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| Papa-ratos (Ardeola ralloides) |
Silenciosa, orgulhosa e belamente vestida,
Uma vigia solitária à beira da vala escondida,
Saudando os ventos suaves do arrozal e a luz pálida da manhã,
Sobressaltada pelo passo repentino ou pela sombra de um estranho que passa,
Procurando apenas a poula silenciosa e um ramo isolado para pousar,
Adornada com as suas penas domingueiras de um fino camurça e oiro,
Uma habitante fundida onde as águas mansas se cruzam com o céu,
Um espírito do caniçal plantado na terra.

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