terça-feira, 16 de abril de 2013

Biofoto da semana - orquídea helicoidal

Fotografia de Ricardo  PR
Orquídea Dendrobium Helix. De grande a tamanho gigante, de regiões tropicais, é epífita crescendo de Nova Guiné em ramos expostos de árvores de floresta da planície costeira em altitudes de até 150 metros do nível do mar. Forma grupos, inchados basalmente e afilando apicalmente. Amarelas, laranja nas hastes elevando-se muitos,folhas elípticas a ovais-elípticas que diminuem em tamanho para a ponta. Florações na maioria das épocas do ano.

domingo, 14 de abril de 2013

Planta bela, planta amada

Os jardins versus parques urbanos. Há (in)significâncias que nos fazem (re)sentir.



Pianta bella, pianta amata,
ove giace il bel che adoro,
sempre cara a me sarai.
Ti perdoni irato il cielo,
ti rispetti il nembo e il gelo
e 'l tuo bel non manchi mai.

Este vídeo mostra vários jardins italianos, incluindo Villa d'Este e Villa Adriana, Tivoli; Villa Lante, Bagnaia; Il Parco dei Mostri (Park of the Monsters), Bomarzo; Villa San Michele, Capri; Villa Farnese, Caprarola e Villa Borghese, Roma.

sábado, 13 de abril de 2013

Encontros Improváveis: Fernando Pessoa e Clan of Xymox - A day


"Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido".~ Fernando Pessoa.

Lyrics

[Instrumental Intro]

[Verse 1]
Where are you
When I am needing you?
So far away
So far away
I think you are the most important
To me, to me
To me, to me
My sunken footsteps put theirselves on
Through this gallery of deceased
I think their lives must be deceived
Like the sham nowadays
Where are you?
So far away
It makes no sense
It makes no sense at all

[Refrain]
Where are you?
Where are you?
Where are you?

[Verse 2]
Where are you?
So far away
I think you are the most important
To me, to me
My sunken footsteps put theirselves on
Through this gallery of deceased
I think their lives must be deceived
Like the sham nowadays

[Verse 3]
Where are you?
So far away
I think their lives
Must be deceived
Like the sham nowadays
Nowadays
Nowadays
Nowadays
Nowadays
It make no sense at all
So far away
In just one day
In just one day
It makes no sense at all
It makes no sense at all
In just one day

[Outro]
In just one day [7X]
In just
In just one
One day

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Economia Sagrada, por Charles Eisenstein



Ecologia sagrada. Estamos tão desfocados. O vídeo está em inglês mas possui legendas em português, que precisam ser activadas e seleccionadas clicando no ícone junto aos controles do vídeo,"CC". 12 minutos. Uma revolução mental.

“Economia Sagrada” (Sacred Economy) é uma curta-metragem de 12min baseado no livro homónimo do filósofo e escritor americano Charles Eisenstein e protagonizado com ele, traça a história do dinheiro de economias antigas para o capitalismo moderno, revelando como o sistema monetário contribuiu para a alienação, competição e escassez, uma comunidade destruída, e exigiu o crescimento sem fim. Hoje, essas tendências chegaram ao seu extremo - mas, na esteira de seu colapso, podemos encontrar uma grande oportunidade de transição para uma forma mais conectada, ecológica e sustentável do ser. “Temos que criar um milagre na Terra, algo que é impossível fazer com a velha compreensão de mundo, mas possível a partir de uma nova”, diz ele.
O director Ian Mackenzie é o autor do belíssimo vídeo “Occupy Movement: Show Me Your Face“, um manifesto emocionante vindo do movimento Occupy que pode ser visto no post OccupyLove em 3min, para os 100%: “Amor é o que aparece quando oferecemos nosso rosto ao outro e o filósofo Charles Eisenstein é o protagonista do vídeo “The Revolution is Love“, que pode ser visto no post A ascensão da humanidade, por Charles Eisenstein: a crise sistemática é o fim da infância humana na Terra
Já leram também "Bem estar animal - contributos"

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O custo oculto dos hipermercados

Um texto simplesmente excelente lançando uma reflexão mais que pertinente sobre "O custo oculto dos hipermercados". Definitivamente "a ler" e a divulgar amplamente!
A abertura de um grande centro comercial, um supermercado… vem sempre associada à promessa de criação de emprego, dinamização da economia local, preços acessíveis e, definitivamente, ao progresso. Mas será esta a realidade? A distribuição comercial massiva sustenta-se numa série de mitos que, geralmente, a sua prática desmente. Artigo de Esther Vivas.
Artigo | 10 Fevereiro, 2013 - 11:52
Foto Alex Clark/Flickr
A Associação Nacional de Grandes Empresas de Distribuição (ANGED), a patronal da grande distribuição espanhola, que agrupa empresas como Alcampo, El Corte Inglês, FNAC, Carrefour, Ikea, Eroski, Leroy Merlin, entre outras, acaba de impor um novo e duro acordo aos seus 230 mil empregados. A partir de agora, trabalhar no domingo equivalerá a trabalhar num dia de semana, e aqueles que até o momento estavam isentos por motivos familiares, também terão que fazê-lo. Desse modo, fica ainda mais difícil conciliar a vida pessoal/familiar com a profissional, num setor onde a maioria dos trabalhadores é formada por mulheres. 

Além disso, aplica-se a regra de ouro do capital, trabalhar mais por menos: amplia-se a jornada de trabalho e diminui-se o salário. Da mesma forma, se as vendas caírem para abaixo do registado em 2010, os salários serão cortados em 5%. Chover no molhado num setor por si só já extremamente precário. A ANGED, por sua vez, considera que “o acordo reflete o esforço de empresas e trabalhadores para manter o emprego”. Mas que emprego? 
E agora Caprabo, propriedade de Eroski, anuncia que quer demitir 400 trabalhadores, não aplicar o aumento salarial pactuado e cortar em 20% os salários de parte dos seus funcionários. A culpada? A “previsível” queda nas vendas e a crise. No ano passado, curiosamente, a empresa anunciou que em 2011 os seus lucros haviam aumentado 12%. A santa crise “resgata” de novo a empresa. 
Nesse contexto, supermercados e criação de emprego parecem muito mais um paradoxo. São vários os estudos que observam como a abertura destes estabelecimentos implica, consequentemente, o encerramento de lojas e comércio locais e, portanto, a perda de postos de trabalho. Assim, desde os anos 80, e na medida em que a distribuição moderna se consolidava, o comércio tradicional sofria uma erosão constante e incontrolável chegando a ser hoje em dia quase residual. Se em 1998 existiam 95 mil lojas, em 2004 este número foi reduzido a 25 mil, segundo dados do Ministério da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente. 
E se o pequeno comércio diminui, o mesmo ocorre com a renda da comunidade, já que a compra numa loja de bairro repercute em maior medida na economia local do que a compra numa grande superfície. Segundo um estudo de Friends of the Earth (2005), na Grã Bretanha, 50% dos lucros do comércio em pequena escala retorna ao município, normalmente através da compra de produtos locais, salários dos trabalhadores e dinheiro gasto em outros negócios, enquanto que empresas da grande distribuição reinvestem apenas uns insignificantes 5%. 
Além disso, devemos perguntar-nosque tipo de emprego os supermercados, redes de desconto e hipermercados fomentam. A resposta é fácil: jornadas de trabalho flexíveis, contratos a tempo parcial, salários baixos e tarefas rotineiras e repetitivas. E o que acontece se alguém decide se organizar em um sindicato e lutar por seus direitos? Se o contrato de trabalho for precário, é melhor ir se despedindo do seu trabalho. Wal-Mart, o gigante do setor e a multinacional com o maior número de trabalhadores no mundo todo, é o exemplo por excelência. Seu slogan “Sempre preços baixos”, pode ser substituído por “Sempre salários baixos”. E não só isso, um estudo sobre o impacto do Wal-Mart no mercado de trabalho local, de 2007, concluía que por cada posto de trabalho criado pelo Wal-Mart, 1,4 postos de trabalho eram destruídos nos negócios preexistentes. 
Mas as consequências negativas da grande distribuição para os que participam da cadeia de produção, distribuição e consumo não acabam aqui. Desde os agricultores, que são os que mais perdem com as grandes superfícies, obrigados a acatar condições comerciais insustentáveis e que os condenam a desaparecer, até consumidores instados a comprar para além das suas necessidades produtos de má qualidade e não tão baratos quanto parecem, até um tecido económico local que se fragmenta e descompõe. Este é o paradigma de desenvolvimento que promovem os supermercados, de onde a grande maioria de nós sai perdendo enquanto uns poucos sempre ganham.


*Traduzido por Natália Mazotte, do Canal Ibase. Publicado em Altermundo.

*Sobre a autora:
Ativista e investigadora em movimentos sociais e políticas agrícolas e alimentares, autora de vários livros, entre os quais "Planeta Indignado", Esther Vivas. É membro do Centro de Estudos sobre Movimentos Sociais na Universidade Pompeu Fabra em Barcelona e no Instituto de Governo e Políticas Públicas da Universidade Autónoma de Barcelona. É também integrante da Izquierda Anticapitalista. www.esthervivas.com

terça-feira, 9 de abril de 2013

Telefones mesmo "inteligentes"?

Eco-Artigo da semana


Uma das maiores demagogias utilizadas nos últimos anos para fazer frente à "indústria do papel" em favor da "digitalização total" prende-se com questões ecológicas. Já todos lemos clichés como "jornalismo feito de árvores mortas". O que normalmente se evita é o outro lado da questão: Smartphones e Poluição Ambiental

Ler mais:

segunda-feira, 8 de abril de 2013

EcoArte- A (polémica) Mensagem de Georgia Guidestones


O conjunto de monólitos Georgia Guidestones


 
As Pedras guia da Geórgia (Georgia Guidestones) formam um monumento em granito localizado no Condado de Elbert, Geórgia, Estados Unidos e nele estão gravados dez frases em oito línguas modernas: inglês, espanhol, suaíli, hindu, hebreu, árabe, chinês e russo, e uma pequena mensagem, no topo, escrita em quatro antigas línguas: babilónio, sânscrito, grego e em hieróglifos egípcios.

A estrutura também é chamada de "American Stonehenge" (Stonehenge Americana). É composta por seis pedras de granito dispostas da seguinte forma: uma pedra no centro com quatro pedras ao redor, em posições verticais, além de uma pedra em cima das cinco, na posição horizontal. Estas placas de granito estão astronomicamente alinhadas. Em conjunto com esta estrutura, há uma placa (horizontalmente disposta no chão), também de granito, que fica a oeste deste monumento e tem o objectivo de fornecer algumas notas sobre a história e a finalidade das Pedras Guia (Guidestones). 
 O monumento mede 21 pés e 3 polegadas e utiliza 951 pés cúbicos de granito. Todas as pedras juntas pesam mais de 119 toneladas.
As quatro grandes pedras estão dispostas em uma configuração de “pás” gigantes, que são orientadas para os limites do movimento do sol durante o decorrer do ano e também mostra as posições extremas do nascer e pôr do sol no seu ciclo de 18,6 anos. A pedra central tem duas características especiais: primeiro, a Estrela Polar está sempre visível através de um furo especial do sul para o lado norte da pedra do centro, em segundo lugar, outra abertura se alinha com as posições do sol nascente, no momento dos solstícios de verão e inverno e no equinócio.

 Mensagem contida nas Pedras guia (em Português) 

1. Manter a humanidade abaixo de 500.000.000 em perpétuo equilíbrio com a natureza. 
2. Controlar a reprodução sabiamente - aperfeiçoando as condições físicas e a diversidade. 
3. Unir a humanidade com um novo idioma vigente. 
4. Controlar a paixão - fé - tradição - e todas as coisas com razão moderada. 
5. Proteger povos e nações com leis e tribunais justos. 
6. Permitir que todas as nações regulem-se internamente, resolvendo disputas externas num único tribunal mundial. 
7. Evitar leis insignificantes e governantes desnecessários. 
8. Equilibrar direitos pessoais com deveres sociais. 
9. Valorizar a verdade - beleza - amor – procurando a harmonia com o infinito. 
10. Não ser um cancro sobre a terra – deixar espaço para a natureza. 

Informação muito mais detalhada no wiki (inglês)

Foram destruídas e vandalizadas em Julho de 2022

domingo, 7 de abril de 2013

Cartoon da semana- Nada mais cruel que a tourada


Cultura é tudo aquilo que contribui para tornar a humanidade mais sensível, mais inteligente e civilizada. A violência, o sangue, a crueldade, tudo o que humilha e desrespeita a vida jamais poderá ser considerado "arte" ou "cultura". A violência é a negação da inteligência. Uma sociedade justa não pode admitir actos eticamente reprováveis (mesmo que se sustem na tradição), cujas vítimas directas são milhares de animais. É degradante ver que nas praças de touros torturam-se bois e cavalos para proporcionar aberrantes prazeres a um animal que se diz racional. Portugal não se pode permitir continuar a prática do crime económico que é desperdiçar milhares de hectares de terra para manter as manadas de gado, dito bravo. A verdade é que são precisos dois hectares de terreno, o equivalente a dois campos de futebol, para criar em estado bravio cada boi destinado às touradas. Ora isto é tanto mais criminoso quando Portugal é obrigado a importar metade da alimentação que consome. Decerto os milhares de hectares desperdiçados a tentar manter bois em estado bravio, produziriam muito mais útil riqueza se aproveitados em produção agrícola, frutícola, etc. Uma minoria quer manter as touradas e as praças de touros, bárbara e sangrenta reminiscência das arenas da decadência do Império Romano. De facto nas arenas de hoje o crime é o mesmo: tortura, sangue, sofrimento e morte de seres vivos para divertimento das gentes das bancadas. Como pode continuar tamanha barbaridade como esta, das touradas, no século XXI? Só pode permanecer como tradição o que engrandece a humanidade e não os costumes aberrantes que a degradam e a embrutecem. 

Não seja responsável pela tortura. 
Não assista a touradas! [fonte: Liga Portuguesa dos Direitos do Animal]

sábado, 6 de abril de 2013

Encontros Improváveis- Paulo Neruda e House of Wolves- Floow Me



A minha luta é dura e regresso
por vezes com os olhos
cansados de terem visto
a terra que não muda,
mas quando o teu riso entra
sobe ao céu à minha procura
e abre-me todas as portas da vida.

[Pablo Neruda]

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Bicicleta de 4 homens por Art Rothschild

Quatro homens de bicicleta alimentada por cinco cadeias e com travões em todas as suas rodas. A  tetrabike foi construída por Art Rothschild (posição superior) que quebrou três costelas, enquanto aprender a montá-la. (LIFE magazine  em 27 de Dezenbro de 1948)



quinta-feira, 4 de abril de 2013

Poema da Semana - A sombra do Homem por Teixeira de Pascoaes



A Sombra do Homem

...

Já de tanto sentir a Natureza,
De tanto a amar com ela me confundo!

E agora, quem sou eu? Nesta incerteza,
Chamo por mim. Quem me responde? O mundo.

Chamo por mim; e a estrela me responde.
Chamo, de novo; e diz o mar: quem chama?
E diz-me a flor: onde é que estás? Aonde?
Vede a sorte terrível de quem ama!

Teixeira de Pascoaes

terça-feira, 2 de abril de 2013

Um sonho sonhado em conjunto... é uma realidade

"Um sonho que sonhas sozinho é apenas um sonho. Um sonho sonhado em conjunto é uma realidade"~ Yoko Ono In Grapefruit - A Book of Instructions and Drawings - 2ª Edição (1970)
Nota: O pensamento foi citado mais tarde por John Lennon numa entrevista. 

Raul Seixas utilizou este pensamento na música "Prelúdio".



"... se não houvesse tristeza nem miséria, se em todo o lugar corressem águas sobre as pedras, se cantassem aves, a vida podia ser apenas estar sentado na erva, segurar um malmequer e não lhe arrancar as pétalas, por serem já sabidas as respostas, ou por serem estas de tão pouca importância, que descobri-las não valeria a vida de uma flor." 
José Saramago in Memorial do Convento

Explosions In The Sky - Be Comfortable, Creature


O que for a profundeza do teu ser, assim será o teu desejo.
O que for o teu desejo, assim será a tua vontade.
O que for a tua vontade, assim serão teus actos.
O que forem teus actos, assim será teu destino.

Brihadaranyaka Upanishad IV, 4.5

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Quanto mais motivado pelo amor estiveres

Quanto mais motivado pelo amor estiveres, mais destemida e livre a tua acção será ~ Dalai Lama

PROUT é a sigla usada internacionalmente para designar a Teoria da Utilização Progressiva (Progressive Utilization Theory), uma filosofia socioeconómica elaborada por Prabhat Ranjan Sarkar, para promover o desenvolvimento físico, mental e espiritual dos seres humanos. 
O objectivo de PROUT é promover as orientações necessárias à implementação de uma sociedade humana verdadeiramente progressista. 
PROUT é uma proposta alternativa aos modelos socioecónomicos decadentes do capitalismo e do comunismo. Nenhum destes sistemas conseguiu promover o desenvolvimento físico, mental e espiritual da humanidade. 
PROUT procura o equilíbrio entre crescimento económico, desenvolvimento social e preservação do meio ambiente, considerando tanto os interesses individuais como os colectivos.
Combinando sabedoria espiritual, visão universalista e esforço pela emancipação económica de populações pobres, os proutistas (seguidores de PROUT) sedimentam uma nova proposta social e plantam as sementes de uma nova forma de viver. 
Mais informações em Proutugal