sexta-feira, 1 de maio de 2026

Viva o 1º de Maio

Giuseppe Pellizza da Volpedo - "O Quarto Estado" (1901)

Giuseppe Pellizza dá este nome à sua obra porque os trabalhadores sentiam que não eram representados pelo sistema político da época, o chamado parlamentarismo burguês. Eles constituíam um "novo grupo" social que passava a exigir voz própria e participação ativa nas decisões da sociedade. Historicamente, essa nomenclatura marca uma evolução clara: se o Terceiro Estado, liderado pela burguesia, foi o responsável por derrubar o absolutismo do Clero e da Nobreza, o Quarto Estado surgia agora como o proletariado organizado para reivindicar direitos diante da exploração exercida por essa mesma burguesia.

Na representação visual da tela, nota-se que a multidão não está armada; pelo contrário, os trabalhadores avançam de forma pacífica, mas com uma determinação inabalável. Trata-se de uma marcha em direção à "luz" do progresso e da justiça social, um recurso artístico que indica que o futuro pertenceria a esse novo estrato social. Em resumo, o Quarto Estado retratado por Pellizza era a classe operária consciente de si mesma e do seu papel histórico, marchando para ocupar o seu lugar de direito ao lado — ou mesmo à frente - dos três grupos que tradicionalmente detinham o poder.

Saber mais:
  1. Primeiro de Maio de 2026: a remuneração dos CEO mais elevados aumentou 20 vezes mais rapidamente do que a remuneração dos trabalhadores em 2025, acusa a Confederação Sindical Internacional, num relatório devastador.
  2. Em 2024, a Oxfam apresentou uma queixa formal contra a Amazon e a Walmart às Nações Unidas. Leia mais sobre a vigilância e o sofrimento nos armazéns da Amazon e da Walmart.
  3. A 7ª edição do Inquérito Mundial de Valores revelou que metade das pessoas acredita que “os ricos compram frequentemente eleições” nos seus países.
  4. A Oxfam estima que os multimilionários têm 4.000 vezes mais probabilidades de ocupar cargos políticos do que as pessoas comuns.
  5. Descarregue o relatório da CSI “Corporações que Minam a Democracia 2025”.
  6. Mais de 840 mil mortes por ano ligadas a riscos psicossociais no trabalho, diz novo relatório da OIT 

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