terça-feira, 26 de julho de 2016

Italianos criam telha que já vem com placas solares

A invenção é uma alternativa aos painéis fotovoltaicos tradicionais, que são grandes e pesados. [Fonte: Casa da Sustentabilidade, 2015]


As empresas italianas Area Industrie Ceramiche e REM desenvolveram a Tegola Solare, uma telha cerâmica com células fotovoltaicas integradas. É uma alternativa sustentável que não atrapalha a estética original das telhas, como acontece muitas vezes com os painéis fotovoltaicos tradicionais, que são grandes e pesados.
Cada telha tem quatro células que transformam a luz solar em energia elétrica, e a fiação fica logo embaixo do telhado. A invenção pode gerar cerca de 3 kW de energia em uma área instalada de 40 m², o que já seria capaz de suprir as necessidades energéticas da residência.
As telhas fotovoltaicas são mais caras do que as placas convencionais, mas sua instalação é feita como a de qualquer outro telhado.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Entenda como as árvores ajudam a combater as ilhas de calor nas cidades

As ilhas de calor acontecem devido à falta de áreas verdes, ao excesso de construções, asfalto e poluição extrema.

   Foto: Ciclo Vivo

Ilha de calor é um termo usado para se referir ao aumento da temperatura em áreas urbanas.

Em geral, isso acontece devido à falta de áreas verdes, ao excesso de construções, asfalto e poluição extrema. A forma mais eficaz de combater este efeito é com o plantio de árvores.
A primeira maneira de uma árvore contribuir para o combate às ilhas de calor é o fato de fornecerem sombras. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, uma área sombreada pode ser até sete graus mais fresca do que áreas expostas ao sol.

Amenizando o calor, ameniza-se também a quantidade de energia gasta para a refrigeração de ambientes, o que, consequentemente, também diminui a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.

As árvores ainda realizam naturalmente um processo de evapotranspiração, que é a transpiração das plantas. Isso acontece de maneira muito semelhante aos humanos. Durante este processo, as árvores libertam vapor de água na atmosfera, ajudando a refrescar naturalmente o ambiente.

O terceiro ponto, e de extrema importância, é a influência das plantas na manutenção do ar. As árvores têm poder para limpar os poluentes atmosféricos. Elas conseguem absorver óxido e dióxido de azoto, dióxido sulfúrico e outros poluentes que costumam elevar a temperatura local. Enquanto isso, ela aspira oxigénio, gás totalmente necessário para a nossa própria existência.

Outro benefício oferecido pelas árvores é a purificação da água. Ao envolver o solo, as plantas funcionam como um filtro natural e retentor de águas. Quanto mais árvores presentes nas cidades, melhor é o escoamento de água durante as tempestades e mais limpo o recurso será.
Ter uma ou mais árvores perto de casa é um jeito simples de obter muitos benefícios pessoais e ambientais.

Mais informações:
Características das ilhas de calor urbano, com sitiografia e bibliografia

sábado, 23 de julho de 2016

Poema "Canção da Paz" por João Soares

Canção da Paz
Três letras na nossa língua
Palavra rápida, simples e sonora e feminina
Transparente e inicial
.
Para além da terra e pó e sangue e genes
És a rainha do silêncio puro, nirvana
Habitação sem dor, sem pranto e de eterna vigília
E eu vi-te ressurgida várias vezes
E eu vi-te ou desmembrada ou esquecida ou devastada
E foi pela luz que te reconheci
Irmã limpa
Sempre perdoa

E tece suave como o linho a concórdia entre os povoados
Emerge sobre todos e todas
E quando vivida dentro de mim, dentro de ti, dentro de vós
integra e participa
ama e eleva

Por Joao Soares, 23 de Julho de 2016


Dossier Bioterra relacionado
Pela Paz e Não Violência

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Eco Poema da Semana - Daniel Jonas

Aster Endy - I'm wainting and it's cold outside, 2015
ESTOU PARADO

Estou parado
tentando não causar dano
com nenhuma das minhas acções.

Quando parado
sei que há menos possibilidades
de alguma coisa acontecer.

Por isso estou parado
revolvendo os olhos e a cor
como um cavalo-marinho

levitando

como o camaleão
que a própria espera altera
e reveste de cor reagente.


Não me mexerei
até que a inquietude de outros
envie Hermes a minha casa.

Daniel Jonas


quarta-feira, 20 de julho de 2016

Richard Sidey - Expedition Photography


A nature infused cinematographic reel presenting some of the more spectacular moments from the past couple of years, in which I have worked in Expedition Photography. 
Locations include South Georgia, Falkland Islands, Antarctica, Svalbard, Greenland, Iceland and New Zealand. 
Photography and Editing | Richard Sidey. 
Music by Ludovico Einaudi - "Divenire"

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Os 300 geossítios mais importantes de Portugal estão reunidos num portal

Vestígios da locomoção de trilobites no parque icnológico de Penha Garcia 
Há sítios para todos os gostos: pegadas de dinossauros, falésias que mais parecem mil-folhas, com estratos por cima de estratos acumulados há milhões de anos, paisagens graníticas ou minas. São 300 os geossítios reunidos num novo portal que resultam do projecto.
Identificação, caracterização e conservação do património geológico: uma estratégia de conservação para Portugal, representando as paisagens geológicas portuguesas de maior importância.

“O que fizemos foi olhar para a biblioteca toda que é o nosso território, com todas as ocorrências naturais que temos, e seleccionar quais são aqueles locais devem ser sujeitos a medidas especiais de protecção”, explica José Brilha, professor da Universidade do Minho e coordenador do projecto, que envolveu investigadores das outras universidades portuguesas, da Associação Portuguesa de Geomorfólogos e do Museu Nacional de História Natural e da Ciência de Lisboa.

O resultado, que envolveu trabalho de 70 cientistas da área da geologia, é o mais completo inventário de geossítios e pode ser visto aqui. “São locais onde os minerais, as rochas, os fósseis ou as geoformas possuem características próprias que nos permitem conhecer a história geológica do nosso planeta”, explica um artigo de 2013, assinado por José Brilha e outros três investigadores.

Agora, o primeiro nível de acção é que “as autoridades nacionais tomem conta deste património, que é de todos nós”, refere José Brilha, num ficheiro áudio distribuído pela Universidade do Minho.

No site, podem procurar-se os geossítios a partir das regiões, dos municípios portugueses, mas também pelos fenómenos geológicos que representam. Desta última forma, é possível fazer uma viagem ao passado geológico da Terra, que deixou marcas no perfil dos rios, na costa portuguesa e em muitos outros aspectos.

Cada geossítio, além de ter uma avaliação do grau de importância científico, tem também uma avaliação da vulnerabilidade. Entre os sítios incluídos estão os blocos erráticos de Valdevez (Gerês), o granito de Lavadores (Gaia), os fósseis de trilobites da Pedreira do Valério (Arouca), as pegadas de dinossauros da Pedreira do Galinha (Serra de Aire), o pico de Ana Ferreira (Porto Santo), o algar do Carvão (ilha Terceira), a cascata do Pulo do Lobo (Mértola), o monumento das Portas de Ródão (Vila Velha de Ródão) ou o parque icnológico de Penha Garcia (Idanha-a-Nova) com rastos de trilobites. 
Fonte: Publico

domingo, 17 de julho de 2016

Documentário "Califa" e o Golpe na Túrquia


O "Califa", título original "The Caliph - The story of over 1300 years of Islamic history" é um documentário muito interessante da Aljazeera acerca do Califado, da sua origem em 632 até 1924 (período durante o qual obviamente sofreu várias mutações). Muito pertinente para perceber melhor o mundo em que vivemos. Dividido em 3 partes, o último episódio está previsto para 29 de Julho.

sábado, 16 de julho de 2016

Bangalô ecológico inspirado na estrutura das árvores

A Single Pole House do jovem designer e estudante de arquitetura Konrad Wójcik.
A Single Pole House [Fonte]
Inspirado na estrutura das árvores nas florestas Dinamarquesas, o jovem designer e estudante de arquitetura Konrad Wójcik, desenvolveu um novo conceito de residência ecológica. A Single Pole House é uma moradia sustentável para famílias de duas a quatro pessoas que desejam viver em sintonia com a natureza.

Seu design orgânico tem como objetivo proporcionar aos moradores da casa um contato próximo com o ambiente natural, sem comprometer sua biodiversidade e paisagem. Para isso, a casa é suspensa sobre um pilar inspirado em um tronco de uma árvore que sustenta inteiramente a casa na parte de cima, reduzindo sua pegada no solo. Além disso, sua arquitetura foi pensada para que a casa fique camuflada em qualquer ambiente de floresta. “Estudar a natureza me permitiu avançar com ideias e soluções para criar uma construção completamente auto-suficiente. ” diz o designer.

Contudo, apesar do design inovador da Single Pole, o ponto mais interessante do projeto é o propósito para que foi concebido. Segundo Konrad, a construção de uma comunidade dessas casas ecológicas em paisagens naturais, pode fazer com que se impeça o desmatamento desses locais, contribuindo para a sua manutenção e proteção.

” Para a maioria dos animais , as árvores são os melhores abrigos contra predadores naturais , umidade e tempo ” conta o designer, que se inspirou nas árvores para criar abrigos para os seres humanos protegê-las deles mesmos.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Canção do Girassol, por João Soares


Canção do Girassol

Eis o girassol, príncipe dos campos
Como se fosse meu irmão

Determinado em amar o Sol
O meu corpo transluzente
O meu ser cristalino ama como o girassol

Inocente e sedento de luz
Com sementes impolutas
Triunfantes e oleosas

Exigem partir e incubar
Entre água e chão
Não pedem muito mais
Não incomodam

Só sentimos uma manhã de dois sois
Um trepando às montanhas
O outro seguindo a estrela

Dossier Bioterra relacionado

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Há esperança para a Humanidade. A bondade é "contagiosa"

Cientistas descobriram onde se localiza a bondade no cérebro humano e como funciona. O neurocirurgião João Lobo Antunes concorda, mas atira: "Sim a bondade é contagiosa, o problema é haver tanta gente vacinada contra ela!"

Fonte: Expresso 04.06.2015

A bondade já tem um “sítio” – foi localizada no cérebro, assim como o sentimento que lhe é associado quando essa área regista atividade: “elevação moral”. Além disso, percebeu-se que esta é “contagiosa” – ou seja, ao assistirmos a atos de bondade, somos impelidos a fazer o mesmo –e ajudar. 

Publicado na revista “Biological Psychiatry”, um estudo levado a cabo pela psicóloga Sarina Saturn, da universidade de State Oregon (EUA), mediu a atividade cerebral e o ritmo cardíaco de estudantes universitários enquanto assistiam a vídeos com imagens de atos heróicos ou humorísticos.

Quando viam as imagens heróicas, os sistemas nervosos simpático e parassimpático dos estudantes atingia um pico, o que constitui “um padrão muito invulgar” segundo a psicóloga. “Os dois sistemas são recrutados para uma só emoção” – e isso é incomum, porque combinam uma reação de luta, e outra, posterior, de acalmia. 

Isto pode explicar-se assim: assistir a um ato de compaixão implica testemunhar o sofrimento de outra pessoa – o que desencadeia uma resposta de stresse, e ativa o sistema nervoso simpático. Depois, ao vermos esse sofrimento aliviado acalmamos, e o sistema parassimpático é ativado. Na zona média do córtex pré-frontal (a área relacionada com a empatia), também  foi registada atividade. E é nessa área precisamente que o neurocirurgião João Lobo Antunes julga poder residir o cerne da questão.

“É possível que a capacidade de responder positivamente aos bons exemplos, como a generosidade ou altruísmo, conduzindo ao que alguns chamam 'elevação moral', dependa também da porção mais 'social' do cérebro humano, particularmente o córtex pré-frontal (como tem sido proposto por vários neurocientistas, entre os quais António Damásio)”, defende. O professor recorda que, em termos muito simples, “as experiências emocionais são apreciadas por áreas anteriores do lobo frontal, particularmente no córtex pré-frontal (o sítio que Egas Moniz elegeu como alvo no tratamento de certas doenças mentais); mas também na hipófise, que permite reconhecer os vários tipos de expressão facial, amigável ou não”, e acaba por ser muito importante no relacionamento social entre pessoas.

“Muito mais complexa é a questão do juízo moral, que é estudado através dos modelos experimentais, como o célebre ‘caso das linhas de comboio e do homem gordo’”. Lobo Antunes explica “estes dois dilemas”. No primeiro, um comboio percorre um trajeto que depois se bifurca – num sentido irá atropelar uma pessoa, no outro três pessoas. Nós temos a capacidade de mudar o trajeto por meio de uma alavanca (“agulha”). Conseguiríamos causar a morte de uma, para salvar três? 

No segundo dilema, a vida de três pessoas seria salva se empurrássemos para a linha um homem gordo que se encontra na ponte sob a qual passa o comboio. Seríamos capazes de o fazer? De facto, a maior parte de nós não teria hesitação em manejar a “agulha”, mas já não seria capaz de empurrar o homem gordo, e as áreas cerebrais envolvidas nesta decisão não são idênticas”.

“Curiosamente, as áreas envolvidas em juízos morais são também áreas integradoras das emoções”, continua Lobo Antunes. “Esta teoria tem sido particularmente defendida por Haidt, que considera que o juízo moral é primariamente intuitivo ou emocional. Ele distingue dois sistemas, um antigo, rápido, automático, que instintivamente nos faz julgar se um ato é “bom” ou “mau” - e neste caso, inspira-nos “repugnância”. A este sistema antigo, com mais de 5 a 7 milhões de anos, junta-se outro mais recente (100.000 anos), mais lento e que implica um juízo mais deliberado”. O médico conclui que “sim, a bondade é contagiosa – o problema é haver tanta gente vacinada contra ela…”

Mais Leituras
Entrevista Marina Lencastre- A senhora que descobriu a origem da bondade 

terça-feira, 12 de julho de 2016

Simplicidade voluntária, por Filipe Duarte Santos



Mais postagens de Filipe Duarte Santos e sua biografia.

É interessante observar e refletir sobre a capacidade de a humanidade reformular e expressar de modo diferente, sob o impulso de novas situações e razões, conceitos que caracterizam a essência do seu comportamento milenar. Em 1936, o filósofo americano Richard Gregg (1885-1974) introduziu o conceito de “simplicidade voluntária” num artigo publicado na revista indiana Visva-Bharati Quaterly. Para o autor, a simplicidade voluntária era uma forma de reagir ao consumismo então emergente nos EUA, contrariando a ideia de Henry Ford de que a civilização progride por meio do aumento do número dos desejos das pessoas e da sua satisfação. Nas suas próprias palavras, a simplicidade voluntária significa “unicidade de objetivos, sinceridade e honestidade interior e evitar a desordem exterior associada à acumulação de possessões irrelevantes para o objetivo principal da vida”. Gregg não defende o ascetismo como finalidade, mas uma forma de vida simples, sem procurar acumular bens materiais, embora compatível com o mundo moderno.

A essência destes propósitos é muito antiga, com exemplos tanto no domínio secular como religioso, mas as razões que os motivam são agora novas. Sócrates, condenado por Atenas a beber cicuta, deu-nos provavelmente o primeiro registo do exemplo de uma vida simples, sem bens materiais, do controlo de si próprio e da dedicação ao conhecimento e à sabedoria. Diógenes de Sinope, a figura central dos filósofos cínicos, levou a doutrina ao seu limite vivendo em Atenas como um mendigo em pobreza extrema, o que, segundo Diógenes Laércio, levou Platão a dizer que era um “Sócrates louco”.

No domínio religioso, a vida simples ou o ascetismo foram defendidos e praticados pelos fundadores das principias religiões, tanto na Era Axial, entre 800 a.C. e 200 a.C. – Sidarta Gautama (o Buda), Zaratustra, Lau Zi e Confúcio –, como no período que se seguiu – Jesus Cristo. No Cristianismo, a simplicidade, a pobreza, o desprendimento dos bens materiais, a ascese, têm sido preocupações recorrentes, num contexto dinâmico de avanços e recuos, embora reconhecendo sempre que a ascese não deve obliterar todo o desejo, porque este é o motor da vida. O movimento dos Padres do Deserto, no Egito, a partir do século III, liderado por São Paulo de Tebas e Santo Antão do Deserto, que serviu de modelo ao monasticismo cristão, e a Ordem dos Franciscanos, fundada por São Francisco de Assis, no século XIII, são dois dos exemplos mais notáveis.

Depois da Revolução Industrial, Henry David Thoreau (1817-1862) defendeu, antes de Gregg, uma vida simples e sustentável no seu célebre livro Walden or Life in the Woods (1854), onde descreve as suas experiências ao viver cerca de dois anos numa cabana construída por ele numa floresta do Massachusetts, à beira do lago Walden, propriedade do seu amigo e mentor Ralph Waldo Emerson. Thoreau advoga abrandar o ritmo da vida até estarmos plenamente disponíveis para usufruir o valor existencial da consciência plena de cada momento e libertar o pensamento, sem limites de tempo. O objetivo não é o ascetismo, mas a otimização da possibilidade de florescimento humano por meio de uma vida simples, com as necessidades básicas asseguradas e voltada para o que é verdadeiramente essencial.

Há razões plenamente justificadas para nos preocuparmos com o atual paradigma de desenvolvimento, baseado na aceleração da tecnologia e no consumismo, gerador de desigualdades crescentes, escassez de recursos naturais, acumulação de resíduos e degradação ambiental. Foi nos EUA, depois da Segunda Guerra Mundial, que se inventou a economia movida pelo consumismo massificado descrito eloquentemente por Lizabeth Cohen no seu livro Consumers’ Republic. Os seus promotores tinham a convicção de que ela geraria uma sociedade mais próspera, mais equitativa e mais democrática. O modelo teve um sucesso enorme, tornou-se global e criou mais prosperidade e bem-estar, mas também mais desigualdades e insustentabilidade.

A tecnologia alicerçada num conhecimento científico em expansão contínua é actualmente, para a humanidade, um veículo não só imprescindível como incontrolável. Por um lado, é o motor dos nossos sonhos mais arrojados e o único verdadeiro mito que ainda nos resta e, por outro, é o agente de profundas transformações sociais e económicas que lança para o desemprego ou para salários desvalorizados centenas de milhões de trabalhadores que se tornam progressivamente desnecessários para a economia.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Guia de Sobrevivência? Mais de 1000 plantas comestíveis em Portugal

Existem registos de “comestibilidade” para pelo menos 25% das cerca de 4000 espécies de plantas em Portugal. Ou seja, em alguma parte do mundo onde a mesma espécie existe, alguma parte da planta (raíz, folhas, fruto, etc.) é, ou já foi, consumido, quotidiana ou excepcionalmente, como em alturas de privação de outros alimentos.
Determinei este número através de uma busca sistemática de cada espécie da flora portuguesa em 3 bases de dados de Etnobotânica: Plants for a Future (PFAF), Famine Foods e Food Plants International. A imagem seguinte mostra o aspecto do topo da tabela resultante dessa análise, com as espécies de maior qualidade como alimento humano (segundo a avaliação da Plants for a Future).

Clica para ampliares
A tabela inclui as seguintes colunas:1. Nome da espécie;
2. Link para a ficha na base de dados “PFAF”;
3. Nota para o uso alimentar da PFAF (0-5);
4. Nota para uso medicinal da PFAF (0-5);
5. Presença na (e link para) base de dados “Famine Foods“;
6. Presença na base de dados “Food Plants International“;
7. Nome comum.

Este é um tema que me é muito caro. Estou convencido de que a valorização comercial de algumas destas espécies pode ser importante para a sua conservação. Se algum leitor tiver interesse em saber mais a este respeito, contacte-me pelo Alfarrobista