A subsecretária-geral da ONU, Rosemary DiCarlo, apelou, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, ao fim da guerra na Ucrânia, num momento em que os esforços diplomáticos permanecem bloqueados e o número de vítimas pode aproximar-se dos dois milhões.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Bogdan Kuziv - "Manhã Quente", 2019
Bogdan Kuziv (pintor Ucraniano, nascido em 1965)
Estilo:
A sua obra é frequentemente classificada como realismo crítico, embora apresente fortes influências do impressionismo, especialmente em sua abordagem da luz e na execução de pinturas ao ar livre (en plein air).
Temas:
- Paisagens: especialmente as montanhas Cárpatos e a natureza da Ucrânia.
- Marinas: pinturas que exploram o mar e temas costeiros.
- Natureza-morta: composições detalhadas de flores e objetos.
- Arquitetura e cenas urbanas: registos de cidades como Roma e Atenas.
Técnica:
Trabalha predominantemente com pintura a óleo sobre tela e aquarela sobre papel. É conhecido pelo uso de cores vibrantes e texturas ricas que buscam capturar a "alma" da paisagem.
Formação e Carreira
Formação Académica: Graduou-se em 1994 na Faculdade de Artes e Gráficos da Universidade Nacional Vasyl Stefanyk.
Experiência Internacional: Trabalhou na Polónia (1995–1999) e viveu em Roma, Itália (2001), onde aprimorou seus estudos artísticos.
Crise climática leva a colapso? Não podemos resgatar a Terra como fizemos com os bancos
Os Estados e as instituições financeiras utilizam modelos que ignoram choques de eventos climáticos extremos. Diagnóstico de um relatório da Universidade de Exeter e do centro de reflexão Carbon Tracker Initiative. Modelos económicos com falhas significam que o impacto acelerado da crise climática pode levar a um colapso financeiro global, alertam os especialistas. A recuperação seria muito mais difícil do que após a crise financeira de 2008, afirmam, pois “não podemos resgatar a Terra como fizemos com os bancos”. À medida que o mundo se aproxima de um aquecimento global de 2°C, os riscos de desastres climáticos extremos e de pontos de inflexão climáticos estão a aumentar rapidamente.
Mas os atuais modelos económicos utilizados pelos governos e pelas instituições financeiras ignoram completamente estes choques, revelaram os investigadores, prevendo, em vez disso, que o crescimento económico estável será abrandado apenas pelo aumento gradual das temperaturas médias.
Isto porque os modelos assumem que o futuro se comportará como o passado, apesar da queima de combustíveis fósseis estar a conduzir o sistema climático para um território desconhecido.
Pontos de viragem, como o colapso de correntes atlânticas críticas ou da camada de gelo da Gronelândia, teriam consequências globais para a sociedade. Alguns países estão nos seus pontos de viragem, ou muito próximos deles, mas o momento exato é difícil de prever.
Os desastres climáticos extremos combinados podem dizimar as economias nacionais, advertem investigadores da Universidade de Exeter e do think tank financeiro Carbon Tracker Initiative.
O relatório, intitulado “Recalibrar o Risco Climático”, conclui que os governos, os reguladores e os gestores financeiros devem prestar muito mais atenção a estes riscos de alto impacto, mas de baixa probabilidade, porque evitar consequências irreversíveis reduzindo as emissões de carbono é muito mais barato do que tentar lidar com elas.
“Não estamos a lidar com ajustes económicos controláveis”, afirmou ao jornal britânico The Guardian Jesse Abrams, da Universidade de Exeter.
“Os cientistas climáticos que entrevistámos foram inequívocos: os modelos económicos atuais não conseguem captar o que mais importa – as falhas em cascata e os choques cumulativos que definem o risco climático num mundo mais quente – e podem minar os próprios fundamentos do crescimento económico”, acrescentou.
Segundo Jesse Abrams, “para as instituições financeiras e decisores políticos, trata-se de uma leitura fundamentalmente errada dos riscos que enfrentamos”.
“Estamos a pensar em algo como a crise de 2008, mas da qual não conseguiremos recuperar. Uma vez que tenhamos um colapso do ecossistema ou um colapso climático, não poderemos resgatar a Terra como fizemos com os bancos”.
Para Mark Campanale, CEO da Carbon Tracker, “o resultado líquido de um aconselhamento económico com falhas é a complacência generalizada entre investidores e decisores políticos. Há uma tendência em certos departamentos governamentais para trivializar os impactos do clima na economia para evitar tomar decisões difíceis hoje em dia. Este é um grande problema – as consequências do atraso são catastróficas”.
Já Hetal Patel, do Phoenix Group, que gere cerca de 300 mil milhões de libras (cerca de 346 mil milhões de euros) em investimentos a longo prazo para os seus clientes, considera que, “subestimar o risco físico não só distorce as decisões de investimento, como também minimiza as consequências no mundo real que, em última análise, afetarão a sociedade como um todo”. Os especialistas previram em 2025 que a economia global poderia enfrentar uma perda de 50 por cento do PIB entre 2070 e 2090 devido a choques climáticos catastróficos, um valor muito superior às estimativas anteriores.
O novo relatório baseou-se em pareceres de 68 cientistas climáticos de instituições de investigação e agências governamentais do Reino Unido, Estados Unidos, China e outros nove países.
Uma das principais conclusões foi que, embora a modelação económica associe tradicionalmente os danos climáticos às alterações das temperaturas médias, as sociedades e os mercados sofrem mais com eventos extremos, como ondas de calor, inundações e secas.
Outra conclusão foi a de que o PIB pode mascarar o custo total dos danos climáticos, ao não contabilizar as mortes e doenças, as perturbações sociais e a degradação dos ecossistemas. O Produto Interno Bruto (PIB) pode, inclusive, aumentar após desastres devido aos gastos com a recuperação, acrescentaram os investigadores.
Os especialistas afirmaram que, em vez de se esperar por modelos de risco perfeitos, deve ser dada maior ênfase aos eventos extremos, e não apenas às estimativas centrais, e à vulnerabilidade de todo o sistema financeiro. Os investidores devem também acelerar a transição para longe dos combustíveis fósseis como uma obrigação fiduciária para evitar grandes perdas futuras, acrescentou Mark Campanale.
Os modelos económicos atuais podem fornecer estimativas de perdas que parecem precisas, mas que os cientistas consideram extremamente otimistas. "Há quem diga que teremos uma perda de 10 por cento do PIB com um aquecimento global entre os 3°C e os 4°C, mas os cientistas climáticos afirmam que a economia e a sociedade deixarão de funcionar como as conhecemos. Há uma grande discrepância", explicou Jesse Abrams.
Segundo Laurie Laybourn, da Strategic Climate Risks Initiative, “estamos a experienciar uma mudança paradigmática na velocidade, escala e gravidade dos riscos impulsionados pela crise climática e ambiental. No entanto, muitas regulamentações e ações governamentais estão perigosamente desligadas da realidade".
Ler ainda:
Portugal tem o segundo IVA mais alto da Europa, como diz André Ventura?
André Ventura falava daquilo que viu na Suíça a propósito das portagens. Por lá, paga-se uma taxa anual para poder circular; por cá, pagamos “por cada centímetro de estrada”, vociferou, indignado, o candidato a sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa.
Daí, saltou rapidamente para o Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA): “Temos o IVA a 23%. Sabem qual é o IVA nos outros países? Portugal tem o segundo IVA mais alto da Europa!”
Será que tem razão?
O IVA é um imposto sobre o consumo que se aplica a quase todos os bens e serviços comprados e vendidos na União Europeia, tendo regras que podem ser aplicadas de forma diferente em cada país.
A Comissão Europeia disponibiliza os dados das taxas de IVA em vigor em cada um dos Estados-membros da União Europeia. Em Portugal, a taxa normal aplicada é de 23% e a taxa reduzida é de 6%.
Estando André Ventura a falar dos 23%, estaria, portanto, a falar da taxa normal de IVA aplicada em Portugal e, assim sendo, os dados não batem certo.
Portugal surge em oitavo lugar, ao mesmo nível de Irlanda, Polónia e Eslováquia, todos com 23% de IVA. Acima do nosso país, há outros Estados-membros com taxas normais – ou padrão - superiores.
A Hungria destaca-se com a taxa mais elevada (27%), seguida pela Finlândia (25,5%), pela Dinamarca (25%), Croácia (25%), Suécia (25%), Estónia (24%) e Grécia (24%).
A SIC pediu esclarecimentos sobre qual a fonte em que o candidato presidencial sustentou a afirmação - visto não bater certo com os dados da Comissão Europeia - mas não obteve resposta.
Portugal não é o segundo país com a taxa de IVA mais elevada da Europa. Apesar de a taxa de 23% de IVA colocar Portugal num grupo de países com as taxas mais elevadas, não é verdade que o país esteja no segundo lugar, nem sequer no pódio deste ranking.
Por ser ter sido eleito deputado e por ser o povo que paga om seu salário, cada mentira que dissesse deveria levar uma multa.
Ele não defende o povo nem as pessoas de bem, como apregoa.
O histórico de relações promíscuas do líder do partido Chega, André Ventura tendenciosamente procura distanciar-se dos seus principais aliados políticos (criminosos) que sempre financiaram os seus projectos eleitorais, dolosamente omitindo a fonte destes financiamentos que depois da detenção do político e empresário Tito Gomes Fernandes, figura próxima do Presidente deposto da Guiné Bissau, Umaro Sissoco Embaló, por alegado transporte ilegal de 5 milhões de euro em várias malas. O seu silêncio sobre este caso que o compromete é muito estranho que em condições normais e conhecendo a natureza controversa de André Ventura, surpreende-nos a todos o facto de não ter aproveitado e explorado politicamente este episódio como mais uma oportunidade para destilar o seu discurso inflamatório de condenação. Pois, preferiu o silêncio, porque tem consciência que o princípio da moralidade que sempre defende, carrega no oculto da sua trajectória, relações comprometidas e sustentadas em revelações que descortinam a ambiguidade do seu caráter e posicionamento político.
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Les Funérailles d'Hélios - La Demoiselle de la Seine
Elle marche seule sur les boulevards,
le brouillard la suit,
les lampadaires la regardent mourir.
Dans ses yeux,
un chœur de voix,
des fantômes qui parlent doucement.
[Refrão]
Pousse-moi,
dans les eaux noires,
la Seine m'appelle,
la Seine m'emporte.
Les mains froides la touchent,
les chaînes invisibles se resserrent,
son sourire est du verre brisé,
son cœur un tambour vide.
[Refrão]
Un seul pas,
un souffle suspendu,
l'eau s'ouvre,
l'eau l'engloutit.
[Refrão]
Twenty One Pilots - Paladin Strait
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Há uma guerra aberta entre Elon Musk e o primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez
Guerra aberta entre o homem mais rico do mundo e o primeiro-ministro de Espanha. E tudo através do X, a rede social que é propriedade de Elon Musk, e que certamente será uma das empresas afetadas pela mais recente decisão do governo de Pedro Sánchez.
Tudo começa com o governo espanhol a seguir os passos de países como a Dinamarca e a anunciar um limite mínimo de idade para se aceder às redes sociais. A partir de agora, um cidadão que viva em Espanha só poderá fazê-lo se tiver 16 ou mais anos, uma medida que o PSD até quer que seja discutida em Portugal.
Diretamente afectado pela medida, Elon Musk reagiu ao seu jeito, sem meias palavras e a céu aberto. Na conta pessoal da rede social que comprou há uns anos, o homem mais rico do mundo decidiu apelidar Pedro Sánchez de “tirano e traidor do povo de Espanha”.
Isto em resposta a uma publicação feita nas redes sociais em que se detalhava o pacote de cinco medidas com as quais o governo espanhol promete acabar com aquilo que entende ser a impunidade das redes sociais e as suas diretivas.
“Dirty Sánchez”, ou “Sánchez sujo” foi a forma com que Elon Musk se dirigiu ao primeiro-ministro espanhol, numa publicação que a acompanhar tinha um emoji pouco elogioso.
Para Pedro Sánchez, “as redes sociais converteram-se num Estado falido onde se ignoram as leis e se toleram os delitos”. É mesmo um “faroeste”, na visão do primeiro-ministro espanhol, que decidiu dar voz à muita discussão que se tem tido na Europa sobre o controlo destas plataformas.
O processo legislativo terá início na próxima semana. Outras medidas propostas incluem o desenvolvimento de uma "pegada de ódio e polarização", explicou Sánchez, um sistema para monitorizar e quantificar a forma como as plataformas digitais alimentam a divisão e amplificam o ódio.
De resto, e por publicações relacionadas com nudez, o X é mesmo uma empresa visada pela Comissão Europeia neste momento, nomeadamente por causa da sua ferramenta de Inteligência Artificial, o Grok. Ainda esta terça-feira foi confirmado que os escritórios daquela rede social em França foram alvo de uma operação da unidade de crimes cibernéticos do Ministério Público. Em causa está uma investigação sobre suspeitas de extração ilegal de dados e cumplicidade na posse de pornografia infantil.
Em dezembro, a Austrália tornou-se o primeiro país do mundo a implementar uma proibição das redes sociais para menores de 16 anos, impedindo o acesso a 10 plataformas, entre elas Facebook, TikTok, Instagram, Snapchat e X. O Reino Unido está a considerar uma medida semelhante, enquanto França e Dinamarca anunciaram recentemente planos para impedir o acesso às redes sociais a menores de 15 anos.
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou no mês passado que pretendia acelerar o processo legal para garantir que a proibição esteja em vigor antes do início do novo ano letivo, em setembro.
Outros países europeus estão também a adotar uma postura mais dura em relação às empresas de redes sociais. Sánchez disse que Espanha se juntou a outros cinco países europeus "empenhados em aplicar uma regulação das redes sociais mais rigorosa, rápida e eficaz". Não identificou os países, mas explicou que o grupo realizará a sua primeira reunião nos próximos dias, com o objetivo de coordenar a aplicação das regras além-fronteiras.
"Esta é uma batalha que ultrapassa largamente as fronteiras de qualquer país", concluiu.
Por esta e outras razões, Espanha decidiu agir. “Vamos mudar a legislação para que os diretores das plataformas sejam legalmente responsáveis das múltiplas violações que têm lugar nas suas plataformas”, afirmou Pedro Sánchez.
De resto, este é apenas mais um episódio que confirma que há mesmo uma contenda entre as duas figuras. Há uns dias, ainda em janeiro, o primeiro-ministro espanhol sugeriu que “Marte pode esperar, a Humanidade não”, numa clara referência às críticas de Elon Musk relativamente à regulação da imigração.
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Lunatic Soul - The New End
Portugal tem de adaptar-se aos fenómenos extremos
As alterações climáticas vão trazer cada vez mais fenómenos extremos a Portugal, diz o físico da atmosfera Pedro Matos Soares, que avisa que Portugal tem de mudar radicalmente, começando nas infraestruturas e acabando nos alertas.
Portugal Continental foi atingido, entre 22 e 28 de janeiro, por três tempestades consecutivas, Ingrid, Joseph e Kristin, a última das quais deixou pelo menos dez mortos e um rasto de destruição sobretudo nos distritos de Leiria, Coimbra e Santarém.
Em entrevista à Lusa sobre este “comboio de depressões”, o especialista explicou o fenómeno, mas não o relacionou com as alterações climáticas, salientando que estas estão e vão provocar no país cada vez mais fenómenos climáticos extremos, seja por exemplo episódios de chuva intensa seja de secas.
Devem os portugueses ter medo? Pedro Matos Soares diz que não. Mas acrescenta que devem lembrar-se de que a mudança no clima tem impactos diretos sobre as pessoas, as atividades económicas e os ecossistemas.
São as ondas de calor, os incêndios, as tempestades mais severas, recorda, afirmando: Em vez de paralisarmos com medo, temos é de fazer uma coisa mais inteligente, perceber que temos de dimensionar a nossa sociedade, no ordenamento do território, para salvaguardar as pessoas e a economia.
Pedro Matos Soares, professor e investigador principal do Instituto Dom Luiz, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, responsável da PHAIR-EARTH, uma “start-up” que faz projeções climáticas de alta resolução, identifica perigos e faz avaliações de risco, alerta que perante “mais extremos” climáticos é preciso “preparar a sociedade de uma forma diferente”.
Por exemplo nas estruturas, que têm de ser repensadas, que quer sejam novas ou reabilitadas terão de estar preparadas para um novo clima, de hoje ou dos próximos 20 anos e não do século XX.
“Quer dizer que nós temos que aumentar a resiliência das nossas estruturas”, com novos códigos de construção mais resistentes a precipitação extrema, telhados que resistam a vento extremo.
Nas palavras do especialista, isso aplica-se especialmente a “estruturas críticas”, da rede elétrica às escolas, a estradas ou pontes, bibliotecas ou mesmo igrejas e outros locais de encontro, que se forem bem reabilitadas, se forem resilientes podem ser “refúgios climáticos”.
Pedro Matos Soares defende planos locais de resposta acelerada para eventos extremos, que hoje não existem, porque a solução não é as pessoas receberem um SMS e “que se desenrasquem”.
As pessoas, quando recebem o SMS da Proteção Civil, deviam receber “imediatamente quais as recomendações para se protegerem, para protegerem os seus bens e, em última instância, onde é que se devem dirigir para estarem protegidas”.
“Para isso precisamos ter estruturas públicas, ou privadas, que tenham uma grande resistência a fenómenos extremos e que possam servir de refúgios”, diz.
Defendeu também mais educação e literacia, porque há pessoas a viver em leito de cheias sem o saberem. “Hoje temos tanta tecnologia e a informação não flui para as pessoas”, lamenta.
Aponta ainda que em Portugal não se percebeu o risco climático, não está mapeado o que é o risco climático destes diferentes extremos para os próximos 10 anos, 20 anos, 30 anos, apesar de toda a gente saber esse risco está a aumentar.
E isso impede o país de perceber como priorizar investimentos ou aumentar a resiliência de estruturas.
Diz ainda que também não há no país um “plano de recuperação pós-catástrofe”.
“Ficamos todos à nora, o Governo fica paralisado”, considera, enfatizando a necessidade de um sistema de alerta precoce, que avise por exemplo para uma onda de calor e explique o que as pessoas devem fazer e para onde ir.
É preciso uma sociedade mais preparada, ancorada no conhecimento e não apenas um SMS que não explica o que fazer em resultado dele.
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The Wolfgang Press - I'm Coming Home (Mama)
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Brigade Internationale - Remember My Death
O nome Brigade Internationale (Brigada Internacional) é uma referência direta às unidades militares compostas por voluntários estrangeiros que viajaram para a Espanha para lutar ao lado da Segunda República Espanhola contra as forças fascistas de Francisco Franco durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939).
Ao escolherem este nome, a banda evoca uma estética de resistência antifascista, idealismo político e melancolia histórica, temas comuns na subcultura coldwave da época.
Regard Extrême é uma das músicas mais conhecidas da banda, presente no álbum/cassete Regard Extrême lançado em 1984 pela gravadora Wallenberg Produktion.
A canção: Mantém a sonoridade característica do género, com sintetizadores sombrios, linhas de baixo marcantes e uma atmosfera minimalista e melancólica.
Significado da Letra: O título "Remember My Death" (Lembre-se da minha morte) reforça a temática existencialista e fúnebre do grupo, possivelmente ligando-se ao sacrifício dos voluntários das brigadas originais
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Dia Mundial das Zonas Húmidas: Expansão agrícola e urbana, alterações climáticas e invasoras continuam a pressionar estes ecossistemas vitais
Ambientes aquáticos costeiros ou interiores que albergam uma grande diversidade de formas de vida, que fornecem uma série de serviços críticos para o bom funcionamento dos ecossistemas e para a sobrevivência de humanos e não-humanos. Contudo, estão gravemente ameaçados, sobretudo devido à forma como temos lidado com eles, e a sua degradação custar-nos-á caro.
Para quem ainda não percebeu, falamos de zonas húmidas, pois esta segunda-feira, dia 2 de fevereiro, assinala-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas. Esta efeméride foi estabelecida com a adoção da Convenção de Ramsar, em vigor desde 1975, e que tem como missão basilar a conservação desses habitats, vitais para humanos e não-humanos, para a diversidade biológica e sociocultural, e também eles muito diversos.
As zonas húmidas podem ser pântanos, charcos, ou turfeiras, naturais ou artificiais, de água estagnada ou corrente, de água doce, salobra ou salgada, incluindo áreas de água do mar cuja profundidade não seja superior a seis metros. Além disso, podem incluir zonas ribeirinhas ou costeiras que a elas sejam adjacentes, como “ilhéus ou massas de água marinha com profundidade superior a seis metros durante a maré baixa”, especialmente de forem importantes como habitats para aves marinhas.
Apesar de apenas cobrirem 6% da superfície da Terra, estimativas apontam para que cerca de 40% de todas as espécies de animais e de plantas dependem das zonas húmidas, para viverem, para se alimentarem e para se reproduzirem.
Um estudo publicado em 2023 na ‘Nature’ revelava que, entre 1700 e 2020, o mundo perdera cerca de 21% das suas zonas húmidas devido às atividades humanas, uma extensão perto dos 3,4 milhões de quilómetros quadrados. Essas perdas foram sobretudo causadas pela conversão das zonas húmidas em áreas agrícolas, mas também pela poluição, pela expansão urbana e industrial e pelo turismo insustentável.Stanford-led study finds global wetlands losses overestimated despite high losses in many regions
À Green Savers, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) explica que, quando a essas ameaças juntamos os efeitos das alterações climáticas, “o cenário torna-se, de facto, mais preocupante”.
Por provocarem secas cada vez mais frequentes e intensas, as alterações climáticas são apontadas como umas das principais ameaças às zonas húmidas. Quando esses habitats, como as turfeiras, perdem a água que lhes dá vida, o carbono aí armazenado ao longo de muitos anos no solo e na biomassa pode acabar por libertar-se na atmosfera, “contribuindo de forma significativa para um aumento das emissões globais de dióxido de carbono” e também para a crise climática.
Atualmente, aproximadamente 25% das espécies que dependem das zonas húmidas (para se reproduzirem, para se alimentarem, como pontos de paragem importantes durante migrações) estão ameaçadas de extinção, diz o ICNF. E se a destruição desses habitats não for travada e se não se recuperar dos danos causados, essas espécies enfrentarão um risco ainda maior.
As zonas húmidas em Portugal
Em Portugal, as zonas húmidas estão também a sofrer uma série de pressões, à semelhança do que se passa no resto do mundo.
Diz-nos o ICNF que, de acordo com dados comunicado pelo país à Comissão Europeia no ano passado relativos ao período entre 2019 e 2024, 58,7% dos habitas de zonas húmidas de Portugal continental e regiões autónomas estão em bom estado de conservação. Em sentido inverso, 31,7% estão avaliados como em mau estado de conservação.
Por cá, as principais ameaças às zonas húmidas são a fragmentação, degradação e destruição, especialmente devido à intensificação da agricultura e da silvicultura, à expansão urbana e à “crescente pressão turística”, explica o instituto. A agravar esses fatores está a introdução de espécies exóticas invasoras “que afeta a estrutura das comunidades biológicas nativas destes ecossistemas”, e, claro, as alterações climáticas são mais um prego no caixão.
Portugal tem 32 zonas húmidas protegidas ao abrigo da Convenção de Ramsar, com uma área total combinada de perto de 134.000 hectares. A Lagoa de Óbidos foi a mais recente adição à lista portuguesa de Sítios Ramsar, com cerca de 6,9 quilómetros quadrados e fazendo fronteira com os concelhos de Caldas da Rainha e de Óbidos.
O ICNF assegura que quase todas as zonas húmidas listadas da Convenção de Ramsar estão sujeitas a algum tipo de proteção legal, seja por serem parte da Rede Nacional de Áreas Protegidas, por serem Zonas de Proteção Especial no âmbito da Diretiva Aves da União Europeia ou Zonas Especiais de Conservação da Diretiva Habitats, por estarem sujeitas aos Planos Diretores Municipais ou ainda por estarem incluídas nas reservas agrícola ou ecológica nacionais.
No relatório nacional submetido em fevereiro do ano passado à 15.ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção de Ramsar, que aconteceu em Victoria Falls, no Zimbabué, Portugal diz que entre a COP15 e a COP14, de 2022, conseguiu-se aumentar a consciência das populações e das autoridades locais para o valor das zonas húmidas e para a sua importância na adaptação e mitigação das alterações climáticas.
O documento aponta ainda como conquistas nesse período de três anos o aumento do número de eventos e atividades realizados todos os anos no país para celebrar o Dia Mundial das Zonas Húmidas, o “aumento significativo” do número de projetos implementados de restauro de zonas húmidas, a crescente valorização da dimensão sociocultural e histórica desses habitats e o maior número de ações para gerir e controlar espécies invasoras que ameaçam esses ecossistemas.
Entre as principais dificuldades na implementação da convenção entre 2022 e 2025 Portugal indicou a falta de planos de gestão para a maioria dos Sítios Ramsar no país, a falta de um inventário nacional das zonas húmidas, o aumento dos impactos das alterações climáticas, o aumento da agricultura intensiva em algumas zonas do país e a “rápida expansão” das espécies invasoras.
Para o biénio 2026-2028, Portugal elencou como prioridades a continuação da gestão das invasoras, o desenvolvimento do inventário nacional, a criação de um órgão equivalente a uma comissão nacional das zonas húmidas e o reforço do envolvimento da população na conservação desses ecossistemas.
As pessoas e as zonas húmidas
O tema do Dia Mundial das Zonas Húmidas deste ano pretende destacar a íntima e longeva ligação entre as culturas humanas e esses habitats aquáticos, especialmente salientando os serviços culturais por eles prestados aos humanos.
“As pessoas coexistem com as zonas húmidas desde a pré-História, aproveitando os serviços que elas prestam, e desenvolvendo um valioso conhecimento tradicional”, diz-nos fonte do ICNF. Durante milénios, essa coexistência permitiu à nossa espécie desenvolver um amplo conhecimento tradicional, transmitido de uma geração para a seguinte, que sobre os aspetos mais científicos das zonas húmidas, mas também sobre as dimensões éticas e espirituais.
Esse saber alicerçado na convivência e interligação com esses habitats, e com a vida que neles se encontra, permitiu “uma gestão sustentável dos recursos naturais fornecidos pelas zonas húmidas ao longo de milhares de anos”, afirma o instituto, que considera que devemos olhar para o passado, aprender com aqueles que vieram antes de nós, para tentar solucionar os problemas com os quais nos deparamos no presente.
“A integração destas práticas e tradições ancestrais nas estratégias de conservação atuais é essencial para obter soluções eficazes, inclusivas e duradouras”, argumenta o ICNF, destacando como fundamental o envolvimento das comunidades locais e a valorização e aproveitamento do seu conhecimento e experiência para proteger, conservar e restaurar as zonas húmidas.
“Os conhecimentos locais, bem como a ciência cidadã, já são recursos inestimáveis para se conhecer o estado das zonas húmidas.”
Por tudo isso, a continuação da perda de zonas húmidas ameaça a sobrevivência de muitas espécies de plantas e de animais que delas dependem, põe em risco a subsistência de diversas comunidades humanas que nelas encontram a sua principal fonte de sustento, como pescadores e mariscadores, e podem fazer desaparecer tradições e costumes de séculos ou de milénios de existência, como festas e romarias, que ainda hoje são celebradas e que têm as zonas húmidas no seu cerne.
“A perda e degradação das zonas húmidas agrava o problema da perda da biodiversidade e coloca em risco as espécies dependentes destes habitats”, diz-nos o ICNF, e “ameaça não só a subsistência das suas comunidades locais, como também a sua identidade cultural”.
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domingo, 1 de fevereiro de 2026
Nick Cave And The Bad Seeds - All Tomorrow's Parties
Adeus Spotify
Por Luís Sobral
O Spotify é a plataforma de streaming que menos paga aos artistas, com pagamentos que não excedem 0,003 cêntimos por reprodução . Além disso, como consequência da sua nova política, só remunera os artistas com pelo menos 1000 streams por faixa.
Em 2005, 88% da música do Spotify ficou sem monetização. O Spotify também investe e colabora com grandes editoras discográficas para criar música feita com inteligência artificial, que há muito tempo inunda de forma oculta as playlists de descoberta semanal e acumula milhões de streams. Reproduções que geram lucros enormes para a empresa, que não beneficiam os artistas e que desumanizam e banalizam a música de uma forma inaceitável.
Além disso, nos Estados Unidos o Spotify emitiu , ao longo do outono de 2025 , anúncios para uma campanha de recrutamento da ICE ( agência de controlo de imigração ) que nos últimos meses, agindo sob ordens da administração Trump, tem realizado sequestros, deportações em massa de imigrantes e violência contínua contra a população dos EUA.
Daniel Ek , fundador , ex CEO e actual chairman do Spotify investiu aproximadamente 700 milhões de euros na Helsing, uma startup armamentista alemã que fabrica tecnologia militar com inteligência artificial . Esta empresa colabora com agentes relacionados com o genocídio na Palestina : desde que o fundador do Spotify começou a investir nesta empresa e se juntou ao seu conselho de administração, a Helsing assinou contratos de cooperação tecnológica com a Airbus e a Rheinmetall, empresas que fabricam armas directamente utilizadas pelas forças de ocupação de Israel.
Que mais é preciso acontecer para abandonarmos esta plataforma ???
Dito isto e para acabar com uma nota de esperança e otimismo , deixo-vos a minha recomendação de uma plataforma de música que é justa e ética - Qobuz. É a que eu uso e estou muito satisfeito!
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Matt and Kim - Lessons Learned
A Letra: A música fala sobre a sensação de liberdade ao "deixar-se ir" e como as experiências (mesmo as mais caóticas ou embaraçosas) se tornam "lições aprendidas". Há uma celebração da juventude e da falta de inibição.
O Vídeo Icónico: É impossível falar desta música sem mencionar o videoclipe. Nele, o duo caminha por Times Square, em Nova Iorque, enquanto se despe completamente até ficarem nus em público.
O conceito do vídeo: Reforça a mensagem da letra — a vulnerabilidade total e a ideia de que, independentemente do "escândalo" ou da reação dos outros, o que importa é a experiência vivida e a liberdade pessoal.
Curiosidade: O vídeo foi gravado num dia de muito frio e foi filmado de forma "guerrilha" (sem autorizações completas para nudez em público), o que resultou na detenção (encenada) dos artistas no final.
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