Macacos: A Origem, de 2011, explica que o salto de inteligência não aconteceu sozinho - os macacos teriam sido expostos a um gás que os tornou mutantes. Muito melhor.
1. Apenas 2 mil anos se passaram para que os macacos ficassem inteligentes.
2. Em termos evolutivos, é preciso milhares de anos para que haja um salto de inteligência.

JURASSIC PARK (1993) - ADN com data de validade
Tudo bem um dinossauro usar a maçaneta para abrir uma porta ou derrubar a parede de um banheiro com um salto. Isso é coisa de filme. O difícil é existir um dinossaurio nas condições propostas em Jurassic Park. No longa, os animais são recriados a partir de sangue de dinossauro encontrado em mosquitos preservados no âmbar. Até aí, ok: alguns mosquitos de 230 milhões de anos realmente foram encontrados no âmbar, como mostra um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Por isso, desde a década de 1990, havia um boato de que seria possível recriar dinos dessa forma. O biólogo Michael Bunce, da Universidade de Murdoch, na Austrália, resolveu testar essa possibilidade. Ele estudou o sangue de aves gigantes já extintas e constatou que DNA não é eterno. No caso, as moléculas de DNA não durariam mais de 6,8 milhões de anos, mesmo conservadas em âmbar. "O DNA se deteriora com o passar do tempo, muito antes de ser possível recriar um dinossauro hoje em dia", diz Bruce Whitelaw, professor de biotecnologia do Instituto Roslin, no Reino Unido. Aliás, o próprio nome do Jurassic Park está todo errado. A era Mesozoica, a que viu o surgimento e o desaparecimento dos dinossauros, é dividida em três grandes períodos de tempo: o Triássico, o Jurássico e o Cretáceo. De fato, os dinos apareceram no período Jurássico, mas as espécies que fazem as vezes de actores principais no filme, como o Tiranossauro, o Velociraptor e o Triceratops, surgiram apenas no Cretáceo. Cretaceous Park talvez não tivesse sido tão sonoro. Mas seria mais correcto.

1. O DNA não dura mais do que 6,8 milhões de anos.
2. Os dinos não são do período Jurássico, mas do Cretáceo.
ALIEN - A RESSURREIÇÃO (1997) - DNA desmemoriado
Imagine morrer e ressuscitar em um corpo igualzinho ao seu, carregando toda a memória da vida que passou. Foi o que aconteceu em Alien - A Ressurreição. No final do terceiro filme da saga, a tenente Ripley se lançou ao fogo quando descobriu que era hospedeira da raça alienígena. Já no quarto filme, ela acorda 200 anos depois, clonada e com a mesma memória. O problema é que o DNA não guarda lembranças. A ovelha Dolly não se lembrava dos pastos por onde andou Belinda, a sua matriz. "Um clone é apenas uma cópia do material genético. O ambiente e as experiências de vida é que formam a memória ", diz Bruce Whitelaw, do Instituto Roslin, responsável pela clonagem de Dolly. Logo, se dependesse da ciência, Alien jamais teria uma quarta sequência.

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domingo, 6 de Abril de 2014

Toda a oligarquia envolve o desejo da tirania

 
Ulver- Eos

Os Fortes Aspiram a Separar-se e os Fracos a Unir-se 
"O crescimento da comunidade frutifica no indivíduo um interesse novo que o aparta da sua pena pessoal, da sua aversão à sua própria pessoa. Todos os doentes aspiram instintivamente a organizar-se em rebanhos, o sacerdote ascético adivinha este instinto e alenta-os onde quer que haja rebanhos, o instinto de fraqueza forma-os, a habilidade do sacerdote organiza-os. Não nos enganemos: os fortes aspiram a separar-se e os fracos a unir-se; se os primeiros se reúnem, é para uma acção agressiva comum, que repugna muito à consciência de cada qual; pelo contrário, os últimos unem-se pelo prazer que acham em unir-se; porque isto satisfaz o seu instinto, assim como irrita o instinto dos fortes. Toda a oligarquia envolve o desejo da tirania; treme continuamente por causa do esforço que cada um dos indivíduos tem que fazer para dominar este desejo."
Friedrich Nietzsche, in 'Genealogia da Moral'

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