sábado, 15 de novembro de 2008

Palestra: Ernst Götsch - O universo, a sucessão ecológica e as agroflorestas


É preciso preservar, mas é possível regenerar. O agricultor e pesquisador suíço Ernst Götsch é prova de que a agricultura regenerativa pode ser um caminho de desenvolvimento para o país. Estabelecido em uma fazenda na zona cacaueira do sul da Bahia desde os anos 80, vem desenvolvendo técnicas de recuperação de solos. O equivalente a 480 campos de futebol foi recomposto, dos quais 350 se transformaram na primeira Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN) da Bahia. Além da colheita agrícola, observou-se que a fazenda desenvolveu seu próprio microclima, 14 nascentes de água foram recuperadas e a fauna repopulou o lugar. A partir do experimento – chamado de agricultura sintrópica –, Götsch elaborou um conjunto de princípios e técnicas para integrar produção de alimentos e regeneração natural de florestas que tem sido adaptado a diferentes regiões e climas nos últimos 30 anos.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Uncontacted Tribes - Breve documentário da Survival 2007


Parte 1/2


Parte 2



Mais de cem tribos em todo o mundo rejeitam o contacto com estranhos. Eles são os povos mais vulneráveis do planeta.
Muitos deles estão a viver em permanente fuga, fugindo de invasões de suas terras pelos colonos, madeireiros, fazendeiros petrolíferas e criadores de gado. Eles têm muitas vezes visto os seus amigos e famílias morrer às mãos de forasteiros, em massacres não denunciados ou epidemias.
Esta é sua história.

Saber mais, consultando o projecto e acompanhando as campanhas em:

Uncontacted Tribes


quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Campanha 1 milhão de sementes para o Vale do Coa


No âmbito do projecto Bosques da Faia Brava, a Associação Transumância e Natureza (ATN), desafia-te a passar dias diferentes, dedicados à conservação do bosque autóctone, através da iniciativa de voluntariado 1 Milhão de Sementes para o Vale do Côa. Com o apoio de voluntários, pretendemos recuperar e melhorar o coberto florestal de áreas que foram afectadas pelos incêndios, as principais linhas de água e zonas agrícolas abandonadas, contribuindo assim para a conservação do mosaico agro-florestal e das espécies florísticas e faunísticas que dele depende. A grande meta desta iniciativa é recolher e semear 1 milhão de sementes de árvores autóctones nos próximos 5 anos, numa área de cerca de 500 ha, incluindo freixos, sobreiros, azinheiras, carvalhos negral e cerquinho, lodão bastardo e zelha. Inscreve-te já, as vagas são limitadas. Apoie-nos fazendo parte da nossa equipa!

Datas: 15 de Outubro de 2008 a 15 de Março de 2009 (iguais períodos entre 2009 e 2013)
Mais informações aqui



quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Educação Ambiental no Youtube - Smithsonian National Museum of Natural History


No centro das actividades do Museu estão habilmente documentadas as suas colecções : mais de 125 milhões de exemplares de ciências naturais e artefactos culturais,No centro das actividades do Museu são habilmente suas coleções documentadas: mais de 125 milhões de exemplares ciências naturais e culturais artefatos incluindo 30 milhões de insetos, 4 ½ milhão de plantas, 7 milhões de peixes, e de 2 milhões de artefatos culturais.
Contudo, o Museu pretende o aumento de público, divulgando os seus projectos, exposições e seminários noutras formas de comunicação. Neste caso, abrindo um canal no Youtube, inaugurado a 2 de Maio de 2007.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Dia Mundial da Ciência pela Paz e o Desenvolvimento



O Dia Mundial da Ciência pela Paz e o Desenvolvimento é celebrado anualmente a 10 de novembro.

O propósito deste dia é destacar o papel da ciência no desenvolvimento e pacificação das sociedades, bem como promover a cooperação nacional e internacional neste domínio. Pretende-se ainda sensibilizar os decisores políticos para o apoio à ciência e para o seu uso para o desenvolvimento das sociedades.

Esta dia foi criado na 31ª. Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que ocorreu de 15 de outubro a 3 de novembro de 2001, através da Resolução 20.

Imagem: UN Photo/Jean-Marc Ferré (adaptado)
Documentos
Res. 20 da a 31ª. Conferência Geral da UNESCO que implementa Dia Mundial da Ciência pela Paz e o Desenvolvimento | UNESCO [en]
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Direito Ambiental e Política- curso ministrado por Holly Doremus


Embora incidindo, em parte, sobre o direito ambiental nos EUA (National Environmental Policy Act, Clean Air Act, and Clean Water Act) é interessante a forma como Holly Doremus perspectiva uma interacção com o federalismo ambiental e diferentes níveis de regulação da autoridade e sistema político na aplicação da lei.

Vídeo completo de todas as lições
, cerca de 1h 15 min., realização UCBerkeley Youtube

Ler mais
Artigos científicos de Holly Doremus

Blogue recomendado
Biolaw


domingo, 9 de novembro de 2008

120 mil professores, 120 mil Portugueses na rua


E voltou-se a fazer história. Depois de em Março, 100.000 professores terem descido a Avenida da Liberdade, Lisboa foi hoje invadida por 120.000, naquela que será a maior manifestação de professores jamais realizada em Portugal.[Fonte: Expresso Multimedia]

Comentário: A Ministra da Educação afirmou que a manifestação se trataou de uma guerrilha eleitoral, como se os Professores não fossem todos do mesmo País e vivêssemos num Estado democrático. Mais, os 20.000 professores avaliados no ano anterior foram os professores contratados (agora o Ministério da Educação não faz a distinção, porque lhe interessa). A manifestação não foi apenas pela suspensão desta avaliação. A manifestação conjunta de sindicatos e movimentos independentes foi também pela protecção da Escola Pública (contra as passagens administrativas dos Alunos, contra o novo estatuto do Aluno, fim da Escola em meios rurais, pelo direito de ensino gratuito a todas as crianças e jovens Portugueses), pela não divisão da carreira, contra as horas extraordinárias não-pagas e porque ao Professor é exigido demasiadas competências administrativas, restando pouco tempo e tranquilidade exigidas para Ensinar os Alunos. Além disso o Professor é apenas mais um cidadão. O seu trabalho desenvolve-se dentro da realidade envolvente que encontra (meios sócio-económicos e situação familiar dos Alunos da Escola ou Agrupamento onde o Professor está inserido). Só pode ser assim. Cabe aos outros agentes sociais cooperarem em benefício dos seus jovens e crianças e promover um Ensino Público justo, dinâmico certamente mas com qualidade e enquadrado com as políticas sócio-ambientais. Seremos capazes?

sábado, 8 de novembro de 2008

Musica do BioTerra: Paulo Bragança- Remar, Remar (versão em fado dos Xutos & Pontapés)



Depois de ouvir esta excelente interpretação, lembrei-me do sítio que vou muitas vezes com o meu filho visitar e chama-se GramáTICª. Conhecem? Contem imensos materiais didácticos, textos, documentos e fóruns temáticos para consulta, para esclarecimento de dúvidas de carácter científico e pedagógico sobre o conhecimento explícito da língua.

Verba docent, exempla trahunt
As palavras ensinam, os exemplos arrastam
(aforismo latino)

É nestes projectos que deposito a minha esperança e atitude que tenho mantido: de uma cidadania proactiva e interventiva e densa no nosso País. Ela existe e temos gente para melhorar Portugal, que labutam por um colectivo com mais justiça, mais e melhores vasos comunicantes na lusofonia (redes sociais, internet, poesia, ciência, arte, literatura, contos, oralidade) e mais Paz.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Playing For Change - Stand By Me


Letra e Canção de Ben E. King (1961)
When the night has come
And the land is dark
And the Moon is the only light we'll see
No, I won't be afraid
Oh, I won't be afraid
Just as long as you stand, stand by me

So, darlin', darlin', stand by me
Oh, stand by me
Oh, stand
Stand by me
Stand by me

If the sky that we look upon
Should tumble and fall
Or the mountains should crumble to the sea
I won't cry, I won't cry
No, I won't shed a tear
Just as long as you stand, stand by me

And, darlin', darlin', stand by me
Oh, stand by me
Whoa, stand now
Stand by me
Stand by me

Darlin', darlin', stand by me
Oh, stand by me
Oh, stand now
Stand by me
Stand by me

Whenever you're in trouble, won't you stand by me?
Oh, stand by me
Wow, just stand now
Oh, stand
Stand by me

"Stand By Me", gravada originalmente por Ben E. King em 1961 e composta em parceria com Jerry Leiber e Mike Stoller, é um dos maiores clássicos da história da música contemporânea. No seu cerne, o significado da canção gira em torno da fidelidade, do apoio incondicional, da amizade e do amor verdadeiro, funcionando como um hino à resiliência humana através dos laços afetivos.

A letra utiliza metáforas grandiosas e apocalípticas ligadas à natureza para demonstrar que nenhum obstáculo é insuperável quando se tem alguém de confiança por perto. Ao cantar que não chorará mesmo que o céu desabe ou que as montanhas desmoronem no mar, desde que a outra pessoa permaneça ao seu lado, o narrador expressa como a presença de um companheiro - seja um parceiro romântico, um amigo ou um familiar - confere a força necessária para enfrentar as maiores crises e incertezas da vida sem medo.

A génese da canção encontra-se fortemente enraizada na tradição gospel norte-americana, tendo sido inspirada num hino religioso clássico chamado "Lord, Stand by Me". Ben E. King pegou nessa base espiritual, que originalmente pedia o amparo de Deus nos momentos de provação, e adaptou-a para um contexto secular, focando-se na solidariedade e no amor terreno entre os seres humanos.

Este significado expandiu-se e ganhou uma nova camada de leitura em 1986, com o lançamento do filme homónimo realizado por Rob Reiner (intitulado  Conta Comigo em Portugal), baseado numa obra de Stephen King. Ao acompanhar a jornada de crescimento e as provações de quatro jovens amigos, a música tornou-se o símbolo definitivo da amizade pura, da lealdade e do companheirismo que marcam a transição para a vida adulta. Em última análise, "Stand By Me" permanece como um apelo universal à ligação humana, relembrando-nos de que a vulnerabilidade faz parte da vida, mas que o apoio mútuo é o escudo mais poderoso que possuímos.

Cartoon- Quero entrar na política



John Perkins. “Portugal está a ser assassinado, como muitos países do terceiro mundo já foram” 
Em tempos consultor na empresa Chas. T. Main, John Perkins andou dez anos a fazer o que não devia, convencendo países do terceiro mundo a embarcar em projectos megalómanos, financiados com empréstimos gigantescos de bancos do primeiro mundo. Um dia, estava nas Caraíbas, percebeu que estava farto de negócios sujos e mudou de vida. Regressou a Boston e, para compensar os estragos que tinha feito, decidiu usar os seus conhecimentos para revelar ao mundo o jogo que se joga nos bastidores financeiros.

Confessions of an Economic Hit Man (2004). O livro completo aqui e é para ler de um só fôlego. Urgente! Há mais obras de John Perkins. 
Página Oficial John Perkins

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Obama e o Ambiente



Obama venceu! Parabéns a Obama e ao povo norte-americano! No presente é já uma eleição Histórica.

A League of Conservation Voters (LCV) é uma prestigiada organização norte-americana que acompanha o desempenho ambiental dos senadores, representantes e políticos em geral, que permite aos eleitores com preocupações ambientais decidir o seu voto com maior conhecimento de causa.
Vale a pena verificar que a LCV é claramente pró Obama.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A Crise no seu Labirinto

Foto retirada de um artigo
Crónica de Bernardino Guimarães, Jornal de Notícias
O Ambiente vai ser vítima da crise financeira? No desenrolar do novelo confuso e emaranhado, deste desmoronar de sonhos especulativos à escala planetária, ouvem-se recados e sentenças, embora poucas soluções duradouras. E algumas vozes, declaram já a necessidade de recentrarmos tudo na economia. Agora temos que pensar no que é prioritário bradam políticos e empresários. Nem o facto de terem sido incapazes de prever ou prevenir o que quer que fosse, embalados que estavam na bonomia do crescimento mundial alimentado pelas bolsas eufóricas, priva essas personagens graves de uma aura de autoridade, gurus perplexos com pouca vontade de revelar culpas e fraquezas. E o ambiente passa a secundário! Nessa linha, é reveladora a decisão dos ministros da economia da União Europeia, solicitando à Comissão que aligeire, ou esqueça, as quotas de emissões de gases atribuídas à indústria, primeiro passo para enterrar o plano europeu contra as alterações climáticas. Admiram-se?
Contemos com mais iniciativas do género nos próximos tempos!
Trata-se de miopia, da irremediável. Existe uma crise económica (ou só financeira) que é conjuntural, muito embora contendo traços que denunciam qualquer coisa de mais profundo. E existe uma crise ecológica, global também e indesmentível. Estrutural.

Muitos analistas acusam o capitalismo bolsista globalizado de se ter desligado totalmente da economia real. O entusiasmo dos especuladores baseou-se durante décadas, alegremente, em produtos que verdadeiramente não existiam e em créditos sem condições reais de retorno. Os mercados de futuros inventavam dinheiro sobre operações e inovações que nem sequer existiam…nem estavam para existir! A banca de investimentos mundializada esqueceu o presente e desvalorizou o trabalho e a produção efectiva de bens. Quer dizer, perdeu-se do chão que pisava. Mas verdade (inconveniente?) é que a própria economia, há muito tempo se desconectou também da sua base real, daquilo que temos por recursos naturais, subavaliando e gastando o capital natural finito— base última de toda a economia.

Desse capital natural dever-se-ia retirar, com parcimónia, parte dos juros que nos oferece, em água, em atmosfera, em solos, em biodiversidade, em minerais, em florestas, em sistemas que asseguram o suporte da vida. Só que a ideologia do crescimento» assim não viu…consumindo mais do que a Terra pode dar e comprometendo equilíbrios dinâmicos sem os quais o progresso da Humanidade não é possível. Vivemos assim e de forma bem concreta …acima das nossas posses. Que o agora tão condenado (mas incentivado por governantes e pensadores económicos durante anos) "capitalismo de casino", tenha dado de si e encravado numa curva sinuosa de hipotecas e empréstimos duvidosos, não pode ser motivo de pasmo. Se a própria definição técnica da riqueza das nações ignora os serviços dos sistemas naturais e até promove como activos os actos predatórios sobre esses sistemas ecológicos!

Recuar no combate às causas das alterações climáticas, no combate à perda de biodiversidade, na alteração dos rumos em energia, terá efeitos trágicos. Lembrem-se ao menos do que diz o Relatório Stern sobre o que pode vir a ser a crise económica real provocada pelas mudanças do clima— não são (tranquilizem-se!) conclusões de ecologistas militantes! Mais uma vez: precisa-se de conciliação e ligação entre Economia e Ecologia. Também para evitar as lógicas de curto prazo, visões do lucro trimestral (de uns poucos) avassalando tudo o resto. Não foi essa, afinal de contas, a causa do buraco onde agora nos encontramos?


terça-feira, 4 de novembro de 2008

Animais salvam o Planeta - Fábulas em vídeo, amigas do ambiente


Animals Save The Planet foi um projecto criado pelo Ardman Animations Studio para a Animal Planet. Consiste numa série de 11 vídeos com uma mensagem ecológica e muito bons para educação cívica e até reuniões com pais, etc.
Podem visualizar os vídeos no Youtube

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A Geração dos Pais Confusos


Um livro de resposta para os perigos da paternidade no mundo de hoje, em que Diane Ehrensaft nos orienta com exemplos da sua actividade de psicóloga clínica. Transcrevo a seguir uma citação (adaptada) desta obra.

"[Nos anos 30 defendia-se o autoritarismo e nos anos 40 e 50 iniciaram-se as abordagens mais permissivas, promovidas por Benjamim Spock. Nos anos 80, cresceu a publicidade privilegiando o bébé adulto e nos anos 90 com o resultado das melhorias na tecnologia da fertilidade surge a ideia do bébé perfeito]. Hoje em dia, não existem directivas tão claras para guiar os pais ao longo da educação dos filhos. Em vez disso, saltitam desesperadamente de uma abordagem para a outra- de permissivos para autoritários, de democráticos para autocráticos, de condescendentes para castradores."

Sítio da Autora



sábado, 1 de novembro de 2008

Sobre o 1º de Novembro, por Paulo Borges


Celebra-se hoje o Halloween ou o céltico Samhain, conectado com o Dia de Todos os Santos e com o Dia de Finados da cultura cristã. Tradicionalmente esta é uma noite onde se abrem as portas que separam os mundos visíveis e invisíveis e estes comunicam entre si, permitindo que seres e forças estranhas rompam os frágeis muros do mundo e da racionalidade humana, sempre em busca de se fechar e isolar por medo de conviver com as potências cósmicas do sagrado selvagem, manifestas na forma de animais, demónios e deuses. Hoje foi também o dia em que a maioria dos deputados eleitos pelos portugueses, esquecidos de que nos representam e não aos partidos nem às corporações económico-financeiras, abriram as portas à maior violência fiscal da nossa história e deram mais um passo para a destruição do país. Hoje muitos andarão disfarçados de bruxas, demónios e vampiros, mas as verdadeiras forças das trevas reuniram-se na Assembleia da República, vestidas de fato e gravata, chegando e partindo em BMWs e Audis, para antecipar a votação e fugir dos protestos da tarde. Este foi o verdadeiro horror deste dia. Não o desejo, porque sou pela não-violência, mas temo que estejam a juntar achas para a grande fogueira que um dia destes, num imenso Halloween, vai incendiar este sistema podre. 

Sobre Paulo Borges

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