quinta-feira, 11 de março de 2021

Portugal precisa de investir em espécies autóctones


Quercus robur


Atualmente, o castanheiro, o freixo, o carvalho e a nogueira são as principais matérias-primas usadas no fabrico de mobiliário, em especial de luxo. No entanto, em Portugal, existe cada vez menos floresta autóctone, o que significa que nos dias de hoje não há madeira de qualidade para o fabrico de bom mobiliário. Desta forma, designers e industriais salientam a importância de o investimento em espécies autóctones para o país caminhar para um futuro verdadeiramente mais sustentável. 

Segundo o 6º Inventário Florestal Nacional, publicado pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, a floresta é o principal uso do solo nacional, representando cerca de 36% e é largamente constituída por espécies florestais autóctones (72%).

Importância das florestas para a vivência humana

Fonte de alimentos, de matérias-primas, de componentes para medicamentos e de uma ampla variedade de serviços ambientais, como a conservação da biodiversidade, a proteção contra a erosão do solo e a desertificação, o controlo de inundações, entre outras componentes vitais na proteção do meio ambiente, as florestas são consideravelmente fundamentais na sobrevivência e no bem-estar das populações, na medida em que promovem a manutenção da estabilidade do clima e do ambiente.

De forma a promover o potencial da floresta, Vitor Poças, Presidente da Associação dos Industriais de Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP), destaca a importância de plantar árvores, de promover o emparcelamento e uma floresta de regionalidade a fim aproveitar o que de melhor há na natureza. Salientando, “pela sua textura, diversidade, características mecânicas e durabilidade, as madeiras de espécies autóctones são elementos fundamentais para a beleza, design e exclusividade das peças fabricadas, quer sejam totalmente fabricadas em madeira maciça, quer sejam em painéis revestidos com estas madeiras, como o castanheiro, a nogueira, a cerejeira, o carvalho e o pinheiro”.

Promover medidas para uma gestão adequada e sustentável da floresta é determinante para que Portugal consiga tornar a sua economia cada vez mais circular, inovadora e equilibrada. O futuro sustentável depende da adoção de medidas concretas, de forma a minimizar as problemáticas ambientais associadas.

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