“Requiem” funciona como um canto fúnebre para a civilização moderna. O próprio título remete para a missa dos mortos, sugerindo desde logo luto, fim e julgamento. Jaz Coleman apresenta um mundo em colapso moral e espiritual, onde a violência, o medo e a alienação são estados permanentes. Não há redenção nem narrativa linear: a letra é construída como uma sucessão de imagens ameaçadoras, quase proféticas, que apontam para a morte de valores humanos básicos.
A canção expressa uma sensação de inevitabilidade — algo terminou, e o que resta é assistir às consequências. O tom não é de protesto esperançoso, mas de constatação sombria. O “requiem” não é apenas para indivíduos, mas para um sistema inteiro, para uma era que perdeu sentido e direção. Há também uma dimensão ritual e quase xamânica: a voz de Jaz Coleman soa mais a invocação ou aviso do que a canto tradicional.
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