quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Killing Joke - Requiem


Requiem
Killing Joke

Man watching city fall
The clock keeps on ticking
He doesn't know why
He's just cattle for slaughter
The Requiem

When the meaningful words
When they cease to function
When there's nothing to say
When will it start bothering you?
The Requiem

Only a hint of religion
Uncensors to its false depravity
The sound of breaking glass
This is a reflection
The Requiem

“Requiem” funciona como um canto fúnebre para a civilização moderna. O próprio título remete para a missa dos mortos, sugerindo desde logo luto, fim e julgamento. Jaz Coleman apresenta um mundo em colapso moral e espiritual, onde a violência, o medo e a alienação são estados permanentes. Não há redenção nem narrativa linear: a letra é construída como uma sucessão de imagens ameaçadoras, quase proféticas, que apontam para a morte de valores humanos básicos.

A canção expressa uma sensação de inevitabilidade — algo terminou, e o que resta é assistir às consequências. O tom não é de protesto esperançoso, mas de constatação sombria. O “requiem” não é apenas para indivíduos, mas para um sistema inteiro, para uma era que perdeu sentido e direção. Há também uma dimensão ritual e quase xamânica: a voz de Jaz Coleman soa mais a invocação ou aviso do que a canto tradicional.

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