sábado, 22 de agosto de 2020

Dia Internacional em Memória das Vítimas de Atos de Violência baseados em Religião ou Crença


O Dia Internacional em Memória das Vítimas de Atos de Violência baseados em Religião ou Crença, celebrado anualmente a 22 de agosto, representa um marco institucional no esforço da comunidade internacional para proteger a liberdade de consciência e combater o extremismo violento. Instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2019, esta efeméride visa não apenas honrar a memória das vítimas de intolerância religiosa, mas também responsabilizar os Estados na garantia dos direitos humanos fundamentais.

Origem Institucional e Enquadramento Jurídico
A instituição desta data decorreu da aprovação da Resolução A/RES/73/296 em 28 de maio de 2019 pela Assembleia Geral da ONU, sob uma iniciativa apresentada formalmente pela Polónia. O documento condena categoricamente a violência, o assédio e o terrorismo direcionados contra minorias ou indivíduos por motivos de fé ou convicção.

A resolução enfatiza princípios centrais do direito internacional:
  1. Desvinculação do extremismo: reafirma que atos de terrorismo e extremismo violento não podem nem devem ser associados a qualquer religião, nacionalidade, civilização ou grupo étnico particular.
  2. Continuidade calendária: a escolha do dia 22 de agosto cria uma sequência direta com o Dia Internacional em Memória e Tributo às Vítimas do Terrorismo (21 de agosto), reforçando a resposta global a agressões motivadas por intolerância ideológica.
  3. Assistência e promoção: estabelece o compromisso de prestar apoio adequado às vítimas e às suas famílias, promovendo a cooperação internacional contra a intolerância.
Evolução das Observâncias e Temáticas Anuais
Desde a sua criação, a data tem sido assinalada por declarações oficiais de organismos internacionais como o Conselho da Europa e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR):

2019: Primeira celebração oficial após a adoção da resolução pela ONU.
2020: Foco institucional no apelo para que os governos reforcem os mecanismos de apoio direto às vítimas.
2021: Ênfase na mensagem central de que todas as sociedades devem rejeitar coletivamente a violência baseada na crença.
2022: Reafirmação da cooperação multilateral através da declaração conjunta da União Europeia e das Nações Unidas.
2023: Centralidade da premissa de que a liberdade de religião e crença é um direito humano inalienável.

Referências Bibliográficas
OHCHR. (2020). Governments must do more to support victims of violence. Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Disponível em:




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