domingo, 25 de setembro de 2016

Música do Bioterra: Kristin Hersh feat. Michael Stipe - Your Ghost (1994)


I could get a piece of meat from a barren tree
Nothing ever spoiled on me
You brought this you dipshit
Nothing ever spoiled on me
That cloud stomps around my house
Does whatever it pleases, it teases me
What the hell?
Never was a baritone till you stepped in
Never dried my halters on the line
This hairdo's truly evil
I'm not sure it's mine.
You're so tall
It's like I climb a waterfall
What I said was get me a drink alright?
What am I supposed to sit
And look at you all night?
All girls cry like I said,
I don't know why.

sábado, 24 de setembro de 2016

Drone Sobre o Oceano Capta Momento Simplesmente Maravilhoso entre baleias


O biólogo marinho Dave Anderson há muito que observa e estuda baleias e golfinhos. Numa das suas viagens ele conseguiu captar estas imagens incríveis da vida marinha no seu mais puro estado, através da utilização de um drone.


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Rio Sabor, por Miguel Torga


Rio Sabor

Não pares coração!
Temos ainda muito que
lutar....
Que seria dos montes
e dos rios
Da nossa infância
Sem o amor palpitante
que lhes demos
A vida inteira?
Que seria dos homens
desesperados,
Desamparados
Do conforto das tuas
pulsações
E da cadência surda
dos meus versos?
Não pares!
Continua a bater
teimosamente,
Enquanto eu,
Também cansado
Mas inconformado,
Engano a morte
a namorar os dias
Neste deslumbramento,
Confiado
Em não sei que poético
advento
Dum futuro inspirado.~ Miguel Torga, "Cordial"

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Video: Coral Reef Protection Project- Respire fundo e veja a beleza dos recifes de corais.


"Slow" marine animals show their secret life under high magnification. Corals and sponges build coral reefs and play crucial roles in the biosphere, yet we know almost nothing about their daily lives. These animals are actually very mobile creatures. However their motion is only detectable at different time scales compared to ours and requires time lapses to be seen.
Make sure you watch the video on a large screen. This clip is displayed in Full HD, yet the source footage (or the whole clip), is available in UltraHD 4k resolution for media productions.
The answer to a common question: yes, colors are "real" and not exaggerated by digital enhancement. We have only applied basic white balance correction. However, we used specialized lights to mimic the underwater ambient spectrum. When photographers use white light (artificial spectrum) on corals, they simply miss the vast majority of colours. Corals have spectrum-sensitive colouration due to fluorescent pigments.
The duration of sequences varied from 20 minutes to 6+ hours.

=== Technical details ===
To make this little clip we took 150000 shots. Why so many? Because macro photography involves shallow depth of field. To extend it, we used focus stacking and deconvolution algorithms. Each frame of the video is actually a stack that consists of 3-12 shots.
Just the intro and the last scene are regular real-time footage. One frame required about 10 minutes of processing time (raw conversion + stacking + deconvolution in some scenes). Unfortunately, the success rate was very low due to copious technical challenges and we spent almost 9 long months to get it right.
Music: Atmostra III by Cedric Baravaglio, Jonathan Ochmann and Zdravko Djordjevic.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Superstição do diploma e “empregomania”, por António Nóvoa

Superstição do diploma e “empregomania”. Há sempre estudantes a mais?

O excesso de diplomados é uma das queixas mais frequentes desde finais do século XIX. Pode estranhar-se esta lamentação se tivermos em conta as baixíssimas qualificações escolares da população portuguesa. Mas o caso tem duas hipóteses de explicação: por um lado, a crítica social à “pedantice” dos titulares de um grau académico; por outro lado, a vontade de assegurar um “emprego adequado” para os que possuem determinadas habilitações académicas.

A pedantice dos bacharéis, nas suas “fatiotas de doutor” e nas suas “cabeças ignorantes”, inspira muitas páginas da nossa melhor literatura. A desconfiança é clara: nem sempre a posse de um diploma significa a posse de um mínimo de inteligência e de um cabedal suficiente de conhecimentos. Oliveira Martins insurge-se contra o industrialismo no ensino e António Sérgio (1918) denuncia os processos burocráticos que favorecem o diploma em detrimento do saber: “A escola exprime a sociedade, dá o que lhe pedem: e ninguém lhe pede educação, mas diplomas – sendo certo, no entanto, que os que pedem diplomas para seus filhos, e só diplomas, foram educados no seu tempo pelas escolas portuguesas”.

A segunda dimensão do problema remete para a manutenção de uma estrutura social, que reserva para os titulares de um diploma escolar os poucos empregos de prestígio disponíveis. Em 1939, Manuel Rodrigues escandaliza-se com a “inflação” a que se assiste nas profissões liberais e que pode originar a revolta daquele “que não encontra na sociedade a posição equivalente ao seu diploma”, concluindo que “é nos diplomados sem colocação que se recruta a quase totalidade dos chefes e propagandistas da destruição da ordem social”. 

Um outro exemplo, entre milhares de citações possíveis, é-nos fornecido pelo ministro Pires de Lima, em discurso de 1949 contra o excesso de estudantes: “O que seria, se, de um momento para o outro, saíssem dos nossos estabelecimentos de ensino superior mais algumas centenas de médicos ou de advogados, sem clientes, de engenheiros ou arquitectos, sem obras para realizarem, de professores sem alunos, de licenciados sem empregos remunerados? Além do fatal rebaixamento dessas classes e dessas profissões, teríamos um mal estar social de consequências sérias e graves”.
Num curioso texto de 1921, J. Santa Rita junta os dois aspectos anteriores, dizendo que “o vício da empregomania liga-se muito estreitamente à superstição do diploma”. São duas faces de uma mesma moeda, que traduzem uma dupla resistência à cultura escolar. Há quem julgue que estamos perante um discurso recente, motivado pela expansão escolar das últimas décadas. Nada mais falso! É um discurso recorrente na sociedade portuguesa. A crítica ao excesso de diplomados esquece que Portugal foi, e continua a ser, o país menos escolarizado da Europa. Seguimos prisioneiros de um sistema de ensino pensado para formar cada um à medida do lugar profissional que lhe está destinado, em vez de adoptarmos uma política de valorização pessoal e de qualificação escolar de todos.

António Nóvoa (2005). Evidentemente. Porto: ASA

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Desmistificando o parasitismo, por João Soares

Os parasitas são uma parte essencial de cada comunidade terrestre. A sua presença torna-se mais evidente se causar doenças, em particular zoonoses e outras de importância económica e, por vezes, adapta-se às modificações evolutivas do seu hospedeiro.

Trichinella spiralis

Publicado na Revista Incomunidades, ANO 1 Edição 10 - ABRIL 2013     
             

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Curta-Metragem- O Lenhador



Lenhador responsável por devastar uma grande área de florestas e transformá-la em deserto fica sensibilizado com a atitude de duas crianças e resolve mudar suas atitudes.


domingo, 18 de setembro de 2016

Música do Bioterra: Olafur Arnalds - Near Light coreografado por Artem Volosov - Dance Centre Myway



Contemporary studios in Dance Centre Myway. Kiev, Ukraine. Choreography by Artem Volosov (Артем Волосов).
Dancers: Artem Volosov (Артем Волосов), Katya Serzhenko (Катя Серженко), Sophia Gah (София Гах).
Music: Olafur Arnalds - Near Light.


sábado, 17 de setembro de 2016

Video Banco de Tempo


Vídeo produzido no âmbito do projeto Banco de Tempo e Comércio Justo: Reforçando outras economias.
Banco de Tempo de Vila da Feira
O Banco de Tempo é um sistema de organização de trocas solidárias que promove o encontro entre a oferta e a procura de serviços disponibilizados pelos seus membros.

No Banco de Tempo é simples: troca-se tempo por tempo. Todas as horas têm o mesmo valor e quem participa compromete-se a dar e a receber tempo.  Por exemplo, tratando-se de um médico, ele pode oferecer uma consulta a quem não tem condições de pagar pelo serviço e, depois, receber um serviço em troca de outro membro.

Através das trocas e dos encontros, o Banco de Tempo enriquece o mundo relacional das pessoas que nele participam, joga um papel importante na recuperação, em novos moldes, da solidariedade entre vizinhos e no combate à solidão; favorece a colaboração entre pessoas de diferentes gerações, proveniências e condições sociais. Contribui também para o desenvolvimento e partilha de talentos e facilita o acesso a serviços que dificilmente poderiam ser obtidos, dado o seu valor de mercado.

O Banco de Tempo suscita questionamentos e incentiva mudanças no modo como vivemos em sociedade. Cada hora de trabalho prestada por um membro equivale a uma hora de serviço qualquer que ele precise no futuro. O bacana é que todas as horas têm o mesmo valor, independente do serviço oferecido. Uma economia solidária e justa.
Actualmente, o Banco do Tempo possui 28 agências espalhadas por várias cidades portuguesas

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Documentário da National Geographic: O Homem e a Natureza- Lar Selvagem [HD]



Versão Portuguesa

Sinopse: Uma profunda jornada sobre os habitats dos animais por todo o planeta Terra, revela uma nova maneira de olhar para estes lugares selvagens e os animais que vivem neles, e a esperança de um meio ambiente melhor.


Documentário que deveria ser assistido por cada habitante do planeta. Entender a importância das relações harmoniosas na natureza para nós humanos - não nos excluindo dessa teia de organismos vivos - é imprescindível para vivermos o bem estar físico e espiritual no caminho do desenvolvimento sustentável.