terça-feira, 17 de maio de 2016

Homenagem à minha mulher Teresa Freitas

À minha família e amigos comunico que esposa e mãe Teresa Freitas já não se encontra entre nós desde dia 4 de Maio.

A Teresa tinha uma paixão enorme em amar, uma dedicação e carinho e uma força de vontade em ser esposa e mãe, unindo a nossa família. 

O nosso filho foi muito desejado e amado pela mãe. Ele continuará a sua caminhada com as lembranças e os valores humanos e artísticos que a mãe lhe transmitiu, bem como a paixão pelos animais. 

A Teresa era de excepcional sensibilidade artística e naturalista, amiga de jardinar, plantar árvores e principalmente olaria e escultura cerâmica. Foi uma professora combativa, de grande capacidade de trabalho e muita curiosidade por todas as terras que andou. Fez amigos pelas escolas por onde lecionou.

Resumo Biográfico
Maria Teresa Santos Freitas nasceu no Porto, 14 de Janeiro de 1962, tendo residido em Matosinhos.
Licenciada em História- variante História da Arte.
Sempre se interessou por cerâmica (a sua maior paixão) mas foi uma artista multiforme produzindo trabalhos e realizando cursos de fotografia, fusão de vidro (fez um curso na Fundação de Serralves, orientado pela Professora Cristina Camargo) e pintura e especializou-se em Cerâmica Artística, Vidrados de Grés e Raku, na Cooperativa Árvore, Porto sob a orientação do Ceramista Jorge Carqueijeiro.

Tem  quadros a carvão e acrílico em colecções privadas.
O Gato, por Teresa Freitas

Editou durante três anos o blogue Terras de Argila.

"Já não se encantarão os meus olhos nos teus olhos,
já não se adoçará junto a ti a minha dor.
Mas para onde vá levarei o teu olhar
e para onde caminhes levarás a minha dor.
Fui teu, foste minha. O que mais? Juntos fizemos
uma curva na rota por onde o amor passou.
Fui teu, foste minha. Tu serás daquele que te ame,
daquele que corte na tua chácara o que semeei eu.
Vou-me embora. Estou triste: mas sempre estou triste.
Venho dos teus braços. Não sei para onde vou.
...Do teu coração me diz adeus uma criança.
E eu lhe digo adeus"

-Pablo Neruda

terça-feira, 3 de maio de 2016

Vergílio Ferreira- Inventa a eternidade na simples comoção de olhar uma estrela

Zdzisław Beksiński
Inventa a eternidade na simples comoção de olhar uma estrela. Basta que a olhes pela primeira vez, depois de a teres olhado inúmeras vezes. E, então, não precisarás de nenhum deus que te ponha a mão no ombro e diga estou aqui. Uma estrela espera-te desde toda a eternidade. Procura-a. E vê se a não perdes durante a vida inteira. A tua estrela pode não estar no céu. Põe-na lá."

Vergílio Ferreira, in "Pensar"

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Documentário- O Lado Negro do Chocolate (Shady Chocolate)



O chocolate que consumimos é produzido com o uso de trabalho infantil e tráfico de crianças?

O premiado jornalista dinamarquês, Miki Mistrati, decide investigar os boatos. Sua busca atrás de respostas o leva até Mali, na África Ocidental, onde câmaras ocultas revelam o tráfico de crianças para as plantações de cacau da vizinha Costa do Marfim. A Costa do Marfim é o maior produtor de cacau, respondendo por cerca de 40% da produção mundial. Empresas como a Nestlé, Barry Callebaut e Mars assinaram em 2001 o Protocolo do Cacau, comprometendo-se a erradicar totalmente o trabalho infantil no sector até 2008. Será que o seu chocolate tem um gosto amargo? Acompanhe Miki até a África para expor "O Lado Negro do Chocolate".

As 7 marcas de chocolate que utilizam cacau proveniente de trabalho escravo infantil são:

Hershey
Mars
Nestlé
ADM Cocoa
Godiva
Fowler’s Chocolate
Kraft

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Sementes Livres no Biosfera



Sou agricultor e jardineiro, há mais de 15 anos que produzo as minhas próprias sementes, tal como os meus antepassados. Tenho em produção centenas de espécies de plantas, algumas das quais fomos melhorando através de selecção massal, ou seja, escolhendo ao longo do tempo os indivíduos mais fortes e mais aptos. Estas sementes são regularmente trocadas com inúmeras pessoas e instituições. Aquilo que sou hoje seria impossível sem que esta troca existisse. 

Os problemas de fome e miséria nunca se resolverão homogeneizando as sementes, afunilando a biodiversidade alimentar, há outros caminhos, que talvez por não valerem dinheiro, optámos por não seguir. Combater o desperdício alimentar tem que ser uma prioridade para os seres humanos, produzir alimentos localmente e de forma sustentável também. E já agora, falar menos de sustentabilidade e praticar mais sustentabilidade é urgente. E aqui refiro-me, está claro, a todos nós.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Hokusai Says, read by Mark Williams for the Mindfulness Summit


Conheça o The Global Consciousness Project, (also called the EGG Project), is an international, multidisciplinary collaboration of scientists, engineers, artists and others.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Documentário- "Nascidas em 1948" (Born in 48) - versão original, com legendas em Inglês

 
Born in 48 - Al Jazeera World from António Morais on Vimeo.

The creation of the state of Israel in May 1948 is referred to by Palestinians as Al Nakba, the Catastrophe.

The five characters in this film, two Israeli and three Palestinian women, were all born in 1948. But few events in history have determined such sharply contrasting outcomes for people who might otherwise have much in common as the founding of Israel has.

For Rena Rejev, an Israeli of Ukrainian origin, who lives in Rishon LeZion there’s the joy of being born on 14th May, Independence Day. “At school, for friends and relatives, I was the one and only ‘Independence Girl’,” she says, and feels that the day’s celebratory flags and fireworks also mark her birthday. “Independence Day has become a part of me,” she says. By contrast, Latifa Yousef, a Palestinian living in Cairo, finds difficulty expressing how she feels on her birthday in August, which reminds her that her country was “violated”. “The occupation is closely linked to my life and it just increases my pain,” she says.

Madlen Abergel Vanunu, an Israeli of Moroccan origin, has a strong conviction that God only brought her into the world once the state of Israel had been founded. But Fayrouz Arafa, who was born in Gaza on the 8th October 1948, recalls: “I was a refugee. We were poor, hungry and lived in a tent. It haunts me.” Equally, for Khadija Zoraiqi, a Palestinian living in the Occupied West Bank, her birthday just makes her sons’ imprisonment in Israeli jails harder to bear and signifies that, for her, the Nakba continues today. “Every birthday I feel this catastrophe twice over,” she says.

These are the dramatic human stories of life after 1948, made all the more powerful through the inter-cutting of the intimate interviews with these five women. Born in ’48 explores how 67 years on, starkly contrasting narratives persist, with very little, if any, common ground between them.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Cidades Cicláveis, Cidades Inteligentes

A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) organiza nos dias 29 e 30 de Abril e 1 de Maio, em Vila Nova de Gaia, o XIII Congresso Ibérico “A Bicicleta e a Cidade”.

A bicicleta como instrumento para a mobilidade sustentável é e continua a ser cada vez mais um contributo para sistemas de transportes que se querem seguros, eficientes e competitivos e que tenham em conta os interesses sociais e o respeito pelo ambiente. A FPCUB tem ao longo dos anos estado envolvida em diversas iniciativas de sensibilização da opinião pública, das administrações central e autárquica e dos operadores de transportes colectivos para a necessidade de se dotarem as zonas urbanas de condições que permitam a utilização da bicicleta. Estas iniciativas têm tido resultados muito positivos na promoção da venda e utilização de bicicletas em Portugal bem como na criação de condições para a sua utilização em múltiplas vertentes. Muitas autarquias têm hoje planos de mobilidade que contemplam a bicicleta e as empresas de transportes colectivas (CP, FERTAGUS, Transtejo, Soflusa, Carris, Metropolitano de Lisboa e metro do Porto) favoreceram nos últimos anos o transporte de bicicletas por influência da FPCUB e dos seus associados.

As políticas de transportes devem ter em conta os efeitos no ambiente e é nesta perspectiva que damos importância à criação de sistemas de transportes sustentáveis onde a bicicleta se inclua.

O interesse da FPCUB em realizar este ano o congresso em Vila Nova de Gaia é o de poder mostrar às suas congéneres do estado espanhol os projectos de mobilidade sustentável que estão a ser desenvolvidos na cidade de Vila Nova de Gaia, na região Norte e no resto do país. Os temas deste XIII Congresso Ibérico serão apresentados e debatidos por técnicos de Portugal e Espanha, das áreas dos transportes, ambiente e turismo e membros da ConBici e da FPCUB. Contará ainda com a participação de responsáveis políticos e autarcas.

Estes congressos que já se organizam há 20 anos são uma referência nas políticas de promoção da utilização da bicicleta em Portugal e Espanha.

Existirá permanentemente uma exposição fotográfica do blogue “Diário de Lisboa – The Lisbon Diary” sob o tema “Uma Cidade Ciclista”.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Documentário- "Laboratórios de Natureza"

A atividade desempenhada por alguns dos muitos grupos de investigação do Departamento de Biologia (DBIO) da Universidade de Aveiro (UA) ilustra o programa “Laboratórios de Natureza”, exibido pela SIC em 30/08/2015, no espaço da BBC Vida Selvagem. Desde a biodiversidade animal e vegetal, passando pelo mar profundo, das nanopartículas até à resistência microbiana aos antiobióticos, iniciando com exemplos do trabalho de reabilitação dos mamíferos marinhos, este programa apresenta 5 exemplos do trabalho desempenhado no Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Agostinho da Silva, Pensador Universal do Tempo Presente

"[…] uma boa definição de homem, para além de suas limitações físicas, seria a de que é um ser de embrionária liberdade, cujo dever, cujo destino e cuja justificação é o da liberdade plena; plena para ele, plena para os outros, plena para os animais, plena para ervas, plena talvez até para seixo e montanha"
- Agostinho da Silva, “Nota a Cinco Fascículos” [1970], in Textos e Ensaios Filosóficos II, pp. 262-263.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

História da tua escravidão: liberta-te da Matrix


A História da tua escravidão! Governos sempre acabam escravizando a Humanidade! Em tempos tribais, seres humanos produziam o que consumiam. E só! Não havia excesso de produção, logo, não fazia sentido possuir escravos, pois o escravo não podia produzir excedente que pudesse ser roubado pelo seu senhor. Quando vacas começaram a produzir excedentes de leite e carne, possuir vacas passou a valer a pena. Devido a melhoramentos tecnológicos, escravos humanos produziam mais excedentes. Enorme excedente agrário foi base do CAPITAL que moveu a REVOLUÇÃO INDUSTRIAL. A classe dominante percebeu que poderia tornar seu "gado" (humano) mais produtivo.