terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Encontros improváveis: Pe. Fábio de Melo e Francesco Giannico

"O único futuro que temos de fato é o momento presente. Viver bem é a única forma de resolver a restrição."- Pe. Fabiano de Melo

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Técnicas de meditação associadas ao budismo tibetano podem melhorar o desempenho do cérebro

Ciência Hoje
Ao contrário da crença popular, nem todas as técnicas de meditação produzem efeitos similares no corpo e na mente. Um estudo recente realizado por pesquisadores da Universidade Nacional de Singapura (NUS) demonstrou pela primeira vez que os diferentes tipos de meditação budista - nomeadamente os estilos Vajrayana e Theravada - suscitam influências qualitativamente diferentes na fisiologia e comportamento humanos, produzindo excitação e respostas de relaxamento respectivamente. 
Os pesquisadores descobriram que a meditação NUS Vajrayana,associada ao budismo tibetano, pode levar a melhorias no desempenho cognitivo.

O estudo realizado por Maria Kozhevnikov e Ido Amihai do Departamento de Psicologia da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da NUS foi publicado na revista PLoS ONE, em Julho de 2014.

Kozhevnikov e Amihai analisaram quatro tipos diferentes de práticas meditativas: dois tipos de meditações Vajrayana (Budismo Tibetano) práticas (de visualização de auto-geração-como-Divindade e Rig-pa) e dois tipos de práticas Theravada (shamatha e vipassana) . Recolheram respostas em electrocardiogramas e electroencefalogramas e mediram o desempenho comportamental em tarefas cognitivas, utilizando um grupo de pptatiicantes experientes Theravada da Tailândia e Nepal, bem como praticantes Vajrayana do Nepal.

Eles observaram que as respostas fisiológicas durante a meditação Theravada diferem significativamente das obtidas durante a meditação Vajrayana. A meditação Theravada produzia activação parassimpática aumentada (relaxamento). Em contraste, a meditação Vajrayana não mostrava qualquer evidência de actividade parassimpática, mas revelava uma activação do sistema simpático (excitação).

Os resultados mostram que os estilos de meditação Vajrayana e Theravada são baseados em diferentes mecanismos neurofisiológicos, que dão origem tanto a uma excitação ou resposta de relaxamento.

A meditação Vajrayana pode levar a uma dramática melhoria no desempenho cognitivo, podendo ser especialmente útil em situações em que é importante realizar uma perfomance ao melhor nível, como, por exemplo, durante uma competição ou estados de urgência. Os estilos de meditação Theravada são uma excelente maneira de diminuir o stress, aliviar a tensão e promover relaxamento profundo.

quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

The Art of Arctic Destruction (Greenpeace) - Bailado alertando o público para o problema ambiental no Árctico


Just before the beginning of the concert «Classical Highlights» on Saturday 19 October 2013 in Zurich’s Tonhalle a Greenpeace ballet dancer premières her own interpretation of the in oil mud dying swan. Background is the sponsoring by the Russian energy company Gazprom that puts life substance of many humans and animals in the arctic at risk. The credits of the projection carry the message «The Art of Arctic Destruction – sponsored by Gazprom» and reveal that the «Classical Highlights» are sponsored by one of the biggest destroyer of the environment. Gazprom plans to drill for oil in the Arctic.

quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

Mimetismo ao extremo

Foto: David Midgley
Mimetismo ao extremo. 'Tropidoderus childrenii' é uma espécie de bicho-pau encontrado na Austrália que imita uma folha de eucalipto!

terça-feira, 14 de Outubro de 2014

O fruto mais brilhante da natureza

Fonte: Ciência Hoje
O fruto da planta africana Pollia condensata é o 'objecto' com a cor mais intensa e brilhante da natureza, segundo um estudo da Universidade de Cambridge.

Esta baga não obtém a sua cor azul metálica de nenhum pigmento, mas apenas da luz que reflecte em comprimentos de ondas específicos. A investigação está publicada na«PNAS».

A maioria das cores que nos rodeiam resultam de pigmentos. No entanto, existem alguns exemplos na natureza que utilizam o que se chama de 'cor estrutural', um truque óptico através do qual a cor aparece na reflexão da luz.

Os investigadores descobriram que a celulose desta baga forma uma estrutura assimétrica capaz de interagir com a luz e proporcionar o reflexo selectivo de uma cor específica. Resultante desta estrutura única, a baga reflecte predominantemente o azul.

Os cientistas descobriram também que cada célula gera, individualmente, uma cor independente, produzindo um efeito de pontilhismo (como nas pinturas de Seurat). Apesar deste fruto não possuir qualquer valor nutritivo, as aves são atraídas pela sua cor brilhante e utilizam-no na decoração dos seus ninhos para impressionar potenciais parceiros.

Devido às suas características, a cor do fruto não se desvanece. As amostras que existem nas colecções que datam do século XIX mantêm-se tão coloridas como os frutos actuais.

Silvia Vignolini, investigadora do departamento de Física da Universidade de Cambridge e autora principal do artigo, acredita que a natureza pode inspirar a criação de materiais inteligentes e multifuncionais a partir de celulose.

“A partir da celulose podem criar-se materiais coloridos com aplicações industriais, tais como elementos com cor estrutural que substituam os corantes tóxicos em alimentos e cosméticos”, defende.

segunda-feira, 13 de Outubro de 2014

Hábitos antigos que você deveria colocar em prática hoje

Nossos avós faziam, você também pode fazer. Confira alguns hábitos do passado que fazem bem para nós e para o meio ambiente
Muitas pessoas acham que o passado é algo chato e sem muita importância; outros, já pensam nele de forma saudosista e até tentam revivê-lo. Odiando ou amando, uma coisa é certa: podemos encontrar muitas dicas valiosas de como viver uma vida mais verde e com mais qualidade seguindo alguns hábitos praticados e aconselhados pelos mais velhos. Vamos a eles:

Ande mais

Nossos avós andavam bem mais do que a gente para fazer coisas simples do dia a dia. Tente fazer as pequenas tarefas sem a necessidade de ir de carro. Caminhar é bom para o corpo e para a mente. Se para você é impossível encaixar esse hábito durante o seu dia, tente depois do expediente. Caminhar melhora a sua pressão arterial, aumenta a sensação de bem-estar e afasta a depressão.

Cozinhe mais em casa

Cozinhar é algo que muitos consideram uma perda de tempo, principalmente tendo todas as facilidades dos serviços de delivery. Entretanto, cozinhar pode ser algo relaxante e prazeroso. Além disso, é um hábito que pode ser saudável, pois você escolhe os ingredientes e controla o modo de preparo. Dê uma chance para o “faça você mesmo”. Procure receitas rápidas e práticas. Transforme esse momento do seu dia em algo especial.

Cuide de um jardim

Tudo bem, muitos não têm espaço para ter um super jardim como nossos avós tinham. Mas uma planta ou flores em um vaso já fazem diferença. Qualquer coisa que você cuide e veja crescer já contribui para o seu bem-estar. O objetivo é ter um hobbieterapêutico, que te ajude a tirar a cabeça do trabalho e dos problemas. A horta vertical, fazendo uso de garrafas PET, é uma boa dica para quem não tem espaço. Fica super bonito e você ainda ajuda o meio ambiente, reutilizando em vez de descartar. Clique aqui para saber como fazer.

Escreva cartas

Nós sabemos: faz bastante tempo que você não pega uma caneta e um papel e escreve uma carta pessoal para alguém importante e a coloca no correio. Todos sofremos do mesmo mal: a preguiça de escrever cartas quando se tem e-mail. Nossos avós faziam sempre, eles não tinham escolha. Mas nós temos. Pense que escrever uma carta hoje em dia demonstra atenção. E convenhamos: é bem mais gostoso receber uma carta no correio do que abrir um e-mail. Além disso, parar para escrever uma carta pode ser algo bem relaxante.

Faça mais uso de remédios naturais

Resfriado, tosse, dor de garganta? Por que não tentar remédios naturais primeiro, como nossos avós? Aqui vão algumas dicas da eCycle:


Cuide de suas roupas. Conserte-as quando necessário

O que pensamos quando vemos um furo em uma blusa é 1) jogar fora; ou 2) simplesmente não usar mais. Isso é uma perda de dinheiro e também uma agressão ao meio ambiente. Nos tempos dos nossos avós, remendar e reutilizar era muito comum. Adotar esse hábito é algo que tem muito a ver com sustentabilidade, com consumo responsável. Há também espaço para a criatividade: quando não dá mais para remendar, transformar uma peça em outra ou dar uma outra utilidade a ela também é uma boa solução. Como, por exemplo, a meia-calça (clique aqui e veja como)!

E se você estiver inspirado pelo “reutilizar”, por que não fazer compras em um brechó?Damos cinco motivos para você!

Aproveite mais o sol

Moramos em um país tropical. E temos boa parte dos dias ensolarados e com bom tempo para secar a roupa naturalmente, no varal, como nossos avós. Utilizando menos a secadora, diminuímos o gasto com energia. Além de ser bom para o nosso bolso, também é bom para o meio ambiente, pois reduzimos nosso impacto sobre ele. De forma geral, tente ser mais consciente a respeito do usos de seus eletrodomésticos.

Utilize as coisas até que elas se acabem

Nossos avós não trocavam de TV assim como trocamos de camiseta. Eles usavam até todos “pifarem”. Ainda se tentava mandar para o conserto. Assim, quando não tinha mais jeito, comprava-se outra. É esse pensamento que devemos ter. Comprar menos e utilizar até quando puder. Sabemos que é difícil, pois as coisas hoje são feitas para durarem menos. Mas resista. Pelo menos, você não estará contribuindo para aumentar o tamanho de nossos aterros.

Recorra à cozinha na faxina

Sim, é verdade. Nossos avós encontravam na cozinha soluções para a sujeira. Recorriam muitas vezes ao fermento (bicarbonato de sódio) e ao velho conhecido vinagre. O Portal eCycle dá as dicas:


Esses tipos de produtos agridem muito menos a natureza, e são tão eficientes quanto.

Gostou das dicas da vovó? Então comece a praticá-las e compartilhe sua experiência conosco.

domingo, 12 de Outubro de 2014

Procura a raposa


"Procura a raposa. Onde ela estiver, estás tu fora de ti" (Manuel António Pina, adaptado)

sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

Norte-americano cria bike que não precisa de manutenção

Fonte: Revista Amazónica, 19 de Agosto de 2014
Cansado de sofrer com as constantes manutenções em bicicletas comuns, o norte-americano Dave Weiner decidiu criar uma bicicleta altamente resistente. O projeto foi para o Kickstarter, em busca de financiamento coletivo, e arrecadou quase 20 vezes o valor planejado.
A bicicleta ganhou o apelido de Priority e é ideal para quem pedala nas cidades, usa a bike como meio de transporte, mas não tem tempo a perder em uma oficina. O design do modelo é simples e foi pensado para ser eficiente em sua funcionalidade.
O quadro usado na bicicleta é todo em alumínio. Esta é uma opção mais barata do que a fibra de carbono, mas altamente resistente, inclusive à ferrugem, essencial para quem mora no litoral. Essa matéria-prima também deixa a bike mais leve, facilitando o transporte, principalmente em meios urbanos.
Outro cuidado tipo por Weiner foi em relação às correntes. Este é um item que constantemente exige manutenção nas bicicletas tradicionais, principalmente em relação à lubrificação e ferrugem. Assim sendo, o norte-americano se inspirou na Harley Davidson. A fabricante de motos usa, desde 1984, correias de transmissão em seus equipamentos. A opção é muito mais durável e torna a pedalada mais suave e limpa.
Quanto aos pneus, os modelos utilizados são de alta resistência. O criador garante que será necessário muito esforço para perfura-los. Não que os furos sejam impossíveis, mas serão bem menos comuns do que em pneus tradicionais. As rodas são fixadas à bicicleta no modelo antigo, com parafusos. Isso dificulta o roubo, por tornar a retirada muito mais lenta do que com as simples alavancas.
O norte-americano também garante que a montagem da bicicleta é feita em apenas cinco minutos e não necessita de conhecimento prévio. Confiante em seu produto, Weiner começa a entregar a bicicleta aos primeiros compradores que apoiaram o projeto já no próximo mês. Ele também possui uma loja em Nova York e faz questão de lembra que “a vida é curta demais para pedalar uma bicicleta ruim”

quinta-feira, 9 de Outubro de 2014

O preço do desperdício de comida

Das quintas às lojas, passando pela mesa das nossas casas, um terço do alimento que produzimos perde-se ou é desperdiçado. Temos muito por onde melhorar.
Texto de Elizabeth Royte, National Geographic, Agosto 2014
Os alimentos desperdiçados por uma família típica americana de quatro membros pesam, ao fim de um ano, meia tonelada. Compilados na sala de estar dos Waldt, de New Jersey, estes produtos representam os 1,2 milhões de calorias que uma família desperdiça todos os anos – mais do que o suficiente para alimentar outra pessoa. Fotografia de Robert Clark
Estamos na época da alface no vale de Salinas, uma região no centro da Califórnia que produz cerca de 70% dos legumes de folha verde vendidos nos EUA. Numa manhã típica de nevoeiro, uma procissão de veículos carregados de plantas sai das unidades transformadoras e dirige-se para norte, sul e leste.

Entretanto, um camião entra lentamente na estação de transferência de Sun Street, perto da baixa de Salinas. O condutor detém-se sobre uma balança e, de seguida, posiciona a caixa amolgada do camião sobre uma plataforma de betão. Depois de manobrar uma alavanca, ouve-se um silvo pneumático e cerca de 15 metros cúbicos de alface e espinafres são descarregados no solo. Acondicionados em caixas e sacos de plástico e empilhados a dois metros de altura, os legumes parecem frescos, rijos e incólumes. Mas devido a vários pequenos erros, irão em breve ser condenados ao aterro sanitário: as suas embalagens foram irregularmente cheias, rotuladas, vedadas ou cortadas.

Qualquer observador diria que esta montanha do tamanho de dois elefantes africanos representa um desperdício horrível, talvez mesmo criminoso. Mas isto não é nada. Ao longo desse mesmo dia, a estação de transferência receberá mais dez a vinte carregamentos de legumes perfeitamente comestíveis, provenientes de agricultores das redondezas. Entre Abril e Novembro, a Autoridade para os Resíduos Alimentares do Vale de Salinas envia para o aterro sanitário dois a quatro milhões de quilogramas de legumes frescos vindos dos campos. E é apenas uma de muitas estações de transferência que prestam serviço aos vales agrícolas da Califórnia.

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), que mantém sob vigilância tudo o que é cultivado e consumido como alimento em todo o mundo, calcula que, todos os anos, um terço dos géneros alimentares produzidos para consumo humano no planeta perde-se ou é desperdiçado ao longo da cadeia que vai das quintas às unidades transformadoras, aos mercados, aos pontos de venda, aos restaurantes e às nossas cozinhas. Representando 1.300 milhões de toneladas, esse total seria suficiente para alimentar três mil milhões de pessoas.

O desperdício é gerado em lugares diferentes por razões diferentes. Em geral, os países industrializados desperdiçam mais alimentos nas fases de retalho e consumo da cadeia alimentar do que os países menos desenvolvidos. Nos países em vias de desenvolvimento, que muitas vezes não possuem infra-estruturas para distribuir todos os seus géneros alimentares em boas condições, as perdas ocorrem, na sua maioria, durante as fases de produção, pós-safra e transformação.

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