A organização não governamental britânica Oxfam lançou este ano um relatório, intitulado Takers Not Makers: The unjust poverty and unearned wealth of colonialism, no qual se mostra que as grandes fortunas estão a aumentar com cada vez mais maior velocidade. A data da sua apresentação coincide com o início do Fórum Económico de Davos onde se reúnem governantes, grandes patrões e seus defensores de vários pontos do mundo. E também com a tomada de posse como presidente dos Estados Unidos da América de um bilionário, Donald Trump, apoiado de perto pelo homem mais rico do mundo, Elon Musk.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2025
Relatório Oxfam 2025: Takers Not Makers
A organização não governamental britânica Oxfam lançou este ano um relatório, intitulado Takers Not Makers: The unjust poverty and unearned wealth of colonialism, no qual se mostra que as grandes fortunas estão a aumentar com cada vez mais maior velocidade. A data da sua apresentação coincide com o início do Fórum Económico de Davos onde se reúnem governantes, grandes patrões e seus defensores de vários pontos do mundo. E também com a tomada de posse como presidente dos Estados Unidos da América de um bilionário, Donald Trump, apoiado de perto pelo homem mais rico do mundo, Elon Musk.
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2025
Biden Boosts AI Despite Energy Dept. Warning
Just before President Joe Biden this week issued a last-minute order designed to boost tech companies’ artificial intelligence buildout, his own Energy Department issued a report warning that data centers’ energy consumption, water use, and emissions are already skyrocketing amid increasing electricity costs, droughts, and climate disasters.
Biden’s Jan. 14 executive order calls for the Energy and Defense Departments to lease federal lands to private-sector companies to “build AI infrastructure at speed and scale.”
“Today’s Executive Order enables an AI infrastructure buildout that protects national security, enhances competitiveness, powers AI with clean energy, enhances AI safety, keeps prices low for consumers, demonstrates responsible ways to scale new technologies, and promotes a competitive AI ecosystem,” Biden said in a statement announcing the executive order.
The AI industry already uses more energy annually than 16.3 million American households, and studies suggest that energy use is increasing electricity prices for American consumers.
The executive order comes just one month after a new Department of Energy report that found energy consumption for data centers — particularly AI data centers — is projected to boom in the coming years, accounting for up to 12 percent of the total U.S. electricity use in 2028.
The report, produced by scientists at the Lawrence Berkeley National Laboratory, found that data center energy use more than doubled from 2017 to 2023, largely due to AI and Bitcoin mining. The spike in energy use comes after years of relatively stable data center energy usage throughout the 2010s.
The kinds of data centers and storage facilities being built have also changed dramatically. Historically, office buildings had on-site storage for their data. That has since changed as many companies have shifted to cloud computing — or off-site, energy-intensive data facilities accessed through the internet.
The report found that in 2023, U.S. data center energy use accounted for 176 terawatt hours — 4.4 percent of all total electricity consumption nationwide, or more than the total amount consumed by all households in California. By 2028, scientists estimate that data center energy use will be between 325 and 580 terawatt-hours per year — roughly 6.7 to 12 percent of all U.S. electricity consumption, or the amount that 30 to 53 million households currently use.
The explosion in data center energy use can impact consumers’ pocketbooks. A November study from the Jack Kemp Foundation, a public policy nonprofit, found that electricity bills could increase by up to 70 percent due to AI data center energy demands.
The data center explosion is also consuming massive amounts of water. In 2014, data centers indirectly used more than 5.6 billion gallons of water for cooling and other energy purposes. According to the new Energy Department report, that indirect water footprint swelled to more than 211 billion gallons in 2023 — more water than 1.76 million U.S. households use per year.
The report’s authors declined to estimate future environmental impacts of the data center boom due to “potential future changes in the electricity mix.” Still, they noted, “With the projected growth of data centers’ energy use in the coming years, indirect water consumption and emissions are also expected to increase.”
Biden’s executive order calls for the new data centers to use clean energy sources, such as geothermal energy. However, the clean energy stipulation may be in jeopardy as President-elect Donald Trump takes office on January 20.
Trump, who received more than $32 million from the oil and gas industry during the past election cycle, has promised to “Drill, baby, drill” in order to expand the use of fossil fuels and roll back climate change regulations.
Flatpack forests - IKEA’s practices in the Carpathian Mountains
Este documentário de investigação aborda as controversas práticas de exploração madeireira da IKEA nas florestas da Roménia, localizadas na cordilheira dos Cárpatos, confrontando o discurso oficial de sustentabilidade ambiental da multinacional com a destruição real observada no terreno. A equipa de jornalistas acompanha ativistas ambientais locais e especialistas em conservação da natureza para expor práticas que, embora justificadas pela empresa sob designações técnicas alternativas, resultam no abate massivo de ecossistemas florestais antigos e complexos. Ao longo da investigação, são inspecionados vários lotes de terreno florestal adquiridos pela gigante do mobiliário, onde se identificam claros sinais de desflorestação total, transporte ilegal de madeira por subempreiteiros com guias falsificadas e a ausência das chamadas "árvores de biótopo" (espécimes antigos deixados propositadamente para salvaguardar a biodiversidade), apesar das exigências dos certificados internacionais. O documentário salienta também a forte instabilidade civil, o ambiente de ameaça e a corrupção que envolvem a indústria da madeira no país, evidenciando que os mecanismos oficiais de fiscalização ambiental são largamente ineficazes.
O que aconteceu:
A equipa de reportagem e os ativistas da Agent Green deslocaram-se a várias propriedades florestais detidas pela IKEA na Roménia para verificar as denúncias de destruição ecológica. No local, encontraram encostas completamente despidas de vegetação através de abates rasos que geram graves problemas de erosão dos solos e impedem a regeneração natural da floresta. Durante o trabalho de campo, o ativista Gabriel Păun relata que chegou a ser brutalmente agredido no passado por funcionários de empresas madeireiras ao tentar fotografar a atividade destas companhias, obrigando-o a viver atualmente numa localização secreta por questões de segurança. A equipa confrontou os camionistas que transportavam a madeira em trânsito e descobriu, através de aplicações digitais públicas, que o volume real carregado duplicava muitas vezes o registo legal permitido nas guias oficiais. Adicionalmente, em visitas guiadas com os gestores da IKEA, a empresa tentou justificar o corte total de áreas mistas com a necessidade de fazer um "corte de substituição" para erradicar espécies invasoras e replantar carvalhos recorrendo a milhares de tubos de plástico protetores, o que os especialistas independentes classificaram como uma tentativa artificial de transformar florestas naturais biodiversas em plantações comerciais puramente económicas. Confrontado com as provas visuais obtidas por drones e as multas passadas pela Guarda Florestal a subempreiteiros da marca, o porta-voz da IKEA escudou-se na certificação do FSC (Forest Stewardship Council) e afirmou ter tolerância zero à corrupção, sem no entanto esclarecer se a empresa alguma vez denunciou ativamente estas infrações às autoridades.
Principais conclusões:
- Falha no modelo de sustentabilidade: existe um fosso profundo entre o marketing ecológico da IKEA e as operações que ocorrem no terreno. A empresa recorre a novos termos técnicos para camuflar o impacto ambiental de técnicas comerciais agressivas que visam apenas maximizar a rentabilidade económica da madeira mais valiosa, como o carvalho.
- Certificações corrompidas: o sistema de certificação florestal internacional FSC, no qual a IKEA se apoia integralmente para garantir a legalidade e ética da sua matéria-prima, é considerado ineficaz e corrompido por interesses corporativos na Roménia. As suas regras permissivas validam o abate em áreas protegidas pela rede Natura 2000 e florestas virgens.
- Falta de controlo sobre subempreiteiros: embora a IKEA afirme cumprir todas as normas legais vigentes, a fiscalização sobre as empresas terceiras contratadas para fazer o abate e a extração da madeira falha sistematicamente, permitindo a infiltração de práticas criminosas no circuito comercial.
- O fim da "Mobília Rápida": os analistas e ativistas concluem que o atual modelo de negócio baseado no consumo em massa de mobiliário barato e descartável não é compatível com a preservação a longo prazo dos recursos naturais do planeta. A IKEA, sendo a maior consumidora de madeira do mundo, dita a pressão global sobre as florestas e precisa de rever estruturalmente a sustentabilidade real do seu modelo produtivo.
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domingo, 12 de janeiro de 2025
Amizade eterna: cadela espera por seu dono falecido todos os dias
The story of a Thai dog is similar to that of the famous dog Hachiko. Since the death of her homeless owner, Moo Deng has spent every day in the same spot in front of a supermarket. The dog Hachiko became famous for his loyalty in the 1930s after the dog waited for ten years in front of Shibuya station in Tokyo for his deceased owner to return.
A faithful dog that mourned its late owner to the point of being “severely depressed” has found a new home after being adopted by a Thai princess.
Images of the brown and white dog, named Moo Daeng (Thai for “red pork”), sleeping in front of a convenience store went viral on social media in January, reported The Nation
The Mari-Mo Photography Facebook page, which has been posting photos of Moo Daeng since its owner’s death in November 2024, said in various posts that the dog had been living in front of a 7-Eleven outlet in Yamo Market, in the Mueang district of Nakhon Ratchasima province.
Moo Daeng’s photos were reposted by another more popular Facebook page, KoratForumSkyscrapercity, and eventually went viral on social media.
When Moo Daeng’s owner, a homeless man, was alive, he took his pet begging in the vicinity of the market for food and money during the day. They would regularly rest in front of the 7-Eleven store when night fell, according to The Nation.
However, Moo Daeng’s owner, whose name is not known, fell ill and died in November 2024.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2025
Tal como os cães, os cangurus também conseguem comunicar com os humanos
Os animais de estimação são animais que ao serem domesticados, interagem com os seres humanos e passam a ser a sua companhia. No entanto, ao contrário do que se pensava, estes não são os únicos que conseguem comunicar connosco.
Um estudo da Universidade de Roehampton, no Reino Unido, e da Universidade de Sydney, na Austrália, revela que os cangurus e outros animais não domesticados também conseguem comunicar com o Homem.
A investigação indica que dez em onze cangurus, ao serem testados, procuraram comunicar através do olhar com o humano antes de abrir a caixa com comida. Dentro do mesmo grupo, nove trocaram vários olhares entre a caixa e a pessoa antes de agir.
“Através deste estudo conseguimos ver que a comunicação entre animais pode ser aprendida e que o comportamento de olhar para os humanos para ter acesso aos alimentos não está relacionado com a domesticação. Na verdade, os cangurus mostraram um padrão de comportamento muito semelhante ao que já vimos em cães, cavalos e até cabras quando submetidos ao mesmo teste”, explica Alan G. McElligott, autor do estudo, na Science.
O cientista afirma que esta descoberta demonstra que a comunicação intencional por parte dos animais, para com os humanos, foi totalmente subestimada. “Os cangurus são os primeiros marsupiais a serem estudados desta maneira e os resultados positivos devem levar a mais investigações cognitivas além das espécies domésticas comuns”, conclui.
terça-feira, 7 de janeiro de 2025
A Rússia invadiu a Ucrânia e a torneira da Alemanha fechou-se. A crise é tal que até o regresso ao nuclear está em aberto
Um tsunami no Japão originou um tremor de terra na Alemanha que, mais de 13 anos depois, continua a provocar ondas de choque no país. Na sombra do desastre de Fukushima, em março de 2011, a chancelaria de Angela Merkel em coligação com os liberais do FDP tomou a decisão de acabar com a produção de energia nuclear, ordenando o encerramento faseado de todos os reatores do país.
A Alemanha gozava então de uma posição privilegiada no contexto europeu e mundial - a economia era sólida, o seu parque industrial estava longe da situação débil em que hoje se encontra, as empresas alemãs ainda davam cartas dentro e fora do continente e, energeticamente, o país era, em grande medida, movido a gás natural importado da Rússia. Mas mais de uma década depois, o paradigma alemão mudou radicalmente - a economia está em recessão há dois anos e, com a invasão em larga escala da Ucrânia, fechou-se a torneira russa da qual a Alemanha dependia.
O novo paradigma não travou a desnuclearização do país. Cerca de um ano depois da invasão da Ucrânia, em abril de 2023, a Alemanha assistiu ao fecho da última central nuclear ainda a operar - uma fonte que, no ano anterior, gerou entre 4 a 6% do total de eletricidade produzida pelo país. Na despedida, o ministro da Economia e do Ambiente, Robert Habeck, do partido minoritário Os Verdes, garantiu que "a segurança do abastecimento energético na Alemanha está e continua a estar garantida" e "permanece muito elevada" em comparação com o resto do mundo, lembrando que a decisão foi tomada em primeira instância pelos conservadores da CDU e os liberais do FDP.
A mensagem foi recebida com muito ceticismo, a começar pelo partido conservador de Friedrich Merz, o homem em rota para se tornar o próximo chanceler da Alemanha após o colapso da chancelaria Scholz esta segunda-feira e que - não é segredo - considera que a antecessora cometeu um erro grave ao ordenar o fim do nuclear. “Isto marca um dia negro para a proteção climática na Alemanha”, disse então o vice-líder da bancada parlamentar da CDU. “Este ministro d’Os Verdes", acusou Jens Spahn, "prefere deixar centrais elétricas a carvão a funcionar em vez de centrais nucleares neutras para o clima” e o Governo Scholz transformou-se numa “coligação do carvão”.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2025
Travessas de plástico reciclado poderão tornar os caminhos-de-ferro ainda mais ecológicos
Parte das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) dos caminhos-de-ferro reside na energia utilizada para produzir e manter as infraestruturas necessárias. Investigadores finlandeses demonstraram a viabilidade da utilização de travessas de comboio mais ecológicas a partir de dois tipos de plástico reciclado, o cartão para embalagem de líquidos e o acrilonitrilo butadieno estireno. As emissões de carbono poupadas anualmente com a eliminação progressiva das travessas de betão e a sua substituição por este tipo de plástico reciclado poderiam equivaler ao aquecimento de 1200 habitações finlandesas.
Os caminhos-de-ferro, o meio de transporte mais amigo do ambiente a seguir aos autocarros de longo curso, vão desempenhar um papel importante na luta pelo zero líquido. Atualmente, as emissões totais do transporte ferroviário são de 31 gramas de equivalente de CO2 (CO2e) por passageiro-quilómetro, metade do valor dos veículos elétricos mais económicos.
Mas as emissões de carbono do tráfego ferroviário podem ser ainda mais reduzidas, revela um novo estudo publicado na revista Frontiers in Sustainability por autores finlandeses. Isto porque os materiais de construção típicos, como o aço e o betão, são energeticamente dispendiosos de produzir, transportar, manusear e manter. Mesmo nas linhas de comboio mais movimentadas, estes custos ascendem a 30% das emissões totais e esta percentagem aumenta acentuadamente à medida que o volume de tráfego diminui.
“Mostramos aqui que os plásticos reciclados podem ser utilizados como material para as travessas de caminho de ferro e que as emissões globais seriam reduzidas. A pegada de carbono é menor quando os fluxos de resíduos atualmente incinerados são utilizados como material”, afirma Heikki Luomala, primeiro autor do estudo e gestor de projeto na Universidade de Tampere.
“Estimamos que a redução de CO2 através da repulsão do fluxo de resíduos disponível na Finlândia poderia corresponder às emissões de aquecimento de 1200 casas, ou seja, 3 610 tCO2e (toneladas de equivalente de CO2) por ano”, acrescenta.
Dois tipos de plástico testados
Luomala e colegas estudaram a viabilidade e a redução das emissões de gases com efeito de estufa resultantes da eliminação gradual das travessas de madeira e de betão na Finlândia e da sua substituição por plástico reciclado. A vida útil de uma travessa é de 10 a 60 anos e diminui com o aumento da intensidade do tráfego, devido a danos mecânicos.
Uma importante fonte de resíduos de plástico é o sector das embalagens, que consome cerca de 40% da produção total de plástico. Neste sector, o chamado cartão para embalagem de líquidos (LPB) – uma mistura de polietileno, polipropileno, álcool vinílico de etileno e tereftalato de polietileno – é o produto que regista o crescimento mais rápido. Outra fonte importante de resíduos de plástico é o equipamento eletrónico e elétrico, que representa aproximadamente 6% da utilização total de plástico. O seu principal componente plástico é o acrilonitrilo butadieno estireno (ABS).
No passado, os resíduos de plástico eram frequentemente exportados da Finlândia para o Extremo Oriente, mas nos últimos anos foi lançada a iniciativa “ALL-IN for Plastics Recycling” (PLASTin) para tornar a Finlândia um líder na reciclagem de plásticos.
Luomala et al. produziram amostras de travessas de comboio (0,15 m de espessura, 0,25 m de largura e 2,6 m de comprimento) feitas de LPB e ABS e submeteram-nas a uma bateria de testes mecânicos. A sua intenção era testar se os protótipos confirmavam as normas internacionais para as indústrias de plásticos e ferroviárias.
A implementação no mundo real está a decorrer
Os espécimes feitos com ambos os tipos de plástico passaram nos testes de resistência e de flexão. Mas apenas o ABS reciclado foi capaz de suportar a temperatura máxima testada de 55°C sem amolecimento significativo durante os verões quentes.
“O ABS reciclado é muito mais adequado como material para travessas de caminho de ferro do que o LPB reciclado: as propriedades de resistência e rigidez do ABS são aproximadamente três vezes superiores e mais próximas das das travessas de madeira”, afirma Luomala.
As travessas de plástico para caminhos-de-ferro oferecem várias vantagens, por exemplo, fácil conformação, baixo custo, peso reduzido e resistência às condições ambientais. A utilização de plástico reciclado também permite uma maior flexibilidade na conceção da forma das travessas.
A Agência Finlandesa de Infraestruturas de Transportes já demonstrou interesse nas conclusões do estudo.
“Quando se trata da implementação de ABS reciclado para utilização como travessas de caminho de ferro, devem primeiro ser realizados mais testes à escala real. O seu comportamento a longo prazo, por exemplo, em termos de resistência aos raios UV, também deve ser testado”, adverte Luomala.
domingo, 5 de janeiro de 2025
Quando Encontrares Um Homem
«Quando encontrares um homem
Que transforme
Cada partícula tua
Em poesia,
Que faça de cada um dos teus cabelos
Quando encontrares um homem
Capaz,
Como eu,
De te lavar e adornar
Com poesia,
Hei-de implorar-te
Que o sigas sem hesitação
Pois o que importa
Não é que sejas minha ou dele
Mas sim da poesia.»
sábado, 4 de janeiro de 2025
Dezasseis mortes em protestos no Irão
Ontem fiquei bastante chocado com a tragédia no Irão e os protestos que duram há uma semana. Hoje, além de elementos técnicos da arte islâmica, inclui o trabalho humanitário do Crescente Vermelho, alguns elementos de poesia Persa e usei na IA a letra da música "Orient" dos Xmal Deutschland. O resultado foi este.
Os persas escreveram tanto em Persa como em Árabe, predominando o Persa mais tardiamente. Poetas persas como Ferdusi, Saadi, Hafez, Attar, Rumi e Omar Khayyām são mundialmente conhecidos e influenciaram a literatura em vários países.
Há literatura persa em língua persa originária do Irão, Afeganistão e outras partes da Ásia Central.
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Já há 22 ninhos artificiais para abutres-pretos nidificarem no Douro Internacional
A colónia transfronteiriça de abutre-preto (Aegypius monachus) do Douro Internacional, a mais isolada e uma das mais frágeis do país, conta agora com 14 novos ninhos artificiais, que se juntam aos oito anteriormente instalados, somando um total de 22. A instalação dos ninhos para esta espécie “Em Perigo” de extinção foi realizada no âmbito do projeto LIFE Aegypius Return – consolidação e expansão da população de abutre-preto em Portugal e no oeste de Espanha, foi divulgado em comunicado.
Segundo a mesma fonte, os ninhos artificiais foram colocados no terreno no mês de outubro, numa intervenção delicada e difícil realizada por uma equipa especializada do GIAM – Grupo de Intervención en Altura de los Agentes Forestales de la Comunidad de Madrid, de Espanha, juntamente com técnicos da Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural.
O objetivo principal desta ação é disponibilizar um maior número de ninhos para o abutre-preto nidificar e fixar-se no território, aumentando o recrutamento de indivíduos e consequentemente esta colónia que abrange o Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) e o contíguo Parque Natural Arribes del Duero (PNAD), em Espanha.
Onde foram colocados os ninhos e de que são feitos?
A escolha dos locais e estrutura dos ninhos é feita de forma a mimetizar ao máximo o processo natural de nidificação da espécie. Ao contrário da maioria dos abutres, que nidifica em acantilados rochosos, o abutre-preto faz ninhos principalmente em árvores de grande porte.
Desta forma, os ninhos foram instalados em árvores como o zimbro, azinheira ou sobreiro. Os ninhos têm uma estrutura de metal que imita a forma do ninho natural e uma rede robusta que suporta o material utilizado para naturalizar o seu interior, composto por pequenos galhos de árvores e arbustos lenhosos e lã de ovelha para o tornar mais acolhedor e atrativo para a espécie-alvo.
Nidificar em árvores é uma peculiaridade deste abutre que acarreta riscos
Por nidificar em árvores, o abutre-preto corre um risco acrescido: é mais vulnerável e afetado pelos incêndios florestais. Exatamente por este motivo, uma outra linha de ação do projeto LIFE Aegypius Return é promover a gestão de habitats e aumentar a resiliência natural frente aos incêndios florestais nas áreas onde a espécie se reproduz. Em 2017, por exemplo, a colónia do PNDI foi afetada por um incêndio florestal que destruiu o único ninho da espécie existente nessa altura, matando a cria de abutre-preto.
Colónia transfronteiriça tem oito casais nidificantes
Atualmente, a colónia transfronteiriça do Douro Internacional tem oito casais nidificantes, cinco no PNDI e três no PNAD, o que já é um número bastante positivo, tendo em conta o contexto e evolução nos últimos anos. Contudo, destes casais, nesta época de reprodução, apenas cinco fizeram postura e só quatro crias (duas em cada país) sobreviveram até se tornarem independentes.
Devolução de abutres-pretos por soft release é outra estratégia para aumentar colónia
O abutre-preto só põe um ovo por época de reprodução/ano e a maturidade sexual da cria só é atingida aos cinco ou seis anos de vida, pelo que o seu sucesso reprodutor é muito limitado e condicionado. Qualquer incidente que cause a mortalidade da descendência tem um grande impacto geracional e populacional sobre esta espécie.
Por isso, além da construção de ninhos artificiais, o projeto vai potenciar, até 2027, o reforço do número de indivíduos desta colónia, através da devolução à natureza, nesta região, de 20 abutres-pretos provenientes de centros de recuperação de fauna silvestre, após passarem por um período de aclimatação (adaptação ao meio) e libertação faseada (soft release) na estrutura construída para esse efeito no PNDI. Até ao momento, já foram devolvidos à natureza quatro abutres-pretos por esta via.
Sobre o projeto
O projeto LIFE Aegypius return é cofinanciado pelo Programa LIFE da União Europeia e desenvolvido por um consórcio que integra as seguintes entidades: Vulture Conservation Foundation – organização coordenadora -, Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural (cofinanciada pela Viridia – Conservation in Action e MAVA – Foundation pour la Nature neste LIFE), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Proteção da Natureza, Faia Brava – Associação de Conservação da Natureza), Fundación Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associação Nacional de Proprietários Rurais, Gestão Cinegética e Biodiversidade.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2025
quinta-feira, 2 de janeiro de 2025
Reduzir o consumo de carne e laticínios é uma estratégia essencial para mitigar os impactos ambientais negativos
Reduzir o consumo de carne e laticínios é uma estratégia essencial para mitigar os impactos ambientais negativos associados aos sistemas alimentares, incluindo as alterações climáticas, a perda de biodiversidade devido às alterações no uso do solo e o consumo de água doce.
Um estudo apresenta uma avaliação de alternativas à carne e ao leite, integrando análises nutricionais, de saúde, ambientais e de custo, com foco em países de elevado rendimento.
A análise incluiu 24 alternativas à carne e ao leite, comparando-as com produtos de origem animal e com alimentos vegetais não processados. O número total de participantes nos estudos analisados foi de 10000, e a duração dos estudos variou entre 6 meses e 2 anos.
Foram avaliados alimentos como ervilhas, soja, feijão, hambúrgueres vegetais, tempeh e bebidas vegetais.
Resultados:
🥗Alimentos vegetais não processados (ex.: ervilhas, soja e feijão) apresentaram o melhor desempenho em todos os critérios avaliados, incluindo benefícios ambientais, nutricionais e económicos.
🥗Produtos processados à base de plantas (ex.: hambúrgueres vegetais e leites vegetais) ofereceram vantagens substanciais em comparação com produtos de origem animal, mas com menores benefícios ambientais e custos mais elevados em relação aos alimentos não processados.
🥗A substituição de carne e laticínios por alternativas vegetais reduziu o desequilíbrio nutricional e os riscos dietéticos, diminuindo também a mortalidade associada a doenças relacionadas com a dieta.
🥗As alternativas reduziram significativamente o uso de recursos naturais, como água doce, e a poluição associada à produção de alimentos de origem animal.
O estudo mostrou que a substituição de carne e laticínios por alternativas vegetais, especialmente alimentos não processados, oferece múltiplos benefícios ambientais, nutricionais e económicos. No entanto, os produtos processados continuam a ser uma alternativa válida, mas menos vantajosa em termos ambientais e económicos.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2025
Dia Mundial da Paz - Mensagem do Papa Francisco
Todos os anos é publicado em primeiro de janeiro a mensagem do Santo Padre o Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz. No primeiro dia do ano, além de ser para nós católicos o dia de Santa Maria Mãe de Deus, o mundo inteiro celebra o Dia da Confraternização Universal ou Dia Mundial da Paz. Na mensagem, o Papa Francisco pede que todos busquem a paz, pois somente ela é capaz de unir a todos os povos.
Além da mensagem, que é publicada nesse dia 1º de janeiro, o Papa Francisco profere diretamente de Roma a benção “Urbi et Orbi”, ou seja, a cidade de Roma e ao mundo. Essa benção que o sucessor de Pedro profere em Roma é a benção da paz que vem do Senhor, conforme o que ouvimos na liturgia da Palavra desse dia: “Que Deus nos dê a sua graça e a sua benção” (Sl 66/67). Independente de raça ou religião, a benção que o Papa profere nesse dia é para todos os povos do mundo e todos devem acolher a benção e a mensagem proferida pelo Papa Francisco.
Este é o 58º Dia Mundial da Paz e o tema da mensagem deste ano é: “Perdoai-nos as nossas ofensas: dai-nos a vossa Paz”, as mensagens para esse dia sempre têm como motivação animar todos os povos e encorajá-los para se unirem na construção de um mundo melhor para todos. A mensagem sempre tem cunho humanitário e independe de religião, tornando-a universal. Todos os povos são chamados a edificarem um mundo melhor e se unirem por construir a paz.
O desejo de Deus é que todos os povos fossem um, por isso rezamos “Pai-Nosso”, no plural. É obrigação de todos os povos se unirem na construção da paz. O desejo de Deus é que os povos do mundo inteiro se unissem e promovessem a paz e não as guerras.
Todas as mensagens já publicadas têm como tema central a paz, mas em especial a desde ano devido ao momento atual que o mundo atravessa com duas grandes guerras, que inclusive o Papa Francisco mencionou na benção “Urbi et orbi” do Natal. Quando o Papa Francisco usa o tema “Perdoai-nos as nossas ofensas”, ele pede que Deus perdoe as ofensas de toda a humanidade que infelizmente é incapaz de dialogar e promover a paz, e ao invés disso preferem as armas.
O Papa Francisco faz uma súplica ao Senhor, que perdoe as ofensas de todos nós quando, infelizmente, não conseguimos construir a paz em nossa casa, em nosso ambiente de trabalho, na escola, enfim, em nosso convívio social. O caminho para a edificação da paz deve começar, em primeiro lugar, de cada um de nós, a partir disso é possível pedir ao Senhor a paz para todo o mundo, pois se não conseguirmos manter a paz no ambiente em que vivemos, não podemos pedir ao Senhor a paz para restante do mundo.
Por isso, em primeiro lugar devemos pedir o perdão ao Senhor por todas as vezes que não conseguimos manter a paz e depois pedir ao Senhor a paz tão necessária. Infelizmente, através das guerras, muitos inocentes acabam morrendo, pessoas que não têm nada a ver com as guerras, sobretudo as crianças, enfermos e idosos, conforme afirmou o papa na benção de Natal. As guerras acontecem por causa da dureza do coração do ser humano e pela ganância do ter e do poder. O coração humano se afasta de Deus e não há espaço para amar ao próximo, mas somente para guerras e para o ódio.
Neste ano de 2025 a Igreja vive o Jubileu da Esperança: que essa esperança invada o coração de todos para que a situação das guerras melhore e tenhamos a paz. Peçamos ao Senhor o fim de todas as guerras e que as novas gerações que estão nascendo agora tenham no coração o desejo da paz e de um mundo melhor. Os conceitos esperança e perdão são o coração de todo o jubileu. Pois, ao longo de todo o jubileu poderemos obter de Deus o perdão para os nossos pecados, e cada fiel é convidado a esperar com todo amor nesse Deus misericordioso.
Deus chama a cada um para confiar em sua misericórdia, Deus não condena ninguém, não olha a quantidade de nossos pecados, mas sempre está pronto para nos dar o seu perdão. Tenhamos a esperança na reconciliação e no amor de Deus por nós, tendo esperança na misericórdia do Senhor é possível se abrir ao perdão do próximo e amá-lo com toda confiança. Cabe a cada pessoa pacificar, conversar, dialogar, e não guerrear e disseminar o ódio.
É missão de todos os governos e autoridades das nações promoverem condições de vida digna para a população, desde saneamento básico, saúde, educação e moradia, mas também é missão das autoridades promoverem a paz e não as guerras. E ainda, cuidarem da segurança pública das cidades, municípios e país, pois conforme já sabemos, temos algumas guerras em curso no mundo, mas infelizmente vivemos uma guerra civil em muitos estados e cidades do Brasil, por causa da violência urbana.
Rezemos pela paz mundial e pela paz em nosso país, cidade e estado. Rezemos antes de tudo pela conversão daqueles que só tem o desejo de ódio e violência no coração, para que se convertam e optem pelo caminho da paz e justiça. Unamo-nos ao Papa Francisco nesse dia e rezemos junto com o tema dessa mensagem: “Perdoai-nos as nossas ofensas: dai-nos a vossa Paz”
"A paz é a única luta que vale a pena travar" - Albert Camus
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Paz, Paz, Paz!
Paz en la aurora, en el sueño.
Paz en la pasión del grande
y en la ilusión del pequeño.
Paz sin fin, paz verdadera.
Paz que al alba se levante
y a la noche no se muera.
¡Paz, paz, paz! Paz luminosa.
Una vida de armonía
sobre una tierra dichosa.
Vídeo do poema declamado por Tomás Galindo
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